O bom professor, Trabalhos de Química
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ QUÍMICA LICENCIATURA PLENA DISCIPLINA DE DIDÁTICA GERAL 1 PROFESSORA: MARIA SOCORRO LUCENA LIMA ALUNA: ALINE FRANCO PEREIRA

O bom professor de Hoje

FORTALEZA-CEARÁ 2010

O presente texto é uma exigência da disciplina de Didática Geral 1, o

objetivo desse texto é trazer aos alunos de licenciatura a caracterização do

bom professor de hoje.

Assiste-se, nos dias de hoje, a um aumento das expectativas sociais

relativas ao trabalho docente que se traduzem em crescentes exigências para

que os professores desempenhem um conjunto cada vez mais amplo e mais

diversificado de funções (Moreno, 1998).

Neste contexto, surge cada vez mais, por parte de todos, a convicção da

necessidade de uma maior reflexão sobre a temática da formação de

professores. De fato, a formação de professores parece ser hoje uma das áreas

Aline Franco Pereira, aluna do curso de química da UECE.

de maior dedicação por parte dos especialistas e investigadores em educação

(Escolano, 1997; Guerra, 1997; Moreno, 1998).

E o que é um professor competente, um bom professor ou um professor

“ideal”?

Acredita-se que a reflexão sobre esta questão possa representar um

ponto de partida essencial para outras reflexões e pesquisas sobre a

problemática em causa.

Ao pretender descrever um bom professor parece imprescindível definir

alguns fatores alheios às características diretamente relacionadas com o

professor, e que influenciam, decerto, a definição de um bom professor.

Alguns dos fatores importantes são, por exemplo, o País onde trabalha, a

disciplina que leciona, o nível de ensino em questão e o espaço temporal em

que

leciona.

Embora não seja fácil definir um padrão de personalidade de um bom

professor, há seguramente razões para acreditar que os bons professores

exibem características pessoais únicas e que por vezes “há um padrão

consistente na descrição de um bom professor: é competente na matéria,

preocupa-se profundamente com o sucesso e caráter dos alunos e tem um

cunho distinto”, o

u seja, “embora não se possa reduzir uma lista particular de comportamentos

do professor a uma fórmula, reconhece-se que a capacidade intelectual e o

conhecimento das matérias são importantes fatores para julgar o sucesso de

um professor”.

Há um rol de atributos sobre o que é um bom professor. Certas

investigações notam que a classificação desses atributos depende dos tempos,

das gerações, das universidades, escolas, supervisores, professores das

ciências da educação, alunos dos ensinos básico, secundário e superior. Se, em

determinada altura, se valorizam os professores cujos alunos passam nos

exames nacionais, noutras (anos 80) os bons professores eram, por exemplo,

os que seguiam as receitas de Madeline Hunter para alcançar o sucesso.

E quanto aos alunos? O que pensam eles dos bons professores?

A relação professor – aluno

Diz-se que o “professor ensina e o aluno aprende”. Todavia, na relação

Aline Franco Pereira, aluna do curso de química da UECE.

professor-aluno há a considerar diversos fatores que influencia o quanto e

como efetivamente o aluno aprende na medida em que nenhuma relação

professor-aluno é indiferente e sem significado. “O professor e o aluno

interagem, tanto positiva como negativamente e a natureza desta interação

determinará em larga medida a aprendizagem do aluno”.

Segundo os alunos entrevistados, os bons professores são a chave para o

sucesso em qualquer escola, mas para eles fazem à diferença aqueles que eles

consideram como os professores “estrela”, os de topo. São os que trazem

“magia” para as salas de aulas todos os dias.

Dizem os estudos que estes professores não se contentam apenas com os

resultados que os seus alunos alcançam, mas que também se autoavaliam

encorajam-se a si e a toda a gente à sua volta. Como tal, a sua influência

poderá ir para além das suas salas de aula, contribuindo positivamente para

moldar a cultura das suas escolas.

Segundo Viviane Salvi Gertge que é professora desde 1980, ser um

bom professor é:

Ser professor, hoje em dia, não se resume a um esforço solitário de

aquisição e transmissão de conhecimentos. É enxergar que estamos lidando

com vidas, conflitos e expectativas. É estar envolvido com pessoas.

Para ser um bom professor, preciso conhecer o meu aluno, sua história,

esperanças e sonhos, atribuindo significados aos conteúdos e mobilizando os

educandos para que queiram ir mais à frente. Também é importante que o

professor leve em consideração que uma sala de aula é um grupo de pessoas e

que seu papel é, ou deveria ser, de liderança e de autoridade. Além disso, um

bom professor, necessariamente, precisa ser um bom comunicador, para

expressar conteúdos e transmitir estados afetivos.

E, finalmente, um bom professor é uma pessoa que ensina, mas que

também aprende. É um ser apaixonado pelo que faz e pelos seus alunos.

Prepara o ambiente de aprendizado. Não deixa a turma perder os limites, mas

sabe rir junto com seus alunos. É uma pessoa que acerta, mas também erra.

Caminha com seus alunos. Progride com o seu grupo de trabalho e reconhece

que cada um é um ser em desenvolvimento. Acolhe e cuida. É exigente e

estimulante.

Aline Franco Pereira, aluna do curso de química da UECE.

A tarefa é bastante árdua, pois reunir todas essas características em um só

professor é uma meta que pode levar uma vida inteira. Por isso, dizemos que

a carreira do magistério é dinâmica e que a capacitação docente é contínua.

Começa no primeiro dia em que entramos em uma sala de aula e

provavelmente não acabará nunca.

E para concluir coloquei um parecer de Moacir Gadotti, escreve no livro

"Boniteza de um sonho: Ensinar-e-aprender com sentido", que fala do

professor de hoje:

"O que é ser professor hoje? Ser professor hoje é viver intensamente o

seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro

para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão

emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em 0 0 1 Fconsciência crí tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos

pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da

sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber –

não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constroem sentido

para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam junto, um mundo mais

justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são 0 0 1 Fimprescindí veis.”

Aline Franco Pereira, aluna do curso de química da UECE.

O bom professor de hoje

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