Relatório 02 - Volumetria por Neutralização, Provas de Engenharia Hídrica
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Relatório 02 - Volumetria por Neutralização, Provas de Engenharia Hídrica

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Volumetria por Neutralização
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1. Assunto • Volumetria por Neutralização

2. Objetivo • Preparar solução padrão secundário de HCl, 0,1 eq.L-1 e aferi-la com NaOH 0,1 eq.L -1 f =

1,043267. Determinar a real concentração de uma amostra de KOH com concentração desconhecida e, também, a porcentagem %m/v real de CH3COOH 4%m/v

3. Introdução Análise volumétrica é um procedimento analí�co para a determinação da concentração de uma

amostra através dos volumes medidos das soluções reagentes. A Solução, cuja concentração é desconhecida, é denominada �tulado, e a solução cuja concentração é conhecida, é denominada �tulante. A reação completa entre as duas soluções dá-se no chamado Ponto de Equivalência, em que toda a solução reage quan�ta�vamente e se torna visível quando adicionado uma gota a mais de �tulante, obtendo-se assim o Ponto de Viragem, facilmente visualizado pela adição de um indicador durante a �tulação. Os mais usados são fenol�aleína (em meio ácido: incolor; em meio alcalino: róseo ou vermelho, dependendo da concentração); vermelho de me�la (em meio ácido; vermelho - alaranjado; em meio alcalino: amarelo).

Os métodos volumétricos possuem vantagens como: execução fácil e rápida, economicamente viável, método fácil de ser instalado e equipamentos não tão caros. Porém apresenta também desvantagens como: alto uso de reagentes, mais susce�vel a erros e portanto não tão preciso como na gravimetria, por exemplo.

Existem 4 �pos de ensaios volumétricos: Volumetria por precipitação, oxidação-redução, complexação e neutralização. Esta úl�ma é a u�lizada neste experimento.

Volumetria por Neutralização consiste na reação ácido-base da amostra com o reagente

formando sal e água. Os íons H+, provindos do ácido, reagem com os íons OH-, provindos do hidróxido,

formando água (H2O) e os outros íons formando os respec�vos sais. Tal fato pode ser percebido na

equação 01 de reação no exemplo abaixo:

Equação 01: NaOH + HCl -> NaCl + H2O

Equação de uma reação ácido-base formando sal e água

Um outro modo de classificar as análises volumétricas, é nominando-as em: acidimetria e alcalimetria.

3.1) Acidimetria e Alcalimetria Acidimetria é a dosagem de um ácido na análise volumétrica, ou seja, é a determinação da

concentração desconhecida de um ácido através da reação deste com uma base de concentração conhecida. Tal efeito dá-se pela adição lenta e quan�ta�va do ácido sobre a base conhecida, medindo assim o volume gasto e determinando o real valor.

Já a alcalimetria é o inverso da acidimetria, ou seja, é a dosagem de uma base na análise volumétrica. Determina-se a concentração desconhecida de uma base através da reação desta com um ácido de concentração conhecida. Tal efeito dá-se pela adição lenta e quan�ta�va da base sobre o ácido conhecido, medindo assim o volume gasto e determinando o real valor.

3.2) Teoria dos Erros Quando realizamos medidas em qualquer experimentos, sempre precisamos estar atentos a

alguns fatores que influenciarão no resultado final. Estes fatores são os possíveis erros ob�dos durante a realização das medidas e podem ser classificados como aleatórios ou acidentais, sistemá�cos e grosseiros. Estes possíveis erros interferirão em fatores importantes como: erros, acurácia, precisão, exa�dão e desvio das medidas, qualificando ou desqualificando assim os resultados ob�dos. Por exemplo, um resultado exato é muito mais confiável do que um resultado com valores dispersos.

Todos estes são fatores importantes levados em conta na confiabilidade dos resultados e por muitas vezes são confundidos entre si por serem parecidos em suas definições. Ao se tratar de erro, pode-se entendê-lo como a diferença entre o valor ob�do e o valor real. Matema�camente é a diferença entre o valor médio e o valor real. Pode ser expresso em forma decimal ou percentual.

