Relatório de estágio, Pesquisas de Gestão de Construção. Centro Universitário de Brusque
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Relatório de estágio, Pesquisas de Gestão de Construção. Centro Universitário de Brusque

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Relatório de estágio para engenharia civil
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CENTRO UNIVERISTÁRIO DE BRUSQUE - UNIFEBE

RAFAEL EDUARDO BERNARDO

ACOMPANHAMENTO NA CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO SANTOS II

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

1

BRUSQUE

2017

RAFAEL EDUARDO BERNARDO

ACOMPANHAMENTO NA CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO SANTOS II

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Relatório Final de

Estágio Curricular

Supervisionado I (120hrs)

apresentado como requisito

parcial para a obtenção do

título de Engenheiro Civil do

Centro Universitário de

Brusque – UNIFEBE.

Orientador:

Prof. Sandro Mikio Kakuda

2

BRUSQUE

2017

IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

ESTAGIÁRIO

Nome: Rafael Eduardo Bernardo Matrícula: 2013100244

Endereço: Rosa de Souza Machado Bairro: Carmelo

CEP: 88240-000 Cidade: São João Batista UF:

SC

Fone: (48) 99835-1662

Curso de Engenharia Civil Fase: 9ª (Nona)

E-mail: rafscivil@gmail.com

UNIDADE CONCEDENTE

Engenheiro: Josué Peixer Gatis

CREA: 139698-6

Endereço: Rua Valério Gomes

Bairro: Centro

CEP: 88240-000 Cidade: São João Batista UF: SC

Fone: 3265-2886

Empresa construtora responsável pela obra: M. Santos Construtora e

Incorporadora LTDA

PERÍODO DE REALIZAÇÃO

Relatório referente ao período de 16/03/2017 a 16/05/2017

Carga horária: 120 horas

ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO

3

Coordenador do Estágio Curricular Supervisionado – Prof. Esp. Diogo Visconti

Professor Orientador de Estágio – Prof. Sandro Mikio Kakuda

Supervisor do Campo de Estágio – Eng. Josué Peixer Gatis

4

RESUMO

O presente relatório tem por objetivo a descrição das atividades

exercidas, pelo acadêmico Rafael Eduardo Bernardo, em uma empresa de construção

civil, durante o período do dia 16/03/2017 ao dia 16/05/2017. A unidade concedente do

estágio foi a VARTIS engenharia e também contou com a colaboração da Construtora

Santa LTDA, ambas localizadas em São João Batista. O estágio integrou os

acompanhamentos das etapas construtivas, como escavações, moldagens de formas e

armaduras, concretagens agendadas, do mesmo modo que relacionou a execução da

obra com os dados presentes em projeto. A realização da atividade foi baseada no

acompanhamento da obra Santos II, um edifício de classe média, com área total de

3.348,71 m². Além de adquirir experiência, foi possível a visualização de algumas

técnicas rotineiras na construção civil. O coordenador e mestre de canteiro conhecido

como “Joia”, estava sempre presente e apto a prestar esclarecimentos quando

necessário. Como a empresa responsável pela execução é altamente ligada ao setor de

projetos, toda a etapa de construção foi bem racionada.

Palavras chaves: Execução, Projeto, Planejamento, Alvenaria, Estágio, Etapas

construtivas.

5

ABSTRACT

The purpose of this report is to describe the activities carried out by the academic

Rafael Eduardo Bernardo in a construction company during the period from 03/16/2017 to

05/16/2017. The granting unit of the internship was VARTIS Engenharia and also counted on

the collaboration of Construtora Santos LTDA, both located in São João Batista. The stage

integrated the accompaniments of the constructive steps, such as excavations, moldings of

shapes and armors, scheduled concretions, in the same way that related the execution of the

work with the data present in the project. The activity was based on the follow-up of the

Santos II, a middle-class building with a total area of 3,348.71 m². In addition to gaining

experience, it was possible to visualize some routine techniques in civil construction. The

coordinator and master builder known as "Joia", was always present and apt to provide

clarification when necessary. As the company responsible for execution is highly linked to the

projects sector, the whole construction phase was well rationed.

Keywords: Execution, Design, Planning, Masonry, Stage, Constructive stages.

