Regência - Apostilas - Música, Notas de estudo de Música. Centro Universitário do Sul de Minas Geral
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Caruru20022 de abril de 2013

Regência - Apostilas - Música, Notas de estudo de Música. Centro Universitário do Sul de Minas Geral

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Apostilas de Música sobre o estudo da Regência, definição, Histórico, Pontos importantes na regência, Técnica de regência, Postura do regente a frente da Orquestra.
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APOSTILA LIVRE DE REGÊNCIA PARA ORQUESTRAS – CCB

Autor: Wellington Cardoso da Silva – A venda é proibida.

Página 1

Autoria e revisão: Wellington Cardoso da Silva

Diagramação e arte visual: Marcos Oliveira

& Apostila Livre de Regência E S T U D O D I R I G I D O P A R A O R Q U E S T R A S - C C B

Acesse o Blog na internet:http://aprendaregencia.blogspot.com – Compartilhe com sabedoria.

A VENDA DESTE MATERIAL É PROIBIDA – IMPRIMA ESTE ARTIGO

Regência É o ato de transmitir a um conjunto vocal ou instrumental o conteúdo

rítmico e expressivo de uma obra musical, através de gestos.

Gestos Os gestos devem ser capazes de indicar claramente as diferentes

articulações, recriando um tecido sonoro vivo para a expressão

musical, transmitida a um conjunto vocal ou instrumental.

Beethoven “A música é a mediadora entre a vida dos sentidos e

a vida do espírito”.

APOSTILA LIVRE DE REGÊNCIA PARA ORQUESTRAS – CCB

Autor: Wellington Cardoso da Silva – A venda é proibida.

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Introdução

Objetivos

É importante começar esclarecendo que este trabalho e conjunto de

iniciativas, não possuem o objetivo de inovar ou treinar ninguém para

este ministério do louvor.

Simplesmente tem o objetivo de deixar a disposição de nossos irmãos

conservos e outros interessados, como material que possa ser consultado,

revisado e melhorado para o bem e desenvolvimento de todos os que

amam a música e exerce esta arte, que é a regência na igreja para louvar ao

nosso grande DEUS, pois ELE, somente ELE é digno de todo louvor,

honra e glória por nós seres vivos e por todos os seres celestiais.

“Louvai ao SENHOR, pelos seus atos poderosos, louvai-o conforme a Excelência da sua Grandeza”

(Salmos 150-2)

Deus seja louvado.

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Autor: Wellington Cardoso da Silva – A venda é proibida.

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Índice

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Sempre use o índice para agilizar a sua pesquisa.

ARTE DA REGÊNCIA – MÓDULO 1 6

1. A Regência ...................................................................................................................................................... 6

2. Histórico.......................................................................................................................................................... 6

3. Pontos importantes na regência................................................................................................................... 7

Expressão Facial ............................................................................................................................................ 7

Postura............................................................................................................................................................. 7

Uso das mãos ................................................................................................................................................. 7

Entrada............................................................................................................................................................ 7

Fecho ou Corte .............................................................................................................................................. 7

4. Técnica de regência........................................................................................................................................ 8

Movimento ..................................................................................................................................................... 8

Níveis de regência.......................................................................................................................................... 8

Aquecimento e alongamento físico............................................................................................................. 8

Exercícios diários........................................................................................................................................... 9

5. Concepção da Forma .................................................................................................................................. 10

6. Postura do regente a frente da Orquestra ................................................................................................ 11

7. Meios de expressão...................................................................................................................................... 11

8. A Regência na Congregação Cristã no Brasil........................................................................................... 12

Afinação ........................................................................................................................................................ 13

Conceituação Gestual.................................................................................................................................. 13

Marcação do Compasso.............................................................................................................................. 15

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Autor: Wellington Cardoso da Silva – A venda é proibida.

