Neuza-Batista-dos-Santos-FAEL (2), Manuais, Projetos, Pesquisas de Ciências da Educação
neuza-3
neuza-3

Neuza-Batista-dos-Santos-FAEL (2), Manuais, Projetos, Pesquisas de Ciências da Educação

14 páginas
22Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
ARTIGO CIENTÍFICO
30 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 14
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 14 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 14 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 14 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 14 páginas

REFLEXÕES SOBRE A EDUCACÃO A DISTÂNCIA Neuza Batista dos Santos1

nb14008@hotmail.com

Orientadora: Profª. Ana Maria Soek2

ana.soek@fael.edu.br

Faculdade Educacional da Lapa – FAEL Curso de Especialização em Metodologia do Ensino Superior

RESUMO

O presente estudo apresenta reflexões sobre a Educação a Distancia – EAD. A ideia é compreender como ela se constitui numa ferramenta de interiorização e democratização da educação mediante a atuação pedagógica dos tutores. Deste modo é feita a conceituação da EaD e explicitação do trabalho do tutor. A pesquisa é qualitativa e bibliográfica. Como resultados a pesquisadora aponta que o tutor a distancia é um mediador da aprendizagem fundamental nos cursos de EaD. Além da mediação pedagógica via ambiente de aprendizagem, o tutor à distância pode corrigir trabalhos e provas e dar feedback aos alunos seguindo o sistema de tutoria da instituição a que estiver vinculado. A pesquisa sugere que a EaD ao capacitar as pessoas lhes oportuniza a cidadania plena, a aprendizagem contínua de conteúdos e de valores, de conhecimentos voltados para suprir suas necessidades sociais, as insere numa nova realidade: aprender para crescer socialmente.

Palavras-chave: Educação a Distância; Tutor; Mediação; Ensino e aprendizagem.

1 Aluna do curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior

pela Faculdade Educacional da Lapa – FAEL. 2 Mestre em Educação pela UFPR. Especialista em Neuropsicologia.

Especialista em Organização do Trabalho Pedagógico. Especialista em EaD e

Novas Tecnologias. Autora e Editora de materiais didáticos. Pedagoga pela UFPR.

Atua há mais de 10 anos na área educacional.

1. INTRODUÇÃO

A pesquisa tem como tema a Educação a distância – EaD. Pretendeu-se

conceituar a EaD, analisar a função dela de interiorizar e democratizar a

educação superior e apresentar o papel do tutor a distância.

Neste sentido o objetivo geral da pesquisa foi ampliar o conhecimento da

EaD. Como objetivos específicos foram delimitados: conceituar a EaD, refletir a

democratização do ensino superior via EaD e caracterizar o trabalho do tutor nos

cursos de EaD.

A metodologia contou com leituras sobre a EaD em diversas mídias.

Foram utilizados os fundamentos da pesquisa qualitativa. O recorte do tema é

bibliográfico.

A pesquisadora considera relevante aprofundar as reflexões sobre o “ser”

tutor porque atua como tutora em uma universidade pública do Paraná e pretende

continuar mediando à aprendizagem via moodle. Ainda, por entender que o

sujeito tutor é uma figura essencial nos cursos de EaD como bem aponta a

literatura pesquisada.

Sabe-se que é papel do tutor a distância é acompanhar a aprendizagem

dos acadêmicos mediante o ambiente moodle e do tutor presencial, atendê-los no

polo. Logo, apreender o universo da tutoria é tarefa essencial de todos aqueles

envolvidos na educação à distância. Entende-se que esta função passa por

alterações e é resignificada segundo o contexto de atual da sociedade do século

XXI. Ser tutor hoje difere da tutoria de algumas décadas atrás. Se antes, os polos

contavam com tutores presenciais por área de conhecimento, na atualidade

busca-se um sujeito generalista. Quanto ao tutor à distancia, cada vez mais lhe é

exigida a mediação dos conteúdos entre o professor e o acadêmico3.

Os fundamentos teóricos da Abordagem Histórico – Cultural permitem

apreender o significado da tutoria. A pesquisadora optou por ela por entender que

esta corrente teórica concebe o homem como um sujeito social que faz uso da

linguagem e dos instrumentos de sua cultura para aprender. O tutor é um dos

sujeitos aptos a mediar adequadamente a aprendizagem considerando a cultura

e os conhecimentos prévios dos alunos.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

3 Nesta pesquisa o vocábulo acadêmico e aluno serão utilizados com a mesma significação.

Nesta perspectiva foi expresso seguinte problema de pesquisa: quais as

contribuições do tutor à distância no processo ensino-aprendizagem dos alunos?