LISTA DE FIGURAS

LISTA DE TABELAS

Sumário

1. INTRODUÇÃO

Este relatório possui como meta a apresentação das atividades desenvolvidas durante o

estágio supervisionado, para o Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE, compilando as

vivências profissionais relacionadas à engenharia civil, com foco na compatibilização de

projeto, atividades corriqueiras em obras e demais afazeres diários da obra Edifício Santos II,

localizado na Avenida Egídio Manoel Cordeiro, São João Batista, Santa Catarina.

O estágio teve seu desenvolvimento baseado principalmente na parte da execução e

diário de obras, ficando alocado a todo tempo na parte de fundação, primeira laje e todo seu

progresso.

O presente relatório se encontra divido por capítulos ou tópicos, sendo eles: A

empresa, sendo postas suas características, ramo de trabalho e seu histórico; as atividades

desenvolvidas pela empresa e seus resultados; os registros catalogados e o acompanhamento;

O tópico final e sua conclusão.

Na finalização do relatório, será exposta uma análise da participação do estagiário,

expondo opiniões, percepções e conclusões a respeito do resultado obtido, dificuldades

presentes e experiências adquiridas.

2. OBJETIVOS DO ESTÁGIO

2.1 OBJETIVO GERAL

Desenvolver e exercitar a capacidade de observação, visão de mercado de trabalho,

organização, planejamento e execução de boas práticas. Com o auxilio do supervisor se

adquiri boa iniciação na área da construção civil.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Adquirir experiência de mercado, contemplar o dia-a-dia empresarial e amplificar a rede de

contatos. Contudo, tendo como base os objetivos gerais, definiram-se os objetivos específicos,

que restringirão o relatório aos seguintes tópicos:

a) Realizar análise de projeto; b) Acompanhar o diário de obra; c) Supervisionar a evolução do empreendimento; d) Correlacionar os dados obtidos com os projetos e execuções.

3. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

A empresa responsável pela construção da edificação, em conjunto com o engenheiro

é a M Santos Construtora e Incorporadora Ltda, uma organização fundada em 1995,

especializada na execução de obras civis, principalmente do tipo comercial e industrial, com

grande tradição em acabamentos de alto padrão, tendo seu Sistema de Gestão da Qualidade

implementado para certificação na NBR ISO 9001:2008 e PBQP-H. Com a realização de um

planejamento criterioso para cada obra e treinamentos específicos, a organização executa suas

obras, prepara e instrui seus colaboradores, para realizarem trabalhos dentro de um alto

padrão de qualidade, cumprindo assim os prazos acordados. A credibilidade e eficiência são

atestadas pelas inúmeras obras realizadas, assim como pela satisfação e principalmente

fidelização de cada cliente.

A missão da empresa se resume em contribuir para o sucesso dos seus clientes,

construindo suas obras no menor prazo, com gestão e engenharia de valor.

O foco empresarial da Santos são obras rápidas, no menor prazo, principalmente do

tipo comercial, industrial e retrofit. O segredo do sucesso, segundo a empresa, está em

planejar cuidadosamente cada passo, prezando sempre pela qualidade e o prazo de entrega.

Grandes empreendimentos são feitos através de grandes parcerias com profissionais bem

preparados, a fim de obter a satisfação dos clientes.

A empresa já prestou atividades para concessionárias, shoppings, sedes corporativas,

hotéis, academias, escritórios, clínicas, escolas, universidades, bancos, lojas, incorporações

residenciais e comerciais.

3.1 ENGENHARIA RESPONSÁVEL

O escritório VARTIS de Engenharia Civil de São João Batista projeta estruturas e

edificações, desde 2016, com atividades focadas no empreendedorismo, na inovação e na

sustentabilidade. A equipe é preparada para definir e dimensionar materiais a serem utilizados,

além de acompanhar a execução das obras. Por vezes realizam cálculo dos custos e analisam

as questões de segurança relativas às obras. Tudo isso com o foco de apresentar ao cliente o

melhor resultado aos seus empreendimentos.

