Original apostila desenho topográfico, Teses de Literatura. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
josedascouves
josedascouves22 de Março de 2015

Original apostila desenho topográfico, Teses de Literatura. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

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Microsoft Word - Apostila desenho ADAPTADA.doc

Desenho Técnico 1

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

ESCOLA DE AGRONOMIA e ENG. de ALIMENTOS

SETOR DE ENGENHARIA RURAL

DESENHO TÉCNICO

Apostila de Circulação interna da

Escola de Agronomia e Eng. de

Alimentos

PROF° REGIS DE CASTRO FERREIRA

PROFª. HELOINA TERESINHA FALEIRO

PROFª. RENATA FONSECA DE SOUZA

Março/2008

Goiânia, GO

Desenho Técnico 2

I. INTRODUÇÃO

Para o projetista ou Engenheiro a arte de representar um objeto ou

fazer sua leitura através do Desenho Técnico é muito importante, uma vez

que nele estão contidas todas as informações precisas e necessárias para a

construção de uma peça.

O Desenho Técnico surgiu da necessidade de representar, com

precisão, máquinas, peças, ferramentas e outros instrumentos de trabalho,

bem como edificações de projetos de Engenharia e Arquitetura. A principal

finalidade do Desenho Técnico é a representação precisa, no plano, das formas

do mundo material, de modo a possibilitar a reconstituição espacial das

mesmas. Assim, constitui-se no único meio conciso, exato e inequívoco para

comunicar a forma dos objetos.

O desenho técnico é considerado como a linguagem gráfica universal

da Engenharia e Arquitetura. Da mesma forma que a linguagem verbal

escrita exige alfabetização, é necessário que haja treinamento específico para

a execução e a interpretação da linguagem gráfica dos desenhos técnicos,

uma vez que são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar

formas espaciais.

No seu contexto mais geral, o Desenho Técnico engloba um conjunto

de metodologias e procedimentos necessários ao desenvolvimento e

comunicação de projetos, conceitos e ideias. Para isso, faz-se necessária a

utilização de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e

indicações escritas normalizadas internacionalmente.

A figura ao lado representa a forma espacial de um objeto por meio de figuras planas.

• Para um leigo seriam apenas quatro triângulos e um quadrado.

• Na linguagem gráfica, esta figura seria a representação de uma determinada pirâmide, ou as vistas de suas diferentes faces.

Desenho Técnico 3

II. NORMALIZAÇÃO

A fim de transformar o Desenho técnico em uma linguagem

padronizada, foi necessária a universalização dos procedimentos de

representação gráfica. Essa padronização é feita por meio de normas técnicas,

que nada mais são do que códigos técnicos que regulam relações entre

produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes.

Cada país elabora as suas próprias normas que passam a ser válidas

em todo território nacional. No Brasil as normas são aprovadas e editadas

pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, fundada em 1940.

Para facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os

órgãos responsáveis pela normalização de cada país decidiram fundar, em

1947, a ISO (International Organization for Standardization), com sede em

Londres. Assim, quando uma norma técnica é criada por algum país e é

aprovada pelos demais, esta pode ser internacionalizada, passando a compor

a ISO.

No Brasil há uma série de normas, as NBRs, que estão de acordo com

a ISO e regem a linguagem do desenho técnico em seus mais diversos

parâmetros:

-NBR 10647 – Norma geral de Desenho Técnico;

-NBR 10068 – Layout e dimensões da folha de desenho;

-NBR 10582 – Conteúdo da folha para desenho técnico;

-NBR 8402 – Definição da caligrafia técnica em desenhos;

-NBR 8403 – Aplicação de linhas para a execução de desenho

técnico;

-NBR 13142 – Dobramento da folha;

-NBR 8196 – Emprego da escala em desenho técnico;

-NBR 10126 – Emprego de cotas em desenho técnico;

-NBR 6492 – Representação de projetos arquitetônicos.

