Relatrório de Análises Clínicas, Outro de Relatórios e Produção. Centro Universitário La Salle (Unilasalle)
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karoliny-laborda15 de janeiro de 2018

Relatrório de Análises Clínicas, Outro de Relatórios e Produção. Centro Universitário La Salle (Unilasalle)

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Hemograma, Bacteriologia, bioquímica
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE

ESCOLA DE SAÚDE

CURSO DE FARMÁCIA

RELATÓRIO FINAL

ESTAGIO EM ANÁLISES CLÍNICAS

KAROLINY GOMES DA COSTA

MANAUS - 2017

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE

ESCOLA DE SAÚDE

CURSO DE FARMÁCIA

RELATÓRIO FINAL

ESTAGIO ANÁLISES CLÍNICAS

ALUNA : KAROLINY GOMES DA COSTA

Supervisor(a) de Estágio: Marco Aurélio

Preceptor(as) de Estágio : Marilúcia Lima e Lisele Brasileiro

Coordenador(a) do Curso de Farmácia: Amaury Bentes

Instituição/ Local de Estágio: Fundação de Medicina Tropical - HVD

Período do Estágio: 09/08/17 a 07/12/17

MANAUS - 2017

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4

2. JUSTIFICATIVA .................................................................................................... 5

3. OBJETIVOS .......................................................................................................... 6

3.1 OBJETIVO GERAL .......................................................................................... 6

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................ 6

4. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO ................................................... 7

5. EMBASAMENTO TEÓRICO ................................................................................. 8

5.1 RDC 302/2005 ................................................................................................. 8

5.2 Coleta Venosa .............................................................................................. 11

5.2.1 Condições Necessárias para a coleta ..................................................... 11

5.3 Hematologia .................................................................................................. 15

5.3.1 Hemograma ............................................................................................. 16

5.3.3. Velocidade de Hemossedimentação (VHS) ........................................... 21

5.4 Bioquímica .................................................................................................... 23

5.4.1 Técnicas Analíticas na Bioquímica Clínica .............................................. 24

5.4.2 Proteínas Plasmáticas ............................................................................. 27

5.4.3 Nitrogenados não proteicos ..................................................................... 30

5.4.4 Gases Sanguíneos e Ph .......................................................................... 32

5.4.5 ELETRÓLITOS ........................................................................................ 33

5.4.6 CARBOIDRATOS .................................................................................... 34

5.4.7 LIPOPROTEÍNAS SÉRICAS ................................................................... 36

5.4.8 MARCADORES CARDÍACOS ................................................................. 37

5.5 Imunulogia ..................................................................................................... 39

5.6 Urinálise ......................................................................................................... 42

5.7 Parasitologia .................................................................................................. 46

5.8 Malária ........................................................................................................... 49

5.9 Bacteriologia .................................................................................................. 50

5.10 Laboratório de Apoio .................................................................................... 58

5.11 Lavagem e Esterilização de materiais ......................................................... 58

6. Considerações Finais .......................................................................................... 63

7. Referências Bibliográficas ................................................................................... 64

LISTA DE TABELAS , FIGURAS E QUADROS

Figura 1...........................................................................................................13

Figura 2...........................................................................................................16

Figura 3...........................................................................................................25

Figura 4...........................................................................................................25

Figura 5...........................................................................................................26

Figura 6...........................................................................................................27

Figura 7...........................................................................................................43

Figura 8...........................................................................................................61

Tabela 1..........................................................................................................18

Tabela 2..........................................................................................................20

Tabela 3..........................................................................................................35

Quadro 1.........................................................................................................14

Quadro 2.........................................................................................................15

Quadro 3.........................................................................................................28

Quadro 4.........................................................................................................33

Quadro 5.........................................................................................................37

Quadro 6.........................................................................................................53

ANEXOS

4

1. INTRODUÇÃO

Segundo COSTA (2010), o profissional farmacêutico pode atuar em diversas

áreas, abrangendo 73 atividades regulamentadas pelo Conselho Federal de

Farmácia (CFF), e dentre elas está a área de análises clínicas. Porém são vários os

profissionais que podem atuar nessa área dentre eles os biomédicos, médicos

patologistas, bioquímicos e etc. Todos devem apresentar em comum conhecimentos

relacionados à biologia molecular, bioquímica básica e clínica, citologia,

microbiologia, parasitologia, imunologia, além de ter controle interno e externo do

laboratório para garantir a qualidade dos resultados. (LIMA-OLIVEIRA, 2011)

A área de análises clínicas que pode ser definida como um conjunto de

exames e testes laboratoriais, que visa o diagnóstico ou confirmação de uma doença.

