Princípios básicos de oclusão dentária, Resumos de Anatomia
lariraiana
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Princípios básicos de oclusão dentária, Resumos de Anatomia

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Resumo contendo sistema estomatognático, princípios básicos de oclusão, moldagem e articuladores.
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Sœurs

1

FUNDAMENTOS DA OCLUSÃO

Oclusão é a relação dos dentes superiores e inferiores, quando em contato funcional, estático, e durante

os movimentos da mandíbula. (Peter Dawson)

SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO é a unidade funcional do corpo, primordialmente responsável pela

mastigação, fala e deglutição. Seus componentes também atuam no paladar e na respiração. Quando todo

o sistema estomatognático trabalha corretamente, as funções atingem o máximo de eficiência e um mínimo

de gasto de energia. Itens básicos:

1. Articulações: dentoalveolar e ATM;

2. Ligamentos: periodontais e ATM;

3. Ossos: crânio e mandíbula;

4. Músculos e nervos (sistema neuromuscular);

5. Língua, lábios e bochechas;

6. Oclusão dentária: dentes.

O crânio é a base fixa (CONCAVIDADE DO OSSO TEMPORAL = FOSSA MANDIBULAR OU FOSSA

GLENOIDE); encaixe com o CÔNDILO DA MANDÍBULA..

A Articulação temporomandibular (ATM), é a articulação mais complexa do corpo humano, bicondínea.

Proporciona um movimento de dobradiça em um só plano (articulação ginglemoidal – o côndilo gira em

trono do próprio eixo sem sair da posição de relação cêntrica, não há o deslize pela eminência articular,

abertura da boca em no máximo 25 mm) e faz movimentos de deslize (articulação artroidal), sendo assim,

pode ser tecnicamente considerada uma articulação GINGLEMOARTROIDAL. Principais estruturas:

1. Fossa mandibular ou Fossa glenóide;

2. Côndilo da mandíbula (localizado na parte mais posterior da eminência articular);

3. Disco articular (zona intermediária = central – é avascular);

4 e 5. Pterigóideo lateral superior e inferior;

6. Zona retrodiscal (tecido conjuntivo frouxo);

7. Ligamento posterior (estabiliza o disco);

8. Espaços vazios supra e infra discais (com líquido sinovial);

9. Eminência articular (forma a porção anterior da fossa mandibular, tem a forma convexa. Os côndilos

sempre são mantidos firmemente contra a eminência articular e é por onde os côndilos e o disco

deslizam na abertura da boca);

10. Tubérculo articular (fica no final da eminência articular; quando o côndilo chega nesse ponto, a

boca está aberta por completo).

É importante ressaltar que apesar de a ATM ser composta por somente 2 ossos, ela é classificada como

uma articulação composta, ou seja, que requer a presença de pelo menos 3 ossos, pois funcionalmente o

disco articular funciona como um osso não calcificado que permite os movimentos complexos da

articulação.

O DISCO ARTICULAR da ATM é OVAL e BICÔNCAVO; formado por TECIDO CONJUNTIVO DENSO

FIBROSO; é AVASCULAR e SEM ENERVAÇÃO na ZONA INTERMEDIÁRIA (parte central e mais fina) e

VASCULARIZADO e ENERVADO nas bordas POSTERIOR (é na borda posterior que se insere o TECIDO

RETRODISCAL e na lateral se inserem os ligamentos discais ou capsulares, unindo o disco e fazendo com

que ele acompanhe o movimento do côndilo) e ANTERIOR (a borda anterior tem aproximadamente 1 a 2

mm e é onde se aloja o côndilo; é na borda anterior que se insere o músculo pterigóideo lateral superior);

tem as FUNÇÕES de PROTEGER e AMORTECER, ADAPTAR duas superfícies convexas durante a

abertura da boca (tubérculo articular + côndilo da mandíbula) e DIVIDIR a cavidade em um compartimento

superior e outro inferior juntamente com a cápsula.

ZONA RETRODISCAL/ALMOFADA RETRODISCAL/ZONA BILAMINAR, formada por TECIDO

CONJUNTIVO FROUXO, muito vascularizada e enervada; protege o meato acústico externo; tem 2

lâminas: superior (MAIS FIBRAS ELÁSTICAS) e inferior (MAIS FIBRAS COLÁGENAS); com a abertura da

mandíbula a zona retrodiscal sobe juntamente com o disco e o espaço vazio deixado abaixo é preenchido

por vasos que se enchem de sangue, com o retorno, os vasos se esvaziam (movimento/desvio de Shunt

ArterioVenoso). **** JOELHO VASCULAR.

2

Disco x Menisco: o MENISCO é preso a cápsula articular somente de um lado, em forma de cunha, sendo

assim, o líquido sinovial se mistura em toda cavidade. É típico da articulação do joelho. Já o DISCO, fica

totalmente preso à cápsula, dividindo a cavidade em supra e infra discal, impedindo assim que o líquido de

cima se misture com o debaixo. O disco faz parte da ATM.

A CÁPSULA ARTICULAR, também formada por tecido conjuntivo denso nas porções superior e inferior que

são áreas de tensão e pressão, e tecido conjuntivo frouxo nas porções anterior e posterior; na parte interna

da cápsula existem células endoteliais e células de defesa, que juntamente com a membrana sinovial,

formada por tecido conjuntivo especial, produzem o líquido sinovial, um líquido ultra filtrado do plasma

sanguíneo, composto por mucina e ácido hialuronico, que serve para nutrir e lubrificar a parte avascular do

disco.

LIGAMENTOS limitam os movimentos do côndilo dentro da cápsula articular; o côndilo se movimenta até

onde a cápsula deixar.

LIGAMENTO CAPSULAR - envolve toda a articulação; é formado por tecido conjuntivo denso fibroso;

sustenta o disco; limita os movimentos e protege contra forças excessivas na ATM; a cápsula se prende na

parte superior, em toda a borda da fossa articular do osso temporal, no tubérculo articular, na fissura

escamotimpânica e no pescoço do côndilo; junto com o disco divide a cavidade em dois compartimentos

(supradiscal e infradiscal), onde se encontra o líquido sinovial (em condições normais, o líquido da parte

superior não de mistura com o da parte inferior).

LIGAMENTO TEMPOROMANDIBULAR reforça a cápsula lateralmente; tem feixes em duas direções:

oblíqua (não deixa que o côndilo se distancie da fossa; é mais externo e limita a abertura da boca; tem

origem no tubérculo articular e se insere no colo do côndilo) e horizontal (não permite que o côndilo caminhe

para trás comprimindo a zona retrodiscal; é mais interno e limita o movimento para posterior; tem origem

no tubérculo articular e se insere no meio da face externa do côndilo).

O LIGAMENTO POSTERIOR sai da posterior do côndilo e vai à posterior do disco; faz oposição ao músculo

pterigóideo; se confunde com a zona retrodiscal.

