Proposta de Controle e Monitoramento de Pragas em Aterro Sanitário, Outro de Engenharia Ambiental. Universidade Atlântica
danilo0771
danilo077125 de abril de 2017

Proposta de Controle e Monitoramento de Pragas em Aterro Sanitário, Outro de Engenharia Ambiental. Universidade Atlântica

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Uma proposta de um escopo para licenciamento ambiental de um Aterro Sanitário no Município de Redenção da Serra SP
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FACULDADE DE ROSEIRA – FARO

CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL

DANILO CORRÊA DE PAULA JÚNIOR

PROPOSTA DE PLANO DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE VETORES PARA LICENCIAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DE REDENÇÃO DA SERRA - SP

ROSEIRA, 2014.

DANILO CORRÊA DE PAULA JÚNIOR

10

PROPOSTA DE PLANO DE

CONTROLE E MONITORAMENTO DE VETORES PARA

LICENCIAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DE REDENÇÃO DA SERRA - SP

ROSEIRA, 2014.

DANILO CORRÊA DE PAULA JÚNIOR

Monografia apresentada ao Curso de Engenharia

Ambiental da Faculdade de Roseira como Trabalho

de Conclusão de Curso.

Orientador: Prof. Edson de Oliveira Lima Jr

PROPOSTA DE PLANO DE

CONTROLE E

MONITORAMENTO DE VETORES PARA LICENCIAMENTO

DO ATERRO SANITÁRIO DE REDENÇÃO DA SERRA - SP

BANCA EXAMINADORA

Prof. Edson de Oliveira Lima Junior

Roseira, 20 de Maio de 2014.

Monografia apresentada ao Curso de Engenharia

Ambiental da Faculdade de Roseira como Trabalho

de Conclusão de Curso.

Orientador: Edson de Oliveira Lima Junior

Dedico meu trabalho a meu filho Anthoni, minha mãe Maria Aparecida e à todos que

acreditaram e depositaram confiança no meu propósito.

AGRADECIMENTOS

Agradeço aos meus amigos, Luiz Andrade, Sérgio Bassanelli, Denilson França,

Marcus Pasin e a todos os professores que me acompanharam durante a

graduação, me apoiando e dando condições para alcançar esse objetivo.

“Promova oque te encanta ao atacar oque te desagrada”

Mahatma Gandhi

PAULA JUNIOR, D. C. Proposta de Plano de Controle e Monitoramento de

Vetores para Licenciamento do Aterro Sanitário de Redenção da Serra SP

RESUMO

A implantação e operação de unidades de manejo de resíduos devem ser

acompanhadas de estudo da fauna que se associa a esse tipo de

empreendimento, devido a problemas ambientais que pode suscitar, entre eles,

a proliferação de vetores com potencial de transmissão de agentes de doenças

ao homem e a atração de mamíferos ou aves que podem servir de hospedeiros

de patógenos ou provocar acidentes, como os roedores e urubus,

respectivamente (RODRIGUES & CAVINATTO, 1999).

A presente proposta de Plano de Controle de Reservatórios e Vetores foi

elaborado a fim de atender o item 1.20 do Anexo da Licença Ambiental Prévia n

° 2181 emitida pela CETESB. Esta licença se refere ao processo 025/2012 que

visa a implantação de Aterro Sanitário e Industrial no município de Redenção

da Serra, SP.

Incluso neste escopo, o empreendedor deverá implantar um plano de

monitoramento de vetores (moscas e mosquitos) para um período a ser

definido em conjunto com o órgão ambiental responsável, após a obtenção da

licença de instalação. Esse acompanhamento tem como propósito levantar os

possíveis riscos biológicos inerentes à instalação e operação do aterro para

atender às exigências ambientais.

