Processos de Usinagem Convencional, Trabalhos de Engenharia Mecânica
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Processos de Usinagem Convencional, Trabalhos de Engenharia Mecânica

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Trabalho Sobre os vários tipos de Usinagem mais convencional como torneamento, fresamento, alargamento, etc
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TÉCNICO EM MECÂNICA

FABRICAÇÃO I

DANIELLA NATALI

JOINVILLE, JULHO DE 2009

Índice

Capa pág. 01

Índice pág. 02

Introdução pág. 03

Torneamento pág. 04

Aplainamento pág. 05

Furação pág. 06

Alargamento pág. 08

Rebaixamento pág. 09

Mandrilamento pág. 10

Fresamento pág. 11

Retificação pág. 12

Brunimento pág. 14

Serramento pág. 14

Roscamento pág. 15

Conclusão pág. 15

Bibliografia pág. 16

Introdução

Diante dos muitos métodos e processos de produção disponíveis, são muitos

os profissionais da área que encontram dificuldades para discernir qual a melhor

solução para cada necessidade de produção.

As máquinas-ferramenta clássicas realizam, com muita facilidade, movimentos

retilíneos e de rotação. Combinações simples permitem obter formas helicoidais

como roscas e perfis de dentes de engrenagens.

Os processos de transformação de metais e ligas metálicas em peças para a

utilização em conjuntos mecânicos são inúmeros e variados: você pode fundir,

soldar, utilizar a metalurgia em pó ou usinar o metal a fim de obter a peça desejada.

Evidentemente, vários fatores devem ser considerados quando se escolhe um

processo de fabricação. Como por exemplo:

• Forma e dimensão da peça;

• Material a ser empregado e suas propriedades;

• Quantidade de peças a serem produzidas;

• Tolerâncias e acabamento superficial requerido;

• Custo total do processamento.

Os principais processos de Usinagem convencional são:

• Torneamento

• Fresamento

• Furação

• Retificação

• Mandrilamento

• Brunimento

• Serramento

• Roscamento

• Aplainamento

• Alargamento

• Rebaixamento

Torneamento Processo de Usinagem onde se utiliza uma ferramenta cortante para se obter

determinadas superfícies. A peça gira em torno do eixo principal de rotação da

máquina e a ferramenta se desloca simultaneamente. A trajetória da ferramenta pode

ser retilíneo ou curvilíneo.

Retilíneo – A trajetória da ferramenta se dá em linha reta. Pode ser:

- Cilíndrico: Onde a ferramenta se desloca segundo uma trajetória paralela ao eixo principal da máquina podendo ser externo ou interno.

- Cônico: Onde a ferramenta se desloca segundo uma trajetória inclinada em relação ao eixo principal de rotação da máquina podendo ser externo ou interno.

- Radial: Onde a ferramenta se desloca segundo uma trajetória perpendicular ao eixo principal de rotação da máquina. Quando esse processo visa a obtenção de

uma superfície plana, é chamado de faceamento, já quando visa a obtenção de um

entalhe circular, é chamado de sangramento radial.

- Perlifamento: Onde a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea radial ou axial visando obter uma forma definida pelo perfil da ferramenta.

Fig. 01 - Tipos de torneamento

Curvilíneo - processo onde a ferramenta se desloca segundo uma trajetória que forma curvas.

Pode ser:

- Torneamento de acabamento: Para obter na peça as dimensões finais, o acabamento superficial especificado, ou ambos.

- Torneamento de desbaste: operação de usinagem, que precede o acabamento, visando obter na peça a forma e dimensões próximas das finais.

Fig. 02 - Tipos de Torneamento

Aplainamento

Processo destinado a obter superfícies regradas, geradas por um movimento

retilíneo alternativo da peça ou da ferramenta. Por ser horizontal ou vertical.

Classificado em aplainamento de desbaste e aplainamento de acabamento.

Fig. 03 - Tipos de Aplainamento

Furação Processo de usinagem destinado a obter um furo geralmente cilíndrico numa

peça. Para tanto a ferramenta ou a peça se desloca coincidente ou paralela ao eixo

principal da Máquina.

Divide-se em:

- Furação em cheio: Para obter um furo cilíndrico numa peça.

Fig. 04 - Furação em cheio - Furação escalonada: Para obter um furo com dois ou mais diâmetros,

simultaneamente.

Fig. 05 - Furação escalonada

- Escareamento: Para obter abertura de um furo cilíndrico numa peça pré- furada.

Fig. 06 - Furação Escareamento

- Furação de centros: Para obter um furo de centro, visando uma operação posterior na peça.

Fig. 07 - Furação de centros

- Trepanação: Onde apenas uma parte de material compreendido no volume do furo final é reduzida a cavaco, permanecendo um núcleo maciço.

Fig. 08 - Furação Trepanação

Alargamento Processo destinado ao desbaste ou ao acabamento de furos cilíndricos ou

cônicos, com auxílio de ferramenta normalmente multicortante. A ferramenta ou a

peça gira e a ferramenta ou a peça se desloca segundo uma trajetória retilínea,

coincidente ou paralela ao eixo de rotação da ferramenta. O alargamento pode ser:

- Alargamento de desbaste: desbaste da parede de um furo cilíndrico. Fig. 09 - Alargamento cilindrico de desbaste

Ou cônico.

Fig. 10 - Alargamento cônico de desbaste

- Alargamento de acabamento: acabamento da parede de um furo cilíndrico.

Fig. 11 - Alargamento cilíndrico de acabamento

Ou cônico.

Fig. 12 - Alargamento cônico de acabamento

Rebaixamento Processo destinado à obtenção de uma forma qualquer na extremidade de um

furo. Geralmente, a ferramenta gira e desloca-se simultaneamente segundo uma

trajetória retilínea, coincidente com o eixo de rotação da ferramenta.

