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Microsoft Word - Trabalho REF - [FINAL].doc

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

ESTUDO SOBRE REFRIGERANTES

Professor: Humberto Hoays

Disciplina: Refrigeração

Alunos: Everton Gollnick Koch

Osvaldo Sauer Neto

JOINVILLE

NOV/2009

2

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................3

1. REFRIGERANTES..................................................................................................4

2. REFRIGERANTES PRIMÁRIOS ............................................................................5

2.1 COMPOSTOS HIDROCARBONETOS HALOGENADOS .....................................5

2.2COMPOSTOS INORGÂNICOS ...........................................................................6

2.3HIDROCARBONETOS.........................................................................................7

2.4 AZEOTROPOS. ....................................................................................................7

2.5 MISTURAS NÃO AZEOTRÓPICA. .......................................................................7

3. CLASSIFICAÇÃO DOS REFRIGERANTES QUANTO AO NÍVEL DE

TOXICIDADE E INFLAMABILIDADE.........................................................................8

3.1 TOXICIDADE ........................................................................................................8

3.2 INFLAMABILIADADE ............................................................................................8

4. REFRIGERANTES SECUNDÁRIOS ......................................................................9

5. INFLUÊNCIA SOBRE A CAMADA DE OZÔNIO..................................................10

6. PROCESSO DE DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO ...............................12

7. REFRIGERANTES ALTERNATIVOS.................................................................133

7.1 TABELA DE FLUIDOS REFRIGERANTES ALTERNATIVOS...........................144

7.2 EXEMPLOS COMERCIAIS DE REFRIGERANTES ALTERNATIVOS..............177

CONCLUSÃO ...........................................................................................................19

ANEXO .....................................................................................................................20

BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................20

3

INTRODUÇÃO

Neste trabalho serão apresentados fluídos refrigerantes, bem como suas

classificações, propriedades, características e aplicações práticas. Será abordada

também a influência deles sobre a camada de ozônio e como ocorre o processo de

formação do buraco nesta camada. Por fim serão mostrados refrigerantes

alternativos aos atuais, com características menos nocivas ao meio ambiente.

4

1. REFRIGERANTES

Refrigerantes são substâncias químicas responsáveis pelo transporte de

energia em um ciclo de refrigeração, onde o calor absorvido pelo refrigerante em um

local e rejeitado em outro.

A seguir estão listadas as características desejáveis para um refrigerante:

 Pressão de vaporização não muito baixa, com o objetivo de evitar vácuo elevado

no evaporador e baixa eficiência volumétrica no compressor;

 Pressão de condensação não muito alta, favorecendo uma maior eficiência

volumétrica no compressor, assim como garantindo uma maior segurança do

sistema;

 Elevado calor latente de vaporização, reduzindo a vazão de refrigerante para

uma da capacidade de refrigeração;

 Baixo volume específico da fase vapor, permitindo uma baixa vazão volumetria

para uma dada capacidade de refrigeração;

 Alta condutibilidade térmica, favorecendo a transferência de calor;

 Baixa viscosidade, acarretando em menores perdas de carga;

 Ser estável e inerte, não sofrendo alteração química e evitando reação com

outros materiais;

 Não ser tóxico, estimulante inflamável e explosivo, garantindo, assim, a

segurança das pessoas e animais em caso de vazamentos;

 Não ser prejudicial ao meio ambiente, preservando a camada de ozônio e

minimizando o aquecimento global.

É impossível que um único fluído se enquadre em todos os quesitos acima,

então, diferentes fluidos são considerados.

São duas as classes de refrigerantes, os primários e os secundários. Os

refrigerantes primários são aqueles usados em sistemas de compressão

de vapor. Os refrigerantes secundários são líquidos usados para transportar

energia térmica a baixa temperatura de um local para outro, conhecidos como

anticongelantes e salmouras.

Os sistemas de absorção utilizam duas substâncias que formam a combinação

de refrigerantes.