3.2 O CONTEXTO DO ESTAGIÁRIO COM A EMPRESA

O estágio com a engenharia responsável pela obra é uma experiência única, com o

objetivo de levar as teorias visualizadas em sala, para o campo onde o engenheiro civil atua. É

explicito a importância e atividade do engenheiro quando o assunto envolve um

empreendimento, desde sua concepção, projetos, análises, gerenciamento, planejamento e

atuação presente em obras.

A presença do estagiário, uma mão-de-obra com especialidade em suas funções e

disposição no intuito de melhoria, na empresa abre um leque mútuo de aprendizado e auto

aperfeiçoamento.

4. PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES

As atividades realizadas foram todas baseadas no acompanhamento do

empreendimento e o seu diário de obra, ficando definidas da seguinte forma:

4.1 PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO

Entre as atividades do estágio foram realizados alguns procedimentos específicos,

entre eles são:

Tabela 1 – Atividades de estágio.

Data de Início: 16/03/2017 Data de Término: 16/05/2017 ATIVIDADES Nº de Horas Nº de Dias Análise de projeto 5 2 Escavação do solo 20 5 Execução de fundação 50 12 Execução de pilares 20 5 Execução de vigas 10 2 Execução de lajes 15 4

TOTAL 120 30 Fonte: Acervo pessoal. (2017)

4.2 ACOMPANHAMENTO DAS ATIVIDADES DA EMPRESA

A obra já se encontrava em desenvolvimento quando o estágio começou, com isso, a

primeira atividade realizada foi o levantamento do estagio atual da obra que se encontrava nas

escavações, observando os projetos e identificando incoerências. Seguindo para as etapas

seguintes, as atividades que mais influenciaram para o desenvolvimento da construção foram

a concretagem, orçamentação, gestão de recursos, gerenciamentos de insumos e

principalmente o gerenciamento de recursos humanos, que se demonstrou ser a parte mais

complexa no processo da construção civil.

Assim também, além da experiência adquirida no conviver da obra, o auxilio técnico

do engenheiro e do empreiteiro responsável foi a base para o bom desenvolvimento do

estágio.

5. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

5.1 ANÁLISE DE PROJETO

O empreendimento contará com área construída de 3.348,71 m², taxa de ocupação de

64,75% o que impediu a locação do canteiro de obra no mesmo lote. O canteiro destinado

para o trabalho em aço e madeira ficou alocado em terreno vizinho, o que permitiu melhor

logística e maior área de trabalho. Veja na figura 1, o resultado final esperado pela

construtora.

Figura 1 – Projeto arquitetônico.

Fonte: Acervo pessoal. (2017)

O projeto foi executado pela colaboração de três empresas, sendo o estrutural pelo

engenheiro Luiz Fernando Muller, auxiliado pelo software EBERICK, o projeto arquitetônico

foi elaborado em Itapema pela empresa Pro Design Arquitetura & Interiores e a execução

ficou por conta da VARTIS Engenharia.

O traço do concreto utilizado variou de acordo com a finalidade de uso, o emprego do

traço incorreto poderia causar patologias, uma vez que a composição do concreto é totalmente

dependente da resistência esperada. Pode-se classificar os traços de concreto conforme tabela

2:

Tabela 2 – Traços da utilização do concreto.

TRAÇOS DE CONCRETO

Aplicações Traço Rendimento por saco decimento m³

Para bases de fundações e contrapisos

(concreto magro)

1 saco de cimento

0,25 8 latas e meia de

areia 11 latas e meia de

pedra 2 latas de água

Para fundações

1 saco de cimento

0,16 5 latas de areia

6 latas e meia de pedra

1 lata e meia de água

Para pisos 1 saco de cimento

0,144 latas de areia6 latas de pedra 1 lata e meia de água

Para pilares, vigas, vergas,

lajes e produção de pré-moldados

em geral

1 saco de cimento

0,14 4 latas de areia

5 latas e meia de pedra

1 lata e um quarto de água

Fonte: http://www.sitengenharia.com.br/tabeladosagem.htm. (Acessado em 13/06/2017)

Como é um empreendimento de grande porte e executado por uma empresa

responsável, todos os estudos foram feitos de forma correta. No solo foram executados 3 furos

de sondagem, que segundo NBR 8063/83: Programação de sondagens de simples

reconhecimento dos solos para fundações de edifícios, é o suficiente já que a área projetada é

de aproximadamente 470 m², estando entre 400-600 metros quadrados, sendo necessários três

furos. Os testes foram realizados por método de percussão (SPT) e os resultados foram:

 FURO 1 – Nível da água: 2,2 metros; Impenetrável aos 10,23 metros.  FURO 2 – Nível da água: 2,74 metros; Impenetrável aos 19,38 metros.  FURO 3 – Nível da água: 2,32 metros; Impenetrável aos 11,24 metros.

