Revista Enfermagem .84 Corem-sp, Notas de estudo de Enfermagem
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Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 1

Publicação Oficial do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo

COREN-SP visita RTs do Vale do Ribeira

COREN Faz

COREN-SP Itinerante:

Pesquisa revelará perfil da Enfermagem brasileira

Atualidades

ano 11 • nº 84 • Fev/2010

Novos caminhos para a Enfermagem paulista

2 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

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Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 3

Índice

COREN FAZ Seminário movimenta discussões sobre Comissões de Ética de Enfermagem ...............................................................................9

ATUALIDADES Pesquisa revelará o perfil da Enfermagem brasileira ..........................................................................46

EDITORIAL ............................................................................ 4

COREN FAZ Plenária Corporativa ............................................................ 5 I˚ Fórum Paulista ................................................................ .6 Projeto Competências........................................................ 11 Programa apresenta o COREN ..........................................12 PPA em Fernandópolis, Apiaí e São Carlos ......................13 Enfermeiros visitam o CAPE .............................................14

PGQ Cronograma da edição 2010 .............................................15

CAPA COREN-SP Itinerante .........................................................16 Vale do Ribeira recebe COREN-SP e ABEn-SP ................20 Uma revolução para a Enfermagem paulista ................... 21

CADERNO DE GERENCIAMENTO Enfermagem de Porto Ferreira ..........................................26

ACONTECEU NO CAPE ..........................................28

ENFERMAGEM QUE FAZ A DIFERENÇA Atuação efetiva no alívio da dor ......................................30

ENTREVISTA Dr. Coutinho .......................................................................32

IDEIAS Empreendedorismo em Enfermagem ...............................34

SER ÉTICO

COREN-SP realiza simulação de julgamento ..................36

COREN-SP divulga processos éticos ................................38

Acadêmicos em pós-graduação é ilegal e imoral ............38

COMPROMISSO Trabalhando pela segurança do paciente ........................40

Destaque do I˚ fórum de Enfermagem ............................ 41

PARECER

Curso de Obstetriz USP-Leste ...........................................42

Ministério do Trabalho apoia 30 horas ............................44

ATUALIDADES 61˚ CBEn ............................................................................48

“Carta de Fortaleza” define agenda política ...................48

Enfermagem assume a coordenação do Fórum dos

Conselhos Regionais ..........................................................50

Aula inaugural do TecSaúde............................................. 51

NOTAS ...................................................................................52

TRANSPARÊNCIA ..............................................................53

EVENTOS .............................................................................54

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A violência, em nossos dias, parece nem mais chocar ou indignar. Tão constantes são as notícias de situações de violência física, psicológica e moral que quase nos tornamos indiferentes à sua presença. Tão anestesiados nos sentimos muitas vezes, que deixamos de enxergar uma das mais cruéis situações de violência e que, por vezes, está acontecendo ao nosso lado. A violência moral. Por vezes silenciosa e sutil; por vezes ostensiva e agressiva, a violência moral é um tema que merece sempre estar em nossas páginas, como um alerta aos agressores e às testemunhas silenciosas.

Reproduzimos, abaixo, trechos extraídos da monografia apresentada à Escola Superior de Advocacia – OAB/SP, para a obtenção do título de Especialista em Direito do Público de Rogério Guimarães Frota Cordeiro, que aborda exatamente este tema, em termos que também defendemos e para o qual pedimos uma leitura atenta dos colegas:

“Em um Estado e em um país nos quais existem pessoas sujeitas a condição de trabalho análoga à da escravidão, trabalho infantil, ou mesmo desemprego e uma informalidade crescente nas relações de trabalho, dissertar sobre assédio moral parece irrelevante.

(...)

Ainda que não disponhamos de consistentes dados estatísticos estaduais e nacionais, a atenção que demos ao tema é justificada pela incipiente proteção dirigida ao trabalhador contra o assédio moral, problema abrangente, tanto que estende suas raízes às esferas social, econômica, cultural e organizacional.

(...)

O assédio moral ou agressão psicológica é um fato social que ocorre no meio social, familiar, estudantil e, mais intensamente, no ambiente de trabalho.

O assédio moral geralmente nasce com pouca intensidade, como algo inofensivo, pois as pessoas tendem a relevar os ataques, considerando-os brincadeira; depois, propaga-se com força, e a vítima passa a ser alvo de maior número de humilhações e de brincadeiras de mau-gosto.

Isso talvez ocorra justamente porque as vítimas temem denunciar formalmente, com medo do “revide” que poderia ser a demissão ou o rebaixamento de cargo, por exemplo; além disso, denúncias tornariam público o processo de humilhação, o que deixaria as vítimas ainda mais constrangidas e envergonhadas. Assim, o medo (de caráter mais objetivo) e a vergonha (mais subjetiva, porém de consequências devastadoras) unem-se, acobertando a covardia dos ataques.

(...)

A violência moral no trabalho não é novidade. Existe há muito tempo em todo o mundo. O que é novo é a gravidade, a generalização e a trivialização do problema. Há vinte anos, a maioria das pessoas poderia acreditar que trabalharia durante os anos necessários à

sua aposentadoria sem um incidente sério de assédio moral. Hoje, ao contrário, quase todos os trabalhadores parecem correr riscos de ser seriamente assediados em suas carreiras, talvez mais de uma vez.

(...)

Não existe assédio individual de um sobre o outro sem a cumplicidade dos outros, testemunhas silenciosas ou coniventes com o fenômeno e atores implícitos ou explícitos da dominação ou de seu agravamento; no plano político, não existe conquista ou defesa dos direitos e liberdades sem a expressão de exigências e ações de resistência em relação às instituições de poder.

(...)

No Brasil há dificuldade de comprovar o assédio moral quando ele tem aparência sutil, quando há uma hostilidade difusa. No entanto a justiça e a legislação brasileira são aliadas do assediado se bem aplicadas em determinados casos.

(...)

O assediado muitas vezes demora a perceber que está sendo assediado, pois o assédio é processo quieto, imperceptível. A literatura menciona que ele, após algum tempo, tem um “insight” do problema que está passando.

A perversidade muitas vezes chega a tal ponto, que o assediador, quando observa que o assediado começa a apresentar os primeiros sinais e sintomas decorrentes do processo de assédio e que isso pode causar comprometimento, transfere-o ou põe-no à disposição, o que configura a dimensão do problema.”

Após a leitura deste trecho brilhantemente redigido pelo advogado Rogério Guimarães Frota Cordeiro, cabe a cada profissional de Enfermagem refletir sobre o tema e, aos que estiverem vivendo este tipo de situação, buscar apoio, seja em seu Conselho, seja no Sindicato a que estiver vinculado, criando condições que possam modificar a situação de opressão, de subjugação, de subserviência e servidão, reconquistando sua identidade profissional e, até mesmo, sua própria identidade.

O silêncio, mediante a opressão, é a pior forma de enfrentar este problema, pois permitirá a continuidade dos atos de violência moral e ético-profissional.

O COREN-SP, a ABEn-SP e os Sindicatos Profissionais estão unidos e determinados a prestar, seja como for, o apoio necessário ao profissional ou profissionais que estejam nestas situações.

Temos as armas e todos os instrumentos necessários a este enfrentamento. Faça, então, a sua parte, se nesta situação estiver incluído(a).

A prática do assédio moral deve ser séria e exaustivamente investigada e exemplarmente combatida, com punição.

Gestão 2008-2011

Ed ito

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Revista Enfermagem, Nº 84 Expediente

Presidente Cláudio Alves Porto Vice-Presidente Cleide Mazuela Canavezi Primeiro-secretário Edmilson Viveiros Segunda-secretária Josiane Cristina Ferrari Primeiro-tesoureiro Marcos Luís Covre Segunda-tesoureira Tania de Oliveira Ortega

Presidente da Comissão de Tomada de Contas-CTC Mariangela Gonsalez

Membros da CTC Marlene Uehara Moritsugu Marcia Rodrigues

Conselheiros efetivos Andréa P. da Cruz, Denilson Cardoso, Edna Mukai Corrêa, Edwiges da Silva Esper, Francisca Nere do Nascimento, Henrique C. Cardoso, Lidia Fumie Matsuda, Maria Angélica G. Guglielmi, Marinete Floriano Silva, Paula Regina de Almeida Oliveira, Paulo Roberto N. de Paula, Rosana de Oliveira S. Lopes

Conselheiros suplentes Aldomir P. de Oliveira, Brígida B. da Silva, Cicera Maria Andre de Souza, Demerson Gabriel Bussoni, Elaine Garcia, Elizete P. do Amaral, Flávia Alvarez F. Caramelo, Gutemberg do Brasil B. Moreira, Ivone Valdelice dos S. Oliveira, José Messias Rosa, Lúcia Regina P. L. Sentoma, Luciana Maria C. P. de Almeida, Luciene Marrero Soares, Roberta P. de Campos Vergueiro, Sandra Ogata de Oliveira, Sebastião Cezar da Silva, Selma Regina C. Casagrande, Sonia Marly Mitsue Yanase Rebelato, Tamami Ikuno, Zainet Nogimi, Zeneide Maria Cavalcanti

Conselho Editorial Cleide Mazuela Canavezi, Maria Angélica Azevedo Rosin, Mônica Farias, Silvia Regina Martins Alves, Tânia de Oliveira Ortega

Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo Alameda Ribeirão Preto, 82 – Bela Vista São Paulo – SP CEP 01331-000 Fone: (11) 3225-6300 www.corensp.org.br

Redação, fotos e revisão: Marco Petucco Junior, Mônica Farias, Patrícia Julien

Foto de Capa: Hiroto Yoshiota

Criação e Diagramação: DeBRITO Propaganda

Publicação oficial bimestral do COREN-SP / Reg. Nº 24.929 / 4º registro / 323 mil exemplares/ distribuição gratuita dirigida

ExpedienteASSÉDIO MORAL: INSTRUMENTO DE USO INDIGNO E AUSENTE DE SENTIMENTO HUMANO

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Começou no dia 30 de novembro, no CAPE, uma série de Plenárias Corporativas entre o COREN-SP e as diversas sociedades de especialistas, associações e sindicados de enfermagem. O principal objetivo das reuniões é aproximar ainda mais as entidades que representam a enfermagem e, consequentemente, fortalecer a profissão, além de discutir decisões que afetem a categoria.

Durante a primeira reunião plenária, após uma breve apresentação de cada uma das 18 entidades presentes, discutiram-se as regras de utilização do CAPE pelas diversas entidades de enfermagem e a contrapartida da oferta de aulas e cursos para os profissionais. Foi unanimidade entre os presentes a importância do CAPE para a sociedade e para os profissionais de enfermagem, assim como a ousadia do COREN-SP neste investimento.

Também foram discutidos outros assuntos mais pontuais, como o 2º SEPAGE, o 1˚ Fórum de Enfermagem do COREN-SP, que acontece em maio, o ônibus do COREN- SP Itinerante e a futura TV COREN.

A segunda reunião plenária aconteceu no dia 18 de janeiro

e uma das principais pautas foi a união das entidades na

campanha pelas 30h (Projeto de Lei nº 2295/2000).

Houve um consenso sobre a necessidade desta união para demonstrar a força da categoria. Discutiu-se, por exemplo, a possibilidade do aluguel de cinco ônibus, que levariam os profissionais até Brasília à época da votação do projeto na Câmara dos Deputados. Para isso, formou- se uma comissão com representantes do COREN-SP, ABEn-SP, ABESE, SEESP e SINDSAÚDE para a captação e organização de profissionais de enfermagem para deslocamento até Brasília.

