Resumos psicometria, Resumos de Métodos em Psicologia. Universidade não é definido
da1709
da170923 de outubro de 2016

Resumos psicometria, Resumos de Métodos em Psicologia. Universidade não é definido

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Resumo de Psicometria 2014/2015

A utilização de testes para avaliação de diferenças individuais é, actualmente, uma prática generalizada – desde que nasce, o indivíduo é submetido, sucessivamente, a testes diversos (médicos, escolares, vocacionais...) cujos resultados influenciam as decisões tomadas sobre o seu curso de vida

Qual a utilidade destes testes? Medem realmente alguma coisa? Qual a sua precisão?

Princípios e conceitos básicos da medida em psicologia: PSICOMETRIA

Definição - Etimologia: Medida em psicologia Dickes et al., 1994: Campo de estudo que compreende o conjunto de teorias e métodos de medida em Psicologia: - Disciplina metodológica, sem conteúdo psicológico próprio - É aplicada sempre que um Psicólogo atribui números aos seus objectos de estudo - Compreende o desenvolvimento e refinamento de abordagens teóricas acerca da medida construção de testes e procedimentos de medida Não deve ser confundida com os testes (ou com avaliação psicológica…) - Os testes são uma parte limitada desta área de conhecimento; uma classe de instrumentos de medida entre outras - Os testes referem-se exclusivamente à avaliação de pessoas

- A psicometria aplica-se também à medida das características dos objectos (percebidos, concebidos, julgados,...)

Não deve ser confundida com a Análise de Dados Duas abordagens quantitativas centradas no estudo de objectos distintos: Psicometria – Constrói teoria em torno da medida e procura definir modelos que a tornem válida e fiável. Análise de Dados – Aplica os algoritmos desenvolvidos pela matemática aplicada (estatística)

Antecedentes históricos Em Portugal… < déc. 60 Regime político era desfavorável à Psicologia: até 1976 a formação de psicólogo estava inserida nos cursos de Filosofia, sendo o título de psicólogo atribuído a quem apresentasse a dissertação em Psicologia (Apenas o ISPA leccionava, desde 1962, um curso de Psicologia, que foi reconhecido em 1984) Déc. 60-70 A utilização de testes ganha algum interesse, sendo usada em áreas tradicionais; dá-se a adaptação de instrumentos estrangeiros ao contexto português; a produção nacional é reduzida Déc. 80 Incremento de críticas e consequente diminuição do uso de técnicas psicométricas (Excepto: área clinica e ramo militar) 1995 Publicação dos Princípios éticos da APPORT, Leandro de Almeida

Recentemente A utilização dos testes está a generalizar-se, sendo aplicados em diversos contextos

Áreas de aplicação

Psicologia Educacional e Orientação Escolar

- Diagnóstico de dificuldades de aprendizagem (e.g., dislexia); diagnóstico de problemas comportamentais (e.g., agressividade); avaliação de conhecimentos; determinação e análise de aptidões; avaliação dos interesses vocacionais dos indivíduos e orientação vocacional; selecção de alunos para cursos específicos; avaliação da eficácia de programas de intervenção na alteração de comportamentos, atitudes e cognições Psicologia Clínica - Diagnóstico de desordens afectivas, cognitivas e comportamentais; monitorização e avaliação do tratamento/terapia a avaliação clínica tem como objectivos: (1) descrever detalhadamente o problema do paciente, (2) determinar factores intrapessoais, interpessoais e ambientais que precipitam e mantêm o problema, (3) estabelecer uma previsão dos resultados esperados da situação com e sem tratamento A avaliação é conseguida com base num estudo de caso em que os testes constituem uma fonte de informação, a par de outras como a entrevista, observação comportamental, etc. Neuropsicologia - Diagnóstico de danos cerebrais através da aplicação de testes de inteligência, memória, linguagem, personalidade... Psicologia do Trabalho - Selecção de trabalhadores para efeitos de integração, promoção - Diagnóstico de necessidades de formação Psicologia do Consumidor - Avaliação de características comportamentais e/ou de personalidade associadas à preferência e compra de produtos/serviços -Permite segmentar mercado, desenhar publicidade, embalagem, promoção...