A finalidade do farmacêutico no laboratório de análises clínicas consiste em fornecer

subsídios clínicos aos médicos que permitam: confirmar ou rejeitar um diagnóstico,

fornecer diretrizes de condutas para o monitoramento do paciente incluindo

utilização de oportunidades para exames, estabelecer um prognóstico, detectar a

doença casa a caso e/ou por meio de triagem e monitorar a terapia. (HENRY, 2008)

Ainda segundo HENRY (2008) ao se realizar determinações de analitos de

laboratório clínico o profissional farmacêutico estará auxiliando no diagnóstico e

monitoramento dos pacientes com doença e na avaliação da saúde das pessoas.

Sob esse aspecto, o farmacêutico analista clínico frequentemente é solicitado para

explicar os valores alterados, especialmente aqueles que parecem não apresentar

correlação entre si, e para recomendar ou até mesmo solicitar exames laboratoriais

que podem levar ao diagnóstico correto dos pacientes para determinados problemas

de saúde.

A produção de valores laboratoriais deve ser inerente pela adesão explícita

aos princípios básicos da coleta, manuseio e processamento adequados de cada

amostra de paciente dando subsequência por cada setor que passará dentro da

clínica ou hospital aos quais podemos citar exemplos como: setor de bioquímica,

setor de hematologia, setor de imunologia, setor de bacteriologia, setor de uroanálise

e setor de parasitologia.

5

2. JUSTIFICATIVA

O estágio supervisionado em análises clínicas permite ao acadêmico

correlacionar a teoria à prática, de forma sistemática e orientada. Favorecendo

assim, o melhor aprendizado e preparação para o exercício profissional do mesmo

nesse segmento da área farmacêtica que engloba a bioquímica, hematologia,

bacteriologia, parasitologia e uroanálise. Assim, através do conhecimento obtido pela

prática, o acadêmico pode futuramente se direcionar a uma área que tenha mais

afinidade e desenvolver um serviço de qualidade no respectivo local que esteja

trabalhando.

6

3. OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Adquirir experiência em análises clínicas correlacionado o conteúdo teório

aprendido com a prática desenvolvida nesse campo de atuação do farmacêtuco.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Relacionar o aprendizado teórico com a prática em uma rotina laboratorial

• Reunir e aprimorar os conhecimentos obtidos sobre a área de atuação de

análises clínicas, sobre a realização das análises, o correto manuseio dos

equipamentos e a interpretação dos resultados.

• Avaliar a vivência do ambiente de trabalho, proporcionando ao acadêmico

experiências que o coloquem em condições de enfrentar o mercado de

trabalho.

7

4. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

A Instituição de saúde surgiu em 1970, no bairro Dom Pedro I, na Av. Pedro

Teixeira, nº 25, através de um grupo de estudantes, destinado exclusivamente ao

diagnóstico e tratamento das Doenças Tropicais no Amazonas. Em 1979,

transformou-se em Instituto de Medicina Tropical de Manaus, destinando-se a

desempenhar três funções básicas: prestar assistência à saúde, desenvolver

pesquisa científica e contribuir para a formação dos recursos humanos nas áreas de

doenças tropicais. As ações desse Instituto acompanham e contribuem para a

consolidação da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas em centro de

referência da Região Norte do País, principalmente na Amazônia Ocidental. O

Instituto possui vários laboratórios especializados em: Parasitologia, Micologia,

