Os sertões, Slides de Sociologia e Ética. Editora Letras Taquarenses
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Os sertões, Slides de Sociologia e Ética. Editora Letras Taquarenses

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EUCLIDES DA CUNHA

Os sertões: Campanha de canudos

Dados biográficos do autor

Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro. Órfão de mãe desde os três anos de idade, foi educado pelas tias. Freqüentou conceituados colégios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Politécnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.

Cadete republicano

Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, atirou durante revista às tropas sua espada aos pés do Ministro da Guerra Tomás Coelho. Euclides foi submetido ao Conselho de Disciplina e, em 1888, saiu do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal O Estado de S. Paulo.

Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército com promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.

Euclides casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da República

Ciclo de Canudos

Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando surgiu a insurreição de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos pioneiros intitulados "A nossa Vendéia" que lhe valeram um convite d'O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antonio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e era apoiado pelos monarquistas residentes no País e no exterior.

Tragédia da Piedade

Morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente já tinha sido ou era seu amante há tempos -  e a quem Euclides atribuía a paternidade de um dos filhos de Ana, "a espiga de milho no meio do cafezal" (querendo dizer que era o único louro numa família de tez morena) -, saiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o. Tudo indica que o matou lealmente, tanto que foi absolvido na Justiça Militar. Ana casou-se com ele.

O corpo de Euclides foi examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que também assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Principais obras e suas características gerais

Contrastes e confrontos - Trata-se de uma coletânea de artigos saídos em sua maioria, originalmente, na imprensa. Foram escritos por volta de 1904 e organizados por um editor de Portugal. Entre os vários artigos há alguns de grande interesse: “Plano de uma Cruzada”: o tema desse artigo é a seca. Vemos um Euclides preocupado com a ecologia. Ele critica a nossa incapacidade criadora de combater a seca, principalmente por ser um fenômeno previsível. “As secas do extremo norte delatam impressionadoramente, a nossa imprevidência, embora sejam o único fato de toda a nossa vida nacional ao qual se possa aplicar o princípio da previsão”

Canudos: Diário de uma expedição - Euclides da Cunha seguiu para o sertão, integrando a quarta expedição contra Canudos, tinha por missão ser correspondente do jornal O Estado de S. Paulo. Além disso, viajava como adido à comitiva do ministro da Guerra. Esse artigo reúne uma série de reportagens, pouco conhecidas, que Euclides enviou de lá. Elas mostram o escritor no coração da batalha, aspirando o odor da pólvora e ensurdecido pelo troar da metralha.

Os sertões: campanha de canudos - Trata da Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte desta guerra como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo. Pertence, ao mesmo tempo, à prosa científica e à prosa artística. Pode ser entendido como um obra de Sociologia, Geografia, História ou crítica humana.

O foco em comum

O foco em comum das 3 obras é o sertão. A linguagem usada tanto nos dois artigos, quanto no livro é a mesma.

O Autor se mostra um verdadeiro humanista brasileiro, ecologista e geologista nos três casos, mas principalmente quando se trata de ''Os Sertões''.

A obra Contexto Histórico

Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana. Os dois primeiros presidentes do Brasil, após a proclamação da República, eram militares: o marechal Deodoro da Fonseca e o marechal Floriano Peixoto. O primeiro presidente civil, o paulista Prudente de Morais, tomou posse em 1894. Com ele, teve início uma alternância de poder conhecida como "café-com-leite", que se manteve durante as três primeiras décadas do século XX. A expressão designa a política estabelecida, mediante acordo tácito, pelos estados de São Paulo e Minas Gerais. A economia do primeiro baseava-se na cultura e exportação do café; a de Minas Gerais, na produção de café e de laticínios.

O advento da República acentuou ainda mais os contrastes da sociedade brasileira: os negros, recém-libertados, marginalizaram-se; os imigrantes chegavam em razoável quantidade para substituir a mão-de-obra escrava,- surgia uma nova classe social: o proletariado, camada social formada pelos assalariados.

Resumindo: de um lado, ex-escravos, imigrantes e proletariado nascente; de outro, uma classe conservadora, detentora do dinheiro e do poder. Mas toda essa prosperidade vem acentuar cada vez mais os fortes contrastes da realidade brasileira

Da tensão entre esses dois pólos sociais resultou, direta ou indiretamente, um panorama nada tranqüilo, época de agitações sociais. Do abandonado Nordeste partem os primeiros gritos de revolta: no final do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões

Personagens principais

O personagem principal mais óbvio é Antônio Conselheiro. O detalhe é que ele começa sendo o antagonista, e ao poucos vai se transformando no protagonista. É porque o Euclides da Cunha muda de opinião ao presenciar o conflito. Ele começa achando que o sertanejo é antes de tudo um fraco, mas aos poucos percebe que o sertanejo é um forte. No começo Conselheiro é um louco, mas aos poucos ele começa a vê-lo como o importante líder que era.

Por outro lado os comandantes militares também passam por essa metamorfose, se transformando não mais em heróis protagonistas, mas em antagonistas. O Coronel Moreira César, então, chega a ter elementos grotescos em sua descrição.

O Objetivo da Obra

O Objetivo da obra foi retratar o lado de canudos na guerra, mostrar não só a guerra como um todo, mas o sertanejo;

Faz o leitor ter uma visão tridimensional da situação que se encontrava as terras, de como era o sertanejo e da guerra propriamente dita;

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