O LIGAMENTO DISCAL ou COLATERAL prende o disco ao côndilo, fazendo com que o disco acompanhe

todos os movimentos do côndilo; tem como função restringir o movimento do disco junto ao ligamento

capsular. LIGAMENTO ORIGEM INSERÇÃO

CAPSULAR FOSSA MANDIBULAR LINHA DE COLO DO CÔNDILO

TEMPOROMANDIBULAR (OBLÍQUA) TUBÉRCULO ARTICULAR POSTERIOR DO CÔNDILO

TEMPOROMANDIBULAR

(HORIZONTAL)

TUBÉRCULO ARTICULAR MEIO DA FACE EXTERNA DO

CÔNDILO

POSTERIOR POSTERIOR DO CÔNDILO POSTERIOR DO DISCO

DISCAL/COLATERAL EXTREMIDADES LATERAIS DO DISCO POLO LATERAL/MEDIAL DO CÔNDILO

MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO:

ELEVADORES DA MANDÍBULA :

MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO FUNÇÃO

TEMPORAL

FOSSA TEMPORAL

PROCESSO CORONÓIDE E

BORDA ANTERIOR DO

RAMO ASCENDENTE DA

MANDÍBULA

É UM MÚSCULO EM FORMA

DE LEQUE COM FIBRAS EM

3 DIREÇÕES: VERTICAIS

(PORÇÃO MAIS ANTERIOR;

QUANDO SE CONTRAI

ELEVA A MANDÍBULA

VERTICALMENTE),

OBLÍQUAS (PORÇÃO

MÉDIA; QUANDO

CONTRAÍDA ELEVA E

RETRUI) E HORIZONTAIS

(PORÇÃO POSTERIOR;

RETRUI A MANDÍBULA, MAS

TAMBÉM, ELEVA). ELEVA E

RETRUI (PUXA) A

MANDÍBULA.

MASSETER

ARCO ZIGOMÁTICO

FACE EXTERNA DO

ÂNGULO DA MANDÍBULA

TEM FIBRAS EM 2

DIREÇÕES:

VERTICAL/INTERNA (ELEVA

A MANDÍBULA; ESTABILIZA

O CÔNDILO QUANDO A

MANDÍBULA SE PROTRUI) E

OBLÍQUA/EXTERNA (ELEVA

3

E NA CHANFRADURA

MASSETÉRICA

E PROTRUI; ATUA PRA

CIMA E PRA FRENTE PARA

DEIXAR O CÔNDILO NA

POSIÇÃO CÊNTRICA).

ELEVA E PROTRUI A

MANDÍBULA.

PTERIGÓIDEO MEDIAL

FOSSA PTERIGÓIDEA

FACE INTERNA DO ÂNGULO

DA MANDÍBULA

JUNTO COM O MASSETER

FORMA UMA ALÇA PARA

ELEVAR A MANDÍBULA;

ELEVA E PROTRUI;

QUANDO ATUA SEPARADO

FAZ LATEROPROTUSÃO;

ATUA NA POSIÇÃO

CÊNTRICA; FORÇA O

CÔNDILO PARA A REGIÃO

MAIS MEDIAL DA FOSSA

ARTICULAR.

PTERIGÓIDEO LATERAL

INFERIOR

FACE LATERAL DA LÂMINA

LATERAL DO PROCESSO

PTERIGÓIDEO

PESCOÇO DO CÔNDILO

JUNTO COM O VENTRE

ANTERIOR DO DIGÁSTRICO

ATUA NA ABERTURA DA

BOCA. PROTRUI A

MANDÍBULA.

PTERIGÓIDEO LATERAL

SUPERIOR

FACE TEMPORAL DA ASA

MAIOR DO OSSO

ESFENÓIDE

CÁPSULA, DISCO E COLO

DO CÔNDILO

ATUA SOMENTE EM

CONJUNÇÃO COM OS

MÚSCULOS ELEVADORES

DA MANDÍBULA; AGE COMO

UM ESTABILIZADOR DO

DISCO NO CÔNDILO, É UMA

ESPÉCIE DE TERMÔMETRO

DA ATM.

ABAIXADORES DA MANDÍBULA:

MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO FUNÇÃO

GÊNIO-HIÓIDEO

ESPINHA MENTAL

OU

ESPINHA GENIANA

PARTE ANTERIOR DO

OSSO HIÓIDE

ABAIXADOR DA

MANDÍBULA; ELEVA O

OSSO HIÓIDE; ELEVA

LÍNGUA E JUNTO COM O

MILO-HIÓDEO ELEVAM O

ASSOALHO DA LÍNGUA

MILO-HIÓIDEO LINHA MILOHIOIDÉA RAFE MEDIANA E PARTE

ANTERIOR DO OSSO

HIÓIDE

ELEVA O OSSO HIÓIDE

VENTRE ANTERIOR DO

DIGÁSTRICO

FOSSA DIGÁSTRICA

OSSO HIÓIDE (POR MEIO

DE UM TENDÃO)

ATUA NA ABERTURA TOTAL

DA BOCA E ESTABILIZA O

OSSO HIÓIDE

VENTRE POSTERIOR DO

DIGÁSTRICO

INCISURA MASTOIDÉIA OU

RAINHURA DIGÁSTRICA

TENDÃO POSTERIOR DO

OSSO HIÓIDE

ATUA NA ABERTURA TOTAL

DA BOCA E ESTABILIZA O

OSSO HIÓIDE

O músculo hipersensível é ocasionado por algo anormal. Em situação de repouso, se os dentes estiverem

se tocando, é bruxismo. Um músculo saudável não apresenta dor quando palpado; se há dor, o músculo

foi comprometido por trauma ou fadiga. A PALPAÇÃO DOS MÚSCULOS:

Músculo temporal:

- Dedos indicador e médio (nos dois lados, ao mesmo tempo);

- Da origem até a inserção;

- Conferir fibras verticais, oblíquas e posteriores;

- É possível sentir o músculo temporal no processo coronóide por meio intrabucal.

Músculo Masseter:

- Dedos indicador e médio;

- Da origem até a inserção;

- Se o superficial estiver sensível, o interior também estará;

- O interno apalpa-se com dedo indicador de forma intrabucal.

Músculo Pterigóideo medial:

- Exame intrabucal com o dedo indicador na prega pterigóidea mandibular;

- Na inserção, exame extra-oral, na parte interna do ângulo da mandíbula.

Pterigóideo lateral (superior e inferior):

- Não é possível apalpa-los;

4

- Usar a palpação fisiológica (mandar o paciente protruir, fazendo força com o polegar na sínfese

mentoniana (inferior); mandar o paciente apertar os dentes; se doer, todos os elevadores estão

comprometidos; se ao soltar, não parar de doer, o problema está no lateral superior).

Ecom e Trapézio são MÚSCULOS OPOSITORES, ou seja, fazem força contrária, e tudo que acontece nos

músculos mastigadores reflete nos opositores e vice-versa.

