PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O FORTALECIMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, Projetos de Gestão de Projeto. Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)
vanielep
vanielep

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O FORTALECIMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, Projetos de Gestão de Projeto. Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)

12 páginas
1Números de download
125Número de visitas
Descrição
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O FORTALECIMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 12
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 12 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 12 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 12 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 12 páginas
Baixar o documento

UNIVERSIDADE DE ENSINO SUPERIOR DO SERTÃO DA BAHIA- UESSBA

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR

VANIELE SILVA PENHA

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O FORTALECIMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Lago da Pedra 2017

VANIELE SILVA PENHA

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O FORTALECIMENTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Trabalho apresentado ao Curso de Pós- Graduação em Docência do Ensino Superior da Universidade de Ensino Superior do Sertão da Bahia- UESSB, como requisito para a obtenção de nota.

Lago da Pedra 2017

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................3

2 PROBLEMA ....................................................................................................4

3 JUSTIFICATIVA ..............................................................................................4

4 OBJETIVOS ....................................................................................................5

4.1 Objetivo geral ...............................................................................................5

4.2 Objetivos específicos ...................................................................................5

5 METODOLOGIA ............................................................................................6

6 CRONOGRAMA ............................................................................................7

REFERÊNCIAS ................................................................................................8

1 INTRODUÇÃO

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) se manifesta nos dias atuais,

sendo vários os desafios educacionais que cercam essa modalidade de ensino,

desafios esses que buscam dar respostas aos problemas decorrentes das

desigualdades socioeconômicas, políticas e culturais que afetam a humanidade

em escala global.

A temática central, prática pedagógica e fortalecimento da Educação

de Jovens e Adultos, deve ser trabalhada de modo a sensibilizar as pessoas,

especialmente por ser um campo carregado de complexidades que carece de

definições e posicionamentos claros. É um campo político, denso e carrega

consigo o rico legado da Educação Popular.

O fortalecimento da educação vai além das paredes da escola, suas

práticas devem está presentes no dia a dia, nas relações dos indivíduos e no

conjunto de organizações da sociedade, pois a cidadania é uma situação

política, social e econômica dependente de condições concretas.

O fortalecimento nessa concepção não pode reduzir-se ao espaço

escolar, mas também não se pode desconsiderar que esse seja o espaço

privilegiado para os jovens e adultos das camadas populares, tenham acesso

ao conhecimento historicamente produzido e também a vivências marcadas

pelo entendimento mútuo, respeito e luta por direitos, ou seja, espaços com

potencial para o fortalecimento da educação e da cidadania.

Vale lembrar que as práticas para o fortalecimento da educação não

serão feitas de qualquer forma, mas Educar em Direitos Humanos. Segundo o

PNEDH (BRASIL, MEC, SEDH, 2006 a) Educar, em Direitos Humanos

pressupõe o desenvolvimento de processos educativos os quais favorecem a

formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, protagonistas da

materialidade das normas e pactos que os protegem, reconhecedores do

princípio normativo da dignidade humana, englobando a solidariedade

internacional e compromisso com outros povos e nações. Além disso, formar

em direitos humanos significa promover a formação de cada cidadão como

sujeito de direitos, capaz de exercitar o controle democrático das ações do

Estado.

2 PROBLEMA

Como elaborar, promover e aplicar práticas pedagógicas capazes de

fortalecer a Educação de Jovens e Adultos na sociedade brasileira nos dias

atuais?

3 JUSTIFICATIVA

O interesse por esse estudo surgiu mediante a observação do pouco

e/ou não uso de práticas eficazes para o fortalecimento da Educação de

Jovens e Adultos, que muitas vezes passa por descaso e descuido por parte

dos educadores ou responsáveis por essa modalidade de ensino.

Um dos principais pressupostos é a “improvisação” de professores

para este público, a problematização da formação de professores para atuação

na Educação de Jovens e Adultos tem revelado não terem os profissionais

dessa modalidade, em sua maioria, habilitação específica para tal, trazendo em

sua prática as marcas da precarização e, embora a despeito da sua criatividade

e compromisso, têm sua docência constituída na improvisação e no

aligeiramento.

A Educação de Jovens e Adultos, diferentemente da educação de

crianças e adolescentes, se efetiva em diversos espaços/ tempos. Os cenários

são múltiplos e na maioria das vezes precários, em escolas, empresas, templos

religiosos, penitenciárias, unidades socioeducativas, canteiros de obra,

acampamentos e assentamentos rurais, ocupações urbanas, hospitais, etc.

