N137-recondicionamento de uma serra fita de bancada, Notas de estudo de Engenharia Mecânica
maria-oliveira-3
maria-oliveira-3

N137-recondicionamento de uma serra fita de bancada, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

6 páginas
8Números de download
899Número de visitas
Descrição
RECONDICIONAMENTO DE UMA SERRA FITA DE BANCADA
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 6
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas

Volume 12 – n. 137 – Maio/2017

ISSN 1809-3957

Revista SODEBRAS – Volume 12

N° 137 – MAIO/ 2017

RECONDICIONAMENTO DE UMA SERRA FITA DE BANCADA

BAND SAW REBUILD

MARIA AUGUSTA MINGUTA DE OLIVEIRA1; MARCUS ANTONIUS DA COSTA NUNES2; MARIA

DE LOURDES DE OLIVEIRA3; MILÂNIA EFFGEN CARAN 4; VALMIRO NERI DOS SANTOS5

1 - UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES; 2, 3, 4, 5 - FACULDADE VALE DO CRICARÉ;

3- INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

maria.uerj@gmail.com

Resumo - Este trabalho tem por objetivo o estudo do

recondicionamento de uma máquina do tipo Serra Fita de

Bancada. Entendendo-se que cuidados técnicos são

indispensáveis para o funcionamento regular de uma máquina,

aponta-se que a falta de conservação e manutenções periódicas

contribuem para a depreciação antecipada de uma máquina.

Neste sentido, tem-se como exemplos de conservação, a

lubrificação da engrenagem, a limpeza da máquina, os serviços

básicos de manutenção elétrica, dentre outros, e que para melhor

eficiência recomenda-se a existência do Manual de Organização

da Manutenção. Ao final deste trabalho, comprova-se que uma

máquina descartada em um Ferro Velho, pode ser

recondicionada e apta a desempenhar as funções para as quais

foi fabricada. Da conclusão, finaliza-se de como essa ação foi

importante para o meio ambiente, uma vez que, quando uma

peça deixa de ser descartada como sucata, e retoma às suas

atividades, outra deixa de ser produzida, o que contribui com os

aspectos financeiros e de sustentabilidade.

Palavras-chave: Manutenção. Recondicionamento. Meio Ambiente.

Abstract - This article has as objective the study of the

reconditioning of a machine of the type Saw Bench Tape. Since

technical care is indispensable for the regular operation of a

machine, it is pointed out that the lack of maintenance and

periodic maintenance contribute to the anticipated depreciation

of a machine. In this sense, we have as examples of maintenance,

lubrication of the gear, the cleaning of the machine, basic

electrical maintenance services, among others, and for better

efficiency it is recommended the existence of the Maintenance

Organization Manual. At the end of this work, it is concluded

that a machine discarded in an old iron can be reconditioned and

able to perform the functions for which it was manufactured.

From the conclusion, it finishes of how this action was important

for the environment, once, when a part stops being discarded like

waste, and resumes its activities, another ceases to be produced,

which contributes to the financial aspects and sustainability.

Keywords: Maintenance. Reconditioning. Environment.

I. INTRODUÇÃO

A manutenção em uma determinada máquina é uma

decisão humana, pois trata-se de uma intervenção para sanar

uma falha específica ou de uma ação antecipada visando

manter a máquina em funcionamento. A falha, por sua vez,

pode significar a perda de uma função específica do

equipamento, e se constitui numa perda física.

Segundo Branco Filho (2008), manutenção é um

conjunto de medidas ou ações que permitem conservar ou

restabelecer um sistema em seu estado de funcionamento.

O conceito de manutenção está diretamente ligado a

vida útil de uma máquina ou de um equipamento, e deve ser

uma prática constante nas organizações do setor, uma vez

que defeitos ou quebra de aparelhos podem vir a gerar altos

custos com a sua recuperação, contribuir com o aumento dos

acidentes de trabalho, além de causar insatisfação do cliente,

no caso de prazo de algum serviço, não ser atendido.