Desenho Técnico 4

III. TIPOS DE DESENHO

NBR 10647 (Abr/1989) – esta norma estabelece, dentre outras terminologias, a classificação do desenho segundo o seu aspecto geométrico.

O desenho técnico pode ser dividido em duas grandes

modalidades:

 Desenhos projetivos: abrange aqueles desenhos, cujo objetivo é a

demonstração da forma e das medidas proporcionais dos

objetos. É representada por meio de vistas ortográficas e

perspectivas. Ex.: projetos de fabricação de máquinas e

equipamentos; projetos e construção de edificações de vários

tipos, envolvendo detalhes elétricos, arquitetônicos, estruturais,

etc.; projetos para construção de rodovias, aterros, drenagem,

barragens, açudes, etc.; projetos planialtimétricos e topográficos;

desenvolvimento de produtos industriais; projetos paisagísticos;

dentre outros.

 Desenhos não-projetivos: compreendem os gráficos e diagramas

resultantes de cálculos algébricos. Este tipo de desenho não

representa nenhuma importância direta para esta disciplina.

Diante dos exemplos apresentados, podemos observar que o desenho

projetivo pode ser utilizado em diversas áreas de concentração da engenharia

e arquitetura: desenho de máquinas, desenho mecânico, desenho

arquitetônico, estrutural, elétrico e paisagísticos. Apesar de sua grande

abrangência, a aplicação do desenho técnico segue, em todas as áreas os

mesmo padrões de referência estabelecidos pelas normas técnicas brasileiras.

Desenho Técnico 5

IV. FOLHA DE DESENHO (Formatos)

NBR 10068 (Out/ 1987) – determina e padroniza as dimensões e o layout das folhas a serem empregadas na confecção dos desenhos.

As folhas podem ser utilizadas tanto na posição vertical quanto na

posição horizontal.

O formato básico para papel, recomendado pela ISO e utilizado em

grande parte dos países, é o formato A0, da série A, cujas dimensões (841 x

1188) resultam numa área de 1 (um) m2. Os outros papéis resultam de

subdivisões deste, como apresentado na figura abaixo. Há uma relação

matemática entre essas dimensões, que se aplicam a todos os demais formatos

da série A: o lado menor multiplicado pela 2 é igual ao lado maior. Assim,

no formato A0, 841 2 = 1188.

Nota-se que, o papel de formato A1 tem a metade da área do papel

de formato A0. O papel A2 tem a metade da área do A1, e assim por diante.

Além da série A, existem também, as séries B e C, que são utilizados

em casos excepcionais e não tem muita aplicabilidade no desenho

arquitetônico.

Formatos da série A:

Desenho Técnico 6

A normalização dos formatos tem por objetivo proporcionar o melhor

aproveitamento do material, com o mínimo de perdas por recortes,

facilitando seu arquivamento.

Carimbo (legenda ou selo)

O carimbo deve conter toda a identificação do desenho: nome do

proprietário ou empresa pra o qual o projeto será realizado; número de

registro, título e escala do desenho; nome dos responsáveis pelo projeto e

execução, assinaturas; data e número da prancha. A legenda deve ter

comprimento 178 mm nos formatos A4, A3, A2, e 175 mm nos formatos A1 e

A0. A posição da legenda deve ser no canto inferior tanto em folhas

horizontais quanto verticais, conforme apresentado na figura abaixo.

Exemplo de modelo de carimbo

P r o j e t o : S E D E D A P R O P R I E D A D E R U R A L

P lanta ba ixa P r opri ed ade:Fa z enda Te r r a do Jaca randá P r o p r i e t . : Renata F . de Souza Rabe lo Data : 2 1 /03 /2006

P r o j e t i s t a : M a t e u s M a t o s d e A l c â n t a r a A S S :

A G R ONOM I A C O N S T R U T O R A L T D A

PRANCHA

ÚNICA E s c a l a : 1 : 5 0 U n i d a d e : m e t r o Á r e a : . . .