Palavras chave: Vetores, Díptera, Muscidae, Culicidae, sinantrópico

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Localização do município de Redenção da Serra no mapa

Figura 2 – Área do Empreendimento

Figura 3 – Anexo de Licença Ambiental da CETESB

Figura 4 – Principais espécies de moscas de importância médica

Figura 5 – Ciclo biológico das moscas

Figura 6 – Culicídeos de importância médica

Figura 7 – Flebotomíneo vetor da Leishmaniose

Figura 8 – Armadilha de Malaise

Figura 9 – Barraca de Shannon

Figura 10 – Captura com aspirador

Figura 11 – Instalação de armadilha CDC

Figura 12 – Detalhe da armadilha CDC

Figura 13 – Identificação Entomológica no Laboratório da SUCEN

LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

ADA Área Diretamente Afetada

AID Área de Influência Direta

ANVISA Agencia Nacional de Vigilância Sanitária

CETESB Companhia Ambiental do Estado de São Paulo

EPI Equipamento de Proteção Individual

ESALQ Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”

FIOCRUZ Fundação Instituto Oswaldo Cruz

FUNASA Fundação Nacional de Saúde

GC Grandes Criadouros

GVE Grupo de Vigilância Epidemiológica

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

LOS Lei Orgânica de Saúde

SUCEN Superintendência de Controle de Endemias

SUMÁRIO

1 Introdução...................................................................................................12

2 Objetivos.....................................................................................................16

3 Responsabilidades pelo Controle de Vetores.........................................17

4 Revisão de Literatura.................................................................................20

4.1 Moscas (Muscidae).....................................................................................21

4.1.1 Ciclo Biológico das Moscas......................................................................23

4.1.2 Importância para a Saúde Pública...........................................................23

4.2 Mosquitos (Culicidae)..................................................................................23

4.2.1 Gênero Culex...........................................................................................24

4.2.2 Gênero Aedes...........................................................................................24

4.2.3 Gênero Anopheles....................................................................................25

4.3 Flebotomíneos.............................................................................................25

4.4 Fatores que influem na qualidade de um criadouro de dípteros

voadores............................................................................................................26

5. Avaliação Inicial...........................................................................................27

5.1 Identificação das espécies...........................................................................27

6 Monitoramento..............................................................................................27

6.1 Controle Químico.........................................................................................27

7

Metodologia...................................................................................................29

7.1 Processo de iniciação..................................................................................29

7.1.1 Subprojeto

1..............................................................................................29

7.1.2 Subprojeto

2..............................................................................................29

7.1.3 Subprojeto

3..............................................................................................30

7.2 Estudo e Análise de Viabilidade..................................................................30

7.2.1 Subprojeto

1..............................................................................................30

7.2.2 Subprojeto

2..............................................................................................30

7.2.3 Subprojeto

3..............................................................................................30

7.2.4 Subprojeto

4..............................................................................................30

7.2.5 Subprojeto

5..............................................................................................30

7.3 Coleta de Culicídeos....................................................................................30

7.3.1 Coleta de MALAISE..................................................................................31

7.3.2 Medida de

Controle...................................................................................32

7.3.3 Estratégia de Controle para

Moscas.........................................................32

7.4 Coleta de Culicídeos....................................................................................34

7.5 Coleta de Flebotomíneos.............................................................................35

7.6 Métodos de

Controle....................................................................................37

7.6.1 Drenagem ou enxugamento do solo.........................................................38

7.6.2 Emprego de larvicidas..............................................................................38

8. Considerações Finais..................................................................................39

9. Referências...................................................................................................40

1. INTRODUÇÃO

O aumento da população e o processo intenso de urbanização, somado ao

consumo exagerado dos recursos naturais, são a ideal combinação para o

desequilíbrio ambiental, fato que caracteriza a era atual, que vem se

agravando. Nesta sociedade da mídia, muito mais da tecnologia do que de

pessoas, tudo é fabricado para o mínimo de tempo possível para duração, para

logo necessitar de novos produtos, e o planeta vem se transformando num

imenso depósito de resíduos. Nesta perspectiva, as mudanças

comportamentais do homem em relação à natureza ainda são tímidas,

principalmente na solução dos problemas causados pela má condução do

gerenciamento dos resíduos sólidos (FRANÇA, 2009).

As áreas de disposição de resíduos sólidos, bem como o trânsito de veículos

que despejam o lixo domiciliar e o processo de separação de resíduos sólidos

aliados a elevadas temperatura e umidade relativa do ar, particularmente na

Região Sudeste do Brasil, favorecem a rápida proliferação e dispersão das

populações de moscas (TEIXEIRA et al.,2008).

Na saúde pública, representa fator indireto de transmissão de doenças, pois

polui o meio ambiente e gera consequências adversas. Seu acúmulo em locais

não apropriados ou dispostos de forma inadequada, propicia a proliferação de

vetores que nele encontram alimento, abrigo e condições favoráveis,

ocasionando doenças ao homem.