O SISTEMA NEUROMUSCULAR é um controle neurológico altamente refinado que regula e coordena as

atividades de todo sistema mastigatório. Consiste principalmente em nervos e músculos. Os músculos da

cabeça e do pescoço mantêm a cabeça constantemente na posição desejável. Existe um equilíbrio entre

os músculos que atuam para elevar a cabeça e aqueles que funcionam para abaixá-la.

Estruturas neurológicas:

Neurônios: sensores ou aferentes transportam informação do músculo para o SNC. Uma vez que a

informação sensorial é recebida e processada pelo SNC, uma informação é enviada de volta aos músculos

através das fibras nervosas motoras ou eferentes. Os neurônios eferentes iniciam os impulsos para o

funcionamento apropriado dos músculos específicos, que resultará na resposta motora desejada.

Receptores: terminações nervosas especializadas, que pegam estímulos e levam por meios aferentes ao

SNC, onde é captado, decifrado e levado pelos eferentes. Podem ser:

-- Exteroceptores: localizados na superfície do corpo, responsáveis pela sensação de frio e calor;

-- Interoceptores:

a) Visceroceptores: Localizados nas vísceras e vasos, responsável pela sensação de fome e sede;

b) Propriosceptores: Localizados nos músculos, ligamentos (principalmente no ligamento PERIODONTAL)

e nas articulações e tbm sentido de direção e tato. Fornecem informação a respeito da posição e movimento

da mandíbula. Estão em todas as regiões glenóides. Pode ser:

b.1) Reflexo flexor: atua em defesa do organismo. Presente na membrana periodontal. Localizam-se em

todo sistema mastigatório. Os nociceptores enviam a informação ao SNC como sensação de desconforto

ou dor. É um reflexo polissimpático a um estimulo nocivo e desta forma é considerado um reflexo protetor.

O movimento de abrir a boca acontece antes de pensarmos em abrir a boca devido aos nociceprtores.

Exibição antagônica: afastar-se do objeto que causou estimulo nocivo.

* Desvio da mandíbula: para defender o dente que está sendo agredido o reflexo flexor deste dente avisa

ao SNC e este desvia a mandíbula, assim sacrificando todo sistema por causa de 1 só dente.

b.2) Reflexo extensor: atua contra gravidade, atua onde o músculo precisa que ele esteja. Permite que a

boca fique fechada.

Obs.: flexor x extensor: flexor vence(Protetor do organismo).

O equilíbrio entre as forças intrabucais (dos lábios, língua e bochechas), constantes e leves leva os dentes

para o espaço ideal – ESPAÇO NEUTRO - que é a posição na cavidade oral onde as forças vestibulares e

linguais se igualam a estabilidade entre os dentes ocorre e as forças do bucinador e orbicular do lábio são

leves e constantes e iguais as forças da língua (lateral e anterior).

OVERJET: transpasse horizontal (distância horizontal entre a face vestibular do incisivo inferior e a face

palatal do incisivo superior; tolerável de 2 a 4 mm);

OVERBITE: transpasse vertical (distância vertical entre as bordas incisais dos anteriores).

OCLUSÃO: posicionamento e oclusão dental são extremamente importantes na função mastigatória. As

atividades básicas de mastigação, deglutição e fala dependem não só da posição dos dentes nos arcos

dentais, mas também no relacionamento com dentes antagônicos quando os dentes são levados a ocluir.

A posição dos dentes não é determinada ao acaso, mas por numerosos fatores controladores como a

largura do arco e o tamanho dos dentes. Também é determinada por outras forças controladoras como

aquelas vindas dos tecidos moles circundantes.

FENOMÊNO HIDRODINÂMICO DA MEMBRANA PERIODONTAL: líquido no espaço intramembranoso que

dá uma mobilidade ao dente de até 25 micra. *Crítica ao implante dentário.

LEI DE OCLUSÃO: todo dente tem que ter apoio.

5

CRISTA MARGINAL: mesial e distal. Elevação linear que une as cúspides ou reforça a periferia de certas

faces dos dentes. As cristas marginais mesial e distal unem as cúspides vestibulares e linguais pela face

proximal.

AMEIAS: espaço triangular de base vestibular ou lingual, situado entre as faces de contato de dois dentes

na mesma arcada.

CÚSPIDES: saliências em formato piramidal, com estruturas anatômicas como ápice, vertente, aresta e

sulco.

ARESTA LONGITUDINAL: separam as vertentes internas(Triturante) das externas (Lisa). Podem ser

mesial ou distal.

PONTO DE CONTATO: o correto é região de contato devido à mobilidade de 25 micra que o dente tem

durante a mastigação. No terço vestibular, mais para oclusal possível, abaixo da crista marginal.

PERÍMTRO OCLUSAL (margem da face oclusal): crista marginal + aresta longitudinal + ponta de cúspide.

SULCO PRINCIPAL MÉSIODISTAL e SULCO PRINCIPAL VESTIBULOLINGUAL: espaço onde as

cúspides dos antagonistas têm pra deslizar livremente.

SULCO SECUNDÁRIO: dá escape ao alimento.

CRISTA TRIANGULAR ou TRANSVERSAL: ápice na ponta da cúspide, base do sulco principal, divide as

vertentes triturantes mesial e distal.

COROA ANATÔMICA:Vai do ápice radicular até o colo anatômico (junção de esmalte com cemento JCE).

COROA CLÍNICA: vai da ponta da cúspide até a margem da gengiva (gengiva marginal).

* No jovem a gengiva marginal tem contato (se sobrepõe) ao esmalte; sendo assim a coroa clínica é menor

do que a anatômica.

PRINCÍPIOS DE OCLUSÃO:

CÚSPIDES DE SUPORTE/ DE CONTENÇÃO CÊNTRICA /DE TRABALHO/ FUNCIONAIS/

MANUTENÇÃO DA DIMENSÃO VERTICAL:

✓ Fazem a trituração do alimento por intermédio de suas vertentes;

✓ Mantém a dimensão vertical do paciente;

✓ São as cúspides VESTIBULARES INFERIORES e PALATAIS SUPERIORES (VIPS).

CÚSPEDES GUIAS/ DE NÃO CONTENÇÃO CÊNTRICA/ DE NÃO TRABALHO:

✓ Mantêm o bolo alimentar na trituração;

✓ Guia ao fechar a mandíbula para M.I.H (posição correta);

✓ São as CÚSPEDES LINGUAIS INFERIORES (proteção da língua) e VESTIBULARES

SUPERIORES (proteção da bochecha). (LIVS)

OCLUSÃO PERFEITA:

TODAS AS CÚSPEDES VESTIBULARES DOS PRÉ-MOLARES E MOLARES INFERIORES TOCAM NAS

CRISTAS MARGINAIS E MESIAIS DOS PRÉ-MOLARES E MOLARES SUPERIORES, COM EXCEÇÃO

DA MEDIAL DO 1° MOLAR INFERIOR QUE TOCA NA FOSSA CENTRAL DO 1° MOLAR SUPERIOR

E DO 2° MOLAR INFERIOR QUE TOCA NA FOSSA CENTRAL DO 2° MOLAR SUPERIOR.