Apesar do homem fazer manutenções desde épocas

mais remotas, efetivamente o termo MANUTENÇÃO

surgiu no século XVI na Europa Central,

concomitantemente ao surgimento do relógio mecânico,

quando surgiram os primeiros técnicos em montagem e

assistência.de manutenção.

De acordo com a ABNT NBR 5462:1994, manutenção

é definida como:

“A combinação de todas as ações técnicas e

administrativas, incluindo as de supervisão,

destinadas a manter ou relocar um item em um

estado no qual possa desempenhar uma função

requerida (ABNT NBR 5462:1994).”

Segundo Moraes (2014), pode-se entender manutenção

como sendo: “... a combinação de todas as ações técnicas e

administrativas, incluindo a de supervisão,

destinadas a manter ou recolocar um equipamento

ou instalação em um estado no qual possa

desempenhar uma função requerida... (MORAES,

2014).”

A manutenção está dividida em três gerações, as quais

são: Primeira Geração, Segunda Geração e Terceira

Geração. A primeira geração compreendeu o período até

antes da Segunda Guerra Mundial, quando a indústria era

pouco mecanizada e os equipamentos eram simples. A

manutenção consistia em apenas serviços de limpeza,

lubrificação e reparo após a quebra, ou seja, a manutenção

era fundamentalmente corretiva. A segunda geração

compreendeu o período pós-guerra até a década de 1960,

quando pelo aumento da mecanização, compreendeu-se que

falhas dos equipamentos poderiam e deveriam ser evitadas,

o que resultou no conceito de manutenção preventiva.

135

Volume 12 – n. 137 – Maio/2017

ISSN 1809-3957

Assim, desta evolução, volta-se a atenção para a

Terceira Geração, que aconteceu a partir da década de 1970

até os dias atuais. Na terceira geração passou-se a reforçar o

conceito da manutenção preditiva.

Segundo os autores Alan Kardec e Julio Nascif (2007):

“O crescimento da automação e da mecanização

passou a indicar que a confiabilidade e

disponibilidade tornaram-se pontos chave em

setores tão distintos quanto saúde, processamento

de dados, telecomunicações e gerenciamento de

edificações”.

Portanto, maior automação contribui com a expectativa

de maior disponibilidade e confiabilidade, melhor benefício-

custo, melhor qualidade dos produtos, preservação do meio

ambiente.

Cuidados com a manutenção envolvem a conservação,

a adequação, a restauração, a substituição e a prevenção,

cuja ausência desses cuidados, contribuem para o aumento

do descarte de máquinas, antecipando o fim da sua vida útil.

Essas ações contrariam a iminente preocupação mundial

com os impactos no meio ambiente advindos das ações

antrópicas, e que vem sendo cada vez mais reforçada por

meio de várias mensagens, quando passa a se existir uma

urgência em minimizar os agravos que a ação humana causa

ao espaço no qual está inserido.

Em busca de ações cada vez mais eficazes contra o

desperdício de matéria prima e de tempo, no setor industrial

atualmente, há dois tipos de manutenção: a planejada e a

não planejada (NOGUEIRA et al., 2012).

A manutenção planejada pode ser do tipo: preventiva,

preditiva, TPM e Terotecnologia.

1.1 - Manutenção preventiva:

A manutenção preventiva consiste no conjunto de

procedimentos e ações antecipadas que visam manter a

máquina em funcionamento.

1.2 - Manutenção preditiva:

A manutenção preditiva é um tipo de ação preventiva

baseada no conhecimento das condições de cada um dos

componentes das máquinas e equipamentos, que são obtidos

por meio de um acompanhamento do desgaste de peças

vitais de conjuntos de máquinas e de equipamentos.

1.3 - TPM: manutenção produtiva total:

É uma filosofia baseada em ações de pequenos grupos

visando à quebra zero dos equipamentos, definidos cinco

medidas para tal conquista:

1. Definição das condições básicas (limpeza,

lubrificação e aperto das partes soltas).

2. Obediência e respeito às condições de uso.

3. Recuperação das degenerações.

4. Saneamento das deficiências existentes no projeto

original.

5. Maior capacitação técnica tanto da Produção como

da Manutenção.