Virologia, Malária, Arboviroses e a Unidade de Terapia Intensiva, destinados ao

abrandamento do impacto das doenças, sobre a população. Desenvolve atividades

de Ensino e Pesquisa em Doenças Tropicais, através de convênio firmado com a

Universidade do Amazonas, oferecendo cursos em nível de pós-graduação e

mestrado. O Instituto tem um papel relevante ao oferecer curso de Capacitação,

Reciclagem e/ou Aperfeiçoamento de pessoal de nível superior, médio e elementar,

além de receber anualmente expressivo contingente de estagiários de instituições

congêneres nacionais e internacionais. As atividades na área de pesquisa são

desenvolvidas pela Diretoria de Ensino, Pesquisa e Controle de Endemias –

DEPECEN, com a contribuição de uma biblioteca informatizada que mantém

convênio outras bibliotecas e mantém seu acervo totalmente atualizado. Suas linhas

prioritárias de pesquisa são: Malária, Ofidismo, Dermatologia, Leishmanioses,

Entomologia, Parasitologia, Arboviroses Virologia, Micologia e Anatomia Patológica.

8

5. EMBASAMENTO TEÓRICO

5.1 RDC 302/2005

Dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios

Clínicos:

“ (...) Definições

- Alvará sanitário/Licença de funcionamento/Licença

sanitária: Documento expedido pelo órgão sanitário

competente Estadual, Municipal ou do Distrito Federal, que

libera o funcionamento dos estabelecimentos que exerçam

atividades sob regime de vigilância sanitária.

- Amostra do paciente: Parte do material biológico de origem

humana utilizada para análises laboratoriais.

- Amostra laboratorial com restrição: Amostra do paciente

fora das especificações, mas que ainda pode ser utilizada para

algumas análises laboratoriais.

- Amostra controle: Material usado com a finalidade principal

de monitorar a estabilidade e a reprodutibilidade de um sistema

analítico nas condições de uso na rotina.

- Analito: Componente ou constituinte de material biológico ou

amostra de paciente, passível de pesquisa ou análise por meio

de sistema analítico de laboratório clínico.

- Biossegurança: Condição de segurança alcançada por um

conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou

eliminar riscos inerentes às atividades que possam

comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

- Calibração: Conjunto de operações que estabelece, sob

condições especificadas, a correspondência entre valores

indicados por um instrumento, sistema de medição ou material

de referência, e os valores correspondentes estabelecidos por

padrões.

9

- Controle da qualidade: Técnicas e atividades operacionais

utilizadas para monitorar o cumprimento dos requisitos da

qualidade especificados.

- Controle externo da qualidade - CEQ: Atividade de

avaliação do desempenho de sistemas analíticos através de

ensaios de proficiência, análise de padrões certificados e

comparações interlaboratoriais.Também chamada Avaliação

Externa da Qualidade.

- Controle interno da qualidade - CIQ: Procedimentos

conduzidos em associação com o exame de amostras de

pacientes para avaliar se o sistema analítico está operando

dentro dos limites de tolerância pré-definidos.

- Desinfecção: Processo físico ou químico que destrói ou

inativa a maioria dos microrganismos patogênicos de objetos

inanimados e superfícies, com exceção de esporos

bacterianos.

- Equipamento laboratorial: Designação genérica para um

dispositivo empregado pelo laboratório clínico como parte

integrante do processo de realização de análises laboratoriais.

- Esterilização: Processo físico ou químico que destrói todas

as formas de vida microbiana, ou seja, bactérias nas formas

vegetativas e esporuladas, fungos e vírus.

- Garantia da qualidade: Conjunto de atividades planejadas,

sistematizadas e implementadas com o objetivo de cumprir os

requisitos da qualidade especificados.

- Instrumento laboratorial: Designação genérica para

dispositivos empregados pelo laboratório clínico que auxiliam

na execução de uma tarefa analítica.

.

- Limpeza: Processo sistemático e contínuo para a

manutenção do asseio ou, quando necessário, para a retirada

de sujidade de uma superfície.

10

- Material biológico humano: Tecido ou fluido constituinte do

organismo humano.

- Posto de coleta laboratorial: Serviço vinculado a um

laboratório clínico, que realiza atividade laboratorial, mas não

executa a fase analítica dos processos operacionais, exceto os

exames presenciais, cuja realização ocorre no ato da coleta.

- Produto para diagnóstico de uso in vitro: Reagentes,

padrões, calibradores, controles, materiais, artigos e

instrumentos, junto com as instruções para seu uso, que

contribuem para realizar uma determinação qualitativa,

quantitativa ou semi-quantitativa de uma amostra biológica e

que não estejam destinados a cumprir função anatômica, física

ou terapêutica alguma, que não sejam ingeridos, injetados ou

inoculados em seres humanos e que são utilizados unicamente

para provar informação sobre amostras obtidas do organismo

humano.

