REVISÃO PSICOLOGIA 1 PERÍODO, Resumos de Psicologia. Universidade de São Paulo (USP)
AndrezaFrancis
AndrezaFrancis28 de Julho de 2017

REVISÃO PSICOLOGIA 1 PERÍODO, Resumos de Psicologia. Universidade de São Paulo (USP)

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Processos psi básicos, Introdução as pratas psicológicas, psicologia ciência e profissão.
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SENSO COMUM X CIÊNCIA

Senso comum:

• Usado no cotidiano pelas pessoas em geral

• Domínio superficial de um saber cientifico para aplicar em situações cotidianas.

• Espontâneos, feitos de tentativas e erros, passados de geração para geração.

Ciência:

• Estudo sistemático

• Tem o cotidiano como objeto de estudo

• Avança e modifica com o tempo

• Exige métodos e técnicas específicas

• Linguagem rigorosa

TIPOS DE CONHECIMENTOS:

Filosófico: surge da relação do homem com seu dia-a-dia, porém preocupa-se com respostas e especulações destas relações. É um estudo racional, porém não há uma preocupação de verificação.

Religioso: preocupa-se com verdades absolutas, verdades que só a fé pode explicar. O sagrado é explicado por si só. Não há importância a verificação.

Senso comum: É um conhecimento do tipo abrangente dentro da realidade humana. Não está calcada em investigações.

Ciência: precisa ser provado. O conhecimento surge da dúvida e comprovado concretamente, gerando leis válidas. É passível de verificação e investigação, então acaba encontrando respostas aos fenômenos que norteiam o ser humano. Usa os métodos para encontrar respostas através de leis comprobatórias, as quais regem a relação do sujeito com a realidade.

A PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA: A psicologia usada pelos psicólogos é a científica. Ou seja, existe um objeto de estudo.

A diferença é que o objeto de estudo da psicologia é diverso. Primeiro, que existem várias abordagens, ou seja, para a psicanalise o objeto de estudo é o inconsciente. Para um comportamentalista é o comportamento. Mas em geral, o objeto de estudo da psicologia é O HOMEM. Mas não existe apenas um tipo de homem. Cada ser é individual, único. O que faz a psicologia ter diversos objetos de estudo. A psicologia colabora com o uso da SUBJETIVIDADE – A maneira de sentir, sonhar, amar de cada um.

A HISTÓRIA DA PSICOLOGIA:

Entre os gregos (os primórdios) :

Entre os filósofos gregos, surge a tentativa de sintetizar a Psicologia. O termo Psicologia vem do grego Psyché (alma) e Logos (razão).

É entre os filósofos gregos que surge a primeira tentativa de sistematizar uma Psicologia. O próprio termo

psicologia vem do grego psyché, que significa alma, e de logos, que significa razão. Os filósofos pré-

socráticos (assim chamados por antecederem Sócrates, filósofo grego) preocupavam-se em definir a

relação do homem com o mundo através da percepção. Discutiam se o mundo existe porque o homem o vê

ou se o homem vê um mundo que já existe. Havia uma oposição entre os idealistas (a idéia forma o mundo)

e os materialistas (a matéria que forma o mundo já é dada para a percepção).

MATERIALISMO X IDEALISMO

Numa forma não tão diferente, essa discussão ainda continua entre os filósofos que dizem que o

principal fundamento do universo é a matéria (materialistas) e os que dizem que é a idéia

(idealistas).

Sócrates (469-399 a.C.) que a Psicologia na Antiguidade ganha consistência. Sua principal preocupação

era com o limite que separa o homem dos animais. Desta forma, postulava que a principal característica

humana era a razão. A razão permitia ao homem sobrepor-se aos instintos, que seriam a base da

irracionalidade. Ao definir a razão como peculiaridade do homem ou como essência humana, Sócrates abre

um caminho que seria muito explorado pela Psicologia.

Platão (427-347 a.C.), discípulo de Sócrates. Esse filósofo procurou definir um “lugar” para a razão no nosso

próprio corpo. Definiu esse lugar como sendo a cabeça, onde se encontra a alma do homem. A medula

seria, portanto, o elemento de ligação da alma com o corpo. Este elemento de ligação era necessário porque

Platão concebia a alma separada do corpo. Quando alguém morria, a matéria (o corpo) desaparecia, mas

a alma ficava livre para ocupar outro corpo.

Aristóteles (384-322 a.C), discípulo de Platão, foi um dos mais importantes pensadores da história da

Filosofia. Sua contribuição foi inovadora ao postular que alma e corpo não podem ser dissociados

Portanto, 2 300 anos antes do advento da Psicologia científica, os gregos já haviam formulado duas “teorias”:

a platônica, que postulava a imortalidade da alma e a concebia separada do corpo, e a aristotélica, que

afirmava a mortalidade da alma e a sua relação de pertencimento ao corpo.

Império romano e idade média:

Aparecimento e desenvolvimento do cristianismo. A religião dominava a política e os ideais de

cada um. E falar de Psicologia nesse período é relacioná-la ao conhecimento religioso, já que, ao lado do

poder econômico e político, a Igreja Católica também monopolizava o saber e, conseqüentemente, o

estudo do psiquismo. Nesse sentido, dois grandes filósofos representam esse período: Santo Agostinho

(354-430) e São Tomás de Aquino

Santo Agostinho, inspirado em Platão, também fazia uma cisão entre alma e corpo. Entretanto, para ele, a

alma não era somente a sede da razão, mas a prova de uma manifestação divina no homem. A alma era

imortal por ser o elemento que liga o homem a Deus. E, sendo a alma também a sede do pensamento, a

Igreja passa a se preocupar também com sua compreensão.

São Tomás de Aquino foi buscar em Aristóteles a distinção entre essência e existência. Como o filósofo

grego, considera que o homem, na sua essência, busca a perfeição através de sua existência. Porém,

introduzindo o ponto de vista religioso, ao contrário de Aristóteles, afirma que somente Deus seria capaz de

reunir a essência e a existência, em termos de igualdade. Portanto, a busca de perfeição pelo homem seria

a busca de Deus.

Renascentista:

Pouco mais de 200 anos após a morte de São Tomás de Aquino, tem início uma época de transformações

radicais no mundo europeu. É o Renascimento ou Renascença. O mercantilismo leva à descoberta de novas

terras (a América, o caminho para as Índias, a rota do Pacífico), e isto propicia a acumulação de riquezas

pelas nações em formação, como França, Itália, Espanha, Inglaterra. Na transição para o capitalismo,

começa a emergir uma nova forma de organização econômica e social.

Neste período, René Descartes (1596-1659), um dos filósofos que mais contribuiu para o avanço da ciência,

postula a separação entre mente (alma, espírito) e corpo, afirmando que o homem possui uma substância

material e uma substância pensante, e que o corpo, desprovido do espírito, é apenas uma máquina. Esse

dualismo mente-corpo torna possível o estudo do corpo humano morto, o que era impensável nos séculos

anteriores (o corpo era considerado sagrado pela Igreja, por ser a sede da alma), e dessa forma possibilita

o avanço da Anatomia e da Fisiologia, que iria contribuir em muito para o progresso da própria Psicologia.

Origem da psicologia científica:

No século 19, destaca-se o papel da ciência, e seu avanço torna-se necessário. O crescimento da nova

ordem econômica — o capitalismo — traz consigo o processo de industrialização, para o qual a ciência

deveria dar respostas e soluções práticas no campo da técnica. Há, então, um impulso muito grande para o

desenvolvimento da ciência, enquanto um sustentáculo da nova ordem econômica e social, e dos problemas

colocados por ela.

O universo também foi posto em movimento. O Sol tornou-se o centro do universo, que passou a ser visto

sem hierarquizações. O homem, por sua vez, deixou de ser o centro do universo (antropocentrismo),

passando a ser concebido como um ser livre, capaz de construir seu futuro. O servo, liberto de seu vínculo

com a terra, pôde escolhei seu trabalho e seu lugar social. Com isso, o capitalismo tornou todos os homens

consumidores, em potencial, das mercadorias produzidas,

O conhecimento tornou-se independente da fé. Os dogmas da Igreja foram questionados. O mundo se

moveu. A racionalidade do homem apareceu, então, como a grande possibilidade de construção do

conhecimento.

As idéias dominantes fermentaram essa construção: o conhecimento como fruto da razão; a possibilidade

de desvendar a Natureza e suas leis pela observação rigorosa e objetiva. A busca de um método rigoroso,

que possibilitasse a observação para a descoberta dessas leis, apontava a necessidade de os homens

construírem novas formas de produzir conhecimento — que não era mais estabelecido pelos dogmas

religiosos e/ou pela autoridade eclesial. Sentiu-se necessidade da ciência.