A hipótese da pesquisadora é a de que a convivência de tutor e acadêmico via

ambiente de aprendizagem possibilita uma confiança mútua e vínculos

profissionais capazes de motivar e mobilizar o acadêmico a ter êxito no curso que

realiza.

Pensa-se que quando o tutor demonstra compromisso com sua função e

acompanha assiduamente a presença do acadêmico na sala virtual, este participa

e se envolve mais nas atividades do curso. A colaboração gera feedbacks

positivos e estes sãos expressos na qualidade das atividades postadas na

plataforma e realizadas presencialmente, nos polos.

Defende-se que a pesquisa tem relevância social e profissional haja vista

que o Brasil tem um grande contingente de alunos de educação à distância que

necessita de tutores bem formados e, o momento é de expansão desta

modalidade educacional no intuito de democratizar a Educação Superior. Os

cursos requerem tutores e, estes têm que ter formação adequada com as

exigências da função.

2. A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: BREVE CONCEITUAÇÃO.

A Educação à Distância como modalidade educacional é nova no Brasil.

Almeida e Costa (2009) pesquisam o tema e ao discutirem as Políticas Públicas

para a educação superior em cursos de educação à distância apontam que esta

modalidade educativa não é fruto do acaso, mas responde pela democratização e

interiorização do ensino superior no país. Para eles a Lei de Diretrizes e Bases da

Educação Nacional – LDB 9394/96 (BRASIL, 2007) é considerada um marco na

legalidade da EaD. É nela, que pela primeira vez a educação à distância foi

mencionada como uma modalidade educacional e, não mais como uma formação

supletiva ou complementar.

Segundo Almeida e Costa (2009) a LDB 9394/96 (BRASIL, 2007) trata da

EaD no artigo 80. Nele, incentiva a criação de cursos e programas de educação à

distancia em todos os níveis e modalidades de ensino e, menciona que a

utilização das novas tecnologias tende a impulsionar a EaD. Isto ocorre, porque a

PAGE \* MERGEFORMAT 2

sociedade brasileira apresenta baixos índices de educação superior e, a

modalidade presencial, não consegue atender toda a demanda.

Os autores apresentam dados do estudo Educação Superior:

democratizando o acesso (2004) que permitem compreender que, embora

houvesse em 2002 muitas universidades públicas e privadas, o número de alunos

matriculados era pequeno: longe do 30% almejados pelo Plano Nacional de

Educação -PNE para 2010 (BRASIL, 2001). No documento a falta de vagas, a

privatização da educação superior (cerca de 70%), o descompasso de

atendimento em relação a outros países da América Latina revelavam-se como

obstáculos á expansão da formação de nível superior no país e ao cumprimento

das metas do PNE para 2010.

Neste contexto, a LDB 9394/96 oficializou a EaD como estratégia de

expandir e interiorizar a educação superior. No artigo 80, ela assim a normatiza:

[...] O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas

de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de

educação continuada (BRASIL, 2007).

A partir da LDB 9394/96, o Ministério da Educação (MEC) desencadeou

ações para implantar a educação à distância, de modo, que os diplomas tivessem

o mesmo “status” daqueles conferidos na modalidade presencial. A legislação

sofre adequações: o Decreto nº 2.494/98 vinculava a educação à distância ao uso

de novas tecnologias e caracterizava como um processo de autoaprendizagem

mediado por ferramentas tecnológicas (revogado em 2005).

Em 2005, o Decreto nº 5.622/05 é aprovado com 37 artigos. Nele, a

educação à distância preconizada no artigo 80, da LDB 9394/96 é reinterpretada.

No artigo 5º do mencionado documento a validade dos diplomas de cursos a

distância é legitimada. Ele indica que os diplomas serão emitidos e validados por

Instituições credenciadas e reconhecidas pelo MEC. Isto impossibilita qualquer

forma de discriminação à modalidade a distância. O Decreto nº 5.622/05 trata do

credenciamento das Instituições e dos níveis de educação superior a serem

ofertados: cursos sequenciais, graduação, especialização, mestrado e doutorado.

