Resenha sobre Libras, Pesquisas de Idiomas. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
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Resenha sobre Libras, Pesquisas de Idiomas. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

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Resenha sobre Libras. Rf.: FERNANDES, Eulália; SILVA, Ângela Carrancho da ... [et al.]. Surdez e bilingüismo. 7. ed. Porto Alegre: Mediação, 2015.
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RESENHA

Existem profundas discussões sobre a educação de surdos, bem como seus

métodos e técnicas pedagógicas. É importante ressaltar que a aprendizagem da

Língua de Sinais passa a ter um papel de suma importância para a construção de

uma nova identidade e autonomia da comunidade surda. No entanto, existe um

grande abismo entre o mundo acadêmico e o cotidiano escolar dessa comunidade.

Este cotidiano nos mostra que existe uma grande lacuna entre o que é proposto em

lei e o que realmente é desenvolvido nas escolas e universidades quanto à

educação do surdo.

O professor tem um papel fundamental no processo de desenvolvimento dos

seus alunos. A sua interação tem que ser primordial, onde o aluno terá um espaço

para ouvir (ou compreender) e ser ouvido, enquanto houver a presença de

interlocutores não haverá essa interatividade. Para ensinar o surdo ou aluno ouvinte

tem que haver a dialogicidade (muito expressado no livro: “Pedagogia do Oprimido”

de Paulo Freire) para a construção da educação como prática de liberdade. A

inserção da tecnologia nas escolas tem causado um grande impacto no âmbito

educacional, o uso do computador no cotidiano escolar pode redimensionar a prática

pedagógica, o aluno (surdo ou ouvinte) irá desenvolver atividades desafiantes e

colocará a prova seu conhecimento estimulando assim a busca pelo conhecimento.

Mas infelizmente a falta de capacitação dos profissionais tem sido o maior desafio

pra esse projeto.

Algo que entrará em pauta nesta metodologia educacional é o bilingüismo, o

aluno poderá desenvolver habilidades na linguagem primária (linguagem de sinais)

e secundária (escrita). A abordagem bilíngüe estruturará a educação onde não

afetará psicossocialmente e linguisticamente à criança surda. O professor e bem

importante neste papel trabalhando com essa metodologia prática e teórica

englobando o domínio e a disciplina dos alunos, proporcionando o egresso destes

alunos futuramente ao Ensino Superior. Com o acesso a informação e

democratização do conhecimento irão mostrar como foi realmente o papel do

Educador e da instituição. Que possa haver nas escolas essa abordagem

educacional relacionando a tecnologia e socialização.

É impossível se pensar em melhoria na educação de forma a atingir o os surdos,

sem tê-los como participantes e colaboradores da sociedade, ao invés de pessoas

que só faltam escutar. Num mundo de ouvintes, os surdos não são bem

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compreendidos, e não porque não querem ou se isolam, mas porque os ouvintes

não se dão ao trabalho de percebê-los, senti-los, entendê-los.Se limitam ao seu

“grande grupo” (de pessoas que ouvem), às suas representações sociais, que se

formam com o comum, o que já é conhecido, e que muitas vezes se fecham ao

diferente, não dando espaço aos que não se “enquadram” no seu grupo. É preciso

uma mudança de mentalidade. É preciso perceber que se faz necessário conhecer

o cotidiano dos surdos para aí sim, se pensar numa pedagogia que os atenda, com

ou sem a tecnologia, mas com o indispensável trabalho e empenho do profissional

que tem a árdua missão de educar, e conscientizar a sociedade de que uma criança

surda tem tanta capacidade de aprender quanto um ouvinte.

A influência da sociedade ouvinte que está presente em todas as extensões

sociais, decompôs a educação da surdez e do ser surdo em um processo de

inserção social na qual baseia-se nas sociedades ouvintes, sem levar em

consideração o processo de aquisição de conhecimento, envolvendo fatores

afetivos, de linguagem, de percepção, de memória, de raciocínio entre outros, que

fazem parte do desenvolvimento intelectual dos sujeitos deste grupo. O foco da

escola deve ser vinculada a educação em sala de aula, por meio de um conjunto de

idéias que tenha como princípio a interação cognitiva do aluno sujeito da ação social

com o professor mediador e toda a sociedade de tal forma que não se transformem

menores uns dos outros. O indivíduo coletivo reproduz os princípios do grupo social

à que está inserido e pelo qual é reinventado por outros grupos e seus participantes

que estão em construção de novos pensamentos, baseados nos já formulados. Em

resumo tudo se constroem do cotidiano, da convivência entre todo e sua experiência

concebida do conhecimento adquirido.

Por fim ressaltamos a importância indispensável do mediador como peça chave

para a construção do aluno surdo. A utilização da tecnologia nessa construção nada

mais é que uma realidade dos tempos de globalização. Não basta apenas utilizar a

língua de sinais, mas trabalhar para que ela rompa barreiras. Quando falamos em

utilizar a tecnologia como forma de aprendizagem para inserir o surdo a sociedade,

isso nunca deve diminuir o papel do mediador, a verdade é que a tecnologia pode

ser uma grande ferramenta aliada para melhorar e ampliar os resultados. A presença

e socialização de surdos em escolas é uma grande oportunidade para o mediador

trabalhar não só os surdos, mas os demais, fazendo com que entendam e respeitem

as diferenças e com o tempo as diferenças se destaquem no quadro geral.

REFERÊNCIA

FERNANDES, Eulália; SILVA, Ângela Carrancho da ... [et al.]. Surdez e bilingüismo. 7. ed. Porto Alegre: Mediação, 2015.

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