É em meados do século 19 que os problemas e temas da Psicologia, até então estudados exclusivamente

pelos filósofos, passam a ser, também, investigados pela Fisiologia e pela Neurofisiologia em particular. Os

avanços que atingiram também essa área levaram à formulação de teorias sobre o sistema nervoso central,

demonstrando que o pensamento, as percepções e os sentimentos humanos eram produtos desse sistema.

Para se conhecer o psiquismo humano passa a ser necessário compreender os mecanismos e o

funcionamento da máquina de pensar do homem — seu cérebro. Assim, a Psicologia começa a trilhar os

caminhos da Fisiologia, Neuroanatomia e Neurofisiologia.

Por volta de 1860, temos a formulação de uma importante lei no campo da Psicofísica.

Fechner e Weber:

A Lei de Fechner-Weber, que estabelece a relação entre estímulo e sensação, permitindo a sua

mensuração. Essa lei teve muita importância na história da Psicologia porque instaurou a possibilidade de

medida do fenômeno psicológico, o que até então era considerado impossível. Dessa forma, os fenômenos

psicológicos vão adquirindo status de científicos, porque, para a concepção de ciência da época, o que não

era mensurável não era passível de estudo científico.

Wundt:

Wundt cria na Universidade de Leipzig, na Alemanha, o primeiro laboratório para realizar experimentos na

área de Psicofisiologia.Wundt desenvolve a concepção do paralelismo psicofísico, segundo a qual aos

fenômenos mentais correspondem fenômenos orgânicos. Para explorar a mente ou consciência do

indivíduo, Wundt cria um método que denomina introspeccionismo. Nesse método, o experimentador

pergunta ao sujeito, especialmente treinado para a auto-observação, os caminhos percorridos no seu interior

por uma estimulação sensorial (a picada da agulha, por exemplo).

O COMEÇO DE TUDO: A PSICOLOGIA CIENTÍFICA.

O berço da Psicologia moderna foi a Alemanha do final do século 19. Wundt, Weber e Fechner trabalharam

juntos na Universidade de Leipzig. Seguiram para aquele país muitos estudiosos dessa nova ciência, como

o inglês Edward B. Titchner e o americano William James.

Seu status de ciência é obtido à medida que se “liberta” da Filosofia, que marcou sua história até aqui, e

atrai novos estudiosos e pesquisadores, que, sob os novos padrões de produção de conhecimento, passam

a:

• definir seu objeto de estudo (o comportamento, a vida psíquica, a consciência);

• delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras áreas de conhecimento, como a Filosofia e a

Fisiologia;

• formular métodos de estudo desse objeto;

• formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimentos na área.

Nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, resultado do grande avanço

econômico que colocou os Estados Unidos na vanguarda do sistema capitalista. É ali que surgem as

primeiras abordagens ou escolas em Psicologia, as quais deram origem às inúmeras teorias que existem

atualmente.

Essas abordagens são: o Funcionalismo, de William James (1842-1910), o Estruturalismo, de Edward

Titchner (1867-1927) e o Associacionismo, de Edward L. Thorndike (1874-1949).

O funcionalismo:

para a escola funcionalista de W. James, importa responder “o que fazem os homens” e “por que o fazem”.

Para responder a isto, W. James elege a consciência como o centro de suas preocupações e busca a

compreensão de seu funcionamento, na medida em que o homem a usa para adaptar-se ao meio.

O estruturalismo:

O Estruturalismo está preocupado com a compreensão do mesmo fenômeno que o Funcionalismo: a

consciência. Mas, diferentemente de W. James, Titchner irá estudá-la em seus aspectos estruturais, isto é,

os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central.O método de

observação de Titchner, assim como o de Wundt, é o introspeccionismo, e os conhecimentos psicológicos

produzidos são eminentemente experimentais, isto é, produzidos a partir do laboratório.

O associalismo:

O termo associacionismo origina-se da concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de

associação das idéias — das mais simples às mais complexas.Thorndike formulou a Lei do Efeito, que seria

de grande utilidade para a Psicologia Comportamentalista. De acordo com essa lei, todo comportamento de

um organismo vivo (um homem, um pombo, um rato etc.) tende a se repetir, se nós recompensarmos (efeito)

o organismo assim que este emitir o comportamento. Por outro lado, o comportamento tenderá a não

acontecer, se o organismo for castigado (efeito) após sua ocorrência.

AS TEORIAS DA PSICOLOGIA:

Essa Psicologia científica, que se constituiu de três escolas — Associacionismo, Estruturalismo e

Funcionalismo —, foi substituída, no século 20, por novas teorias.

• O Behaviorismo, que nasce com Watson e tem um desenvolvimento grande nos Estados Unidos, em

função de suas aplicações práticas, tornou-se importante por ter definido o fato psicológico, de modo

concreto, a partir da noção de comportamento (behavior).

• A Gestalt, que tem seu berço na Europa, surge como uma negação da fragmentação das ações e

processos humanos, realizada pelas tendências da Psicologia científica do século 19, postulando a

necessidade de se compreender o homem como uma totalidade. A Gestalt é a tendência teórica mais ligada

à Filosofia

• A Psicanálise, que nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a Psicologia a

importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da

Psicologia como ciência da consciência e da razão.

O Behaviorismo:

foi inaugurado pelo americano John B. Watson.

O termo inglês behavior fica “comportamento”; por isso, para denominar essa tendência

teórica, usamos Behaviorismo e, também, Comportamentalismo, Teoria Comportamental,

Análise Experimental do Comportamento, Análise do Comportamento.

• Watson também defendia uma perspectiva funcionalista para a Psicologia, isto é, o

comportamento deveria ser estudado como função de certas variáveis do meio.

Certos estímulos levam o organismo a dar determinadas respostas e isso ocorre

porque os organismos se ajustam aos seus ambientes por meio de equipamentos

hereditários e pela formação de hábitos.

o Behaviorismo dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente, entre as

ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações). Portanto, o

Behaviorismo dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente, entre as

ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações). Os psicólogos desta

abordagem chegaram aos termos “resposta” e “estímulo” para se referirem àquilo que o

organismo faz e às variáveis ambientais que interagem com o sujeito.

• Ivan Pavlov, que usou o condicionamento clássico para ensinar cães a salivar ao som

de um sino.

• O Behaviorismo de Skinner:

BF Skinner mais tarde acrescentou os conceitos de reforço e punição em sua teoria do

condicionamento operante.

Reforço x Punição

Reforço e punição podem ser positivos ou negativos, uma ideia que às vezes causa confusão.

Reforço ou punição positiva envolve a adição de uma consequência, enquanto punição ou

reforço negativo remove um estímulo.

O reforço positivo ocorre quando uma recompensa é dada para o comportamento desejado.

Por exemplo, alguém com uma fobia de dirigir pode conduzir o carro até a sua loja favorita.

Compras na loja é o reforço positivo para o ato de dirigir.

Reforço negativo ocorre quando algo desagradável é removido devido ao comportamento

desejado. Por exemplo, alguém com uma fobia de cobras arruma um emprego em uma loja

de animais e pode se tornar um especialista em aves para evitar lidar com as cobras.

Punição positiva pode ser um conceito confuso. Isto ocorre quando algo indesejável acontece

como resultado de um comportamento. Um exemplo clássico é uma criança que está

recebendo tarefas extras.

Punição negativa ocorre quando algo desejável é retirado devido ao comportamento. Isso

ocorre, por exemplo, quando um adolescente tem sua carteira de motorista retirada.

A GESTALT:

Esta doutrina traz em si a concepção de que não se pode conhecer o todo através

das partes, e sim as partes por meio do conjunto. Este tem suas próprias leis, que

coordenam seus elementos. Só assim o cérebro percebe, interpreta e incorpora uma

imagem ou uma idéia. Segundo o psicólogo austríaco Christian von Ehrenfels, que

em 1890 lançou as sementes das futuras pesquisas sobre a Psicologia da Gestalt, há

duas características da forma – as sensíveis, inerentes ao objeto, e a formais, que

incluem as nossas impressões sobre a matéria, que se impregna de nossos ideais e

de nossas visões de mundo. A união destas sensações gera a percepção. É muito

importante nesta teoria a idéia de que o conjunto é mais que a soma dos seus

elementos; assim deve-se imaginar que um terceiro fator é gerado nesta síntese.

Observando-se o comportamento espontâneo do cérebro durante o processo de

percepção, chegou-se á elaboração de leis que regem esta faculdade de conhecer

os objetos. Estas normas podem ser resumidas como:

Semelhança: Objetos semelhantes tendem a permanecer juntos, seja nas

cores, nas texturas ou nas impressões de massa destes elementos. Esta

característica pode ser usada como fator de harmonia ou de desarmonia visual.

Proximidade: Partes mais próximas umas das outras, em um certo local,

inclinam-se a ser vistas como um grupo.