Entende-se com Almeida e Costa (2009) que a implantação de um curso

em EaD caracteriza-se por oportunizar a autonomia intelectual do aluno. Deste

PAGE \* MERGEFORMAT 2

modo, ele deve favorecer a pesquisa, o pensamento crítico, a autoaprendizagem

para uma sociedade globalizada.

Os desafios de se ofertar um curso de EaD de qualidade passam por sua

organização, pela escolha de metodologias e conteúdos que oportunizem

aprendizagens significativas ao aluno e o motivem a continuar a aprender. Cada

curso é destinado a um grupo de alunos e estes têm demandas diferentes de

aprendizagem, logo o curso deve atendê-las sem perder de vista seu objetivo

geral de democratizar a educação com qualidade.

Neste sentido o Ministério da Educação (BRASIL, 2007d), estabelece

referenciais de qualidade para todos os cursos de Educação à Distância: eles têm

que operacionalizar uma avaliação contínua e abrangente; expressar o

compromisso dos gestores; privilegiar a comunicação e interação entre os

agentes, contar com convênios e parcerias; fazer um desenho do projeto do

curso, ter uma equipe profissional multidisciplinar; apresentar infraestrutura de

apoio; possuir recursos educacionais; ter sustentabilidade financeira e

transparência nas informações.

3. DEMOCRATIZAÇÃO E A INTERIORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: PERSPECTIVAS DA EAD.

A globalização gera novas demandas em todos os campos, dentre eles a

educação, faz surgir novas profissões e exige novas habilidades das pessoas. No

contexto heterogêneo e plural que vivemos no século XXI é necessário se

atualizar sempre, hoje não existem mais fronteiras ao conhecimento. A tecnologia,

a informática e a internet são realidades que necessitam ser incorporadas pelas

pessoas. O desenvolvimento tecnológico cria necessidades de consumo:

televisores de ultima geração, computadores, celulares, carros, utensílios

domésticos (SANCHEZ, 2007).

A educação online torna-se domínio de mais pessoas em todos os cantos

do país e, do mundo. A internet possibilita romper distâncias e democratiza a

informação em tempo real. A EaD como modalidade educativa é disseminada sob

a transmissão de aulas via satélite, via material impresso e mídias digitais.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

Nesta perspectiva a EaD pode ser caracterizada como uma modalidade

educacional que considera o aluno agente de sua formação pessoal e profissional.

É um processo educativo que demanda vontade do aluno em aprender,

dimensionamento de tempo e espaço individual para a aprendizagem

(autodisciplina), abertura para o novo, autonomia para construir processos

mentais de estruturação da informação relevante para sua vida, desenvolvimento

de habilidades relacionadas ao manejo da tecnologia, em especial o computador

e a rede de internet.

Infere-se que a formação dos brasileiros, dentre eles os professores

aumentou mediante a EaD e que novas demandas de formação surgem, a cada

momento. É preocupação do Ministério da Educação evitar que esta modalidade,

se expanda aleatoriamente. Para isso, vem regulamentando a oferta e

fiscalização os cursos, cuidando do credenciamento das Instituições. Procura

evitar a mercantilização da educação e democratizar cursos públicos.

Em 1996, o MEC criou a Secretaria de Educação à Distância (SEED) e foi

aos poucos oficializando a EaD. Em 2004, o Decreto nº 5.159/2004 foi aprovado

e nele a SEED teve aumentada a sua competência em relação a educação à

distância. Passou a ocupar um lugar de destaque na estrutura do Ministério da

Educação. Tanto é assim que a partir de 2007, com o Decreto nº 6.320/2007

passou a “formular, propor, avaliar e supervisionar” a oferta de EAD, em todos os

níveis e modalidades de ensino, como estratégia de universalizar e democratizar

a educação superior (Artigo 26).

Acrescente-se que EaD faz parte do Sistema Educacional Brasileiro e

vem para contribuir com a formação de mais pessoas, nos mais diversos pontos

do país. Nesta perspectiva, as vantagens dela à formação continuada são muitas,

elas respondem pela universalização da aprendizagem. Nesta modalidade, alunos

de várias regiões podem ter acesso a conhecimentos relevantes com poucos

recursos: uma boa biblioteca virtual, bons chats e fóruns de discussão.

