Relatório Caldeiras completo, Pesquisas de Caldeiras e Soldagem. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)
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luiz-felipe-119 de Abril de 2017

Relatório Caldeiras completo, Pesquisas de Caldeiras e Soldagem. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)

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Introdução

A utilização de calor a temperaturas relativamente baixas em diversos

setores industriais é essencial nos principais processos de fabricação, como

secagem, desidratação, concentração, cozimento, produção de reações

químicas e esterilização microbiológica. Este é o caso de indústrias de

alimentos e bebidas, papel e celulose, química, farmacêutica, agroindústrias e

como no nosso caso indústrias têxteis. De um modo quase absoluto, estes

fluxos de calor são conseguidos a partir de sistemas de vapor.

As caldeiras são equipamentos complexos de troca de calor, que

produzem vapor a partir da energia térmica provinda da queima de

combustível, constituídos por diversos equipamentos associados, perfeitamente

integrados, para permitir a obtenção do maior rendimento térmico possível.

As caldeiras podem ser classificadas de diversas formas, mas a

classificação mais usualmente empregada é aquela em relação à disposição da

água em relação aos gases: aquatubulares, flamotubulares e mista, possuindo

os dois tipos.

Nas caldeiras flamotubulares, os gases de combustão escoam no

interior de tubos cercados por água. Desta maneira, a transferência de calor

ocorre em toda a circunferência dos tubos. Existem caldeiras flamotubulares

verticais, porém as mais comuns são as horizontais, podendo possuir fornalhas

lisas ou corrugadas, mais de um passe para os gases e parede traseira seca

ou molhada.

As caldeiras aquotubulares, são aquelas em que a água circula no

interior dos tubos enquanto os gases quentes transitam numa câmara de

combustão. São equipamentos de grande capacidade, projetadas para operar

em médias e altas pressões.

Independente de sua classificação todas as caldeiras necessitam de

algum tipo de instrumentação e controle automático capaz de possibilitar que

suas variáveis de processo se mantenham dentro de determinados limites pré-

programados para atender à demanda de vapor e operar com garantia de

segurança.

Objetivos

1

Conhecer a geração de vapor, sua aplicação no processo produtivo, o

custo sobre a geração, custo benefício de sua utilização e formas de

distribuição do vapor aos pontos de consumo.

2

Materiais E Métodos

A empresa Tintex Tinturaria Textil Ltda. possui três caldeiras em sua área

de utilidades. Sendo elas duas alimentadas a óleo e uma alimentada a lenha.

Abaixo estão descritas suas características.

Caldeira a óleo ATA:

- Fabricante: ATA

- Ano de fabricação: 1992

- Capacidade de produção: 6000 kg/hora

- P.M.T.A: 10,5 kgf/cm²

- P. Teste: 15,8 kgf/cm²

- Superfície de troca: 74,8 m²

Caldeira a óleo Tenge

- Fabricante: Tenge

- Ano de fabricação: 1992

- Capacidade de produção: 6000 kg/hora

- P.M.T.A: 10,5 kgf/cm²

- P. Teste: 15,8 kgf/cm²

- Superfície de troca: 171 m²

Caldeira a lenha Tenge

- Fabricante: Tenge

- Ano de fabricação: 2006

- Capacidade de produção: 12000 kg/hora

- P.M.T.A: 10 kgf/cm²

- P. Teste: 15 kgf/cm²

- Superfície de troca: 354 m²

3

Figura SEQ Figura \* ARABIC 1 - Diagrama esquemático de uma caldeira flamotular.

4

Combustíveis

As reações químicas da combustão liberam calor, estas reações são

denominadas exotérmicas. O calor assim gerado é que constitui o calor da

combustão e que pode ser aproveitado das mais diversas maneiras. Assim,

cada combustível ao ser queimado é capaz de liberar uma determinada

quantidade de calor. Essas quantidades de calor são medidas em aparelhos

chamados calorímetros e são específicas para cada combustível.

Assim, a quantidade de calor liberada constitui uma das mais

importantes características do combustível e é denominado poder calorífico.

Define-se poder calorífico como a quantidade de calor produzida pela queima

total de uma unidade de combustível.

O poder calorífico superior é o calor liberado pela combustão da unidade

de massa do combustível a volume constante, estando à água formada pela

combustão, no estado líquido.