Boa Continuidade: Alinhamento harmônico das formas.

Pregnância: Este é o postulado da simplicidade natural da percepção, para

melhor assimilação da imagem. É praticamente a lei mais importante.

Clausura: A boa forma encerra-se sobre si mesma, compondo uma figura que

tem limites bem marcados.

Experiência Fechada: Esta lei está relacionada ao atomismo, pensamento

anterior ao Gestalt. Se conhecermos anteriormente determinada forma, com

certeza a compreenderemos melhor, por meio de associações do aqui e agora

com uma vivência anterior.

A Terapia Gestalt

Foi concebida por Fritz Perls na década de 1950 e pretende buscar explicações

racionais e lógicas para o que acontece ao homem quando se encontra em

desequilíbrio psicológico. O objetivo da terapia desta abordagem é habilitar a

pessoa a usar, além da cognição, suas sensações, emoções e sentimentos,

integrando todo o potencial que a natureza lhe disponibilizou para fazer frente à

sua realidade. A Gestalt-Terapia, também conhecida como terapia do contato, tem

como finalidade conhecer e trabalhar a consciência da pessoa, e com o todo que

essa pessoa traz. Nesta concepção, sabe-se que o papel do terapeuta é o de

funcionar como uma tela de projeção na qual o paciente vê seu próprio potencial

ausente e a tarefa da terapia é a recuperação deste potencial do paciente. O

terapeuta ajuda o paciente perceber como ele ou ela constantemente se

interrompe, evita a conscientização, desempenha papéis e assim por diante.

A Psicanálise

A Psicanálise foi criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud, com o objetivo

de tratar desequilíbrios psíquicos. Este corpo teórico foi responsável pela descoberta

do inconsciente. Freud interessou-se desde o início por distúrbios emocionais que na

época eram conhecidos como ‘histeria’, e empenhou-se para, através da Psicanálise,

encontrar a cura para estes desajustes mentais. Desde então ele passou a utilizar a

arte da cura pela fala, descobrindo assim o reino onde os desejos e as fantasias

sexuais se perdem na mente humana, reprimidos, esquecidos, até emergirem na

consciência sob a forma de sintomas indesejáveis, por uma razão qualquer – o

Inconsciente.

Freud organiza em seu corpo teórico dados já conhecidos na época, como a idéia de

que a mente era dividida em três partes:

1) o ego que se identifica à nossa consciência

2) o superego, que seria a nossa consciência moral, ou seja, os princípios sociais e as

proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de

forma inconsciente a vida inteira.

3) o id, isto é, os impulsos múltiplos da libido, dirigidos sempre para o prazer.

segundo Freud, o homem vive dividido entre estes dois princípios, o do Prazer e o da

Realidade, em plena angústia existencial.

De acordo com a psicanálise, o Complexo de Édipo surge entre os 3 e 5 primeiros anos de

vida da criança. A partir da relação que Freud faz com a lenda grega, nesta fase se

desenvolve um “desejo incestuoso” da criança pela mãe, ao mesmo tempo que cria uma

relação de conflito e disputa com o pai.

Alguns dos sintomas do Complexo de Édipo incluí o ciúme que o menino sente da mãe,

quando esta está num convívio mais íntimo com o marido, por exemplo.

De acordo com Freud, a superação Complexo de Édipo é essencial para que a criança

perceba a representatividade do pai na relação, assim como a estruturação da

personalidade individual do menino.

Caso não haja uma correta resolução do Complexo de Édipo, este pode acarretar algumas

consequências no comportamento do futuro adulto, como: dependência exagerada do sexo

oposto, submissão ou opressão.

Freud também elaborou as fases do desenvolvimento sexual, cada uma delas

correspondente ao órgão que é estimulado pelo prazer e o objeto que provoca esta

excitação.

Na fase oral, o desejo está situado na boca, na deglutição dos alimentos e no seio

da mãe, durante a amamentação

.Na fase anal, o prazer vem da excreção das fezes, das brincadeiras envolvendo

massas, tintas, barro, tudo que provoque sujeira.

Na fase genital ou fálica, o desejo e o prazer se direcionam para os órgãos genitais,

bem como para pontos do corpo que excitam esta parte do organismo.

Durante o período de latência, os interesses da libido são suprimidos. O desenvolvimento

do ego e superegocontribuem para este período de calma. O estágio começa na época em

que as crianças entram na escola e tornam-se mais preocupadas com as relações entre

colegas, hobbies e outros interesses.

No estágio Genital vai da puberdade à Morte. Zona erógena: Amadurecendo de Interesses Sexuais

Revisão e resumo rápido dos estágios de desenvolvimento

psicossexual de Freud O resumo abaixo oferece uma breve visão geral desses estágios de desenvolvimento psicossexual ,

os níveis etários aproximados para cada etapa e o conflito primário confrontado em cada etapa.

Fase oral (nascimento até 1 ano)

Interação primária de uma criança com o mundo é através da boca. A boca é vital para comer, e a

criança obtém prazer da estimulação oral por meio de atividades gratificantes, como degustar e

chupar. Se esta necessidade não é satisfeita, a criança pode desenvolver uma fixação oral mais tarde

na vida, cujos exemplos incluem chupar o dedo, tabagismo, roer unha e comer demais.

Fase Anal (1 a 3 anos)

Freud acreditava que o foco principal da libido estava no controle da bexiga e evacuações. O

aprendizado do uso do banheiro é uma questão primordial com as crianças e os pais. Demasiada

pressão pode resultar em uma necessidade excessiva para a ordem ou a limpeza mais tarde na vida,

enquanto que muito pouca pressão dos pais pode levar a um comportamento confuso ou destrutivo

mais tarde.

Fase fálica (3 a 6 anos)

Freud sugeriu que o foco principal da energia do id é sobre os órgãos genitais. De acordo com Freud,

a experiência do menino é uma experiência de Complexo de Édipo e da menina é Complexo de

Electra, ou uma atração para o pai do sexo oposto. Para lidar com este conflito, as crianças adotam

os valores e as características do pai do mesmo sexo, formando assim o superego.

Fase latente (6 a 11 anos)

Durante esta fase, o superego continua a se desenvolver, enquanto as energias do id são suprimidas.

As crianças desenvolvem habilidades sociais, valores e relacionamentos com colegas e adultos fora

da família.

Estágio Genital (11 a 18 anos)

O início da puberdade faz com que a libido se torne ativa novamente. Durante esta fase, as pessoas

desenvolvem um forte interesse no sexo oposto. Se o desenvolvimento é bem sucedido neste ponto,

o indivíduo irá continuar a evoluir para uma pessoa bem equilibrada.

ESTRUTURAS DE PERSONALIDADE PARA PSICANÁLISE:

No pensamento da psicanálise, qualquer um de nós pode ser classificado em um destes três tipos de

personalidade. NEUROSE, PSICOSE E PERVERSÃO.

Cada um está dentro de uma determinada estrutura e sempre estará dentro desta estrutura.

O sofrimento que leva as pessoas a buscarem a psicologia clínica ou a psicanálise é a base para este

sistema de pensamento. Como se vê, as três estruturas são muito ligadas à ideia de doença psíquica. E

qual é a diferença entre a doença e a normalidade? Para Freud, a única diferença é de grau. Uns

apresentarão mais sintomas, e, com isso, mais sofrimento. Mas, em última análise, pode-se classificar

cada pessoa em uma determina estrutura.

dada estrutura apresenta subdivisões:

A psicose se divide em: Esquizofrenia, Autismo e Paranóia.

A neurose se divide em: Neurose Obsessiva e Histeria.

A perversão engloba algumas formas de manifestação, mas é não é dividida. Entre estas formas, nota-se

como exemplo o fetichismo.

Repito, a noção de que cada indivíduo “pertence” à uma estrutura – a partir do Complexo de Édipo – é

fundamental para a compreensão da psicanálise, em geral, e da teoria lacaniana de sujeito, em particular.

Se um sujeito é neurótico ele nunca surtará (terá um surto psicótico), assim como é praticamente

impossível que um perverso tenha a culpa de um obsessivo.

Cada estrutura exclui a possibilidade da existência da outra. A psique é do jeito que é. E mesmo com a

análise, não é possível modificar a nossa estrutura.

