Projeto Elétrico de uma kitinete - Apostilas - Engenharia Agrícola, Notas de estudo de Agroflorestal
Rogerio82
Rogerio8217 de junho de 2013

Projeto Elétrico de uma kitinete - Apostilas - Engenharia Agrícola, Notas de estudo de Agroflorestal

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Apostilas de Engenharia Agrícola sobre o estudo de um Projeto Elétrico de uma kitinete, Levantamento das Potências, Levantamento de Carga de Iluminação, Levantamento de Carga de Tomadas, Levantamento da Potência Total.
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Universidade Federal de Santa Catarina Centro

Tecnológico Departamento de Engenharia Elétrica

Disciplina de Eletrotécnica Geral Curso de Engenharia

Mecânica

Projeto Elétrico de uma kitinete

Commento [R1]: Nota:10,0

Índice

1. Introdução 3

2. Conceitos Fundamentais 4

2.1. Potência Aparente 4

2.2. Potência Reativa 4

2.3. Potência Ativa 4

2.4. Fator Potência 4

3. Levantamento das Potências (Carga) 5

3.1. Levantamento de Carga de Iluminação 5

3.2. Levantamento de Carga de Tomadas 5

3.3. Levantamento da Potência Total 7

4. Tipo de Fornecimento e Tensão 9

5. Quadro de Distribuição 10

6. Circuito Elétrico 11

7. Planejamento do Caminho do Eletroduto 13

8. Cálculo da Potência do Circuito de Distribuição 15

9. Dimensionamento da Fiação e dos Disjuntores do Circuito 18

10. Dimensionamento dos Eletrodutos 21

11. Conclusão 23

12. Referências Bibliográficas 24

1. Introdução

A energia elétrica é uma das formas de energia que o homem mais utiliza na atualidade,

graças a sua facilidade de transporte e o baixo índice de perda energética durante conversões.

Consiste também num bem indispensável na vida de qualquer pessoa. É altamente desagradável

imaginar um dia de nossas vidas sem nenhum recurso proveniente de energia elétrica, seja para

ascender uma lâmpada, utilizar um computador ou até mesmo tomar um banho quente.

Tais recursos são utilizados por meio do sistema de distribuição da rede elétrica. Este sistema

deve seguir uma normalização vigente, definida pela Prysmian, por exemplo.

No presente trabalho, será realizado um projeto elétrico de um apartamento do

tipo kitinete. Serão avaliadas a quantidade e a disposição das tomadas, interruptores e

lâmpadas de acordo com os critérios estabelecidos pela Prysmian.

2. Conceitos Fundamentais

2.1. Potência Aparente

A potência aparente pode ser calculada como o produto do valor da tensão pela corrente,

tendo como unidade o voltampére (VA). Entretanto, essa potência não é a efetivamente utilizada,

devido às potências indutiva e capacitiva, conforme explanado a seguir.

2.2. Potência Reativa

É decorrente dos indutores e capacitores encontrados no sistema elétrico. Com essa potência

gerase um campo magnético que pode ser reversível. Encontrado durante a utilização de diversos

eletrodomésticos , esse campo é o responsável pelo funcionamento de boa parte dos sistemas

estudados nessa disciplina. Sua unidade de medida é o voltampére reativo (Var).

2.3. Potência Ativa

É a parte da potência realmente aproveitada pelos usuários, através de luz, calor

ou energia mecânica. A unidade de medida é o Watt (W), e é no valor que se baseia todos

os cálculos até então realizados no curso de engenharia.

2.4. Fator de Potência

É um fator de extrema importância para o usuário, posto a intenção emergente que algumas

companhias elétricas possuem de cobrar a potência aparente consumida pelo usuário. É a razão

entre a potência ativa e a potência aparente. Ou seja, para os usuários, é desejado que ela assuma

valor 1, de forma que toda potência paga seja a consumida. Para iluminação e aparelhos que

possuem somente resistência este fator é igual a 1. Já para tomadas em geral, este fator cai para

0,8. Uma indução gera potência reativa positiva, enquanto um capacitor gera uma potência positiva.

Em alguns casos, por conseguinte, fazse uso de combinações desses para anular a parcela reativa.

Devese tomar cuidado, entretanto, pois uma potência reativa com predominância capacitiva pode

levar a multas pesadas para o usuário.

3. Levantamento de Cargas Elétricas

Fazse a valoração das potências com base no número de lâmpadas por área e no número de

disjuntores e tomadas desejados no ambiente. Partindo das potências mínimas necessárias para

cada caso pode ser obtida uma estimativa da potência total necessária para a instalação.

