Quanto vale ou é por quilo?, Notas de estudo de Cultura
norma-ires-almeida-4
norma-ires-almeida-4

Quanto vale ou é por quilo?, Notas de estudo de Cultura

5 páginas
50Números de download
1000+Número de visitas
4Número de comentários
Descrição
O filme mostra dois momentos distintos no tempo: o Brasil do século XIX e o Brasil atual. No começo do século é retratado várias passagens sobre a escravidão no Brasil. No Brasil atual o filme conta a história de uma Organização Não Governamental que desvia dinheiro público através de superfaturamento de computadores que seriam utilizados em alguma periferia. O filme mostra dois desfechos possíveis, retratando fielmente a realidade do Brasil atual, conseqüência de um passado de escravismo.
50 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 5
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 5 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 5 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 5 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 5 páginas
(Microsoft Word - Resenha Cr\355tica norma)

ARGUMENTO PÓS GRADUAÇÃO

SOCIOLOGIA E ETNICIDADE NO BRASIL

RESENHA CRÍTICA: Filme “Quanto vale ou e por quilo?”

NORMAÍRES DE SOUZA ALMEIDA

Professor: Marielson Carvalho

2009 SALVADOR

RESENHA CRÍTICA

IDENTIFICAÇÃO DA OBRA:

Título do Filme: Quanto vale ou é por quilo?

Atores/as principais: Ana Carbatti, Cláudia Mello, Herson Capri, Caco Ciocler, Lázaro

Ramos, Leona Cavalli, Bárbara Paz, Joana Fomm, Zezé Motta, Antônio Abujamra ,

Caio Blat , Milton Gonçalves

Direção: Sérgio Bianchi

País/Ano de produção: Brasil - 2005

Duração/Gênero: 110 min - Drama

Resumo:

O filme mostra dois momentos distintos no tempo: o Brasil do século XIX e o Brasil

atual.

No começo do século é retratado várias passagens sobre a escravidão no Brasil. No

Brasil atual o filme conta a história de uma Organização Não Governamental que

desvia dinheiro público através de superfaturamento de computadores que seriam

utilizados em alguma periferia.

O filme mostra dois desfechos possíveis, retratando fielmente a realidade do Brasil

atual, conseqüência de um passado de escravismo.

Idéia Central:

O filme faz um paralelo entre o Brasil escravocrata do Século XIX e o Brasil atual,

que utiliza-se de fins escusos para explorar a miséria em causa própria.

Destaques:

 A propaganda da ONG, refeita para mostrar a idéia de crianças felizes e não

retratar a miséria existente.

É importante, pois mostra o poder da mídia para convencer o grande público

do que interessa a minoria privilegiada.

 A cena em que mostra as “vantagens” de se colocar a máscara de ferro no

escravo.

A explicação de que a utilização da máscara nos escravos era vantajosa para

tirar o vício do álcool e, assim, evitar o furto é uma clara mostra de como se

tentava justificar as ações perversas e as torturas impostas.

 As cenas em que a patroa aproxima-se da escrava e combina sua compra e,

na atualidade, a patroa que custeia o casamento da sobrinha para “ajudar” a

funcionária.

As duas cenas demonstram claramente como a pessoa com mais educação e

conhecimento pode se aproveitar da pessoa mais ignorante, explorando a

relação construída e “maquiando” seus interesses pessoais como uma

relação

Breve explicação das conclusões do autor:

Com a possibilidade de dois finais diferentes para o filme, o autor mostra claramente

a ambigüidade em que vivemos em nosso dia a dia.

A escolha entre o correto e, muitas vezes, prejudicial as nossas vidas e entre o

errado, antiético, mas, muitas vezes, lucrativo caminho.

Desta forma, conseguimos entender melhor nossa realidade, que não é feita de

escolhas lineares, mas de possibilidades muitas vezes tortuosas.

CRÍTICA:

A escolha do diretor do filme em fazer um paralelo entre o passado escravagista do

Brasil e a nossa realidade atual foi muito feliz, pois ele consegue mostrar as

semelhanças existentes entre os dois períodos no tempo e também nos mostra que

a corrupção, a exploração dos menos favorecidos e a ignorância são frutos de nossa

história recente.

Por retratar tão bem estes aspectos de nossa sociedade, o filme torna-se quase um

documentário, pois podemos imaginar em várias pessoas de nossa realidade que se

encaixariam nos papéis retratados.

A escolha em se utilizar dados do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro também

contribui para essa “sensação” de documentário.

Mostrar essa face de nossa sociedade tão cruamente, suas corrupções, desmandos,

covardias, ignorâncias e situações que nos obrigam a tomar caminhos, muitas vezes

contrários ao nosso senso ético e de caráter torna o filme uma importante ferramenta

de esclarecimento e conhecimento.

O filme alerta para questões que parecem ter ficado no passado, mas que ainda

existem atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra

negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros.

O que mudou foi a roupagem, o opressor é o mesmo. Sendo assim, este é um

excelente filme para ser trabalhado em sala de aula, possibilitará o desenvolvimento

crítico e reflexivo dos alunos.

E este é o maior mérito do filme, permitir-nos conhecer melhor nossa história,

reconhecer os erros cometidos no passado e em nossa atualidade, nos alertar para

o dano que o marketing e a propaganda, quando mal utilizados, podem nos causar

e, quem sabe, nos ajudar a alterar nosso futuro.

éee beem assim !!
affzz vey tb concordo
a todo momento nos batemos com cenas do filme em nossa sociedade, com uma nova roupagem , uma nova cara...infelizmente. o filme é um mergulho no passado para que vigiemos no agora como cidadões que correm atrás de seus direitos...
concordo..
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 5 páginas