ÁREAS DA PSICOLOGIA:

2.1. Psicólogo especialista em Psicologia Escolar/Educacional Atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva em

grupo e individualmente. Envolve, em sua análise e intervenção, todos os segmentos do sistema educacional

que participam do processo de ensino- aprendizagem. Nessa tarefa, considera as características do corpo

docente, do currículo, das normas da instituição, do material didático, do corpo discente e demais elementos do

sistema. Em conjunto com a equipe, colabora com o corpo docente e técnico na elaboração, implantação,

avaliação e reformulação de currículos, de projetos pedagógicos, de políticas educacionais e no

desenvolvimento de novos procedimentos educacionais. No âmbito administrativo, contribui na análise e

intervenção no clima educacional, buscando melhor funcionamento do sistema que resultará na realização dos

objetivos educacionais. Participa de programas de orientação profissional com a finalidade de contribuir no

processo de escolha da profissão e em questões referentes à adaptação do indivíduo ao trabalho. Analisa as

características do indivíduo portador de necessidades especiais para orientar a aplicação de programas

especiais de ensino. Realiza seu trabalho em equipe interdisciplinar, integrando seus conhecimentos àqueles

dos demais profissionais da educação. Para isso realiza tarefas como, por exemplo: a) aplicar conhecimentos

psicológicos na escola, concernentes ao processo ensino-aprendizagem, em análises e intervenções

psicopedagógicas; referentes ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à integração família-

comunidade-escola, para promover o desenvolvimento integral do ser; b) analisar as relações entre os diversos

segmentos do sistema de ensino e sua repercussão no processo de ensino para auxiliar na elaboração de

procedimentos educacionais capazes de atender às necessidades individuais; c) prestar serviços diretos e

indiretos aos agentes educacionais, como profissional autônomo, orientando programas de apoio administrativo

e educacional; d) desenvolver estudos e analisar as relações homem-ambiente físico, material, social e cultural

quanto ao processo ensino-aprendizagem e produtividade educacional; e) desenvolver programas visando a

qualidade de vida e cuidados indispensáveis às atividades acadêmicas; f) implementar programas para

desenvolver habilidades básicas para aquisição de conhecimento e o desenvolvimento humano; g) validar e

utilizar instrumentos e testes psicológicos adequados e fidedignos para fornecer subsídios para o

replanejamento e formulação do plano escolar, ajustes e orientações à equipe escolar e avaliação da eficiência

dos programas educacionais; h) pesquisar dados sobre a realidade da escola em seus múltiplos aspectos,

visando desenvolver o conhecimento científico. 2.2. Psicólogo especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho Atua em atividades relacionadas a análise e desenvolvimento organizacional, ação humana nas organizações,

desenvolvimento de equipes, consultoria organizacional, seleção, acompanhamento e desenvolvimento de

pessoal, estudo e planejamento de condições de trabalho, estudo e intervenção dirigidos à saúde do

trabalhador. Desenvolve, analisa, diagnostica e orienta casos na área da saúde do trabalhador, observando

níveis de prevenção, reabilitação e promoção de saúde. Participa de programas e/ou atividades na área da

saúde e segurança de trabalho, subsidiando os quanto a aspectos psicossociais para proporcionar melhores

condições ao trabalhador. Atua como consultor interno/externo, participando do desenvolvimento das

organizações sociais, para facilitar processos de grupo e de intervenção psicossocial nos diferentes níveis

hierárquicos de organizações. Planeja e desenvolve ações destinadas a equacionar as relações de trabalho, o

sentido de maior produtividade e da realização pessoal dos indivíduos e grupos inseridos nas organizações,

estimulando a criatividade, para buscar melhor qualidade de vida no trabalho. Participa do processo de

desligamento de funcionários de organizações, em processos de demissões e na preparação para

aposentadorias, a fim de colaborar com os indivíduos na elaboração de novos projetos de vida. Elabora, executa

e avalia, em equipe multiprofissional, programas de desenvolvimento de recursos humanos. Participa dos

serviços técnicos da empresa, colaborando em projetos de construção e adaptação dos instrumentos e

equipamentos de trabalho ao homem, bem como de outras iniciativas relacionadas a ergonomia. Realiza

pesquisas e ações relacionadas à saúde do trabalhador e suas condições de trabalho. Participa da elaboração,

implementação e acompanhamento das políticas de recursos humanos. Elaborar programas de melhoria de

desempenho, aproveitando o potencial e considerando os aspectos motivacionais relacionados ao trabalho. Atua

na relação capital/trabalho no sentido de equacionar e dar encaminhamento a conflitos organizacionais.

Desempenha atividades relacionadas ao recrutamento, seleção, orientação e treinamento, análise de ocupações

e profissiográficas e no acompanhamento de avaliação de desempenho de pessoal, atuando em equipes

multiprofissionais. Utiliza métodos e técnicas da psicologia aplicada ao trabalho, como entrevistas, testes,

provas, dinâmicas de grupo, etc. para subsidiar as decisões na área de recursos humanos como: promoção,

movimentação de pessoal, incentivo, remuneração de carreira, capacitação e integração funcional e promover,

em conseqüência, a auto-realização no trabalho.

2.3. Psicólogo especialista em Psicologia de Trânsito Procede ao estudo no campo dos processos psicológicos, psicossociais e psicofísicos relacionados aos

problemas de trânsito; realiza diagnóstico da estrutura dinâmica dos indivíduos e grupos nos aspectos afetivos,

cognitivos e comportamentais; colabora na elaboração e implantação de ações de engenharia e operação de

tráfego; desenvolve ações sócio-educativas com pedestres, ciclistas, condutores infratores e outros usuários da

via; desenvolve ações educativas com: diretores e instrutores dos Centros de Formação de Condutores,

examinadores de trânsito e professores dos diferentes níveis de ensino; realiza pesquisas científicas no campo

dos processos psicológicos, psicossociais e psicofísicos, para elaboração e implantação de programas de

saúde, educação e segurança do trânsito; realiza avaliação psicológica em condutores e candidatos à carteira

de habilitação; participa de equipes multiprofissionais no planejamento e realização das políticas de segurança

para o trânsito; analisa os acidentes de trânsito, considerando os diferentes fatores envolvidos para sugerir

formas de evitar e/ou atenuar as suas incidências; elabora laudos, pareceres psicológicos, relatórios técnicos e

científicos; desenvolve estudos sobre o fator humano para favorecer a elaboração e aplicação de medidas de

segurança; elabora e aplica técnicas de mensuração das aptidões, habilidades e capacidades psicológicas dos

condutores e candidatos à habilitação, atuando em equipes multiprofissionais, para aplicar os métodos

psicotécnicos de diagnóstico; dialoga com os profissionais da área médica e da educação (instrutores

/professores/examinadores) por meio de estudos de caso de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação;

desenvolve estudos de campo e em laboratório, do comportamento individual e coletivo em diferentes situações

no trânsito para sugerir medidas preventivas; estuda os efeitos psicológicos do uso de drogas e outras

substâncias químicas na situação de trânsito; presta assessoria e consultoria a órgãos públicos e privados nas

questões relacionadas ao trânsito e transporte; e atua como perito em exames de habilitação, reabilitação ou

readaptação profissional. 2.4. Psicólogo especialista em Psicologia Jurídica Atua no âmbito da Justiça, colaborando no planejamento e execução de políticas de cidadania, direitos humanos

e prevenção da violência, centrando sua atuação na orientação do dado psicológico repassado não só para os

juristas como também aos indivíduos que carecem de tal intervenção, para possibilitar a avaliação das

características de personalidade e fornecer subsídios ao processo judicial, além de contribuir para a formulação,

revisão e interpretação das leis: Avalia as condições intelectuais e emocionais de crianças, adolescentes e

adultos em conexão com processos jurídicos, seja por deficiência mental e insanidade, testamentos

contestados, aceitação em lares adotivos, posse e guarda de crianças, aplicando métodos e técnicas

psicológicas e/ou de psicometria, para determinar a responsabilidade legal por atos criminosos; atua como perito

judicial nas varas cíveis, criminais, Justiça do Trabalho, da família, da criança e do adolescente, elaborando

laudos, pareceres e perícias, para serem anexados aos processos, a fim de realizar atendimento e orientação a

crianças, adolescentes, detentos e seus familiares ; orienta a administração e os colegiados do sistema

penitenciário sob o ponto de vista psicológico, usando métodos e técnicas adequados, para estabelecer tarefas

educativas e profissionais que os internos possam exercer nos estabelecimentos penais; realiza atendimento

psicológico a indivíduos que buscam a Vara de Família, fazendo diagnósticos e usando terapêuticas próprias,

para organizar e resolver questões levantadas; participa de audiência, prestando informações, para esclarecer

aspectos técnicos em psicologia a leigos ou leitores do trabalho pericial psicológico; atua em pesquisas e

programas sócio-educativos e de prevenção à violência, construindo ou adaptando instrumentos de investigação

psicológica, para atender às necessidades de crianças e adolescentes em situação de risco, abandonados ou

infratores; elabora petições sempre que solicitar alguma providência ou haja necessidade de comunicar se com

o juiz durante a execução de perícias, para serem juntadas aos processos; realiza avaliação das características

das personalidade, através de triagem psicológica, avaliação de periculosidade e outros exames psicológicos no

sistema penitenciário, para os casos de pedidos de benefícios, tais como transferência para estabelecimento

semi aberto, livramento condicional e/ou outros semelhantes. Assessora a administração penal na formulação

de políticas penais e no treinamento de pessoal para aplicá las. Realiza pesquisa visando à construção e

ampliação do conhecimento psicológico aplicado ao campo do direito. Realiza orientação psicológica a casais

antes da entrada nupcial da petição, assim como das audiências de conciliação. Realiza atendimento a crianças

envolvidas em situações que chegam às instituições de direito, visando à preservação de sua saúde mental.