Também ficou decidida a confecção de camisetas e faixas com frases de impacto para o evento bem como a criação de um logo representando a união das entidades tanto para essa ocasião quanto para futuras.

A plenária volta a se reunir em fevereiro, quando se deve discutir o projeto de um possível Fórum Sindical Paulista e os próximos passos da manifestação pelas 30h.

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Representantes das entidades de enfermagem se reúnem no plenário do CAPE

Plenária Corporativa discute rumos da enfermagem

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Mais uma iniciativa do COREN-SP reuniu centenas de enfermeiros para discutir questões que envolvem a profissão. Desta vez o foco foi o profissional e a equipe, com abordagem que levou em conta as estratégias que compõem equipes competentes e bem-estruturadas e as ações internas voltadas para a valorização profissional. O I Fórum Paulista de RH em Enfermagem aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro, na Universidade Paulista – UNIP, em Ribeirão Preto.

Os trabalhos foram abertos pelo Assessor de Desenvolvimento Institucional do COREN-SP e responsável pelo PGQ (Programa Gestão com Qualidade), Dr. Sérgio Luz, que destacou a importância em fortalecer a política de gestão de pessoas nas instituições, com ações voltadas ao aprimoramento do colaborador e ao desenvolvimento científico da profissão. “Além de capacitar o profissional, também precisamos criar mecanismos para avaliar a eficiência deste treinamento”, enfatizou.

Representando o presidente do COFEN, Dr. Manoel Neri, o Dr. Claudio Souza destacou a importância da iniciativa do COREN-SP em organizar o I Fórum Paulista de RH. “O Conselho Federal de Enfermagem se sente prestigiado e honrado em participar de mais um evento de relevante importância para os profissionais de enfermagem”, comentou.

Para encerrar a mesa de abertura, o presidente do COREN-SP, Dr. Claudio Porto, lembrou que em apenas um ano todas as metas e os planos da gestão 2008-

2011 já foram implantados. “Estamos completando um ano de gestão e já colocamos a termo todos os planos, todas as metas que esperávamos alcançar até o fim desta gestão. Este é mais um passo no projeto de melhoria da qualidade da formação do profissional de enfermagem”, complementou.

Nos dois dias de palestra, o evento reuniu 370 profissionais que debateram políticas de gestão de pessoas em enfermagem. As palestras foram ministradas por profissionais renomados na área de RH e saúde e destacaram as tendências, as práticas inovadoras e os bons resultados alcançados através de uma política de gestão de pessoas eficiente e alinhada com as necessidades das instituições. “Os temas foram cuidadosamente escolhidos para abranger e atingir a realidade vivida pelos enfermeiros gestores nas instituições de saúde. Nestes dois dias de Fórum, pudemos conhecer experiências bem- sucedidas, políticas de gestão, técnicas de avaliação, além de abrir espaço para que os profissionais tirassem dúvidas e trocassem experiências”, avalia o Dr. Sérgio Luz.

Equipes vencedoras e gerenciamento de pessoal

No primeiro dia do Fórum (12/11), o ciclo de palestras começou com a Dra. Helen Maria Benito Scapolan Petrolino, Gerente de Desenvolvimento de Enfermagem do Hospital Sírio-Libanês, que trabalhou com o tema ‘Equipes vencedoras, qual o segredo?’. A enfermeira destacou a experiência do hospital em valorizar a aprendizagem e o desenvolvimento profissional dos colaboradores alinhado ao perfil de competência do cargo como um fator primordial para o sucesso da equipe que reflete diretamente na qualidade da assistência. A Dra. Helen apresentou o organograma da instituição, ressaltando que as premissas de gestão do Sírio-Libanês se apoiam na relação de longo prazo, na liderança pelo exemplo, na manutenção de um ambiente de constante aprendizagem e na integração entre áreas e equipes, sempre com foco nos resultados e na eficiência.

Os trabalhos continuaram com a palestra Dimensionamento de Pessoal, ministrada pela Dra. Cleide Mazuela Canavezi, vice-presidente do COREN-SP, que destacou que a atividade gerencial do enfermeiro deve prover e manter pessoal de enfermagem qualificado e em número suficiente, garantir a continuidade da assistência (necessidades diretas e indiretas e vigília) e promover assistência livre de danos. A Dra. Cleide ressaltou a necessidade de estabelecer processos

Da esq. para a dir. Dr. Claudio Souza, o presidente do COREN-SP, Dr. Claudio Porto, e o Assessor de Desenvolvimento Institucional do COREN-SP e responsável pelo PGQ (Programa Gestão com

Qualidade), Dr. Sérgio Luz, na cerimônia de abertura.

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I Fórum Paulista de RH em Enfermagem

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de trabalhos que englobem manual de procedimentos, protocolos, rotinas, regimento, modelo gerencial, avaliação e retroavaliação, entre outros.

Ainda dentro deste tema, a palestrante abordou a necessidade em se conhecer e implementar indicadores e que o embasamento para todas as ações deve ser a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que legitima e embasa a prática, e o Sistema de Classificação de Pacientes (SCP), que é uma ferramenta administrativa que proporciona ao Enfermeiro estabelecer o grau de dependência de um paciente para quantificar e qualificar a equipe de Enfermagem, utilizando o Método de Escore de Schein/Rensis Likert. Para demonstrar exemplos práticos de dimensionamento de pessoal várias situações foram simuladas para unidades de atendimento, levando em conta o nível de cuidado de cada paciente, taxa de ocupação, jornada semanal dos profissionais e o tempo de assistência a cada paciente.

Na sequência, a Dra. Hilcides Fernanda Ferrari Allucci, apresentou a palestra ‘Avaliação de Desempenho – Estratégia de Desenvolvimento’ em que destacou as novas diretrizes em relação à estratégia e à gestão de pessoas. A quebra de paradigmas trouxe novas competências que passaram a ser valorizadas dentro da instituição. “O modelo de gestão por competências criou parâmetros para desenvolver as pessoas para implantar estratégias. Porém, não podemos esquecer que as competências devem ser contextualizadas e ‘customizadas’ para cada organização”, destacou.

Segundo a profissional, a avaliação das competências deve ser realizada 360º, através de um processo que consiste em ler a competência do colaborador (seu subordinado/ par/superior), lembrar uma situação típica e recorrente relativa à competência descrita, avaliar a situação da competência (‘não é desenvolvida’, ‘desenvolvimento’,

‘aplica’ ou ‘excelência’), fazer comentário de cada competência no nível avaliado, realizar feedback e o consenso e, por fim, apresentar plano de ação.

O clima informal marcou o talk show ‘Cuidar de quem cuida – cases de sucesso’, que encerrou a programação do dia. Com mediação da Dra. Isabel Cristina Kowal Olm Cunha, Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Unifesp e Coordenadora Técnica do Projeto Competências COREN-SP, o debate contou com a presença das Enfermeiras Dra. Floracy Gomes Ribeiro, Dra. Maria de Fátima Paiva Brito, Dra. Noemi Marisa Brunet Rogenski e Dra. Rosa Bosquetti.

Riscos ocupacionais e avaliação de treinamento

No segundo dia de evento (13/11) os trabalhos foram abertos pela Dra. Maria Angélica Giannini Guglielmi, vice-presidente da Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho e Conselheira do COREN-SP. A palestrante trouxe o tema ‘Riscos ocupacionais: como evitá-los’, onde abordou o conceito de risco ocupacional e levantou as questões: ‘Em um local idealizado para o cuidar pode haver risco?’ e ‘É possível evitá-los?’. Para respondê-las, Angélica explicou que é preciso uma análise do cenário que englobe os riscos, aspectos culturais e o estilo de vida. “Esta análise é um processo complexo que exige técnicas multidisciplinares”, ressaltou.

Na sequência, a palestrante destacou que a base para a criação de um Programa de Promoção, Prevenção e Proteção da Saúde do Trabalhador deve levar em conta princípios de higiene ocupacional; segurança do trabalho; ergonomia; nutrição e aspectos psicossociais. Também é fundamental prever ações de biossegurança com foco

No segundo dia de evento, a Dra. Maria Angélica Giannini Guglielmi apresentou a palestra ‘Riscos ocupacionais: como evitá-los’.

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na prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes (biológicos, físicos, químicos, ergonômicos e mecânicos) às atividades em ambientes biotecnológicos. A palestrante lembrou a NR 32 que tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

A palestra também teve um momento destinado à discussão sobre questões como acidentes de trabalho e os fatores que predispõem seu acontecimento. Segundo a palestrante estes fatores podem ser: estrutural/ institucional (sobrecarga física, sobrecarga mental, ambientes de trabalho inseguros, desvalorização social - agressões físicas e verbais), psicossociais (fadiga e tensão, impactos dos rodízios de trabalho – turno e noturno, horas extras e plantões dobrados, trabalho fragmentado

e parcelado, repetição de tarefas, ritmo acelerado, desqualificação do profissional.

Angélica também salientou que para a criação de um Programa de Segurança e Saúde é preciso identificar os riscos, analisar e determinar a natureza dos riscos que afetam a saúde do trabalhador, corrigir as não-conformidades e introduzir melhorias contínuas, assegurar que as formas de controle atendam às necessidades previstas e certificar que os problemas no local de trabalho sejam minimizados.

Classificados em físicos, químicos, mecânicos/ acidentes, ergonômicos e biológicos, os riscos precisam

ser reconhecidos e controlados e a implantação da NR32 viabilizada. “Planejar a implantação da NR32 requer a criação de um comitê multidisciplinar, a elaboração de check-list/situação, distribuição do check-list por área/grupo, estabelecer periodicidade de reuniões, apresentar análise de dados à direção, propor adequações necessárias, utilizar recursos e mão de obra próprios, estabelecer grupo de verificação de eficácia de ações e análise de falhas e correção”, finalizou.

Para a palestra ‘Treinamento: como avaliar sua eficácia?’, a Coordenadora da Neurologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Dra. Fátima Araci Tahira Colman, apresentou os fundamentos da avaliação de treinamento e os tipos de indicadores para mensurar sua eficácia. A enfermeira ressaltou a importância de verificar se o programa de treinamento contribuiu de fato para as modificações comportamentais do treinando e a correlação entre os resultados e os

objetivos da empresa. A palestrante demonstrou indicadores para avaliar a eficácia do treinamento, pois todo o processo deve atingir resultados estratégicos dentro da instituição, como, por exemplo, aumentar o lucro, aumentar a satisfação dos clientes, reduzir custos, acidentes de trabalho e a rotatividade de pessoal, dentre outros.

De maneira bem-humorada e divertida, a atriz e diretora Bruna Gasgon apresentou a palestra ‘Como conviver com pessoas que você não suporta’. Em companhia do ator Walter Maciel, a dupla apostou em esquetes para retratar situações do convívio cotidiano com os colegas de trabalho.

O tema ‘Cuidar de quem cuida – cases de sucesso’ foi abordado no formato talk show. O clima informal agradou o público que participou ativamente do debate.

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Nos dias 26 e 27 de novembro de 2009, o COREN-SP realizou o 1º Seminário Comissão de Ética de Enfermagem, no Hotel Renaissance, em São Paulo. Foram dois dias de programação, onde o principal objetivo foi discutir a ética profissional e o papel das Comissões de Ética de Enfermagem (CEEs) das instituições de saúde.