Psicologia Forense - Avaliação da insanidade, desvios emocionais, imputabilidade

Tipo de testes psicológicos Objectivos (Aiken, 1997)

Objectivo geral - Avaliar o comportamento, capacidades mentais e outras características pessoais de forma a apoiar a tomada de decisão sobre diversos aspectos da vida do indivíduo Usos específicos - Classificar e colocar pessoas em contextos profissionais e educacionais - Aconselhar e orientar pessoas com efeitos ao nível das suas profissões e da sua educação - Diagnosticar, prescrever e monitorizar tratamento físico e psicológico - Avaliar mudanças cognitivas e comportamentais devidas a programas de intervenção - Conduzir pesquisas sobre mudanças no comportamento ao longo do tempo

Definições Um teste é um procedimento sistemático e padronizado para observar e descrever o comportamento, de acordo com categorias ou escalas numéricas pré-determinadas (Cronbach, 1990) Um teste é uma medida objectiva e padronizada de uma amostra de comportamentos (Anastasi & Urbina, 1997) Um teste é um dispositivo, instrumento ou técnica de medida usado para quantificar o comportamento e ajudar a compreender e/ou a prever o mesmo (Kaplan & Saccuzo, 2001)

Características gerais Implicam sempre procedimentos padronizados de aplicação (uniformidade de instruções e de contexto de aplicação) Medem apenas uma amostra de comportamentos que permite realizar inferência para um n.º razoável de comportamentos Possuem normas ou padrões, obtidos a partir da aplicação a amostras representativas dos grupos ao quais se dirigem, contra os quais são comparados os resultados dos examinados

Permitem prever comportamentos não directamente medidos pelo teste

Fontes de informação sobre testes

Catálogos das empresas especializadas na sua publicação e distribuição - CEGOC-TEA # www.cegoc.pt - INFOTESTE à www.infoteste.pt

Manual do teste e livros específicos sobre o mesmo - Ex.: Gonçalves, M. (1994). Rorschach na avaliação psicológica. Software e base de dados - Psychware Sourcebook - PsychInfo - Mental Measurements online Database - ETS Test Collection Database

Especificamente sobre testes não publicados - Directory of unpublished experimental mental measures (Goldman, 1974-1985) - Measures for psychological assessment - A consumers’ guide to test in print - Index to tests used in educational dissertations

Revistas especializadas - Applied Psychological Measurement - Psychological assesssment - Personnel psychology - Journal of vocational behavior, etc.

Classificação dos testes

Posse de direitos de autor - Sem copyright: testes de utilização livre, publicados em revistas de acesso geral - Com copyright: testes de utilização restrito, a utilização pressupõe a compra de materiais e o “pagamento” de direitos de autor

Construção - Não padronizados: construídos informalmente por professores e outros profissionais - Padronizados: construídos por especialistas, aplicados a uma amostra representativa da população à qual se dirigem, com regras específicas de aplicação e cotação e normas que servem de base à interpretação de resultados

Tempo de realização - Sem tempo limite: a sua utilidade está dependente do preenchimento de todos os itens, pelo que não possui tempo limite; geralmente testes de personalidade - Testes de velocidade: com problemas simples, mas de tempo limite muito limitado que impede geralmente a conclusão da prova - Testes de poder/capacidade: de maior duração, mas com problemas complexos que impedem geralmente a conclusão da prova

Administração - Testes individuais: aplicados individualmente a cada pessoa - Testes colectivos: aplicados a várias pessoas em simultâneo

Cotação/pontuação

- Testes objectivos: com normas de pontuação fixas - Testes subjectivos: não tem normas fixas, mas categorias e sistemas orientadores da correcção

QUANTO AO CONTEÚDO

- Testes cognitivos: procuram quantificar os processos e produtos da actividade mental Testes de inteligência; Testes de aptidões; Testes de conhecimentos. -Testes afectivos: avaliam características não cognitivas Testes de personalidade; Valores e interesses; Atitudes …

Técnica de aplicação -Testes orais: a resposta é dada oralmente - Testes de papel e lápis: com material verbal e não verbal em suporte papel - Testes de desempenho/aparato: com material não verbal, implicam manuseamento de objectos - Testes informatizados: com material verbal e não verbal, apresentados em suporte informático

A teoria da medida em Psicometria A medida: definições e conceptualizações Teoria de medida - conjunto de conceptualizações sobre a medida e seus fundamentos teóricos, determinando métodos e práticas utilizadas.