5

2. REFRIGERANTES PRIMÁRIOS

2.1 COMPOSTOS HIDROCARBONETOS HALOGENADOS

Os hidrocarbonetos halogenados são compostos formados por hidrogênio,

carbono e um ou mais dos seguintes elementos da família química dos hologênicos:

cloro, fluor ou bromo. A nomenclatura é composta, basicamente, por um nome (ou

pela letra R) e um número. Segundo a norma internacional(ANSI/ASRAE 34-1989 –

Number Designation and Safety Classification of Refrigerants), a numeração dos

hidrocarbonetos halogenados segue as seguintes regras:

1 – O primeiro dígito representa o número de átomos de carbono(C) do

composto, menos um. Assim os derivados de metano terão, como primeiro dígito, o

zero, enquanto que os derivados de etano terão o número um.

2 – O segundo dígito representa o número de átomos de hidrogênio(H) do

composto, mais um, indicando a combustibilidade do refrigerante.

3 – O terceiro dígito representa o número de átomos de flúor (F) do composto.

4 – Nos casos onde o bromo está presente, no lugar de parte ou de todo o

cloro, as mesmas regras são aplicadas. A exceção é que a letra B, após a

designação do número de átomos de carbono, hidrogênio e flúor, indica a presença

de bromo. O número de átomos de carbono, hidrogênio e flúor, indica a presença de

bromo. O número imediatamente depois da letra B indica o número de átomos de

bromo (Br) do composto.

O número de identificação do refrigerante deve ser precedido pela letra R ou

utilizado em combinação com a palavra Refrigerante. O número de identificação

pode também ser precedido pela marca registrada do fabricante ou nome comercial.

Por exemplo: R – 12, Refrigerante 12, Freon 12 (marca registrada da Dupont).

Usualmente o R – 12 é também chamado de CFC 12. Esta nomenclatura não

está de acordo com a norma ANSI/ASHRAE 34 – 1989, mas também bastante

utilizada. A nomenclatura CFC é uma abreviação de CloroFlúorCarbono – principais

elementos que compõem estes fluidos refrigerantes. Como a sigla CFC sempre

esteve muito ligada à destruição da camada de ozônio, o principal objetivo da

utilização desta nomenclatura é informar ao usuário destas substâncias que elas

6

destroem a camada de ozônio. Portanto, devem ser manuseadas de modo a evitar

ou minimizar desperdícios e/ou liberação para a atmosfera.

HCFC é a sigla do termo HidroCloroFlúorCarbono, substâncias menos

agressivas do que CFCs em relação à cada de ozônio.

No HCFC um átomo de cloro foi substituído por um hidrogênio, que é inofensivo a

camada de ozônio. Já o HFC é a abreviação de HidroFlúorCarbono, e HC e a

abreviação de HidroCarbono, ambas substâncias inofensivas à camada de ozônio,

porque não tema cloro nas suas composições.

2.2 COMPOSTOS INORGÂNICOS

Muitos dos primeiros refrigerantes eram compostos inorgânicos e alguns

mantiveram sua proeminência até o presente, como a amônia. Outros, que haviam

caído em desuso, ganharam importância novamente após o Protocolo de Montreal,

como é o caso do CO2.

Seguem os exemplos abaixo:

Fórmula ASHRAE Denominação

NH3 R717 Amônia

H2O R718 Água

R729 Ar

CO2 R744 Dióxido de carbono

SO2 R764 Dióxido de enxofre

O primeiro dígito indica ser um composto inorgânico e os dois últimos indicam o

peso molecular.

7

2.3 HIDROCARBONETOS

Muitos hidrocarbonetos são adequados como refrigerantes especialmente para

operação em indústrias de petróleo e petroquímicas.Alguns Refrigerantes:

Fórmula ASHRAE Denominação

CH4 R50 Metano

C2H6 R170 Etano

C3H8 R290 Propano

Aplicam-se as mesmas regras dos hidrocarbonetos halogenados.

