Projeto integrado 7 semestre, Projetos de Probabilidade. Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
debora-marian
debora-marian31 de outubro de 2017

Projeto integrado 7 semestre, Projetos de Probabilidade. Universidade Anhembi Morumbi (UAM)

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ESTUDO DO PAISAGISMO ARTICULADO AO URBANISMO ASPECTOS E IMPACTOS DA PAISAGEM URBANA

INTRODUÇÃO Ensaio sobre a influência que o Paisagismo exerce sobre o cenário urbano, analisando as relações : como ocorre está influência , onde já funcionou e quais os aspectos a serem considerados para que exista essa relação. O crescimento de intervenções em espaços públicos livres por meio do Paisagismo vem crescendo nos últimos anos, cada vez é mais comum vermos espaços livres dentro das cidades ganhando novos usos através de mudanças visuais, que não se limitam somente à uma nova arborização, mas também uma composição de características que criem um novo espaço através de uma nova paisagem, assim podemos entender qual é a proporção de influência que o cenário paisagístico exerce dentro do aspecto urbano e por quê esse assunto está com tanta visibilidade atualmente. Analisaremos o processo paisagístico desde seu início, como escolha do local a ser trabalhado, até o seu final, com o projeto finalizado e seu impacto no cenário urbano onde está inserido, levando em consideração o projeto, planejamento, gestão e preservação desse espaço.

DÉBORA MARIAN 20579361 GIOVANNA LIM 20572920 KAREN DUTRA 20539332 PRISCILLA MAEDA 20598788 RODRIGO HIGA 20555125 SÉRGIO BRITO 20502223

     

TURMA: N7B

GRUPO: 44

MEIOS E MÉTODOS

Nossas cidades têm crescido desde seu centro antigo com peculiaridades próprias, mas como os mesmos conflitos, tais como: deteriorização de sua periferia, estabelecimentos de indústrias de forma dispersa ou concentrada, mas sem estar “encaixada” no ambiente, segregação, falta de participação. A paisagem sofreu profundamente essa deteriorização e precisa ser tratada com especial sensibilidade. O cenário urbano encontra-se com muitos lugares degradados, com más condições das vias, das calçadas e principalmente das áreas verdes. Além do descaso da população, uma outra causa para este estado é o destino inadequado dos espaços, que não são planejados para ter uma boa composição visual que atraia movimento para esse locais. É nesse momento que surge o projeto Paisagístico que para funcionar deve conversar com o cenário urbano onde será executado.

O programa para o Projeto de Paisagismo deve ser elaborado junto com o de Urbanismo, atender à legislação vigente e diretriz específica para área. O Projeto de Paisagismo nasce com o Projeto de Urbanismo, que define o traçado urbano, os volumes edificados, os usos, a localização dos lotes, as áreas públicas e institucionais. Sua concepção deve considerar os elementos físicos do terreno (relevo, vegetação, áreas de preservação, córregos, nascentes, clima, etc.) e ser integrada aos outros projetos. (ORTEGA "et al" MIGUEL, CARTILLONE e SILVA, Manual de Paisagismo, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, 2008, pg.3).

CONCLUSÃO Após a análise do processo de influência do projeto Paisagístico com o cenário urbano pudemos concluir que essa relação ocorre de forma direta. Para que o paisagismo funcione ele precisa estar de acordo com as questões urbanas do local pra que ocorra um equilíbrio entre o projeto e seu entorno, não teria como pensar em um projeto de paisagismo sem pensar no cenário urbano em que ele sera inserido. Assim vimos que é muito importante que um estudo do entorno da área que receberá o projeto Paisagístico seja feito de forma completa e minunciosa, tanto quanto é importante a escolha das espécies a serem plantadas, afinal será uma nova paisagem inserida em uma já existente que por fim acarretara em uma só e completamente diferente e um descuido qualquer nessas analises poderá arruinar completamente o cenário. Se um projeto vai ser executado é porque aquele espaço precisa de determina intervenção, tornando-se necessário compreender comletamente como aquele local surgiu urbanisticamente para assim saber de quais mudanças ele necessita e quais as soluções de revitalização que vão funcionar naquele espaço. Além disto, também pudemos observar a importância da vegetação no panorama urbano ao que se refere à qualidade de vida, tanto nas questões de lazer quanto nas questões de equilíbrio ambiental. Contudo podemos definir a vegetação como um dos elementos principais de nossa sobrevivencia.