Graças ao acesso a diversos materiais é possível aprender coisas novas

e colocá-las a serviço da melhoria da vida. A flexibilidade de horários oportunizada

pela EaD é muito importante para quem não pode frequentar cursos presenciais

e a organização adequada de materiais, possibilita ao estudante ou profissional

PAGE \* MERGEFORMAT 2

relacionar o que conhece com sua vida cotidiana. A EaD é um direito social, é

estratégia de cidadania.

4. O TRABALHO DOS TUTORES NOS CURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA.

O sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB considera que o tutor

presencial caracteriza-se como um sujeito com formação superior adequada a

acolher e orientar o aluno nos polos presenciais. Neles, deve acompanhar a

entrega de trabalhos, os estágios e a realização de provas presenciais. O tutor à

distância, por sua vez também possui formação superior e se responsabiliza por

atender pedagogicamente o aluno por meio de fóruns, teleconferências, chats e

outras ferramentas tecnológicas.

As atribuições conferidas ao tutor presencial são (grifo da pesquisadora):

• Estabelecer uma sólida relação afetiva com os alunos haja

vista que estes sujeitos requerem ser motivados a aprender

autonomamente. Auxiliá-los a utilizarem os recursos materiais do Polo.

• Fomentar a solidariedade entre aos alunos de modo que

desenvolvam o sentimento de trabalho colaborativo e cooperativo. O tutor

presencial deve ser uma referência ética para o aluno da EAD.

• Estimular o sentimento de pertencimento a um grupo de

modo que os alunos confiem uns nos outros e se auxiliem mutuamente.

• Incentivar os alunos a buscar informações relevantes, a

organizar o tempo para estudar e realizar as tarefas das disciplinas. Se por

um lado o “aluno da EeD tem mais liberdade do que o do presencial”, de

outro, ele tem muita responsabilidade com seu processo

formativo(RODERO, 2012) .

• Conhecer o aluno de tal modo que possa prever suas

dificuldades e desenvolver estratégias para saná-las.

• Favorecer a troca de experiências de aprendizagem mediante

a “escuta” das dificuldades da turma e incentivá-la a não desistir do curso.

Em relação aos aspectos pedagógicos, cabe ao tutor presencial:

Conhecer o projeto de curso: os objetivos, a linha pedagógica seguida, as

PAGE \* MERGEFORMAT 2

disciplinas, a sequencia do curso, o perfil de aluno que se pretende formar, a

metodologia adotada e os recursos disponíveis no Polo, na biblioteca e outros.

Desta forma terá condições de auxiliar o aluno em seu percurso de aprendizagem.

No início do curso é importante que o tutor converse com os alunos e os

aproxime do que será o curso. A informação adequada sana dúvidas que

poderiam atrapalhar a aprendizagem do aluno e inspira confiança neste.

Uma tarefa fundamental do tutor presencial é interagir cotidianamente

com os alunos e o tutor a distância, da disciplina. O conhecimento das

ferramentas do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e, a utilização dele deve

se constituir numa prática para o tutor.

Ele deve verificar se os alunos cumprem as tarefas nos prazos e se

inteirar dos motivos que possam eventualmente, atrapalhar a postagem de

tarefas. Neste caso, deve informar os coordenadores (do Polo, do curso). O

importante é lembrar que o trabalho é coletivo e o bom atendimento ao aluno

requer a parceria entre os sujeitos envolvidos no processo.

O tutor deve ser um sujeito que se adapte a novas ferramentas de

aprendizagem, com capacidade de mobilizar pessoas via fóruns, chats,

comunicação instantânea e outros.

Outra função atribuída ao tutor presencial é a aplicação de provas e

atividades dos alunos, sob a supervisão do professor da disciplina. As provas são

realizadas nos polos presenciais. Cabe ao tutor tranquilizar o aluno neste

momento da avaliação e lhe esclarecer que não foi ele que elaborou o conteúdo

da avaliação. Mas, como acompanhou todo o processo, acredita na capacidade

de aprendizagem do aluno. Isto porque o momento da prova sempre causa certa

angústia, fato que pode comprometer sua realização.

O segundo sujeito envolvido na mediação da aprendizagem é o tutor a

distância. O trabalho dele é apresentado na próxima seção.