Essa diversidade de espaços, contextos e sujeitos exige o desenvolvimento de

práticas pedagógicas múltiplas, o que leva a indagação sobre qual a formação

dos profissionais atuantes nesse segmento educacional.

A educação ainda não é vista por muitos, como direito,

especialmente para Jovens e Adultos, muitos ainda não sabem que precisam

ser reconhecidos como sujeitos de direito, pois, em virtude das suas situações

de desigualdade presentes na sociedade brasileira, e ausência do Estado na

garantia dos direitos, lhes foi negado o direito à educação no passado, e lhes

foi dificultado no presente. Sem dúvida, a educação ser reconhecida enquanto

direito no marco da lei estendeu a obrigação do Estado assegurá- la aos

sujeitos do EJA. A Educação, assim é direito de cidadania, mas também é meio

de acesso à cidadania, tanto por ser uma possibilidade para a participação

social, política, econômica, como é um doa pressupostos da educação

brasileira, assinalado pela LDB (BRASIL, MEC, 1996) como fim último da

Educação Básica.

Sendo a educação um direito o qual te como referência a Declaração

Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), e a Constituição Brasileira de

1988, não deveríamos falar de prioridade, a não ser para casos em que se

façam necessárias políticas afirmativas. Isso quer dizer, situações as quais

para igualização dos desiguais se faça necessário tratamento desigual, o que

sem dúvida é o caso da Educação de Jovens e Adultos, ao qual demanda um

tratamento diverso ao atribuído à educação dita regular, em virtude da dívida

histórica para com a educação do estudante- trabalhador.

Quando tratamos da Educação de Jovens e Adultos, nas diversas

formas como é ofertada à população, é premente relação com a Educação em

Direitos Humanos. Um dos caminhos para reparar a violação do direito à

educação a Jovens e Adultos é a oferta de vagas, porém não é em si suficiente.

São crescentes as experiências mostrando possíveis caminhos.

Ao tratarmos da Educação em Direitos Humanos, não devemos ficar

circunscritos aos limites de uma educação para a cidadania mutilada

(SANTOS, 2000), mas avançarmos na direção de uma “educação que

possibilita o reconhecimento e a defesa intransigente dos direitos fundamentais

para todo ser humano na defesa e fortalecimento da democracia” (SILVA, 2010,

p. 43), o que implica a formação para a emancipação humana.

A busca de metodologia e didáticas adequadas a Educação de

Jovens e Adultos que reflitam e respeitem a diversidade dos sujeitos deste

segmento educacional não é algo novo. No Brasil desde os anos 1950 esta é

uma discussão presente no meio educacional, porém, para além da discussão

em torno das possíveis práticas pedagógicas pertinentes ao ensino e à

aprendizagem dos diversos conteúdos de área, nas diversas etapas e espaço

em que a EJA se desenvolve. Isso porque primeiramente esses estudantes têm

o direito ao conhecimento historicamente produzido, e, segundo, por

apresentarem marcas de insucessos no processo escolar, e,

consequentemente, fragilidades, e também por serem as práticas pedagógicas

poucos significativas um dos fatores que ocasionam a evasão escolar.

Traz a prática pedagógica em EDH em comum com a prática em

EJA a necessidade de desenvolver metodologias que privilegiem a participação

ativa dos estudantes de forma problematizadora, interativa, participativa e

dialógica, favorecendo a discussão de questões relacionadas à via da

comunidade e as diversas violências que ocasionam a negação dos Direitos

Humanos. A EDH deve comprometer- se com a aprendizagem sobre o que são

os direitos humanos, as lutas que resultam em suas conquistas, os marcos

legais, mas também possibilitar aos estudantes atuar em prol aos Direitos

Humanos, exercendo sua cidadania ativa em nome da coletividade.

E por esse motivo, é destacado que, para a prática da EDH, se faz

necessário diversificar os processos metodológicos, linguagens e recursos

didáticos em sala de aula, tomando o cotidiano e os processos históricos como

referências.

Ao pensar práticas pedagógicas inclusiva na EJA, o fazemos no

marco da Educação em Direitos Humanos, pois esta dispõe do arcabouço de

direitos conquistados pela humanidade e firmados em documentos nacionais e

internacionais que visam asseguram o direito à educação a todos.