1.4 - A Terotecnologia:

É uma técnica inglesa que determina a participação de um

especialista em manutenção desde a concepção do

equipamento até sua instalação e primeiras horas de produção.

Com a terotecnologia, obtêm-se equipamentos que facilitam a

intervenção dos mantenedores. Assim, é possível reformar um

equipamento convencional com atualizações tecnológicas.

A manutenção não planejada classifica-se em duas

categorias: a corretiva e a de ocasião.

1.5 - Manutenção corretiva:

A manutenção corretiva tem o objetivo de localizar e

reparar defeitos em equipamentos que operam em regime de

trabalho contínuo.

1.6 - Manutenção de ocasião:

A manutenção de ocasião consiste em fazer consertos

quando a máquina se encontra parada.

Isso posto, volta-se a atenção para esse trabalho, cujo

objetivo é o estudo do recondicionamento de uma máquina

do tipo Serra Fita de Bancada.

II. PROCEDIMENTOS

2.1 - Metodologia Para alcançar os objetivos propostos nesse trabalho, foram utilizados a pesquisa documental e a pesquisa de campo. Para viabiliza-la necessitou-se separa-la em dois instantes distintos.

No primeiro momento, buscou-se revisões

bibliográficas referentes ao tema proposto, que se deu por

meio de livros, artigos técnicos, teses e dissertações, e que

tratavam das peculiaridades da manutenção industrial, de

reciclagem e meio ambiente.

No segundo momento, a pesquisa foi de campo, e se

deu por meio da aquisição, em um Ferro-velho, de uma

Serra Fita de Bancada,que além de se encontrar em desuso,

apresentava estado avançado de deterioração.

2.2 – Experimento

O experimento consiste no recondicionamento de uma

máquina Serra Fita de Bancada. Todos os procedimentos

para o recondicionamento da máquina, foram abordados no

Item III.

III. RECONDICIONAMENTO DE UMA SERRA FITA

DE BANCADA

Entendendo-se que a falta de manutenção e posterior

descarte da máquina para um Ferro-velho, provocaram a

completa inoperância da máquina, procedeu-se a um

recondicionamento de uma máquina, cujo modelo adquirido

para essa pesquisa, foi uma máquina do tipo Serra Fita de

Bancada.

Com o objetivo de confrontar que descuidos como a

falta de manutenção periódica, anteciparam o fim da vida

útil da máquina adquirida, realizou-se um estudo, cujas

etapas foram as seguintes: aquisição da máquina, avaliação

geral da máquina, desmontagem para análise pontual de

cada peça e recondicionamento da máquina.

Máquina: Serra Fita de Bancada

Marca: Champion

Modelo: Desconhecido

Ano de Fabricação: Desconhecido

Esta máquina foi adquirida em um Ferro Velho, pelo

valor de R$100,00. Em consulta a internet não foi

encontrado a empresa que a fabricou.

136

Volume 12 – n. 137 – Maio/2017

ISSN 1809-3957

1º Passo: Avaliação geral da máquina:

Figura 1 - Aspecto geral da máquina.

Fonte: próprio autor.

A máquina Serra Fita de Bancada, objeto dessa

pesquisa, pelos anos de exposição ao ambiente, se apresenta

com deterioração generalizada pela oxidação do ferro,

observada na (Figura 1), e popularmente conhecida como

ferrugem.

A ferrugem é o resultado da oxidação do ferro. Este metal em contato com o oxigênio presente na água e no ar se

oxida e desta reação surge a ferrugem que deteriora pouco a

pouco o material original. A sua formação pode ser melhor

entendida com o auxílio da equação geral da formação da

ferrugem, que se apresenta da seguinte maneira:

Fe(s) → Fe2+ + 2e- (oxidação do ferro)

O2 + 2H2O + 4e- → 4OH- (redução do oxigênio)

2Fe + O2 + 2H2O → 2Fe(OH)2 (equação geral da formação

da ferrugem).