No poder calorífico superior a água formada permanece no estado

líquido, logo, seu calor latente é incluído no calor gerado na combustão.

O poder calorífico inferior é o calor liberado pela combustão da unidade

de massa do combustível, na pressão constante de 1 atm, permanecendo a

água da combustão no estado gasoso (vapor).

No poder calorífico inferior a água formada permanece no estado

gasoso, logo, seu calor latente fica excluído do calor gerado na combustão. Na

prática é o que ocorre, visto que, a temperatura dos gases de combustão é

superior à temperatura de saturação do vapor d'água à pressão atmosférica,

permanecendo a água na forma de vapor superaquecido.

A Tabela 1 apresenta valores de poder calorífico para diversos tipos de

combustível, inclusive o poder calorífico da lenha, que é o tipo de combustível

mais utilizado como fonte de energia para a geração de vapor na empresa.

Percebe-se que quanto maior a porcentagem de água, menor o poder calorífico

inferior, devido à exclusão do calor latente da água no poder calorífico como já

explicado anteriormente.

A lenha utilizada na caldeira da empresa permanece na sua maior parte

em local aberto, susceptível à umidade do ambiente e possível precipitação,

5

fato que pode ocasionar em perdas expressivas no poder calorífico inferior do

combustível.

Na empresa também existe a possibilidade de utilizar o óleo combustível

BPF 1A nas caldeiras auxiliares. O poder calorífico deste combustível é cerca

de 3 vezes maior do que o da lenha, porém o custo benefício do mesmo o

torna como segunda opção na geração de vapor. Este combustível é pouco

volátil, tendo a necessidade de aquecê-lo com uma temperatura em torno de

70°C para que o torne utilizável na sua queima ideal, essa temperatura é

programada e trabalhada atentamente, pois caso exceda a mesma o óleo

expande e entra em ponto de fervura não produzindo a queima do mesmo.

As caldeiras auxiliares são utilizadas na empresa conforme programação

pelo fato das mesmas não suprirem a demanda de vapor total da empresa e o

custo alto da geração. Sendo assim, os reservatórios de armazenamento do

combustível fica em nível baixo, aguardando uma programação para a

aquisição do nível planejado conforme a necessidade.

Tabela 1 - Podercalorífico inferior de combustíveis para caldeiras.

6

Levantamento De Custo Das Caldeiras

De acordo com os dados coletados em relação ao consumo de

combustível das caldeiras fizemos o levantamento de custo para a geração de

vapor da empresa.

A Caldeira a lenha consome em média 0,76 m³ a cada 10 minutos,

sendo assim 4,65 m³ por hora. A empresa trabalha em regime 6x1 iniciando o

turno no domingo às 20:00 horas e encerrando o turno no sábado às 17:00

horas, o que nos sinaliza um uso da caldeira de 141 horas por semana. Isso

nos dá um consumo médio de 642,96 m³ por semana. O custo do m³ de lenha

adquirido pelo setor de compras é de 63,00 reais, assim gasta-se em média R

$ 40.506,48 por semana com a geração de vapor na caldeira a lenha.

Com as caldeiras auxiliares alimentadas a óleo combustível foi feita uma

estimativa de custo com a geração de vapor, devido o fato de mantê-las em

stand by e não operarem normalmente. O consumo dado no manual da

caldeira ATA é de 450 kg de óleo combustível por hora (densidade do óleo 1A é

de 1,024 g/cm³, então adotamos 1 kg para 1 litro). O valor atual do litro de óleo

combustível é de 1,94 reais por litro, sendo assim, o custo da geração de vapor

feita por uma caldeira é na média de 873 reais por hora. Para gerar e manter a

demanda da fábrica necessita-se que as duas caldeiras auxiliares estejam

gerando vapor, isso faz que tenhamos o dobro deste custo por hora, totalizando

em R$ 1.746,00 por hora. Com a mesma proporção do consumo de vapor

gerado na caldeira a lenha, o custo estimado com a geração nas caldeiras

auxiliares é de R$ 246.186,00 por semana.

Com esse levantamento justifica-se o porquê da maior utilização na

geração de vapor com a caldeira alimentada com lenha. Mesmo não contando

o custo diferenciado da mão de obra para a utilização entre os dois tipos, que

no caso das caldeiras alimentadas a óleo o setor não precisa de um tratorista e

um ajudante, assim como a lenha necessita desta mão de obra.

