Plantação de palma miúda e sorgo SF, Notas de estudo de zootecnia
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Plantação de palma miúda e sorgo SF, Notas de estudo de zootecnia

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A Palma e o Sorgo como fontes de Alimentação
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Plantação de palma miúda e sorgo SF-15 são destaque no Sertão

Pesquisa seleciona variedades mais produtivas, resistentes a pragas e a seca

Trabalho de pesquisa é coordenado pelo engenheiro agrônomo Fernando Gomes (Fotos: Raul Plácido)

Hélder Bayma

Durante a seca de 2012 e 2013 a bacia leiteira alagoana sofreu perdas enormes. O

estrago só não foi maior porque os sertanejos tinham em seus campos plantações da

resistente palma miúda ou palma doce, como é conhecida. Além de matar a fome do gado

em Alagoas, essa variedade foi vendida em grande toneladas para Pernambuco, que além

da seca sofreu com a cochonilha do carmim, praga que dizimou as plantações de palma

daquele estado.

Hoje, Alagoas é o maior produtor de palma forrageira do País, como um total de 150 mil

hectares plantados. É na Estação Experimental do Instituto de Inovação para o

Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater), em Santana do Ipanema, que

são desenvolvidas pesquisas para fornecer aos produtores alagoanos da bacia leiteira

variedades de palma resistentes a pragas, como a cochonilha do carmim (Dactylopius

Opuntiae).

O trabalho de pesquisa é coordenado pelo engenheiro agrônomo Fernando Gomes, da

Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). “A bacia

leiteira de Alagoas depende da palma para sobreviver. Por isso é preciso avançar cada

vez mais nas pesquisas buscando novas variedades resistentes à seca e a pragas, além

de melhores formas de cultivá-las”, afirma.

Fernando Gomes citou como exemplo o surgimento de outras pragas como a cochonilha

de escama. “A cochonilha de escama ataca até a resistente palma miúda, se o produtor se

descuidar a produção é comprometida. O superadensamento, muito recomendado para

melhorar a produtividade, pode favorecer o aparecimento dessa praga”.

Na Estação Experimental é guardada uma rica coleção com as principais variedades de

palmas – cerca de 50 genótipos diferentes. Também são realizados experimentos com

variedades de palmas plantadas em Alagoas, como a doce, a palma Alagoas, a palma

Orelha de Elefante Mexicana e Orelha de Elefante Africana, entre outras.

Os experimentos são acompanhados de perto pelo zootecnista José Cícero Oliveira, que

observa em detalhes a evolução das plantas. “Plantamos em condições normais, sem

irrigação. Tudo é anotado, o espaçamento, a capacidade de rebrotação e

desenvolvimento, a quantidade de chuva. Plantamos todas juntas e podemos fazer a

comparação em busca da melhor variedade”.

Sorgo ‘silageiro’, uma opção ao milho

O sorgo é uma cultura adaptada ao clima seco. “Em relação ao milho as vantagens são

enormes. O sorgo produz com a metade da água e se desenvolve bem em condições

adversas”, explica o pesquisador Fernando Gomes.

A partir de um trabalho conjunto com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) foi

lançada a variedade do sorgo SF-15, especialmente adaptada às condições do semiárido

alagoano. “Ele apresenta alto poder de rebrota, produz muita massa verde, alta produção

por hectare e resistência ao acamamento”, destacou o engenheiro agrônomo.

Na Estação, é realizado neste momento um experimento com diversas variedades de

sorgo numa área de um hectare. “Plantamos diversas variedades de sorgo juntas e de

forma aleatória. Vamos selecionar as melhores plantas para a produção de grão, silagem

ou com dupla aptidão”, explicou o zootecnista Petrônio Azevedo.

“O sorgo de porte alto é bom para silagem, o de porte baixo, para produzir grão. Tudo é

avaliado para obtenção das sementes para multiplicação”, detalhou o zooctenista.

“Queremos um sorgo mais precoce, mas com uma capacidade maior de produção. Neste

experimento utilizamos variedades consolidadas no Brasil todo junto com o nosso sorgo

SF-15. Isso serve para fazer uma comparação, verificar a produtividade e resistência”,

destacou Petrônio Azevedo.