Auxilia juizados na avaliação e assistência psicológica de menores e seus familiares, bem como assessorá-los

no encaminhamento a terapia psicológicas quando necessário. Presta atendimento e orientação a detentos e

seus familiares visando à preservação da saúde. Acompanha detentos em liberdade condicional, na internação

em hospital penitenciário, bem como atuar no apoio psicológico à sua família. Desenvolve estudos e pesquisas

na área criminal, constituindo ou adaptando o instrumentos de investigação psicológica.

2.5. Psicólogo especialista em Psicologia do Esporte A atuação do psicólogo do esporte está voltada tanto para o esporte de alto rendimento, ajudando atletas,

técnicos e comissões técnicas a fazerem uso de princípios psicológicos para alcançar um nível ótimo de saúde

mental, maximizar rendimento e otimizar a performance, quanto para a identificação de princípios e padrões de

comportamentos de adultos e crianças participantes de atividades físicas. Estuda, identifica e compreende

teorias e técnicas psicológicas que podem ser aplicadas ao contexto do esporte e do exercício físico, tanto em

nível individual – o atleta ou indivíduo praticante – como grupal – equipes esportivas ou de praticantes de

atividade física. Sua atuação é tanto diagnóstica, desenvolvendo e aplicando instrumentos para determinação de

perfil individual e coletivo, capacidade motora e cognitiva voltada para a prática esportiva, quanto interventiva

atuando diretamente na transformação de padrões de comportamento que interferem na prática da atividade

física regular e/ou competitiva. Realiza estudos e pesquisas individualmente ou em equipe multidisciplinar,

observando o contexto da atividade esportiva competitiva e não competitiva, a fim de conhecer elementos do

comportamento do atleta, comissão técnica, dirigentes e torcidas; realiza atendimentos individuais ou em grupo,

empregando técnicas psicoterápicas adequadas à situação, com o intuito de preparar o desempenho da

atividade do ponto de vista psicológico; elabora e participa de programas e estudos de atividades esportivas

educacionais, de lazer e de reabilitação, orientando a efetivação do esporte não competitivo de caráter profilático

e recreacional, para conseguir o bem-estar e qualidade de vida dos indivíduos; desenvolve ações para a

melhoria planejada e sistemática das capacidades psíquicas individuais voltadas para otimizar o rendimento de

atletas de alto rendimento bem como de comissões técnicas e dirigentes; participa, em equipe multidisciplinar,

da preparação de estratégias de trabalho objetivando o aperfeiçoamento e ajustamento do praticante aos

objetivos propostos, procedendo ao exame de suas características psicológicas; participa, juntamente com a

equipe multidisciplinar, da observação e acompanhamento de atletas e equipes esportivas, visando o estudo das

variáveis psicológicas que interferem no desempenho de suas atividades específicas como treinos e

competições. Orienta pais ou responsáveis nas questões que se referem a escolha da modalidade esportiva e a

conseqüente participação em treinos e competições, bem como o desenvolvimento de uma carreira profissional,

e as implicações dessa escolha no ciclo de desenvolvimento da criança. Colabora para a compreensão e

transformação das relações de educadores e técnicos com os alunos e atletas no processo de ensino e

aprendizagem, e nas relações inter e intrapessoais que ocorrem nos ambientes esportivos. Colabora para a

adesão e participação aos programas de atividades físicas da população em geral ou portadora de

necessidades especiais. 2.6. Psicólogo especialista em Psicologia Clínica Atua na área específica da saúde, em diferentes contextos, através de intervenções que visam reduzir o

sofrimento do homem, levando em conta a complexidade do humano e sua subjetividade. Estas intervenções

tanto podem ocorrer a nível individual , grupal, social ou institucional e implicam em uma variada gama de

dispositivos clínicos já consagrados ou a serem desenvolvidos, tanto em perspectiva preventiva, como de

diagnóstico ou curativa. Sua atuação busca contribuir para a promoção de mudanças e transformações visando

o benefício de sujeitos, grupos, situações, bem como a prevenção de dificuldades. Atua no estudo, diagnóstico e

prognóstico em situações de crise, em problemas do desenvolvimento ou em quadros psicopatológicos,

utilizando, para tal, procedimentos de diagnóstico psicológico tais como: entrevista, utilização de técnicas de

avaliação psicológica e outros. Desenvolve trabalho de orientação, contribuindo para reflexão sobre formas de

enfrentamento das questões em jogo. Desenvolve atendimentos terapêuticos, em diversas modalidades, tais

como psicoterapia individual, de casal, familiar ou em grupo, psicoterapia lúdica, terapia psicomotora,

arteterapia, orientação de pais e outros. Atua junto a equipes multiprofissionais, identificando, compreendendo e

atuando sobre fatores emocionais que intervêm na saúde geral do indivíduo, especialmente em unidades

básicas de saúde, ambulatórios e hospitais. Atua em contextos hospitalares, na preparação de pacientes para a

entrada, permanência e alta hospitalar, inclusive pacientes terminais, participando de decisões com relação à

conduta a ser adotada pela equipe, para oferecer maior apoio, equilíbrio e proteção aos pacientes e seus

familiares. Participa de instituições específicas de saúde mental, como hospitais-dia, unidades psiquiátricas e

outros, podendo intervir em quadros psicopatológicos, tanto individual como grupalmente, auxiliando no

diagnóstico e no esquema terapêutico proposto em equipe. Atende a gestante, no acompanhamento ao

processo de gravidez, parto e puerpério, contribuindo para que a mesma possa integrar suas vivências

emocionais e corporais. Atua junto aos indivíduos ou grupos na prevenção, orientação e tratamento de questões

relacionadas a fases de desenvolvimento, tais como adolescência, envelhecimento e outros. Participa de

programas de atenção primária e centros e postos de saúde na comunidade, organizando grupos específicos na

prevenção de doenças ou no desenvolvimento de formas de lidar com problemas específicos já instalados,

procurando evitar seu agravamento em contribuir ao bem estar psicológico. Acompanha programas de pesquisa,

treinamento e desenvolvimento de políticas de saúde mental, participando de sua elaboração, coordenação,

implementação e supervisão, para garantir a qualidade da atenção à saúde mental em nível de macro e

microsistema.

2.7. Psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar Atua em instituições de saúde, participando da prestação de serviços de nível secundário ou terciário da atenção

a saúde. Atua também em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa, visando o

aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de competência, ou a complementação da

formação de outros profissionais de saúde de nível médio ou superior, incluindo pós-graduação lato e stricto

sensu. Atende a pacientes, familiares e/ou responsáveis pelo paciente; membros da comunidade dentro de sua

área de atuação; membros da equipe multiprofissional e eventualmente administrativa, visando o bem estar

físico e emocional do paciente; e, alunos e pesquisadores, quando estes estejam atuando em pesquisa e

assistência. Oferece e desenvolve atividades em diferentes níveis de tratamento, tendo como sua principal

tarefa a avaliação e acompanhamento de intercorrências psíquicas dos pacientes que estão ou serão

submetidos a procedimentos médicos, visando basicamente a promoção e/ou a recuperação da saúde física e

mental. Promove intervenções direcionadas à relação médico/paciente, paciente/família, e paciente/paciente e

do paciente em relação ao processo do adoecer, hospitalização e repercussões emocionais que emergem neste

processo. O acompanhamento pode ser dirigido a pacientes em atendimento clínico ou cirúrgico, nas diferentes

especialidades médicas. Podem ser desenvolvidas diferentes modalidades de intervenção, dependendo da

demanda e da formação do profissional específico; dentre elas ressaltam-se: atendimento psicoterapêutico;

grupos psicoterapêuticos; grupos de psicoprofilaxia; atendimentos em ambulatório e Unidade de Terapia

Intensiva; pronto atendimento; enfermarias em geral; psicomotricidade no contexto hospitalar; avaliação

diagnóstica; psicodiagnóstico; consultoria e interconsultoria. No trabalho com a equipe multidisciplinar,

preferencialmente interdisciplinar, participa de decisões em relação à conduta a ser adotada pela equipe,

objetivando promover apoio e segurança ao paciente e família, aportando informações pertinentes à sua área de

atuação, bem como na forma de grupo de reflexão, no qual o suporte e manejo estão voltados para possíveis

dificuldades operacionais e/ou subjetivas dos membros da equipe. 2.8. Psicólogo especialista em Psicopedagogia Atua na investigação e intervenção nos processos de aprendizagem de habilidades e conteúdos acadêmicos.