Na (Figura 1) citada, destacam-se as seguintes

observações referentes aos elementos componentes da

máquina Serra Fita de Bancada:

• Oxidação generalizada;

• Proteção frontal da fita emperrada, possivelmente por falta de uma camada de proteção, como a

lubrificação;

• Volantes, parafuso de soltar/esticar fita e parafusos de alinhamento da fita emperrados devido à

oxidação nas peças;

• Suporte dos alinhamentos e esticador da fita travado pela ferrugem;

• Polia movida presa com um parafuso fora do padrão, desbalanceando a máquina;

• Roletes de alinhamento da fita com ferrugem e travado (ferro com ferro);

• A base está fixada em um ponto sem condições de regulagem;

• 02 roletes de ferro para alinhamento lateral da fita;

• 01 rolamento para apoio traseiro da fita (quebrado);

• Parafuso de regulagem altura do corte, travado;

• Parafuso de regulagem Fita / Base (travado);

• Estrutura da mesa, com a parte inferior em estado avançado de deterioração.

2º Passo: Desmontagem para análise pontual de cada

peça:

Após desmontagem, auxiliada com imersão em óleo, separou-se as peças dos conjuntos para

iniciar as análises pontuais:

• Limpeza das peças a base de água para análise;

• Limpeza química nas peças menores oxidadas;

• Separação das peças/estrutura para jateamento / lixamento para pintura;

• Peças separadas, avaliação de ação: recuperação e ou compra;

• Para peças sem condições de reuso, deve-se verificar o custo de aquisição de uma nova;

• Análise de possíveis modificações para melhorias, como uso de rolamentos vedados a fim de evitar

contaminação da graxa pela poeira da madeira ou

ponto de lubrificação na parte superior do

rolamento.

• Ajustes nas folgas com solda e usinagem;

• Verificação de folga nas chavetas e rolamentos;

• Verificação de folga nos eixos com auxílio de paquímetro e micrometro;

• Verificação das correias e correntes;

• Contabilização de horas de trabalho de manutenção;

• Fabricação de um suporte para a máquina;

• Fabricação de uma proteção para correia;

• Estudo para se definir o tamanho da correia;

• Implementação de um motor de 0,5 CV baixa velocidade (recomendado 2CV) que estava

disponível para uso.

3º Passo: Máquina desmontada e início da manutenção:

Jateamento e pintura da estrutura:

• As peças da (Figura 2), foram separadas e submetidas a jateamento, aplicação de primer e

pintura final: esmalte sintético martelado (Verde

Brasil).

Jateamento e pintura das proteções frontais e

Volante Movido Superior e da Mesa de Trabalho:

• Como a mesa estava num estado de deterioração avançado, foi necessário após o jateamento e

lixamento preencher algumas áreas com massa

epoxídica, para então aplicar o primer e pintura

final.

Figura 2 - Peças jateadas e pintadas.

Fonte: próprio autor.

137

Volume 12 – n. 137 – Maio/2017

ISSN 1809-3957

Limpeza química e pintura do Volante Motriz

Inferior:

Figura 3 - Volante do Motor Inferior e Mesa de Trabalho.

Fonte: próprio autor.

• O Volante foi submetido a uma limpeza química

(vide Figura 3) com ácido clorídrico na

concentração de 10%, neutralização com soda

caustica 10% por um tempo total de 02:00 horas.

Posteriormente, foram aplicados o primer e a tinta.

Conjunto do Esticador e nivelamento da lâmina de Serra:

Figura 4 - Conjunto do Esticador.

Fonte: próprio autor.

• Conjunto oxidado, inicialmente travado, foi desmontado e submetido a limpeza. O lixamento

foi realizado sob uma base plana de mármore a fim

de eliminar a folga existente, sendo então

finalizada com a pintura.

Conjunto do Volante Movido:

Figura 5 - Rolamento do Volante Movido.

Fonte: próprio autor.

• O rolamento é com proteção de gaiola modelo 202 S 20 importado e apresentava um pouco de folga.

Poderia se avaliar algumas modificações a fim de

substituí-lo por um modelo nacional que possa ser

de um catálogo SKF, por exemplo. Uma sugestão

seria alargar o furo para de 35mm para 40mm e

substituir o eixo de 16mm para 17mm tornado

possível o emprego de um modelo como o 6203 2rs

que possui blindagem dupla eliminando a

contaminação pela poeira da madeira e outros

possíveis contaminantes.