TODAS AS CÚSPEDES PALATAIS DOS PRÉ-MOLARES E MOLARES SUPERIORES TOCAM NAS

CRISTAS DISTAIS DOS PRÉ-MOLARES E MOLARES INFERIORES, COM EXCEÇÃO DA

MESIOPALATINA DO 1° E DO 2° MOLAR QUE TOCA NA FOSSA CENTRAL.

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GUIA CANINO (ou levantamento pelos caninos): quando a mandíbula é movimentada numa excursão

lateral direita ou esquerda, os caninos superiores e inferiores são os dentes apropriados para contatar e

dissipar as forças horizontais, enquanto desocluem os dentes posteriores (escola Gnatológica/Americana).

FUNÇÃO DE GRUPO (guia por função de grupo): em pacientes que não tem os caninos na posição

apropriada para aceitar as forças horizontais, outros dentes deverão contatar durante os movimentos

excêntricos. Muitos dentes no lado de trabalho contatam durante o movimento lateroprotrusivo. Função de

grupo desejável: canino + pré-molares + cúspide mesial do 1° molar. Função de grupo total: toca mais

canino, menos 1° e 2° pré-molar e menos ainda o 1° molar, podendo ou não tocar o 2° molar. Função

de grupo parcial: toca mais no canino, menos 1° e 2° pré-molar e os molares não tocam (escola

Escandinávia/Européia).

GUIA INCISAL: o paciente em máxima intercuspidação habitual, ao protruir, desliza a face vestibular do

incisivo inferior pela face palatal do incisivo superior até tocar incisal com incisal; neste momento há a

desoclusão de todos os dentes posteriores; este espaço deixado entre os posteriores é chamado de

FENÔMENO DE CHRISTENSEN.

PROTEÇÃO MÚTUA (lei de oclusão): em máxima intercuspidação habitual dentes anteriores protegem os

posteriores (movimentos excêntricos) e dentes posteriores protegem os anteriores (movimentos cêntricos).

PLANO OCLUSAL é uma superfície imaginária que toca as bordas incisais dos incisivos e as pontas das

superfícies oclusais dos dentes posteriores. Composto por CURVA DE SPEE, que tem início na ponta da

cúspide do canino inferior, seguindo as cúspides vestibulares dos pré-molares e molares, continuando até

a borda anterior do ramo da mandíbula (em relação ao superior ela côncava e seu sentido é antero-

posterior); CURVA DE WILSON, que é uma curva que toca as pontas das cúspides vestibulares e linguais

de cada lado do arco, ela resulta da inclinação dos dentes posteriores inferiores para lingual, o que torna

as cúspides linguais mais baixas que as vestibulares no arco mandibular; na maxila as cúspides vestibulares

são mais altas que as palatais, devido à inclinação dos dentes posteriores para vestibular, com isso ela é

côncava em relação ao superior e CURVA ANTERIOR, que vai da ponta da cúspide do canino, passando

pela borda incisal dos incisivos centrais e laterais até a ponta da cúspide do outro canino.

PRINCÍPIOS DE OCLUSÃO:

Não há lateralidade pura, somente lateroprotrusão.

LADO DE TRABALHO

✓ Lado para onde a mandíbula se desloca no ato mastigatório;

✓ As cúspides de mesmo nome adotam uma posição de alinhamento (cúspide V com V);

✓ O alimento é triturado por intermédio das vertentes;

✓ As vertentes lisas dos inferiores deslizam nas vertentes triturantes dos superiores;

✓ MOVIMENTO DE BENNETT é o movimento do côndilo no lado de trabalho, o côndilo caminha

para trás e para o lado.

LADO DE BALANCEIO ou INATIVO

✓ Lado contrário ao de trabalho;

✓ As cúspides de nomes diferentes adotam posição de alinhamento (cúspide palatal superior com

vestibular inferior).

✓ Não há contato dentário, se houver toque há interferência oclusal.

✓ É onde o côndilo faz movimentos excêntricos.

✓ ÂNGULO DE BENNETT é o ângulo que o côndilo faz com o plano sagital mediano ao se deslocar

para baixo, para frente e para medial.

ATENÇÃO!!!

Em crianças não há plano oclusal.

✓ O tubérculo articular e a eminência articular estão em desenvolvimento;

✓ Quando há lateralidade no movimento mastigatório não existe guia canino e nem guia anterior;

✓ Há o que chamamos de OCLUSÃO BALANCEADA BILATERAL;

7

✓ Onde concluímos que todos os dentes se tocam, não existindo fenômeno de Christensen(Espaço

formado entre os posteriores sup/inf no momento protrusivo/guia anterior);

✓ 6 anos nascem/erupciona os primeiros molares, começando a distância Intermaxilar.

✓ Os incisivos entram em oclusão aos 8 anos, determinando Overjet e Overbite, já havendo

desoclusão dos posteriores na protrusão;

✓ Os caninos começam a nascer a partir dos 12 anos, juntamente com os pré-molares e molares

permanentes até os 14 anos, dando fim assim a oclusão balanceada bilateral.

SULCO DE TRABALHO = médiolingual (em molares), é o que dá a passagem para a ponta da cúspide fixa

do molar da maxila (cúspide mésiopalatina). Quem tritura o alimento são as vertentes triturantes desta

cúspide e não a ponta da cúspide (no movimento lateral).

SULCO DE BALANCEIO está do lado de balanceio e não tem toque com a cúspide mésiopalatal do dente

superior que passa livre pela distovestibular do 1° molar inferior.

SULCO DE PROTRUSÃO é o sulco principal (mésiodistal) do 1° molar inferior (sentido distal). No dente

superior o reflexo do movimento é para medial

Canino é um dente especial. ✓ Único em cada hemi-arcada

✓ Função de guia no movimento mandibular

✓ Tem mais terminações nervosas ( receptores )

✓ Raiz Longa e robusta, resistente aprensentam forte inserção e proteção óssea

✓ Está localizado na curvatura da mandíbula

✓ Está mais longe do masséter

✓ Separa dentes posteriores de anteriores

Dente anterior não tem plataforma oclusal.

A FUNÇÃO dos dentes é diferente.

✓ Anteriores: - Estão mais longe do masseter, recebem as forças excêntricas ( protrusão e

lateroprotrusão) e tem maior propriocepção.

✓ Posteriores: Estão mais próximos do masseter, recebem os movimentos /forças cêntricas (são

recebidas e dissipadas pelas raízes até a região óssea). Tem menor propriocepção.

Tipos de ajuste de contato incisal (entre incisivos)

Escola GNATOLÓGICA/Americana: em máxima intercuspidação habitual MIH o papel de chirmistock passa

e sai livremente, não há contato ( NÃO HÁ CONTATO ENTRE OS ANTERIORES NA MIH )

Escola ESCANDINÁVIA/Europeia: Quando se repete a operação, o papel tem um ligeiro toque (parada

cêntrica). A falta de toque ou o ligeiro toque é apenas nos incisivos centrais e laterais; em ambas as escolas

há contato entre os caninos, pré-molares e molares.