- Profissional legalmente habilitado: Profissional com

formação superior inscrito no respectivo Conselho de Classe,

com suas competências atribuídas por Lei.

- Rastreabilidade: Capacidade de recuperação do histórico, da

aplicação ou da localização daquilo que está sendo

considerado, por meio de identificações registradas.

- Responsável Técnico - RT: Profissional legalmente

habilitado que assume perante a Vigilância Sanitária a

Responsabilidade Técnica do laboratório clínico ou do posto de

coleta laboratorial(...)”

11

5.2 Coleta Venosa

O profissional que realizará a coleta deve mostrar-se sempre seguro e

confiante perante o paciente e explicar-lhe como será o procedimento, muitas vezes

pode haver dor ou medo e o profissional deve sorrir e ser amável passando

segurança e tranquilidade ao paciente. Além disso, o profissional deve ter uma boa

aparência, usar roupas brancas e limpas, sapatos fechados, avental limpo e bem

passado, cabelos presos, brincos e joias curtas que não atrapalhem a manipulação.

Os exames solicitados pelo médico do paciente deverão estar escritos na Solicitação

Médica. É importante observá-la cuidadosamente para que todas as informações

contidas sejam visualizadas e para que não faltem informações e dados importantes

do paciente. De acordo com a Solicitação Médica, deve-se identificar os exames

solicitados e orientar-se sobre a coleta de cada exame no Manual de Exames do

laboratório, onde constam os materiais, os recipientes de coleta, os volumes de

amostra e as condições necessárias referentes a cada exame. É importante verificar

se o pedido médico está com assinatura e carimbo do médico e se o paciente seguiu

o preparo adequado para o exame, pois se o paciente não tiver seguido

impossibilitará a coleta (ASISPES, 2010).

5.2.1 Condições Necessárias para a coleta

- Estantes para os tubos

- Luvas descartáveis

- Avental e máscara

- Recipiente rígido e próprio para desprezar material perfucortante

- Etiquetas para identificação de amostras

- Tubos indicados para o tipo de amostra a ser colhida

- Sistema a vácuo: suporte, tubo e agulha descartável

- Seringa descartável

- Agulha descartável

12

- Álcool etílico a 70%

- Algodão hidrófilo

- Garrote

- Cadeira reta com braçadeira regulável ou maca

- Lavatório

- Sala bem iluminada e ventilada

5.2.2 Venopunção

Passos para coleta com seringa e agulha descartável:

1) Colocar a agulha na seringa

2) Movimentar o êmbulo e pressionar para retirar o ar.

3) Orientar o paciente quanto ao procedimento.

4) Ajustar o garrote e escolha a veia.

5) Fazer a anti-sepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool 70%.

6) Fazer a punção.

7) Soltar o garrote assim que o sangue começar a fluir na seringa.

8) Coletar o sangue de acordo com o volume indicado para cada exame solicitado.

9) Separar a agulha da seringa com a ajuda do suporte de desconectar ou com uma

pinça e descartar no recipiente adequado para material pérfurocortante.

10) Orientar o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada, mantendo o

braço estendido, sem dobrá-lo.

11) Transferir o sangue para um tubo de ensaio, com ou sem anticoagulante, de

acordo com o exame solicitado. Escorrer delicadamente o sangue pela parede do

tubo para evitar a hemólise da amostra.

12) Descartar a seringa no recipiente específico para pérfurocortante, não

ultrapassando 2/3 do limite da capacidade.

5.2.3 Coleta multipla com sistema a vácuo

13

1) Enroscar a agulha no adaptador. Não removover a capa protetora de plástico da

agulha.

2) Orientar o paciente quanto ao procedimento.

3) Ajustar o garrote e escolha a veia.

4) Fazer a anti-sepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool 70%

5) Fazer a punção e após introduzir o tubo no suporte, pressionando-o até o limite.

6) Soltar o garrote assim que o sangue começar a fluir no tubo.

7) Separar a agulha do suporte com a ajuda do frasco desconectador ou com uma

pinça e descartar no recipiente adequado para material perfurocortante.