Desenho Técnico 7

V. DOBRAMENTO DO PAPEL

NBR 13142 (Mai/ 1994) – esta norma estabelece as condições para o

dobramento do papel de modo a facilitar o seu arquivamento.

A condição geral para este procedimento é permitir que o resultado

final do dobramento seja uma folha no formato A4 (210 x 297 mm). É,

igualmente importante observar se o carimbo ou selo está visível. A figura

abaixo mostra um exemplo de cópia padrão A2 e A3 dobrada.

Desenho Técnico 8

VI TIPOS DE TRAÇO

NBR 8403 (Mar/ 1984) – esta norma determina os tipos e o

escalonamento dos traçados utilizados em desenhos técnicos.

Nos desenhos técnicos utiliza-se traços de diversos tipos e espessuras.

Na prática as espessuras mais usadas são as 0,7 mm; 0,5 mm e 0,3 mm e os

traçados seguem padrões pré-estabelecidos como os indicados no quadro a

seguir:

QUADRO 1: Tipos de linha

Desenho Técnico 9

Traçados

Para a aplicação destas normas, no entanto, é necessária uma

mínima destreza no manuseio dos instrumentos, por isto a prática do desenho

tem início com trabalhos em traçado. O começo deste trabalho é importante

ter conhecimento que a lapiseira deve ser mantida entre os dedos polegar,

indicador e médio, enquanto o anular e o mínimo apóiam na folha. A pressão

exercida na lapiseira deve ser constante e firme, mas não excessiva, para

evitar sulcos no papel.

Os primeiros exercícios desenvolvem a técnica para o traçado de

linhas razoavelmente retas, fazendo a união de dois pontos dados. Neste caso,

é importante que se atente para os pontos extremos da linha, que definem a

sua direção e, portanto, aquela do traço a ser executado.

Para a execução desta linha há duas técnicas:

a) desenhar uma linha razoavelmente reta, entre os dois pontos com

traços sucessivos;

b) ou para linhas longas, desenhar uma linha contínua através de

um movimento de braço.

Neste caso é aconselhável ensaiar algumas tentativas para obter a

direção desejada e só após traçar, como mostram as figuras abaixo.

Desenho Técnico 10

Exercício: traçar as retas abaixo

Para a boa confecção de um desenho os traços devem apresentar

regularidade em toda sua extensão. Assim, a uniformidade do traçado deve

ser minuciosamente observada, devendo ser mantida a espessura escolhida,

do início ao fim, sem que haja interrupções, como pedaços de traço apagados

ou não completados. As linhas contínuas não devem ultrapassar os cantos ou

deixar de alcançá-los; os diversos traços de uma linha tracejada devem ter

comprimentos aproximadamente iguais e ser eqüidistantes.

Erros mais frequentemente de traços.

Desenho Técnico 11

VII. CALIGRAFIA TÉCNICA

NBR 8402 (Mar/ 1994) – esta norma fixa os princípios da escrita

utilizada em desenhos técnicos e documentos semelhantes.

Para se obter maior legitimidade os tipos de letras e algarismos

devem ser legíveis e de fácil execução. É recomendável que se utilize letras

verticais, maiúsculas e do tipo BASTÃO. As letras minúsculas e as inclinadas

também podem, casualmente, serem utilizadas.

Alguns parâmetros devem ser observados a fim de se obter um letreiro

harmonioso:

• Estilo constante

• Altura constante

• Traços com verticalidade ou inclinação uniformes

• Espessura uniforme dos traçados

• Observar o espaçamento mais adequado entre os caracteres e

entre as palavras

Exemplo de letra técnica:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R

S T U V X W Y Z 1 2 3 4 5 6 7 8 9

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v x

w y z

Desenho Técnico 12

Desenho Técnico 13

Desenho Técnico 14

Composição de palavras:

Na composição de palavras é necessário dar atenção principalmente

ao espaçamento entre as letras. Este espaçamento depende da forma de

cada letra e para um letreiro harmonioso não deve ser o mesmo entre todas

as letras. Com a prática neste procedimento o espaçamento correto é

intuitivo, mas no início é aconselhável observar certas regras na combinação

de letras com as seguintes características:

1. Intervalos limitados por traços retos paralelos: espaçamento de meia altura

da pauta.