2.4 AZEOTROPOS.

Uma mistura azeotrópica de duas substâncias é aquela que não pode ser

separada em seus componentes por destilação. Um azeotropo evapora e condensa

como uma substância simples com propriedades diferentes das de cada um se seus

constituintes.Alguns refrigerantes:

Refrigerante Composição

R502 48,8% de R 22 e 51,2% de R 115

R503 40% de R 23 e 60% de R 13

R507a 50% de R 125 e 50% de 143a

2.5 MISTURAS NÃO AZEOTRÓPICA.

Um comportamento característico de uma mistura não azeotrópica ocorro durante

a mudança de fase, quando as concentrações de líquido e vapor são diferentes da

concentração original da mistura.

8

3. CLASSIFICAÇÃO DOS REFRIGERANTES QUANTO AO NÍVEL DE TOXICIDADE

E INFLAMABILIDADE SEGUNDO A ASHRAE 34-92

3.1 TOXICIDADE

Classe A - Compostos cuja toxicidade não foi identificada.

Classe B - Foram identificadas evidências de toxicidade.

3.2 INFLAMABILIADADE

Classe 1 – Não se observa propagação de chama em ar a 18oC e 101,325 kPa.

Classe 2 – Limite inferior de inflamabilidade (LII) superior a 0,10kg/m3 a 21 oC e

101,325kPa, Poder calorífico inferior a 19.000 kJ/kg.

Classe 3 – Inflamabilidade elevada, caracterizando-se por LII inferior ou igual a 0,10

kg/m3 a 21 oC e 101,325 kPa, Poder calorífico superior a 19.000 kJ/kg.

9

4. REFRIGERANTES SECUNDÁRIOS

Os refrigerantes secundários têm a mesma função básica de transporte de

energia que os refrigerantes primários, porém, neste caso o transporte ocorre entre

a fonte de calor e o evaporador de um sistema de refrigeração. Eles podem ser

denominados simplesmente como fluídos de transferência de calor, cuja propriedade

mais importante é o ponto de solidificação.

A água poderia ser um refrigerante secundário, mas as substâncias que nós

desejamos explorar são as salmouras e anticongelantes, que são soluções com

temperaturas de congelamento abaixo de 0ºC. Vários dos anticongelantes mais

largamente usados são soluções de água e etileno glicol, propileno glicol, ou cloreto

de cálcio.

Seja uma solução de concentração x (Figura abaixo), menor do que a eutética

xe. Em A é totalmente líquida a solução. Abaixando a temperatura A x constante, a

solução continua líquida e atinge B. Nesta temperatura, a água começa a se separar

na forma de gelo e o líquido restante tem sua concentração aumentada. No ponto C

haverá uma mistura de gelo e de anticongelante líquido de concentração C1.

Atingindo o ponto D, tem-se uma mistura de m1 partes de anticongelante

eutético e m2 partes de gelo, ambos na temperatura eutética.

Continuando a retirar calor, toda a mistura se congela na temperatura eutética,

obtendo-se uma mistura mecânica de gelo e sal sólido.

Se a concentração x inicial fosse maior do que xe, teríamos inicialmente

separação de sal.

10

5. INFLUÊNCIA SOBRE A CAMADA DE OZÔNIO

A camada de ozônio é uma das camadas que envolvem o planeta Terra. Ela é

composta por gases que juntos, formam uma espessa camada que serve para

proteger a Terra contra os raios nocivos do Sol, os raios ultravioletas. Com o

desenvolvimento industrial, e a poluição aumentando a cada dia, os gases liberados

por conseqüência desse desenvolvimento, entre eles o mais perigoso o CFC,

quando entra em contato com a camada de ozônio, se transforma em O3, que

dissolve a camada, provocando assim buracos nela.

O buraco prejudica o planeta Terra, pois deixa os raios ultravioletas chegarem

ao meio ambiente, prejudicando-o. A região mais afetada pela destruição da camada

de ozônio é a Antártida. A principal conseqüência da destruição da camada de

ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele.