Com os dados obtidos das sondagens e ensaios, chegou-se a conclusão de fazer as

sapatas conforme anexo A. Considerando os dados adotados, foram seguidas estritamente as

recomendações da NBR 6118/14, em projeto teve de ser considerada a recomendação de que

“A base de uma fundação deve ser assente a uma profundidade tal que garanta que o solo de

apoio não seja influenciado pelos agentes atmosféricos e fluxos d’água. Nas divisas com

terrenos vizinhos, salvo quando a fundação for assente sobre rocha, tal profundidade não deve

ser inferior a 1,5 m.”. Enquanto em projeto, percebeu-se um desnível referente a construções

vizinhas, tendo de ser feito um muro de contenção artificial, seguindo NBR 11682:

Estabilidade de taludes, o muro de contenção ficou de acordo com projeto específico, em

projeto não se percebe meios de drenagem, ficando a estabilidade a mercê das condições

pluviométricas.

As escavações foram feitas com maquinário, não há projetos específicos ou indícios de

ter seguido a norma NBR 9061: Segurança de escavação a céu aberto.

Após o trabalho com as sapatas, os pilares foram projetados com ferragens CA-50 e

CA-60, em sua grande maioria foram utilizadas barras CA-50. Os vergalhões, em projeto,

respeitaram os espaçamentos mínimos para facilitar a trabalhabilidade, inserção do vibrador e

correto assentamento do concreto a forma.

As paredes do térreo, em conjunto aos pilares de fundação, também possuem

ferragem, afinal são paredes de subsolo e estacionamento, devendo seguir recomendação da

NBR 6118, com espessura de 15 cm, ferragem dupla de barras 6.3 mm nas paredes menos

carregadas e com menor solicitação de resistência, até barras 10 mm nas paredes com maior

solicitação de resistência. Entretanto as paredes deveriam ter sistemas de drenagem

devidamente alocados, segundo NBR: 6118 “As superfícies expostas que necessitem ser

horizontais, tais como coberturas, pátios, garagens, estacionamentos e outras, devem ser

convenientemente drenadas, com disposição de ralos e condutores.”, tais sistemas de

drenagem não foram especificados em projeto. O travamento das paredes do térreo é feitas

pela laje do térreo.

Segundo NBR 6118, a seção transversal das vigas não deve apresentar largura menor

que 12 cm, adotando-se portando dimensões a partir de 40x12 cm, prosseguindo até as vigas

mais carregadas de 60x60 cm, sendo estas vigas de transição conforme anexo B. As vigas de

transição possuem maior dimensão, uma vez que recebem um ou mais pilares em sua

extensão, sendo a solicitação de carga muito maior que as vigas comuns e devem ser evitadas

devido a sua altura. No projeto analisado, a viga foi necessária para garantir que o

estacionamento tivesse uma boa área de circulação.

Após os suportes, as lajes constantes em projeto anexo C, foram feitas por meio de três

métodos construtivos distintos, sendo lajes treliçadas quando for maior a solicitação de

resistência, como no caso das rampas de acesso para os veículos, lajes do tipo nervuradas

quando a solicitação for de fluxo de pessoas, e maciça nos locais que possuem escadas. Nas

lajes foi detectada a necessidade de armadura de cisalhamento, pois o esforço resistente

acabou sendo menor do que o esforço solicitante e segundo NBR: 6118 “Lajes maciças ou

nervuradas podem dispensar a necessidade de armadura de cisalhamento, para resistir aos

esforços de tração provenientes da força cortante, quando o esforço solicitante (Vsd) for

menor que o esforço resistente (VRd1).”, que não foi o caso adotado.