Claramente, todos esses valores devem obedecer a alguma norma ou senso geral. No caso do

presente texto, obedecerseá à norma NBR 5410, que é adotada no manual Prysmian. Para a

confecção da planta, que mostrará toda distribuição e quantidade de sistemas adotados, utilizar-

seão os softwares Microsoft Power Point, ProjeCAD 2008 e CorelDraw.

3.1. Levantamento de Carga de Iluminação

A concepção adotada para definição da iluminação é a seguinte: 100VA para os primeiros 6m²

mais 60VA para cada aumento de 4m² inteiros. Chegase na seguinte tabela:

Tabela A –

Potência de

Iluminação

* definidos

pelos

projetistas

Tendo em vista os valores estimados acima, foram escolhidas cinco lâmpadas para o cômodo

principal (três de 160W, uma de 100W e outra de 60W), uma para o banheiro (100W). Vale ressaltar que,

para a área externa, não há uma regra específica, cabendo esse critério ao projetista. No caso do

presente relatório, optouse por duas lâmpadas de 100 VA para a área maior, e uma lâmpada de 60 VA

para a “quina” da varanda.

3.2. Levantamento de Carga de Tomadas

Tomadas de uso geral (TUG’s):

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Quanti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Banheiro 2,99 100 1 600 Chuveiro 5600

Varanda 260 1 100 Máq. Lavar

2050

TOTAL 1000VA 2800VA 8150W

Potência ativa total Tipo de fornecimento

Tensão Fios

Até 12000W Monofásico 220V (Florianópolis) Um fase e um neutro

Entre 12000 e 25000W Bifásico 220 a 380V Dois fase e um neutro

Entre 25000 e 75000W Trifásico 220 a 380V Três fase e um neutro

Circuito Tensão (V)

Como a área é superior à 6m², estabelecese 1 tomada para cada 5 metros, ou

fração de perímetro, espaçadas da forma mais harmônica e uniforme possível.

Nas regiões onde há mais de uma tomada, desejase evitar o uso de tês. Nessas áreas, há a

utilização de vários aparelhos simultaneamente, e fazse a seleção de mais de uma tomada para prezar

a segurança da instalação.

Com relação à potência por elas consumida, como não há algum aparelho que exija

o contrário, adotarseá o mínimo: 100VA por tomada.

Tomadas de uso específico (TUE’s):

É de acordo com o número de aparelhos de utilização, sendo uma tomada por equipamento,

localizada próximo a este. Na configuração adotada, optouse por uma tomada para o chuveiro, uma para

a máquina de lavar e uma para a geladeira.

Com relação à potência, devese adotar o valor nominal do aparelho que será ligado à tomada.

Esses dados encontramse na tabela C.

Tabela B –

Quantidade Ideal de Tomadas

*A quantidade apresentada na tabela é a ideal, porém não condiz com o que é verificado no

apartamento.

Tabela C – Previsão de Carga

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Quanti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Banheiro 2,99 100 1 600 Chuveiro 5600

Varanda 260 1 100 Máq. Lavar

2050

TOTAL 1000VA 2800VA 8150W

Potência ativa total Tipo de fornecimento

Tensão Fios

Até 12000W Monofásico 220V (Florianópolis) Um fase e um neutro

Entre 12000 e 25000W Bifásico 220 a 380V Dois fase e um neutro

Entre 25000 e 75000W Trifásico 220 a 380V Três fase e um neutro

Circuito Tensão (V) Potência (VA) Corrente (A)

Tipo

1 Iluminação 220 1000 4,5

Unindo os dados em uma tabela, temse a abaixo exposta. Notase que duas potências são aparentes (VA)

e uma é ativa (W)

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Quanti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Tabela D – Potência Total

3.3. Levantamento da Potência Total

Potência de Iluminação = 1000VA Fator de Potência = 1,0 Potência Ativa de Iluminação = 1000x1,0 =

1000 W

Potência de tomadas de uso geral (TUG’s) = 2800VA Fator de Potência = 0,8

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Quanti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Banheiro 2,99 100 1 600 Chuveiro 5600

Varanda 260 1 100 Máq. Lavar

2050

TOTAL 1000VA 2800VA 8150W

Potência ativa total Tipo de fornecimento

Tensão Fios

Até 12000W Monofásico 220V (Florianópolis) Um fase e um neutro

Entre 12000 e 25000W Bifásico 220 a 380V Dois fase e um neutro

Entre 25000 e 75000W Trifásico 220 a 380V Três fase e um neutro

Circuito Tensão (V) Potência (VA) Corrente (A)