A seguir é mostrada uma imagem mostrando a evolução do buraco da

camada de ozônio, nos anos de 1979, 1998, 2000 e 2005.

Os clorofluorcarbonos (CFC) foram amplamente utilizados como refrigerantes

devido às suas características favoráveis, sendo o refrigerante R12 o dominante em

sua categoria. Este primeiro refrigerante mostrou-se seguro (do ponto de vista

operacional), com preço de certa forma reduzido, não inflamável, e muito estável.

11

Mais tarde, os CFCs foram considerados como principais causadores da

degradação da camada de ozônio, além de responsáveis pelo aumento do efeito

estufa provocando o aquecimento global. Hidroclorofluorcarbonos da forma do R22

causam menos danos à camada de ozônio. Contudo, estes ainda contêm cloro em

sua molécula que ao ser liberada na estratosfera interfere nas ligações químicas do

ozônio.

Cientistas publicaram pesquisas sobre a ameaça à camada de ozônio

provocada por gases do tipo clorofluorcarbonos, utilizados como propelentes, em

refrigeradores, ar condicionado e na produção de espumas plásticas. Eles

mostraram que o uso destes gases pode causar danos significativos a camada de

ozônio que protege o planeta de radiações nocivas como a radiação ultravioleta

emitida pelo sol. Isso levou ao Protocolo de Montreal que requereu a eliminação da

produção e consumo dos CFC’s e dos HCHC’s, feita de forma gradativa pelos

países participantes do Protocolo (no material em Anexo estão alguns links sobre o

Cronograma de Eliminação dos HCFCs e Decisão XIX. Protocolo de Montreal)

O uso de fluidos refrigerantes naturais tem atraído interesse durante a última

década em virtude de seu potencial como substitutos efetivos dos CFCs, HCFCs e

HFCs. Entre as alternativas de refrigerantes naturais, hidrocarbonetos, como as

misturas de gases propano e butano (gás liquefeito de petróleo - GLP) tem sido

considerada por suas propriedades termodinâmicas e de transporte favoráveis,

melhorando o desempenho do ciclo de refrigeração. Tais aspectos têm estimulado o

uso de hidrocarbonetos em sistemas comerciais e industriais. O baixo preço por

volume de propano/isobutano e a redução no gasto energético pelos aparelhos

destinados a utilizar estes fluidos torna a alternativa de efetuar tal substituição não

só tecnologicamente, mas também, economicamente viável para os consumidores e

fabricantes de equipamentos de refrigeração.

12

6. PROCESSO DE DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO

Entre 12 e 13 km de distância do solo, na estratosfera, existe uma camada de

ozônio que nos protege dos raios ultravioleta do sol. Essa camada absorve parte da

radiação ultravioleta, impedindo que ela chegue à superfície da Terra. Esses raios

possuem grande quantidade de energia. Os CFCs não reagem e não são destruídos

na troposfera (cama mais baixa da atmosfera). Assim, quando liberados próximo ao

solo, os CFCs vão subindo lentamente da troposfera para as camadas mais

distantes da atmosfera. Esta subida leva vários anos.

Quando os CFCs chegam na estratrosfera são atingidos pelos raios

ultravioleta do sol, que provocam o rompimento de suas moléculas, liberando

átomos de cloro. Esses átomos de cloro atacam e destroem o ozônio, reduzindo a

camada de ozônio. Os átomos de cloro formados na decomposição dos CFCs pelos

raios ultravioleta são muito ativos. Cada um deles é capaz de destruir mais de

100.000 moléculas de ozônio.

A reação de destruição ocorre em quatro etapas, a partir da chegada das

moléculas de CFC à estratosfera. Na 1ª etapa, a luz ultravioleta quebra a ligação de

um átomo de cloro da molécula de CFC. Em seguida, o átomo de cloro ataca a

molécula de ozônio (O3) e forma uma de monóxido de cloro. O monóxido de cloro é

instável, tem sua ligação quebrada e forma-se novamente cloro livre, que vai atacar

e destruir outra molécula de ozônio, repetindo-se o processo.