7

Geração

Dimensionamento de Tubulação e Isolamento Térmico

Dimensionamento da tubulação para transporte de vapor deve ser

dimensionado com um diâmetro que esteja de acordo com certa vazão. Caso

seja dimensionada com um diâmetro muito pequeno, isto fará com que a

velocidade aumente e a velocidade excessiva ocasionará um maior desgaste.

Por outro lado, caso seja dimensionada com um diâmetro muito além do

necessário, terá um aumento no custo inicial da instalação, embora este fato

não prejudique o funcionamento da tubulação.

Existem 2 métodos básicos para dimensionamento de tubulações:

Velocidade ou perda de carga. O dimensionamento pela velocidade não

considera o comprimento, deste modo à perda de carga total será muito

grande. Quanto mais longa a tubulação, menor será a pressão disponível no

ponto de consumo.

Podemos afirmar que um sistema de distribuição de vapor saturado,

sempre terá condensação, decorrente das perdas por radiação. Porém, este

condensado deve ser retirado da tubulação mesmo em pequenas quantidades.

Um método simples utilizado para retirar este condensado, consiste em inclinar

a tubulação de vapor no sentido de fluxo em pelo menos 0,5%. Ao fazer esta

inclinação no sentido do fluxo, tanto condensado quanto vapor estarão

andando no mesmo sentido, facilitando a remoção do condensado e evitando

que a qualidade do vapor seja prejudicada. Afirmamos também que em todas

as tubulações para vapor a total drenagem do condensado formado é de suma

importância.

A instalação dos tubos com um pequeno ângulo de caimento na direção

do fluxo, principalmente em linhas de vapor saturado, onde é maior a formação

de condensado, tem como objetivo eliminar todo o condensado da tubulação.

As tubulações sendo instaladas a frio, irão evidentemente expandir-se assim

que aquecidas.

Em instalações curtas e cheias de curvas, as próprias curvas na

tubulação já permitirão essa expansão. Já em instalações com maior diâmetro,

8

mais extensas e com menos curvas, deve-se aplicar algum meio para absorver

a expansão.

Isolamento térmico da tubulação tem por principal finalidade a

conservação da energia em tubulações que operam em baixa ou alta

temperatura. Além disso, o isolamento térmico também tem por finalidade a

proteção pessoal e a prevenção de superfícies sujeitas à condensação ou o

congelamento do vapor d’água do ar uma vez que mantém a temperatura

dentro da tubulação e evita que seja dissipado para a parte externa.

Quanto ao isolamento térmico, dizemos que todas as superfícies que

possam perder calor devem ser isoladas. Este processo evita uma queima

desnecessária de combustível além de que a falta de isolamento térmico ou

isolamento deficiente irá ocasionar uma vasta perda de calor. Deste modo, as

paredes internas serão recobertas por uma grande película de condensado que

certamente prejudicará a qualidade do vapor.

9

Conclusão

Uma empresa que deseja alcançar uma estrutura de custos

racionalizada e tornar-se mais competitiva, já que o mercado está cada vez

mais orientado a dar preferência a produtos de empresas comprometidas com

ações de proteção ao meio ambiente, não deve admitir o desperdício ou usar a

energia de forma ineficiente e irresponsável. É necessário, portanto, um esforço

de todos os empregados da empresa, visando obter, como resultado, o mesmo

produto ou serviço com menor consumo de energia, eliminando desperdícios e

assegurando a redução dos custos.

Deste modo, cada vez mais se torna evidente que usar bem energia e

reduzir desperdícios, além de ser possível, é uma postura inteligente, racional,

com vantagens econômicas, sociais e ambientais em vários níveis. Entretanto,

uma das carências mais relevantes para concretizar ações nesta direção tem

sido a falta de informações para os usuários e responsáveis pelos sistemas

energéticos.

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Questionário De Apoio A Pesquisas

1. O que você entende por “vapor de água”?

Vapor de água é a água em seu estado gasoso.

2. Como o vapor é obtido? Que combustíveis são utilizados?

O vapor é produzido por meio de uma troca térmica entre o combustível

e a água, sendo que isto é feito por trocadores de calor construído com chapas

e tubos cuja finalidade é fazer com que água se aqueça e passe do estado

líquido para o gasoso, aproveitando o calor liberado pelo combustível que faz

com as partes metálicas da mesma se aqueçam e transfiram calor à água

produzindo o vapor.