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Entradas ........................................................................................................................................................ 18

Articulação.................................................................................................................................................... 21

Andamento ................................................................................................................................................... 24

Fecho ou Corte ............................................................................................................................................ 25

Volume da Massa Orquestral..................................................................................................................... 26

Formação da Orquestra .............................................................................................................................. 27

Posição dos Instrumentos na Orquestra .................................................................................................. 28

9. Formação de Músicos eruditos .................................................................................................................. 29

Orientação aos alunos................................................................................................................................. 29

Considerações .............................................................................................................................................. 30

10. História da Música ..................................................................................................................................... 30

Resumo dos grandes períodos da história da música. ............................................................................ 30

ARTE DA REGÊNCIA – MÓDULO 2 32

1. Introdução..................................................................................................................................................... 32

2. Regência no púlpito ..................................................................................................................................... 33

Espaço do regente ....................................................................................................................................... 33

3. Posicionamento dos pés.............................................................................................................................. 34

4. Posição das mãos e braços.......................................................................................................................... 34

Função das mãos ......................................................................................................................................... 35

5. Regência com a batuta................................................................................................................................. 35

Escolha da batuta......................................................................................................................................... 36

Posição de grip da batuta e mão esquerda ............................................................................................... 37

Posição de grip na batuta (mão direita) .................................................................................................... 38

6. Posicionamento para a Regência ............................................................................................................... 39

Conceitos fundamentais ............................................................................................................................. 39

Plano de Regência........................................................................................................................................ 40

Movimento do pulso................................................................................................................................... 41

7. Gestos preventivos ...................................................................................................................................... 42

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Movimento preventivo para o ataque....................................................................................................... 42

Gesto preventivo ......................................................................................................................................... 43

8. Fermatas ........................................................................................................................................................ 47

Conclusiva..................................................................................................................................................... 48

Preparação .................................................................................................................................................... 48

Continuativa ................................................................................................................................................. 49

Suspensiva..................................................................................................................................................... 49

9. Gesto de corte / fecho de fermata............................................................................................................ 50

Quartenário - Fermatas............................................................................................................................... 51

Ternário - Fermatas..................................................................................................................................... 51

Binário - Fermatas ....................................................................................................................................... 52

Binário Composto - Fermatas ................................................................................................................... 52

10. Duração da fermata ................................................................................................................................... 53

11. Formas geométricas................................................................................................................................... 53

Modelos dos tempos em legato ................................................................................................................. 54

12. Distribuição espacial do gesto.................................................................................................................. 55

Princípios ...................................................................................................................................................... 55

Recomendação ............................................................................................................................................. 56

13. Movimento vertical da mão esquerda..................................................................................................... 58

14. Conceito espacial para o Regente ............................................................................................................ 59

Espaço para a Regência do Encarregado ................................................................................................. 59

15. Conceito espacial para a Regência do Encarregado.............................................................................. 60

Considerações finais ........................................................................................................................................ 61

BIBLIOGRAFIA 62

Módulo I ....................................................................................................................................................... 62

Módulo II...................................................................................................................................................... 62

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Arte da Regência – Módulo 1

1. A Regência

Definição de regência: Regência é o ato de transmitir a um conjunto vocal

ou instrumental o conteúdo rítmico e expressivo de uma obra musical,

através de gestos.

2. Histórico

“Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai- vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a DEUS com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações” (Col.3:16).

A Regência remonta à época do Teatro Grego (ano 300 AC) na figura do "Diretor de Coro", que dirigia

os músicos e cantores que faziam parte das peças.

Bem mais tarde, já na Idade Média (~ano 1.000 DC), a Regência aparece na Igreja, onde o "Mestre de

Capela" conduz o Coro através de sinais manuais de altura das notas (manossolfa), pois ainda não

havia escrita musical. Finalmente, o Regente passou a dirigir Orquestras. Ainda assim, na época de

Bach e Vivaldi (séc.18) havia uma dupla regência. O Diretor da Orquestra sentava-se ao cravo e dava

as ordens necessárias, mas no decorrer da execução a verdadeira regência ficava a cargo do Violinista

Principal. O regente é denominado de Spalla (na Itália); Concert Máster (na Inglaterra) e Konzert

Meister (na Alemanha) que tinha a função de conduzir o ritmo e a interpretação dos demais músicos.

Hoje estas responsabilidades ficam a cargo do Regente da Orquestra, ficando ao Violinista Principal -

(Spalla), apenas a responsabilidade pela comunicação entre a orquestra e o Regente, ou seja, é o

porta-voz da Orquestra, além das suas responsabilidades musicais: afinação dos instrumentos da

orquestra, solos etc.