A coordenação do evento ficou por conta da Superintendente Técnica do COREN-SP, Dra. Maria Angélica Rosin, que, juntamente com a coordenadora de execução e monitoramento do TecSaúde, Dra. Emilia Kawamoto, o presidente do COREN-SP, Dr. Cláudio Alves Porto, e a coordenadora da fiscalização do COREN-SP no interior do estado, Dra. Mirela Bertoli Passador, também compôs a mesa de abertura do seminário.

Bioética

Na primeira palestra do evento, o público teve a oportunidade de ouvir um dos maiores nomes em bioética no Brasil, o Prof. Pe. Christian de Paul de Barchifontaine, reitor do Centro Universitário São Camilo.

O professor deu destaque para a distinção entre moral e ética: “Moral diz respeito a valores consagrados pelos usos e costumes de uma determinada sociedade; Ética é um juízo de valores, um processo ativo que vem de dentro de cada um de nós para fora, ao contrário de valores morais, que vêm de fora para dentro de cada um”, explicou. Segundo ele, a bioética é a ética da vida, da saúde e do meio-ambiente. “Não se pode esperar uma padronização de valores dentro da bioética – como um Código de Bioética –, pois o conceito exige uma reflexão sobre valores

e portanto implica em opção, que implica em liberdade. Não existe bioética sem liberdade”, defendeu o padre.

Pe. Christian também discutiu o cenário atual do mundo e também da profissão. Segundo ele, vivemos em uma época marcada pela pós-modernidade, a globalização e a centralidade, onde há uma primazia do econômico em detrimento do social. “A sociedade atual coisifica a pessoa humana e sacraliza as coisas”, afirmou Pe. Christian.

O palestrante concluiu explicando que o profissional de enfermagem precisa entender seu papel dentro deste contexto atual para exercer sua cidadania, sempre respeitando o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem.

Mesa-redonda: “Aprendendo com os erros”

A sequência do evento trouxe para o público uma interessante discussão sobre as Comissões de Ética: a mesa-redonda “Aprendendo com os erros”. Fizeram parte desta-mesa a Superintendente Técnica do COREN-SP, Dra. Maria Angélica Rosin, e as presidentes das CEEs de duas das principais instituições de saúde do estado de São Paulo: Dra. Ana Aparecida de Souza Santana Gonçalez, do Hospital Sírio-Libanês, e Dra. Claudia Cândido da Luz, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Antes da mesa-redonda, cada uma das duas presidentes de CEE ministrou uma pequena palestra contando sobre sua experiência com as Comissões de Ética, apontando fatos, erros e acertos em suas respectivas trajetórias.

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fa zSeminário movimenta discussões sobre

Comissões de Ética de Enfermagem

Mesa de abertura do 1º Seminário Comissão de Ética de Enfermagem

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Após as apresentações, a mesa foi aberta a perguntas do público, para discussão de temas referentes às Comissões. E a participação do público foi intensa. Foram colocados em pauta tópicos desde o gerenciamento de erros, o processo de abertura de sindicâncias e como lidar com erros que não partem da enfermagem, mas dos médicos, até questões sobre o arquivamento das sindicâncias, o processo de sucessão de gestões e problemas com a legibilidade das receitas médicas.

Muitas questões do cotidiano das CEEs foram debatidas e, não fosse o tempo ter se esgotado, haveria assunto para horas de discussão.

Erro humano e segurança do paciente

Após pausa para o almoço, foi a vez de a Profa. Dra. Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira emprestar um pouco de seu conhecimento ao público presente. Em palestra agradável e cheia de informações, a professora discutiu a questão do erro humano e da segurança do paciente. A palestrante demonstrou dados sobre segurança ao redor

do mundo e explicou que, atualmente, o desejado é que se entenda o erro como consequência de uma série de problemas do sistema, e que a busca pela solução desses problemas seja prioridade – e não apenas a punição a quem erra. Porém, ela ressalta: “Embora não-intencional, todo erro é evitável. A solução é criar processos que tornem mais fácil fazer o certo e mais difícil fazer o errado”.

Dra. Mavilde deu destaque a pequenos detalhes que, embora pareçam sem importância, podem representar a diferença entre a vida ou a morte de um paciente. “O erro pode partir do não-atendimento de uma necessidade humana básica”, alertou a professora. Ela exemplificou com o caso de um senhor que precisava de comadre. Ele estava ao lado de outro paciente que teve um bloqueio atrioventricular. Com o plantão noturno reduzido, ele tocou a campainha para pedir a comadre, e a profissional, ocupada, disse que voltava em alguns minutos para atendê-lo. Passaram-se alguns minutos e ela não voltou. Observando a correria da equipe médica e de enfermagem, o paciente tentou se levantar para ir ao banheiro sozinho. Ele acabou caindo e fraturando o fêmur, teve que passar por uma cirurgia, em que contraiu uma infecção e veio a óbito por sepse.

A palestra seguiu com muitos outros exemplos de eventos adversos evitáveis e, ao final, a mensagem que a professora deixou foi categórica: “O foco deve ser primeiro no ser humano, depois na cura”.

O evento atraiu mais de 200 profissionais e foi bastante elogiado. Helena Ondina Almeida Braz, do Hospital e Maternidade São Camilo de Santana, fez questão de comentar: “Aqui, resgatamos coisas que se perderam lá atrás. Questões de ética e da própria educação que se recebe em casa. Hoje, procuramos onde está o erro, buscando nas faculdades, nas instituições de saúde, mas a questão é mais profunda do que isso. O problema vem de dentro de casa. São os pais querendo que os professores eduquem seus filhos, é uma questão muito complexa. Então, estudar a ética e a bioética é primordial na área de saúde, na qual precisamos desenvolver o cuidado de pensar sempre no outro”.

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Superintendente Técnica do COREN-SP, Dra. Maria Angélica Rosin

Público acompanha mesa-redonda “Aprendendo com os erros”

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 11

Desde que foi implantado, o Projeto Competências realizou um grande levantamento que mapeou 11 competências (liderança, comunicação, tomada de decisão, negociação, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, flexibilidade, empreendedorismo, criatividade, visão sistêmica e planejamento e organização) necessárias aos enfermeiros Responsáveis Técnicos (RTs). Estas competências foram reunidas em uma cartilha que vem sendo distribuída e, agora, estão sendo desenvolvidas pelo COREN-SP através de oficinas. “Nas oficinas trabalhamos diretamente com os RTs, com foco no desenvolvimento destas competências”, explica a coordenadora do Projeto Competências, enfermeira Dra. Isabel Cristina Kowal Olm Cunha.

Em dezembro do ano passado, o Projeto realizou duas oficinas. A primeira trabalhou com os temas ‘tomada de decisão’ e ‘comunicação’ e a segunda, com as competências ‘negociação’ e ‘liderança’. Os encontros foram conduzidos pelas enfermeiras Dra. Celina Castagnari Marra e Dra. Luzia Helena Vizoná, ambas membros da Equipe de Trabalho do Projeto Competências. Participante das oficinas, a RT do Hospital Itacolomy Butantã Mara Porto ressalta a importância do Projeto Competências para o crescimento profissional, pois agrega mais experiência à rotina de trabalho do gestor. “O Projeto é excelente, pois além do conhecimento teórico proporciona uma grande troca de experiências com outros profissionais”, destaca Mara.

Ainda em 2009 o Projeto, em parceria com o Programa de Gestão com Qualidade - PGQ também do COREN-SP, realizou oficinas abordando o tema ‘comunicação’ tanto em São Paulo como em todas as subseções, privilegiando também as enfermeiras RTs do interior. Para estas oficinas, além das enfermeiras já citadas, participaram como instrutoras Dra. Lore Cecília Marx, Dra. Leonice Santos, Dra. Márcia Rodrigues e Dra. Sueli Santos Oliveira, também membros do grupo de trabalho do Projeto.

Para o primeiro semestre deste ano haverá outras oficinas para abordar as demais competências. As oficinas acontecem sempre no CAPE, com dois temas por dia em quatro turmas, pois ambos são trabalhados tanto no período da manhã quanto da tarde, ampliando o número de vagas disponíveis. “O resultado tem sido bastante positivo. Já abordamos quatro das 11 competências mapeadas com a participação de 300 profissionais”, complementa Isabel.

Paralelamente às oficinas de capacitação para RTs, o grupo de trabalho elaborou um projeto em que vai ouvir, por amostragem em Grupos Focais, os profissionais Técnicos de Enfermagem do estado, com o objetivo de estabelecer as competências e propor os modelos de oficinas para esta categoria. “Também estenderemos o Projeto

Competências para os Técnicos de Enfermagem. Após identificar as competências que esta categoria precisa para atuar com qualidade ofereceremos a capacitação”, destaca Isabel.

O grande desafio do Projeto para 2010 é levar o programa de capacitação nas 11 competências para todos os 10 mil RTs do Estado de São Paulo. “No início vamos trabalhar com um grupo piloto, os resultados serão avaliados e aprimorados para que, no segundo semestre, o programa possa ser levado para o interior do estado”, revela Isabel.

Inscrições e programação disponíveis no site do COREN- SP (www.coren-sp.gov.br).

Até o momento, as oficinas capacitaram 300 RTs, em quatro competências. As demais competências serão trabalhadas ainda no primeiro semestre de 2010.

A enfermeira Mara Porto ressaltou que, além do conteúdo teórico, as oficinas são uma boa oportunidade de trocar experiências com outros profissionais.

Projeto Competências inicia nova etapa

12 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Em mais um projeto da Gestão 2008-2011 do COREN-SP, o Conselho abre as portas de sua sede, em São Paulo, para visitas de estudantes de escolas e universidades de enfermagem, bem como profissionais, instituições, sociedades, associações e empresas. Trata-se do Programa Visite o COREN-SP.

O objetivo da visita, que dura aproximadamente duas horas, é esclarecer dúvidas e fornecer informações sobre condutas ético-profissionais e sobre os serviços prestados pelo COREN-SP aos profissionais de enfermagem e à sociedade, além de fortelecer o elo entre o Conselho e a categoria profissional.

Para a conselheira Maria Angélica Guglielmi, coordenadora do progra- ma, é importante conscientizar os profissionais e futuros profissionais sobre a importância do papel do COREN na fiscalização e disciplina do exercício profissional, valoriza- ção da categoria e colaboração para o desenvolvimento profissional. “Desta forma, o Conselho está ze- lando pelo bom conceito da profis- são e dos que a exercem”, afirma.

Em apenas dois meses, mais de 300 visitantes já passaram pelo Visite o COREN-SP, entre profissionais e estudantes de enfermagem. Felipe Vidal Ferreira, aluno de pós- graduação em enfermagem do trabalho, foi um dos visitantes que passaram pelo programa.

Após ser recebido no auditório, no oitavo andar do prédio da sede, Felipe e seus colegas acompanharam a palestra da Dra. Maria Angélica Guglielmi, que apresentou o Conselho, suas funções, deveres e projetos. Depois da palestra, a conselheira abriu espaço para perguntas diversas do público para, depois, apresentar aos visitantes as instalações e os diversos setores que compõem a sede do COREN.

E as impressões não poderiam ser melhores. Segundo Felipe, é fundamental para quem já pertence ou que está entrando no mercado de trabalho, conhecer de perto o seu Conselho Profissional. “Adorei a visita. Pude conhecer de fato como funciona o COREN, como o Conselho atua no dia a dia e o que ele oferece para os profissionais de enfermagem. É um Conselho que nos ampara nos momentos em que mais precisamos e que sempre está de portas abertas para o profissional”, elogia.