• Uma segunda melhoria sugerida (Figura 6) seria a usinagem de um ponto de lubrificação para o

rolamento do volante movido.

Figura 6 - Ponto de lubrificação.

Fonte: próprio autor.

Rolamentos do Volante motor:

Figura 7 - Rolamentos do volante motor.

Fonte: próprio autor.

• Sugere-se também a troca do rolamento por um de modelo 6203 2rs.

Guia de regulagem da lâmina de serra:

• Dadas as condições em que se encontrava a guia

optou-se pela substituição total de seus 9

componentes: suporte de regulagem da altura de

corte (guia da lâmina), bucha da regulagem da

centralização da lâmina dos volantes, placa fixa de

regulagem da centralização da lâmina, rolamentos

de apoio e de centralização da lâmina, eixo do

rolamento de apoio da lâmina, rosca interna de

3/8” w para fixação do conjunto guia.

Na (Figura 8) estão representados os componentes

antes e depois da fabricação de novos componentes.

138

Volume 12 – n. 137 – Maio/2017

ISSN 1809-3957

Figura 8 -Confecção da guia de regulagem da Lâmina de Serra.

Fonte: próprio autor.

Representado pela (Figura 9), encontra-se a peça com

sua aparência final, após a confecção da Bancada de Fixação

da máquina, onde foram utilizadas cantoneiras de 1.1/4” x

1/8” polegadas, com abas iguais.

Figura 9 - Confecção da Bancada de fixação.

Fonte: próprio autor.

Ao final do recondicionamento da máquina Serra Fita

de Bancada, conforme procedimentos descritos nos 1º

Passo, 2º Passo e 3º Passo, a máquina plenamente

recuperada, adquiriu o aspecto mostrado na (Figura 10).

Figura 10 - Aspectofinal da máquina.

Fonte: próprio autor.

IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo apresentou uma proposta de

recondicionamento de uma máquina Serra Fita de Bancada.

Deste recondicionamento, obteve-se em um produto que

ficou apto para seu pleno funcionamento, e em condições de

ser comercializada para desempenhar a função para a qual

foi projetada.

A máquina recondicionada, foi adquirida em um Ferro-

velho pela importância de R$100,00 e cujo custo de

recuperação foi de R$ 250,00. Através de pesquisas de

mercado, esta aponta que o seu preço venal, recondicionada,

é de aproximadamente R$1.500,00, o que aponta um lucro

considerável caso esse empreendimento se concretizasse.

Com planos de manutenção periódica da Serra Fita,

como ajustes do Tensionador da lâmina, limpeza diária após

utilização da máquina, ajustamentos e lubrificação dos

rolamentos, armazenamento correto da máquina, eventuais

substituições de peças danificadas, dentre outros, sabe-se

contribuir significativamente para o bom desempenho de

uma máquina.

Dentre os vários manuais existentes, volta-se a atenção

para o Manual de Instrução de Operação fornecido pelo

fabricante, que além contribuir para o conhecimento da

máquina adquirida, evita improvisações de manuseio e

contribui com a preservação da integridade física do

operador durante a utilização da máquina.

Diante de exigências cada vez maiores nas questões

ambientais, a manutenção de uma máquina além de

corroborar contra o desperdício, traz confiança e segurança,

diminuindo os riscos durante a operação. Nessa direção,

esgotadas as possibilidades de reutilização da máquina,

voltar-se-ia a atenção para a reciclagem da mesma.

Reciclar é a solução para aquilo que não pode ser

reutilizado (PEREIRA,2013). E segundo site Pensamento

Verde (2014) a reciclagem de ferro é uma das formas de

reuso mais antigas do mundo. Assim, sabendo-se do valor

da reciclagem do ferro para o meio ambiente, reforça-se essa

importância, uma vez que, a cada tonelada de ferro reciclado

representa uma economia de 1.140 quilos de minério de

ferro, 154 quilos de carvão e 18 quilos de cal. Porém,

durante a reciclagem, ainda são consumidas 5% da energia

que seria gasta no processo para aquisição da matéria prima.