O Regente da Orquestra hoje, é urna figura importantíssima na Salas de Concertos, pois ele completa o

triângulo musical “Compositor x Regente x Executante”. Em suma, o Regente é o elo entre o compositor

e o conjunto executante de sua obra.

Na Congregação Cristã no Brasil o Regente de Orquestra é denominado Encarregado de Orquestra.

Portanto deste ponto em diante usaremos o termo “Encarregado de Orquestra”.

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3. Pontos importantes na regência

O Encarregado de Orquestra deve ser admirado pelos músicos por sua humanidade e não somente respeitado por seu ministério. Seu verdadeiro trabalho inclui muito além de notas afinadas e ritmos corretos.

Cultive suas qualidades e riqueza interior: humildade, obediência e submissão.

Expressão Facial Não tente substituir a clareza de seus gestos pela sua expressão facial. Embora ela possa ajudar a acentuar

a expressão de determinados trechos, não se rege com a face, principalmente utilizando expressão de mau

humor para gestos enérgicos.

Postura Corpo ereto, braços acima da cintura em posição confortável e visível a todos os músicos.

Uso das mãos A regência em si é transmitida através das mãos. Uma delas, geralmente a direita marca os tempos do

compasso e a outra indica a dinâmica e o colorido orquestral.

Entrada Entrada ou ataque é o início da música. A entrada tem que ser uniforme, ou seja, todos os músicos devem

iniciar tocando no mesmo momento.

Fecho ou Corte A finalização da música é tão importante quanto à entrada. Os músicos devem fechar juntos. Não deve

sobrar e nem faltar tempo.

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4. Técnica de regência

Movimento A técnica de gesticulação está sujeita ao temperamento artístico do Encarregado e a interpretação do Hino

pelo mesmo, para transmitir a orquestra.

Todavia nem sempre as normas e condutas do Encarregado são

claras e precisas devido a determinados gestos que causam uma

execução falha e imprecisa e muitas vezes imperceptível ao músico

e organistas.

O movimento uniforme de ambos os braços, aplicado com

insistência, é monótono e inexpressivo. Os gestos com movimentos

uniformes de ambos os braços, devem ser dissociados,

conservando-se para um dos braços as acentuações rítmicas e

para a outra o colorido daquilo que a primeira descreve ritmicamente.

Por este motivo diz-se que o melhor crítico do Encarregado é a própria orquestra que ele conduz.

Aconselha-se uma gesticulação discreta mais enriquecida de lances que revelem o verdadeiro sentido

emocional do (louvor ou súplica) que se desenvolve no Hino.

Níveis de regência Os níveis da regência, ou seja, o ato de reger acontece em vários níveis distintos:

1 No mais imediato, os gestos do Encarregado devem indicar ao músico quando e como tocar. 2 Num segundo nível, ele deve frasear o discurso musical, conseguindo dar a cada frase sua inflexão

adequada, destacando-a dos acompanhamentos, pausas e respirações longas.

3 Do ponto de vista mais elevado, ele deve ser capaz de articular a forma da música, conseguindo

estruturar o equilíbrio formado entre o início, meio e conclusão do sentimento em cada Hino.

Aquecimento e alongamento físico Antes de atender um ensaio, é muito importante fazer exercícios de aquecimento, com o alongamento dos

braços e das mãos, isto a ajudará a evitar fadigas fora de hora. Estique os braços, para frente, para trás,

puxar o cotovelo (no peito e atrás da cabeça), enfim; várias ações de aquecimento de braços, mãos, etc.

Lembre-se sempre:

- Na frente do espelho, para aquecer, tirar a "ferrugem" faça uma regência 4/4, 12/8.

- Use roupas leves, um blazer que não seja curto ou não limite seus movimentos, tenha os braços livres.

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Exercícios diários Todos os dias faça o seguinte exercício: deixe os braços caírem livres, soltos e depois jogue-os para trás, e

em seguida, com empulso para frente o braço sobe sozinho sem esforçar a subida e depois deixe cair livre

e novamente repetir esta série de exercícios.

Faça os diagramas com a batuta ou um pedaço roliço de

madeira em uma parede com cerâmica todos os dias dos

símbolos métricos 1/4; 2/4; 3/4; 4/4; 6/8; 9/8 e 12/8.