8) Orientar o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada, mantendo o

braço estendido, sem dobra-lo.

Figura 1. Sequência de Coleta a Vácuo

Fonte: ASISPES, 2010.

14

5.2.4 Sequência de Coleta

Há diferenças a serem consideradas entre o Sangue total/ Soro/Plasma , essas

diferenças ficam facilmente compreendidas com o quadro a baixo:

Quadro 1. Diferenças entre sangue total, soro e plasma.

Fonte: K.G.C, 2017

Todos os tubos deverão ser homogeneizados imediatamente após a coleta.

Deve-se invertê-los de 5 a 8 vezes, suavemente. Tubos homogeneizados

inadequadamente poderão conter pequenos coágulos sanguíneos que diminuirão a

utilidade do tubo. Quando o paciente possui mais de um exame solicitado e estes

exames necessitam de materiais diferentes que devem ser coletados em recipientes

diferentes, deve-se obedecer uma sequência para coleta dos materiais para que não

haja contaminação dos aditivos de um tubo para outro, o que ocasiona grandes

alterações em alguns parâmetros analíticos.

15

Quadro 2. Sequência de Coleta e apresentação dos tubos e seus componentes.

Fonte: K.G.C, 2017.

Obs.:

SORO: Tubo sem anticoagulante (tampa vermelha) e gel separador com ativador de

coágulo (tampa amarela).

PLASMA: Amostras colhidas com anticoagulantes específicos para evitar a

coagulação.

5.2.5 Conclusão

O Setor de Coleta é de vital importância para a sequência de análises, pois

é nela que ocorrem cerca de 70% dos erros laboratoriais. Logo, o aprendizado nesse

setor e primordial para o estágio em análises clínicas, porque o controle de qualidade

que é impressindível a um laboratório começa justamente nesse referido setor.

5.3 Hematologia

A hematologia compreende o estudo das células sanguíneas e da

coagulação. Incluídas nesse contexto estão também as análises de concentração,

16

estrutura e função das células sanguíneas, seus precussores na medula óssea e a

função das plaquetas e das proteínas envolvidas na coagulação do sangue.

5.3.1 Hemograma

Segundo Naoum&Naoum (2005), o hemograma é composto por três

determinações básicas que incluem as avaliações dos eritrócitos (ou série

vermelha), dos leucócitos (ou série branca) e das plaquetas (ou série plaquetária).

Figura 2. Hematopoese Simples

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hematopoiesis_simple.svg

17

5.3.1.1 Análise da série vermelha (Eritrograma)

A análise da série vermelha contempla a quantificação de eritrócitos,

hematócrito, dosagem de hemoglobina e índices hematimétricos (VCM, HCM,

CHCM, RDW), bem como o exame microscópico da morfologia eritrocitária. Esses

dois conjuntos de análises fornecem subsídios para o diagnóstico das principais

causas de anemias. Recentemente com a automatização das avaliações das células

do sangue, aliada a programas de informática, obtém-se dados sobre diâmetro ou

superfície celular, histograma e gráficos de distribuição de células. Especificamente

para a série vermelha a automatização fornece o índice RDW que avalia a amplitude

da superfície dos eritrócitos. (Hoffbrand, 2013).

- Volume Corpuscular Médio (VCM)

O VCM é o volume médio dos Eritrócitos e é calculado a partir do hematrócrito

e do número de eritrócitos, expresso em femtolitros ou micrômetros cúbicos.

VCM = ������ �� 1000

����������ó���������� ���� ������ℎõ����/���� = expressa em um³ ou fL

Um femtolitro (fL) = 10-15 L = 1 micrômetro cúbico (um³).

- Hemoglobina Celular Média (HCM)

A HCM é o conteúdo (peso) de Hb do eritrócito médio; a HCM é claculada a

partir da concentração de Hb e do número de eritrócitos.

HCM = ���� (���� �� ������ ��)

����������ó���������� ���� ������ℎõ����/���� = expressa em pg (picograma)

18

- Concentração da Hemoglobina Corpuscular média (CHCM)

A CHCM é a concentração média de Hb em um determidado volume de

concentrado de eritrócitos, e é calculada a partir de Hb e do hematrócrito.