Tipos de oclusão:

EVERITT PAYNE (escola Escandinávia): 95% da população têm oclusão “cúspide na crista” – 1 dente x 2

dentes;

PETER TOMAS (escola gnatológica): 5% da população tem oclusão “cúspide na fossa” – 1 dente x 1 dente.

Todas as cúspides vestibulares dos pré-molares e molares inferiores tocam nas fossas mesiais dos pré-

molares e molares superiores, com exceção da mesial do 1° molar e da distovestibular do 2° molar que

tocam na fossa central; e do 3° molar se for o caso.

TRIPODISMO DE CÚSPIDE é a direção da ponta da cúspide para o fundo da fossa que toca em 3 pontos

das vertentes não deixando a ponta da cúspide atingir o fundo da fossa.

BIPODISMO é quando as forças estão distribuídas (1 para palatina/lingual e 1 para vestibular). Se as forças

estiverem para mesma face é interferência oclusal.

MONOPODISMO é cúspide na fossa.

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Teorias de defesa da tese/corrente: a força tem que ser no longo eixo do dente e não nas cristas; os dentes

posteriores são feitos para receber força cêntrica, logo, na oclusão 1x1 a força é exatamente no centro.

Cúspide na crista pode impactar o alimento, ferindo o col interdental.

Os dentes posteriores é que mantêm a DIMENSÃO VERTICAL; a ausência de dentes posteriores pode

causar um COLAPSO POSTERIOR; a mandíbula caminha para compensar a ausência de oclusão

posterior, a fim de tentar manter a dimensão vertical, assim, os dentes anteriores se abrem e formam um

leque, ficando protrusos.

DIMENSÃO VERTICAL de REPOUSO

✓ Mandíbula em posição de repouso (descanso postural);

✓ Músculos em atividade mínima (em tônus muscular);

✓ Medida pelo compasso de Willys (ou ponta cega), distância do ponto da base do nariz com o ponto

sub-mento;

✓ Pode ou não haver toque dos lábios, mas não pode haver toque entre os dentes da arcada superior

com os da inferior.

DIMENSÃO VERTICAL de OCLUSÃO

✓ Distância vertical da mandíbula em relação à maxila;

✓ Quando os dentes superiores e inferiores estão em contato oclusal (máxima

intercuspidação habitual), na posição de fechamento máximo.

ESPAÇO FUNCIONAL LIVRE

✓ É o valor positivo que encontramos ao diminuir o valor de DVR pelo de DVO;

✓ É o espaço entre os dentes quando se está na posição de repouso;

✓ Pode ser de 3 a 5 mm.

✓ Verifica-se se houve invasão do espaço realizando teste fonético (ex: peço para o paciente

pronunciar 1665; 55, Mississipi), se houver toque, o espaço foi invadido e há uma interferência

que deve ser corrigida.

MOVIMENTOS CÊNTRICOS

POSIÇÃO DE RELAÇÃO CÊNTRICA

✓ Relação craniomandibular;

✓ Dada pelos ligamentos* e o sistema neuromuscular**;

✓ Não há contato dentário

✓ Posição determinada com o côndilo dentro da cavidade articular/glenóide;

✓ Côndilo ocupa a posição mais medial, superior, anterior e posterior a parede da eminência

articular;

✓ Ocupa a parte intermediaria do disco articular, parte avascular;

✓ É uma posição terapêutica, de relaxamento, os músculos se encontram em tônus muscular;

*Ligamento Posterior e Colateral e o Extrato Superior Elástico

**músculos pterigóideo Medial, Lateral superior, temporal e Masseter

RELAXAR E ESTABILIZAR ANTES DE REGISTRAR

(antes de fazer o registro de mordida – contato oclusal em cera). Ao realizar o registro em cera 7 (cera 7

dobrada) deve-se cortar (aliviar) a região onde seria o contato dos dentes anteriores e deixar que ocorra

somente o contato dos posteriores. Usa-se esta técnica para evitar que os proprioceptores dos dentes

anteriores realizem automaticamente uma lateroprotrusão, tirando assim os côndilos da posição de relação

cêntrica. Para relaxar, é preciso tirar o contato entre os dentes posteriores, com uso de um algodão entre

os dentes anteriores, por exemplo, ou as TIRAS DE LONG, que são folhas plásticas calibradoras colocadas

entre os dentes anteriores; vou retirando uma por uma até chegar a um ponto em que o paciente desoclua

o mínimo possível. O ideal é usar o JIG, uma peça feita pelo cirurgião dentista especialmente para cada

paciente; pede-se para que paciente inicie o uso do jig algumas horas antes da consulta na qual será feito

o registro com a cera.

MOLDAGENS são manobras clínicas utilizando-se materiais e técnicas apropriadas que visam a obtenção

de moldes das arcadas dentárias. O molde é o negativo da arcada, o positivo aparece quando vazamos o

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gesso. Os modelos obtidos, quando montados em articuladores proporcionam uma visão abrangente das

relações funcionais e auxiliam no plano de tratamento.

MOLDEIRAS são recipientes de tamanho e forma adequadas para transportar à boca do paciente o material

de moldagem e mantê-lo em posição até atingir a consistência desejada (geleificação, cristalização,

polimerização ou vulcanização).

Tipos de moldeira:

- Perfuradas;

- Sem perfuração;

- Descartáveis;

- Tipo Vernez (a ideal)

- Parcial (utilizada somente para articuladores de Charneira)

Numeração da moldeira: de acordo com a arcada do paciente. Para medir o tamanho da arcada do paciente

utilizo um compasso de ponta cega, colocando suas pontas no meio da oclusal dos 2° molares a fim de

encontrar a distância entre eles, e com essa medida, encontro a moldeira ideal. Ela deve atingir o fundo do

vestíbulo e cobrir os últimos molares; caso ela chegue ao fundo do vestíbulo, mas não cubra os últimos

molares, é necessário que se faça uma semi-individualização com cera 7 ou cera periférica.

POSIÇÃO DO PACIENTE: deitado? Nunca, pois o material pode escorrer para garganta do paciente. A

posição ideal é a 45 graus, pois caso material escorra, o paciente tem como se defender. Com relação à

CABEÇA DO PACIENTE, as arcadas a serem moldadas têm que estar paralelas ao plano horizontal (ao

chão). Os cotovelos do PROFISSIONAL devem permanecer na mesma altura da arcada a ser moldada;

para colocação da moldeira (a moldeira deve ser colocada de lado dentro da boca e depois deve ser

centralizada de acordo com a linha média do paciente), o profissional deve ficar na frente do paciente; após

a colocação da moldeira, o profissional deve se posicionar atrás do paciente, segurando firmemente as

duas hemi-arcadas, para moldagem da arcada superior (fazendo força de trás para frente para evitar que o

material escorra para garganta, se ainda assim escorrer, utilizo uma espátula 7 para retirar este excesso);

para moldagem da arcada inferior o profissional deve ficar na frente do paciente (segurando sobre as hemi-

arcadas, e fazendo força de trás para frente)

MATERIAIS DE MOLDAGEM:

1. Hidrocolóides irreversíveis;

2. Hidrocolóides reversíveis;

3. Elastômeros;

Base de polissulfeto

Base de silicona

Silicona de condensação

Silicona de adição (o melhor)

Poliéter.