Desvio é a diferença entre o valor ob�do e o valor mais provável que seja o real. Na prá�ca trabalha-se na maioria das vezes com desvios do que com erros. É válido lembrar que o valor real ou exato da maioria das grandezas �sicas nem sempre é conhecido. O que se sabe, na maioria dos casos, é o valor mais provável desta grandeza, determinado através de experimentos com uma certa incerteza. Neste caso ao efetuarmos uma medida desta grandeza e compararmos com este valor, falamos em desvios e não erros. Desvios podem ser classificados em dois �pos: Desvio Médio e Desvio Padrão. O primeiro caracteriza-se pelo somatório do módulo da diferença entre o valor ob�do e o valor médio, dividido pela quan�dade de termos somados. Ver Equação 01:

Equação 01:D = ∑(IX-XmI) Xn

Onde: D = Desvio médio; X = Valor ob�do; Xm = valor médio e Xn = Quan�dade de termos somados

Desvio padrão é a medida mais comum de uma dispersão e definido como a raiz quadrada da variância, caracterizada como o somatório de todos os termos ao quadrado dividido pela quan�dade de termos somados, menos um. Ver Equação 02:

Equação 02:S = ∑√(X-Xm)2 Xn - 1

Onde: S = Desvio Padrão; X = Valor ob�do; Xm = valor médio e Xn = Quan�dade de termos somados

Obs: Quando um conjunto de medidas apresenta alto desvio padrão, isso quer dizer que as medidas estão mais distantes do valor médio, sendo assim menos precisas. Quanto maior o número de medidas realizadas, maior será a precisão devido a compensação de erros aleatórios.

Precisão pode ser entendida como o grau de amplitude em uma medida. Embora muitas vezes confundida com acurácia e exa�dão, se difere pois tem como base o desvio padrão de uma série de repe�ções de uma mesma análise. Quanto mais próximos forem os valores, menos dispersos eles serão e portanto mais precisos.

Exa�dão corresponde aos valores ob�dos que estão de acordo com o valor esperado ou que mais se aproximam do valor esperado possuindo a menor dispersão possível. Já acurácia corresponde à proximidade da medida em relação ao valor verdadeiro. Assim quanto mais acurado o processo, mais próximo estará o resultado do valor verdadeiro.

A diferença entre esses fatores pode ser melhor entendida através da figura 01:

Fig.01: Ilustração e explicação das possíveis combinações de precisão e exa�dão. Disponível em: <h�p:// qualidadeemquimica.blogspot.com.br/2010/02/precisao-ou-exa�dao-eis-questao.html>

4. Materiais e Equipamentos

• Balão Volumétrico de vidro com capacidade para 100,0 e 500,0 ml • Bastão de vidro • Béquer de vidro com capacidade de 50,00 mL • Bureta de vidro com capacidade de 50,00 mL • Erlenmeyer de vidro com capacidade de 250,00 mL • Pera de Borracha (pipetador) • Pissete de Plás�co • Pipeta Graduada de vidro com capacidade de 1,00 e 10,00 mL • Pipeta Volumétrica de vidro com capacidade de 5,0 e 20,0 mL • Proveta de vidro com capacidade de 25,00 mL

4.1 Amostras:

• Ácido Acé�co (CH3COOH) – 4 %m/v • Hidróxido de Potássio (KOH)

4.2 Reagentes

• Água Des�lada (H2Odest.) • Ácido Clorídrico (HCl) 0,1075 eq.L-1 • Hidróxido de Sódio (NaOH) 0,1 eq.L-1 f = 1,043267 • Indicador Fenol�aleína (C20H1404) • Indicador Vermelho de Me�la (C15H15N2O3) 0,2 % m/v

5. Metodologia Entrou-se no laboratório devidamente ves�do com todos os EPI’s necessários para segurança,

em seguida dirigiu-se até a bancada onde foram pegas todas as vidrarias necessárias ao experimento. Logo após, lavou-se e rinsou-se de 2 a 3 vezes todas as vidrarias com água des�lada e enxugou-as.