CHCM = ���� (���� �� ������ ����)

������ = expressa em g/dL

Tabela 1. Alterações Morfológicas de Eritrócitos relacionadas as principais causas de anemias.

Fonte: Naoum&Naoum, 2005.

19

5.3.1.2 Análise da série Branca (Leucograma)

Essa análise avalia as contagens total e diferencial (valores relativo e

absoluto) dos leucócitos, bem como a morfologia dos neutrófilos, linfócitos e

monócitos, principalmente. A avaliação quantitativa, que incluem as contagens total

e diferencial é baseada em valores padrões estabelecidos por faixas etárias. A

primeira análise do leucograma se suporta na verificação da contagem total dos

leucócitos: quando os mesmos estão acima do valor padrão para a idade denomina-

se por leucocitose, e quando abaixo por leucopenia. Especialmente a leucocitose

deve ser adjetivada em discreta (ou leve), moderada e acentuada, de acordo com os

valores do leucograma (Naoum&Naoum, 2006).

As leucocitoses ocorrem basicamente em três situações: leucocitose

fisiológica – geralmente de grau leve é comum em gestantes, RN, lactantes, após

exercícios físicos e em pessoas com febre; leucocitose reativa – estão notadamente

relacionadas com o aumento de neutrófilos e se devem às infecções bacterianas,

inflamações, necrose tecidual e doenças metabólicas; leucocitose patológica – estão

relacionadas a doenças mieloproliferativas (leucemias mielóides, policitemia vera,

mieloesclerose) e linfoproliferativas (leucemias linfóides e alguns linfomas). Na

vigência de leucocitoses é fundamental a cuidadosa análise da morfologia

leucocitária, distinguindo para os neutrófilos as seguintes verificações: presença de

neutrófilos jovens (bastões, metamielócitos, mielócitos e promielócitos), granulações

tóxicas, vacúolos citoplasmáticos e inclusões anormais (Hoffbrand, 2013).

20

Tabela 2. Principais alterações morfológicas em leucócitos.

Fonte: Naoum&Naoum, 2005.

5.3.2 Contagem de Reticulócitos

Os eritrócitos são células que após passarem pelo processo de maturação,

perdem o núcleo. Algumas células conservam vestígios de material nuclear, em

especial o RNA, são os chamados reticulócitos. A presença de reticulócitos no

sangue periférico é um sinal inequívoco de produção de células vermelhas. Assim a

contagem de reticulócitos é usada para se avaliar a capacidade da medula óssea

em produzir novas células vermelhas, em casos de anemias hemolíticas e

hemorragias (LABORCLIN, 2014).

- Procedimento

• Preparar a diluição do sangue total homogeneizado em azul cresil brilhante,

usando o seguinte critério baseado no hematócrito:

- para hematócrito até 30%: 12 gotas de sangue para 3 gotas de corante;

- para hematócrito entre 30-45%: 9 gotas de sangue para 3 gotas de corante;

21

- para hematócrito superior a 45%: 6 gotas de sangue para 3 gotas de corante;

• Colocar em Banho-Maria a 37°C por 20 minutos;

• Homogeneizar e preparar um esfregaço hematológico com a diluição;

• Deixar secar e a lâmina estará pronta para a leitura (para uma melhor

visualização, recomenda-se contra-corar por um método hematológico como

panótico, Giensa etc.).

• Observar ao microscópio e contar o número de reticulócitos (eritrócitos com um

filamento escuro de RNA em se interior) relativos a 1000 eritrócitos.

5.3.3. Velocidade de Hemossedimentação (VHS)

O VHS é um dos exames laboratoriais mais antigos ainda em uso atualmente.

Ele possuiu significado clínico na anemia falciforme, na osteomielite, no derrame, no

câncer de próstata, doença das artérias coronárias e fatores reaumatóides. Quando

o sangue venoso bem homogeneizado é colocado em um tubo vertical, os eritrócitos

tendem a sedimentar-se no fundo do tubo. O tempo para a descida desde a parte

superior da coluna de eritrócitos até o fundo do tubo em um determinado intervalo

de tempo é denominado de velocidade de hemossedimentação (VHS), processo no

qual estão envolvidos os fatores do plasma (onde uma VHS acelerada é favorecida

por concentrações elevadas de fibrinogênio) e dos fatores eritrocíticos (LORENZI,

2003).