Tipo

1 Iluminação 220 1000 4,5

2 TUG I 220 1300 5,9

3 TUG II 220 2000 9,1

4 TUE I 220 5600 25,5

5 TUE II 220 2050 9,3

Distribuição 220 9218,5 41,9

Circuito N° de circuito

agrupados

Corrente (A)

Seção Adequada (mm²) Seção Mínima (mm²)

Disjuntor Apropriado (A) Seção Adotada (mm²)

Ti po Tip o

1 Iluminação 3 4,5 1,5 1,5 10 1,5

2 TUG I 3 4,1 1,5 2,5 10 2,5

3 TUG II 3 8,6 1,5 2,5 10 2,5

4 TUE I 1 25,5 4 2,5 30 4

5 TUE II 1 9,3 1,5 2,5 10 2,5

Potência Ativa de tomadas de uso geral (TUG’s) = 2800x0,8 = 2240 W

Potência Ativa de tomadas de uso específico (TUE’s) = 8150 W Potência

Ativa Total = 1000 + 2240 + 8150 = 11390 W

Em função da potência ativa total prevista para a residência é que se determina o tipo de

fornecimento, a tensão de alimentação e o padrão de entrada.

4. Tipo de Fornecimento e Tensão

O tipo de fornecimento varia de acordo com a potência total ativa, variando a tensão e a

quantidade de fios, conforme a tabela baixo.

Tabela E – Tipo de Fornecimento

O tipo de fornecimento da kitinete é monofásica, posto que a potência total ativa é de 11390 W.

A partir desse instante, podese passar ao padrão de entrada. Esse não será especificado nesse

projeto, uma vez que o manual Prysmian não fornece informações suficientes. O padrão de entrada está

relacionado com a companhia de eletricidade, fugindo do escopo do presente trabalho.

Com o medidor e o ramal de serviço ligados e assumindose que o padrão de entrada atenda às

normas, a energia elétrica da concessionária fica disponível para a utilização.

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Qu nti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Banheiro 2,99 100 1 600 Chuveiro 5600

Varanda 260 1 100 Máq. Lavar

2050

TOTAL 1000VA 2800VA 8150W

Potência ativa total Tipo de fornecimento

Tensão Fios

Até 12000W Monofásico 220V (Florianópolis) Um fase e um neutro

Entre 12000 e 25000W Bifásico 220 a 380V Dois fase e um neutro

Entre 25000 e 75000W Trifásico 220 a 380V Três fase e um neutro

Circuito Tensão (V) Potência (VA) Corrente (A)

Tipo

1 Iluminação 220 1000 4,5

2 TUG I 220 1300 5,9

3 TUG II 220 2000 9,1

4 TUE I 220 5600 25,5

5 TUE II 220 2050 9,3

Distribuição 220 9218,5 41,9

Circuito N° de circuito

Corrente (A)

Seção Adequada (mm²) Seção Mínima

Disjuntor Apropriado (A) Seção Adotada N°

5. Quadro de Distribuição

O quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda a instalação elétrica de

uma residência. É também é o local onde são instalados os dispositivos de proteção e de

onde partem os circuitos terminais que vão alimentar diretamente as lâmpadas, tomadas e

aparelhos elétricos.

Há alguns detalhes interessantes que devem ser considerados quando na instalação do

quadro. Aconselhase que esteja localizado em um lugar de circulação, para um acesso

rápido, e o mais perto possível do medidor, para diminuir gastos com fios de distribuição,

que são os mais caros desse sistema.

Um dos principais dispositivos no quadro de distribuição é o disjuntor

termomagnético. Este possui a funcionalidade de proteção aos fios do circuito, desligando

automaticamente quando há ocorrência de sobrecorrente. Além disso, eles podem ser

desligados manualmente, na maioria dos casos com a finalidade de manutenção.

6. Circuito Elétrico

Tal definição se aplica ao conjunto de equipamentos e fios que se ligam a um mesmo dispositivo

de proteção. No caso de instalações elétricas residenciais, podemos olassificalos em dois grupos: o

circuito de distribuição, que liga o quadro medidor ao quadro de distribuição, e os circuitos terminais,

os quais saem do quadro de distribuição e alimentam os pontos de consumo (lâmpadas, tomadas de

uso específico – TUEs – e de uso geral – TUGs).

A NBR 5410 define os seguintes critérios:

1. Circuitos de iluminação separados dos circuitos de tomadas de uso geral.

2. Para cada equipamento com corrente nominal superior a 10 A, um circuito independente.

Tais pontos não são suficientes, entretanto. Esses critérios fornecem uma distribuição mínima.