HIDROCOLÓIDE IRREVERSÍVEL

Hidro = água; Colóide = cola.

Irreversível devido ao processo químico sofrido.

Nome da presa: geleificação.

ALGINATO: antigamente era derivado de algas marinhas (Algin), no entanto hoje é composto por sódio e

potássio.

- Pouca memória elástica (memória elástica é a capacidade de retorno ao estado primário), como todo

hidrocolóide irreversível, devido ao processo químico sofrido;

- Alta variação dimensional.

A dosagem certa é um dos segredos para o sucesso da moldagem, por isso é importante seguir

corretamente as instruções do fabricante!

- Medida rasa 1 pra 1 (no caso do Jeltrate); 1 medida de água DESTILADA (pois o cloro presente na água

da torneira causa reações no material no material manipulado) para uma medida de pó. A água deve ser

colocada primeiro, pois ao descer, o pó vai se desencapsulando, evitando assim a formação de bolhas.

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- Para manipulação usa-se uma espátula metálica (ideal) ou plástica, contanto que seja RÍGIDA e que tenha

a PONTA ARREDONDADA. É importante:

1° - misturar, fazendo MOVIMENTOS CIRCULARES;

2° - misturar, fazendo MOVIMENTO DE AMASSAMENTO, para retirar possíveis bolhas;

3° - o processo de manipulação deve ser cronometrado (30 segundos para o Cavex, 1 minuto para os

demais);

4° - consistência ideal: quando não escorrer da espátula.

Antes da colocação da moldeira com material na boca do paciente, usa-se a seringa Jhon para levar o

material até a oclusal dos posteriores, evitando assim a formação de bolhas no local.

Após a moldagem, retiro a moldeira da boca do paciente, lavo o molde em água corrente rapidamente (para

não inchar, pois o alginato retém água), seco e vazo o gesso imediatamente (caso eu não consiga/possa

vazar o gesso imediatamente, posso colocar o molde dentro de um pote umedecido por uma toalha molhada

no fundo – ambiente 100%; isso me dá mais 1-2 horas para vazar o gesso sem que as propriedades do

alginato sejam afetadas).

IMPORTANTE!!! Antes de vazar o gesso, deve ser feita a desinfecção do molde com Hipoclorito de sódio

de 1 a 10% ou com Glutaraldeído; o ideal é que o molde fique imerso por 10 minutos, porém, isso pode

deformá-lo. Uma outra opção seria após vazar o gesso, deixar o molde em um recipiente de metal, com

pastilhas de formol por no mínimo 8 horas.

O GESSO deve ser forte e com uma mínima expansão para compensar a contração do metal (ouro/prata)

quando a moldagem é realizada para realização de trabalhos metálicos. Sendo assim, o gesso ideal é o

tipo IV (alfa hemi-hidratado (sintético), com micropartículas, precisando assim de menos água). É também

muito importante a porção água/pó ser respeitada:

100g de gesso ---------- 20 ml de água

(4 medidas rasas)

50g de gesso ---------- 10 ml de água

(2 medidas rasas)

25g de gesso ---------- 5 ml de água

(1 medida rasa)

Na cuba, coloco primeiro a água destilada e depois o pó (peneirando); a manipulação deve ser vigorosa!

Após o início da manipulação não devo acrescentar nem mais pó nem mais água, pois isso afetará a na

cristalização do material. Espatulação manual ou mecânica a vácuo. Com um pincel coloco o gesso sobre

as oclusais dos posteriores do molde sobre o vibrador a fim de evitar a formação de bolhas no local. O

gesso deve ficar no molde, com a moldeira para baixo, por no mínimo 1 hora. Bolhas positivas podem ser

retiradas com uma espátula Lecron, mas bolhas negativas não. O modelo deve ser guardado em ambiente

100% seco.

REGISTRO INTEROCLUSAL: pode ser feito com cera, resina Duralay ou silicona. A cera é preferível pela

facilidade. O maior erro durante o registro com cera, é colocá-la em toda arcada do paciente, pois quando

isso é feito os proprioceptores da região anterior imediatamente ordenam para que o paciente mastigue, ou

seja, inicie a lateroprotrusão. Sendo assim, o registro deve ser feito somente em posteriores e deve haver

a perfuração da cera! Leva-se a cera à boca to paciente, marca-se o overbite; dobra-se a cera 7, leva-se

ao modelo de estudo e recorta-se de canino a canino; abre-se a cera, coloca-se um metal no meio da cera

para que o plano oclusal se mantenha reto (não se deforme); plastifica-se a cera com uma lamparina; leva-

se novamente a cera à boca do paciente, pede-se para que ele oclua e leva-se então o overbite a posição

correta; leva-se novamente a cera ao modelo e marca-se cada dente com seu antagonista; retira-se a cera

e leva-se os dentes no alinhamento feito, e só então, prende-se a arcada superior na inferior.

ARTICULADORES

✓ Registram relações intermaxilares;

✓ Eixo de rotação da mandíbula (linha imaginária que conecta o centro de rotação de um côndilo ao

centro de rotação de outro côndilo) e reproduzem movimentos com maior exatidão;

✓ Podem ser utilizados como meio auxiliar para estabelecer um correto diagnóstico, para o

desenvolvimento de um plano de tratamento eficiente e para um tratamento reabilitador.

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Tipos de articuladores:

1. OCLUSORES ou CHARNEIRAS: montagem fácil, baixo custo, tornando assim o tratamento

odontológico mais acessível, no entanto, NÃO FAZ LATEROPROTRUSÃO, somente máxima

intercuspidação (por isso recebe o nome de boca de jacaré). Usado por 90% dos cirurgiões

dentistas, porém, só funciona bem quando o profissional realmente sabe oclusão;

2. NÃO AJUSTÁVEIS: VALORES MÉDIOS FIXOS. Ex: Shofu Handy II, New simplex. Indicado para

incrustrações, coroas e pequenas pontes. As medidas fixas são determinadas a partir de uma

média. Avalio por exemplo 200 pacientes e fixo as medidas em cima do resultado encontrado na

maioria deles. Ainda assim, é melhor do que os Oclusores;

# O articulador tem 3 valores importantes: ÂNGULO DE BENNETT, INCLINAÇÃO NA EMINÊNCIA

ARTICULAR e DISTÂNCIA INTERCONDILAR

3. SEMI-AJUSTÁVEIS: ACEITA REGISTROS – arco facial – ARBITRÁRIOS. Ex: WIP-MIX, Dentatus.

Não são caros, montagem relativamente fácil, sendo assim, é considerado O IDEAL.