RESULTADOS Quando se fala em paisagismo muitos enxergam pás e sacos de terra. Com certeza um arquiteto que tenha mais familiaridade com as diferentes espécies da flora do seu país ou estado tem mais chances de criar um projeto que se adpte ao clima e ao solo, porém, não se trata só do uso das espécies vivas, mas também dos materiais e das tecnologias disponíveis para se criar áreas verdes com usos, funções e beleza, proporcionando uma composição estrutural e visual que ocasionassem uma harmonia e conforto para um novo espaço de lazer/estar. Mostra-se necessário a existencia desses espaços para que as pessoas possam conviver e fazer uso de locais que muitas das vezes antes de receberem os projetos eram praticamente abandonados. Desse ponto de vista, a vegetação deve ser tratada em todos seus aspectos, do jardim privado até o publico; da proximidade dos edifícios ou das áreas verdes urbanas, perto da natureza. A escala de atuação, a variedade e riqueza dos recursos empregados ao uso dado ao local ajudam a definir a qualidade da paisagem. Torna-se evidente que a função do projeto Paisagístico é trazer uma nova paisagem e fazer uma integração com seu entorno de forma que os dois se completem. Podemos entender como essa fusão deve funcionar pensando por exemplo no projeto paisagístico do “Aterro do Flamengo” projetado pelo arquiteto e paisagista Burle Marx. Oaterro não é um projeto que teve como base somente as tipologias de vegetação que iam compor essa nova paisagem, mas sim a relação entre o local de projeto com o seu entorno, o impacto que esse espaço público teriam sobre o que já havia ali antes, características que são de extrema importância para que um projeto paisagístico funcione. Deve-se entender em qual cenário urbano será inserido o projeto, pensar e repensar questões de acesso, de harmonia entre o projeto e o existente, pois à partir do momento que se muda uma paisagem inserida em uma cidade, consequentemente o cenário urbano daquele local também será alterado.

As árvores, os arbustos e outras plantas menores e no seu conjunto constituem elementos da estrutura urbana. Caracterizam os espaços da cidade por suas formas, cores e modo de agrupamento; são elementos de composição e de desenho urbano ao contribuir para organizar, definir e até delimitar esses espaços. Desempenham funções importantes para o recinto urbano e para seus habitantes, ajudam no controle do clima e da poluição, na conservação da agua, na redução da erosão e na economia de energia. Além disso, promovem a biodiversidade e o bem estar de habitantes, valorizam áreas… (MASCARO, Vegetação urbana, Pag 13)

A arborização urbana também desempenham importantes funções em relação a qualidade de vida do ser humano, entre elas podemos citar a purificação do ar dado ao processo de fotossíntese, a retenção de unidade do solo a redução na velocidade do vento, além do abrigo da fauna que contribui para o equilíbrio das cadeias alimentares e controle de pragas.Além de todas as qualidades citadas faz-se também de suma importância avaliar todos os problemas que podem ser gerados pela arborização urbana caso venha a ser posto em pratica um projeto mal elaborado. Esses problemas são aqueles que observamos e vivenciamos todos os dias em nossa cidade como: fiações elétricas danificadas, encanamentos e calçamentos destruídos por raízes de vegetações pessimamente escolhidas, entre outros. O maior inconveniente dessas situações adversas é que outros problemas são gerados devido às soluções adotadas, como a poda inadequada que ocasionam na maioria das vezes o aparecimento de pragas como cupins que deixam os troncos das árvores ocas fazendo com que se tornem fracas e que em dias de chuvas fortes possam vir a queda. A escolha da espécie a ser plantada tem tanta relevância quanto o estudo preliminar do espaço a ser inserida, esses dois pensamentos devem "andar de mãos dadas" como se fossem um só a fim de que situações como as descritas anteriormente sejam evitadas, ou melhor, anuladas. No que diz respeito a poda:

A poda tem a função de adaptar a árvore e seu desenvolvimento ao espaço que ela ocupa. O conhecimento das características das espécies mais utilizadas na arborização de ruas, das técnicas de poda e das ferramentas corretas para a execução da poda permite que esta prática seja feita de forma a não danificar a árvore. Entretanto, a poda sempre será uma agressão à árvore. Sempre deverá ser feita de modo a facilitar a cicatrização do corte. Caso contrário, a exposição do lenho permitirá a entrada de fungos e bactérias, responsáveis pelo apodrecimento de galhos e tronco, e pelo aparecimento das conhecidas cavidades (ocos). A situação ideal é conduzir a árvore desde jovem, quando tem maior capacidade de cicatrização e regeneração, orientando o seu crescimento para adquirir uma conformação adequada ao espaço disponível. As espécies cujo principal atributo são as flores não deverão ser podadas nos meses que antecedem a época de floração. (MATTER, Arborização urbana).