Vale também, lembrar que depois destes exercícios deve reger normalmente frente a um

espelho todos os símbolos métricos e indicar entradas com a mão esquerda em cada tempo

separadamente por símbolos métricos 1/4; 2/4 e etc.

Exemplo 1 – estou regendo um 4/4, por exemplo, faço a regência 4 vezes e indico com a

mão esquerda o primeiro tempo, e continuo regendo quando reger a segunda vez indico o

segundo tempo e assim fazer com todos os símbolos métricos.

Exemplo 2 – faça uma seqüência de regência começando com 1/4; 2/4; 3/4; 4/4; 6/8; 9/8 e

12/8 sem parar indicando sempre o primeiro tempo com as duas mãos.

Exercício útil – praticando os exemplos 1 e 2, use pesos de 1 kg nas mãos e indique

entradas no 1º. Tempo, 2º., 3º. e 4º respectivamente, com a mão esquerda.

Outras dicas relevantes: antes de sair de casa faça uma alimentação leve.

Pratique estes exercícios todos os dias.

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5. Concepção da Forma

A música é uma arte nas quais os compositores têm à disposição um sistema de notação muito claro e

preciso, com o qual podem ser grafadas as idéias musicais mais sutis. Por isso, pode parecer para muitos

que bastaria respeitar exatamente as indicações dos compositores e a métrica musical, e o tema estaria

fielmente interpretado. A verdade, no entanto, está muito longe disso.

Nas melhores orquestras do mundo, aquelas que poderiam tocar sozinhas de tão precisas que são, é

necessário a batuta de um Encarregado para dar o "Sopro Divino" que cria a alma e origina a vida da

música.

Na Congregação devemos estar em profunda comunhão tocando ou durante a regência, deixando o Espírito

Santo nos reger e reger a orquestra, porque é na comunhão que o Senhor nos guia e opera na Igreja.

É neste nível em que se diferenciam os Encarregados, pois junto com a espiritualidade e humildade é importante saber transmitir aos músicos a concepção ou sentimento musical do Hino.

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6. Postura do regente a frente da Orquestra

A posição do corpo do Encarregado à frente do conjunto musical, influi semelhantemente na execução.

O Encarregado deve conservar uma atitude de autoridade e respeito diante

da orquestra, seus gestos devem estar ao alcance das vistas de qualquer

integrante da orquestra.

a) Corpo ereto, sem as características da posição militar de sentido.

b) Braços acima da cintura arqueados e em sentido horizontal,

movimentando-se livremente para a direita e esquerda, e ainda para cima

até a altura da cabeça.

c) O tórax poderá acompanhar os movimentos dos braços, porém jamais deverá ser curvado para frente em

atitude de quem quer tocar as mãos no chão ou inclinado para trás com as mãos para cima como em

atitude de quem quer tocar o teto.

d) Constante relaxamento muscular dos braços, pescoços e tórax para fácil flexibilidade dos movimentos

graciosos circulares e leves.

e) Dissociação de movimentos simultâneos dos braços.

Advertência: As gesticulações exageradas causam cansaço proveniente das constantes elevações dos

braços, além de deselegante prejudica a autoridade de comando, fazendo com que os músicos se esforcem

aleatoriamente para tocar juntos e indiferente aos gestos do Encarregado, cujo comportamento é

repreensível e comprometedor para a orquestra, e isto não.é.reger.uma.orquestra.

7. Meios de expressão

Os meios de expressões de que o Encarregado dispõe para comunicar-se com os músicos são três:

- O gesto.

- A mímica.

- A palavra.

A expressão mais completa e importante é o gesto.

A mímica, nem sempre produz o efeito desejado.

A palavra, obviamente deverá ser usada somente nos ensaios, porém instruindo no essencial referente a

determinado detalhe da composição musical.

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8. A Regência na Congregação Cristã no Brasil

É usada somente nos Ensaios, através dos Encarregados de Orquestras (Locais ou Regionais).