5.1) Preparação da solução de ácido clorídrico (HCl) 0,1 eq.L-1:

Pegou-se um Balão Volumétrico com capacidade para 500,0 mL e preencheu seu volume até a metade com água des�lada. Então dirigiu-se até a capela, onde, u�lizando uma pipeta graduada de 10,00 mL, mediu-se o volume de aproximadamente 4,35 mL do ácido concentrado e despejou-o no balão volumétrico com água. Homogeneizou bem a solução e completou o volume restante quan�ta�vamente para 500,0 mL com água des�lada, sempre com constante agitação.

5.2) Aferição do ácido clorídrico (HCl) 0,1 eq.L-1:

Da solução de ácido clorídrico HCl 0,1 eq.L-1 preparada anteriormente, mediu-se com uma

pipeta volumétrica de 20,0 mL, limpa e devidamente rinsada; 20,0 mL da solução de ácido e transferiu-a quan�ta�vamente para um erlenmeyer de 250 mL. Em seguida, com auxílio de uma proveta de 25,00 mL, adicionou-se 25,00 mL de água des�lada ao erlenmeyer e em seguida 3 gotas do indicador fenol�aleína. Inicialmente a solução apresentou-se com uma coloração incolor.

Após prévia lavagem e rinsagem da bureta, completou-se o seu volume com solução de NaOH

0,1 eq.L-1 f = 1,043267 ; ajustou-se o menisco e preencheu-se sua ponta afilada verificando se não

haviam bolhas de ar. Titulou-se com constante agitação, até a mudança de coloração de incolor para róseo. Repe�u-

se o procedimento �tulométrico por mais duas vezes e calculou-se a concentração real do ácido e seu fator de correção.

5.3) Dosagem do hidróxido de potássio (KOH) – concentração desconhecida: 5.3.1) Titulação grosseira: Mediu-se 1,00 mL da amostra com pipeta graduada de 1,00 mL e colocou-a em béquer de 50,00

mL juntamente com 2 gotas do indicador fenol�aleína e cerca de 5,00 mL de água des�lada com auxilio de proveta de 25,00 mL.

Após prévia lavagem e rinsagem da bureta com água des�lada e solução ácida, completou-se seu volume com solução de HCl 0,1075 eq.L-1 anteriormente preparado e fatorado, ajustou-se o menisco

e preencheu sua ponta afilada verificando se não haviam bolhas de ar. Titulou-se com constante agitação até a mudança de róseo para incolor e anotou-se o volume

gasto para os cálculos necessários.

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5.3.2) Titulação convencional: Após cálculos necessários, com o auxílio de uma pipeta volumétrica de 5,0 mL, mediu-se o

volume de 5,0 mL de solução KOH e transferiu-a quan�ta�vamente para um balão volumétrico de 100,0 mL, completando-o até o menisco e homogeneizando-o bem.

Em seguida, com o auxílio de uma pipeta volumétrica de 20,0 mL, re�rou-se três alíquotas de 20,0 mL do balão volumétrico e despejou-as cada uma em 3 erlenmeyers dis�ntos com capacidade para 250,00 mL e, com auxilio de proveta com capacidade para 25,00 mL, colocou-se cerca de 25,00 mL de água des�lada e adicionou-se 3 gotas de indicador fenol�aleína. Inicialmente a solução apresentou uma coloração rósea.

Após prévia lavagem e rinsagem da bureta com água des�lada e solução ácida, completou-se seu volume com solução de HCl 0,1075 eq.L-1 anteriormente preparado e fatorado, ajustou-se o menisco

e preencheu sua ponta afilada verificando se não haviam bolhas de ar. Titulou-se com constante agitação até a mudança de róseo para incolor e anotou-se o volume

gasto para os cálculos necessários. Repe�u-se o procedimento �tulométrico por mais duas vezes.

5.4) Dosagem do ácido acé�co (CH3COOH) – 4%m/v:

Após os cálculos prévios para verificar se haveria necessidade ou não de diluição, constatou-se que não haveria necessidade de diluição e deu-se inicio ao procedimento.