4.1 AMEDIAÇÃO DO TUTOR A DISTÂNCIA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM EM EAD.

O tutor a distância acompanha o curso e a aprendizagem do aluno

mediante o ambiente moodle, ferramentaimprescindível na EaD.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

O nome Moodle se aplica tanto à forma como foi criado o software

educacional quanto à sugestiva maneira pelo qual estudantes e professores

podem interagir num ambiente de aprendizagem on-line. O ambiente de

aprendizagem virtual Moodle foi idealizado por Martin Dougianas, pesquisador da

educação e da informática. Ele criou um software livre e funcional que, na

contemporaneidade une milhares de pessoas, numa mesma comunidade,

conectada via internet.

São características do AVA Moodle: conceber a aprendizagem como uma

atividade social e construtiva do aluno. Entre os recursos educacionais

disponíveis no AVA estão: chats, fóruns, recursos, arquivos, questionários, tarefas.

Dentre as inúmeras possibilidades de trabalho no Moodle, destaca-se no

trabalho do tutor a distância o fórum. Prudêncio, Carvalho e Ferreira (2009)

apontam que é nele que os a sujeitos mais interagem. O fórum é uma ferramenta

de interação essencial aos cursos. Permite a interação de muitas pessoas, em

tempos e espaços diversos. O ícone que o identifica geralmente é a imagem .

Para participar dos tópicos abertos, basta clicar em cima do nome daquele que

interessa ao participante. Este, ao ler mensagem, pode respondê-la. Há fóruns

gerais e fóruns temáticos.

O desenvolvimento tecnológico potencializa a comunicação entre o tutor

e a turma, mediante o AVA, há a socialização da informação e a construção do

conhecimento (COSTA, ZANATTA, 2014). Ele é uma ferramenta de internet que

congrega, num único local, o e-mail, o fórum, bancos de arquivos, questionários e

tarefas, bem como permite o acesso a múltiplos usuários ao mesmo tempo. Este

espaço de interação requer o uso de um computador e o acesso à internet e,

permite acompanhar individualmente os alunos (data, hora de acesso e atividades

que realizou).

Todo o processo ensino aprendizagem é avaliado mediante a participação

do aluno em fóruns, chats, na resolução de tarefas e questionários. O AVA

possibilita o feedback imediato; permite atualizações rápidas, acompanha a

interatividade entre os alunos; o registro dos acessos ao Ambiente Virtual de

Aprendizagem - AVA (datas, horas e sites visitados). O professor e os tutores

acompanham o crescimento de cada aluno.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

As características do fórum possibilitam a quem o acessa, grande

liberdade de ação. Pela assincronidade, o usuário não necessita estar on-line para

interagir com os demais participantes no fórum (CARDOSO, PEREIRA, 2014). A

qualquer hora, ele pode entrar e as mensagens estarão lá, para serem refletidas.

Outra possibilidade ao participante é assinar os diferentes fóruns abertos e poder

receber, notificações pelo seu e-mail de novas mensagens postadas.

O fórum é uma ferramenta de aprendizagem que pode exibir imagens e

arquivos considerados importantes pelo usuário. Por meio desta ferramenta o

tutor à distância:

[...] deve enviar constantemente mensagens encorajadoras de incentivo e de estímulo aos alunos, dar o devido retorno aos trabalhos apresentados, tomando cuidado com os comentários tanto para os erros quanto os acertos, porque podem se constituir em desestímulo quando feitos de forma inadequada, e constituir-se em grande fonte de motivação quando realizados de forma correta [...] (CARDOSO, PEREIRA, 2014, P. 77).

A anexação de documentos possibilita aos participantes aprofundar

determinado assunto, no momento em que participa do fórum. Fica ainda, a

critério do usuário, estabelecer quando entrará nas discussões abertas a sua

interação. Pensa-se com Prudêncio; Carvalho e Ferreira (2009) que a

socialização do conhecimento neste espaço de aprendizagem oportuniza

crescimento ao grupo à medida que os participantes colaboram à compreensão

do outro.

Graças aos ambientes virtuais de aprendizagem os cursos de Educação

à Distância estão sendo redimensionados. A comunicação e a interação ganham

destaque e as pessoas ficam mais próximas umas das outras. É pensada a

metodologia para uma aprendizagem ativa e significativa. Neste sentido, o fórum

amplia a possibilidade de navegação/ interação segura e a reflexão sobre as

tarefas a serem desenvolvidas, permite ao aluno acompanhar suas atividades e

o retorno do professor tutor. (SANCHEZ, 2007).