Embora a finalidade dos Ensaios seja tão somente preparar os músicos para uma boa execução dos Hinos

nos Cultos, os princípios básicos da Regência podem e devem ser utilizados para haver um bom

aproveitamento sempre levando em consideração:

a) Afinação

b) Conceituação Gestual

c) Marcação do compasso (Símbolo Métrico)

d) Entradas

e) Articulação

f) Andamento

g) Fecho/Corte

h) Volume da massa orquestral

i) Formação da Orquestra

j) Posição dos Instrumentos na Orquestra

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Afinação Como é do conhecimento de todos, a afinação correta é a primeira coisa que o Encarregado deve procurar

ao iniciar o ensaio, afinando primeiro cada categoria de instrumentos, lembrando sempre dos naipes das

cordas que precisam ser afinados todas as (4) quatro cordas conforme a seguinte sugestão da corda grave

para a corda aguda:

- Violinos: Sol, Ré, Lá e Mí

- Violas: Dó, Sol, Ré e Lá

- Violoncelos: Dó, Sol, Ré e Lá

Normalmente as cordas são afinadas em cordas “dobles” soltas (quinta justas), entretanto pode se escolher

entre dar o tempo para a afinação individual em quintas justas ou se preferir afinação por corda para todos

do mesmo naipe, este procedimento (no ensaio) é melhor pois é mais prático para se afinar e garante a

afinação dos instrumentos de cordas de uma só vez tendo como base o apoio do órgão para cada corda.

Após proceder a afinação de todas as categorias de instrumentos dá-se a afinação geral, através da “Nota

Lá”. Normalmente isto é o bastante, entretanto se antes de começar a ensaiar os hinos, o Encarregado

quiser confirmar a afinação, ele pode pedir que a orquestra execute uma escala qualquer, pois é comum, ao

se iniciar o ensaio, aparecer algum instrumento desafinado. Em principio, qualquer escala serve, mas como

sugestão recomenda-se a “escala de Dó Maior” por ser mais fácil execução sem partitura.

Durante a afinação o Encarregado deve observar que quando for solicitada a escala em “Dó Maior” toda a

orquestra soe em uníssono seguindo a correspondência abaixo:

Hinário/Instrumento Escala

Em “Dó” Dó Maior (Natural)

Em “Sib” Ré Maior (2#)

Em” Mib” Lá Maior (3#)

Conceituação Gestual Nosso propósito consiste, pois em levar aos nossos irmãos Encarregados o conhecimento básico aplicável

aos nossos Hinos e orquestra através dos quais nossos irmãos músicos e organistas muito lucrarão com

este simples conhecimento, muito embora não se lhe exija a prática da gesticulação.

Quanto maior for o nosso gesto, menores serão as possibilidades de expressão, quanto mais altos forem os

gestos menores a possibilidade de expansão do gestual. Atenção deve ser dada na gesticulação, porque se

ao bater um tempo, se articular batuta, pulso, cotovelo, ombro, cabeça e tronco, os músicos terão muita

dificuldade em entender qual dos movimentos está indicando o tempo.

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Assim, através de análises os gestos foram classificados de acordo com os movimentos rítmicos e expressivos. Esta classificação compreende cinco (05) gestos principais e característicos, conforme a seguir: contínuo 1) Ligado articulado 2) Destacado ligado contínuo articulado 3) Subdividido destacado acentuado leve 4) Isolado 5) ”Staccato” da mão (golpe que compreende somente o movimento da mão).

Recomendamos o “Ligado” como a gesticulação básica para regência aplicável aos nossos Hinos, portanto todos os esclarecimentos serão levando em consideração esta gesticulação, não entraremos em detalhes nos demais gestos.

1.1 Ligado contínuo

Este gesto descreve um movimento ininterrupto e sem apoio sobre os tempos. É empregado, em geral, nos

andamentos moderados onde se requer pouca intensidade sonora da orquestra, mas pode servir aos

andamentos vivos desde que a linha melódica e seu acompanhamento assim o permitam.

Observe abaixo que não há ângulo agudo nas passagens dos tempos dos compassos.

acentuado (com intensidade) leve (com menor intensidade)

Golpes com o movimento conjugado do braço, antebraço e mão.

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1.2 Ligado articulado

Podemos exemplificar este gesto no movimento do metrônomo, cujo pêndulo oscila acentuando cada

tempo, mas perfazendo um trajeto sem repouso sobre cada marcação. É um movimento ligado mas não

contínuo, pois acentua ligeiramente cada tempo que marca. A intensidade sonora em geral no ligado

articulado não deve ir além do (mf) meio forte justamente devida as acentuações (nunca forte), entretanto

ao se observar um trecho musical o gesto ligado articulado pode ser empregado quando houver a presença

de notas em “Staccato”.