A medida de construtos latentes O construto latente é responsável pelas medidas ‘manifestas’ F 0 7 7O processo de medida: “um processo pelo qual se relacionam conceitos abstractos e

indicadores empíricos” (Dickes et al., 1994) F 0 7 7 O processo de medida também se interessa pela relação entre indicadores, uma vez

que são colocadas hipóteses sobre as suas inter-relações conduzindo à medida de um construto latente Teoria clássica da medida (teoria dos resultados verdadeiros e do erro)Spearman (1904) F 0 7 7 Postulados essenciais: os resultados de um teste resultam da influência de dois factores

essenciais: F 0 6 E factores que contribuem para a consistência: atributos estáveis do indivíduo que o

examinador procura medir F 0 6 E factores que contribuem para a inconsistência: outros factores (características do

indivíduo ou situação) que nada têm a ver com a característica medida, mas que de qualquer forma afectam os resultados do teste

Resultado verdadeiro F 0 6 E Para cada traço (inteligência, ansiedade, aptidão musical...) um indivíduo possui um

resultado verdadeiro que representa a sua capacidade “real” nesse traço Resultado obtido no teste

F 0 6 E O resultado obtido no teste difere sempre do resultado verdadeiro devido a erros aleatórios Erros de medida F 0 6 E Representam a discrepância entre o resultado obtido e o resultado verdadeiro

correspondente

Fontes de erro de medida Fontes de erro não sistemático (efeito imprevisível e aleatório) F 0 7 7 Selecção de itens F 0 6 E Um teste é sempre uma amostra de comportamento e nunca a totalidade do

comportamento do indivíduo; a selecção de itens é crucial para a correcção do teste Aplicação do teste F 0 6 E Condições ambientais e logísticas --> temperatura, luz, ruído F 0 6 E Flutuações momentâneas nas características do examinado --> ansiedade, fadiga F 0 6 E Postura do examinador--> apresentar-se tenso e abrupto Cotação do teste F 0 6 E Erros resultantes da subjectividade na cotação e/ou distracção Erros sistemáticos F 0 7 7 São desconhecidos pelo examinador e surgem sempre que o teste mede algo diferente

daquilo que estava previsto F 0 6 E Ex. escala de introversão social mede também, inadvertidamente, ansiedade de

forma consistente F 0 7 7 Visto que a sua presença não é, por definição, detectada à partida este tipo de erros

podem constituir um problema importante no desenvolvimento de testes psicológicos F 0 7 7 Este tipo de erros serve para relembrar que é muito difícil, senão mesmo impossível,

avaliar uma característica em verdadeiro isolamento de outras

Teoria clássica da medida e fontes de erro

Níveis ou escalas de medida Escalas de medida de Stevens (1946)

Etapas do processo de medida (Dickes et al., 1994)

Validade Um teste é valido quando as inferências que fazemos dele são apropriadas, fazem sentido e são úteis (Standards for Educational and Psychological Testing, 1985) • A validade exprime o grau em que um teste mede o que pretende medir • Reflecte um julgamento evolutivo, ancorado na investigação, da adequação das medidas

de um teste ao objectivo para que foi criado • Não é determinável por coeficientes estatísticos, mas sim caracterizada num continuum

que varia entre ‘fraco’, ‘aceitável’ e ‘forte’ Existem três formas de acumular evidências sobre a validade ■ Validade de conteúdo ■ Validade relativa a um critério ■ Validade de construto

Validade de Conteúdo • É determinada pelo grau em que questões, tarefas ou itens são representativos de um

universo de comportamentos que o teste procura avaliar • Não é mais do que um problema de amostragem (Bausell, 1986, cit. por Gregory, 2003):

se os itens forem representativos do universo de onde são retirados, então o teste terá validade de conteúdo

• A validade de conteúdo é difícil de avaliar quando um teste mede um conceito mal definido