- Procedimento

• Colocar no tubo próprio de VHS a amostra de sangue (em torne de 3 a 4 mL);

• Aguardar por 1 hora;

• Medir o resultado na régua e ingressá-lo ao laudo.

• O resultado é expresso em mm³/hora.

5.3.4 Glicose-6 fosfato desidrogenase (G6PD)

22

A dosagem de G6PD mede os níveis de glicose-6-fosfato desidrogenase

(G6PD), uma enzima (tipo de proteína) no sangue. Essa enzima promove o

funcionamento normal dos glóbulos vermelhos e também os protege de subprodutos

potencialmente prejudiciais que podem se acumular quando o corpo está

combatendo uma infecção ou como resultado de certos medicamentos. A dosagem

de G6PD é um exame simples que exige uma amostra de sangue. Geralmente é

solicitada para avaliar deficiências de G6PD. A G6PD protege os glóbulos vermelhos

do sangue ricos em oxigênio (hemácias) de compostos químicos chamados de

reativos de oxigênio, que são gerados no organismo durante uma febre, infecção ou

sob a ação de certos medicamentos. Se houver uma quantidade insuficiente de

G6PD, os glóbulos vermelhos não serão protegidos desses compostos químicos,

eles serão são destruídos, levando à anemia (HEALTHLINE, 2012).

- Procedimento

• Pipeta-se 50 umL de sangue total e coloca-se em um tubo de hemólise;

• Pipeta-se 25 umL de Glicose juntado ao sangue total;

• Em seguida pipeta-se 25 umL de azul de cresil e junta ao sangue total com a

glicose;

• Em um tubo separado prepara-se o teste: onde pipeta-se somente a glicose e o

azul de cresil.

• Coloca-se os tubos em banho maria por 4 horas à 37 ºC.

• Ao fim analisa-se o resultado comparando o teste como a amostra contendo

sangue;

5.3.5 Método de Coloração Panótico (Slide Sanguíneo/ Coloração)

Esse método é utilizado para uma coloração rápida em hematologia. O

Panótico baseia-se no princípio de coloração hematológica estabelecida por

Romanowsky. A amostra usada consiste em lâminas com extensões de sangue

venoso ou periférico. A extensão hematológica é submetida a ação de um fixador e

duas soluções corantes, por meio de imersões de 5 segundos em cada, e ao final da

última imersão encontra-se pronta para leitura.

23

- Panótico rápido nº 1: compõe-se por uma solução de triarilmetano a 0,1%.

- Panótico rápido nº 2: compõe-se por uma solução de xantenos a 0,1%

- Panótico rápido nº 3: compõe-se por uma solução de tiazinas a 0,1%

- Procedimento

-Preparar as extensões sanguíneas e deixar secar em temperatura ambiente;

- Preencher 3 recipientes (cubeta de Wertheim, cuba de Coplin ou similar) com as

soluções nº 1, 2 e 3 respectivamente;

- Submergir as lâminas na solução nº 1 mantendo-se um movimento contínuo de

cima para baixo ou para os lados durante 10 segundos (10 imersões de 1 segundo

cada) e deixar escorrer bem;

- Submergir as lâminas na solução nº 2 mantendo-se um movimento contínuo de

cima para baixo ou para os lados durante 10 segundos (10 imersões de 1 segundo

cada) e deixar escorrer;

- Submergir as lâminas na solução n° 3 mantendo-se um movimento contínuo de

cima para baixo ou para os lados durante 10 segundos (10 imersões de 1 segundo

cada) e deixar escorrer bem;

- Lavar com água deionizada recente (de preferência tamponada a pH 7,0), secar ao

ar na posição vertical e com o final da extensão voltado para cima. Observação: Os

tempos de imersão sugeridos podem ser alterados conforme critério do usuário para

ajustes necessários.

5.4 Bioquímica

Segundo Santos (2015), a bioquímica é a parte da biologia que se preocupa

com os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos. Sendo responsável

pelo estudo das estruturas, da organização e das transformações moleculares que

ocorrem na célula. A bioquímica é considerada uma área interdisciplinar da ciência,

a astronomia, a geologia, a química e a física são excelentes chaves para auxiliar os

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