Marcação do Compasso Pode ser feita por urna ou pelas 2 mãos com ou sem Batuta e de forma Italiana ou francesa. Sempre que

houver necessidade de se ajustar o andamento, pode haver subdivisão 6/8, 6/4 em 6; 9/8, 9/4 em 9; 12/8,

12/4 em 12. Alguns Hinos 2/4 e 2/2 às vezes necessitam marcação em 4. Estas subdivisões não implicam

em mudança de andamento.

Na marcação dos símbolos métricos podemos omitir gestos para facilitar a regência. O emprego da opção

corresponde, em geral, aos andamentos mais acelerados. Aliás todo e qualquer símbolo métrico pode estar

sujeito a reduções de gestos. No compasso binário pode ser reduzido em um (01) só gesto, ternário pode,

igualmente ser marcado em um (01) tempo. O quartenário, da mesma forma, pode ser reduzido a dois (02)

tempos, assim como os compassos de seis e nove tempos podem ser a dois (02) e três (03) tempos,

respectivamente.

Esclarecimento: muitas vezes usa-se o termo “compasso” ao invés de “símbolo métrico”, entretanto,

compasso é o espaço compreendido entre duas barras e independe do número de notas existentes entre as

barras para definição se o tempo é binário ou ternário (em dois ou três) unidades de tempo, entretanto já

está difundida entre nós na prática como vício.

3

4

1

2

Observe o ângulo agudo caracterizando o acento sobre os tempos.

Deve ser aplicado para Fraseado em destacado (Staccati)

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Exemplo de Símbolo Métrico 4/4

Forma geométrica Forma natural circular

1

1

2

3

4

2

1

3 2

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FORMA GEOMÉTRICAFORMA NATURAL CIRCULAR

1

2

3

4

5

6

1

2

1 2 3

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Entradas Deve existir uma indicação clara de movimento do ataque, que pode ser dividido em 4 segmentos.

1- Descanso: Após a localização do Hino a ser ensaiado, Encarregado e Orquestra

estão à vontade.

2- Atenção: O Encarregado levanta as mãos e os músicos imediatamente se

colocam em posição com a nota inicial debaixo do(s) dedo(s).

3- Pulsação: O pulso deve estar reto, ficando a mão como uma continuação do

braço. Ao tocar no ponto de marcação preparatório do primeiro tempo (ICTUS), o gesto deve ser idêntico

aquele que fazemos quando queremos verificar se um ferro de passar roupa está quente. É um "Gesto

Elástico", que não empurra o ponto (ICTUS), mas sim, tira a energia do contato.

O braço direito indica principalmente a marcação do tempo, da dinâmica e da articulação, ficando para o

esquerdo as entradas, os cortes e o fraseado.

O Encarregado de Orquestra deve praticar uma marcação contínua do compasso com o braço direito e,

com o esquerdo, indicar entradas em cada um dos tempos.

O Encarregado através de um gesto preventivo faz a Orquestra saber que o ataque é iminente. Este gesto

preventivo nada mais é que a batida de 1 tempo para que todos respirem e entrem juntos. O tempo

percorrido entre o gesto preventivo e o ponto exato de ataque, deve ter a mesma duração compreendida

entre um e outro tempo do compasso que se inicia. Assim, o tempo de duração empregado entre o gesto

preventivo e o ponto de ataque, depende, logicamente do andamento do Hino.

A velocidade do gesto indicará o tempo; o peso, a dinâmica;

a forma do gesto (angular ou redondo) indicará a articulação.

Não é só com relação ao primeiro tempo do compasso que se aplica o gesto preventivo. Este é empregado,

também, para o ataque em qualquer tempo ou fração deste compasso ou seja pode ocorrer no início do

Hino ou no decorrer quando houver uma interrupção causada por pausas, fermatas, cadências, mudanças

de movimentos, etc. A indicação da Pulsação variará de acordo com o tipo de compasso (quartenário,

ternário, binário) e com tempo de entrada do hino (tético ou anacruse). O gesto preventivo em compasso

tético tem o desenho de um cabo de guarda-chuva e o ataque é no primeiro tempo.