JL HN MP VA

2. Intervalos limitados por traços retos não paralelos: espaçamento de meia

altura da pauta medido na metade do traço inclinado.

VL NA AB AM

3. Intervalos limitados por traços verticais curvos: espaçamento um terço da

pauta, para compensar a impressão de maior área entre as letras.

DI OP QU IO

4. Intervalos limitados por traços inclinados e curvos: espaçamento um terço

da pauta, medido na metade do traço inclinado.

AC VO AG AO

5. Intervalos limitados por traços curvos: traços curvos aumentam a aparência

de uma maior área, por isto as letras devem ter menor espaçamento que nas

situações anteriores.

DC QG GO OC

6. Letras com formas abertas: máxima aproximação.

LI FA TA JT

Desenho Técnico 15

Mapa A

Mapa B.

Desenho Técnico 16

Composição de frases

A distância entre as palavras deverão parecer a mesma, para isto

deve observar-se o espaçamento entre as letras iniciais e finais de cada

palavra seguindo as indicações de espaçamento descritas anteriormente.

Exercício: Transcrever o parágrafo abaixo, obedecendo às regras de

caligrafia técnica utilizando as pautas estabelecidas.

Desenho Técnico 17

VIII. ESCALAS NBR 8196 – refere-se ao emprego de escalas no desenho.

A escala de um desenho é a relação entre as dimensões do mesmo e as

dimensões da peça real que está sendo representada.

Se realizamos um desenho na escala 1:50, significa que cada dimensão

representada no desenho será 50 vezes maior na realidade, ou seja, cada 1

(um) centímetro que medirmos no papel corresponderá a 50 (cinqüenta)

centímetros na realidade.

Nem sempre é possível executar um desenho com as dimensões reais

do objeto. Dependendo do tamanho da peça e da folha de desenho teremos

que aplicar uma redução ou ampliação proporcional dessa peça, sem,

contudo modificar sua forma, para que todos os detalhes fiquem claramente

definidos.

Assim, podemos definir os três tipos de escalas:

a) Escala de redução: o desenho tem as dimensões menores do que

as dimensões do objeto desenhado. No caso das edificações, as

escalas utilizadas na sua representação são normalmente

escalas de redução, devido a sua grandeza (as dimensões da

peça real são reduzidas para que seja possível representa-la em

uma folha de papel).

Representação: 1/10 ou 1:10 ou 10

1

1:1 1:2 1:5

Desenho Técnico 18

b) Escala de ampliação: o desenho tem as dimensões maiores do que as dimensões do objeto desenhado. Neste caso as dimensões da peça real são ampliadas para representá-la no desenho. Imagine uma peça com dimensão de alguns milímetros, que para ser representada e visualizada mais facilmente foi ampliada dez vezes. Neste caso a representação correta é: 10:1

ou 10/1 ou 10

1 , (cada dez unidades no desenho correspondem a uma unidade

na peça real).

1:1 2:1 5:1

c) Escala natural ou real: o desenho tem as mesmas dimensões do

objeto desenhado.

Representação: 1/1 ou 1:1

Nos projetos de edificações são adotadas diferentes escalas para os

diferentes tipos de desenhos, dependendo do nível de detalhes que se deseja

representar em cada um.

As escalas usualmente empregadas são listadas a seguir. PLANTA ESCALAS, USUALMENTE, EMPREGADAS

plantas de situação 1:200, 1:500, 1:1000; 1:2000 plantas de localização 1:200, 1:250, 1:500 plantas baixas e cortes 1:50, 1:100 desenhos de detalhes 1:10, 1:20, 1:25

As escalas se classificam em: 1) escalas numéricas e 2) escalas gráficas.

1) Escalas numéricas: indicam, sob a forma de fração, uma relação

em que o numerador é igual à unidade e o denominador é o

fator de redução.

