Nutrição Animal - nutrição de animais , Notas de aula de Nutrição. Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
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Microsoft PowerPoint - Mestrado Produção Animal 1.ppt

Nutrição Animal

Alfredo Emílio Silveira de Borba

Universidade dos Açores Departamento de Ciências Agrárias

Quadro 1.Elementos e compostos que é possível encontrar nos alimentos

Alimentos

Humidade

Matéria Seca

Compostos orgânicos

Compostos inorgânicos

Proteicos

Ácidos Aminados Essenciais:isoleucina, leucina, lisina, metinina, fenilalanima, treonina, triptófano, valina

Ácidos Aminados Semi-essenciais:arginina, ácido aspartico, glicina, histidina, prolina, tirosina

Ácidos Aminados Não Essenciais:alanina, ácido aspártico, ácido glutâmico, hidroxiprolina, serina

Azotados Não proteicos: péptidos, aminas, amidas, ácidos nucleicos, nitratos, ureia, ácidos aminados não proteicos, compostos com N

Lipídios

Ácidos gordos essenciais: Linoleico, Linolénico Esteriodes: Colesterol, Vitamina D e compostos relacionados Perpenoides: Carotenos, Xantofilas, etc... Ceras: cutina etc. Fosfolípidos: Lecitina, etc... Diversos: ácidos gordos livres, etc...

Hidratos de Carbono

Monossacáridos: pentoses e hexoses Dissacáridos: açucares com moléculas simples Oligissacáridos: açucares com mais de dois açucares simples, mas moléculas pequenas Plissacáridos não fibrosos: dextrina, amido, pectina Polissacáriods fibrosos: Hemicelulose, celulose e xilanas

Vitaminas Hidrossolúveis: ácido ascórbico, biotina, colina, cobalamina, folacina, niacina, ácido pantoténico, piridoxina, riboflavina, tiamina Lipossolúveis: A,D,E e K

Diversos: lenhina, ácidos orgânicos, compostos que contribuem para a cor, sabor e odor, toxinas e inibidores das várias classes, hormonas vegetais e animais

Elementos essenciais Macro: Ca, Cl, K, Mg, P, S Micro: Co, Cr, Cu, F, Fe, I, Mn, Mo, Ni, Se, Si, Sn, V, Zn

Possivelmente essenciais: As, Ba, Br, Cd, Sr Não essenciais: Ag, Al, Au, Bi, Ge, Hg, Pb, Rb, Sb, Ti

Frequentemente tóxico: As, Cd, Cu, F, Hg, Mo, Pb, Se, Si

Quadro 2. Composição em percentagem de algumas forragens

Forragem Água Proteína Gordura Fibra

Bruta

HC totais Cinza Cálcio Fósforo

Pastagem 67.9 5.0 1.1 7.9 23.1 2.8 0.12 0.06

Milho Verde 75.7 2.0 0.6 5.8 20.4 1.3 0.07 0.05

Palha de Trigo 12.2 3.2 1.4 38.3 76.9 6.3 0.14 0.07

Feno de Luzerna 8.6 15.5 1.7 28.0 65.1 9.0 1.29 0.21

Grão de Milho 14.6 8.9 3.9 2.1 71.3 1.3 0.02 0.27

Bagaço de Soja 10.9 46.7 1.2 5.2 35.3 5.9 0.30 0.65

Farinha de Carne 5.8 54.9 9.4 2.5 5.0 24.9 8.49 4.18

Quadro 3. Composição do corpo animal

Componentes (%) Espécie

Água Proteína Gordura Minerais

Vitelo recém nascido 74 19 3 4

Novilho magro 64 19 36 5

Porco, 100 kg 49 12 36 2-3

Galinha 57 21 19 3

Cavalo 60 18 18 4

Coelho 69 18 8 5

Homem 60 18 18 4

ª valores eu incluem o conteúdo gastro-intestinal

Quadro 4. Composição de novilhos em crescimento

Componentes (%) Peso Corporal

Normal, kg Água Matéria Seca Proteína Gordura Minerais

45 71.8 28.2 19.9 4.0 4.3

91 69.5 30.5 19.6 6.3 4.6

136 66.3 33.7 19.4 9.8 4.5

182 65.8 34.2 19.3 10.6 4.4

227 62.9 37.1 19.2 13.7 4.2

273 62.2 37.8 19.2 14.0 4.6

318 60.8 39.2 18.8 15.9 4.5

364 57.9 42.1 18.7 19.2 4.2

409 54.1 45.9 17.7 25.5 3.8

454 53.1 46.9 17.6 25.5 3.8

500 48.0 52.0 16.2 31.9 3.9

545 48.6 51.4 15.7 31.1 3.7

Quadro 5. Mudança da composição corporal de bovinos com o aumento do peso

Peso corporal vazio (kg)