Profissionais do Vale do Ribeira visitam o Conselho Cerca de 30 profissionais do Vale do Ribeira, onde o ônibus do COREN-SP Itinerante esteve no começo de

janeiro, estiveram em São Paulo para conhecer de perto as dependências de seu conselho profissional.

Além da visita na sede, os convidados do interior do estado também puderam conhecer o Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem Dra. Wanda de Aguiar Horta – CAPE. Foi também a oportunidade para a primeira demonstração prática do programa de treinamento que simula situações reais de assistência de enfermagem, através dos modernos bonecos adquiridos pelo CAPE.

A simulação aconteceu no laboratório e foi transmitida em tempo real – através de áudio e vídeo –, para o auditório principal do Centro, de onde os visitantes puderam observar, discutir e realizar um exercício de observação da cena.

Dra. Juracema Azevedo e Dra. Cristina A. S. Oliveira são duas das enfermeiras que estavam no grupo do Vale do Ribeira. Elas deixaram suas impressões sobre a visita. “O nosso Conselho é muito

bem estruturado. São coisas assim que mudam e valorizam a imagem da enfermagem. Desde a primeira palestra do Programa Gestão Com Qualidade [PGQ], de que eu participei, eu já saí maravilhada. Lembro que, na época, eu estava meio em dúvida em relação às minhas escolhas, mas a partir dali eu tive certeza: eu sou enfermeira e, se tivesse que escolher de novo, escolheria enfermagem novamente, porque ali eu me senti valorizada como profissional”, contou Juracema. “Com certeza, são coisas deste tipo que aumentam a nossa satisfação em ser enfermeira. Agora estamos vendo as portas do Conselho abertas, estamos vendo o COREN visitar as regiões mais afastadas da capital com o ônibus, entre outras coisas, então isso traz muita valorização profissional”, elogiou Cristina.

Até julho deste ano, pelo menos outras quatro visitas de grupos de enfermeiros Responsáveis Técnicos do interior de São Paulo já estão pré-agendadas.

O Visite o COREN-SP atende grupos de no mínimo cinco pessoas. Para agendar sua visita, os interessados devem entrar em contato pelo e-mail visiteocoren@coren-sp.gov. br, ou pelo telefone (11) 3225-6372. Para mais informações, acesse: http://www.coren-sp.gov.br/drupal6/node/3923.

C O

RE N

fa z Programa apresenta o COREN para

profissionais e estudantes

Grupos de profissionais e estudantes podem agendar visitas à sede do COREN-SP

Profissionais do Vale do Ribeira acompanham simulação em tempo real no auditório do CAPE

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 13

Fernandópolis Em 30 de outubro de 2009, o PPA esteve em Fernandópolis, município no noroeste do estado, a 555 km da capital. O evento aconteceu na Fundação Educacional de Fernandópolis e contou com a participação de 180 profissionais

Com o auditório lotado, a palestra da manhã ficou a cargo da fiscal do COREN-SP, Enfermeira Celina de Jesus Garcia Vítor, que abordou os principais aspectos de ‘Legislação e ética em Enfermagem’. Funcionária de uma UBS em Mira Estrela, a Enfermeira Danila Aparecida Botelho Baroni esteve em Fernandópolis para acompanhar o PPA. “A questão da legislação é um tema muito importante para nós, pois temos que pautar nossa atuação profissional pela responsabilidade e pela ética”. Satisfeita com o PPA, a profissional diz que aguarda novos eventos na região e sugere Urgência/Emergência como um tema a ser trabalhado na próxima oportunidade.

Durante a tarde, a professora Dra. Ariane Ferreira Machado Avelar levou ao auditório o tema ‘Segurança do paciente: da teoria à prática’, que abordou as circunstâncias mais comuns em que os erros acontecem e as condutas mais adequadas para minimizar o problema. As enfermeiras da Santa Casa de Fernandópolis, Vivian Fernandes e Natalia Rodrigues, destacaram a pertinência do assunto para a classe. “Trabalhar com foco na segurança do paciente melhora a qualidade da assistência prestada”, ressalta Vivian. Para Natalia a palestra mostrou a importância de trazer o assunto para discussão. “A segurança do paciente deve ser uma preocupação constante no dia a dia do nosso trabalho”, complementa.

Apiaí Em Apiaí, cidade a 231km de São Paulo, 150 profissionais se encontraram no dia 4 de dezembro de 2009, no Sigma, para acompanhar a aula da enfermeira Dra. Nilza Santana sobre ‘Emergências Cardiológicas’. Diretora de um centro de saúde e coordenadora da Estratégia de Saúde da Família de Apiaí, a enfermeira Janaína Gonçalves destacou a importância do tema e aproveitou a oportunidade para parabenizar a iniciativa do COREN-SP em levar o PPA para o interior.

Na parte da tarde a professora Dra. Vera Lúcia Regina Maria apresentou a aula ‘Diagnóstico de Enfermagem’. Para a enfermeira Ana Maria de Oliveira, coordenadora de enfermagem do Hospital Dr. Adhemar de Barros, este é um tema sempre importante, pois norteia muitas das ações diárias

do profissional. “Sempre é bom aprendermos um pouco mais sobre diagnóstico, pois é importante contextualizar teoricamente a prática que fazemos no cotidiano”, ressalta.

São Carlos Em 11 de dezembro de 2009, foi a vez de São Carlos, cidade a 244 km da capital, receber o Programa Portas Abertas. 229 profissionais assistiram às palestras no campus da USP - São Carlos. No período da manhã a enfermeira Dra. Jeane Bronzatti apresentou o tema ‘Micobactéria: desinfecção e esterilização’. Para a enfermeira Eliana Oliveira dos Santos, que coordena a Central de Esterilização de Materiais do Hospital Estadual de Américo Brasiliense, o assunto veio ao encontro do que os enfermeiros de central de materiais buscam para ter um maior embasamento teórico para que o setor funcione efetivamente. “Os tópicos levantados pela palestrante estão em sintonia com processos mais modernos em CME”, complementa Eliana.

Com o tema “Gestão de custos”, a enfermeira e presidente da ABEn- SP , Dra. Sarah Munhoz, lembrou aos participantes que o assunto, cada vez mais, faz parte do dia a dia da profissão. “Este é um tema de fundamental importância para os profissionais, que envolve toda a relação assistência, instituição, cliente e o profissional. Muito bem abordado, de forma clara, objetiva e extremamente descontraída, proporcionando um aproveitamento muito melhor”, destaca o assessor técnico da Secretaria Municipal da Saúde de Itirapina e coordenador de enfermagem do sistema de atendimento pré-hospitalar da Centrovias, Hélio Veloso Júnior. Para o profissional o PPA é mais uma iniciativa importante que leva a informação in loco, com objetivo e qualidade, a todos os profissionais. “A enfermagem é a classe que contempla o maior envolvimento no que concerne à recuperação do paciente. Desta forma necessitamos de plena qualificação e o PPA atinge completamente as necessidades e anseios dos profissionais”, complementa.

PPA esteve pela primeira vez em Fernandópolis, Apiaí e São Carlos

A presidente da ABEn Sarah Munhoz apresentou a palestra ‘Gestão de custos’, ressaltando que o assunto, em muitas instituições, já faz parte das

atribuições do enfermeiro.

Para os participantes do PPA de Apiaí as palestras abordaram emergências cardiológicas e diagnóstico de enfermagem. O evento atraiu pessoas de

toda a região.

Em Fernandópolis a Enfermeira Danila Baroni ressaltou que o tema Legislação e Ética é fundamental para a atuação profissional.

14 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Responsáveis Técnicos (RTs) de instituições de saúde e de ensino médio e superior estiveram no Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem Dra. Wanda de Aguiar Horta (CAPE), do COREN-SP, para conhecer suas instalações e serviços.

Durante toda uma manhã, os enfermeiros puderam conhecer os equipamentos de simulação e treinamento, auditórios e salas de aula, e perceber de que formas o espaço pode ser aproveitado pelas instituições. Foram três grupos, divididos em três dias de visita.

Guiados pelas enfermeiras coordenadoras dos laboratórios do CAPE, Dra. Ariadne da Silva Fonseca e Dra. Rita de Cássia Janicas, os RTs conheceram cada ambiente do novo espaço: os dois auditórios equipados com recursos audiovisuais, e integrados para transmissão simultânea; as duas salas de aula também com recursos audiovisuais e equipamentos para treinamento; as 23 salas de parceiros, equipadas com computadores; o plenário, para reuniões de interesse da categoria; o espaço para eventos, exposições e lançamentos; e o laboratório para treinamento e simulações.

Este último foi mesmo o grande destaque da visita. Batizado com o nome da enfermeira Dra. Maria da Graça Simões Côrte Imperial, o laboratório conta com três ambientes de simulação, equipados com bonecos de última geração, e uma sala de controle. Os RTs puderam ver os bonecos em funcionamento, sentir sua pulsação e até acompanhar um parto realizado pela enfermeira Rita de Cássia.

Os laboratórios também possuem recursos para transmissão simultânea de simulações para os auditórios do CAPE, o que representa uma importante ferramenta para avaliação e discussão de casos, procedimentos, conduta e até comportamento.

Dra. Ariadne e Dra. Rita de Cássia fizeram a demonstração de algumas das possibilidades de treinamento que pode utilizar os bonecos e colocaram o CAPE totalmente à disposição das instituições que quisessem agendar visitas ou utilizar suas instalações, destacando a importância das simulações e treinamentos no processo de aprendizado da enfermagem.

Instituições aprovam o espaço Os Responsáveis Técnicos que estiveram presentes à visita no CAPE gostaram do que viram e prometem fazer uso deste espaço que pertence a toda a enfermagem.

“Estou encantada. Não esperava tamanha dimensão. Pretendo trazer os alunos para ter alguns tipos de aula aqui dentro, principalmente utilizando equipamentos que não temos lá na nossa instituição” Amélia Yoko Minemura, RT do Senac Santo Amaro

“Acho importantíssimo um espaço como esse para treinamento não só das técnicas em si mas também de toda a parte de ética, conduta, trabalho em equipe. Como enfermeira obstetra, adorei o boneco que simula parto. Com certeza vou trazer nossos alunos para cá.” Maria Teresa Massa Richieri, RT Politec Álvares de Azevedo

“Essa oportunidade de aprimoramento para os profissionais de enfermagem é o que faltava. Além disso, o espaço que está sendo dado para parcerias com as instituições também é bastante importante. Certamente seremos usuários do CAPE” Maria Lúcia Cardoso, RT do Hospital São Luiz – Unidade Itaim

“Eu achei o espaço lindo. O boneco que simula parto é impressionante. Vamos utilizar bastante o espaço, principalmente com nossos alunos do curso de técnico de enfermagem” Marta Magri, RT do Intesp

“O primeiro aspecto que me chamou a atenção é a qualidade da infraestrutura. Fora isso, a iniciativa de proporcionar um aprimoramento para os profissionais de enfermagem com custo reduzido ou gratuitamente é ótima. Com certeza, a profissão vai se beneficiar muito com isso.” Júlia Peres Pinto, RT da Universidade Anhembi Morumbi

Enfermeiros Responsáveis Técnicos visitam o CAPE

Boneca para simulação de parto impressionou os profissionais

Bonecos de simulação são o grande destaque entre os equipamentos disponíveis

Visitantes acompanham vídeo sobre RCP em uma das salas de aula do CAPE

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Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 15

PG Q

Cronograma da Edição 2010 Prêmio COREN-SP Gestão com Qualidade

A Presidência do COREN-SP, em conjunto com a Assessoria de Desenvolvimento Institucional – ADI, deliberou o cronograma para o Prêmio COREN-SP Gestão com Qualidade – edição 2010.