Busca a compreensão dos processos cognitivos, emocionais e motivacionais, integrados e contextualizados na

dimensão social e cultural onde ocorrem. Trabalha para articular o significado dos conteúdos veiculados no

processo de ensino, com o sujeito que aprende na sua singularidade e na sua inserção no mundo cultural e

social concreto. Na relação com o aluno, o profissional estabelece uma investigação que permite levantar uma

série de hipóteses indicadoras das estratégias capazes de criar a intervenção que facilite uma vinculação

satisfatória ou mais adequada para a aprendizagem. Ao lado desse aspecto, o profissional também trabalha a

postura, a disponibilidade e a relação com a aprendizagem, afim de que o aluno torne-se o agente de seu

processo, aproprie-se do seu saber, alcançando autonomia e independência para construir seu conhecimento e

exercitar-se na tarefa de uma correta autovalorização. Na escola, o profissional trabalha contribuindo com uma

visão mais integrada da aprendizagem, possibilitando a recondução e integração do aluno na dinâmica escolar

facilitadora de seu desenvolvimento. Contribui na detecção de problemas de aprendizagem do aluno,

atendendo-o em suas necessidades e permitindo sua permanência no ensino regular. Nesse sentido sua

intervenção possibilita a redução significativa dos índices de fracasso escolar. Atua utilizando instrumental

especializado, sistema específico de avaliação e estratégias, capazes de atender o aluno e sua individualidade,

auxiliando em sua produção escolar e para além dela, colocando-os em contato com suas reações, diante da

tarefa e dos vínculos com o objeto do conhecimento. Dessa forma, resgata, positivamente, o ato de aprender. O

psicólogo especialista em psicopedagogia, nesse processo, promove: o levantamento, a compreensão e análise

das práticas escolares e suas relações com a aprendizagem; o apoio psicopedagógico a todos os trabalhos

realizados no espaço da escola; a ressignificação da unidade ensino/aprendizagem, a partir das relações que o

sujeito estabelece entre o objeto de conhecimento e suas possibilidades de conhecer, observar e refletir, a partir

das informações que já possui; a prevenção de fracassos na aprendizagem e a melhoria da qualidade do

desempenho escolar. Esse trabalho pode ser desenvolvido em diferentes níveis, propiciando aos educadores

conhecimentos para: a reconstrução de seus próprios modelos de aprendizagem, de modo que, ao se

perceberem também como “aprendizes”, revejam seus modelos de ensinantes; a identificação das diferentes

etapas do desenvolvimento evolutivo dos alunos e compreensão de sua relação com a aprendizagem; o

diagnóstico do que é possível ser melhorado no próprio ambiente escolar e do que precisa ser encaminhado

para profissionais fora da escola; a percepção de como se processou a evolução dos conhecimentos na história

da humanidade, para compreender melhor o processo de construção de conhecimentos dos alunos; as

intervenções para a melhoria da qualidade do ambiente escolar; a compreensão da competência técnica e do

compromisso político presentes em todas as dimensões do sujeito. A partir da eficiência constatada na prática

profissional, o psicólogo estrutura um corpo de conhecimentos e um vasto campo de interligação e produção de

conhecimento sobre os fenômenos envolvidos no processo de aprendizagem humana.

2.9. Psicólogo especialista em Psicomotricidade Atua nas áreas de Educação, Reeducação e Terapia Psicomotora, utilizando-se de recursos para o

desenvolvimento, prevenção e reabilitação do ser humano. Participa de planejamento, elaboração,

programação, implementação, direção, coordenação, análise, organização, supervisão, avaliação de atividades

clínicas e parecer psicomotor em clínicas de reabilitação, nos serviços de assistência escolar, escolas especiais,

hospitais associações e cooperativas; presta auditoria, consultoria, assessoria; dá assistência e tratamento

especializado, visando a preparação para atividades esportivas, escolares e clínicas. Elabora informes técnico-

científicos, gerenciamento de projetos de desenvolvimento de produtos e serviços, assistência e educação

psicomotora a indivíduos ou coletividades, em instituições públicas ou privadas, estudos e pesquisas

mercadológicas, estudos, trabalhos e pesquisas experimentais e dá parecer técnico-científico, desde que

relacionadas com as áreas de clínica, educação e saúde em psicomotricidade. Por meio da participação em

equipes multidisciplinares, criadas por entidades publicas ou privadas, planeja, coordena, supervisiona,

implementa, executa e avalia programas, cursos nos diversos níveis, pesquisas ou eventos de qualquer

natureza, direta ou indiretamente relacionadas com atividades psicomotoras, que envolvam os aspectos

psíquicos, afetivos, relacionais, cognitivos, mentais, junto a atividade corporal. Atua em projetos pedagógicos

das escolas, concentrando sua ação na orientação dos profissionais da instituição, mostrando a importância dos

aspectos do desenvolvimento psicomotor na evolução do desenvolvimento infantil. Atua no campo profilático

(educativo e preventivo) nas creches, escolas, escolas especiais e vem possibilitar ao sujeito um

desenvolvimento integrado às interfaces dos aspectos afetivo, cognitivo e social, pela via da ação e da atividade

lúdica, que constituem os alicerces do acesso ao pensamento. Este processo pode se dar individualmente ou

em grupo através das técnicas psicomotoras. Atua junto à crianças em fase de desenvolvimento: bebês de alto

risco, crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; crianças portadoras de necessidades

especiais (deficiências sensoriais, preceptivas, motoras, mentais e relacionais) em conseqüência de lesões.

Atua junto à adultos portadores de deficiências sensoriais, perceptivas, motoras, mentais e relacionais. Atua

junto à família na orientação de atividades para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor do paciente e na

verificação das dificuldades que possam estar surgindo durante o processo terapêutico, utilizando-se de técnicas

especificas da psicomotricidade. Atua no atendimento à 3º idade. Atua junto a escolas e empresas, no

diagnóstico das situações-problema vivenciadas na organização, objetivando a conscientização da importância

do relacionamento humano, através de técnicas psicomotoras que buscam o respeito do limite, da autonomia e

do ritmo de cada indivíduo. 2.10. Psicólogo especialista em Psicologia Social Atua fundamentado na compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos sociais e coletivos, sob diferentes

enfoques teóricos e metodológicos, com o objetivo de problematizar e propor ações no âmbito social. O

psicólogo, nesse campo, desenvolve atividades em diferentes espaços institucionais e comunitários, no âmbito

da Saúde, Educação, trabalho, lazer, meio ambiente, comunicação social, justiça, segurança e assistência

social. Seu trabalho envolve proposições de políticas e ações relacionadas à comunidade em geral e aos

movimentos sociais de grupos e ações relacionadas à comunidade em geral e aos movimentos sociais de

grupos étnico-raciais, religiosos, de gênero, geracionais, de orientação sexual, de classes sociais e de outros

segmentos socioculturais, com vistas à realização de projetos da área social e/ou definição de políticas públicas.

Realiza estudo, pesquisa e supervisão sobre temas pertinentes à relação do indivíduo com a sociedade, com o

intuito de promover a problematização e a construção de proposições que qualifiquem o trabalho e a formação

no campo da Psicologia Social.

2.11. Psicólogo especialista em Neuropsicologia Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da cognição, das emoções, da

personalidade e do comportamento sob o enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral.

Utiliza-se para isso de conhecimentos teóricos angariados pelas neurociências e pela prática clínica, com

metodologia estabelecida experimental ou clinicamente. Utiliza instrumentos especificamente padronizados para

avaliação das funções neuropsicológicas envolvendo principalmente habilidades de atenção, percepção,

linguagem, raciocínio, abstração, memória, aprendizagem, habilidades acadêmicas, processamento da

informação, visuoconstrução, afeto, funções motoras e executivas. Estabelece parâmetros para emissão de

laudos com fins clínicos, jurídicos ou de perícia; complementa o diagnóstico na área do desenvolvimento e

aprendizagem. O objetivo teórico da neuropsicologia e da reabilitação Neuropsicológica é ampliar os modelos já

conhecidos e criar novas hipóteses sobre as interações cérebro-comportamentais. Trabalha com indivíduos

portadores ou não de transtornos e seqüelas que envolvem o cérebro e a cognição, utilizando modelos de

pesquisa clínica e experimental, tanto no âmbito do funcionamento normal ou patológico da cognição, como

também estudando-a em interação com outras áreas das neurociências, da medicina e da saúde. Os objetivos

práticos são levantar dados clínicos que permitam diagnosticar e estabelecer tipos de intervenção, de

reabilitação particular e específica para indivíduos e grupos de pacientes em condições nas quais: a) ocorreram

prejuízos ou modificações cognitivas ou comportamentais devido a eventos que atingiram primária ou

secundariamente o sistema nervoso central; b) o potencial adaptativo não é suficiente para o manejo da vida

prática, acadêmica, profissional, familiar ou social; ou c) foram geradas ou associadas a problemas bioquímicos

ou elétricos do cérebro, decorrendo disto modificações ou prejuízos cognitivos, comportamentais ou afetivos.