AGRICULTURA

Palma Miúda e Sorgo SF-15: a salvação dos sertanejos alagoanos

Pesquisa seleciona variedades mais produtivas, resistentes a pragas e a seca

Hélder Bayma

Durante a seca de 2012 e 2013 a bacia leiteira alagoana sofreu perdas enormes. O

estrago só não foi maior porque os sertanejos tinham em seus campos plantações da

resistente palma miúda ou palma doce, como é conhecida. Além de matar a fome do gado

em Alagoas, essa variedade foi vendida em grande toneladas para Pernambuco, que além

da seca sofreu com a cochonilha do carmim, praga que dizimou as plantações de palma

daquele estado.

Hoje, Alagoas é o maior produtor de palma forrageira do País, como um total de 150 mil

hectares plantados. É na Estação Experimental do Instituto de Inovação para o

Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater), em Santana do Ipanema, que

são desenvolvidas pesquisas para fornecer aos produtores alagoanos da bacia leiteira

variedades de palma resistentes a pragas, como a cochonilha do carmim (Dactylopius

Opuntiae).

O trabalho de pesquisa é coordenado pelo engenheiro agrônomo Fernando Gomes, da

Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). “A bacia

leiteira de Alagoas depende da palma para sobreviver. Por isso é preciso avançar cada

vez mais nas pesquisas buscando novas variedades resistentes à seca e a pragas, além

de melhores formas de cultivá-las”, afirma.

Fernando Gomes citou como exemplo o surgimento de outras pragas como a cochonilha

de escama. “A cochonilha de escama ataca até a resistente palma miúda, se o produtor se

descuidar a produção é comprometida. O superadensamento, muito recomendado para

melhorar a produtividade, pode favorecer o aparecimento dessa praga”.

Na Estação Experimental é guardada uma rica coleção com as principais variedades de

palmas – cerca de 50 genótipos diferentes. Também são realizados experimentos com

variedades de palmas plantadas em Alagoas, como a doce, a palma Alagoas, a palma

Orelha de Elefante Mexicana e Orelha de Elefante Africana, entre outras.

Os experimentos são acompanhados de perto pelo zootecnista José Cícero Oliveira, que

observa em detalhes a evolução das plantas. “Plantamos em condições normais, sem

irrigação. Tudo é anotado, o espaçamento, a capacidade de rebrotação e

desenvolvimento, a quantidade de chuva. Plantamos todas juntas e podemos fazer a

comparação em busca da melhor variedade”.

Sorgo ‘silageiro’, uma opção ao milho

O sorgo é uma cultura adaptada ao clima seco. “Em relação ao milho as vantagens são

enormes. O sorgo produz com a metade da água e se desenvolve bem em condições

adversas”, explica o pesquisador Fernando Gomes.

A partir de um trabalho conjunto com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) foi

lançada a variedade do sorgo SF-15, especialmente adaptada às condições do semiárido

alagoano. “Ele apresenta alto poder de rebrota, produz muita massa verde, alta produção

por hectare e resistência ao acamamento”, destacou o engenheiro agrônomo.

Na Estação, é realizado neste momento um experimento com diversas variedades de

sorgo numa área de um hectare. “Plantamos diversas variedades de sorgo juntas e de

forma aleatória. Vamos selecionar as melhores plantas para a produção de grão, silagem

ou com dupla aptidão”, explicou o zootecnista Petrônio Azevedo.

“O sorgo de porte alto é bom para silagem, o de porte baixo, para produzir grão. Tudo é

avaliado para obtenção das sementes para multiplicação”, detalhou o zooctenista.

“Queremos um sorgo mais precoce, mas com uma capacidade maior de produção. Neste

experimento utilizamos variedades consolidadas no Brasil todo junto com o nosso sorgo

SF-15. Isso serve para fazer uma comparação, verificar a produtividade e resistência”,

destacou Petrônio Azevedo. registrado em: Agricultura

http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticias/2014/10/palma-miuda-e-sorgo-sf-15-a-salvacao-dos-

sertanejos-alagoanos. Acessado em: 02/10/2014

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