5.2 ESCAVAÇÃO DO SOLO

Para se realizar a escavação do solo, é necessário ter os dados geológicos e

geotécnicos, determinados através de análises referentes aos projetos de sondagem e

topografia. Com os dados previamente obtidos têm-se as descrições do terreno referente à sua

direção de deslizamento. As sondagens são normalizadas através de NBR 6484 e as amostras

segundo NBR 7250.

Após os dados da sondagem, a escavação da obra acompanhada não teve projeto

executivo, uma vez que foi considerado o solo com boa resistência, fez-se desnecessário a

necessidade de cortinas ou escoras, pois os elementos verticais e horizontais possuíam boa

inércia ao desmoronamento. O processo de escavação foi realizado com escavadeira, afinal a

categoria adotada para o terreno foi 1, solos que podem ser escavados com auxilio de

equipamentos comuns. A seguir, imagem 2 da escavadeira e do caminhão caçamba:

Figura 2 – Projeto arquitetônico do galpão acompanhado.

Fonte: Acervo pessoal. (2017)

Segundo NBR 9061 Segurança de escavação a céu aberto, em uma escavação pode-se

ter as seguintes diferentes operações: a) escavação propriamente dita; b) transporte do

escavado: horizontal e vertical; c) colocação de material (para aterro); d) compactação.

No caso acompanhado, foram realizadas as operações de escavação propriamente dita;

Transporte do escavado até um terreno localizado a 3 km do local da obra que já precisava de

terraplanagem, portanto foi reaproveitada a terra escavada; Aterro com areia após a realização

das fundações; E por fim a compactação não foi realizada por que o solo já estava resistente

para responder as cargas atuantes.

5.3 EXECUÇÃO DAS FUNDAÇÕES

O tipo de fundação executada foram sapatas, pois se demonstrou a opção mais técnico-

economicamente viável. Sua adoção foi possível graças à alta estabilidade e resistência do

solo presente. As sapatas se comparada com os outros métodos construtivos, demanda menor

escavação e consumo de concreto controlado.

Seu processo de fabricação é simples, não foram considerados quaisquer recalques

planejados e o FCK do concreto previsto é de 25 MPa, enquanto todos os outros elementos

construtivos foram utilizados concreto FCK 30 MPa. Segundo NBR 6122 uma sapata não

pode ter dimensão inferior a 60 cm. As sapatas mais baixas e principais, que compreendiam o

suporte da carga dos pilares referentes à viga de transição foram iniciadas primeiro, seguindo

as recomendações de construção.

Os processos de execução das sapatas consistiram na escavação, regularização da base,

preparação das laterais, marcação dos pilares, conferência do nível, armação das estruturas,

estruturas da saída dos pilares e esperas, concretagem e por fim, a finalização.

Logo após a escavação, foi realizada a regularização da base com uma camada de

concreto magro e brita de 5 cm, evitando contato direto com o solo e problemas futuros

referentes a umidade; A preparação das laterais também se deu com a aplicação de uma fina

camada de concreto; Após toda a preparação do perímetro, foram fixadas estacas nas laterais

para marcação de onde será o surgimento do pilar; O seguimento foi à colocação e instalação

das armaduras no local preparado, e colocação do aço de arranque; Por fim a instalação das

formas em pinus seguindo o prumo das armaduras de arranque, completando com a

concretagem. Veja na figura 3 a seguir, o trabalho com as sapatas.

Figura 3 – Trabalho com as sapatas.

Fonte: Acervo pessoal. (2017)

5.4 EXECUÇÃO DE PILARES

Na etapa da execução dos pilares não teve quaisquer problemas, o procedimento é bem

simples, inicialmente foram marcados os “gastalhos”, que são as peças de madeira que locam

os pilares; Depois foi feito o posicionamento da armadura, tendo de se levar em consideração

as esperas do pilar do pavimento abaixo; Então se instalou os espaçadores, para que o

cobrimento mínimo seja respeitado na hora da concretagem; Aplicou-se desmoldante nas

tabuas que estarão em contato com a concretagem; Montaram-se os painéis reforçados por

caibros de madeira e gravatas; E por fim, foi realizada a concretagem do pilar. Na figura 4, os

pilares prontos para a concretagem.