Além do diagnóstico, a Neuropsicologia e sua área interligada de Reabilitação Neuropsicológica visam realizar

as intervenções necessárias junto ao paciente, para que possam melhorar, compensar, contornar ou adaptar-se

às dificuldades; junto aos familiares, para que atuem como co-participantes do processo reabilitativo; junto a

equipes multiprofissionais e instituições acadêmicas e profissionais, promovendo a cooperação na inserção ou

re-inserção de tais indivíduos na comunidade quando possível, ou ainda, na adaptação individual e familiar

quando as mudanças nas capacidades do paciente forem mais permanentes ou a longo prazo. Ainda no plano

prático, fornece dados objetivos e formula hipóteses sobre o funcionamento cognitivo, atuando como auxiliar na

tomada de decisões de profissionais de outras áreas, fornecendo dados que contribuam para as escolhas de

tratamento medicamentoso e cirúrgico, excetuando-se as psicocirurgias, assim como em processos jurídicos nos

quais estejam em questão o desempenho intelectual de indivíduos, a capacidade de julgamento e de memória.

Na interface entre o trabalho teórico e prático, seja no diagnóstico ou na reabilitação, também desenvolve e cria

materiais e instrumentos, tais como testes, jogos, livros e programas de computador que auxiliem na avaliação e

reabilitação dos pacientes. Desenvolve atividades em diferentes espaços: a) instituições acadêmicas, realizando

pesquisa, ensino e supervisão; b) instituições hospitalares, forenses, clínicas, consultórios privados e

atendimentos domiciliares, realizando diagnóstico, reabilitação, orientação à família e trabalho em equipe

multidisciplinar.

ABORDAGENS DA PSICOLOGIA:

• 1) Psicanálise. .

• 2) Psicologia Analítica de Jung (Análise junguiana)

• 3) Behaviorismo – Comportamental.

• 4) Humanismo.

• 5) Psicoterapia Corporal

• 6) Terapia Cognitivo-Comportamental.

• 7) Transpessoal.

• 8) Mindfulness Psychology.

RESUMO DO LIVRO: PSICOLOGIA DA GRAVIDEZ

A autora parte do conceito de crise elaborado por Kaplan, e definido como

perturbação temporária de um estado de equilíbrio. Dentro da perspectiva que

considera as situações de crise como encruzilhadas existenciais, necessárias ao

desenvolvimento da pessoa, a gravidez surge como um momento privilegiado para

a reformulação de todos os valores vitais da mulher. Não são mudanças fisiológicas

apenas, mas também psicossociais - a gravidez provoca mudança de identidade e

nova definição de papéis. Por isso a época da gravidez representa um núcleo de

tensões entre diversos fatores. A rigor, destaca a autora, "é necessário pensar não

apenas em termos de 'mulher grá- vida' mas sim de 'família grávida'

Eis o duplo enfoque - a gravidez como crise existencial e como drama familiar - que

domina a descrição desta psicologia da gravidez. As três grandes fases são

descritas sob esse ângulo, e o parto é especificamente situado como o ponto alto da

crise, que a resume e a sintetiza. Daí a importância da modalidade de parto

escolhida pela parturiente e, portanto, do preparo psicológico para tal momento. O

puerpério é também tratado, bem como o significado pSicológico da amamentação.

Resumindo os principais estudos já realizados sobre os aspectos psicossomá- ticos

da gravidez e do parto, a autora mostra que a maioria ainda padece de sérias

carências teóricas e metodológicas.

Extras sobre a gravidez e puerperio:

Existem três tipos de transtornos psiquiátricos pós-parto, o mais comum é a tristeza pós-parto, também

conhecido como blues puerperal. Este atinge até 60% das mães e acontece nos primeiros dias que seguem

o parto podendo durar até uma ou duas semanas. Os principais sintomas do blues são: mudanças

repentinas de humor, perda do apetite e sentimento de solidão.

Além do blues, existem a depressão e a psicose pós-parto. Nesses casos, os sintomas são mais fortes e

podem durar mais tempo. Na depressão pós-parto, que atinge 10% das mulheres, os sintomas começam a

se apresentar após alguns dias do nascimento e podem durar até meses, são eles: falta de interesse sexual,

perda ou ganho de peso excessivo, sentimento de incompetência, baixa autoestima e isolamento social. A

psicose pós-parto mais grave é a psicose puerperal, que atinge quatro entre 1000 mulheres. “Esta é uma

doença psiquiátrica grave, onde a mãe apresenta sintomas como: alucinações, insônia, agitação e raiva.

Tem relação com o transtorno bipolar e oscila a indiferença com a agressão”, explica o obstetra Jorge

Rezende Filho.

TRAUMATISMO DO NASCIMENTO:

O trauma do nascimento é um tópico extensamente considerado em psi-quiatria, sobretudo

pelos psicanalistas. O con-ceito foi descrito de um modo abrangente por Otto Rank, que

sustentou serem as circuns-tâncias do nascimento profundamente gravadas na psique do

bebê, e suscetíveis de reaparecerem em forma simbólica nos pacientes psiquiátricos. Afirma-

se que a existência intra-uterina é inteiramente feliz, na medida em que está livre de todos os

conflitos de natureza psíquica. Acredita-se que o ato de nascer é marcado por uma

conturbação radical dos pontos de vista psíquico e físico; produz um choque psíquico de

grandes conseqüências, um trauma de que a pessoa nunca mais se refaz. Rank sustenta que

certas pessoas estão sempre tentando recons-tituir as condições de existência intra-uterina.

Em sua forma mais vívida e literal, a vida intra-uterina é reproduzida pelo paciente que

manifesta a forma catatônica de esquizofrenia. Mover em direção à união ou separação

não é um processo biológico inato. Ele é, ao contrário, um ato de vontade. Ao

mover-se em direção e engajar-se com um outro, todas as pessoas experimentam

sua necessidade de pertencer. Afastar-se de outros permite a pessoa

experimentar sua singularidade. A maturidade é, em certo sentido, o triunfo da

vontade sobre as forças - culpa, medo da morte e medo da vida - que inibem o

movimento tanto em direção como para longe dos outros.

Rank via a culpa como o preço a ser pago por qualquer ato de vontade.

Mover-se em direção à união causa culpa sobre estar necessitado; afastar-se

causa culpa de abandonar a outra pessoa. Medo de morte é o medo de perder a

indentidade fundindo-se com uma outra pessoa. Quanto mais fraca é a identidade

pessoal de alguém, mais forte é o medo de morte. Medo de vida, por contraste é

o medo de perder todas as ligações no processo de tornar-se separado. Cada

pessoa experimenta o ciclo do movimento de união para a separação novamente

como parte do processo da vida. O movimento ocorre em diversos níveis: familiar,

social, artístico e espiritual. A cada nível, há um ou mais movimentos em direção

à união e renascimento. Cada pessoa, por exemplo, em geral cede a uma

experiência de amor na qual diferenças pessoais são colocadas de lado para

experimentar unidade um com ou outro, para experimentar autovalor e ser

aliviado do sentimento de diferença. A submissão para um outro termina quando

a vontade afirma sua separação e uma nova afirmação de individualidade ocorre.

JEAN PIAGET

Um dos mais importantes pesquisadores de educação e pedagogia, Jean Piaget nasceu na cidade

de Neuchâtel (Suíça) em 9/08/1896 e morreu em 17/9/1980. Especializou-se em psicologia

evolutiva e também no estudo de epistemologia genética. Seus estudos sobre pedagogia

revolucionaram a educação, pois derrubou várias visões e teorias tradicionais relacionadas à

aprendizagem.

Piaget considera que o processo de construção do conhecimento inicia-se com o

desequilíbrio entre o sujeito e o objeto. Para ele, a origem do conhecimento por parte

do sujeito envolve dois processos complementares e por vezes, simultâneos. O

primeiro é chamado de Assimilação e o segundo a Acomodação. a assimilação é

tomada como a capacidade de o sujeito incorporar um novo objeto ou ideia a um

esquema, ou seja, às estruturas já construídas ou já consolidadas pela criança. Já a

acomodação seria a tendência do organismo de ajustar-se a um novo objeto e assim,

alterar os esquemas de ação adquiridos, a fim de se adequar ao novo objeto recém-

assimilado. após algum tempo, a criança passará a dominar o novo objeto assimilado

e acomodado, chegando a um ponto de equilíbrio. Assim, “a criança que atinge esse

patamar não é a mesma, pois o seu conhecimento sobre o mundo agora é outro,

maior e mais desenvolvido”.