Apesar de já terem sido citados diversos problemas, outro que nos chamou atenção também pelo fato de podermos observar de perto é a invasão em áreas de APP's. As áreas de preservação permanentes dispõem da função de preservar os recursos hídricos, estabilidade geológica, biodiversidade, etc., porém, o crescimento urbano desordenado e demasiado muitas vezes acaba estendendo-se por essas áreas causando total degradação desses espaços fundamentais. As matas ciliares são a principal forma de proteção do solo nas áreas de APP urbanas, são elas que garantem o abastecimento dos lençóis freáticos, protegem rios e preservam a vida aquática além de algumas outras funções primordiais para o equilíbrio ambiental. Se para as propriedades rurais é difícil cumprir a lei ambiental, nas zonas urbanas as distorções são ainda mais gritantes. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira:

Durante os debates no Senado, levantamento realizado após a tragédia que matou centenas de pessoas na região serrana fluminense, no início de 2011, identificou o desmatamento de muitas APPs em área urbana, o que contribuiu decisivamente para as dimensões do desastre. Para a ministra, o Congresso poderia produzir marco regulatório exclusivo para as cidades, com o que concordou o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC): “Fala-se muito na questão das APPs no campo, na área rural, mas esse cuidado com as APPs quando se planejam as cidades é fundamental". Também para a senadora Ana Amélia “a questão urbana não está sendo tocada com o mesmo rigor que a questão rural é cobrada”... Para o cumprimento da medida, o texto prevê a transformação de reservas legais em áreas verdes nas expansões urbanas e o uso de recursos da compensação ambiental, entre outros instrumentos. (SENADO FEDERAL, Normas ambientais para a cidade são uma novidade, 2011).

A integração dos elementos construídos e da vegetação foi um princípio entendido como básico entre os primeiros urbanistas, como por exemplo, por Hausmann, quando desenvolveu os transplantes de árvores adultas para que na inauguração de suas avenidas e bulevares as massas verdes já estivessem desenvolvidas. Podemos concluir então que o tratamento de massa de vegetação proporciona noções de espaços, condições de sombra e de frescor, mas também ornamento frente às estruturas permanentes dos edifícios. A árvore também oferece sombra, esse talvez seja o efeito mais buscado nos climas tropicais, pois além de proteger os edifícios de insolação matiza suas superfícies planas, criando um efeito de filtro dinâmico.

O século XIX foi um marco importante em questão de mudanças no mundo, mudanças sociais e urbanas aconteceram devido ao crescimento populacional urbano que induziu a novas demandas. Entre essas mudanças, a projeção de espaços livres públicos para a nova população das cidades, sendo um marco para o surgimento da “Arquitetura Paisagística” e do uso de espaços livres.Foi um período de grande efervescência cultural, de abertura e criação para as massas, de espaços de recreação e lazer e da “urbanização” da vegetação. A arborização das ruas e praças se consolida neste século e o parque público, o jardim privado de pequeno porte e o boulevard (criações dos Oitocentos), sendo desde então figuras comuns da gramática urbana. (PAISAGENS EM DEBATE, revista eletrônica da área Paisagem e Ambiente, FAU.USP, n. 01, O PAISAGISMO MODERNO BRASILEIRO – ALÉM DE BURLE MARX, 2003, pg.2).

Rio que mora no mar. “O francês, paisagista do Imperador”. 2015 Disponível em: www.rioquemoranomar.blogspot.com.br Acesso em: 10/05/2017

Rio que mora no mar. “O francês, paisagista do Imperador”. 2015 Disponível em: www.rioquemoranomar.blogspot.com.br Acesso em: 10/05/2017

PROJETO INTEGRADO

ARQUITETURA E URBANISMO

 

ARAÚJO, Marina. “Paisagem, arquitetura e cidade- O conceito de lugar na analise e projeto da paisagem urbana”. 2011 Disponível em: www.marioceniquel.com.br Acesso em: 12/05/2017

Bibliografia

MASCARO, Juan. Vegetação Urbana

PREFEITURA DE SÃO PAULO Centro aberto – Experiências na escala humana Disponível em: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/rede-de-espacos-publicos/centro-aberto/ Acesso em: 05/05/2017

SUPER BAC A despoluição de rios urbanos é realmente possível? Disponível em: http://www.superbac.com.br/a-despoluicao-de-rios-urbanos-e-realmente-possivel/ Acesso em: 11/05/2016

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