Figura 4 – Pilares prontos para a concretagem.

Fonte: Acervo pessoal. (2017)

5.5 EXECUÇÃO DE VIGAS

A execução das vigas parece simples, mas possui características que devem ser

levadas em consideração, sendo assim, procedimento é um pouco mais complexo que os

pilares, afinal o escoramento deve estar muito bem alinhado no fundo para evitar desníveis,

também como na hora da execução deve ser evitado caminhar sobre os locais onde são

dispostas as vigas.

Quando não foram utilizadas vigas treliçadas que já vinham prontas, pré-moldadas, o

procedimento foi realizado da seguinte forma, inicialmente nas tabuas de fôrma foi aplicado

desmoldante para diminuir a aderência com o concreto e garantir melhor processo de

desforma; Colocação das escoras e painéis que suportam o peso próprio das vigas até a

desmoldagem; Colocação das gravatas para garantir a forma das fôrmas quando recebidas as

cargas da concretagem; Instalação das armaduras moldadas no canteiro, já com os fixadores,

respeitando os padrões estabelecidos em projeto como quantidade de barras, as bitolas,

espaçamentos e por vezes o posicionamento; E por fim foi realizada a concretagem junto com

a laje. Na figura 5, uma representação das vigas executadas em conjunto a laje.

Figura 5 – Vigas executadas.

Fonte: Acervo pessoal. (2017)

5.6 EXECUÇÃO DE LAJES

Houve três métodos executivos das lajes, como já mencionado, o empreendimento

possui lajes nervuradas, lajes pré-moldadas treliçadas e lajes maciças, ambas com utilização

de EPS, exceto maciça. O EPS garante leveza, diminuição de custos, maiores dimensões

estruturais e isolamento térmico.

O método de execução das lajes pré-moldadas treliçadas se baseou em: Inicialmente

foi feito o escoramento levando em consideração as contra flechas; Segunda etapa foi a

colocação das treliças e seu alinhamento; Na terceira etapa foram colocados os blocos de

EPS; Então foram passadas as instalações elétricas; Foi colocado a armadura de distribuição

no sentido transversal que garante a distribuição das cargas atuantes para as vigas; Ao fim foi

realizada a concretagem e finalização com o processo de cura e desforma.

Já os métodos de execução das lajes nervuradas e maciças são bem semelhantes, foram

baseados em: Inicialmente o escoramento em madeira; Após o escoramento, nas lajes

nervuradas foram colocadas as placas de EPS e feito seu alinhamento; Procedendo a

colocação das armaduras e espaçadores, foram feitas as instalações elétricas; Com tudo

pronto, foi realizada a concretagem e feita a cura com cuidados relacionados a umidade; Para

ao fim ser feita a desforma. Observe na figura 6 o processo de execução das lajes.

Figura 6 – Execução das lajes.

Fonte: Acervo pessoal. (2017)

6. COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES

Ao decorrer do acompanhamento da obra, foram notadas algumas falhas executivas

que infringiram tanto as normas técnicas, quanto as recomendações usuais, os erros

encontrados foram:

 Muito entulho no canteiro, que poderiam causar acidentes e pioram a qualidade

de trabalho dos funcionários;  Aços submersos em água, que pode causar oxidação e degradação;  As formas não foram limpas antes da concretagem, o que pode causar as vulgo

bicheiras;  Foi utilizada uma parede antiga localizada na lateral do empreendimento como

forma para as paredes de fundação;  Tinham vergalhões com falta de espaçadores e inclusive alguns elementos

construtivos estavam visivelmente diferentes do projeto, não seguindo as

recomendações de camadas do projeto estrutural;  Não foram feitos testes no concreto e aço, sendo confiado levianamente nas

informações prestadas pela concreteira;  Pilares com dimensões modificadas em ultima hora, base virou altura, o que

pode prejudicar a estrutura e sua distribuição de cargas;  Falta de redes de drenagem no subsolo para as paredes de contenção;

 Movimentação dos trabalhadores diretamente em cima das armaduras, quando

deveria haver tabuas para distribuir melhor as tensões nas armaduras expostas;  Por vezes foram vistos vergalhões não tampados, o que poderia causar

acidentes de trabalho;

Todavia, o engenheiro responsável esteve sempre disposto a sanar quaisquer dúvidas e

auxiliar no que fosse necessário, demonstrando profissionalismo e dedicação.