Pegou-se o frasco amostra contendo o ácido acé�co e despejou-se cerca de 30,00 ml do ácido em um béquer de 50,00 ml. Com o auxílio de uma pipeta volumétrica com capacidade para 5,0 mL, transferiu-se quan�ta�vamente 5,0 mL de ácido acé�co para um erlenmeyer com capacidade para 250,00 mL e, em seguida, com o auxilio de uma proveta de 25,00 mL, adicionou cerca de 25,00 ml de água des�lada e 3 gotas do indicador fenol�aleína. Inicialmente a solução apresentou-se em uma coloração incolor.

Após prévia lavagem e rinsagem da bureta com água des�lada e solução básica, completou-se seu volume com solução de NaOH 0,1 eq.L-1 f = 1,043267, ajustou-se o menisco e preencheu sua ponta

afilada verificando se não haviam bolhas de ar. Titulou-se com constante agitação até a mudança de incolor para róseo e anotou-se o volume

gasto. Repe�u-se o procedimento �tulométrico por mais duas vezes.

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6. Resultados 6.1.1 Determinação do volume de Ácido Clorídrico (HCl) 37% m/v 5eq.L-1 a ser medido: N = m/Eq x V 0,1 = m/36,5 x 0,5 m = 1,825 g

m = 1,825/37% m = 4,93 g

d = m/v 1,19 = 4,93/v v = 4,14 mL + 5% v = 4,35 mL (medir)

6.1.2 Desvio Médio e Precisão HCl: V1 = 20,50mL

V2 = 20,55mL F 0 E 0 Vm = 20,51 mL

V3 = 20,50mL

Desvio:

/V1/ - /Vm/ /V2/ – /Vm/ /V3/ – /Vm/ /20,50/ - /20,51/ /20,55/ - /20,51/ /20,50/ - /20,51/ /0,01/ /0,04/ /0,01/

Média do Desvio: (0,01+0,04+0,01)/3 Média do Desvio: 0,02

Precisão: (Desvio X 100)/Vm Precisão: (0,02 X 100)/20,51 Precisão: 0,09%

Resultado foi preciso pois esteve abaixo de 0,5%

6.1.3 Cálculo do fator de correção e normalidade real do HCl 0,1eq.L-1

N x V = N x V x f 0,1000 x 20 x f = 0,1 x 20,51 x 1,043267 f = 1,069870

Nreal = Napa x f

Nreal = 0,1 x 1,069870

Nreal = 0,1070 eq.L-1

6.2.1) Determinação da concentração aparente de KOH: N x V = N x V x f

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N x 1 = 0,1070 x 15,00 N = 1,605 eq.L-1

6.2.2) Cálculo de diluição da amostra de KOH: N x V = N x V 1,605 x 5 = 0,1 x V

V = 80,25 mL F 0 E 0 *Diluir!!

N x V = N x V 1,605 x V = 0,1 x 100

V = 6,23 mL F 0 E 0 *Pegar pipeta volumétrica de 5,0 mL!!!

6.2.3 Desvio Médio e Precisão: V1 = 14,50mL

V2 = 14,45mL F 0 E 0 Vm = 14,45 mL

V3 = 14,40mL

Desvio: /V1/ - /Vm/ /V2/ – /Vm/ /V3/ – /Vm/

/14,50/ - /14,45/ /14,45/ - /14,45/ /14,40/ - /14,45/ /0,05/ /0,00/ /0,05/

Média do Desvio: (0,05+0,00+0,05)/3 Média do Desvio: 0,03

Precisão: (Desvio X 100)/Vm Precisão: (0,03 X 100)/14,45 Precisão: 0,20%

Resultado foi preciso pois esteve abaixo de 0,5%

6.2.4 Cálculo da normalidade real do KOH: N x V = N x V x f N x 20 = 0,1 x 14,45 x 1,069870

N = 0,0773 eq.L-1 F 0 E 0 *Concentração da amostra diluída!