 Quando se destrói parte da camada de ozônio ela fica mais fina em alguns

lugares. É o chamado “buraco”, por onde os raios ultravioleta do sol entram com

pouca proteção e atingem a Terra.

À medida que a produção dos CFCs é reduzida e finalmente eliminada,

haverá necessidade de compostos substitutivos ambientalmente aceitáveis para

serem usados em instalações refrigeração e ar condicionado. Esses fluidos

refrigerantes “alternativos” devem ter características operacionais similares às dos

CFCs, tanto para converter as instalações existentes em alternativos como para

limitar as mudanças do design envolvidas na fabricação de novas instalações que

possam usar fluidos refrigerantes alternativos.

13

7. REFRIGERANTES ALTERNATIVOS

Praticamente todas as necessidades dos sistemas de refrigeração

convencionais e bombas de calor são atendidas por três refrigerantes naturais

abundantemente disponíveis: amônia, mistura de hidrocarbonetos (como o propano

e butano), e o dióxido de carbono.

A utilização da amônia como fluido de trabalho se estende por quase 120

anos, existindo uma experiência vasta na utilização deste refrigerante. Não se pode

negar as excelentes propriedades termodinâmicas e de transporte da amônia, aliás,

muito superiores aos CFCs. Uma instalação contendo amônia ganha na economia e

eficiência energéticas em função dos dimensionamentos e seleção dos

equipamentos do projeto, por serem baseados no menor custo, peso, tamanho e

simplicidade. Não necessita de um compressor de altas rotações, tubulações

espessas e trocadores de calor de grande desempenho. Outra vantagem é a sua

tolerância diante dos óleos minerais, baixas sensibilidades a pequenas quantidades

de água no sistema, detecção simples de vazamento, disponibilidade ilimitada e

baixo custo.

O propano possui excelentes propriedades termodinâmicas muito

semelhantes à amônia e R22. Já em comparação ao R12, nem o propano e nem o

butano podem isoladamente ser utilizado exatamente como substituto. Contudo,

quando se produz uma mistura de propano/butano (50%/50%) a pressão de vapor

saturado se aproxima a do R12, tornando este uma boa aproximação para a

utilização. A sua elevada massa molar permite uma adaptação em compressores de

grandes potências como sistemas de produção de água gelada como os chillers.

Além disso, é compatível com óleos lubrificantes e materiais de construção

mecânica convencionais, universalmente disponível e a baixos custos.

A única desvantagem importante é o fato dos hidrocarbonetos serem

combustíveis capazes de entrar em ignição com baixos limites de concentração, o

que pode ser lidado da mesma forma que a amônia, por meio de uma estrutura de

revestimento que impeça um possível vazamento ou um sistema de ventilação.

Portanto torna-se necessário uma manutenção e manuseio feitos por pessoas

credenciadas para efetuar um trabalho com mais cuidado.

14

O dióxido de carbono foi um refrigerante utilizado desde o início do século 20,

possuindo grande número de qualidades. Primeiro, a pressão de trabalho se situa

em uma faixa que permite uma otimização econômica. Além disso, a razão de

compressão é extremamente reduzida em comparação a outros refrigerantes. Outro

fator relacionado à compressão é a compatibilidade do óleo lubrificante e materiais

de construção. Em termos de acessibilidade, o refrigerante se encontra em grande

quantidade e facilidade. A operação e manutenção são simples, não necessitando

mão de obra especializada. As elevadas pressões são os maiores problemas desse

fluido refrigerante.

7.1 TABELA DE FLUIDOS REFRIGERANTES ALTERNATIVOS

A seguir é mostrada uma tabela com os principais refrigerantes alternativos,

sua aplicação, características e composição (Retrofit é um termo utilizado

principalmente em engenharia para designar o processo de modernização de

algum equipamento já considerado ultrapassado ou fora de norma).