Fig. 13 - Tipos de Rebaixamento

Mandrilamento Processo destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxílio de uma

ou várias ferramentas de barra. Para tanto a ferramenta gira e se desloca segundo

uma trajetória determinada. É dividido em:

- Mandrilamento cilíndrico: A superfície usinada é cônica, cujo eixo coincide com o eixo em torno do qual a ferramenta gira.

Fig. 14 - Mandrilamento cilíndrico

- Mandrilamento cônico: A superfície usinada é cônica de revolução, cujo eixo coincide com o eixo no qual gira a ferramenta.

Fig. 15 - Mandrilamento cônico

- Mandrilamento radial: A ferramenta é plana e perpendicular ao eixo em torno do qual gira a ferramenta.

Fig. 16 - Mandrilamento radial

- Mandrilamento de superfícies especiais: A superfície usinada é uma superfície de revolução, diferente das anteriores, cujo eixo coincide com eixo em

torno do qual gira a ferramenta.

Fig. 17 - Mandrilamento esférico

Fresamento Processo mecânico destinado à obter superfícies com o auxílio de ferramentas

geralmente multicortantes. A ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se desloca

segundo uma trajetória qualquer. Existem dois tipos considerados básicos:

- Fresamento cilíndrico tangencial: Obtêm superfícies planas paralelas ao eixo de rotação da ferramenta.

Fig. 18 - Fresamento cilíndrico concordante Fig. 19 – Fresamento cilíndrico discordante

- Fresamento frontal: Obtêm superfícies planas perpendiculares ao eixo de rotação da ferramenta.

Fig. 20 - Fresamento frontal

Retificação

É um processo de usinagem por abrasão. A ferramenta gira e a peça ou a

ferramenta desloca-se segundo uma trajetória determinada, podendo a peça girar ou

não. A retificação pode ser tangencial ou frontal.

Tangencial – Processo executado com a superfície de revolução da ferramenta.

- Retificação cilíndrica: Processo de retificação tangencial no qual a superfície a ser trabalhada é cilíndrica.

Fig. 21 - Retificação cilíndrica externa e interna com avanço longitudinal

Quanto ao avanço pode ser com avanço longitudinal da peça, com avanço

radial do rebolo, com avanço circular do rebolo ou com o avanço longitudinal do

rebôlo.

- Retificação cônica: Processo no qual a superfície usinada é uma superfície cônica. Esta superfície pode ser interna ou externa. Quanto ao avanço pode ser com

avanço longitudinal da peça, com avanço radial do rebôlo, com avanço circular do

rebôlo ou com o avanço longitudinal do rebôlo.

Fig. 22 - Retificação cônica externa com avanço longitudinal

- Retificação de perfis: Processo no qual a superfície a ser usinada é uma espécie qualquer gerada pelo perfil do rebolo.

Fig. 23 - Retificação de perfil com avanço longitudinal

- Retificação tangencial plana: a superfície a ser usinada é plana.

Fig. 24 - Retificação tangencial plana com movimento retilíneo da peça

- Retificação cilíndrica sem centros: A peça sem fixação axial é usinada por ferramentas abrasivas de revolução, com ou sem movimento longitudinal da

peça. Pode ser com avanço longitudinal da peça ou com avanço radial do rebolo

Retificação Frontal - executado com a face do rebôlo. É geralmente executada

na superfície plana da peça, perpendicularmente ao eixo do rebôlo. Pode ser com

avanço retilíneo da peça ou com avanço circular da peça.

Fig. 25 - Retificação cilíndrica sem centros com avanço em fileiras de peças

Brunimento Processo de usinagem por abrasão empregada no acabamento de furos

cilíndricos de revolução no qual os grãos ativos da ferramenta abrasiva estão em

constante contato com a superfície da peça. A ferramenta ou a peça gira e se

desloca axialmente com movimento alternativo.

Fig. 26 - Brunimento

Serramento Processo destinado ao seccionamento ou recorte com auxílio de ferramentas

multicortantes de pequena espessura.

O serramento pode ser:

- Retilíneo: A ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, com movimento alternativo ou não.

Fig. 27 - Serramento contínuo

- Circular: A ferramenta gira ao redor do seu próprio eixo e a peça ou a ferramenta se desloca.

Fig. 28 - Serramento circular

Roscamento Processo destinado à obtenção de filetes , por meio da abertura de um ou

vários sulcos helicoidais de passo uniforme, em superfícies cilíndricas ou cônicas de

revolução. A peça ou a ferramenta gira e uma delas se desloca simultaneamente

segundo uma trajetória retilínea paralela ou inclinada ao eixo de rotação.

Pode ser interno ou externo.

- Interno: executado em superfícies internas cilíndricas ou cônicas de revolução.

Fig. 29 - Roscamento interno com ferramenta de perfil Fig. 30 – Roscamento interno com macho

- Externo: executado em superfícies externas cilíndricas ou cônicas de revolução

Fig. 31 - Roscamento externo com fresa de perfil único Fig. 32 - Roscamento externo com cossinete

Conclusão

Os processos de Usinagem citados, são de grande importância para o

desenvolvimento de novas técnicas, porém nunca perdendo sua importância pois

além de conhecer os novos meios de se usinar uma peça, é fundamental dominar as

técnicas mais básicas.

Bibliografia

http://www.scribd.com.br > acessado em 20 de Junho de 2009

http://www.google.com.br

http://www.ebah.com.br > acessado em 24 de Junho de 2009

FERRARESI, Dino, Característica de usinagem dos metais, Ed. São Paulo,

1987

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