Os desafios são imensos e o sistema vigente opera em função

daqueles que já detém as condições materiais de vida asseguradas e detêm os

meios de produção. Para esses são investidos milhões e acasteladas as

decisões políticas em prol da qualificação de uma educação que contribua para

a reengenharia produção e ampliação da produtividade/ competitividade.

Como a Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade ofertada

em todas as etapas da Educação Básica e também por meio de programas e

projetos específicos, as Diretrizes devem servir como um referencial

pedagógico para a multiplicidade de espaços/ tempos destinados à Educação

de Jovens e Adultos.

Ao discutir possibilidades de práticas pedagógicas com a temática

igualdade de gênero, reconhecemos a multiplicidade dos enfoques possíveis,

mas é necessário propor fazê- lo associando opressão do sexo a exploração de

classe, uma vez que a construção da igualdade de gênero exige a

compreensão das relações sociais em seus conflitos e antagonismos.

Assim, no momento histórico em que o Estado assume a Educação

em Direitos Humanos como princípio e estabelece Diretrizes Nacionais para a

Educação em Direitos Humanos (BRASIL, 2012), a prática pedagógica

exercida por educadores é convidada a tratar da inclusão em sua perspectiva

mais ampla. Essa pressupõe a seguridade do direito à educação sem

discriminação, com igualdade e oportunidade e respeito às diferenças, mas é

acima de tudo convocada a se efetivar no seio da luta por uma escola pública

democrática e de qualidade para todos.

Dessa forma, ao planejar a intervenção pedagógica na EJA, é

importante destacar a relevância da temática a Educação como um direito e

que deve ser garantido pelo Estado. Assim como tosos os demais direitos, pois

pensar em Educação em Direitos Humanos implica na ação em prol da

observância da universalidade, indivisibilidade dos direitos. O que significa

defesa radical de uma sociedade igualitária.

4 OBJETIVOS

4.1 Objetivo geral

Conhecer como se estabelecem as práticas pedagógicas para uma

eficaz aprendizagem de Jovens e Adultos brasileiros.

4.2 Objetivos Específicos

• Analisar a formação de professores, coordenadores, gestores e responsáveis pela Educação de Jovens e Adultos;

• Identificar as fragilidades desta modalidade de ensino sejam elas estruturais, ou de qualquer outra natureza;

• Mensurar até onde a Educação de Jovens e Adultos é percebida como Direito Humano.

5 METODOLOGIA

O presente estudo é caracterizado através de uma pesquisa

bibliográfica, por meio de uma investigação científica focada no caráter

subjetivo do objeto analisado.

O método da pesquisa foi exploratório, que permitiu obter as

informações desejadas, a fim de compreender melhor o problema.

A pesquisa foi desenvolvida no período de janeiro à março de 2017

onde foram recolhidos acervos de livros focados no estudos da Educação de

Jovens e Adultos brasileiros, que possibilitaram um maior entendimento sobre

o assunto, apontando os desafios para a melhoria para esta modalidade tão

importante e frágil da educação.

A partir da leitura, foram feitos fichamentos, destacando os tópicos

que mereciam maior destaque, além de comprar tais tópicos com o

pensamento de vários estudiosos do assunto, após a leitura e destaque dos

pontos principais, foi ligeiramente ordenados os pontos a serem escritos no

trabalho, organizando assim toda a pesquisa para um melhor entendimento dos

leitores.

6 CRONOGRAMA

PERÍODO 2017

ATIVIDADE JAN FEV MAR

Escolha do tema X

Revisão Bibliográfica X X

Discussão teórica em função da determinação dos

objetivos

X

Análise e interpretação do material coletado X X

Redação do trabalho X

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB n. 9394/96,

Ministério da Educação. Brasília, 1996.

BRASIL. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, Comitê Nacional

de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Ministério da Educação,

Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2006ª.

ONU. Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos, 2004.

SANTOS, Milton. O professor como intelectual na sociedade contemporânea.

In: ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO, 9.,

Lindóia, 1998.

SILVA, Aida Maria Monteiro. Direitos Humanos na Educação Básica: qual o

significado. In: Política e fundamentos da Educação em Direitos Humanos. São

Paulo: Cortez, 2010.

Até o momento nenhum comentário
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 12 páginas
Baixar o documento