O aterro sanitário consiste em enterrar o lixo após sua compactação, cobrindo-

o com camadas de terra. Para funcionar, exige cuidados e técnicas específicas,

realizados por engenheiros autorizados, e o respeito a determinadas

recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Essa proposta do escopo de plano de controle de vetores para licenciamento

ambiental de aterro sanitário que será implantado no município de Redenção

da Serra – SP, com população de 3.897 habitantes (Censo/ IBGE, 2010).

(Figura 1).

13

Figura 1: Localização do município de Redenção da Serra no mapa do Estado de São Paulo.

Fonte: Wikipédia

E conta com uma área física de 9,67 hectares localizados na zona rural do

município.

(Figura 2).

14

Figura 2: Área do empreendimento

Fonte: Google Earth image 2014 CNES/Astrium

O local é o único no município que possui licença de operação expedida pelo

órgão ambiental competente para realizar a disposição final de resíduos sólidos

domiciliares e industriais de Classe II (não perigosos) com capacidade de

recebimento de 100 T/dia, vida útil estimada em 19 anos e 2 meses com

698.265 m3 de capacidade volumétrica (CETESB). Os resíduos serão

respectivamente dispostos em valas sanitárias de menor dimensão, sobre o

solo e em células de maior dimensão.

A operação inadequada das áreas para disposição dos resíduos sólidos

domiciliares e industriais nos municípios brasileiros é preocupante, pois, o

número de aterros adequados é ínfimo e os casos comprovados de

15

contaminação não param de crescer, além é claro da proliferação de vetores de

doenças (D’ALMEIDA e VILHENA, 2000).

Os mosquitos ou pernilongos e afins são artrópodes que pertencem à classe

insecta da ordem Diptera. É um dos grupos de insetos mais diverso, tanto

ecologicamente quanto em termos de riqueza de espécies. Dípteros estão

distribuídos por todos os continentes, incluindo Antártica e têm colonizado com

sucesso praticamente qualquer tipo de hábitat, sobretudo em ambiente

aquático, no qual ocorre o estágio larval. As larvas de dípteros podem ocupar

zonas marinhas costeiras e estuários, lagos de toda profundidade, rios e

riachos de todo tamanho e velocidade, águas estagnadas, águas termais,

poços de petróleo e fitotelmas. Pode-se dizer que o único hábitat inexplorado

por dípteros é o mar aberto (COURTNEY e MERRITT, 2008).

O enfoque será com as famílias Culicidae, que compreende os mosquitos ou

pernilongos, os flebótomos ou mosquito palha (família Phlebotominae:

subfamília Psychodidae) e Muscidae que são as moscas de gêneros que

possivelmente podem estar presentes na área de influência do Aterro Sanitário

de Redenção da Serra – SP devem ser vistos com atenção, por representarem

táxons com várias espécies de interesse em Saúde Pública (CONSOLI e

OLIVEIRA, 1994). .

Esses dípteros podem ser veiculadores de patógenos ao homem, como os

agentes infecciosos da filariose, malária, febre amarela, dengue, arboviroses

silvestres, leishmanioses cutânea/ visceral e miíase (FORATTINI, 2001) e será

objeto desse plano de controle e monitoramento.

A intensidade da presença de moscas junto às comunidades humanas

determina o seu grau de sinantropismo. Quanto maior o seu índice, maior o

agravo às condições de saúde das comunidades, podendo, especialmente no

meio rural ou periurbano determinar decréscimos significativos na atividade

humana e na produtividade animal, devido ao estresse que causa. Podendo,

além disso, ser o agente do transporte mecânico de inúmeros patógenos e

parasitas que agravam as condições de saúde das populações humanas e dos

animais domésticos (AURVALE e GUAZZZELE, 1986).

16

A capacidade de adaptação das moscas às condições ecológicas criadas pelo

homem nos processos de urbanização tem sido investigada, calculando-se o

“índice sinantrópico” para diferentes espécies e áreas ecológicas.

Provavelmente por associarem-se aos restos orgânicos das comunidades

humanas, a mosca, constitui-se em um dos mais antigos casos de

sinantropismo.

A presença de inúmeras espécies de moscas no ambiente natural garante a

rapidez na digestão/decomposição dos resíduos orgânicos em geral, por este

aspecto pode ser considerada uma aliada da Saúde Pública (D’ALMEIDA e

VILHENA, 2000)

2. OBJETIVOS

• F 02 0Identificar as principais espécies indicadoras de impacto

(bioindicadores da saúde ambiental) na Área de Influência Direta do

aterro;

• F 02 0Estimar e avaliar diversos índices ecológicos das espécies indicadoras

de impacto no tempo e espaço;

• F 02 0Conhecer o nível de infestação e de incômodo das moscas junto à

população da Área de Influência Direta (AID);

17

• F 02 0Refletir sobre a qualidade do manejo dos resíduos do aterro e

potencial de risco à população em relação a doenças transmissíveis por

moscas; assim como, sobre o incômodo gerado;

• F 02 0Fornecer subsídios para intervenções pontuais, ao longo da fase da

operação do aterro, tanto para medidas corretivas das possíveis falhas

no manejo dos resíduos como para mitigar o efeito negativo dos

possíveis fatores naturais determinantes do aumento de moscas.

• Avaliar, por meio de indicadores entomológicos padronizados, a

flutuação populacional de culicídeos de importância em saúde pública na

área a ser implantado o aterro, durante o período que será definido em

conjunto com o órgão ambiental responsável, após a obtenção da

licença de instalação.

3. RESPONSABILIDADES PELO CONTROLE DE VETORES

Exigência CETESB: Item 1.20 - Apresentar para análise e aprovação, um

Programa detalhado de Controle de Reservatórios e Vetores e respectivos

subprogramas, a ser implementado durante a operação do empreendimento.

Figura 3.

Figura 3. Anexo de Licença Ambiental da CETESB nº2181, Item 1.20

18

Tal programa deverá ser elaborado por profissional devidamente habilitado e

abordar no mínimo:

• Medidas preventivas, de controle, e de eliminação de reservatórios e vetores,

incluindo a dedetização e desratização a serem realizadas por empresa

especializada;

• Responsáveis pela implementação do Programa e suas atribuições

gerenciais;

• Formas de monitoramento;

• Formas de registro e emissão de relatórios periódicos e cronograma de

implementação.

É do responsável técnico e/ou responsável da equipe as atribuições em relação

ao controle de pragas, que são: Implementar, Acompanhar e Verificar o

cumprimento dos procedimentos, como também informar a aplicação do

procedimento às áreas envolvidas. Assim como disponibilizar o formulário de

Registros de Ocorrências de Pragas para monitoração junto aos colaboradores.

Os colaboradores de cada área são os responsáveis por informar ao

responsável da equipe sobre qualquer indício de pragas. Controle de

instalações e equipamentos - Realizado por um colaborador membro da equipe

que avalia por meio da Lista de Verificação para Controle Integrado de Pragas.

As condições de manutenção das telas, exaustores, ralos, lâmpadas a

presença de alimentos nos armários dos vestiários e/ou instalações. Controle

do ambiente (Produção e áreas externas).

O colaborador membro da equipe avalia por meio da Lista de Verificação para

Controle de Pragas todas as áreas de atividade e áreas externas quanto a

presença de animais domésticos, vegetação mal aparadas, acúmulo de

materiais em desuso.

A empresa à ser contratada para realizar o serviço de desinfestação de vetores

(moscas e mosquitos), terá que estar apta à atividade com a licença e

exigências da Vigilância Sanitária, constando em seu plano as prevenções

contra atos fora do padrão e consequentes no desempenho do serviço,

19

procedimentos em caso de acidente no trabalho, equipamentos de proteção

individual (EPI), medidas preventivas, etapas de controle, metodologia, técnicas

de controle de pragas, responsabilidade do setor e precaução no local de

trabalho.

Após cada execução do serviço, a empresa contratada elabora o Certificado ou

Comprovante de Execução conforme estabelecido no contrato. Além de

informar todos os pontos críticos da unidade, que estejam favorecendo o

acesso, abrigo e o fornecimento de alimento às pragas, a relação das áreas

onde são realizados os serviços e o mapa de todas as áreas onde foram

colocadas as iscas numeradas e identificadas de acordo com o mapeamento.

O responsável da equipe envia mensalmente, para cada área envolvida no

processo, formulário Registro de Ocorrências de Pragas, com a finalidade de

que os membros da equipe possam nele registrar qualquer indício de existência

de pragas. Ao término de cada mês, cópias dos formulários preenchidos são

encaminhadas à Coordenação Administrativa para avaliação das falhas

encontradas da empresa contratada. A Monitoração do controle de instalações

e equipamentos para evitar a entrada de insetos e roedores, é realizada por

meio da aplicação mensal da Lista de Verificação para Controle Integrado de

Pragas. A Monitoração da presença de pragas é realizada por meio do

preenchimento diário da Planilha de Registro de Ocorrência de Pragas.

A Monitoração (em todas as dependências) do controle de instalações e

equipamentos para evitar a entrada de insetos e roedores, é realizada por meio

da aplicação mensal da Lista de Verificação para Controle de Pragas.

20

4. REVISÃO DE LITERATURA

4.1 Moscas (MUSCIDAE)

As moscas pertencem ao reino animal, a classe Insecta e a ordem dos Dípteros

(1 par de asas).

A espécie de maior interesse médico/sanitário é a mosca doméstica (Musca

domestica - a este gênero Musca pertencem aproximadamente 60 espécies) e,

sua ocorrência, distribuição e predominância são fatores de grande importância

para à avaliação das condições de saúde de uma população, pois indicam os

seus hábitos de higiene e de organização tanto doméstico como empresarial.

Principais: a mosca doméstica (Musca domestica), mosca do estábulo

(Stomoxys calcitrans) e a mosca varejeira ( família Calliphoridae, dos gêneros

Chrysomya e Dermatobia) (BORROR e DELONG, 1988).

(Figura 4).

Figura 4. a)Musca domestica, b) Stomoxys calcitrans, c) Dermatobia sp, d) Chrysomya

sp

Quando adultas e fecundadas, as fêmeas procuram resíduos orgânicos em

decomposição (esterco, cadáveres, lixo orgânico, etc.) para a realização da

postura, são geralmente ovíparas (depositam ovos) ou vivíparas (depositam

larvas).

21

dcba

Ao pousarem em materiais contaminados, podem ingerir e/ou reter (nas patas,

nos pêlos, etc.) germes patogênicos e ovos de parasitos. A sua ação como

vetor mecânico de doenças e/ou na contaminação de alimentos e utensílios

domésticos, pode então, ocorrer através do contato de seu corpo piloso ou

ainda pela regurgitação, pré-repasto e, por suas fezes, visto que tem o hábito

de regurgitarem e defecarem durante o processo de alimentação.

O estudo da Ecologia das moscas sinantrópicas possibilita aperfeiçoar as

ações de controle, tornando-as mais eficientes.

4.1.1 Ciclo Biológico das Moscas

O Ciclo Biológico das moscas evolui num processo de transformação de 4

(quatro) etapas (ovo, larva, pupa e adulto), que ocorre em um período médio de

40 dias (30- 5). Assim que, no desenvolvimento pós-embrionário, dos ovos

eclodem as larvas, que são vermiformes e não possuem patas, evoluem por

pelo menos três mudas de pele e alimentam-se dos restos orgânicos a sua

volta. No prazo médio de uma semana penetram em local seco (normalmente

no solo) para empupar, passando então por um grande processo de

transformação conhecido como metamorfose, de onde surge a mosca adulta.

(Figura 5).

Figura 5. Ciclo Biológico da

Mosca

A mosca, como

a maioria dos dípter

os, realiza reprod

ução sexuada. Seus

ovos são geral

mente ovais ou esféricos, podem também, dependendo da espécie, ser

cilíndricos, achatados ou pedunculados, totalizando aproximadamente 400. Nos

períodos de calor eclodem entre 12 e 24 horas e nas épocas frias entre 3 e 4

dias.

22

As larvas logo após a eclosão passam a alimentar-se das matérias orgânicas

existentes a sua volta. O gênero Musca desenvolve-se em restos orgânicos em

decomposição, lixos domésticos, estercos e fezes, caracterizando-se como

coprófagas. Os gêneros Sarcophaga, Cochliomyia e Chrysomya desenvolvem-se

normalmente em ferimentos, tecidos necrosados ou cadáveres e caracterizam-

se como saprófagas. São vermiforme; ápteros (desprovidos de pernas); as antenas são reduzidas a

pequenas papilas; as partes bucais variam com o hábito alimentar. Passam por

três a quatro mudas de pele; procurando substrato seco, onde ocorre o

enrijecimento da última pele, transformando-se em um estojo ovóide

denominado pupário. Esta fase do ciclo desenvolve-se dentro de um período

médio de 07 dias (05-09).

As moscas têm hábitos alimentares bastante variados e a grande maioria é

onívora, alimentando-se de fezes, estercos, escarros, pus, produtos animais e

vegetais em decomposição, etc. As características morfológicas de seu

aparelho bucal permite que elas se alimentem de substâncias pastosas e

líquidas (AURVALE e GUAZZZELE, 1986).

Quando adultas e fecundadas, as fêmeas procuram resíduos orgânicos em

decomposição (esterco, cadáveres, lixo orgânico, etc.) para a realização da

postura, são geralmente ovíparas (depositam ovos) ou vivíparas (depositam

larvas).

Ao pousarem em materiais contaminados, podem ingerir e/ou reter (nas patas,

nos pêlos, etc.) germes patogênicos e ovos de parasitos. A sua ação como

vetor mecânico de doenças e/ou na contaminação de alimentos e utensílios

domésticos, pode então, ocorrer através do contato de seu corpo piloso ou

ainda pela regurgitação, prérepasto e, por suas fezes, visto que tem o hábito de

regurgitarem e defecarem durante o processo de alimentação.

O estudo da Ecologia das moscas sinantrópicas possibilita aperfeiçoar as

ações de controle, tornando-as mais eficientes (DE CARVALHO, 2002).

4.1.2 Importância para a Saúde Pública

23

Relacionada a sua capacidade de transportar agentes patogênicos e

parasitários, tais como bactérias, vírus, protozoários e/ou ovos de helmintos

para o homem e animais domésticos. Possuem o hábito, na maioria de suas

espécies, de regurgitar antes de se alimentarem, e de defecarem durante a sua

alimentação, tornando-se importantes inoculadoras de microorganismos

contaminantes, tais como o agente da salmonelose.

Estes agentes, carregados mecanicamente, são causadores de doenças

infecciosas como febre tifóide, paratifo, tuberculose, conjuntivite, tracoma,

poliomielite, cólera, etc. no homem e disenteria bacilar, carbúnculo hemático,

mastite, etc., nos animais domésticos.

Também transmitem alguns agentes etiológicos de parasitos internos tais como

Taenia, Ascaris, Ancylostoma, Necator, Trichuris, Toxoplasma, Entamoeba e

Giardia; e parasitos externos como miíases (bicheiras primárias e secundárias)

e berne (BARRETTO, 2001).

4.2 Mosquitos (CULICIDAE)

Os mosquitos, vulgarmente chamados de pernilongos, muriçocas, são insetos da ordem Díptera e da família Culicidae que podem ser encontrados em toda a parte, desde

altitudes superiores a 3.000m à minas situadas a 1.000m de profundidade; em ilhas

isoladas, em densas florestas ou em regiões áridas.

A água é essencial para o desenvolvimento dos Culicídeos, que compreende três

estágios: larva, pupa e alado. Algumas espécies podem desenvolver-se em qualquer

porção de água, quer seja salobra ou doce, limpa ou poluída, contida em qualquer tipo de

reservatórios.

A importância de se conhecer os hábitos dos mosquitos se faz para melhor combatê-

los, pois os conhecimentos adquiridos com essas pesquisas é que determinam as ações

a serem tomadas (FORATINNI, 2001).

(Figura 6).

24

Figura 5. Culicídeos de Importância Médica

Fonte: Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

4.2.1 Gênero Culex

A espécie Culex quinquefasciatus participa da transmissão da filariose e tem

hábitos acentuadamente domésticos. É considerado mosquito versátil, por

depositar seus ovos em qualquer recipiente com água limpa ou poluída, dentro

ou fora da casa, rios, lagoas ou pântanos; tanto à sombra como em lugares

ensolarados, tolera muito bem o meio pobre em oxigênio e muitos focos de

criação são constituídos por fossas (FORATINNI, 2001).

4.2.2 Gênero Aedes

25

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