De acordo com o Dr. Sérgio Luz, este ano o COREN-SP premiará duas áreas de atuação da enfermagem: Ensino e Hospitalar.

O instrumento de avaliação da Dimensão Ensino já está pronto, serão 120 itens de avaliação. “Neste momento, estamos revendo os últimos detalhes do Manual de Orientação para liberarmos aos RTs (Responsáveis Técnicos) para download”, enfatiza Luz.

O 2º Seminário Paulista de Gestão em Enfermagem, que acontecerá nos dias 15,16 e 17 de março de 2010, terá em sua segunda edição uma Sessão Pôster dedicada à divulgação de Boas Práticas em Gestão.

Segundo informações da Assessoria de Desenvolvimento Institucional foram recebidos 155 trabalhos de diversos municípios do estado de São Paulo.

Na 1ª Fase, os trabalhos serão avaliados por uma comissão de especialistas. Na sequência os trabalhos selecionados participarão da Sessão Pôster e serão avaliados por uma nova Comissão. “Nossa expectativa é selecionar 40 trabalhos para a 2ª Fase”, ressalta o Dr.Sérgio Luz.

A relação dos trabalhos selecionados será divulgada até o dia 15.02, no site do COREN-SP – www.coren-sp.gov.br

Cronograma – edição 2010

2º SEPAGE recebeu 155 trabalhos sobre Boas Práticas de Gestão para a Sessão Pôster

JAN | FEV | MAR

Etapa 1 - Liberação dos Critérios para o Prêmio Edição 2010

AGO | SET

Etapa 4 - Visita dos avaliadores às Instituições e divulgação das

premiadas

ABR | MAI

Etapa 2 - Inscrição das Instituição Interessadas

OUT

Etapa 5 - Cerimônia de entrega do Prêmio

DEZ

Curso preparatório de avaliadores do Prêmio COREN-SP Gestão com

Qualidade

JUN | JUL

Etapa 3 - Seleção das Instituições Candidatas

NOV

Etapa 6 - Envio do relatório de avaliação das candidatas

16 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

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PA COREN-SP Itinerante:

indo aonde a enfermagem está

Marli Vosniak e Milton Novaes aguardam atendimento no ônibus do COREN-SP O enfermeiro Josias da Silva aprovou a iniciativa do COREN-SP

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Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 17

O ano de 2010 começou com uma grande novidade para a enfermagem paulista. No dia 5 de janeiro, às 8 horas da manhã, tiveram início as atividades do ônibus que vai levar o Conselho de Enfermagem para os quatro cantos do estado: o COREN-SP Itinerante.

Compromisso assumido pela gestão 2008-2011, ainda em novembro de 2008, o COREN-SP Itinerante já é realidade para a enfermagem paulista, em especial para os profissionais residentes e atuantes na região do Vale do Ribeira.

A primeira parada do ônibus foi na cidade de Pariquera- açu, onde está localizada a instituição de saúde referência para a região - o HRVR, Hospital Regional do Vale do Ribeira, que conta com 315 dos 404 profissionais do município.

Antes mesmo do horário marcado para a abertura das portas do ônibus, um pequeno grupo já se concentrava no pátio do Centro de Saúde de Pariquera-açu – local cedido pela Prefeitura Municipal para que o veículo pudesse receber os profissionais. Alguns chegaram cedo, para cumprir com as obrigações legais e conhecer a novidade. Rosélia Maria dos Santos Araújo, do Hospital Regional do Vale do Ribeira, aproveitou o COREN-SP Itinerante para ser poupada de uma longa viagem.“Foi bem prático o COREN ter mandado o ônibus para cá. Eu estava planejando ir para Santos, ia perder o dia todo...”.

Assim como Rosélia Maria, milhares de profissionais em todo o estado de São Paulo enfrentam, pelo menos duas vezes, durante suas vidas profissionais, um caminho nem sempre tão curto, em direção à subseção do COREN-SP mais próxima de suas cidades. E foi pensando nestes milhares de profissionais que a Gestão 2008-2011 lançou este projeto inovador, que não apenas poupa muitas pessoas de serem obrigadas a perder um dia de trabalho ou de folga, mas também evita que ainda gastem o valor de passagem – por vezes, também de hospedagem – para

manter-se em dia com o que a legislação determina.

O Vale do Ribeira, reconhecidamente a região mais carente de uma série de recursos dentre todas as regiões do estado, pareceu aos Conselheiros do COREN-SP ser a escolha natural para iniciar a jornada do ônibus. “São profissionais que já enfrentam dificuldades cotidianamente. Era necessário não apenas esta atenção e carinho para com estes colegas, mas, principalmente, tínhamos a obrigação de demonstrar nosso respeito para com a enfermagem do Vale do Ribeira”, explica o presidente do COREN-SP, Cláudio Alves Porto.

A reação dos profissionais ao deparar com a estrutura do COREN-SP Itinerante parece confirmar a crença do presidente do Conselho. “Achei excelente o ônibus. A dificuldade de quem mora no Vale para chegar a São Paulo ou a Santos é grande. Vou falar para todos os colegas virem. Deus sempre vai abençoar. É uma maravilha!”, empolgou-se Luis Alves, que saiu do município de Jacupiranga para buscar os serviços do ônibus em Pariquera-açu. A Técnica de Enfermagem Silvia Andréa dos Santos também só precisou fazer uma viagem curta para ir até o COREN. Vinda de Ilha Comprida, ela aprovou a novidade do Conselho: “Achei ótimo o ônibus ter vindo”.

Apoio dos gestores de enfermagem

Embora o potencial de benefício aos profissionais da região já fosse algo calculado e imaginado, a iniciativa poderia não ser tão bem sucedida, caso o COREN-SP não pudesse contar com o apoio dos Gerentes e Responsáveis Técnicos de Enfermagem das instituições de toda a região, que, informados pelo Conselho da ida do ônibus, incumbiram-se de realizar toda a divulgação da visita do veículo a toda a sua equipe. Maísa de Sousa, do Centro

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PA

Conselheira Marlene Uehara Moritsugo realiza recadastramento no ônibus COREN-SP Itinerante

Detalhe do ônibus: homenagem ao dia internacional da profissão

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de Saúde de Pariquera-açu, que foi ao ônibus fazer o recadastramento obrigatório, ficou sabendo através do informativo de sua instituição. A Técnica de Enfermagem do PSF de Pariquera-açu, Marli Vosniak, que já estava se programando para percorrer os cerca de 200km para realizar sua inscrição definitiva, também ficou sabendo do COREN-SP Itinerante através de um cartaz em sua unidade. Já o enfermeiro Josias da Silva, além de ter visto o cartaz colocado em seu setor, já sabia que o COREN-SP estaria em sua cidade por meio do site do COREN-SP na Internet, iniciativa que rapidamente aprovou. “A gente não gasta e nem perde dia de trabalho para ir pra Santos”.

A ida do ônibus COREN-SP Itinerante ao Vale do Ribeira animou até mesmo quem já pensava em deixar a profissão. Lindalva Costi, profissional aposentada, não perdeu a oportunidade para fazer seu recadastramento. Com uma história de 31 anos no Hospital Regional do Vale do Ribeira, 15 destes na hemodiálise, ela já está com seu cadastro atualizado no Conselho, pronta para novas oportunidades na profissão.

Quase nenhum tempo de espera

Um outro ponto de destaque para quem foi buscar os serviços oferecidos pelo COREN-SP no ônibus foi a rapidez no atendimento. A espera para o atendimento,

na maior parte das vezes, não chegava a 10 minutos. E o próprio atendimento era ágil, fato que surpreendeu Aparecida de Lourdes Pereira, do HRVR e da UBS de Pariquera, que foi realizar o recadastramento. “O tempo da gente sempre é muito pouco. Fui atendida muito rápido. Estão de parabéns”.

Após quatro dias em Pariquera-açu e 374 atendimentos realizados, o COREN-SP ainda tinha mais três escalas no Vale do Ribeira, permanecendo quatro dias no município de Registro, quatro dias em Miracatu e mais quatro dias em Eldorado Paulista, fechando o mês de janeiro com 870 atendimentos – média semanal superior ao número de atendimentos realizados no mesmo período pela subseção Santos, fato que comprova a demanda por serviços do Conselho por parte dos profissionais que atuam nas cidades mais distantes dos grandes centros urbanos do estado, e que confirma o potencial do programa COREN-SP Itinerante. “Nenhuma região do estado será negligenciada”, garante Cláudio Porto. “O ônibus COREN-SP itinerante irá aonde a enfermagem paulista estiver”.

Este é o principal propósito da Gestão 2008-2011 – estar perto de seus profissionais. Como bem resume o enfermeiro Josias da Silva, em Pariquera-açu, “Antes, o COREN nem sabia onde ficava a região. A gente era isolado. Hoje, o COREN está mais presente”.

Ônibus em Pariquera-açu atendeu 374 profissionais da região

Hiroto Yoshiota

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 19

Conheça aqui todos os serviços oferecidos pelo COREN-SP Itinerante

Calendário e itinerário do ônibus já estão no site do COREN-SP

ATENÇÃO! Não esqueça de informar-se sobre os documentos necessários para a solicitação dos respectivos serviços. A informação está disponível no site do COREN-SP www.coren-sp.gov.br

Inscrição Definitiva Principal

Inscrição para Estágio

Inscrição Provisória Principal

Inscrição Remida

Inscrição Secundária

Prorrogação da Inscrição Provisória

Qualificação em Enfermagem do Trabalho

Reabertura de Inscrição Definitiva

Recadastramento

Registro de Especialização

Cancelamento de Inscrição

Já estão programados os próximos municípios que receberão a visita do ônibus COREN-SP Itinerante. As visitas irão variar entre dois e quatro dias, conforme o número de profissionais atuantes ou residentes na localidade.

No site do COREN-SP (www.coren-sp.gov. br) é possível ver o calendário completo e constantemente atualizado das visitas do ônibus. Conheça, abaixo, alguns dos municípios que receberão em breve o COREN-SP Itinerante:

Itapeva Local: Praça Dr. Espiridião L. Martins (em frente à Santa Casa de Misericórdia de Itapeva) 23, 24 e 25 de fevereiro de 2010, das 7h às 16h 26 de fevereiro de 2010, das 7h às 12h

Apiaí Local: Pátio da Prefeitura Municipal de Apiaí 02 e 03 de março de 2010 das 7h às 16h

Itararé Local: Rua Frei Caneca, 1.471 (em frente à Secretaria de Saúde de |Itararé) 04 de março de 2010, das 7h às 16h 05 de março, das 7h às 12h

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A enfermagem do Vale do Ribeira iniciou 2010 de um modo inédito e inesperado. Na primeira semana do ano, entre os dias 5 e 8 de janeiro, a região recebeu a visita conjunta do presidente do COREN-SP, Dr. Cláudio Alves Porto, e da presidente da ABEn-SP, Dra. Sarah Munhoz. Ambos estiveram presentes para o lançamento dos trabalhos do ônibus COREN-SP Itinerante e também para um encontro com os Enfermeiros Responsáveis Técnicos (RTs) das instituições de saúde do Vale do Ribeira.