A fração 1:50 é a escala numérica que nos indica que uma parte

do desenho representará 50 partes do objeto real.

Desenho Técnico 19

2) Escalas gráficas: muitas vezes, quando utilizamos o recurso da

escala numérica para a execução de projetos, poderemos

incorrer em erros enganosos, além do tempo excessivo gasto

para realizar os inúmeros cálculos de conversão. Assim, torna-se

mais prático e seguro o emprego de escalas gráficas, que

permitirão uma leitura direta.

Escala gráfica é uma figura geométrica, uma linha

fragmentada ou uma régua graduada, que serve para determinar, de forma

imediata, a distância gráfica, uma vez sabida a distância real, e vice versa.

Construção de uma escala gráfica simples

Para construção de uma escala gráfica é necessário calcular o valor da divisão

principal correspondente no desenho.

Ex. Construir uma escala gráfica de 1/50

Divisão Principal = 1m

Cálculo do valor divisão principal correspondente no desenho

D -------------- R

1m -------- --50m

Xm ---------- 1m

X= 1/50 = 0.02m = 2cm

Então cada 2 cm no desenho corresponde à divisão principal de 1m.

Figura. Escala gráfica simples

Desenho Técnico 20

Com a criação do escalímetro, e sua colocação no mercado pelas

indústrias de instrumentos para Desenho, o uso das escalas se tornou ainda

mais fácil. Estq ferramenta traz impresso em seus dorsos as escalas de maior

uso. Para os desenhos de Arquitetura, o escalímetro triangular, possui as

escalas de redução: 1:20, 1:25, 1:50. 1:75, 1:100, 1:125, todas expressas em Metro.

Escalímetro tipo 1

Exercícios:

1. Uma janela que numa escala 1:25 mede 0,04 m (4cm) de largura, que

dimensão terá na realidade?

2. Um terreno mede 200 m e está representado no papel por 0,4 m, em que

escala está representado?

3. A distância gráfica entre A e B é 8 cm, e a distância real é de 84 km. Qual é

a escala utilizada?

4. Deseja-se representar um retângulo com as dimensões de 10 m X 15 m, na

escala 1:150. Quais as dimensões gráficas em centímetros?

5. A distância gráfica entre duas cidades A e B é 6 cm e a distância real é de

15km , então qual a escala utilizada no mapa?

6. Uma escultura foi representada em um desenho com 84 mm de altura, na

escala 1:200. Qual a dimensão real desta escultura? E se ela fosse representada

na escala de 1:50 quanto mediria?

Desenho Técnico 21

IX. USO DE ESQUADROS E RÉGUA PARALELA

A utilização correta dos esquadros em desenho técnico é de

fundamental importância para a obtenção da precisão necessária. Estes

instrumentos são utilizados para o traçado de linhas horizontais e verticais e

podem servir também como apoio. O traçado de retas paralelas ou

perpendiculares a determinada direção pode ser realizado movendo-se um

esquadro apoiado sobre o outro que permanece fixo.

Podem ser utilizados também para o traçado de linhas em ângulos determinados (30º, 45º, 60º e outros).

Um recurso para o traçado de linhas com ângulos diferentes é a combinação dos esquadros, apoiados, como nos exemplos.

Quando dispomos de régua paralela, esta além de apoiar o traçado de linhas horizontais serve também como apoio aos esquadros, permitindo o traçado de linhas verticais e em ângulos determinados (30º, 45º, 60º e outros).

Desenho Técnico 22

X. COTAGEM NBR 10126 – Esta norma fixa os princípios gerais de cotagem a serem

aplicados em desenho técnico. Apesar dos desenhos componentes dos projetos usualmente serem

representados em escala é necessária a representação numérica das suas

dimensões reais e isso é feito mediante o uso de linhas, símbolos, notas e

valores numéricos numa unidade de medida.

As regras adotadas na cotagem têm o objetivo de deixar sua

representação clara e padronizada, privilegiando, sempre, a clareza e a

precisão na transmissão das informações.