Além da mediação pedagógica via ambiente de aprendizagem, o tutor à

distância corrige trabalhos e provas. A correção acontece mediada pelo professor

da disciplina que, disponibiliza para o tutor à distância um roteiro. De posse dele,

o tutor corrige as provas dos alunos, e as envia ao polo, disponibiliza as notas à

Secretaria do Curso e no ambiente do aluno. “É função principal do tutor a

PAGE \* MERGEFORMAT 2

distância acompanhar, avaliar e fazer elos de ligação nos estudos de casos e

fóruns virtuais de aprendizagem, elaborando respostas construtivas aos alunos

que participam dos mesmos”.(RODERO, 2012, P. 11).

Sobre a avaliação das atividades pelo tutor á distância aponta-se que ela

é somativa e formativa, aquela em que o aluno constata seu aprendizado: ou com

feedback do professor e colegas, por meio de questões sobre cada módulo

(espécie de síntese temático), pode se estabelecer ao final do processo uma

avaliação somativa sob artigos ou TCC. Ela verifica se o aluno efetivamente

aprendeu por meio de atividades, de seminários on-line, de resenhas críticas, ou

relatórios individuais.

O AVA Moodle permite a observação sistemática da aprendizagem de

cada um dos alunos. Aspectos como pontualidade na organização de tarefas e

capacidade de pesquisa são avaliados. A avaliação deixa de ser um momento de

prova, mas passa a ser algo formativo e contínuo, englobando as várias áreas da

inteligência, não apenas a capacidade de decorar teorias científicas. Ao final de

cada disciplina ocorre um exame presencial que visa sintetizar as aprendizagens

do aluno.

Nesta perspectiva, a avaliação na EAD expressa o desempenho do aluno,

as adequações que se fizerem necessárias no processo ensino e aprendizagem.

Faz o diagnóstico da aprendizagem por meio de tarefas, trabalhos e exames

presenciais. Como processo, ela vai se adequando as demandas da educação à

distância.

Enfatiza-se que o tutor a distância e o aluno criam vínculos. O tutor passa

a conhecer as características de cada aluno, mesmo que modo mais formal do

que no relacionamento face a face, cria-se uma confiança mútua que permite a

otimização da aprendizagem. Nesta perspectiva, eles são mais ligados pelo

conteúdo da disciplina (COSTA, ZANATTA, 2014).

O tutor a distância tem que ser ativo no moodle para que possa enviar

lembretes á turma, acompanhar as duvidas de conteúdo dos alunos, dar

feedbacks das atividades e incentivar a autonomia intelectual deles.

Entende que o cumprimento de tarefas e a atenção ao cronograma das

disciplinas quando mediado pelo tutor a distancia faz com que o aluno não se

sinta sozinho e os incentiva a participar nos fóruns.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

Ressalte-se que o trabalho dos tutores é conjunto e, cada qual tem seu

grau de importância na aprendizagem dos alunos. Ainda, que cada instituição tem

o seu modelo de tutoria e autonomia para pensar as atribuições de cada tutor de

acordo com o contexto em que se insere.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A EaD é uma realidade na educação brasileira. Ela veio para ficar e cada

vez mais exige dos professores e tutores o redimensionamento de sua ação. As

instituições de ensino vão conhecendo as demandas dos alunos e adequando a

modalidade às necessidades deles. Surgem novos cursos e cada um deles exige

um perfil de tutoria, em comum há alunos que buscam na concretização do ensino

superior a realização pessoal e profissional.

Quando a pesquisa foi iniciada a pergunta era: quais as contribuições do

tutor à distância no processo ensino-aprendizagem dos alunos? Após as reflexões

feitas é possível afirmar que este sujeito é essencial para que o aluno de EaD

tenha êxito em seu processo formativo. É ele quem media os conteúdos, abre

fóruns, acompanha as atividades e dá o feedback ao aluno.