O encontro, que é parte integrante do programa “Café com o Presidente”, iniciado pelo Conselho em 2009, convida os RTs para uma conversa franca e aberta, onde a palavra é do profissional. “Viemos ouvi-los e saber o que o COREN pode fazer para auxiliá-los no exercício de suas atividades”, explica o presidente do Conselho.

Os questionamentos e necessidades expostas pelos 17 enfermeiros presentes são diversos, muito em razão da diferença de área de atuação – instituição hospitalar, Programa de Saúde da Família, Centro de Saúde, SAMU. No entanto, uma preocupação é comum a todos – a deficiência na formação de novos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

Criação de polo de capacitação de docentes

O tema da precariedade na formação, tema recorrente em reuniões do “Café com o Presidente” anteriores,

também é uma preocupação tanto do Conselho quanto

da Associação Brasileira de Enfermagem. A este respeito,

Cláudio Porto falou aos presentes sobre a impossibilidade

legal de o COREN interferir em qualquer instância

do ensino de enfermagem. No entanto, lembrou que

existe uma parceria entre COREN-SP e ABEn-SP que

visa minimizar as deficiências na formação de quem é

responsável por ensinar novos profissionais. “O curso de

capacitação e aprimoramento de docentes é um programa

conjunto das duas entidades e age onde é legalmente

possível, ou seja, capacitando e aprimoramento o

enfermeiro docente para as práticas didáticas adequadas à

formação de melhores profissionais”. Durante o encontro,

Cláudio Porto e Sarah Munhoz se comprometeram a criar

um polo de capacitação de docentes de enfermagem para

o Vale do Ribeira.

Uma ABEn para o Vale

Outro tema exposto pelo grupo de RTs foi o desejo de

criação de uma associação de enfermagem do Vale do

Ribeira, onde seriam contemplados o estudo, o debate

e ações voltadas para as peculiaridades da assistência

de enfermagem naquela região. A este respeito, os

enfermeiros saíram do encontro com o compromisso da

presidente da ABEn-SP de mobilização para criação da

ABEn-SP, seção Vale do Ribeira.

Vale do Ribeira recebe COREN-SP e ABEn-SP

Café com o Presidente reuniu Enfermeiros RT’s das instituições de saúde do Vale do Ribeira

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 21

COREN-SP 2009: uma revolução para a Enfermagem paulista

Comunicação e relacionamento

Promessa é dívida. E os conselheiros da Gestão 2008-2011 do COREN-SP honraram o compromisso firmado com a comunidade de enfermagem paulista, trazendo, durante o ano de 2009, uma verdadeira revolução no que tradicionalmente se conhecia da atuação do órgão.

Muitas foram as inovações trazidas pela Gestão que, ainda recém-empossada, em novembro de 2008, já deu início aos muitos projetos previstos para os três anos de

gestão. “A enfermagem não podia mais esperar”, lembrou, na época, Cláudio Porto, presidente do Conselho e líder do grupo de Conselheiros que, durante 2009, dedicaram todos os seus dias a transformar o COREN-SP em verdadeiro representante da categoria, um órgão pelo qual a enfermagem pode orgulhar-se de fazer parte. E as razões para isso não foram poucas. Relembre, a seguir, algumas das principais ações do COREN-SP em favor dos profissionais, realizados no ano que passou.

Apresentar-se aos profissionais; abrir suas portas; comunicar-se; mostrar-se. A Gestão 2008-2011, que destaca a comunicação e a transparência como valores a serem cultivados pelo Conselho, criou em 2009 canais de relacionamento com seu principal público, originando veículos de informação e programas que convidam o profissional a conhecer o COREN-SP e seus gestores de perto.

A Revista passou a trazer mais informações, mais páginas, projeto gráfico renovado e um novo nome – Revista Enfermagem. O portal www.coren-sp. gov.br traduz a revitalização total da antiga página do Conselho na internet, oferecendo aos profissionais conteúdo abordando os aspectos éticos e legais necessários ao exercício da enfermagem. O site www.coren-sp.gov.br é mais uma porta aberta do Conselho a toda a categoria.

O Café com o Presidente foi uma inovação da gestão. Uma reunião diferente, com pauta livre, onde a palavra pertence não ao anfitrião, mas aos convidados. Em 2009 foram seis os encontros entre o Presidente do Conselho e Enfermeiros Responsáveis Técnicos (RTs) de Enfermagem, da capital e do interior.

Revista Enfermagem • Julho/2009 | 1

Publicação Oficial do C onselho Regional de En

fermagem de São Paulo

quais as diferenças?

Parto natural e parto normal:

Ministério Público e C OREN-SP

assinam termo de coo peração

Credibilidade

Conheça o mais novo espaço

para o desenvolvimen to técnico

e científico da Enferm agem

CAPE

ano 10 • nº 81 • Jul/20 09

22 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

C A

PA

Campanhas Promover a visibilidade e o esclarecimento e o reconhecimento dos profissionais de enfermagem em todo o estado de São Paulo foram as razões que levaram o COREN-SP a desenvolver campanhas publicitárias que expusessem ao grande público, por meio da TV, rádio, jornais e revistas, toda a capacidade e potencial da categoria. O ano de 2009 trouxe para os meios de comunicação quatro grandes campanhas.

Durante as comemorações da Semana Brasileira de Enfermagem, o COREN-SP fugiu um pouco à tradicional abordagem de temas de ética e legislação e lançou um desafio aos profissionais, ao chamá-los à responsabilidade de assumir uma postura cidadã, enquanto profissionais que têm anseios e reivindicações. Em seguida, COREN-SP e COFEN apresentaram ao público em geral as vantagens do parto natural e destacaram o enfermeiro obstetra como profissional plenamente apto a conduzir o processo.

A inauguração do CAPE – Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem - também foi alvo de uma campanha publicitária. Foi importante mostrar à sociedade que a enfermagem é uma profissão que investe em sua atualização técnica e científica e que, para isso, pode contar com toda a estrutura de auditórios e laboratórios de técnicas do CAPE. A campanha marcou a primeira participação da atriz Marieta Severo na divulgação das ações do COREN-SP pela enfermagem, que repetiu sua participação na campanha Categorias, explicando à sociedade algumas das diferenças entre os diferentes profissionais de enfermagem.

Investir no saber, na atualização e reciclagem de conhecimentos foram bandeiras da Gestão desde seu início. E esta preocupação foi expressa através da promoção de uma série de atividades e desenvolvimento de programas ao longo do ano.

Primeiro fruto da reaproximação entre Conselho de Enfermagem e Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn-SP), o Curso de Capacitação e Aprimoramento de Docentes está tornando dezenas de docentes de enfermagem de São Paulo em verdadeiros agentes de formação e transformação dos futuros profissionais que em breve estarão no mercado. A parceria entre COREN-SP e ABEn-SP proporciona aos docentes os melhores instrumentos para o ensino ético e responsável da enfermagem.

O PPA, Programa Portas Abertas, é um programa que já se tornou tradição entre muitos profissionais de enfermagem e que em 2009, foi ampliado para os profissionais.

Já o Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem (CAPE) foi a iniciativa mais ousada e avançada do COREN-SP. Inaugurado em agosto de 2009, o CAPE recebeu, em menos de seis meses de funcionamento, 28 eventos científicos.

Seus auditórios, salas de aula e laboratórios de técnicas estão equipados com o que há de mais moderno em termos de tecnologia da informação e do ensino.

PROFISSIONAIS D E ENFERMAGEM:

HOJE GANHAM V OCÊS.

E A SOCIEDADE VA I GANHAR SEMPR

E.

CAPE, o único Cen tro de Aprimoram

ento Profissional

100% voltado à E nfermagem, inicia

suas atividades.

O CAPE é um espaç o único, destinado a

aprofundar o conhe cimento técnico, cie

ntífico e cultural da Enfermagem.

É uma iniciativa do COREN-SP, Conselh

o Regional de Enfer magem, mais 40 as

sociações, sociedad es, instituições

e 4 sindicatos, que vai garantir uma pr

ogramação acessíve l de cursos, seminár

ios, palestras e ativi dades.

Mas a grande novid ade do CAPE é que

, pela primeira vez em sua história, a E

nfermagem ganha um laboratório

de simulação só seu , com bonecos que

reagem como seres humanos. Aumenta

r a qualidade dos se rviços

de Enfermagem é b om para a sociedad

e. CAPE. O melhor de cada um pelo be

m de todos.

“Aperfeiçoar a Enf ermagem é bom p

ara

o profissional e pa ra a saúde de todo

s nós.”

Marieta

Severo

R. Dona Veridiana, 2 98 • Santa Cecília •

Tel.: 11 3223-7261 • São Paulo • SP

D eB R IT O

Anuncio CAPE Cor en 40.4x26.6 final.i

ndd 1

24/08/09 13:50

Educação/atualização técnica e científica

Enfermeiro coordena a equipede Enfermagem, participa e executaprocedimentos de alta complexidade.Tem formação superior. A cor de suacarteira de identificação é verde.

Técnico de Enfermagem realiza aprescrição de cuidados ao paciente demédia complexidade determinados pelo Enfermeiro. Tem formação técnica. A corde sua carteira de identificação é azul.

Auxiliar de Enfermagem executaatividades de rotina, garantindo confortoe bem-estar ao paciente. Tem formaçãotécnica básica. A cor de sua carteirade identificação é vermelha.

A supervisão da assistência de Enfermagemé privativa do Enfermeiro, que planejae organiza os serviços da assistência.

Enfermeiro, Técnicoe Auxiliar de Enfermagem. O melhor de cada umpelo bem de todos.

COREN-SP é o órgão que fiscaliza e disciplinao exercício profissional de Enfermagem, o quegarante à sociedade uma assistência ética,científica e de qualidade. Só profissionaisinscritos no conselho podem exercer a profissão.

É dever do profiss ional

exercer a Enferma gem

com ética

e responsabilidad e.

É direito do profiss ional

exercer a Enferma gem

com liberdade

e autonomia.

O Conselho Regional de Enfermagem, COREN-S

P,

aproveita a Semana da Enfermagem para homen

agear

seus profissionais e convi da cada Técnico, Auxilia

r

de Enfermagem e Enferm eiro a fazer uma reflexão

sobre cidadania. Conhe cer profundamente os dir

eitos

e os deveres da profissão é exercer uma Enfermag

em

consciente, responsável e que busca melhorias pa

ra

todos, sempre. Esse é tam bém o conceito da cidad

ania:

direitos e deveres que qu ando praticados no dia a

dia

fazem o mundo melhor e beneficiam a todos.

Para conhecer todos os s eus direitos e deveres,

acesse www.corensp.org .br

Semana da Enferma gem,

de 12 a 20 de maio.

Cidadania e Enferma gem.

Exerça esse direito. É seu dever.

D eB

R IT

O

an20.2x26.6 final:L ayout 1 4/22/09 4:

50 PM Page 1

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 23

Gestão de Enfermagem

A base das equipes de enfermagem que atuam com segurança e qualidade deriva de seus enfermeiros gestores. Gerentes de Enfermagem plenamente capacitados para suas atividades de planejamento, liderança e administração conduzem suas equipes ao sucesso e geram bons resultados.

O 1º Seminário de Gestão em Enfermagem aconteceu no primeiro semestre de 2009 e reuniu enfermeiros e gerentes de enfermagem de todo o estado. Na programação, debates sobre esta área da atuação da enfermagem e a apresentação das melhores práticas no setor.