7. CONCLUSÃO E GENERALIDADES

A visão adquirida pelo acadêmico na universidade se baseia nas funções do engenheiro

civil e seu objetivo no mercado de trabalho, entretanto não é posto em prática o

funcionamento de uma empresa e os vulgos “pepinos” enfrentados diariamente pelo

profissional e sua relação com os subordinados. E aí entra o papel do estágio e sua função

quanto à formação acadêmica, o estudante desenvolve visão crítica do que deve ou não ser

feito quando o assunto se torna profissionalizante e de grande responsabilidade, com metas e

prazos a serem cumpridos à risca.

Ao passar do tempo no estágio, foi percebida a importância do engenheiro no canteiro de

obras para o bom andamento da execução em relação ao projeto presente, além de gerente, o

engenheiro serve para ser a “engrenagem” que garante a sincronização harmônica da

consumação do empreendimento, sendo o especialista de gestão de pessoas e detentor de

conhecimento técnico. Além disso, se percebeu o quanto o quadro de pessoal que deveriam

ser subordinados, por vezes, se tornam os idealizadores, mesmo sem ter a capacitação técnica

necessária.

Por fim, os objetivos foram alcançados, a análise do projeto, o acompanhamento do

empreendimento e sua evolução foram discutidos no relatório, assim sendo, o estágio é uma

grande oportunidade para o acadêmico aperfeiçoar seus conhecimentos, aprender a lidar com

situações corriqueiras e a relacionar os prazos limites com as adaptações de projeto e

exigências dos clientes.

8. ASSINATURAS

Coordenador de Estágio Curricular Supervisionado: Prof. Esp. Diogo Visconti

(Carimbo e Assinatura)

Professor Orientador: Prof. Sandro Mikio Kakuda

(Carimbo e Assinatura)

Supervisor do Campo de Estágio: Sr. Eng. Josué Peixer Gatis

(Carimbo e Assinatura)

Acadêmico (a): Rafael Eduardo Bernardo

(Assinatura)

Relatório entregue na Coordenadoria de Estágio do Curso em:

.........../............./..........

(Assinatura e Carimbo)

9. REFERÊNCIAS

Disponível em: <http://www.sitengenharia.com.br/tabeladosagem.htm>. Acessado em

12/06/2017.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001 – SISTEMAS DE

GESTÃO DE QUALIDADE. Rio de Janeiro, 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8063 – TUBO DE

FIBROCIMENTO – DETERMINAÇÃO DA SOLUBILIDADE EM ÁCIDO. Rio de Janeiro,

1983.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118 – PROJETO DE

ESTRUTURAS DE CONCRETO - PROCEDIMENTO. Rio de Janeiro, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11682 – ESTABILIDADE

DE TALUDES. Rio de Janeiro, 1991.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9061 – SEGURANÇA DE

ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO. Rio de Janeiro, 1985.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6484 – SONDAGENS DE

SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT. Rio de Janeiro, 2001.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7250 – IDENTIFICAÇÃO

E DESCRIÇÃO DE AMOSTRAS DE SOLOS OBTIDAS EM SONDAGENS DE SIMPLES

RECONHECIMENTO DOS SOLOS. Rio de Janeiro, 1982.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122 – PROJETO E

EXECUÇÃO DE FUNDAÇÕES. Rio de Janeiro, 2010.

10. ANEXOS

ANEXO A – Planta de locação das sapatas;

ANEXO B – Planta do projeto estrutural das vigas lazer/garagem;

ANEXO C – Planta estrutural da laje do térreo.

ANEXO A – PLANTA DE LOCAÇÃO DAS SAPATAS.

ANEXO B – PLANTA DO PROJETO ESTRUTURAL DAS VIGAS

LAZER/GARAGEM.

ANEXO C – PLANTA ESTRUTURAL DA LAJE DO TÉRREO.

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