micoplasmas em medicina veterinária, Resumos de Veterinária
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI

CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS – CPCE CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

DISCIPLINA: ORNITOPATOLOGIA PROFESSOR (a): REGINA

TRABALHO AVALIATIVO

Aluno (a): Jéssica Fernanda Silva Sousa

BOM JESUS – PI

2018

MICOPLASMAS

Os micoplasmas são microrganismos da divisão Tenericutes e da classe Mollicutes,

que são caracterizados pela ausência de parede celular. Essa classe possui seis famílias,

das quais a Mycoplasmatacae possui o gênero Mycoplasma. Os patógenos de indiscutível

importância à indústria avícola são: Mycoplasma gallisepticum, Mycoplasma synoviae e

Mycoplasma melleagridis.

Em aves ou ovos férteis de linhas puras, bisavós e avós importadas ou nascidas no

Brasil: Positivo para M.gallisepticum, M.synoviae, sacrifício/abate do nucleo. Positivo para

M.gallisepticum, M.synoviae, M.melleagridis, exclusivo para perus, sacrifício/abate do

núcleo. Matrizes: Constatando-se positividade para M.gallisepticum em galinhas ou

M.galisepticum, M.synoviae ou M.melleagridis em perus, sacrifício e abate do núcleo e

destruição de todos os ovos incubados ou não, dele provenientes. Constatando-se

positividade para M.synoviae em galinhas, esses núcleos poderão ser tratados com

antibiótico e retestados após o período de eliminação de resíduos de antibióticos.

Havendo confirmação do diagnóstico, será determinado o sacrifício das aves do

núcleo quando se tratar de linhas puras, bisavós e avós, seguindo-se a investigação

epidemiológica pelo serviço oficial. Para matrizes de galinhas, será aceito o tratamento e

reteste quando se tratar de positividade para Mycoplasma synoviae. O estabelecimento

avícola, certificado como núcleo livre, somente estará habilitado ao comércio de aves ou

ovos férteis procedentes deste núcleo. O estabelecimento avícola que obtiver o certificado

de estabelecimento livre estará habilitado a proceder ao comércio de aves ou ovos férteis de

todos os núcleos.

Uso de vacinas para micoplasmas pode variar desde a meta de produzir mais ovos

para consumo humano até a abordagem ecológica da substituição de cepas selvagens por

cepas vacinais. Para micoplasmas, parte do sistema produtivo necessita evitar a doença

(produção de ovos) enquanto a outra parte necessita eliminar as cepas selvagens e auxiliar

na erradicação do agente (plantéis básicos).

Especialmente para MG, as vacinas tem sido eficientes em ambas as situações. Na

produção de ovos as vacinas para MG são largamente utilizadas com sucesso. Nesse setor

a manutenção de granjas de múltiplas idades e que alojam pintos ou frangas recriadas de

diferentes origens, aliado à deficiente.

O objetivo fundamental de uma vacinação pode variar desde a meta de produzir ovos

com níveis altos de anticorpos até a abordagem ecológica da substituição de cepas

selvagens por cepas vacinais. A decisão entre evitar a doença ou eliminar o agente deve

também ser preocupação de quem determina um programa de vacinação. Para

micoplasmas, parte do sistema produtivo necessita evitar a doença (produção de ovos)

enquanto a outra parte necessita eliminar as cepas selvagens e auxiliar na erradicação do

agente (plantéis básicos).

Por muitos anos a vacinação com a cepa F de MG tem sido utilizada em poedeiras,

mesmo com sua virulência residual, porque o ganho na produção de ovos favorece a relação

custo benefício para o produtor. Sua maior deficiência é ter certa virulência para perus e

pintinhos, mas mesmo assim isso não é muito problemático porque regiões produtoras de

ovos não são em geral regiões de criação de perus, e porque a recria de reposição pode ser

feita em outra granja ou em núcleo isolado na mesma granja, reduzindo a possibilidade de

infecção de pintinhos. Mesmo quando isso ocorre, a infecção ainda se dá por uma cepa

vacinal, o que representa uma vantagem. É sempre mais vantajosa uma infecção por uma

amostra vacinal com resíduo de virulência do que a infecção por uma amostra de campo

francamente virulenta.

A cepa F porém, está sofrendo redução em seu uso. Essa observação se explica

mais pelo surgimento de vacinas mais vantajosas que pelas deficiências da cepa F.

Recentemente surgiram no mercado as cepas ts-11 e 6/85 de MG, com claras vantagens

sobre a cepa F. Essas não tem a virulência residual que pode causar sinergismo com

infecções virais ou mesmo com a vacinação com alguns vírus vivos e oferecem maior

segurança quanto à possíveis doses elevadas oriunda de acidentes na vacinação. Essas

vacinas ainda tem baixa transmissão horizontal e não causam resposta sorológica intensa,

permitindo uma avaliação da ocorrência paralela da infecção por cepas de campo através de

sorologia.

O surgimento das vacinas com as cepas 6/85 e ts-11 de MG, representou a grande

vantagem de se ter disponíveis imunizações que conduzem à proteção do lote porém sem

causarem intensa resposta sorológica. Ambas vacinas têm sido demostrado serem

causadoras de fraca resposta de anticorpos nas aves vacinadas, consequentemente

resultando em fraca reação tanto em soroaglutinação rápida (SAR) como em ELISA. A

resposta sorológica à vacinação com a cepa 6/85 é praticamente negligenciável, permitindo

detectar a possibilidade da infeção concomitante do lote por cepas de campo através de

testes sorológicos.

A vantagem das vacinas vivas em relação às bacterinas reside em sua ação sobre a

população de cepas selvagens. A interação entre o hospedeiro, o patógeno e a cepa vacinal

resulta na seleção da cepa vacinal como majoritária na granja. As aves são vacinadas antes

de receberem grande pressão de infecção pela cepa selvagem, o que resulta em

colonização dos epitélios pela cepa vacinal.

Uma vez eliminadas as cepas de campo, a própria cepa F poderá ser eliminada pelo

uso das vacinas com as cepas ts-11 ou 6/85, e quando da certificação de que ambas, as

cepas de campo e a cepa F, forem completamente eliminadas pode-se tentar a suspensão

da vacinação e o conseqüente restabelecimento da granja como livre de micoplasmas. As

confirmações de que as amostras virulentas foram eliminadas podem ser feitas por sorologia

e tentativas de isolamento, e a comparação das amostras isoladas feita com base em

técnicas de genética molecular. Este procedimento, no entanto, necessita ser testado em

larga escala, inclusive em matrizes, para sua aplicação com maior segurança. A decisão de

suspender a vacinação é, no entanto, de alto risco em granjas de idades múltiplas ou com

outro fator que cause baixa biosseguridade. A manutenção da vacinação, por outro lado,

garante a permanência de cepas vacinais na granja impedindo a ocorrência de infecções

com amostras de campo.

Essas situações são especialmente importantes quando uma granja está

contaminada com ambos MG e MS, quando o tratamento para MS pode interferir na

vacinação para MG e as tentativas de isolamento de MS podem resultar repetidamente em

isolamento da cepa vacinal de MG. O isolamento de MG é sempre mais fácil, uma vez que

este é menos exigente em condições de crescimento em laboratório.

Tanto as cepas vivas como as bacterinas interferem com esse controle por causarem

resultados positivos em sorologias (bacterinas) e isolamento de micoplasmas (cepas vivas),

dos quais os plantéis dependem de repetições de testes com resultado negativos para

serem certificados como livres de micoplasmas.

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