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Já em anacruse, o gesto preventivo vem de cima para baixo e o ataque será no tempo correspondente:

Quando a anacruse for fracionada, marca-se um sinal de contagem e o ataque dá-se em cima.

4 - Ataque:

Para de melhor entendimento e orientação no ataque do início do Hino, preferimos utilizar nestes exemplos

apenas a forma geométrica angular apenas para orientação. Estas formas de ataque devem ser

desenvolvidas para a Regência Ligada contínuo semicircular.

EXEMPLOS DE PULSAÇÃO E ATAQUE COMPASSO TÉTICO ANACRUSE INTEIRA ANACRUSE FRACIONADA

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COMPASSO TÉTICO ANACRUSE INTEIRA ANACRUSE FRACIONADA

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COMPASSO TÉTICO ANACRUSE INTEIRA ANACRUSE FRACIONADA

Articulação As diferentes articulações: staccato, legato, detaché e marcato, por exemplo, são formas de se obter

diferentes texturas sonoras.

Os gestos do Encarregado devem ser capazes de indicar claramente essas diferentes articulações, recriando um tecido sonoro vivo para a expressão musical.

Devem-se orientar os músicos, principalmente os de instrumentos de sopro, para que se evitem tocar muito

forte e todas as notas iguais, pois acabam esquecendo da Prosódia Musical - que é a ligação do fraseado

musical com o fraseado da letra do Hino (Prosódia Musical) ocorrendo um som monótono e sem

expressão.

O Encarregado deve estar atento para as regras básicas que dão clareza à boa interpretação. Na Música

sacra deve ser utilizada a interpretação erudita, segue algumas orientações para melhor compreensão dos

pontos básicos:

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1 - Ligaduras de notas iguais:

Quando duas notas de mesma altura são ligadas, a segunda deve receber menos volume da primeira.

Observações: Os números acima das notas representam as diferenças de volume entre elas.

2- Ligaduras de notas de alturas diferentes:

Quando duas notas de alturas diferentes estão ligadas, a segunda deve receber menos volume que a

primeira, independentemente do intervalo ser ascendente ou descendente.

Observações: Os números acima das notas representam as diferenças de volume entre elas. 3- Síncopas:

A Sincopa por definição é o deslocamento (mudança) do acento métrico que, ao invés de cair em tempos

fortes do compasso, é deslocado para partes fracas, entretanto não podemos generalizar sua

interpretação, pois esta sofre mudanças de intenções, de acordo com o estilo e o gênero.

A Sincopa produz o efeito de deslocamento das acentuações naturais. 3.1 As notas que antecedem e seguem a nota sincopada devem ser tocadas mais curtas do que está

escrito e cerca de três vezes mais leve que a nota sincopada ou enfatizada.

3.2 A nota sincopada deve ser tocada próxima do seu valor completo e receber três vezes mais volume do

que a nota precedida e a seguinte.

3.3 A nota sincopada não deve ser tocada displicentemente, de maneira rude e inacabada. Quando tiver

uma colcheia, deve-se tomar cuidado ao tocá-Ia, para que ela não seja atacada de forma tão árdua, no

lugar de ser enfatizada.

Fermata

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Observações: Os números acima das notas representam as diferenças de volume entre elas. No caso especial do Hino 66 deve-se evitar ou de preferência inverter esta acentuação levando em

consideração a Prosódia Musical evitando a ênfase exagerada na sincopa que acaba tirando o caráter da

acentuação silábica das palavras do Hino.

4. Contratempo: . Notas executadas em tempo fraco ou parte fraca do tempo, ficando os tempos fortes ou partes fortes dos

tempos preenchidos por pausas, também provoca efeito de deslocamento da acentuação natural,

porquanto o tempo sobre o qual deveria recair a acentuação é preenchido por silêncio-pausa.

5. Colcheias pontuadas: 5.1 Não se deve tocar com o mesmo volume de som a nota que segue a figura pontuada. A colcheia

pontuada, por exemplo, é mais forte que a semicolcheia que a segue.

5.2 Em oposição ao estilo popular, não se pode executar como tercinas. Deve-se respeitar o valor integral

de cada nota.