N x V = N x V 0,0773 x 100 = N x 5

N = 1,546 eq.L-1 F 0 E 0 *Concentração da amostra concentrada!

6.3.1) Dosagem do CH3COOH:

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V1 = 14,50mL

V2 = 14,45mL F 0 E 0 Vm = 14,45 mL

V3 = 14,40mL

Desvio: /V1/ - /Vm/ /V2/ – /Vm/ /V3/ – /Vm/

/37,15/ - /37,24/ /37,25/ - /37,24/ /37,30/ - /37,24/ /0,09/ /0,01/ /0,06/

Média do Desvio: (0,09+0,01+0,06)/3 Média do Desvio: 0,05

Precisão: (Desvio X 100)/Vm Precisão: (0,05 X 100)/37,24 Precisão: 0,13%

Resultado foi preciso pois esteve abaixo de 0,5%

6.3.2 Cálculo da normalidade real do Ácido Acé�co: N x V = N x V x f N x 5 = 0,1 x 37,24 x 1,043267

N = 0,777 eq.L-1

6.3.3 – Determinação da %m/v do Ácido Acé�co: %m/v = 100 (N x V x f)pd x Al x Eq

Vmedido %m/v = 100 x (0,1 x 0,03724 x 1,043267) x 1 x 60

5 %m/v = 4,66%

6.3.4 Cálculo dos Cons�tuintes do Ácido Acé�co:

%H+ =

% H+ =

% H+ = 0,07%

% (CH3COO)-1 =

% (CH3COO)-1 = 4,58%

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7. Discussões: Durante o procedimento, foram feitas algumas alterações na metodologia a fim de melhorar os

resultados e minimizar os erros. No roteiro estava escrito para preparar 400 mL de uma solução de HCl 0,1 eq.L-1 em um béquer com o auxílio de uma pipeta graduada de 10,00 mL, porém foi-se preparado

500 mL de HCl 0,1 eq.L-1 em um balão volumétrico com o auxílio de uma pipeta graduada de 10,00 mL.

Mesmo esta diluição sendo de um padrão secundário, optou-se por fazer em balão volumétric para assegurar que o valor da concentração ob�da fosse o mais próximo possível do desejado e também para minimizar os erros.

Nota-se também que a pureza m/m do ácido acé�co deu 4,66% m/v, portanto próximo ao valor es�mado de 4% m/v descrito pelo fabricante.

7.1) Reações Globais: HCl (aq) + NaOH (aq) -> NaCl (aq) + H2O (l)

HCl (aq) + KOH (aq) -> KCl (aq) + H2O (l)

CH3COOH (aq) + NaOH (aq) -> CH3COONa (aq) + H2O (l)

7.2) Mecanismos de Reação: Inicio - HCl (aq) + fenol -> HCl (aq) (Incolor) Durante - HCl (aq) + fenol + NaOH (aq) -> NaCl (aq) + H2O (l) + HCl (aq) (Incolor)

Ponto de Equivalência - HCl (aq) + fenol + NaOH (aq) -> NaCl (aq) + H2O (l) (Incolor)

Após P.E. - HCl (aq) + fenol + NaOH (aq) -> NaCl (aq) + H2O (l) + NaOH (aq) (Rosa)

Inicio - KOH (aq) + fenol -> KOH (aq) (Rosa) Durante - KOH (aq) + fenol + HCl (aq) -> KCl (aq) + H2O (l) + KOH (aq) (Rosa)

Ponto de Equivalência - KOH (aq) + fenol + HCl (aq) -> KCl (aq) + H2O (l) (Rosa)

Após P.E. - KOH (aq) + fenol + HCl (aq) -> KCl (aq) + H2O (l) + HCl (aq) (Incolor)

Inicio – CH3COOH (aq) + fenol -> CH3COOH (aq) (Incolor)

Durante - CH3COOH (aq) + fenol + NaOH (aq) -> CH3COONa (aq) + H2O (l) + CH3COOH (aq) (Incolor)

Ponto de Equivalência - CH3COOH (aq) + fenol + NaOH (aq) -> CH3COONa (aq) + H2O (l) (Incolor)

Após P.E. - CH3COOH (aq) + fenol + NaOH (aq) -> CH3COONa (aq) + H2O (l) + NaOH (aq) (Rosa)

7.3) Processos Titulométricos: A escolha do �po de �tulação, em princípio, é determinada em função do �po de reação

analí�ca entre padrão e amostra, da maneira pela qual o indicador vai reagir e da expressão do resultado. As �tulações podem ser classificadas em:

Processo direto: quando a amostra e o padrão reagem diretamente sem interferência do indicador usado.