Com a possibilidade de uma corrente elevada, tornase viável uma nova divisão do sistema em circuitos

com correntes menores, de forma a evitar uma sobrecarga. Desta forma, também, os fios serão mais

finos e, por conseguinte, os custos serão menores.

Os circuitos foram escolhidos seguindo os critérios de separar um circuito só para iluminação,

outro só para tomadas, e para tomadas de uso específico, um circuito individual, caso a corrente

nominal fosse superior a 10 A. No caso de evitar uma sobrecarga das tomadas gerais, foi feita uma

nova divisão, de forma a conter dois circuitos para esses sistemas. Além disso, como a máquina de

lavar gerou, por si só, uma corrente de quase 10 A, ela também ficou com um circuito a parte. O

resultado encontrase na tabela abaixo.

Tabela F –

Distribuição de Circuito

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Quanti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Banheiro 2,99 100 1 600 Chuveiro 5600

Varanda 260 1 100 Máq. Lavar

2050

Circuito – TODA a iluminação Circuito – Tomadas do banheiro, cozinha, varanda e mais o refrigerador

Circuito – Tomadas do resto da casa (quarto e sala) Circuito – Chuveiro Circuito – Máquina de lavar roupas

7. Planejamento do Caminho do Eletroduto

Devese realizálo levando em conta que, ao partir do eletroduto, devemse

traçar as ligações de forma a minimizar as distâncias, utilizando uma simbologia adequada

e devidamente explanada na legenda.

Uma vez representados os eletrodutos, e sendo através deles que os fios do circuito irão passar,

podese fazer o mesmo com a fiação, representandoa graficamente através da simbologia própria, como

no desenho acima.

Fonte: Manual

Prysmian

È interessante tomar cuidado para não

sobrecarregar cada eletroduto, de forma a facilitar

a enfiação e/ou retirada dos mesmos, além de

evitar a aplicação de fatores de correção por

agrupamento muito rigorosos.

8. Cálculo da Potência do Circuito de Distribuição

1.Somamse os valores das potências ativas de iluminação e das tomadas de uso geral (TUG’s).

Potência Ativa de Iluminação: 1000 W Potência Ativa dos TUG’s: 2240 W

Soma = 3240 W

2.Multiplica o valor calculado pelo fator de demanda correspondente a essa potência, o qual tende

a representar uma porcentagem do quanto das potências previstas serão utilizadas simultaneamente

no momento de maior solicitação da instalação. Assim, evitase o super dimensionamento dos

componentes dos circuitos de

distribuição.

Fonte: Manual

Prysmian

Potência Ativa de

iluminação e TUG’s = 3240

W Fator de demanda = 0,59

3240x0,59 = 1911,6 W

3.Multiplicamse as potências de

tomadas de uso específico (TUE’s) pelo

fator de demanda

correspondente. O fator de demanda é

obtido através do número de circuitos de

TUE’s previstos no projeto.

Fonte: Manual

Prysmian

n° circuitos TUE’s da planta = 3 Potência Ativa de

TUE’s: um refrigerador de 500 W um chuveiro de

5600 W uma máquina de lavar roupa de 2050 W

Total: 8150 W Fator de demanda = 0,84

8150 x 0,84 = 6846 W

4.Somamse os valores das potências ativas

obtidas para todos os casos, já com a correção

pelo fator de demanda.

Potência Ativa de iluminação e de TUG’s: 1911,6

W Potência Ativa de TUE’s: 6846 W Soma =

8757,6 W

5.Dividese o valor obtido pelo fator de potência médio de 0,95, obtendose assim o valor da potência do

circuito de distribuição. 8757,6 ÷ 0,95 = 9218,5 VA

Obtémse a corrente do circuito de distribuição usando a fórmula I = P ÷ U, com os dados até então

obtidos.

P = 9218,5 VA U = 220 V I = 41,9 A

9. Dimensionamento da Fiação e dos Disjuntores do Circuito

Correntes elétricas sempre causam aquecimento. Por isso é necessário estabelecer uma

seção padronizada dos fios de um circuito para que não haja superaquecimento quando a corrente já

determinada circular por ele. Isso seria dimensionar a fiação desse circuito.

Já no dimensionamento dos disjuntores, determinase o valor da corrente nominal

do disjuntor visando a garantia de que aquecimentos excessivos provocados por uma

sobrecorrente ou curtocircuito não danifiquem os fios da instalação.

Os procedimento a seguir descrevem como esse dimensionamento deve ser feito:

1.Consultar a planta com a representação gráfica da fiação e seguir o caminho que cada circuito

percorre, observando nesse trajeto qual o maior número de circuitos que se agrupa com ele.