Um caso especial de validade conteúdo: a validade facial • Para determinar a validade de conteúdo, pede-se a peritos que avaliem o instrumento de

medida (acordo inter-juízes), determinando a relevância dos itens que o compõem

Determinação do coeficiente de validade de conteúdo

Validade relativa a um critério Um teste possui validade de critério quando se demonstra que é eficaz na estimação de um desempenho do examinado noutra medida (critério) • Um critério é qualquer medida contra a qual um teste seja validado. O que é um bom

critério? ■ Fiável: deve possuir elevada fidelidade e produzir, por isso, resultados consistentes ■ Apropriado: deve ser relevante ■ Livre de contaminação: não deverá ter conteúdo semelhante ao teste

Dois tipos de validade de critério Validade concorrente: as medidas critério são recolhidas ao mesmo tempo que os resultado do teste (correlação) Ex: inventário de personalidade e diagnóstico clínico de um médico ■ Validade preditiva: as medidas critério são obtidas posteriormente aos resultados do teste (regressão) Ex: exame de admissão à faculdade e média final de curso

Validade de constructo Construto: traço ou qualidade teoricamente definido, no qual os indivíduos diferem (ex. inteligência, depressão, liderança) ■ Não pode ser medido directamente, mas pode ser inferido e operacionalizado a partir

de uma rede de suposições interligadas derivadas da teoria acerca do construto. • Um teste construído para medir um construto deve estimar a existência de uma

característica subjacente, baseado numa amostra de comportamentos • A validade de construto refere-se ao rigor com que se podem realizar estas inferências

acerca do construto que está na base de um determinado teste • Destina-se, principalmente, a testes de medidas complexas e multifactoriais

Abordagens para a determinação da Validade de Construto 1. Análises para determinar se os itens de um teste são homogéneos, medindo o mesmo construto (homogeneidade do teste)

■ Efectuadas durante a construção do teste, correlacionando cada item com o resultado total no teste 2. Estudo das mudanças comportamentais de forma a verificar se estão de acordo com a teoria 3. Pesquisa para determinar se diferenças de resultados em diferentes grupos de sujeitos estão de acordo com a teoria 4. Análises para determinar se os efeitos que intervêm nos resultados de um teste são consistentes com a teoria

■ Mostrar que o resultado no teste muda numa determinada direcção e quantidade de acordo com o que estava previsto na teoria 5. Análise factorial dos resultados de um teste comparada com outras fontes de informação 6. Correlação do teste com outros testes relacionados e não relacionados com o construto em análise

Validade convergente: demonstrável quando um teste correlaciona de forma elevada com outras medidas ou testes que avaliam o mesmo constructo (geralmente, à volta de .50) (ex. dois testes de inteligência)

Validade discriminante: demonstrável quando um teste não correlaciona com medidas ou testes que medem construtos diferentes (ex. interesse social e inteligência)

Fidelidade

Fidelidade = consistência da medida F 0 7 7 Não é uma questão de tudo ou nada, mas antes uma questão de continuum F 0 7 7 Pode variar da consistência mínima (p. ex. tempo de reacção) à consistência máxima dos

resultados (p. ex. peso) F 0 7 7 Na ausência de crescimento, aprendizagem, doença do individuo, os resultados do teste

variam de aplicação para aplicação? A baixa fidelidade pode ser resultado de erros de medida produzidos por estados

internos ao examinando ou condicionalismos externos • A teoria clássica da medida ajuda a clarificar o significado de fidelidade ao identificar as

fontes de consistência e inconsistência dos testes psicológicos F 0 7 7 O erro de medida reduz a fidelidade ou a repetibilidade dos resultados do teste

psicológico F 0 7 7 No fundo, a fidelidade e o erro são duas formas de dizer a mesma coisa:

Em que grau determinado teste psicológico é consistente?