A forma mais empregada para assegurar o fornecimento do calor

necessário à produção de vapor é por meio da queima de algum combustível,

como gás combustível ou lenha.

Os combustíveis podem ser classificados de acordo com seu estado

físico nas condições ambientes em:

Sólidos: madeira, bagaço de cana, turfa, carvão mineral, carvão vegetal,

coque de carvão, coque de petróleo, palha de arroz, etc.

Líquidos: líquidos derivados de petróleo, óleo de xisto, alcatrão, licor

negro (lixívia celulósica), álcool, óleos vegetais, etc.

Gasosos: metano, hidrogênio, gases siderúrgicos (gás de coqueria, gás

de alto forno, gás de aciaria), gás de madeira, biogás, etc.

Para a produção de vapor também podem ser usadas fontes não

combustíveis de calor, tais como a energia elétrica (caldeiras de eletrodos

submersos e de jatos d’água), a energia nuclear (urânio, plutônio, etc.) e o calor

de reações exotérmicas de processos químicos, tais como SOx resultantes da

produção de ácido sulfúrico, etc.).

3. Há diferentes tipos de vapor? Se afirmativo, quais são estes tipos?

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Sim.

• Vapor saturado úmido: mistura de líquido e vapor seco.

• Vapor saturado seco: vapor produzido na temperatura de ebulição à sua pressão absoluta.

• Vapor superaquecido: vapor que possui uma temperatura superior a de ebulição correspondente a sua pressão.

4. Explique de forma objetiva como é o funcionamento de uma caldeira.

É um gerador de vapor que, através do aquecimento da água, pela

queima de um combustível ou pela conversão de energia elétrica em térmica,

produz o vapor sob pressões superiores a Patm.

5. Há algum risco envolvido na utilização de uma caldeira? Que cuidados devem ser adotados? É necessário algum tipo de

qualificação profissional para operar corretamente uma caldeira?

A utilização de caldeiras implica a existência de riscos de natureza

diversificada, tais como: explosões, incêndios, choques elétricos, intoxicações,

quedas, ferimentos diversos.

Há um mínimo de prescrições e situações que devem ser adotadas:

• Se for constatada a falta de nível de água na caldeira, deve-se imediatamente apagar o fogo e fechar as válvulas de vapor e alimentação de água, deixando a caldeira esfriar lentamente.Nunca injetar água nessa situação.

• Testar diariamente as válvulas de segurança.

• Não exceder a pressão normal de operação, para evitar descargas pela válvula de segurança. A constante perda de vapor afeta o rendimento do equipamento.

• Proceder às descargas regulares da caldeira de acordo com as prescrições do Departamento Técnico.

• Coletar regularmente amostras de água de alimentação e da descarga para análise.

• Manter os visores de nível e indicadores em geral perfeitamente limpos.

• Não abandonar o equipamento confiando em que ele é automático.

• Remover periodicamente água e borra dos tanques de óleo.

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• Manter os bicos dos queimadores limpos e desobstruídos.

• Fazer o correto tratamento da água de alimentação.

• Toda caldeira deve possuir "Manual de Operação" atualizado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores.

Segundo NR13 (NORMA REGULAMENTADORA 13), é considerado

operador de caldeira aquele que satisfaz pelo menos uma das seguintes

condições:

1. Possuir certificado de "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" e comprovação de estágio prático;

2. Possuir certificado de "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" previsto na NR 13 aprovada pela Portaria n° 02;

3. Possuir comprovação de pelo menos 3 (três) anos de experiência nessa atividade.

4. Todo operador de caldeira deve cumprir um estágio prático na operação da própria caldeira que irá operar, o qual deverá ser supervisionado, documentado e ter duração mínima de:

a) Caldeiras categoria “A”: 80 (oitenta) horas;

b) Caldeiras categoria “B”: 60 (sessenta) horas;

c) Caldeiras categoria “C”: 40 (quarenta) horas.

6. O que é título do vapor? Para que serve uma Tabela de vapor? Como o vapor é distribuído aos pontos onde é consumido?

Quando uma substância se encontra parte líquida e parte vapor (vapor

úmido) a relação entre a massa de vapor pela massa total (massa de líquido

mais a massa de vapor) é chamada título, expresso pela seguinte equação:

Nas caldeiras podem ser identificadas duas partes principais: um

reservatório de água e um sistema de aquecimento, capaz de aquecer a água

e transformá-la para vapor, o vapor produzido é distribuído ao longo de

tubulações termicamente isoladas (diminuir perdas), aos pontos dentro da

indústria onde será consumido.