Fluido

Refrigerante

Aplicação

Características

Composição

R-123

Somente como fluido refrigerante em

centrífugas de baixa pressão, tanto

para equipamentos novos como para

Retrofit do R-11.

Não deve ser usado para outra

aplicação que não seja como fluido

refrigerante. Alta eficiência energética

em equipamentos novos. Não

inflamável.

HCFC

R-124

Retrofit do R-114, para ambientes

com alta temperatura de

condensação.

Capacidade de resfriamento 80%

superior ao R-114. Necessário avaliar

detalhadamente o sistema. Não

HCFC

15

R-134ª

Equipamentos novos e Retrofit do R-

12 em aplicações de média

temperatura, tais como

refrigeradores, freezers, centrífugas,

ar condicionado automotivo e todos

os sistemas que utilizam o R-12.

Não Inflamável. Não degrada a

camada de ozônio. Utiliza óleo

lubrificante polioléster (POE) e (PAG)

em ar-condicionado automotivo.

Pressão de sucção similar ao R-12.

Menor temperatura de descarga.

HFC

R-290

(Propano)

Refrigeração Comercial para

Baixas Temperaturas.

Inflamável. HC (C3H8)

R-401ª

Retrofit do R-12, refrigeração

comercial e doméstica para

temperaturas de evaporação acima

de -23ºC.

Pode trabalhar com óleo mineral.

Redução no consumo de energia e

aumento de 10% da capacidade de

refrigeração. Redução na quantidade

de fluido refrigerante utilizada em

relação ao R-12 (Cerca de 85% da

carga original).

HCFC*

(Mistura)

R-401B

Retrofit do R-12 e R-500 para baixa

temperatura e alta capacidade, com

temperatura de evaporação abaixo

de -23ºC.

Pode trabalhar com óleo mineral.

Redução no consumo de energia e

aumento de 15% da capacidade de

refrigeração. Redução na quantidade

de fluido refri- gerante utilizada em

relação ao R-12 (Cerca de 85% da

carga original).

HCFC*

(Mistura)

R-402ª

Retrofit do R-502 em refrigeração

comercial de baixa e média

temperatura.

Pode trabalhar com óleo mineral.

Pressão de sucção e temperatura de

descarga similares ao R-502.

Aumento de 10%

em média da capacidade de

HCFC*

(Mistura)

R-402B

Retrofit do R-502 em máquinas de

gelo e "self-contained".

Pode trabalhar com óleo mineral.

Pressão de sucção similar a do R-

502. Temperatura de descarga

superior a do R-502. Aumento de 5%

em média da capacidade de

refrigeração.

HCFC*

(Mistura)

16

R-404ª

Novos equipamentos e Retrofit do R-

502 em refrigeração comercial.

Utiliza óleo lubrificante polioléster.

Menor temperatura de descarga em

comparação ao R-502. Pressão de

sucção e capacidade de refrigeração

similares às do R-502.

HFC *

(Mistura)

R-407C

Novos equipamentos e Retrofit do R-

22 em ar condicionado e bombas de

calor.

Utiliza óleo lubrificante polioléster

(POE). Mesma capacidade de

refrigeração do R-22.

HFC *

(Mistura)

R-408ª

Retrofit do R-502 para refrigeração

comercial.

Pode trabalhar com óleo mineral.

Mesma capacidade de refrigeração

do R-502. Temperatura de descarga

superior ao R-502. Redução na

quantidade de fluido refrigerante

utilizada em relação ao R-12 (Cerca

de 85% da carga original).

HCFC *

(Mistura)

R-409ª

Retrofit do R-12 em refrigeração

comercial e doméstica.

Pode trabalhar com óleo mineral.

Redução no consumo de energia e

aumento da capacidade de

refrigeração. Redução na quantidade

de fluido refrigerante utilizada em

relação ao R-2 (Cerca de 85% da

carga original).

HCFC *

(Mistura)

R-410ª

Somente em equipamentos novos.

Novos equipamentos desenvolvidos

para o R-410A possuem capacidade

60% superior aqueles que utilizam o

R-22. Menor temperatura de descarga

em relação ao R-22.