Elementos componentes da cotagem:

• linha de cota: é a linha que contém a dimensão daquilo que está

sendo cotado e na qual é posicionado o valor numérico da cota. Não deve se

distanciar mais do que 10 (dez) mm do desenho e não menos que 7 (sete)

mm. Para evitar que o desenho fique visualmente poluído, essas linhas se

diferenciam daquelas pertencentes ao desenho, mediante a espessura do

traço (que é mais fina para as cotas).

• linha de extensão (ou auxiliar) de cotagem : é a linha que liga a

linha de cota ao elemento que está sendo cotado. Ela tem a função de

delimitar o espaço a ser cotado e se distancia do desenho em apenas 1 (um)

mm.

• finalização das linhas de cota (encontro da linha de cotas e da linha

de extensão): usualmente na representação dos projetos de arquitetura as

linhas de cota e de extensão se cruzam e são adotados pequenos traços

inclinados a 45° neste ponto de intersecção das mesmas. Veja o exemplo

abaixo:

Desenho Técnico 23

É importante seguir algumas regras básicas para construir as cotas:

1) Toda cotagem necessária para representar clara e

completamente o objeto deve ser representada diretamente no desenho.

2) A cotagem deve ser localizada na vista ou no corte que

represente mais claramente o elemento.

3) Cotar somente o necessário para descrever o objeto.

4) As linhas de cota, extensão e o traço (450) devem ser feitos com

um grafite de espessura menor do que o grafite utilizado para desenhar o

objeto.

5) Não traçar linhas de cota e linhas de chamada como continuação

das linhas do desenho.

6) As cotas devem ser colocadas no meio da linha de cota sem,

contudo, tocá-la.

7) Cotação horizontal: cotas sobre a linha de cota

Cotação vertical: cota do lado esquerdo da linha de cota no sentido

de leitura: de baixo para cima.

8) Quando o espaço for pequeno para cotar podemos deslocar a

cota e indicá-la por meio de um traço obliquo.

9) O número de casas decimais deve ser a mesma em todo o

desenho, separadas por ponto: .10 ; 3.40 ; 1.00

10) As cotas devem ter tamanhos uniformes, em torno de 5 mm.

11) Não pode haver cruzamento entre linhas de cota, tampouco

entre linhas de chamada.

12) Evitar repetições desnecessárias.

13) As cotas devem ser colocadas de forma que cálculos sejam

evitados durante a execução do projeto.

14) Referências de nível

Nas plantas-baixas adota-se o símbolo para informar a cota em

determinados pontos do projeto. Não é necessário representar a cota de cada

peça, mas sim cada vez que existir uma região do projeto em uma cota de

Desenho Técnico 24

nível diferente. Nos cortes, adota-se usualmente o símbolo para

representar as cotas de cada região do projeto.

Desenho Técnico 25

XI. VISTAS ORTOGRÁFICAS

O Desenho Projetivo é aquele que resulta de projeções do objeto sobre

um ou mais planos que se fazem coincidir com o do próprio desenho. Este tipo

de desenho pode ser:

• Vistas Ortográficas: figuras resultantes de projeções cilíndricas ortogonais do

objeto, sobre planos convenientemente escolhidos de modo a representar, com

exatidão, a forma deste objeto com seus detalhes.

• Perspectivas: figuras resultantes de projeção cilíndrica ou cônica sobre um

único plano, com a finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma

do objeto.

O fundamento teórico para a representação através de vistas

ortográficas tem origem nos conceitos de Geometria Descritiva, em que planos

de projeção perpendiculares se interceptam e formam o “paralelepípedo de

referência”, descrito na figura 1, que pode gerar até seis vistas do objeto.

Nestas vistas devido à projeção ortogonal, as arestas assim como todos os

detalhes contidos nas faces do objeto são representados em verdadeira

grandeza. A verdadeira grandeza é este a principal vantagemdeste tipo de

representação em relação às perspectivas, além da fácil representação.

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