Erro de medida e Fidelidade Coeficiente de fidelidade • Exprime a influência relativa dos resultados verdadeiros e do erro de medida nos

resultados obtidos num teste… • …a proporção de variância obtida através dos resultados de um teste que é conhecida

por meio da variabilidade dos resultados verdadeiros

• Varia entre 0 e 1, sendo 1 o máximo de fidelidade

Métodos de cálculo da fidelidade como estabilidade temporal Estabelecem a consistência dos resultados de um teste ao longo de várias aplicações

F 0 6 E se os resultados forem consistentes, então os resultados obtidos por uma pessoa em diferentes ocasiões devem estar fortemente correlacionados, aproximando-se de +1.00

Método teste-reteste F 0 7 7 Aplicação do mesmo teste a um grupo heterogéneo e representativo de sujeitos em dois

momentos F 0 7 7 Emparelhamento dos resultados e cálculo do coeficiente de correlação F 0 7 7 Se o teste for fiável, espera-se que haja uma forte correlação entre os resultados F 0 7 7 Podem ocorrer os fenómenos típicos de aplicações pré - pós teste: efeitos de

aprendizagem, maturação, motivação... Método das formas paralelas: F 0 7 7 Aplicação de duas formas paralelas do mesmo teste (conteúdo e nível de dificuldade

semelhantes) um grupo heterogéneo e representativo de sujeitos F 0 7 7 A aplicação pode ser feita em simultâneo ou em diferido F 0 7 7 Emparelhamento dos resultados obtidos nas duas formas e cálculo do coeficiente de

correlação F 0 7 7 Se o teste for fiável, espera-se que haja uma forte correlação entre os resultados F 0 7 7 No caso da aplicação em diferido, podem ocorrer os fenómenos típicos de aplicações pré -

pós teste: efeitos de aprendizagem, maturação, motivação ... F 0 7 7 Fonte adicional de erros: diferenças ao nível da amostra de itens

Métodos de cálculo: fidelidade como consistência interna

Coeficientes que empregam uma única aplicação do teste F 0 7 7 Método “split-half” F 0 7 7 O coeficiente de alfa F 0 7 7 O coeficiente de Kuder Richardson (KR-20) F 0 7 7 O acordo interjuízes Método “split-half” F 0 7 7 Consiste em correlacionar uma metade de um teste com outra metade equivalente

Como dividir o teste em duas metades idênticas?

F 0 7 7 Procedimento habitual em testes de dificuldade crescente consiste em correlacionar os itens pares com os itens ímpares Para além de calcular um coeficiente de Pearson, pode também calcular-se um coeficiente ajustado de “split-half”: o coeficiente de Spearman- Brown

O coeficiente de alfa: F 0 7 7 O coeficiente split-half oferece vários coeficientes para um teste, dependendo dos itens

que são agrupados F 0 7 7 Uma alternativa é utilizar o coeficiente de alfa que pode ser tomado como a média de

todos os coeficientes possíveis de split-half F 0 7 7 Indicado para itens de escala intervalar F 0 7 7 Examina a consistência interna dos itens, indicando em que medida os itens medem um

mesmo factor

O coeficiente de Kuder Richardson (KR-20) F 0 7 7 Indicado para itens de resposta nominal (ex., tipo V/F)

O acordo interjuízes F 0 7 7 Indicado para itens de resposta aberta F 0 7 7 O cálculo do acordo interjuízes ajuda a determinar o erro de medida devido à

subjectividade da cotação Procedimento F 0 7 7A resposta ao item é cotada por 2 juízes com base numa grelha predefinida F 0 7 7Os resultados obtidos são comparados através da elaboração de uma matriz de

concordâncias F 0 7 7 Calcula-se a proporção de concordâncias

F 0 7 7Calcula-se a proporção devida ao acaso, com as percentagens de cada juiz por linha

Po= (p1a*p2a) + (p1b*p2b)+ … / total respostas F 0 7 7Calcula-se o índice de K de Cohen

Normas e estandardização de testes Ao resultado inicial de um teste chamamos resultado bruto (RB) ou pontuação directa (PD) • Este RB, por si só, não tem qualquer significado

• Na maior parte dos casos, os resultados de um teste psicológico são interpretados tendo por referência normas ■ incorporam um sumário estatístico de um conjunto de resultados obtidos junto de uma

amostra representativa de examinados designada de grupo normativo ■ a sua criação implica a aferição ou estandardização do teste, ou seja, a recolha e análise da distribuição dos RB no grupo normativo que permite a criação de resultados derivados conhecidos por normas

• Para que o RB possa ser comparado com normas é necessário converte-lo num resultado derivado