13

A tabela de vapor serve para relacionar todas as propriedades como,

temperatura de saturação, pressão, volume específico, calor latente, entalpia.

7. Faça uma investigação e descreva como é feito o tratamento da água utilizada no abastecimento de uma caldeira industrial.

A água considerada ideal para alimentação de caldeiras é aquela que

não deposita nenhuma substância incrustante, não corrói os metais da caldeira

e seus acessórios e não ocasiona arraste ou espuma. Evidentemente águas

com tais características são de difícil obtenção, sem que antes haja um pré-

tratamento que permita reduzir as impurezas a um nível compatível, de modo a

não prejudicar o funcionamento da caldeira.

Os tratamentos usuais são:

• Desmineralização da água por meio de resinas catiônicas e aniônicas

• Desaeração mecânica da água por intermédio de desaeradores trabalhando com vapor em contracorrente

• Desaeração química da água usando sulfito de sódio catalisado ou hidrazina

• Correção do pH da água para a faixa alcalina, a fim de evitar corrosão ácida e acelerar a formação do filme de óxido de ferro protetor

• Tratamento do vapor condensado para neutralizar ácido carbônico e eliminar ataque ao ferro pelo cobre e níquel

• Em caldeiras de baixa pressão, com temperaturas inferiores a 200ºC, pode-se eliminar a desmineralização e desaeração em muitos casos, não dispensando, todavia, o uso de água clarificada.

8. É possível recuperar parte da energia (energia térmica) contida nos gases emitidos por uma caldeira? Como isso pode ser feito?

Dentre os gases resultantes da combustão, são consideráveis poluentes

aqueles que não são reciclados por algum processo natural no meio ambiente,

dentre os quais se destacam o monóxido de carbono, o gás sulfúrico e os

óxidos de nitrogênio (SOx ,NOx). Para a eliminação destes efluentes

contaminadores da atmosfera, a tecnologia deve intervir não só mediante a

formulação de aperfeiçoamento dos processos de queima,como também no

estabelecimento de técnicas de separação adequadas. No que tange à

14

separação, são colocadas à disposição da solução do problema três técnicas

como Adsorção, Absorção e oxidação catalítica.

9. A operação inadequada de uma caldeira por uma indústria poderá acarretar em problemas de poluição ambiental? Comente sobre esses possíveis problemas e proponha sugestões para evitá-los.

O problema da poluição ambiental provocada por caldeiras está

relacionado intimamente com um problema mais genérico, que é o das

emissões de na atmosfera de poluentes diversos vindos da queima dos

combustíveis utilizados como fonte de energia. Isso é particularmente grave

nas casas de caldeira sem as devidas condições de arejamento e manutenção.

Para contornar o problema, a área deve ser arejada adequadamente, com

ventilação permanente e que não possa ser bloqueada ou retirada. Os

equipamentos que usam gás como combustível produzem relativamente

poucos poluentes, apesar de que em más condições de queima podem resultar

emissões de monóxido de carbono, gases de combustão ou vapores orgânicos.

A principal medida de proteção é a prevenção, isto é, a tentativa de

evitar a poluição. Isto é conseguido, quando mantemos a caldeira em perfeitas

condições de funcionamento, pois quando não há combustão completa, há

emissão de fumaça. A atomização incompleta do óleo, causada pela

temperatura imprópria de combustível ou vapor, também pode causar fumaça.

Uma tiragem deficiente e relação óleo ar inadequada, também são fatores de

formação de fumaça. Operação adequada e boa manutenção são fatores

básicos para reduzir a emissão de fumaça, fazendo-a permanecer dentro dos

limites compatíveis com as normas legais existentes.

10. O portal eletrônico do Ministério do Trabalho dispõe de alguma

legislação sobre a utilização de vasos de pressão e caldeiras? O que diz sobre o espaço físico onde a caldeira ficará localizada? O observado na aula prática está de acordo?

Sim, dispõe a NR13 (Norma Regulamentadora- caldeiras e vasos de

pressão).