300 400 500

Proteína 163 157 152

Gordura 299 431 573

Energia 15.6 20.6 26.1

Cálcio 14.9 14.2 13.7

Fósforo 8.1 7.8 7.5

Quadro 6. Produção e uso de grãos em relação com a

população humana mundial

Ano

1960 1980 2000

População (biliões) 3,038 4,415 6,098

Grão Totais (Milhões de Toneladas)

Produção 842 1 450 2 177

Uso na alimentação 444 714 1106

Uso na alimentação per capita, Kg 147 162 181

Outros usos 406 737 1 071

Uso total 850 1 451 2 177

Cereais secundários (milho, sorgo, cevada, aveia,

milho painço)

Produção 465 746 1 068

Uso na alimentação 138 180 228

Uso na alimentação per capita, Kg 46 41 37

Outros usos 325 559 841

Uso total 464 739 1 068

Trigo

Produção 237 442 682

Uso na alimentação 175 292 486

Uso na alimentação per capita, Kg 58 66 80

Outros usos 70 157 197

Uso total 245 449 682

Arroz

Produção 140 263 427

Uso na alimentação 130 243 393

Uso na alimentação per capita, Kg 43 55 65

Outros usos 11 21 34

Uso total 140 263 427

Quadro 7. Balanço da utilização de nutrientes na produção animal

Energia e Proteínas Totais Energia e Proteína consumida por humanos

Energia Proteína Energia Proteína

Produto Entrada

MCal

Saída

%

Entrada

Kg

Saída

%

Entrada

MCal

Saída

%

Entrada

Kg

Saída

%

Leite 19 960 23.1 702 28.8 4 555 101.1 11.5 181.4

Carne

Bovino

20 560 5.2 823 5.3 1 869 57.1 39.9 108.8

Porco 1 471 23.2 66 37.8 588 58.0 29.0 86.0

Aves 23.2 15.0 1.2 30.0 11.2 31.0 0.48 75.0

As entradas calculam-se como energia digestível e proteína digestível e incluem os custos de manutenção animais para a

reprodução.

Alimentos

DEFINIÇÃO DE ALIMENTO

Este termo, em geral, é sinónimo de alimento natural e forragens, mas tem, no entanto, um sentido mais amplo do que este, pois engloba todas aquelas substâncias desprovidas de toxidade que podem ser incluídas nas dietas devido às suas propriedades nutritivas. Assim, compreende não só os produtos vegetais e animais, os subprodutos preparados por eles, mas também as substâncias nutritivas puras, sintetizadas quimicamente ou produzidas por qualquer outro processo.

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

A primeira divisão classificativa dos alimentos baseou-se no volume. Tal classificação separou os alimentos de elevada e de baixa concentração em nutrientes produtores de energia. Sob a designação de alimentos volumosos, grosseiros fibrosos ou forragens, os alimentos formados por plantas completas, tais como: feno, palha, silagem, pastos. Agrupando todos os restantes sob a designação de energéticos e suplementos. Inclui-se no primeiro grupo as raízes e tubérculos comestíveis devido à sua quantidade elevada em água.

Outra classificação divide os alimentos em seis classe: forragens; suplementos energéticos; suplementos proteicos; suplementos vitamínicos; suplementos minerais e aditivos.

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

I FORRAGENS ( alimentos com mais de 18% Da MS de fibra bruta e com baixa concentração energética)

Forragens secas: Fenos Palhas Outros produtos com mais de 18% FB

Forragens aquosas: Pastagens: Naturais ou espontâneas Cultivadas

Silagens Raízes e tubérculos

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

II SUPLEMENTOS ENERGÉTICOS (São alimentos que contém grande quantidade de energia por unidade de peso e menos de 20% da MS de PB e menos de 18% da MS de FB)

Grãos de cereais Resíduos de moagem Frutos secos e nozes

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

III SUPLEMENTOS PROTEICOS (são alimentos com mais de 20% da MS de PB)

Produtos de origem animal Produtos de origem marinha Produtos de origem vegetal Produtos de aviários

Proteína Bruta e ácidos aminados limitantes dos suplementos proteicos de origem vegetal e animal.