Processo inverso: quando o padrão e a amostra reagem diretamente, mas o indicador reage com a amostra, dando um produto de estrutura química inaceitável pela solução-padrão.

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Processo indireto: a solução-padrão não reage com a solução da amostra, e desenvolve-se em duas etapas reacionais: 1º - amostra reage com um reagente auxiliar, em excesso, formando um produto de composição química definida e que guarda relação estequiométrica com a amostra (mesmo número de equivalentes); 2º - o produto ob�do é �tulado com a solução-padrão.

Processo de retorno (resto): a amostra não reage com o padrão e assim, certa massa ou volume da solução da amostra é tratada com um volume em excesso do padrão auxiliar. O volume em excesso do padrão auxiliar, é então, �tulado com a solução do padrão principal. O volume do reagente em excesso adicionado no erlenmeyer, contendo a massa ou volume da amostra, menos o volume gasto do padrão é igual ao volume real que seria consumido na dosagem da amostra.

Assim, tem-se que a finalidade de uma análise é a determinação da qualidade ou composição de um material, e para que os resultados analí�cos sejam válidos ou tenham significação, é essencial que se adotem processos de amostragem adequados.

Muitos dos problemas que ocorrem durante a amostragem originam-se na natureza �sica dos materiais a serem estudados. Há a necessidade de se garan�r uma homogeneidade da amostra, que muitas vezes não é observada, causando assim, grandes variações e, consequentemente, a obtenção de informações incorretas. Para amostras líquidas e sólidas, tem-se que: Amostras líquidas: Na maioria dos casos, a agitação e a mistura são suficientes para se garan�r a homogeneidade previamente à amostragem. Quando existem fases separadas, é necessário determinar os volumes rela�vos de cada fase, a fim de se comparar corretamente a composição de uma fase com a outra. As fases deverão, em qualquer caso, ser amostradas individualmente, porque não é possível obter-se uma amostra representa�va de materiais combinados, mesmo após uma agitação vigorosa das fases imiscíveis conjuntamente.

Amostras sólidas: São as que mais apresentam problemas, pois mesmo os materiais que superficialmente apresentem uma aparência de homogeneidade, de fato, possuem concentrações localizadas de impurezas e composição variada. O processo adotado para se obter uma amostra tão representa�va quanto possível depende muito do �po de sólido.

7.4) Titulação grosseira: Quando não se tem informação da concentração aparente (desconhecida), é impossível

determinar o volume prévio da solução-padrão, seja para dosagem direta ou para diluição. Neste caso, necessita-se a realização da chamada �tulação grosseira. É uma �tulação que determinará, através da equivalência química, a concentração aparente. Em seguida, o procedimento é o mesmo realizado para amostragem líquida com concentração aparente.

8. Conclusão: Através deste experimento podemos ter contato com alguns novos conceitos e técnicas que

serão muito importantes no decorrer do curso, como dosagem de uma amostra de concentração desconhecida de KOH, além de aprender a distribuir as tarefas em equipe para o�mizar as análises e assim gerenciar o tempo para não precisar realizar as etapas com pressa. Ressalta-se também que os resultados ob�dos foram sa�sfatórias, pois apresentaram concentrações próximas às esperadas, já que foi a primeira aula prá�ca.

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Conclui-se também que erro é inerente ao próprio processo de medida, isto é, nunca será completamente eliminado. Poderá ser minimizado procurando-se eliminar o máximo possível as fontes de erros acima citadas. Portanto, ao realizar medidas, é necessário avaliar quan�ta�vamente os erros come�dos para garan�r a confiabilidade dos resultados.