(a) Os fatores invariantes: Piaget postula que, ao nascer, o indivíduo recebe como herança uma série de

estruturas biológicas - sensoriais e neurológicas - que permanecem constantes ao longo da sua vida. São

essas estruturas biológicas que irão predispor o surgimento de certas estruturas mentais. Em vista disso,

na linha piagetiana, considera-se que o indivíduo carrega consigo duas marcas inatas que são a tendência

natural à organização e à adaptação, significando entender, portanto, que, em última instância, o 'motor' do

comportamento do homem é inerente ao ser.

(b) Os fatores variantes: são representados pelo conceito de esquema que constitui a unidade básica de

pensamento e ação estrutural do modelo piagetiano, sendo um elemento que se tranforma no processo de

interação com o meio, visando à adaptação do indivíduo ao real que o circunda. Com isso, a teoria

psicogenética deixa à mostra que a inteligência não é herdada, mas sim que ela é construída no processo

interativo entre o homem e o meio ambiente (físico e social) em que ele estiver inserido.

Em síntese, pode-se dizer que, para Piaget, o equilíbrio é o norte que o organismo almeja mas que

paradoxalmente nunca alcança (La Taille, op.cit.), haja vista que no processo de interação podem ocorrer

desajustes do meio ambiente que rompem com o estado de equilíbrio do organismo, eliciando esforços para

que a adaptação se restabeleça. Essa busca do organismo por novas formas de adaptação envolvem dois

mecanismos que apesar de distintos são indissociáveis e que se complementam: a assimilação e a

acomodação.

(a) A assimilação consiste na tentativa do indivíduo em solucionar uma determinada situação a partir da

estrutura cognitiva que ele possui naquele momento específico da sua existência. Representa um processo

contínuo na medida em que o indivíduo está em constante atividade de interpretação da realidade que o

rodeia e, consequentemente, tendo que se adaptar a ela. Como o processo de assimilação representa

sempre uma tentativa de integração de aspectos experienciais aos esquemas previamente estruturados, ao

entrar em contato com o objeto do conhecimento o indivíduo busca retirar dele as informações que lhe

interessam deixando outras que não lhe são tão importantes (La Taille, vídeo), visando sempre a

restabelecer a equilibração do organismo.

(b) A acomodação, por sua vez, consiste na capacidade de modificação da estrutura mental antiga para

dar conta de dominar um novo objeto do conhecimento. Quer dizer, a acomodação representa "o momento

da ação do objeto sobre o sujeito" (Freitas, op.cit.:65) emergindo, portanto, como o elemento complementar

das interações sujeito-objeto. Em síntese, toda experiência é assimilada a uma estrutura de idéias já

existentes (esquemas) podendo provocar uma transformação nesses esquemas, ou seja, gerando um

processo de acomodação.

Piaget considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana que são caracterizados "por aquilo

que o indivíduo consegue fazer melhor" no decorrer das diversas faixas etárias ao longo do seu processo

de desenvolvimento (Furtado, op.cit.). São eles:

• 1º período: Sensório-motor (0 a 2 anos)

• 2º período: Pré-operatório (2 a 7 anos)

• 3º período: Operações concretas (7 a 11 ou 12 anos)

• 4º período: Operações formais (11 ou 12 anos em diante)

Cada uma dessas fases é caracterizada por formas diferentes de organização mental que possibilitam as

diferentes maneiras do indivíduo relacionar-se com a realidade que o rodeia

a) Período Sensório-Motor: (recém-nascido e o lactente - 0 a 2 anos)

Em Cunha (2002), a característica central do primeiro período é a inexistência de

representações e ou imagens mentais dos objetos que entornam a criança. Nesse

período o conhecimento se processa a partir de impressões que chegam ao organismo

via órgãos dos sentidos (por isso a denominação de Sensório – da sensação e Motora

– do movimento motor). Nesse período de desenvolvimento o processo predominante

será o da assimilação, que começa com os reflexos, ou seja, com as estruturas inatas,

os quais possibilitam, ao recém-nascido, o estabelecimento dos primeiros contatos

com os objetos que o cerca favorecendo-o às construções dos primeiros referências

cognitivos que para o autor, nesse período apresentam-se um tanto pouco

desenvolvidos.

Como exemplo, Cunha destaca a passagem do reflexo de preensão para o de agarrar.

Para ele, essa elaboração configura–se em alterações cognitivas produzidas pela

experiência do bebê junto aos objetos, o que significa já estar ocorrendo o processo

de acomodação além da assimilação. Em Rappaport (1981), essa fase do

desenvolvimento representa a conquista visto o seu aprendizado do bebê, por meio

da percepção e dos movimentos, considerando o universo da cotidianidade em que

esteja inserido o bebê.

b) Período pré-operatório (ou a primeira infância - 2 a 7 anos)

Período da representação, da linguagem e da socialização, que de acordo com Cunha

(2002), o aspecto mais destacado desta fase do desenvolvimento é a capacidade de

representação – ou a transformação de esquemas de ações em esquemas

representativos. É nesta fase que nota-se evidente progresso na função da linguagem.

No decorrer deste período, a linguagem vai deixando de ser representativa para

assumir configurações socialmente convencionais.

Em Bock et al (1993), em função do notável relevo da linguagem, o desenvolvimento

do pensamento ganha celeridade sendo por isso que esta é a conhecida fase dos

famosos "porquês".

Segundo Rappaport (1981), neste período do desenvolvimento, o egocentrismo se

caracteriza por uma visão do real que tem por referência o próprio eu, ou seja, a

criança nessa fase não concebe uma situação no mundo sem que não faça parte,

desse modo, ela confunde-se com objetos e pessoas atribuindo-lhes seus próprios

pensamentos. Assim, a criança pode dar explicações animistas, frente a

acontecimentos por ela vividos, ou seja, a criança irá atribuir características humanas

para animais, plantas e objetos, por exemplo: “dizer que a boneca vai dormir porque

está com sono ou que a panela está sentada no fogão.” (RAPPAPORT, 1981, p. 69)

c) Período das operações concretas (7 a 11 ou 12 anos)

Para Cunha (2002), nessa fase do desenvolvimento, o processo de pensar da criança

alcança a capacidade de operar mentalmente visto que não possuía em função de

operar por representações. Conforme este autor, embora consiga operar

mentalmente, essas operações possuem um caráter concreto, ou seja, precisam

realizar parte da tarefa empiricamente, ou com a presença e apoio de suportes de

objetos e materiais concretos.

Para Rappaport (1981), nessa fase do desenvolvimento identifica-se um significativo

declínio do egocentrismo intelectual e certa ascensão do pensamento lógico. Para esta

autora, o que marca esta fase do desenvolvimento, seria a organização de esquemas

visando à aquisição dos elementos conceituais, sendo, portanto, sua relação com o

mundo muito mais mediada pelos elementos racionais e muito menos pela assimilação

egocêntrica.

No que se refere ao desenvolvimento da linguagem verifica-se um encolhimento da

linguagem egocêntrica até o seu total desaparecimento. Já, quanto ao

desenvolvimento social, este ocorre não só e ao mesmo tempo em que o

desenvolvimento intelectual, mas acaba por configurar com um dos aspectos mais

evidentes neste período. Nessa fase do desenvolvimento, se observa na criança uma

interação mais genuína e mais efetiva, isso, tanto com relação aos outros colegas,

como com referência aos adultos de sua convivência.

d) Período das operações formais (+ ou - 12 anos em diante)

Para Piaget, entre os 12 e 16 anos, o sujeito experiência a fase de desenvolvimento

chamada de operações formais. A característica focal desta fase é a transformação

dos esquemas cognitivos, operados concretamente em esquemas baseados na

realidade imaginada.

Para Bock et AL (1993, p.89), neste período, o adolescente possui condições

intelectuais para elaborar conceitos éticos como liberdade, justiça e outros. Conforme

esta pesquisadora, neste período “o adolescente domina, progressivamente, a

capacidade de abstrair e generalizar, cria teorias sobre o mundo, principalmente sobre

aspectos que gostaria de reformular”.

Cunha (2002), afirma que nesta fase pode acontecer de o jovem imaginar sociedades

alternativas, sistemas filosóficos perfeitos e busca por profissões inusitadas. Há acordo

entre os pesquisadores do desenvolvimento de que esta fase abre-se para o indivíduo

largos horizontes de possibilidades de transformações, tanto do próprio jovem como

do mundo que o cerca em função de realidades que ele passa a dominar em virtude

dos recursos intelectuais mais avançados e pertinentes ao seu desenvolvimento.

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