5.3 Sempre que estas figuras, colcheia pontuadas mais semicolcheia, aparecem numa passagem duas ou

mais vezes seguidas, a corrente de ar deve parar por um instante depois de cada colcheia pontuada. Em

outras palavras, cada colcheia pontuada é separada da semicolcheia e com menor duração que o escrito.

Porém, para a semicolcheia é dado o valor total e ela é tocada legato.

3 1 1 3 1 1

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Observações: Os números acima das notas representam as diferenças de volume entre elas.

5.4 Quando somente uma dessas figuras aparecerem na melodia, a colcheia pontuada deverá ser tocada

legato (atribuindo seu valor integral). Neste caso, a colcheia pontuada deve soar como uma semínima

seguida por uma pequena apoggiatura.

Andamento

Cinética Musical (do grego kine = movimento), também chamada de agógica (ou agoge) é a parte da música que estuda a velocidade ou andamento com que uma peça musical ou um hino deve ser executado.

Etimologicamente, o termo “agógica” tem as suas raízes no verbo grego “ago” que significa: conduzir,

andar, levar. Contudo, este termo, como hoje nós o conhecemos, foi criado pelo musicólogo alemão Karl

Wilhelm Julius Hugo Riemann (1849-1919), em 1884, e que designa as flutuações de tempo introduzidas

na execução de uma composição musical, com o fim de deixar uma margem à expressão.

As indicações de andamento mais corriqueiras, do mais lento para o mais rápido, são as seguintes:

• Gravíssimo: Menos de 40 batidas por minuto (bpm). Extremamente lento;

• Grave: de 40 a 48 bpm. Muito lento; grave; sério; demasiadamente vagaroso;

• Largo: de 48 a 58 bpm. Lento, muito vagaroso;

• Larghetto: de 59 a 65 bpm. Um pouco mais rápido que o largo;

• Adagio: de 66 a 72 bpm. Devagar; calmo; lentamente;

• Andante: de 73 a 80 bpm. Em passo tranqüilo; andando;

• Andantino: de 80 a 95 bpm. Um pouco mais rápido que o andante;

• Moderato: de 96 a 104 bpm. Velocidade moderada; moderadamente;

• Allegretto: de 105 a 120 bpm. Mais rápido que o moderato e mais lento que allegro;

• Allegro: de 121 a 140 bpm. Depressa; rápido;

• Vivace: de 141 a 168 bpm. Vivo; com vivacidade;

• Presto: de 169 a 180 bpm. Muito depressa; muito rápido;

• Prestíssimo: de 181 a 208 bpm. O mais depressa possível.

bpm = batidas por minuto

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No caso dos nossos Hinos não existe andamento rígido, pois conforme temos

ouvido os ensinamentos das Reuniões Gerais de Encarregados de Orquestra,

um determinado Hino terá maior ou menor velocidade dependendo de como o

Espírito Santo estiver guiando o culto, entretanto existe a lista referencial de

velocidades média para cada Hino e coros.

Durante os ensaios, o Encarregado de Orquestra pode requerer maior

velocidade do que o referencial, mais apenas a título de exercício para

melhorar a leitura musical.

(Acima a foto de um metrônomo)

Observações: O importante é que o Hino seja ensaiado no andamento correto e que um mesmo

andamento seja observado em todas as estrofes do Hino, portanto toda e qualquer referência é nula sem

guia do Espírito Santo.

Fecho ou Corte É a indicação do término da estrofe ou do próprio Hino. Identicamente ao ataque, o fecho/corte tem que ser

simultâneo. A orquestra deve atender o sinal do Encarregado e cortar o som ao mesmo tempo.

Esse sinal é dado por uma ou pelas duas mãos, num movimento circular indicando corte.

Não se deve recolher as mãos, elas têm que ficar visíveis, principalmente se for final de estrofe, pois as

mãos devem estar prontas para o gesto preventivo da entrada da estrofe seguinte.

FERMATAS: Existem duas formas de terminação:

1 - Terminação sem fermata - Marca-se os tempos que existirem e fecha-se no final da contagem.

Ex: Hino 5, 29.

2 - Terminação com fermata - Não se marcam os tempos, indicam-se somente duração da fermata,

fechando em seguida. Ex: Hino 47, 15.

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