Quaternário - 201CQUO VADIS201D?, Notas de estudo de Geologia
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Quaternário - 201CQUO VADIS201D?, Notas de estudo de Geologia

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Revista Brasileira de Geociências, Volume 35, 2005

Kenitiro Suguio et al.

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Revista Brasileira de Geociências 35(3):427-432, setembroo de 2005

PERÍODO QUATERNÁRIO: “QUO VADIS”?

KENITIRO SUGUIO 1,2, ALETHEA ERNANDES MARTINS SALLUN1,3

& EMÍLIO ALBERTO AMARAL SOARES 1,4

1 - Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental, Programa de Pós-graduação em Geologia Sedimentar, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, Rua do Lago, 562, 05508-080 - São Paulo – SP e-mail: kenitirosuguio@hotmail.com, e-mail: aletheamartins@hotmail.com, e-mail: easoares@usp.br 2 - Centro de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (CEPPE), Universidade Guarulhos (UnG), Praça Tereza Cristina, 01, 070023-070 - Guarulhos – SP 3 - Bolsista FAPESP de Doutorado 4 - Departamento de Geociências, Universidade Federal do Amazonas, Av. Gal. Rodrigo O.J. Ramos, 3000, Coroado, 69077-000 - Manaus – AM

Resumo O Quaternário, analogamente ao Primário, Secundário e Terciário abandonados há algum tempo, é um termo muito ambíguo, cujo significado cronológico não está bem definido. O seu uso, talvez pela conexão mais ou menos próxima às histórias dos seres humanos e das últimas glaciações, difundiu-se rapidamente. No entanto, o registro mais antigo de hominídeo fóssil, segundo descobertas recentes na África (Deserto de Djourab, Chade), dataria de cerca de 7 milhões de anos, ao invés de cerca de 2 milhões de anos do Homem de Olduvai. Além disso, sabe-se há algum tempo que as primeiras glaciações do tipo Quaternário ocorreram em diversas regiões da Terra entre 2,5 a 3 milhões de anos, isto é, antes do estratótipo-limite Plioceno-Pleistoceno, considerado em 1,81 milhão de anos. Esses fatos conduziram alguns pesquisadores, principalmente da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS, em inglês) e da Associação Internacional para Pesquisa do Quaternário (INQUA, em inglês), a sugerirem modificações na subdivisão do Neocenozóico. Naturalmente, discussões sobre este assunto deverão ser suscitadas em reuniões científicas em futuro próximo, até que seja atingida concordância quase unânime. Algumas sugestões adicionais são aqui apresentadas, como contribuição para resolver esses problemas.

Palavras chave: Quaternário, Era Cenozóica, Período Neógeno, Escala do Tempo Geológico

Abstract QUATERNARY PERIOD: “QUO VADIS”? The Quaternary, analogously to long time abandoned Primary, Secondary and Tertiary, is a very ambiguous word, whose chronological meaning is not much well defined. Its usage, perhaps due to more-or-less closely connected relationship with the histories of the mankind and with the ultimate glaciations, diffused very quickly. However, the oldest mankind fossil record, according to the recent discoveries in Africa (Djourab Desert, Tchad) would be about 7 million years old, instead of about 2 million years old Olduvai man. Moreover, some time ago is known that the first Quaternary-type glaciations occurred in several regions of the Earth between 2.5 and 3 million years, that is before the Pliocene-Pleistocene limit stratotype considered as 1.81 million years old. These facts conducted some researchers, mostly from the International Union of Geological Sciences (IUGS), and from the International Association for the Quaternary Research (INQUA), to suggest changes in the Neocenozoic subdivision. Certainly, discussions on this subject will be raised during many scientific meetings in near future until almost unanimous agreement could be attained. Some additional suggestions are presented here, as a contribution to solve these problems.

Keywords: Quaternary, Cenozoic Era, Neogene Period, Geologic Time Scale

INTRODUÇÃO Conforme Phillips (1840) a atual Era Cenozóica era subdividida em esquemas ainda sujeitos a muitas dissensões, até pelo menos a primeira metade do século XIX, baseados em relações de campo e/ou na evolução biológica. Em 1760 Arduino, professor da Universidade de Pádova (Itália), ao classificar litoestratigraficamente as rochas da região montanhosa do norte da Itália, usou o termo Primário para reunir as rochas mais antigas seguidas pelas rochas do Secundário. As colinas mais baixas, compostas de sedimentos cascalhosos, arenosos e argilosos foram atribuídas ao Terciário. Por outro lado, o termo Quaternário, empregado inicialmente por Desnoyers (1829), foi aplicado a sedimentos aluviais e marinhos situados sobre o Terciário da Bacia de Paris. Esses depósitos continham associações de restos de animais e vegetais atualmente viventes.

O uso do termo Quaternário, mesmo sem definição cronológica mais precisa, difundiu-se muito rápido, principalmente no mapeamento de depósitos superficiais menos consolidados. Em mapas geológicos mais antigos são muito vagas as idades atribuídas às unidades quaternárias.

Com base nas semelhanças relativas de assembléias associadas à fauna moderna, Lyell (1833) subdividiu o Período Terciário nas

Épocas Eoceno, Mioceno e Plioceno. Aparentemente ignorando a proposta anterior de Desnoyers (1829), Lyell usou o termo Recente referindo-se ao tempo pós-Terciário (Fairbridge 1968). A Época Recente foi posteriormente renomeada por Gervais (1867) de Época Holoceno. Lyell nunca chegou a empregar o termo Quaternário, mas admitiu que o conceito de Desnoyers (1829) era aproximadamente equivalente ao intervalo temporal entre o PliocenoMaisNovo do PeríodoTerciário e o Recente.

As denominações de Andares Neógeno e Paleógeno foram introduzidas por Hörnes (1853), na subdivisão dos depósitos cenozóicos e foram adotadas pela Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS em inglês). O Paleógeno de Hörnes abrangia as Épocas Paleoceno, Eoceno e Oligoceno e o Neógeno as Épocas Mioceno, Plioceno e Pleistoceno.

Quando a Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS) e a Associação Internacional para Pesquisa do Quaternário (INQUA) resolveram padronizar o limite Plioceno-Pleistoceno, na década de 1950, havia três propostas de definição formal: a) Plioceno Mais Novo de Lyell (1833), há aproximadamente 1 Ma; b) Topo da subzona paleomagnética Olduvai, situado em cerca de

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Figura 1 – Tentativa de correlação entre o Período Quaternário e os episódios glaciais e interglaciais do Hemisfério Norte (Grupo de Pesquisas de Geociências do Japão 1996).

2 Ma, e c) Próximo à reversão de polaridade paleomagnética Gauss- Matuyama, em cerca de 2,5 Ma.

A opção (b) foi escolhida durante o Congresso da INQUA em 1982 (Moscou) pela Comissão de Estratigrafia da INQUA, no papel de Subcomissão da Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS), que foi formalmente aprovada por esta comissão em 1983. Segundo esta decisão, a base do Pleistoceno (estratótipo-limite), composta de depósitos marinhos de águas profundas, situar-se-ía em Vrica, Sicília (Itália), próxima ao topo da subzona paleomagnética de polaridade normal Olduvai há cerca de 1,8 Ma. Ele caracteriza o momento de maior dispersão do molusco Arctica islandica que, em geral, está restrito às águas boreais dos estádios interglaciais. De acordo com Aguirre & Pasini (1985), este estratótipo-limite não

atentaria para outras questões mais ou menos relacionadas, como a situação do Quaternário na escala cronoestratigráfica. A seção foi apresentada por Pasini & Colalongo (1997) e, foi caracterizada em detalhe por estratígrafos de vários países em termos sedimentológicos, paleoecológicos, bioestratigráficos, biocronológicos e magnetoestratigráficos.

O termo Quaternário, mesmo sem uma definição formal, tornou- se de uso corrente e tradicionalmente tem sido, entre outras peculiaridades, correlacionado aos episódios glaciais do Hemisfério Norte (Fig. 1).

Porém, evidências cronológicas fundamentadas em registros isotópicos marinhos e detritos transportados por geleiras do Oceano Atlântico Norte, mostram que acreções mais acentuadas nos volumes das geleiras continentais tenham se iniciado há 2,6 Ma.

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Em função disso, o assunto foi reavaliado em 1998 pelas Comissões de Estratigrafia do Neógeno (ICS) e de Estratigrafia do Quaternário (ICS – INQUA), que optaram por mudar o limite Plioceno- Pleistoceno para a base do Estágio Gelasiano. Entretanto, a maioria decidiu pela manutenção deste estratótipo-limite em Vrica, Sicília (Itália). Portanto, caso o Quaternário seja definido pelas principais oscilações nos volumes das geleiras do Hemisfério Norte, ele teria início 800 mil anos antes da base da Época Pleistoceno (Fig. 2).

ALGUMAS PROPOSTAS DE FORMALIZAÇÃO DO QUATERNÁRIO Subdivisão da Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS) da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS) A Era Cenozóica, com duração total de cerca de 65 Ma, seria subdividida nos PeríodosPaleógeno (42 Ma) e Neógeno (23 Ma), compreendendo intervalos temporais comparáveis (Fig. 3). Com isso seriam eliminados os PeríodosTerciário (cerca de 63 Ma ou mais de 95% do Cenozóico) e Quaternário (cerca de 2 Ma ou menos de 5 % do Cenozóico).

A decisão de não se usar a palavra Terciário seguiu a mesma tendência que levou ao abandono dos termos Primário e Secundário, pois todas constituem palavras muito ambíguas. Nesta subdivisão, proposta por Gradstein et al. (2004), o Quaternário também deixaria de existir, mas com permanência do Pleistoceno e Holoceno. O limite Plioceno-Pleistoceno permaneceria em 1,8 Ma e o limite Pleistoceno-Holoceno em 0,0115 Ma.

Subdivisão da Associação Internacional para Pesquisa do Quaternário (INQUA) Pillans (2004) enfatiza a necessidade de permanência do Quaternário, como subdivisão internacional do Período Neógeno (Fig. 4). Segundo este autor o Quaternário representa um termo importante para ser simplesmente suprimido da Escala de Tempo Geológico, como aconteceu com o Primário e Secundário e, mais tarde, com o Terciário. Como uma das justificativas, o autor alega que o Quaternário constitui um elo de ligação entre os seres humanos e a geologia. Além disso, forneceria o abrigo necessário a outras importantes disciplinas correlatas das ciências geológicas, tais como, arqueologia, paleopedologia, paleoclimatologia, etc.

Figura 2 – Abrangência atual do Quaternário sem definição formal baseada nos intervalos das principais oscilações nos volumes das geleiras do Hemisfério Norte (Ogg 2004).

Figura 3 – Proposta da Comissão Internacional de Estratigrafia ICS) da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS) publicada por Gradstein et al. (2004).

Pillans (2004) propõe que o Quaternário seja redefinido como Subperíodo (ou Subsistema) do Período (ou Sistema) Neógeno e que a sua base seja definida pelo início do Estágio Gelasiano há 2,6 Ma (Rio et al. 1998). Como principais argumentos para fundamentar esta proposta o autor considera que: a) Há um forte apoio dos membros da INQUA, que responderam afirmativamente à proposta de permanência do Quaternário, como unidade estratigráfica formal. b) Já existe precedência no estabelecimento de Subperíodo (ou Subsistema) na Escala de Tempo Geológico como, por exemplo, nos SubperíodosMississippiano e Pennsylvaniano do Período Carbonífero. c) A desvinculação do Quaternário do limite Plioceno- Pleistoceno (1,8 Ma) poderia terminar com as discussões sobre as posições deste limite. d) A maioria dos membros da INQUA parece ser favorável ao Quaternário “mais longo” (2,6 Ma) que ao Quaternário “mais curto” (1,8 Ma). Esta preferência reflete a percepção da importância da continuidade das propriedades através do tempo. Por exemplo, a deposição de loess na China tornou-se mais intensa e mais extensa ao redor de 2,6 Ma, com propriedades bem diferentes da “argila vermelha” sotoposta (Ding et al. 1997).

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Figura 4 – Situação atual do Quaternário e a proposta de Pillans (2004), passando o Quaternário à categoria de Subperíodo (ou Subsistema) do Período (ou Sistema) Neógeno.

e) Ao redor de 2,6 Ma, os registros dos isótopos de oxigênio dos mares profundos mostram culminações de uma série de ciclos de intensidades glaciais crescentes, que também estão associados com os primeiros suprimentos mais abundantes de detritos glaciais do Oceano Atlântico Norte. Para muitos pesquisadores isso corresponderia ao advento das idades do gelo do Quaternário. Esse limite também corresponde à transição das forçantes climáticas dominadas pela precessão dos equinócios para obliqüidade da eclíptica (Milankovitch 1920).

Segundo membros da Comissão de Estratigrafia e Cronologia da INQUA (INQUA Stratigraphy and Chronology Commission), as consultas sobre essas questão deverão continuar, tanto no Congresso Geológico Internacional (IGC) da IUGS, em Florença (Itália), como no próximo Congresso Internacional da INQUA em Cairns (Austrália) em 2007.

Proposta deste Trabalho Sugere-se neste trabalho que, pelas mesmas razões de abandono do Primário, Secundário e Terciário, também se elimine o Quaternário da Escala de Tempo Geológico, pela extrema ambigüidade do termo. A palavra Holoceno, comumente usada como sinônimo de Recente ou Pós-glacial, também poderia ser suprimida (Fig. 5).

Considerando-se as dúvidas supracitadas, poder-se-ía levantar as seguintes indagações: a) Por que Pós-glacial, se não foram encontradas, até o momento, provas irrefutáveis de que as “recentes” glaciações terminaram? b) Sabe-se que o Holoceno (ou Pós-glacial) exibe clima ameno e, deste modo, não poderia corresponder a um estádio interglacial,

conforme acreditam muitos paleoclimatólogos? c) Caso a hipótese anterior seja factível, não seria de se admitir a possibilidade de “iminente” deflagração de novo estádio glacial em algumas centenas ou poucos milhares de anos?

Desse modo, a Época Pleistoceno se estenderia até hoje e o Holoceno, como um possível estádio interglacial do Pleistoceno, não mereceria qualquer designação formal na categoria de Época do PeríodoNeógeno (Suguio & Soares 2004). Por outro lado, as incertezas citadas não anulam a possibilidade de que o Quaternário seja considerada uma unidade cronoestratigráfica informal, cujo início poderia situar-se na base do Estágio Gelasiano, coincidente com o início da Época Pleistoceno há 2,6 Ma. Com isso, a duração da Época Plioceno ficaria reduzida de 800 mil anos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS O uso do critério antropológico na caracterização do derradeiro capítulo (Época Pleistoceno ou Quaternário) da geologia histórica torna a Escala do Tempo Geológico demasiadamente antropocêntrica e aparentemente inconsistente, pois os primeiros hominídeos surgiram ainda na Época Mioceno. Por outro lado, entre outras coisas, o ser humano teria tomado consciência da sua própria existência há cerca de 10 mil anos (início do Holoceno). Foi o momento em que ele abandonou o comportamento instintivo de animais selvagens completamente nômades e passou a levar vida sedentária. Isto tornou-se possível somente com a “domesticação” de animais e plantas usados na sua alimentação.

No entanto, desconhece-se até o momento se as glaciações quaternárias de fato já terminaram. Como conclusão propõe-se,

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Figura 5 – Nova proposta para a subdivisão do Período Neógeno, composto das Épocas Mioceno, Plioceno e Pleistoceno, sem a Época Quaternário

neste trabalho, o abandono do Holoceno e a permanência do “Quaternário” como unidade cronoestratigráfica informal. Virtualmente o “Quaternário” seria sinônimo da Época Pleistoceno do Período Neógeno, que se iniciou há cerca de 2,6 Ma. Com essa solução estaria salvaguardada a continuidade de existência da INQUA e das associações congêneres nacionais, como a Associação Brasileira de Estudos do Quaternário (ABEQUA), bem como dos

seus estudos multi e interdisciplinares. Finalmente, acreditamos que a proposta seja a melhor, porque

está em perfeita concordância com a Escala do Tempo Geológico, que acompanha as tendências evolutivas da Terra.

Agradecimentos Aos revisores da RBG pelas sugestões ao manuscrito.

Aguirre E. & Pasini G. 1985. The Pliocene-Pleistocene boundary. Episodes, 8:116–120.

Arduino G. 1760. A letter to Sig. Cav. Antonio Valisnieri. Nuova raccolta di opusculi scientifici e filologici del padre Angiolo Calogierà (Venice), 6:142–143.

Desnoyers J. 1829. Observations sur um ensamble de dépôts marins plus récents que les terrains tertiaires du bassin de la Seine, et constituant une formation geólogique distincte: précédées d’une aperçu de la non- simultanéité des bassins tertiaires. Annales Sciences Naturelles, 16:117–214,402–491.

Ding Z., Rutter N.W., Liu T. 1997. The onset of extensive loess deposition around the G/M boundary in China and its palaeoclimatic implication. Quaternary International,40:53–60.

Fairbridge R. (ed.) 1968. The Encyclopoedia of Geomorphology. Reinhold, 1295 pp.

Gervais P. (ed.) 1867. Zoologie et paléontologie générales. Nouvelles recherches sur les animaux vertébrés et fossiles. Paris, 262 pp.

Referências

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Hörnes M. 1853. Mitteilung an Prof. Bronn Gerichtet: Wien, 3. Okt. Neues Jahrb. Mineral. Geol. Geogn. Petrefaktenkd, pp. 806– 810.

Lyell C. (ed.) 1833. Principles of Geology: being inquiry how far the former changes of the earth’s surface are referable to causes now in operation. John Murray, London, Volume III, 398 pp.

Milankovitch M. 1920. Théorie mathématique des phénomènes thermiques produits par la radiation solaire. Academie Yougoslave des Sciences et Arts, 339 pp.

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Suguio K. & Soares E.A.A. 2004. Período Quaternário: “Quo vadis”? In: SBG, Cong. Bras. Geol., 42, Anais, p. 753.

Manuscrito NB 0060 Recebido em 23 de dezembro de 2004

Revisão dos autores em 29 de janeiro de 2005 Revisão aceita em 16 de junho de 2005

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