Formas comuns de apresentação das normas ■ Percentis / Quartis / Decis ■ Resultados estandardizados (notas Z e T) ■ Classificações ou equivalentes de idade, habilitações, categoria profissional, outros • As normas indicam a posição do examinado num determinado teste comparativamente

com o desempenho de outras pessoas da mesma idade, sexo, grau académico... • Devem ser elaboradas com grande cuidado e revistas com alguma periodicidade para

que permaneçam actualizadas e válidas A transformação dos resultados brutos

Percentis e ordenação percentílica • O percentil (Px) exprime a percentagem de indivíduos do grupo normativo que

obtiveram um resultado abaixo de determinado RB ■ Ex.: RB= 25; P65 --> 65% dos indivíduos do grupo normativo obtiveram menos de 25 respostas correctas ao teste • Não mostra a percentagem de respostas correctas num teste ■ Ex.: teste 100 questões; RB=50; P90 Percentis e ordenação percentílica • Na ordenação percentílica (PR):

PR1 - indivíduo com pior desempenho; PR99 indivíduo com melhor desempenho • Desvantagem: os percentis distorcem as escalas de medida subjacentes, especialmente

nos extremos • Quartis: dividem a escala percentílica em 4 partes idênticas ■ P25 = Q1 (25% dos resultados estão abaixo deste ponto) ■ P50 = Q2 (50% dos resultados estão abaixo deste ponto) ■ P75 = Q3 (75% dos resultados estão abaixo deste ponto)

Decis: dividem a escala percentilica em 10 partes idênticas ■ P10 = D1 (10% dos resultados estão abaixo deste ponto) ■ P20 = D2 (20% dos resultados estão abaixo deste ponto)...

Resultados estandardizados Utilizam o desvio-padrão da distribuição de RB como a unidade de medida fundamental • Expressam a magnitude da distância de um RB em relação à média em unidades de

desvio-padrão, bem como a direcção dessa distância (positiva ou negativa) • Estes resultados podem ser expressos como notas Z (M=0; DP=1) • A utilização deste tipo de resultados não distorce a escala de medida subjacente aos RB

e permite a comparação de resultados obtidos em diferentes testes, quando a distribuição tem a mesma forma

Como se calculam?

Outros resultados estandardizados exprimem-se em números positivos inteiros (sem casas

decimais ou sinais positivos e negativos) • Um desses resultados são as notas t (M=50; DP=10)

Como se calculam?

Outros sistemas de estandardização são os estaninos e as escalas C • Os estaninos convertem os RB num sistema de de 9 classes que varia entre 1 e 9 (M=5;

DP F 0 2 0≈ 2). Como se calculam?

■ Ordena-se os RB por ordem crescente

■ Os primeiros 4% convertem-se no 1.º estanino; 7% -->2º; 12% -->3º; 17% -->4º; 20% -- >5º; 17%--> 6º; 12% -->7º; 7%-->8º; 4% -->9º estanino • As escalas C são uma variante dos estaninos e convertem os RB num sistema de 11

classes Normas de idade e nível escolar

Normas de idade: revelam o nível de desempenho no teste para cada grupo etário do grupo normativo, facilitando a comparação entre pessoas de uma mesma faixa etária ■ A amplitude etária de um grupo normativo pode variar entre meses a décadas ou mais, na medida em que o desempenho no teste for dependente da idade Normas de nível escolar: revelam o nível de desempenho no teste para cada grau académico do grupo normativo, facilitando a comparação entre pessoas com o mesmo nível académico ■ São particularmente úteis em contexto escolar

• Pode ainda criar-se normas tendo em conta outros critérios, como a categoria profissional A normalização de resultados estandardizados

E quando a distribuição dos RB é assimétrica (não normal)? • Procedimentos habituais ■ Conversão de percentis ou RB em resultados estandardizados que se ajustam à curva normal ■ Determinar os percentis ordenados correspondentes aos RB 1) Determinar quantos resultados estão abaixo de determinado resultado de referência (frequências acumuladas) 2) Determinar quantos casos existem num grupo 3) Dividir 1) por 2) 4) Multiplicar o resultado obtido em 3) por 100 procurar a nota z correspondente ao valor obtido em 4) na tabela de áreas da curva normal

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