Recomendações Sobre Psicopedagogia, Ensino E Aprendizagem (Transcrição), Notas de aula de Informática
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Recomendações Sobre Psicopedagogia, Ensino E Aprendizagem (Transcrição), Notas de aula de Informática

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Parte da monografia entregue ao curso de Psicopedagogia Institucional - Conclusões e Recomendações
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O conteúdo que segue é transcrição de parte da conclusão e recomendações da monografia "Contribuições da Psicopedagogia na aprendizagem de matemática" para o curso de Psicopedagogia Institucional, 2009. Em 2008 participei de um curso de pósgraduação em que me questionavam sobre por que optei por psicopedagogia institucional, minha resposta era sempre ‘porque é o curso mais próximo de mim, ao qual disponibilizo menor tempo’. Mas hoje percebo que, mesmo não sendo o curso pretendido, ele tem me ajudado na prática escolar e detive interesse por outros assuntos relacionados quando organizava a monografia para o curso. E é justamente ai, que baseado nessa vontade e na leitura do livro de Beauclair –Educação & Psicopedagogia: Aprender e Ensinar nos Movimentos de Autoria, que faço um convite ao leitor: Leia e produza leituras. Importe- se com fatos e com a simplicidade e faça dos relatos uma rotina, pois “cada um sabe e vive, aprende e ensina, a seu modo, de acordo com sua maneira e jeito de ser e estar no mundo” (BEAUCLAIR, p. 37). Em momentos de ‘desespero’ e de ‘angústia’, quando você [professor] sentir que não se segue tudo como imaginou, já foi mais que tempo de refletir sobre sua ação. Se é mesmo a profissão que você quer exercer? Se sua resposta é sim, então percorra o trajeto de sua ação, veja onde pode ter havido algo incompatível no trajeto; importa se com você com seu aluno com a escola, com a família ou outro, mas antes descanse e não descarregue aquele momento em um aluno seu, pois uma atitude pode feri-lo e haverá cicatriz ou mesmo não se fechará mais a ferida. Não temo em dizer que é preciso se segurar para não ‘explodir’, para se conter diante das inúmeras situações vividas dia após dia, na educação; isso ocorreu comigo, ao ser agredido verbal e fisicamente aos 9 anos de idade por uma professora e infelizmente ao exaltar-me diante de alguns alunos; e ainda por vivenciar muitos outros exemplos de acometidos contra um aluno. Existem professores que contribuem para a construção das dificuldades de aprendizagem e afastamento do aluno da matemática, por discurso autoritário e ameaçador, exigências absurdas, criação de clima geral de insegurança em sala de aula, contribuindo para a formação de baixo autoconceito. Isso afeta principalmente aspectos emocionais que de forma negativa seguem pela vida da criança. Em pé disto, tenho praticado exercícios de paciência e observação. Procuro pensar um pouco mais antes de agir; tenho conversas individuais ao invés de chamar atenção de um aluno perante os colegas; converso, busco informações e questiono meus colegas professores; registro, mas não atribuo possibilidades ao progresso ou não do aluno; registro minhas ações, comunico aos alunos e aos responsáveis; dou-me um tempo para lazer e descanso; às vezes ainda me vejo a noite acordado pensando em situações da escola,

mas isto não consegui controlar. E assim sigo, planejando e re- planejando toda ação, hei de confessar que re-planejo até demais; existem mais ações em desacordo que em acordo com o pretendido, mas aos poucos é possível construir uma ação pedagógica mais próxima ao atendimento de cada aluno e alcance dos objetivos. A abordagem psicopedagógica favorece o desenvolvimento das estruturas cognitivas, haja vista que viabiliza ao aluno realizar descentrações e coordenações de pontos de vista, assim como, o desencadeamento das regulações ativas ao escolher os procedimentos adequados para atingir seus objetivos. Diz-se da urgência de se rever o ensino e seus instrumentos didáticos. Tem sido reconhecida a importância de tornar o ensino significativo para o aluno, de fazê-lo acessível, flexível, propiciando desenvolvimento dentro da individualidade de cada um, no seu espaço e tempo. É preciso pensar uma ação pedagógica que envolva todos os sujeitos participantes em prol da aprendizagem. Mas não se pode esquecer de que na matemática não se deve forçar relações cotidianas para questões que exigem raciocínio, interpretação e desenvolvimento individual. Não se pode facilitar a matemática a ponto que ela seja conhecida enquanto numa força tal qual repassada pelo professor. É preciso que o aluno tome seus próprios caminhos e que eles se renovem sempre, buscando sempre o coerente, o correto, o ‘belo’[1] na matemática. É preciso trabalhar contra a reprovação, não se diz que é proibida a retenção, mas que não haja a sua necessidade; que haja um desenvolvimento contínuo e progressivo, desistindo no máximo da retomada de conhecimentos desnecessários, pois já foram interiorizados. A meu ver, reprovação mais contribui para o regresso no conhecimento, no afetivo, na motivação, que o progresso do indivíduo. Dentre as leituras relacionadas diretamente a psicopedagogia, a de Márcia Ferreira“Ação psicopedagógica na sala de aula – uma questão de inclusão” trás ainda sugestões de fichas para relatórios e observações, de atividades na matemática, de atividades para trabalhar a afetividade no processo educacional, de como organizar aula diversificada, de trabalhar consigo [professor], de como avaliar e mais. É preciso registrar o cotidiano dos alunos e de si. Esses registro colaboram na re-elaboração dos trajetos no ensino e na aprendizagem. Outra leitura convidativa é a de João Beauclair “Educação & Psicopedagogia – Aprender e Ensinar nos Movimentos de Autoria” que instiga a vontade de escrever, de ser autor, de deixar contribuições na educação e mais, sobre a aprendizagem em rede, sobre educação e psicopedagogia e autoria do pensamento: informação, conhecimento e saber. E ainda Auredite Cardoso Costa com “Psicopedagogia & Psicomotricidade – Pontos de intersecção nas dificuldades de aprendizagem” com apanhado sobre

a psicomotricidade e analise de uma experiência psicomotora: Ramain e Ramain-Thiers. Essas ingênuas sugestões são frutos do curso de Psicopedagogia Institucional e dos estudos a cerca da Psicopedagogia e Educação. [1] Expressão utilizada no sentido de que a matemática se fundamenta em conhecimentos reais e busca explicar existências de forma concreta, dentro do que ela foi estabelecida.