Diante de tais fatos, todas as iniciativas para aumentar

a vida útil de um produto ou de reutilização do material

antes do descarte, devem ser incentivadas. Reciclar também

significa consumo energético, e deve ser evitado até que se

esgotem todas as chances de reaproveitamento.

Mesmo que as ligas ferrosas sejam degradáveis e após

decomposição, retornam ao seu estado natural, o óxido de

ferro, o seu descarte implicará na necessidade de nova

extração de recursos naturais como fonte de matéria prima.

Segundo Pereira (2013) hoje é necessário a atitude de:

Reduzir, Reutilizar e Reciclar, que são definidos como os

três R’s que podem fazer uma grande diferença para o Meio

Ambiente. Mesmo que sendo atitudes voluntárias, os três

R’s da Sustentabilidade, como são conhecidos, devem ser

uma busca da sociedade atual e futura, pois os recursos

naturais não são inesgotáveis.

Todas as iniciativas de se aumentar a vida útil de um

objeto devem ser prioritárias. Após verificadas essas

impossibilidades é que se deve pensar na reciclagem

propriamente dita, e finalmente no descarte. No

recondicionamento da máquina Serra Fita de Bancada,

através de procedimentos simples de recuperação de peças

danificadas, como lixamento, lubrificação e pintura, deram

qualidade e ótima aparência ao produto final.

A relevância e contribuição deste trabalho foi o de

reforçar sobre a importância de manutenção periódica,

objetivando o aumento da vida útil de uma máquina. Assim,

com o recondicionamento da Máquina Serra Fita de

Bancada, a grande contribuição foi para com o meio

ambiente, que teve um alívio sobre si de materiais que

seriam descartados e que levariam anos ou séculos para a

completa decomposição. Assim, quando uma peça deixa de

ser descartada como sucata, e retoma às suas atividades,

139

Volume 12 – n. 137 – Maio/2017

ISSN 1809-3957

outra deixa de ser produzida, o que contribui com os

aspectos financeiros e de sustentabilidade.

V. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT NBR 5462:1994: confiabilidade e mantenabilidade.

Rio de Janeiro, 1994.

BRANCO FILHO, Gil. A organização, o planejamento e o

controle da manutenção. Rio de Janeiro: Editora Ciência

Moderna, 2008.

MORAES, José Donizetti, Manutenção Industrial,

“Entendendo sua função e organização”, 2014.

Disponível em < https://pt.slideshare.net

/JoseDonizettiMoraes/manutenoindustrialentendendosuafun

oeorganizao. Acessado: 02 maio 2017.

NOGUEIRA, Cássio Ferreira, et al, Manutenção

industrial: implementação da manutenção produtiva

total (tpm), 2012. Disponível em

http://revistas.unibh.br/index.php/dcet/article/view/735

PEREIRA, Daniel, Os três R's (erres) do consumo

consciente, 2013. Disponível em

http://www.sermelhor.com.br/ecologia/os-tres-rs-do-

consumo-consciente.html: 01 mar. 2017

PINTO, Alan Kardec; XAVIER, Júlio Nassif. Manutenção:

função estratégica. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007.

SPAMER, Fernanda Rosa, Técnicas preditivas de

manutenção de máquinas rotativas, projeto para obtenção

de grau de Engenheiro Eletricista, UFRJ, 2008

WEBER, Abílio José, AMARAL FILHO, Dario do,

ALEXANDRIA JR, João Pedro, PEIXOTO CUNHA, José

Antônio, ARAÚJO, Pedro, Manutenção Industrial,

SENAI,1° EDIÇÃO/2008

http://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/descubra-

como-e-realizada-reciclagem-de-ferro/, 2014. Acessado em

03 abr. 2017.

https://pt.slideshare.net/andreslizcano/terotecnologia, 2012.

Acessado em 03 abr. 2017.

http://periodicos.faex.edu.br/index.php/e-locucao/article/

viewFile/47/48, 2014.

VI. COPYRIGHT

Direitos autorais: Os autores são os únicos responsáveis pelo

material incluído no artigo.

Submetido em:22/03/2017

Aprovado em:04/04/2017

140

Até o momento nenhum comentário
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas