Prova de Conhecimentos Específicos - Administração - Tipo II F - UFSJ, Notas de estudo de Administração Empresarial. Universidade Paulista (UniP)
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Prova de Conhecimentos Específicos - Administração - Tipo II F - UFSJ, Notas de estudo de Administração Empresarial. Universidade Paulista (UniP)

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Prova de Conhecimentos Específicos, Curso de Administração da Universidade Federal de São João del-Rei UFSJ, Processo Seletívo 2005, Língua Portuguesa Tipo II.
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conhec espec administracao tipo ii

Cursos: Administração, Ciências Econômicas e Ciências Contábeis 3

UFSJ - PROCESSO SELETIVO / 2005 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

ARRASTÃO NA SUÍÇA Roberto Pompeu de Toledo

Uma história exemplar de como o Brasil vai atrás mesmo quando se finge nada ter com ele.

Brasileiro ama neve. Não há povo mais entusiasmado quando os flocos gelados começam a cair-lhe na cabeça. “Nevou em São Joaquim!” é uma notícia anunciada entre sorrisos de júbilo, na televisão. Os apresentadores de TV têm instruções de abrir largos sorrisos diante de dois assuntos: futebol e neve. O(a)leitor(a) já terá reparado como as notícias de futebol são sempre antecedidas por sorrisos de felicidade. A notícia da neve requer mais felicidade ainda. Nesta época do ano, São Joaquim se transforma na capital de um país imaginário, o país que o Brasil gostaria de ser. Ou, pelo menos, que boa parte dos brasileiros gostaria que fosse, um país abençoado pela neve e, em conseqüência, pelas práticas civilizadas que usamos atribuir aos lugares onde ela cos- tuma cair com menos economia.

Registre-se, para deixar claro que ninguém está implicando com ninguém, que o gosto do brasileiro pela neve é para lá de compreensível. Os suecos não amam o sol? Dá para imaginar, ainda que nunca se tenha visto o noticiário da TV sueca, a satisfação com que os apresentadores de lá registram o solitário dia do ano em que o sol lhes dá o ar de sua graça. Ama-se sempre o que é raro. Os suecos também têm um país imaginário na cabeça, e esse país não é outro senão... sim, senhor, sem falsa modés- tia... este nosso mesmo. Para quem não sabe, comemora-se o Carnaval na Suécia. E um Carnaval à brasileira, para o qual até escola de samba fundaram por lá. Não há mulatas e a bateria não há de ser igual à da Mangueira, mas é um simulacro, ainda que modesto, de Carnaval brasileiro, e isso trai o desejo de, uma vez ao ano, pelo menos na fantasia, desencalhar o país das ingratas vizinhanças do Pólo Norte e rebocá-lo até a quentura dos trópicos, que supõem prenhes de delícias.

No Brasil, faz-se trajeto inverso. Uma vez por ano, arranca-se o país da condena- ção inclemente do sol e trata-se de empurrá-lo na trilha de delícias do frio, do tempo fechado, do cinza na paisagem. Em Campos do Jordão não chega a nevar, como em São Joaquim, mas é onde tal transmutação se dá com mais ênfase. Campos do Jordão, situada na Serra da Mantiqueira, a 1.600 metros de altitude, é uma imitação da Suíça. As pessoas vão lá para embrulhar-se em agasalhos como esquimós, fazer as boche- chas arder do calor das lareiras, quando em ambientes fechados, e, quando na rua, exalar, com a alegria infantil de quem produz bolhas de sabão, um bafo magicamente visível. É de rigor torcer para que a temperatura fique cada vez mais baixa. Três, dois, um... zero! O zero é para ser anunciado na TV com um sorriso tão escancarado quanto o que se aplica a um jogo que é decisão de campeonato.

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LÍNGUA PORTUGUESA - TIPO II

4 Cursos: Administração, Ciências Econômicas e Ciências Contábeis

UFSJ - PROCESSO SELETIVO / 2005 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Em Campos do Jordão tudo é preparado para fingir que não é Brasil. A arquitetura é de padrão alpino, e o ambiente de estação de esqui, sem esqui. É um lugar chique, com hotéis e restaurantes caros, e onde se caprichou no principal: não há pobres. Pelo menos, eles não são visíveis. No núcleo duro de Campos do Jordão, que é o centrinho onde ficam as lojas, os bares e os restaurantes, os pobres escasseiam como numa rua de Zurique. Diga-se de passagem que na temporada esse núcleo duro fica apinhado de gente. Os carros, para ali chegar, enfrentam colossais congestionamentos. Seguem-se filas igualmente colossais para conseguir mesa nos restaurantes. Considera-se isso diversão.

E é mesmo. A época é de férias, conseguiu-se uma folga do Brasil – que pode haver de melhor? Bem, sempre tem gente que enxerga de outro jeito e foi assim que uma jovem amiga do escrevinhador destas linhas, moradora do Recife,ao visitar Cam- pos do Jordão pela primeira vez, viu coisas que os mais afeitos à terra não vêem. Camille, esse é o seu nome, achou quase perfeito o esforço de descolamento do Brasil que se empreende em Campos. “Até loja com nome de Matterhorn tem lá”, comentou. Mas ficou no “quase”, porque, nas suas palavras, “uma coisinha de Brasil escapou”: o trabalho de menores. Camille estava acompanhada de uma amiga espanhola. Difícil, diz ela, foi explicar à outra que o trabalho do menor é proibido, mas, sabe?, isso não quer dizer que seja assim proibiiiido, a ponto de não poder mesmo, porque, sabe?, no Brasil proíbem-se certas coisas, mas isso não quer dizer que fique muito proibiiido... Deu para entender?

No feriado de Corpus Christi, a fila maior não era na porta dos restaurantes. Era na delegacia. Eis a tenebrosa notícia: num show de música popular presenciado por 6.000 pessoas, ladrões fizeram a festa. Operando com a rapidez e a flexibilidade de um es- quadrão bem treinado, aliviaram a platéia de carteiras, celulares, relógios e máquinas fotográficas. Pelo menos 100 pessoas foram furtadas – as 100 que passaram pela delegacia. Elas ali compareciam para buscar os documentos que, segundo foram infor- madas, estariam com a polícia, depois de jogados fora pelos ladrões. A moral desta história é que, por mais perfeição que se consiga na descolagem do Brasil, o Brasil vai atrás. No caso, foi atrás de Campos do Jordão na modalidade inglória do “arrastão”. (TOLEDO, Roberto Pompeu de. Veja. São Paulo, edição 1859, ano 37, nº 25, 23/06/2004, p.134)

QUESTÃO 01 De acordo com o texto, o título dado denuncia

A) que até países desenvolvidos têm problemas sociais. B) um sistema de segurança falho em Campos do Jordão. C) a falta de perspectivas sociais para o Brasil. D) a dificuldade do Brasil de contornar seus problemas sociais.

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QUESTÃO 02 Ao afirmar que A moral desta história é que, por mais perfeição que se consiga na descolagem do Brasil, o Brasil vai atrás. (linhas 61-63), o autor se refere

A) à rapidez com que os ladrões agiram, aliviando a platéia de seus valores. B) à dificuldade de se resolverem os problemas sociais brasileiros. C) à contradição entre a proibição da lei e o trabalho de menores. D) aos congestionamentos a que todos, brasileiros e turistas, estão sujeitos no Brasil.

QUESTÃO 03 Quanto ao texto, é CORRETO afirmar que

A) muitas dificuldades encontradas nos dias frios em Campos do Jordão são vistas como divertimento.

B) os apresentadores de TV suecos anunciam com alegria a chegada de um dia ensolarado. C) em todo o Brasil, é de rigor torcer para que a temperatura abaixe cada vez mais. D) os suecos fazem até uma festa, como o nosso Carnaval, festejando o sol raro para eles.

QUESTÃO 04 Observe o trecho abaixo, extraído do texto:

(...) isso não quer dizer que seja assim proibiiiido... (linhas 51-52)

A forma “proibiiiido”, de acordo com o texto, se relaciona a qual característica abaixo?

A) Compreensão B) Dúvida C) Condescendência D) Intolerância

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QUESTÃO 05 Nas opções abaixo, a frase “2” condensa corretamente a frase “1”, segundo o sentido delas no texto, EXCETO na alternativa

A) 1- ... por mais perfeição que se consiga na descolagem do Brasil, o Brasil vai atrás. (linhas 62-63) 2- Arrastão na Suíça (título)

B) 1- Camille, esse é o seu nome, achou quase perfeito o esforço de descolamento do Brasil que se empreende em Campos. (linhas 47-48) 2- ...sempre tem gente que enxerga de outro jeito... (linha 44)

C) 1- ... arranca-se o país da condenação inclemente do sol e trata-se de empurrá-lo na trilha de delícias do frio... (linhas 23-24) 2- No Brasil faz-se trajeto inverso. (linha 23)

D) 1- A arquitetura é de padrão alpino, e o ambiente de estação de esqui, sem esqui. (linhas 34-35) 2- Considera-se isso uma diversão. (linhas 41-42)

QUESTÃO 06 Assinale a alternativa que NÃO condiz com o texto:

A) As injustiças sociais no Brasil sempre geram a criminalidade, como no caso do assalto às 100 pessoas, em Campos do Jordão, durante um show.

B) Os suecos fazem seu Carnaval, como se estivessem vivendo numa Suécia tropicalmen- te favorecida.

C) A contravenção no Brasil é favorecida pela falta de rigidez na aplicação de suas leis. D) O brasileiro ama a neve porque ela é rara no Brasil e confere ao país um aspecto de

lugar privilegiado.

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QUESTÃO 07 Marque a alternativa em que a troca da ordem das palavras não acarretou mudança no sentido original da frase no texto:

A) A notícia da neve requer mais felicidade ainda. (linhas 5-6) (A notícia da neve ainda requer mais felicidade.)

B) Os carros, para ali chegar, enfrentam colossais congestionamentos. (linha 40) (Enfrentam, os carros, congestionamentos colossais para chegar ali.)

C) Bem, sempre tem gente que enxerga de outro jeito... (linha 44) (Bem, tem gente que sempre enxerga de outro jeito...)

D) Em Campos do Jordão não chega a nevar, como em São Joaquim. (linhas 25-26) (Em Campos do Jordão, como em São Joaquim, não chega a nevar.)

QUESTÃO 08 As opções abaixo estão de acordo com a denúncia apresentada pelo título do texto, EXCETO a da alternativa

A) Brasileiro ama neve. (linha 1) B) ... por mais perfeição que se consiga na descolagem do Brasil, o Brasil vai atrás. (linhas

62-63) C) No feriado de Corpus Christi, a fila maior não era na porta dos restaurantes. Era na

delegacia. (linhas 55-56) D) ... “uma coisinha de Brasil escapou”: o trabalho de menores. (linhas 49-50)

QUESTÃO 09 Assinale a alternativa que expressa a fala de alguém além do autor:

A) Os suecos não amam o sol? (linha 12) B) Deu para entender? (linha 54) C) E é mesmo. (linha 43) D) ... sim, senhor, sem falsa modéstia... este nosso mesmo. (linhas 16-17)

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QUESTÃO 10 De acordo com o texto, é CORRETO efetuar a seguinte inferência:

A) No início do 5o parágrafo (linhas 43-44), passa-se uma idéia de revolta contra a hostil realidade do Brasil.

B) Segundo o final do 1o parágrafo, o Brasil não tem práticas civilizadas. C) De acordo com o final do último parágrafo, os ladrões estavam interessados no dinheiro

das vítimas, por isso não ficaram com os documentos. D) Conforme o segundo parágrafo, as delícias tropicais que os suecos imaginam existirem

no Brasil inspiram-lhes o seu Carnaval.

QUESTÃO 11 Nos trechos abaixo as expressões grifadas dão idéia de posse, EXCETO no da alternativa

A) Não há povo mais entusiasmado quando os flocos gelados começam a cair-lhe na cabeça. (linhas 1-2)

B) ... o gosto do brasileiro pela neve é para lá de compreensível. (linhas 11-12) C) ... e isso trai o desejo de, uma vez ao ano, (...) rebocá-lo até a quentura dos trópicos, que

supõem prenhes de delícias. (linhas 20-22) D) Camille, esse é o seu nome, achou quase perfeito o esforço de descolamento do Bra-

sil... (linha 47)

QUESTÃO 12 Assinale a opção em que o termo grifado NÃO é agente:

A) ... as notícias do futebol são sempre antecedidas por sorrisos de felicidade. (linha 5) B) ... “uma coisinha de Brasil escapou”: o trabalho de menores. (linhas 49-50) C) ... viu coisas que os mais afeitos à terra não vêem. (linha 46) D) Em Campos do Jordão tudo é preparado para fingir que não é Brasil. (linha 34)

.

.

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QUESTÃO 13 Considere a seguinte situação-problema.

Uma empresa de ônibus cobra R$4,00 por um determinado bilhete de passagem. Se, num determinado mês, o usuário adquire uma carteirinha da empresa – que custa R$50,00 – ele ganha o direito de pagar R$0,50 pelo mesmo bilhete durante aquele mês.

Se N representa a menor quantidade de bilhetes a ser adquirida mensalmente por um usuário para que seja financeiramente vantajosa a compra dessa carteirinha, então a soma dos algarismos de N é igual a

A) 5 B) 8 C) 6 D) 9

QUESTÃO 14 No intervalo [0, 2π], a soma de todos os valores de x, tais que sen 2x = cos x, é igual a

A) 2π B) 3π C) π D) 4π

QUESTÃO 15 Considere esta situação-problema.

Um consumidor comprou uma roupa em cuja etiqueta constava o preço de P reais, escolhendo a forma de pagamento a prazo, com juros. Nesse caso, ele deu uma entra- da de R$105,00, arcando com uma prestação também de R$105,00, a ser paga 30 dias depois, com juros de 5% ao mês. Se ele tivesse optado pelo pagamento à vista, teria obtido um desconto de R$14,35 sobre o valor P.

Nessa situação, a taxa de desconto oferecida no pagamento à vista é igual a

A) 6% B) 8% C) 7% D) 4,5%

MATEMÁTICA - TIPO II

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QUESTÃO 16 Na figura abaixo, tem-se uma circunferência inscrita em um quadrado.

Se a diagonal desse quadrado mede 10 cm, então a área da parte hachurada é, em cm2, igual a

A) (4 – π)

B) (4 + π)

C) (4 + π)

D) (4 – π)

QUESTÃO 17 No sistema Oxy de coordenadas cartesianas, a equação de uma circunferência é dada por 4x2 + 4y2 + 12x – 27 = 0. A respeito do centro dessa circunferência é CORRETO afirmar que é um ponto pertencente

A) ao eixo dos x B) ao eixo dos y C) à reta y = x D) à reta y = –x

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QUESTÃO 18 Leia as seguintes informações.

O teodolito é um instrumento óptico – constituído por uma luneta apoiada em um tripé – utilizado para medir ângulos, tanto no plano horizontal quanto no plano vertical. Veja a ilustração ao lado.

Conforme ilustra a figura ao lado, se o observador T, através de um teodolito, vê um objeto A e, girando a luneta, vê um outro objeto B – ambos no plano horizontal – ele pode determinar a medida do ângulo ATB.

Considerando as informações acima, analise esta situação-problema.

Um rio de margens retas e paralelas tem 144 metros de largura. Dois pescadores estão na mesma margem desse rio, um no ponto C e o outro no ponto D, quando avistam uma árvore cuja base está situada no ponto P da margem oposta. Com seus teodolitos, eles determinam que os ângulos PCD e PDC medem, em graus, α e λ, respectivamente. Usando conhecimentos de trigonometria, descobrem que tg α = 2 e que tg λ = 3.

Se P está à direita de C, e à esquerda de D, então é correto afirmar que a distância, em metros, entre os pescadores é igual a

A) 100 B) 130 C) 200 D) 120

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UFSJ - PROCESSO SELETIVO / 2005 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

QUESTÃO 19 A figura abaixo ilustra um tronco de prisma reto com as seguintes características: • sua base é o retângulo EFGH. • a face ABCD é perpendicular à face ADHE. • as medidas, em cm, das arestas HG, EH, AE e DH são iguais a a, b, c, d, respectivamente.

De acordo com essas informações, é CORRETO afirmar que o volume do sólido, em cm3,

é igual a

A) abc + b 2 (d - c)

B) abc + a 2 (d - c)

C) ab(c + d)

D) (abc + abd + dc)

1 2

1 2

B

A

C

D

E

F G

H

1 2

1 2

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UFSJ - PROCESSO SELETIVO / 2005 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

x ]1, 0[ ] 0, 1 [

QUESTÃO 20 A expressão numérica

pode ser reduzida à fração própria .

Com base nessa informação, é CORRETO afirmar, então, que o valor de m + n é igual a

A) 18 B) 17 C) 19 D) 16

60,0 5 3

7 1

0,2

14 1

+ ×

n m

QUESTÃO 21 Um estudante resolveu a inequação

valendo-se dos seguintes passos:

1o passo:

2o passo:

3o passo:

Em relação a esse raciocínio, é CORRETO afirmar que

A) apenas o 2o passo está errado. B) os três passos estão certos. C) os três passos estão errados. D) apenas o 3o passo está certo.

< 1, x 0

x < x

x x

x 2

1

1 1<

.

.

.

.

.

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UFSJ - PROCESSO SELETIVO / 2005 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

QUESTÃO 22 Observe o quadro abaixo, em que I representa o número de inscritos, V o número de vagas e C/V a relação candidato/vaga.

Quadro Comparativo - Relação Candidato/Vaga UFSJ 2000-2004

CURSOS

Administração integral

Administração noturno

Ciências noturno

Ciências Biológicas noturno

Ciências Contábeis noturno

Ciências Econômicas noturno

Educação Física integral

Eng. Industrial Elétrica integral

Eng. Industrial Elétrica noturno

Eng. Ind. Mecânica integral

Eng. Ind. Mecânica noturno

Filosofia noturno

Física noturno

História noturno

Letras noturno

Matemática noturno

Pedagogia noturno

Psicologia integral

Psicologia noturno

Química noturno

2000

I... V C/V

4361 560 7,79

187 40 4,68

464 40 11,6

336 50 6,72

- - -

- - -

361 60 6,02

- - -

204 40 5,1

261 40 6,53

182 40 4,55

218 40 5,45

327 50 6,54

- - -

- - -

394 50 7,88

- - -

429 50 8,58

568 30 18,9

430 30 14,3

- - -

2001

I... V C/V

4804 560 8,58

360 40 9

414 40 10,4

309 50 6,18

- - -

- - -

379 60 6,32

- - -

278 40 6,95

300 40 7,5

173 40 4,33

300 40 7,5

338 50 6,76

- - -

- - -

422 50 8,44

- - -

444 50 8,88

425 30 14,2

662 30 22,1

- - -

2002

I... V C/V

6937 670 10,4

305 40 7,63

630 40 15,8

- - -

678 30 22,6

- - -

422 60 7,03

- - -

417 40 10,4

445 40 11,1

340 40 8,5

302 40 7,55

270 50 5,4

53 25 2,12

426 40 10,7

361 50 7,22

242 40 6,05

425 50 8,5

810 30 27

606 30 20,2

205 25 8,2

2003

I... V C/V

6984 670 10,4

446 40 11,2

516 40 12,9

- - -

527 30 17,6

- - -

631 60 10,5

- - -

281 40 7,03

361 40 9,03

245 40 6,13

442 40 11,1

305 50 6,1

343 25 13,7

420 40 10,5

392 50 7,84

182 40 4,55

400 50 8

553 30 18,4

657 30 21,9

283 25 11,3

2004

I... V C/V

7726 750 10,3

285 40 7,13

527 40 13,2

- - -

669 30 22,3

331 40 8,28

333 60 5,55

880 40 22

251 40 6,28

408 40 10,2

349 40 8,73

365 40 9,13

237 50 4,74

100 25 4

469 40 11,7

375 50 7,5

246 40 6,15

343 50 6,86

580 30 19,3

723 30 24,1

255 25 10,2

FONTE: COPEVE/UFSJ

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Considere, agora, o seguinte gráfico, onde a relação candidato/vaga está multiplicada por 20.

I

20 x (C/V)

V

De acordo com o quadro, esse gráfico representa o curso de

A) Letras noturno B) Eng. Ind. Mecânica noturno C) Eng. Ind. Elétrica integral D) Filosofia noturno

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QUESTÃO 23 Os números reais x e y são soluções do seguinte sistema de equações:

Assim, é CORRETO afirmar que x 2 + y 2 é igual a

A) 2

B)

C) 1

D)

QUESTÃO 24 Considere a situação-problema abaixo.

Para executar a instalação hidráulica de uma residência, um bombeiro pediu, incluindo material e mão de obra, R$20,00 por cada ponto, calculando ter um ganho de R$310,00. Depois de negociações com o proprietário da residência, fez um desconto relativo à mão-de-obra, de R$3,00 por ponto, e, em conseqüência disso, acabou ganhando ape- nas R$259,00.

De acordo com esses dados, é CORRETO afirmar, então, que o bombeiro cobrou, pelo material, a quantia de

A) R$30,00 B) R$40,00 C) R$50,00 D) R$20,00

x3 + 3x2 y + 3xy2 + y3 = 2 2

x3 - 3x2 y + 3xy2 - 2y3 = 0

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QUESTÃO 25 “Descobrir insere-se num círculo cultural onde ainda nada se sabe do que se vai encontrar (achar); mesmo sabendo o que se procura (buscar), ignora-se, no entanto, o traçado do caminho que aí conduzirá.” (Victorino Magalhães Godinho, historiador português)

Qual o sentido correto para os verbos achar e buscar do texto acima, em se tratando da expansão marítima portuguesa dos séculos XV e XVI?

A) Achar era o desconhecimento do humanismo e das técnicas de navegação, cujo desen- volvimento a mística medieval impediu em Portugal. Buscar era a necessidade de cristianizar novos povos, o principal objetivo da expansão marítima portuguesa.

B) Achar refletia o acaso da expansão marítima portuguesa, devido ao desinteresse da monarquia pelas navegações. Buscar era a procura de Portugal por um caminho marí- timo para as especiarias do Brasil, como forma de substituir o comércio com as Índias.

C) Achar era sempre uma surpresa, por serem as expedições mantidas em segredo pelos monarcas. Buscar significava procurar uma nova rota de comércio no mar Mediterrâ- neo, com o objetivo fundamental de abandonar a exploração da costa africana.

D) Achar dependia do conhecimento científico da época e as Américas eram desconheci- das para os europeus. Buscar era a determinação da busca de uma nova rota para o comércio com as Índias, fora do controle da via mediterrânea pelos italianos e muçul- manos.

QUESTÃO 26 “Para essa gente não existe pregação melhor do que a espada e a vara de ferro...” (José de Anchieta, padre jesuíta)

O papel da Igreja na conquista e colonização da América portuguesa caracterizou-se

A) pelo imediato desinteresse dos jesuítas pela catequese dos índios, vistos como ani- mais, e a opção pelos negros, criticando a sua escravização.

B) pela tolerância dos jesuítas para com a cultura dos nativos, baseada na percepção de haverem encontrado o cristianismo original.

C) pela concepção cristã da Santa Inquisição moderna, intolerante e violenta, e pela con- cepção da superioridade cultural dos europeus.

D) pelo empenho em promover a escravização dos indígenas, entregues aos colonos por- tugueses, pois a escravidão purificaria os bárbaros.

HISTÓRIA - TIPO II

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QUESTÃO 27 “Um operário desenrola o arame, um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer uma cabeça de alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; montar a cabeça já é uma atividade diferente, e alvejar os alfinetes é outra; a própria embalagem dos alfinetes tam- bém constitui uma atividade independente. Assim, a importante atividade de fabricar um alfinete está dividida em aproximadamente 18 operações distintas [...]. Vi uma pequena manufatura desse tipo, com apenas dez empregados, e na qual cada um desses executa- vam 2 ou 3 operações diferentes. Mas, embora não fossem muito hábeis, e portanto não estivessem particularmente treinados para o uso das máquinas [...] essas 10 pessoas conseguiam produzir entre elas mais do que 48 mil alfinetes por dia, [...] cada uma produzia 4.800 alfinetes diariamente [...]: com certeza não conseguiria produzir a 240a parte, e talvez nem mesmo a 4800a parte daquilo que são capazes de produzir, em virtude da adequada divisão do trabalho e combinação de suas diferentes operações.” (Adam Smith, economista clássico inglês, 1776)

A forma de organização da produção industrial descrita por Adam Smith corresponde

A) à linha de produção. B) à robótica. C) ao livre-cambismo. D) ao artesanato.

QUESTÃO 28 “O poder moderador de nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos. [...] ficando o povo indefeso nos atentados do imperador contra seus direitos, e realmente, escravos, debaixo porém das formas da lei...”

O trecho acima, do manifesto do revolucionário pernambucano Frei Caneca, em 1824, com- bate a Constituição outorgada pelo Imperador D. Pedro I. Nessa Constituição,

A) o poder do Imperador era pessoal e absoluto – na forma do Poder Moderador – e o Conselho de Estado substituía as extintas câmaras de deputados e do senado.

B) o voto era censitário e indireto, o Poder Moderador permitia a dissolução da Câmara dos Deputados pelo Imperador, e o Senado era vitalício e escolhido em lista tríplice.

C) o voto era universal, direto e secreto, o Poder Moderador permitia o destronamento do Imperador pelo Parlamento, e a Câmara dos Deputados e o Senado eram temporários.

D) o Imperador era uma figura apenas decorativa – reinava, mas não governava – e o Poder Executivo era exercido pelo Primeiro-Ministro em um sistema parlamentarista.

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QUESTÃO 29 “A Guerra Civil foi uma ‘guerra total’ porque o Norte só poderia conseguir atingir seus fins de restaurar a União se derrotasse o Sul por completo [...]. Uma guerra total é o teste entre sociedades, economias e sistemas políticos...” (Robert A. Divine e outros. América: passado e presente)

A Guerra de Secessão estadunidense, ocorrida entre 1860 e 1865, se deu entre

A) os colonos americanos e os ingleses. B) o Norte capitalista e o Sul escravista. C) o Sul capitalista e o Norte escravista. D) os mexicanos e os norte-americanos.

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QUESTÃO 30 Considere a charge a seguir.

(Folha de São Paulo, domingo, 01 de fevereiro de 2004.)

Quanto às relações de trabalho ao longo da história brasileira, é CORRETO afirmar que

A) não ocorreu a escravidão indígena, pela indolência dos nativos; a escravidão negra foi a única possível por quatro séculos, pela inferioridade racial e cultural e submissão dos africanos; a abolição da escravidão trouxe o imediato assalariamento capitalista de imi- grantes europeus.

B) a escravidão indígena foi exclusiva durante quase quatro séculos; a escravidão negra não se afirmou pela inaptidão dos africanos para o trabalho e a sua resistência feroz, ao contrário da docilidade indígena; as pequenas propriedades camponesas substituíram a escravidão.

C) a escravidão indígena foi comum no início da colonização; a escravidão negra foi pre- dominante durante quase quatro séculos; formas de trabalho não assalariadas, com relações de dependência (como o colonato, os agregados, moradores e bóias-frias), persistiram no século XX.

D) não houve a escravidão indígena, apenas a prática do escambo; a escravidão africana foi amena, com o paternalismo, a miscigenação e “ganhos” em dinheiro pela massa de escravos; os pecúlios acumulados pelos escravos e a compra de alforrias extinguiram a escravidão.

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QUESTÃO 31 Observe a charge sobre a Abolição da escravidão no Brasil, com o retrato da princesa Isabel, extraída do periódico “El Mosquito”, de Buenos Aires, Argentina.

Tradução: Libertad = Liberdade.

Quanto ao fim do Império Brasileiro, em 1889, é CORRETO afirmar que a extinção da escravidão

A) não alterou o apoio dos proprietários à Monarquia, pois já fora completada a transição para o trabalho livre assalariado.

B) mobilizou os proprietários em torno do ideal monárquico, visto que a Abolição fora de- cretada pelo primeiro governo republicano.

C) reforçou o apoio dos grandes proprietários à Monarquia, pois já era predominante entre os fazendeiros o abolicionismo.

D) retirou o apoio dos grandes proprietários à Monarquia, vista como uma garantia para a manutenção daquela mão-de-obra.

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QUESTÃO 32 “Foi por causa da Revolução Russa que os EUA implementaram o New Deal, para não se tornarem uma nova URSS.” (Antônio Negri, filósofo italiano)

Sobre a relação entre a Revolução de Outubro na Rússia (1917) e o New Deal (“Nova Política” - 1933), nos EUA, é CORRETO afirmar que

A) a Revolução Russa foi uma tentativa de construção do socialismo por meio da estatização e coletivização da economia, em meio à destruição causada pela Primeira Guerra Mun- dial; o New Deal foi a intervenção do Estado na economia capitalista estadunidense para atenuar suas contradições, completando-se com os lucros obtidos pelos EUA com a Segunda Guerra Mundial.

B) a Revolução Russa foi uma tentativa de construção do capitalismo por meio da privatização da economia, após a vitória russa na Primeira Guerra Mundial; o New Deal foi a criação de empresas coletivizadas nos EUA, com a superação do desemprego causado pela Grande Depressão e divisão dos lucros entre os trabalhadores, devido à ascensão do Partido Socialista ao poder.

C) a Revolução Russa foi democrático-burguesa e capitalista, seguindo a tese, defendida por Lenin, de que primeiro os russos deveriam desenvolver plenamente o capitalismo e o liberalismo político, para apenas no fim do século buscarem o socialismo; o New Deal foi um movimento de plena liberalização e diminuição dos investimentos estatais na economia, comprovadamente mais eficientes.

D) a Revolução Russa foi uma tentativa de construção do socialismo com a criação de comunidades alternativas e a crítica à sociedade fabril, pois a produção industrial mo- derna era culpabilizada pela destruição causada pela Primeira Guerra Mundial; o New Deal foi um esforço no sentido de demonstrar que a sociedade industrial capitalista americana era capaz de ser ecologicamente correta.

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QUESTÃO 33 “Em face da proposta de administração falida do conflito trabalho versus capital, do ponto de vista liberal, ou de sua superação, conforme o marxismo, pela vitória dos trabalhadores, o fascismo propunha um Estado que se apresentaria como corporação do trabalho, supraclassista e acima dos mesquinhos interesses privados e de suas representações par- tidárias.” (Francisco Carlos Teixeira da Silva, historiador brasileiro)

A implantação desse estado corporativista pelos fascistas na Itália e pelo nazismo na Ale- manha teve como características:

A) a criação de um plebiscito sobre a paz social, com a colaboração dos empresários e sindicatos socialistas; a criação de um ministério trabalhista multipartidário de fascistas, comunistas e capitalistas.

B) a organização de tropas paramilitares para combater o movimento sindical e popular; a repressão a sindicalistas, socialistas e comunistas; a criação do controle estatal dos sindicatos de trabalhadores.

C) a liberdade de sindicalização dos trabalhadores, com ausência de qualquer intervenção estatal; a eliminação da legislação sindical; a livre negociação dos direitos trabalhistas entre empregados e patrões.

D) o retorno às corporações de ofício medievais, com sua rígida hierarquia de mestres e aprendizes; o controle dos sindicatos de trabalhadores pelos mestres artesãos sem ligações partidárias ou classistas.

QUESTÃO 34 Em relação ao direito de voto e representação política na República brasileira, é CORRETO afirmar que

A) no Estado Novo (1937-1945) foi criado o voto universal, facilitando o surgimento de novos partidos políticos; com a redemocratização (1945-1964) adotou-se o voto vincu- lado (com todos os candidatos do mesmo partido) e o bipartidarismo.

B) nos governos militares (1964-1984) foi instituído o voto direto para a eleição do presi- dente da República e garantidas as imunidades aos parlamentares eleitos; com fim do regime militar (1985) , implantou-se o bipartidarismo e os governantes biônicos.

C) na Revolução de 1930 foi instituído o voto em aberto, facilitando a prática do “voto de cabresto” e criados os partidos republicanos estaduais (os PRPs); com o Estado Novo (1937) foi criado o voto secreto e surgiram os grandes partidos nacionais.

D) na República Velha (1889-1930) vigorou o voto em aberto, facilitando a prática do “voto de cabresto” pelos coronéis do interior; a partir da Revolução de 1930 foi introduzido o voto secreto, com a incorporação de massas urbanas na vida política.

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QUESTÃO 35 “O que querem os palestinos? Justiça, apenas justiça. E disso a ONU não se pode omitir, já que ela foi a responsável pela partilha da Palestina em dois estados. Apesar de serem os habitantes milenares da região, com um número infinitamente superior aos europeus que ali desembarcaram, coube aos palestinos (...) apenas 47% do país.” (Georges Bourdoukan, jornalista e escritor)

O jornalista responsabiliza a ONU pelo conflito na Palestina. Que medida a ONU tomou que pode justificar essa acusação?

A) Em 1947 a ONU aprovou a invasão da Palestina por suas forças de paz, no intuito de criar um estado árabe na Faixa de Gaza, com a expulsão dos sionistas do Estado de Israel, dando início ao conflito entre árabes e judeus na Palestina.

B) Em 1947, influenciada pela Guerra Fria e por pressão norte-americana, a ONU criou o Estado da Palestina como forma de conter a expansão comunista nos países árabes, dando início ao conflito com o Estado de Israel.

C) Em 1947 a ONU aprovou, sem consulta à população árabe palestina, um plano que dividia a região em dois estados, um árabe e outro judaico, dando início ao confronto

entre judeus e palestinos, em torno da criação do Estado de Israel. D) Em 1947, a ONU aprovou a luta pela descolonização muçulmana da região de Israel,

ocupada pelos árabes com apoio da URSS, gerando um conflito internacional, com o apoio dos Estados Unidos aos sionistas de Israel.

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QUESTÃO 36 “O golpe de Estado de 1964, no Brasil, começou a nascer em 1954 e era para ter sido dado contra Getúlio Vargas (que, com seu suicídio, adiou o desfecho).” (Leão Serva, jornalista)

Rememorando os 50 anos do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e os 40 anos do golpe civil-militar de 1964, contra João Goulart, o Jango, é CORRETO afirmar que

A) as forças que combateram Vargas e articularam o golpe de 1964 derrubaram Jango porque viam nele o herdeiro de Vargas – pelo nacionalismo, a aproximação com o movimento operário e o controle do capital estrangeiro – e a radicalização do trabalhismo, por meio das reformas de base, com destaque para a reforma agrária.

B) as principais bases de sustentação de Vargas e de João Goulart eram os militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que apoiaram o nacionalismo varguista de 1950 a 1954 e a proposta socialista de Jango em 1963/64, levando à formação de uma ampla frente golpista unindo PSD, UDN e PTB.

C) os opositores de Vargas combatiam o seu totalitarismo corporativista e a sua política agrarista e antiindustrial e, embora vitoriosos com o suicídio do ditador gaúcho e o fim do Estado Novo em 1954, foram derrotados pelos herdeiros do regime estadonovista, que reimplantaram a ditadura tradicionalista e hostil ao capitalismo.

D) os grupos que apoiavam Vargas, de 1950 a 1954, aproveitaram-se da comoção criada pelo suicídio do presidente e levaram Jango ao poder, num golpe de Estado contra Jânio Quadros, em 1961; em 1964, com o Ato Institucional no 5, a ditadura janguista cassou os deputados oposicionistas e impôs uma política antiimperialista.

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QUESTÃO 37 Observe o mapa abaixo:

Fonte: www.novaescola.abril.com.br/ Hotsite das Olimpíadas

A partir da análise desse mapa assinale a alternativa INCORRETA.

A) De Atenas para Sidney, a Tocha Olímpica seguiu em direção sudeste e, de Melbourne para Tóquio, seguiu em direção Norte.

B) A Tocha Olímpica visitou todos os continentes do Planeta. C) As cidades representadas no mapa localizam-se nas zonas climáticas tropical e tempe-

rada. D) Da África para a América, a Tocha Olímpica viajou no mesmo sentido ao do movimento

aparente do Sol.

GEOGRAFIA - TIPO II

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QUESTÃO 38 O movimento de translação e a inclinação do eixo terrestre expõem a superfície do planeta Terra a intensidades diferentes de luz e calor durante o ano. Tal fato é fundamental para o planejamento das atividades turísticas. Um turista que desejasse visitar São João del-Rei e participar do Inverno Cultural de 2004, promovido pela UFSJ entre 17 e 31 de julho, deveria viajar a partir dos momentos registrados pela ilustração da alternativa

A)

B)

C)

D)

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