HFC *

(Mistura)

R-507

Novos equipamentos e Retrofit do R-

502 em refrigeração comercial.

Trabalha na mesma faixa de

temperatura que o R-502. Possui

rendimento similar ao R-502 com

maior capacidade de refrigeração.

HFC *

(Mistura

azeotrópica)

17

R-508B

Novos Equipamentos e Retrofit do R-

13 para temperaturas extremamente

baixas (-80ºC no evaporador),

sistemas em cascata.

Menor temperatura de descarga do

compressor. Capacidade de

resfriamento

30% maior se comparado ao R-13.

HFC *

(Mistura

azeotrópica)

R-600A

(Isobutano)

Refrigeração Comercial

e Doméstica.

Inflamável. HC

(C4H10)

R-717

(Amônia)

Refrigeração Industrial e Comercial.

Inflamável. Incompatibilidade com

cobre. Baixo Limite de Exposição

(Alto grau de toxicidade).

NH3

* Se ocorrer vazamento pode-se

completar a carga do fluido

refrigerante sem necessidade da

7.2 EXEMPLOS COMERCIAIS DE REFRIGERANTES ALTERNATIVOS

Os Fluidos Refrigerantes Alternativos da família Suva (fabricante DuPont)

foram desenvolvidos para substituir os CFCs e o HCFC-22. Eles proporcionam

performance similar e, muitas vezes superior aos CFCs, tendo como principal

diferencial, o fato de serem ambientalmente aceitáveis e de serem mais econômicos.

Esses fluidos podem ser utilizados tanto para novos equipamentos, quanto para o

processo de Retrofit, seja na Refrigeração Comercial, na residencial ou em Ar-

Condicionado.

A seguir é mostrado um informativo comercial sobre os substitutos do R-12 e

R-22. Mais informações sobre a linha de refrigerantes alternativos da DuPont estão

disponíveis no material em Anexo:

18

19

CONCLUSÃO

Devido às excelentes propriedades e parâmetros de desempenho, os fluidos

refrigerantes a base de hidrocarbonetos pode ser adotado como um substituto para

os CFCs (R11, R12 e R22) e os hidrofluorcarbonos (R134a).

A grande quantidade de informações coletadas até agora garante uma boa

compreensão do funcionamento destas substâncias em sistemas de refrigeração

convencional pelo ciclo de compressão a vapor, amenizando as preocupações

devido à capacidade de se inflamar e como este fluido irar se interagir com os

diversos componentes dos sistemas.

O baixo preço por volume de propano/isobutano e a redução no gasto

energético pelos aparelhos destinados a utilizar estes fluidos torna a alternativa

de efetuar tal substituição não só tecnologicamente mas também

economicamente viável para os consumidores e montadoras de equipamentos de

refrigeração.

20

ANEXO

 Guia de Refrigerantes Alternativos do fabricante DuPont

http://www2. dupont.com/Refrigerants/pt_BR/assets/downloads/guia_fluidos.pdf

 Cronograma de Eliminação dos HCFCs

http://www.protocolodemontreal. org.br/sites/1200/1221/00000128.pdf

 Decisão XIX. Protocolo de Montreal

http://www.protocolodemontreal. org.br/sites/1200/1221/00000129.pdf

 Refrigerantes alternativos fornecidos pela Dupont (Fabricante)

http://www2. dupont.com/Refrigerants/pt_BR/assets/downloads/guia_fluidos.pdf

BIBLIOGRAFIA

Stoecker, Wilbert F. Refrigeração e ar condicionado / W. F. Stoecker, J. W. Jones ;

tradução José M. Saiz Jabardo - São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1985.

Estudo da substituição de fluídos refrigerantes em sistema refrigeração e ar

condicionado por compressão de vapor < http://www.agro.unitau.br/exatas/ojs/ include/getdoc.php?id=79&article=29&mode=pdf > Acesso em 20 nov. 2009.

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