4. TOTALMENTE AJUSTÁVEIS: TOTALMENTE PROGRAMADOS – PANTOGRAFIA. Ex: Stuart,

Denar. MONTAGEM DIFÍCIL e DEMORADA, RARAMENTE ENCONTRADOS NO BRASIL,

encarecendo assim o tratamento odontológico, no entanto, é considerado O MELHOR.

Há em outra classificação, o ARTICULADOR VERTICULADOR, que é bem parecido com os Oclusores

(boca de jacaré), porém, não necessita de ajuste.

ARTICULADORES SEMI-AJUSTÁVEIS:

ARCON e NÃO ARCON. Ambos americanos.

ARCON NÃO ARCON

O RAMO SUPERIOR É APOIADO NO INFERIOR, SENDO

ASSIM, É FACILMENTE SEPARADO.

O RAMO SUPERIOR É “FIXO”, OU SEJA, NÃO SE SEPARA

FACILMENTE.

AS ESFERAS REPRESENTATIVAS DO CÔNDILO

MANDIBULAR ESTÃO PRESAS EM UM POSTE QUE SE

PRENDE AO RAMO INFERIOR.

AS ESFERAS REPRESENTATIVAS DO CÔNDILO

MANDIBULAR ESTÃO PRESAS NO RAMO SUPERIOR, NA

MAXILA.

PONTOS MARCADOS PELO ARCO FACIAL: INCISAL E

OCLUSAL DOS DENTES SUPERIORES; NASIUM OU

GLABELA E MEATO AUDITIVO EXTERIOR (NA POSTERIOR

DO EIXO TERMINAL).

PONTOS MARCADOS PELO ARCO FACIAL: INCISAL E

OCLUSAL DOS DENTES SUPERIORES; INFRAORBITÁRIO E

UMA LINHA QUE VAI DO TRÁGUS AO CANTO DO OLHO,

MEDE 12 MM E ESTÁ ACIMA DO CÔNDILO (PLANO AXIL

CANTUS).

O ARCO FACIAL tem a função de manter o modelo superior na mesma posição espacial da maxila em

direção ao crânio para localizar o eixo terminal de rotação e encontrar a distância intercondilar do paciente.

MONTAGEM (ARCON):

Ramo superior:

- PINO GUIA INCISAL: preso ao ramo superior por um parafuso lateral; apóia-se no ramo inferior sobre a

mesa plástica;

- PLACA DE MONTAGEM: presa ao ramo superior por um parafuso superior;

- Na parte posterior do ramo superior temos DISPOSITIVOS METÁLICOS QUE REPRESENTAM A

CAVIDADE GLENÓIDE, ficam apoiados nas esperas representativas do côndilo;

- Na parte anterior da cavidade glenóide temos PARAFUSOS QUE MARCAM O ÂNGULO DE BENNETT

(0-30);

- Há também 2 PARAFUSOS INTERNOS QUE REGULAM A INCLINAÇÃO CONDILAR (0-60);

- PINOS LATERAIS onde o arco facial se encaixa.

Ramo inferior:

- POSTES QUE PRENDEM AS ESPERAS QUE REPRESENTAM O CÔNDILO de acordo com a distância

intercondilar obtida pelo arco (a distância encontrada pode ser considerada pequena, média ou grande);

- MESA PLÁSTICA do pino guia incisal na parte mais anterior do ramo inferior;

- PLACA DE MONTAGEM, presa ao ramo inferior por um parafuso inferior.

Componentes do arco:

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- 2 BARRAS LATERAIS que se unem na parte anterior pelo PARAFUSO ANTERIOR. Nas extremidades

encontramos 2 DISPOSITIVOS AURICULARES (que serão levados ao meato acústico externo do

paciente);

- 1 BARRA TRANSVERSAL que une as 2 barras, fixada à elas pelos PARAFUSOS LATERAIS, de onde

saem 2 POSTES QUE PRENDEM A PRENDEM A PRESILHA UNIVERSAL.

- É nesta presilha que prenderemos pela haste o GARFO ou FORQUILHA DE MORDIDA (em forma de U),

que vai para dentro da boca do paciente.

- Preso também à barra transversal por um dispositivo de encaixe, o POSICIONADOR DE GLABELA ou

RELATOR DO NASIUM, que contém um parafuso que serve para movimentar a haste que faz contato com

a glabela/Nasium

- Na parte anterior do arco temos 2 RISCOS ACIMA e 1 RISCO ABAIXO que são utilizados para marcação

da distância intercondilar. PEQUENA até 1, MÉDIA 2 e GRANDE 3 .

Para montar começo pelo garfo ( forquilha de mordida). É preciso marcar com GODIVA DE BAIXA FUSÃO

as oclusais e as incisais dos dentes superiores (de todos ou de apenas 3). ATENÇÃO!!! A HASTE DO

GARFO TEM QUE ESTAR CONDICIONADA COM A LINHA MÉDIA( QUE SEPARA O CORPO EM DOIS

LADOS DIRETO E ESQUERDO // NASIUM A FILTRON ) E NÃO COM A LINHA NASAL DO PACIENTE;

PLANO RETO, IGUAL DOS 2 LADOS, POR ISSO O PACIENTE DEVE SEGURAR O GARFO COM OS

DEDOS EM CIMA DAS 2 HEMI-ARCADAS PARA QUE NÃO HAJA MOVIMENTO DE BÁSCULA;

OCLUSAIS E INCISAIS NÃO PODEM TOCAR O METAL, OU SEJA, A GODIVA NÃO PODE SER

PERFURADA (caso isso aconteça, o ideal é que se faça tudo outra vez, mas se não for possível, posso

refinar o molde com pasta zincogenólica e novamente levar à boca do paciente); É PRECISO RETIRAR O

EXCESSO DA GODIVA COM UM ESTILETE PARA QUE SOMENTE FIQUE REPRODUZIDA NA GODIVA

A PONTA DA CUSPIDE! Novamente levo o garfo à boca do paciente, e movimento ele pela haste de um

lado para o outro, para cima e para baixo para me certificar que não há movimento de báscula. Prendo o

garfo à presilha universal (ela deve ficar o mais próximo possível da boca do paciente, mas sem forçar),

auxilio o paciente a colocar os dispositivos auriculares contidos no arco no meato auditivo (o dispositivo

deve ficar o mais próximo possível da parede posterior do côndilo para que fique firme), e por fim, aperto

todos os parafusos. Verifico todas as marcações, retiro primeiro o posicionador de glabela, pois ele

incomoda o paciente, depois o arco facial e transfiro-o para o articulador. Colocam-se no articulador as

medidas médias, para ângulo de BENNETT 15° e para inclinação condilar 30º.

TÉCNICAS PARA LEVAR O PACIENTE EM RELAÇÃO CÊNTRICA

- Técnica de 1 mão só: discutida pois alega-se que só leva a mandíbula para posterior, comprime a zona

retrodiscal; polegar para baixo e para trás e indicador para cima e para frente; o ligamento

temporomandibular é o fulcro (ponto de apoio).