A gestão 2008-2011 assumiu a continuidade do Projeto Competências, que definiu onze competências essenciais para a atuação excelente de Enfermeiros Responsáveis Técnicos e deu um passo além da simples definição, estruturando oficinas e pequenos cursos que visam desenvolver cada uma das competências. Os primeiros aconteceram ao final de 2009, visando desenvolver nos RTs as competências “Liderança” e “Comunicação”.

Um encontro em Ribeirão Preto, o 1º Fórum Paulista de RH em Enfermagem, que reuniu Enfermeiros RTs, direcionou seu foco para a questão da seleção, administração e constante capacitação dos recursos humanos em enfermagem. O evento atraiu também a participação de profissionais de outras áreas que atuam em Recursos Humanos.

O contato mais frequente dos profissionais de enfermagem com o COREN-SP é na busca por seus serviços, como inscrição provisória e definitiva, registro de especialidades, acordo financeiro. Em 2009, o Conselho desenvolveu novos serviços, visando facilitar a vida de profissionais e futuros profissionais.

O Programa Primeira Inscrição – PPI - foi criado pela Gestão 2008-2011 para facilitar o primeiro acesso dos alunos recém- formados ao COREN-SP, que, ao invés de precisar dirigir-se ao Conselho, recebem do órgão a cédula profissional em sua instituição de ensino, além de receber orientações dos Conselheiros a respeito de ética e legislação de enfermagem. Em 2009, cerca de seis mil recém-formados foram beneficiados pelo PPI.

O recadastramento obrigatório de todos os profissionais de enfermagem, promovido pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), recebeu do COREN-SP uma atenção especial em 2009. Com o desafio de recadastrar quase 300 mil profissionais, o Conselho adiantou-se à demanda e foi às instituições de saúde, montando postos de recadastramento, facilitando ao profissional o cumprimento de suas obrigações. Foram cadastrados em um ano cerca de 150 mil profissionais.

Serviços

24 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

C A

PA

Em junho de 2009, o Ministério Público (MP) e o COREN-SP assinaram um Termo de Cooperação Técnica (TCT). O acordo teve o objetivo de dar maior agilidade na fiscalização e na promoção de medidas para a adequada prestação das ações e serviços de saúde, nas suas respectivas áreas de atuação, em todas as comarcas do estado de São Paulo.

O COREN-SP, ao lado do COFEN e demais entidades representativas da enfermagem, esteve por diversas ocasiões em Brasília, visitando e reunindo-se com Deputados Federais, alertando e esclarecendo os parlamentares sobre a necessidade da aprovação do Projeto de Lei 2295/2000, que define a jornada semanal a 30 horas para toda a enfermagem.

A preocupação com o conforto dos profissionais e a rapidez no atendimento daqueles que buscam os serviços do Conselho também têm a atenção dos gestores do COREN-SP.

Já ao final de 2008 e em parte do início de 2009, a sede do COREN-SP passou por reformas. O objetivo foi o de permitir que as mudanças físicas proporcionassem a possibilidade de mudança nos processos e a otimização do tempo de atendimento. Como consequência das reformas, o tempo de espera do profissional por atendimento foi reduzido em cerca de duas horas.

O ano que passou também foi um ano de aquisições ao patrimônio do COREN-SP. Foram adquiridos imóveis que, após reformas e adaptações, abrigarão as subseções de Presidente Prudente, Marília, Santos, Campinas e São José do Rio Preto. Após a entrega dos imóveis, os profissionais das respectivas subseções terão um ambiente mais confortável para a espera e atendimento.

Maior feira da América Latina no setor de equipamentos hospitalares e segunda maior do mundo, a tradicional feira Hospitalar, que acontece todos os anos em São Paulo, contou com a presença de um estande do COREN-SP, que divulgou seu trabalho e distribuiu ao público de enfermagem presente material com conteúdo de apoio à prática profissional.

O COREN-SP também participou com estande e palestrantes das atividades do 12º CBCENF, que aconteceu em Belo Horizonte. Na ocasião, o conselho também apresentou aos congressistas o trabalho desenvolvido no CAPE e um documentário sobre o parto natural.

Marcando de forma definitiva a reaproximação entre as entidades de enfermagem, o COREN-SP prestigiou os trabalhos do 61º CBEn, tradicional evento promovido pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). Mais uma vez o COREN-SP levou ao público as realizações do COREN-SP e apresentou vídeos e material sobre ética, legislação e cidadania.

Atuação política

Infraestrutura/reforma do prédio e aquisição de subseções

Eventos

Ética Pregar e propagar os princípios éticos da profissão faz parte da missão e da própria razão da criação dos Conselhos de Enfermagem. Mas, para o COREN-SP, é possível fazer mais. Apoiar e orientar seus parceiros nesta jornada.

O 1º Seminário das Comissões de Ética em Enfermagem ofereceu dois dias de programação, em novembro do ano passado, onde foram discutidos a ética profissional e o papel das Comissões de Ética de Enfermagem (CEEs) das instituições de saúde. A iniciativa visava também promover o fortalecimento das CEEs, por meio do debate e da reflexão.

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 25

O que o COREN-SP já planeja para 2010 O presidente do COREN-SP, Cláudio Porto, não nega que muitos dos programas desenvolvidos em 2009 foram pensados como projetos para serem desenvolvidos ao longo dos três anos da gestão. “Quase que realizamos os três anos em apenas um”, comemora.

Mas, então, o que esperar para 2010? “Sabemos que a enfermagem paulista ainda tem muitas carências e estamos mapeando cada uma delas, para atuarmos em várias frentes em 2010 e 2011. Alguns novos programas já estão em andamento e teremos muitos outros mais adiante”. Cláudio lembra também que todos os programas bem-sucedidos de 2010 terão continuidade ao longo da gestão.

Conheça, abaixo, alguns novos programas que serão desenvolvidos pelo COREN-SP ao longo de 2010.

COREN-SP Itinerante O inovador projeto da Gestão 2008-2011 tornou-se realidade já nos primeiros dias de 2010. O ônibus do programa COREN-SP Itinerante fez sua primeira viagem para a região do Vale do Ribeira e realizou o atendimento a centenas de profissionais. (Veja reportagem completa sobre o ônibus na página 16.)

CAPE O CAPE funcionará em 2010 em todo o seu potencial, com palestras frequentes, do COREN-SP e de seus parceiros, confirmando sua vocação de centro de aprimoramento 100% voltado para a enfermagem.

Lançamento do Prêmio PGQ Assistencial Após estudo aprofundado a respeito da operacionalização e definição de critérios de avaliação – submetidos, inclusive, à consulta pública dos profissionais, através do site –, o Prêmio Gestão com Qualidade será oficialmente lançado, no segundo semestre deste ano, para abertura à participação dos gestores de enfermagem de instituições de saúde de todo o estado.

Fórum Paulista de Enfermagem/ Campanha “Segurança do Paciente” O ano de 2010 foi escolhido pelo COREN-SP para tratar de um tema fundamental para a enfermagem: a segurança do paciente. Durante todo o ano, a Revista Enfermagem, o site do COREN-SP, as campanhas publicitárias e a própria Semana de Enfermagem estarão voltados para os diversos aspectos do tema. Nas próximas edições da Revista e no site, estas ações serão amplamente divulgadas.

2º SEPAGE Será realizada em março a segunda edição do Seminário Paulista de Gestão em Enfermagem, que trará novamente para a mesa de debates os principais desafios para os gestores de enfermagem.

Mapeamento das competências dos Técnicos Uma nova etapa do Projeto Competências será consolidado em 2010, com o mapeamento das competências necessárias ao Técnico de Enfermagem, para sua atuação com excelência e qualidade.

Inauguração de novas subseções Este ano, mais duas regiões ganharão subseções do COREN-SP. Os municípios de Botucatu e Itapetininga, que concentram um grande número de profissionais, serão beneficiados com instalações do COREN-SP. Além destas, os municípios com subseções já estabelecidas receberão novos imóveis.

26 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Único hospital de Porto Ferreira, município a 227 km

da capital, o Dona Balbina, mantido pela Irmandade

de Misericórdia, experimentou, nos últimos anos, um

grande crescimento e melhora nos seus serviços. Hoje

quem caminha pelos corredores do hospital nota a

diferença. A maternidade ganhou uma ala nova e as

mamães já ficam com seus bebês em alojamento

conjunto. Um novo centro de diagnóstico por imagem

atende à população com equipamentos modernos.

O pronto socorro também passou por reformas e o

atendimento está mais eficaz, graças ao sistema de

acolhimento com classificação de riscos.

Todas as mudanças refletem na melhoria dos serviços

prestados e no reconhecimento do usuário, que através

da Pesquisa de Satisfação do SUS 2008/2009,

colocou a instituição em 31º lugar, entre 600

hospitais pesquisados. Dentro deste processo a

enfermagem teve papel importante na implantação

das mudanças e, ao mesmo tempo, ampliou sua área

de atuação dentro do hospital. “As mudanças foram

gerais, porém a enfermagem foi o setor que passou

pelas maiores alterações”, resume o coordenador de

enfermagem Adenilson Alexandre da Silva, que tem

doze anos de casa e há três ocupa este cargo.

Em três anos o número de enfermeiros passou de

cinco para 18 profissionais, que têm autonomia em

suas áreas de atuação. A equipe conta ainda com 83

técnicos e três auxiliares. A redução do número de

auxiliares se deu em função do estímulo para que

estes profissionais se qualificassem ingressando no

curso técnico.

A base de todo este trabalho está na ação conjunta que

une a gestão do hospital e a equipe de Enfermagem em

busca de um mesmo fim. O resultado é a valorização

da equipe de enfermagem que ganhou autonomia para

suas ações e salários mais altos que a média da região.

“A administração confia no nosso trabalho, assim temos

liberdade para fazer seleção, contratar, demitir e até

aplicar as punições, caso necessário. Também temos

autonomia perante a equipe médica, o que trouxe para

nós mais respeito”, destaca Adenilson.

Para que a situação chegasse ao estágio atual, um longo

caminho foi percorrido. O primeiro passo foi criar os

manuais de sistematização da assistência. “Cada setor

conta com sistematização específica, elaborada para

aquela área, sempre levando em conta as necessidades

do paciente, as ações de enfermagem e a realidade do

hospital”, explica Adenilson. Desenvolvidas pela equipe,

as fichas de sistematização também contribuíram para

que a assistência de enfermagem ficasse ainda mais

estruturada. As anotações realizadas pelos profissionais

são rigorosas, assim a sistematização da assistência

permitiu um maior controle das ações e dos trabalhos

desenvolvidos, gerando estatísticas precisas que norteiam

as atividades e o dimensionamento de pessoal.

A capacitação interna e externa também é um diferencial

na equipe do Hospital Dona Balbina. Os enfermeiros

participam com frequência de cursos, palestras, seminários

e congressos. “Quando notamos alguma deficiência na

formação providenciamos o curso que é realizado dentro

do próprio hospital. Para os eventos externos fazemos

um revezamento e os profissionais que participam

funcionam como multiplicadores do conteúdo”, ressalta

o coordenador. Com uma equipe coesa e integrada os

C ad

er no

d e

G er

en ci

am en

to Enfermagem de Porto Ferreira supera dificuldades

e oferece assistência com qualidade

Os 18 enfermeiros do Hospital D. Balbina têm autonomia para o desenvolvimento de suas ações. A sintonia entre a equipe reflete positivamente na qualidade da assistência prestada

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 27

C ad

er no

d e

G er

en ci

am en

to

enfermeiros da instituição trabalham em sintonia com

foco na qualidade da assistência prestada. “Lutamos por

uma coisa comum e temos compromisso com a nossa

profissão, isto é realmente um grande diferencial”,

complementa Adenilson.