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Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a "Área de

Caldeiras" deve satisfazer aos seguintes requisitos:

a) estar afastada de, no mínimo, 3 (três) metros de:

- outras instalações do estabelecimento;

- de depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios para

partida com até 2000 (dois mil) litros de capacidade;

- do limite de propriedade de terceiros;

- do limite com as vias públicas;

b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente

desobstruídas e dispostas em direções distintas;

c) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à

manutenção da caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos

devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas;

d) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material

particulado, provenientes da combustão, para fora da área de operação

atendendo às normas ambientais vigentes;

e) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes.

f) ter sistema de iluminação de emergência caso operar à noite.

Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a "Casa de

Caldeiras" deve satisfazer aos seguintes requisitos:

a) constituir prédio separado, construído de material resistente ao fogo,

podendo ter apenas uma parede adjacente a outras instalações do

estabelecimento, porém com as outras paredes afastadas de, no mínimo, 3

(três) metros de outras instalações, do limite de propriedade de terceiros, do

limite com as vias públicas e de depósitos de ombustíveis, excetuando-se

reservatórios para partida com até 2.000 (dois mil) litros de capacidade;

b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente

desobstruídas e dispostas em direções distintas;

c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam

ser bloqueadas;

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d) dispor de sensor para detecção de vazamento de gás quando se

tratar de caldeira a combustível gasoso.

e) não ser utilizada para qualquer outra finalidade;

f) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à

manutenção da caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos

devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas;

g) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material

particulado, provenientes da combustão para fora da área de operação,

atendendo às normas ambientais vigentes;

h) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter sistema

de iluminação de emergência.

11. Por quê é essencial a utilização de manômetros no corpo da caldeira?

Aparelho com o qual se mede a pressão de gases, de vapores e de

outros fluídos. É muito utilizado na indústria, entre outros fins, para verificar a

pressão de caldeiras e de vasos sob pressão. O conhecimento desta pressão

é obrigatório, não só sob o ponto de vista de segurança, como também, para a

operação econômica e segura da caldeira.

Cada caldeira tem uma capacidade de pressão determinada. Sendo

assim, os manômetros utilizados em cada caldeira devem ter a escala

apropriada. A pressão máxima de funcionamento da caldeira deverá estar

sempre marcada sobre a escala do manômetro, com um traço feito a tinta

vermelha, para servir de alerta ao operador no controle da pressão.

12. As caldeiras podem ter sua operação e funcionamento controlados por sensores e dispositivos eletrônicos. Descreva em poucas

linhas: como é feita a automação de caldeiras? Quando isso se torna necessário?

A automação de processos industriais vem sendo cada vez mais

utilizados em sistema de produção das indústrias de grande porte devido à

17

forte concorrência do mercado e com a finalidade de ganho de maior qualidade

e velocidade de produção, obtendo assim uma maior lucratividade.Em

unidades de produção no qual a variável temperatura e pressão estão

envolvidas, erros podem causar danos graves a empresa e afetar todo o

processo.

São muitas unidades hoje em dia que utilizam caldeiras industriais no

processo de produção para obtenção de vapor e geração de energia, destas,

estão inclusas fábricas de bebidas, de alimentos, usinas de açúcar e álcool

entre outras. Quando esses equipamentos estão em operação, é preciso ser

constante o monitoramento de sua temperatura e seu controle deve ser

altamente preciso para que falhas sejam evitadas devido ao superaquecimento,

ou até mesmo da má condução, em que o processo pode perder velocidade

afetando sua qualidade.

A automação e o controle são partes essenciais em uma unidade que

pretende gerar vapor devido sua segurança, economia e confiabilidade. Há no

mercado vários equipamentos e vários níveis de automação industrial, variando

de modelos e preços dos equipamentos chegando a números exorbitantes,

alguns são medidores de nível, medidores de pressão, medidores de

temperatura, medidores de vazão, dispositivos de segurança.

18

Referências Bibliográficas

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• NOGUEIRA, L. A. H.; NOGUEIRA, F. J. H.; ROCHA, R. C.

Eficiência energética no uso de vapor. Rio de Janeiro: Eletrobrás, 2005. 196 p.

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• WINCK JUNIOR, J. C. Avaliação dos danos por influência no superaquecedor da caldeira de Coda Refap s/a segundo API

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• TROVATI, J. Tratamento de água para geração de vapor: caldeiras. 2005, 80 p.

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