2.Determinar a seção adequada e o disjuntor apropriado para cada um dos circuitos. Para isso é

necessário apenas saber o valor da corrente do circuito e, com o número de circuitos agrupados

também conhecidos, entrar na Tabela 1 e obter a seção do cabo e valor da corrente nominal do

disjuntor.

Fonte: Manual Prysmian

3. Verificar para cada circuito, qual o valor da seção mínima para os condutores estabelecida pela NBR

5410 em função do tipo de

circuito.

Fonte: Manual Prysmian

4.Comparase os possíveis

valores de seção mínima,

optandose pelo maior, ou

seja, com uma abordagem conservadora. Obtémse, como resultado, a tabela G. Tabela G –

Dimensionamento da Fiação e dos Disjuntores

O dimensionamento do ramal de entrada (dado em função do circuito) é conseguido com a tabela

abaixo, tendo como dados a potência total instalada.

Dependência Área (m²) Potência de Iluminação (VA)

Cômodo Principal 45,85 Pi = 640

Banheiro 2,99 Pi = 100

Varanda Pi = 260*

Dependência Perímetro (m) TUG’s * TUE’s

Cômodo Principal 36,2 8 1

Banheiro 1 1

Varanda 1 1

Dependência

Dimensões Quantidade Previsão de Carga

Área (m²)

Perímetro (m)

TUG’s* TUE’s TUG’s TUE’s

Cômodo Principal

45,85 36,2 6 1 3x600 VA 3x100 VA 1x500W (refrigerador)

Banheiro 2,99 1 1 1x600VA 1x5600W (chuveiro)

Varanda 1 1 1x100VA 1x2050W (máq.lavar)

Dependências

Dimensões Potência de Iluminação

TUG’s TUE’s

Área Perímetr Quanti Potência Discrimi Potência

(m²) o (m) (VA) dade (VA) nação (W)

Cômodo Principal 45,85 36,2 640 6 2100

Refrige- rador

500

Banheiro 2,99 100 1 600 Chuveiro 5600

Varanda 260 1 100 Máq. Lavar

2050

TOTAL 1000VA 2800VA 8150W

Potência ativa total Tipo de fornecimento

Tensão Fios

Até 12000W Monofásico 220V (Florianópolis) Um fase e um neutro

Entre 12000 e 25000W Bifásico 220 a 380V Dois fase e um neutro

Entre 25000 e 75000W Trifásico 220 a 380V Três fase e um neutro

Circuito

Fonte: Manual Prysmian

10. Dimensionamento dos Eletrodutos

Para dimensionar os

eletrodutos basta saber o número de

condutores no eletroduto e a

maior seção deles.

Fonte: Manual

Prysmian

Após realizar os cálculos

necessários, concluiuse que os diâmetros

necessários para os eletrodutos

variavam entre apenas dois valores: Ø

20mm para alguns e Ø 16mm para

outros. A planta elétrica completa da

kitinete, com bitolas dos fios e

diâmetros dos eletrodutos, encontrase a

seguir:

11. Conclusão

O trabalho realizado e explanado nesse relatório pode, para um leigo, parecer algo exclusivo do

curso de Engenharia Elétrica. Em certo ponto, isto é verdade. Devese considerar, entretanto, que um

engenheiro deve possuir um conhecimento amplo, posto as interligações que ocorrem comumente na

grande área da Engenharia. Um Engenheiro Mecânico dificilmente fará o planejamento elétrico de

alguma edificação, nem é gabaritado para tal, mas a noção do que está ocorrendo pode auxiliálo de

forma a garantir uma coerência no resultado final, que é constituído por resultados advindos de todos os

envolvidos no projeto. Não se deve ater, entretanto, somente à Engenharia, em si. Por si só,

conhecimento é fundamental para a evolução do ser humano.

Vale ressaltar a importância do manual Prysmian para a confecção do presente relatório.

Possibilitou que o grupo fosse autodidata, mostrouse bastante prático, completo, direto e fácil de ser

entendido. Há um defeito, entretanto. De certo modo, isso faz com que todos os trabalhos tenham uma

mesma base e, muitas vezes, tirando os resultados, mostremse bastante semelhantes. Devido a isso,

esse relatório prezou mais pelos resultados, de forma a evitar repetições, o que se espera ter sido

alcançado.

Commento [R2]: De certo modo, isso

Commento [R3]: faz com que todos os trabalhos tenham uma mesma base e, muitas vezes, tirando os

Commento [R4]: resultados, mostrem-se bastante semelhantes.

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