- Técnica bimanual de Peter Dawson:

✓ Deitar o pct com o mento para o teto ( Força da gravidade ajuda para que o paciente não desloque

o mento para cima );

✓ Posicionar a cabeça do paciente entre o antebraço e a caixa torácica do CD;

✓ Polegares unidos/juntos na sínfese mentoniana;

✓ Abertura da boca do pct até 25mm ( abertura ginglimoidal );

✓ Polegares empurram para trás e para baixo, UNIDOS na sínfese mentoniana

✓ Dedo mínimo atrás do ângulo da mandíbula empurrando para frente e pra cima;

✓ Dedos anelar, médio e indicador sobre a borda do ângulo da mandíbula empurrando para cima e

para frente.

✓ JIG presente.

Plastifico a cera em lamparina, fixo na arcada superior e levo o paciente em relação cêntrica. A cera não

pode perfurar. Não é preciso marcar overbite, pois não há toque dentário. O pino guia incisal deve ser

acrescido pela medida de espessura da cera. As arcadas dos modelos têm que estar paralelas.

LIMITAÇÃO DOS ARTICULADORES SEMI-AJUSTÁVEIS

Influência dessas limitações em relação aos aspectos oclusais:

- Direcionamento de cristas e sulcos;

- Altura das cúspides;

- Profundidade das fossas dos dentes posteriores;

- Conformação da concavidade palatina dos dentes anteriores.

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FORMA E ANGULAÇÃO DA EMINENCIA ARTICULAR:

- Limitação: falta de concavidade na cavidade glenóide;

- Compensação: com a personalização da guia anterior

REGISTRO DA DISTÂNCIA INTERCONDILAR:

- Limitação: no articulador só há 3 medidas;

- Compensação: com a personalização da guia anterior – arco gótico de Gysi

DESLOCAMENTO LATERAL IMEDIATO:

- Limitação: na altura das cúspides e na profundidade das fossas;

- Compensação: com a personalização da mesa plástica do pino guia incisal.

LOCALIZAÇÃO DO EIXO DE ROTAÇÃO DA MANDÍBULA:

- Limitação: os articuladores não conseguem definir de forma real o eixo de rotação;

- Compensação: com o registro de mordida em cera o mais perto possível, sem perfurar a cera, por isso é

importante o uso do jig.

JIG é feito somente para o registro em cera em relação cêntrica; ele apaga a memória proprioceptiva de

interferência que o paciente tem. Envolvem-se os incisivos centrais superiores com papel laminado para

que a resina não penetre nos espaços entre os dentes e para evitar a passagem térmica da reação

exotérmica da resina (antes de colocarmos o papel laminado é preciso passar vaselina, pois ela diminui a

sensação de calor do paciente). Coloca-se em um pode dapen pó e líquido da resina, e só se retira na fase

plástica (a resina ideal é a Duralay, tem microparticulas, < reação exotérmica e < contração de

polimerização). Após fazer “uma bolinha”, leva-se a boca do paciente com os dedos indicadores fazendo

uma inclinação para o palato. Se preciso, usar nos posteriores um “stop”, feito com qualquer material

resistente de 3 mm para que o paciente não aprofunde muito a oclusão no jig. Com uma broca Minicut, faz-

se o acabamento, retirando-se os excessos expostos pelo carbono (Accufilm II – 12 micras).

FRONT PLATEAU: de canino a canino; usado como placa diagnóstico. É um plano inclinado disfarçado; há

um platô com inclinação de 3 a 10 graus. É feito com maior quantidade de resina Adaptação semelhante a

do jig. Marca-se o toque dos 6 dentes anteriores (sem toques posteriores). Após a polimerização, retira-se

o papel alumínio. Aonde os dentes tocam (superfície serrilhada/dentilhada) deve ser alisado, deve tornar-

se um plano liso. Retira-se toda a resina que está em contato com a gengiva, inclusive na região da papila.

Marca-se o toque dos incisivos inferiores com carbono; desgasta-se aos poucos até que se tenha um toque

ligeiro em todos os incisivos inferiores. Pode ser usado o dia todo, desde que haja intervalos no período de

uso, NUNCA usar por mais de 2 horas seguidas. Em máxima intercuspidação tocam os 6 dentes inferiores;

em lateroprotrusão só os caninos e em protrusão, o ideal, é só tocar caninos.

OLUSÃO EM RELAÇÃO CÊNTRICA:

✓ Usar JIG

✓ Abertura de 20 a 25 mm posição de RC

✓ Marcar/Riscar o 2º PM Sup e o 2º PM Inf com uma caneta/lápis, alinhando ambos

✓ Ainda em RC, vou fechando a boca do paciente até que haja toque de todos os dentes da arcada

(com ou sem parada cêntrica nos anteriores).

✓ Ocorrendo isso e continuando o risco a coincidir, é sinal de que o paciente tem oclusão em relação

cêntrica.

✓ Somente em 5% da população isso ocorre,

✓ É a oclusão ideal/perfeita.

MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO HABITUAL (MIH)

✓ é a acomodação habitual dos dentes;

✓ Para identificá-la corretamente, levo o paciente a posição de RC;

✓ Risco os pré-molares, ocorrerá então o primeiro toque interdental;

✓ após isso é que a mandíbula irá caminhar para direita ou para esquerda, para frente ou para trás

para que haja o toque dos demais dentes;

✓ ocorrendo assim a oclusão habitual, quando os côndilos saem da posição de RC.

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CONTATO PREMATURO

✓ é aquele que desvia os dentes, côndilos e mandíbula do seu caminhar normal durante os

movimentos cêntricos.

✓ E não gera patologia

INTERFERÊNCIA OCLUSAL:

✓ é o contato/toque que tira os côndilos e a mandíbula do seu caminhar normal em movimentos

excêntricos.

✓ Leva a patologia

CONTATO PREMATURO:

✓ É aquele que desvia os dentes, côndilos e mandíbula do seu caminhar normal durante os

movimentos cêntricos e excêntricos, sem levar a patologia.

INTERFERÊNCIA OCLUSAL:

✓ É aquele que devia os dentes, côndilos e mandíbula do seu caminhar normal durante os

movimentos cêntricos e excêntricos,

✓ Levando a patologia.

Segundo essa escola, que vem ganhando mais adeptos atualmente, a interferência oclusal leva a traumas

que podem ser:

TRAUMA PRIMÁRIO: em dentes sem problemas periodontais;

TRAUMA SECUNDÁRIO: em dentes com problemas periodontais (nesses casos, a destruição óssea

vertical é causada pelas placas, seus ácidos orgânicos, suas enzimas eletrolíticas, e não pelo trauma em

si).

FRÊMITO é um ligeiro tremor do dente, sentido na polpa do dente, capaz de caracterizar trauma primário.

A interferência oclusal causa:

- Hiperestesia dentinária;

- Mobilidade;

- Dor periodontal;

- Dor muscular;

- Ruídos na ATM;

- Diminuição nos movimentos de abertura da mandíbula.

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