Suplementos proteicos de origem vegetal Suplementos proteicos de origem animal

Suplemento PB/%MS Ácido Aminado limitante Suplemento PB/%MS Ácido Aminado mais

abundante

Farinha de

Soja

50 Cistina, metionina Farinha de

peixe

65 Lisina, metionina e

triptofano

F. de

Amendoim

25-30 Cistina, metionina e lisina Farinha de

carme

60-70 Lisina

F. de

Algodão

38 Cistina, metionina e lisina F. carne e

osso

45-55 Lisina

F. de Copra 19.5 Lisina e histidina Sangue seco 80 Lisina, arginina,

metionina, cistina e leucina

F. de Palma 19 Metionina Leite 33 Cistina e metionina (caseína

F. de

Linhaça

34 Lisina e metionina Leite

desnatado

35 Cistina e metionina

F. de

Girassol

20-32 Lisina Soro β globulina

CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS

IV SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS

V SUPLEMENTOS MINERAIS

VI ADITIVOS

Antibióticos Hormonas Enzimas Edulcorantes Fármacos Substâncias corantes Etc...

Aditivos

São produtos adicionados em pequenas quantidades aos alimentos base, no sentido de fortificar, estimular ou medicar.

Aditivos Dificuldade do Tema

- Número muito elevado de substâncias - Poucos pontos comuns entre elas - Pontos complexos, mal esclarecidos - Assunto polémico (preconceitos) - Literatura dispersa - Muita literatura “cinzenta” - Muita literatura comercial - Desinteresse

Tipos de Aditivos

Aglutinantes, Acidificantes

Adicionadas ao alimento em pequenas quantidades

Coccidiostáticos e Antibióticos

Com excepção dos medicamentos

Vitaminas e oligoelementos

Substâncias não nutritivas

ExcepçõesCaracterísticas

Objectivo dos Aditivos

PigmentosProduto Animal

Vitaminas, oligoelementos, Antibióticos, Coccidiostáticos

Animal

Conservantes, Antioxidantes, Aglutinantes, Corantes

Alimento

ExemploObjectivo

Princípios Básicos da Legislação Europeia sobre Aditivos

- Principio das listas positivas - Proibição das substâncias hormonais - Classificação em grupos - Listagem das autorizações em dois anexos

Anexo I e Anexo II (Anexo II – provisórias) - Interdição das combinações de antibióticos entre si (incl. Factoes de crescimento) - Controlo da comercialização e uso - Exportação para paises terceiros e análises e investigação (Casos particulares)

CLASSIFICAÇÃO DOS ADITIVOS Legislação Comunitária

A- Antibióticos B- Substâncias de efeito antioxidante C- Aromatizantes e apetentes D – Coccidiostáticos e outras substâncias de efeito específico E- Emulsionantes, estabilizantes, espessantes e gelificantes F – Corantes, incluindo pigmentos G- Agentes conservantes H – Vitaminas, provitaminas e substâncias de efeito análogo,

quimicamente bem definidas I – Oligoelementos J- Factores de crescimento L- aglomerantes, antiespumantes e coagulantes M – Reguladores de acidez

Anexo I e Anexo II Legislação Comunitária

Anexo I -Por tempo indeterminado

-Obriga os Estados Membros

Anexo II -Durante período limitado

-Não obriga os Estados Membros

1 2

3

4

5 6

1 – Processo concluído, utilização aprovada 2 – Processo concluído no essencial, aprovação prevista para breve 3 – Processo concluído ou revisto, utilização aprovada 4 – Utilização posta em dúvida, processo reaberto 5 – Utilização interdita devido a novos dados 6 – Fim do período de autorização sem passagem ou retorno ao Anexo I

Requisitos para aprovação de Aditivos

1 - Ter eficácia sobre o alimento ou sobre o animal 2 - Não prejudicar a saúde pública ou animal 3 – Não prejudicar o meio ambiente 4 – Não alterar a qualidade dos produtos 5 – Ser controlável no alimento 6 – Não ter uso terapêutico nas condições que é usado 7 – Não ter uso critico em medicina humana ou veterinária

Ensaios para verificação da segurança de aditivos

1 – Toxicidade aguda por ingestão 2 - Toxicidade por inalação 3 – Efeito irritante para pele e mucosas 4 – Potencial alérgico 5 – Mutagénese 6 – Toxicidade subcrónica (mín. 90 dias em roedores) 7 – Toxicidade crónica/cancerinogénese 8 – Efeito sobre reprodução, eventualmente combinados com

estudos de embriotoxicidade e teratogénese (mín. 2 gerações em linha directa)

Promotores: Mecanismos (Amstrong, 1986)

A – Porcos e Aves Redução Selectiva da flora intestinal

- Controlo de microrganismos patogénicos - Menor consumo de nutrientes por microrganismos - Menor desconjugação de ácidos biliares - Menor produção de substâncias irritantes

Alterações da parede intestinal - Alteração de actividades enzimáticas - Maior taxa de absorção de nutrientes - Menor taxa de renovação de tecidos

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