Nas reflexões foi possível apreender que a EaD vem suprir demandas

reprimidas de educação superior e mudar o cenário educacional nacional. Mais

pessoas aprendendo são mais sujeitos recriando suas relações com o

conhecimento e o aplicando à resolução de problemas reais. Neste contexto de

mais pessoas aprendendo continuamente o Brasil tem as ferramentas para mudar

o panorama educacional que hoje, ainda revela evasão e fracasso escolar em

larga escala. Espera-se que EaD contribua com um novo Brasil: mais moderno,

mais convicto da formação para a vida

A EaD ao capacitar as pessoas lhes oportuniza a cidadania plena, a

aprendizagem contínua de conteúdos, de conhecimentos voltados para suprir

suas necessidades sociais, as insere numa nova realidade: aprender para crescer

socialmente.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Siderly do Carmo Dahle de. Educação a Distância. 2012.

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manoel. Integração das tecnologias na educação: salto para o futuro. Brasília: MEC, 2005.

ALMEIDA, Marcos P.; COSTA, Maria L. F. Políticas Públicas para o ensino superior a distância e a legislação educacional vigente. In; COSTA, Maria L.F. (Org). Introdução à educação à distância. Maringá: EDUEM, 2009, p. 11-22.

BELLONI, Maria Luiza. Educação à distância. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2003. 115 p. (Coleção Educação Contemporânea).

BRASIL/MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 93494/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário oficial da união- Brasília- DF, 23 de dezembro de 1996.

_____ Referenciais de Qualidade para Cursos à distância. MEC: 2007.Disponível em:< portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/ refead1.pdf>. Acesso em: 25 de agosto de 2016

______ Ensino superior à distância. MEC:2007.Disponível em:< portal.mec.gov.br/busca-geral/...a-distancia.../13105-educacao-superior-a->. Acesso em: 24 de agosto de 2016.

______Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 2007. Disponível em:

< portal.mec.gov.br/component/content/article/70-legislacoes...>. Acesso em: 25 de agosto de 2016.

_____ Guia de Funcionalidades do Moodle. 2007. Disponível em: < moodle.org/mod/forum/discuss.php?d=65560 -> Acesso em 25 de agosto

de 2016.

CARDOSO, Ana Lucia Tomaz, PEREIRA, João Batista. O tutor e a atividade de tutoria na educação a distância. In: COSTA, M.L.F. , ZANATTA, Regina M. (Orgs). Educação a distância no Brasil: aspectos históricos, legais, políticos e metodológicos. Maringá: EDUEM. 3ªedição. 2014.

COSTA, Maria Luisa Furlan (org.). Introdução à educação à distância. Maringá: Eduem, 2009.

_____ M.L.F. , ZANATTA, Regina M. (Orgs). Educação a distância no Brasil: aspectos históricos, legais, políticos e metodológicos. Maringá: EDUEM. 3ªedição. 2014.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

MOODLE. Ambiente Virtual de Aprendizagem. Disponível em: < etechoracio.com.br/moodle/file.php/1/guia_moodle_1.pd:>.Acesso em: 25 agosto. 2016

MORAN, J. M. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007.

PEREIRA, João. B.Os cursos superiores à distância e o sistema de tutoria. In: COSTA, Maria L. Furlan (Org.). Introdução à educação à distância. Maringá: EDUEM, 2009, p. 35-52.

_____, João. B.; Giani, Rossana C. Avaliação da aprendizagem em cursos superiores a distância e o sistema de gerenciamento Moodle. In: In: COSTA, Maria L. F. (Org). Introdução à Educação a Distância. Maringá: EDUEM, 2009, p. 69- 79.

PRUDÊNCIO, Erivelto A.; CARVALHO, Jairo; FERREIRA, José L. As novas tecnologias de informação e comunicação e o sistema de gerenciamento de cursos Moodle. In: COSTA, Maria L. F. (Org). Introdução à Educação a Distância. Maringá: EDUEM, 2009, p. 53- 68.

RODERO, Renata Pasine. Praxis da EaD. Editora da FAEL 0 0 1 EPós Graduação em Educação Metodologia do ensino superior na EaD. 2012.

SANCHEZ, Fábio (coord.). Anuário brasileiro de educação aberta e à distância. 3. ed. São Paulo: Instituto Monitor, 2007.

SOUZA, Thelma R. de. A centralidade do planejamento na elaboração de material didático para EAD. 2010. Disponível em: <https://zh.scribd.com/.../ Artigo-A-centralidade-do-planejamento-na-elaboracao-de-ma.http:/> Acesso em: 24 de agosto de 2016.

VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1998.

PAGE \* MERGEFORMAT 2

Até o momento nenhum comentário
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 14 páginas