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9. Referências: 9.1 Livros:

• VOGEL, Arthur Israel. Química Analí�ca Qualita�va. Trad. Antônio Gimero. 5 ed. rev. (português). São Paulo:Editora Mestre Jou, 1981. 665p.

• Baccan, N.; Andrade, J. C.; Godinho, O. E. S.; Barone, J. S.; Química Analí�ca Quan�ta�va Elementar, 3ª ed., Edgard Blücher Ltda: São Paulo, 2001.

• ATKINS, Peter. Princípios de química: ques�onando a vida moderna e o meio ambiente. 3ª ed.Porto Alegre: Bookman, 2006.

• KOTZ, J.C.; TREICHEL, P.M. Jr. Química Geral e Reações Químicas. Tradução da 5ª edição americana. Ed. Thomson, São Paulo, 2005. Vol. 1 p.22 e 23

• [Silva05/2005] SILVA, J.G.C. da. Planejamento de experimentos, versão preliminar. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas, Ins�tuto de Física e Matemá�ca, 2005.

9.2 Endereços Eletrônicos:

• Ins�tuto de Química da USP, disponível em: <h�p://www2.iq.usp.br/docente/hvlinner/ QFL2426/volumetrica.pdf> Acesso: Abril/2012

• Departamento de Química, Universidade de Coimbra, disponível em: <h�p:// www.google.com.br/url? sa=t&rct=j&q=an%C3%A1lise%20volum%C3%A9trica&source=web&cd=3&sqi=2&ved=0CD4QFj AC&url=h�ps%3A%2F%2Fwoc.uc.pt%2Fquimica%2FgetFile.do%3Fid%3D1404%26�po%3D2&ei= m2l4T4yFDcXs0gGYvojcDQ&usg=AFQjCNE6eDJNVzhs9rphGUELn-3mFkdgaw> Acesso: Abril/ 2012

• Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia, Unidade de Camaçari, disponível em: < h�p://pt.scribd.com/doc/8121751/3/Analise-Volumetrica> Acesso: Abril/2012

• Universidade Estadual de Campinas, Ins�tuto de Química, por Juliana Terra e Adriana Vitorino Rossi, disponível em: <h�p://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_ar�ext&pid=S0100-40422005000100029> Acesso: Abril/2012

• Universidade Federal do Pará, disponível em: <h�p://www.ufpa.br/quimicanali�ca/

intro�trimetria.htm>, <h�p://www.ufpa.br/quimicanali�ca/precisaoexa�dao.htm>, Acesso: Abril/2012

• Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciência e Tecnologia, disponível em: <h�p:// wwwp.fc.unesp.br/~malvezzi/downloads/Ensino/Disciplinas/LabFisI_Eng/ Apos�laTeoriaDosErros.pdf>, <h�p://pt.scribd.com/doc/36825378/Relatorio-Volumetria-de- Neutralizacao>, Acesso: Abril/2012

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• Universidade Estadual Paulista, Prof. Dr. Gustavo Rocha de Castro, disponível em: <h�p:// www.fqm.feis.unesp.br/docentes/CastroII/ Tratamento_de_amostras_e_%20Erros_em_analises_quimicas.pdf> Abril/2012

• Fundação Universidade do Estado de Mato Grosso, Departamento de Matemá�ca, disponível

em: <http://www.unemat-net.br/prof/foto_p_downloads/medidas-1.pdf>

• Russel, John B. Química Geral 1, Volume 1, p.731. Disponível em: <h�p://pt.scribd.com/doc/ 49845913/18/MEDIDAS-EXATIDAO-E-PRECISAO> Acesso: Abril/2012

• Ebook Brasil, disponível em: <h�p://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/estbasica.pdf> Acesso: Abril/2012

• Universidade de São Paulo, disponível em: <h�p://www.galileu.esalq.usp.br/ mostra_topico.php?cod=84> Acesso: Abril/2012

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