Áreas de atuação

Para reorganizar a assistência, a equipe de enfermagem,

em um primeiro momento, trabalhou para desenvolver os

manuais de normas e procedimentos, bem como as fichas

adequadas para as anotações de enfermagem, para todos

os setores (maternidade, clínica médica, monitorização,

pronto socorro e centro cirúrgico). As outras ações vieram

na sequência, de forma complementar.

Com dezessete leitos, a maternidade do Hospital Dona

Balbina realiza, em média, 70 partos por mês. A unidade

conta com uma sala de parto normal, duas de cesárea e uma

de pré-parto, além de sala de amamentação para os casos

em que a mãe tem alta e o bebê permanece internado.

Neste setor a equipe planejou as ações de enfermagem e

elaborou o termo de responsabilidade para acompanhante.

Dentre as novas ações propostas pelos profissionais

também se destaca o alojamento conjunto e a orientação

sobre aleitamento materno, além disso, todas as

gestantes passam pela sistematização da assistência em

enfermagem. “No máximo em 30 minutos após o parto

o bebê já está com a mãe, em alojamento conjunto. A

Enfermeira ensina a mãe a dar o primeiro banho. Também

orientamos pai e mãe quanto à amamentação”, explica a

enfermeira obstetra Regiane Faria.

Outra iniciativa foi acionar a administração do hospital

para conseguir doações de enxovais que são destinados às

mães carentes. “Com a credibilidade do hospital frente à

população está mais fácil contar com a ajuda da sociedade.

Além dos enxovais, uma grande empresa disponibiliza

kits com fralda e outros produtos de higiene para todas

as mães. Também contamos com um estúdio da cidade

que faz fotos dos bebês como brinde”, revela Adenilson.

No caso de mães e bebês em condição de vulnerabilidade

social, uma parceria com a Prefeitura garante que uma

assistente social acompanhe mãe e bebê na hora da alta,

prestando o atendimento adequado.

Nos setores de clínica médica, monitorização e centro

cirúrgico, a assistência ficou mais eficaz a partir

da criação dos manuais que sistematizam as ações

dos profissionais. “O relatório de enfermagem é

feito diariamente. O enfermeiro do dia prescreve os

cuidados e o da noite evolui. Tudo sempre muito bem

documentado”, explica Adenilson.

No pronto socorro a implantação do acolhimento com

classificação de risco aperfeiçoou o atendimento, pois

proporciona a rápida identificação dos casos mais

graves. A triagem do risco é feita pelo enfermeiro,

através de consulta, que encaminha para o médico

conforme a necessidade e prioridade do paciente.

A classificação de risco atribui uma cor para cada

caso. Os pacientes em condições mais graves

(prioridade 1) são identificados em amarelo, em

condições de gravidade moderada (prioridade 2) em

verde e a identificação azul é reservada às situações de

menor grau de urgência (prioridade 3), que poderiam

ser atendidos dentro da rotina das Unidades Básicas de

Saúde. Os pacientes classificados na cor vermelha são

imediatamente encaminhados para a sala de emergência,

pois são os casos de extrema urgência. “Além da

melhora no atendimento, o sistema de classificação de

risco permitiu comprovar a demanda de atendimento

de enfermagem, assim conseguimos contratar mais

profissionais”, finaliza Adenilson.

A técnica de Enfermagem Josilene Manin executa os primeiros cuidados ao recém-nascido

28 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Treinamento sobre ress uscitação cardiopulmo

nar

16 de dezembro de 2 009

Encontro Científico da SOBRAGEN4 de dezembro de 2009

Palestra do PPA sobre Cálculo e Diluição de

Medicamentos

10 de dezembro de 2 009

Palestra do PPA sobre Liderança 18 de novembro de 2009

Visita da ABIMO ao CAPE27 de novembro de 2009

Treinamento da Secret aria Municipal da Saú

de de São Paulo

sobre Monitoramento Glicêmico

2 de dezembro de 20 09

Aconteceu no CAPE

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 29

Palestra do PPA sobre Diagnóstico de Enferm

agem

2 de dezembro 2009

III Fórum Nacional de Políticas de atuação d

e Enfermeiros e

Obstetrizes na Assistên cia à Saúde da Mulhe

r e do Neonato

29 de outubro de 20 09

Formatura de Técnicos de Enfermagem - INTESP

Palestra do PPA sobre Educação Permanente 16 de dezembro de 2009

Treinamento da Secret aria Municipal da Saú

de de São Paulo

sobre Monitoramento Glicêmico

2 de dezembro de 20 09

Aula sobre anotação d e enfermagem, promo

vida

pela SOBRENO – 18 de novembro de 200

9

Aconteceu no CAPE

30 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Cuidar de pacientes com doenças ameaçadoras da vida e que, muitas vezes, estão fora da possibilidade de cura, é a tarefa do profissional que atua em cuidados paliativos. As ações em cuidados paliativos, muitas vezes, têm início antes da fase terminal da doença, e vão se intensificando até os momentos finais de vida. “Mesmo quando a doença atinge uma fase em que não existe mais a chance de cura, sempre tem a possibilidade de controle, cuidado e conforto”. Os cuidados paliativos não se restringem apenas à última semana ou aos momentos finais de vida, existem pacientes que podem ficar em cuidados paliativos por meses e até anos. No momento em que inexiste a possibilidade de cura os cuidados paliativos são as únicas ações recomendadas.“O objetivo não é mais

a cura, e sim aliviar o sofrimento físico, mental e espiritual do doente e família, trabalhando de modo colaborativo com vários profissionais de saúde, cada um dentro de suas atribuições”, explica a enfermeira Cibele Andrucioli de Mattos Pimenta, professora titular da Escola Enfermagem da Universidade São Paulo.

Cuidado Paliativo é um conceito que propõe um ‘modo de fazer o cuidado’. “O profissional de enfermagem deve adotar uma postura de cuidado e interesse que deixe claro para o paciente que ele não será abandonado no fim da vida e que terá seu sofrimento físico, mental e espiritual aliviado. O profissional deve estar preparado para entender a tristeza de quem sabe que vai morrer e compreender a dor da família que antecipa que vai perder alguém e também para ajudar a família a suportar o luto”, complementa

Cibele. Segundo a profissional o paciente também deve saber que nada será feito para antecipar o fim da sua vida, mas que ele e sua família, junto com a equipe, podem decidir não recorrer a intervenções fúteis.

O paciente portador de uma doença terminal tem muitas alterações que necessitam de cuidados específicos. Sintomas como dor, fadiga, constipação intestinal, depressão, autoestima baixa, medo e raiva precisam ser controlados para se alcançar melhor qualidade de vida ao paciente, e os profissionais envolvidos com os cuidados paliativos estão capacitados para lidar com estas questões. As ações em cuidados paliativos se estendem também à família que, na maioria das vezes, está desesperançada, cansada e com muita dificuldade de cuidar do doente. “Para a família também é muito difícil, pois ela precisa cuidar de uma pessoa dependente de cuidados de higiene e de alimentação, além ter que aprender os cuidados com sondas, cateteres e medicação. O doente precisa ter os sintomas aliviados e a família tem que ser treinada para cuidar deste paciente, nesta fase tão difícil e desgastante a família necessita de muito amparo”, destaca a enfermeira.

Em todo este processo a equipe de enfermagem pode ser muito especial e atuar de forma marcante. “A enfermagem está dentro dos hospitais, nos ambulatórios e também no domicílio. Ela é chave, pois tem habilidade para

cuidar dos desconfortos físicos, de cateteres, curativos, sondas e drenos. O enfermeiro também tem formação para demonstrar empatia, ser solidário, educar e amparar no sofrimento”, destaca Cibele. As ações da equipe de enfermagem não se restringem aos pacientes internados, mas se estendem ao domicílio e aos familiares.

Desafios da enfermagem A equipe de enfermagem precisa estar preparada para o cui- dado paliativo. “Se o enfermeiro não está preparado, acaba desempenhando um papel limitado que se restringe às ações gerais, corriqueiras, e isto é pouco perto do que a enferma- gem pode fazer”, avalia Cibele. Para a profissional saber que a enfermagem está lá só fazendo os cuidados básicos de admi- nistração de medicamentos e higiene é frustrante. “É possível ampliar o papel clínico do enfermeiro como atuar ativamente na avaliação e controle de sintomas como dor, constipação e fadiga, entre outros, por meio de métodos farmacológicos e não farmacológicos. O enfermeiro deve desenvolver ações planejadas de escuta e apoio ao doente e família, visando a minimizar a solidão e o medo do doente e família, aumentar o sentimento de pertencer, de estar conectado com seus se- melhantes e, se for o caso do paciente, com um ser superior. O enfermeiro e a equipe devem preparar-se para estar jun- to ao doente e família na hora da morte (e não fugir nesse momento tão especial), devem envolver-se com programas educacionais e de apoio aos familiares na fase de luto, antes e depois da morte”, complementa Cibele.

A base para a atuação em cuidados paliativos é a formação inicial que o profissional de enfermagem tem, porém, essa base inicial é limitada, precisa ser bastante desenvolvida. “O desafio é capacitar os profissionais para esta atuação ampliada que, de fato, promove conforto físico, alivia o sofrimento psíquico, que faz o outro se sentir reconhecido e respeitado na sua individualidade e dignidade, que permite ao doente e família se sentirem amparados”, destaca. O profissional para a atuação em cuidados paliativos precisa ter vocação e motivação para trabalhar com pessoas que necessitam de intensos cuidados físicos, emocionais e espirituais. Depois, tem que ter o talento, isto é, saber fazer, e para isto a educação é imprescindível.

No Brasil já existem cursos e congressos sobre o tema e muitos serviços de saúde estão treinando seus profissio- nais. “Temos alguns programas de capacitação, mas ainda é muito insuficiente. Há necessidade de um grande pro- grama de treinamento de auxiliares, técnicos e enfermeiros em cuidados paliativos”, complementa.

Cuidados paliativos exigem formação clínica ampla, lidar com sintomas físicos, com o sofrimento psíquico e espiri- tual, com as alterações do humor e também estar disposto a continuamente se preparar para lidar com a perda, mor- te e luto. “Enquanto a pessoa está viva é possível adotar condutas que aliviem seu sofrimento e tragam significado para a sua vida, e este trabalho traz uma grande satisfação pessoal, pois o profissional sabe que fez a diferença”, fina- liza Cibele.

Atuação efetiva no alívio do sofrimento En

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Para a enfermeira Cibele Pimenta a Enfermagem precisa se preparar para assumir seu papel

dentro das ações em cuidados paliativos

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 31

32 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

En tre

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Revista Enfermagem - Ao longo de 2009, o COREN- SP trabalhou, junto aos profissionais da categoria, o tema “cidadania profissional”. Qual a sua visão sobre o que é e como ser um profissional de enfermagem que exerça o seu direito à cidadania? Dr. Coutinho - Primeiro devemos enaltecer a iniciativa do COREN-SP em buscar junto à categoria uma reflexão sobre “cidadania profissional”, que é um tema apaixonante. A formação acadêmica ou técnica busca na pessoa o aprendizado de um ofício que muitas vezes não reflete nesta pessoa o questionar seu universo e suas práticas. Trabalhar no dia a dia para ter um salário

no final do mês não pode ser mecânico, sem paixão, sem sonhos. O profissional de enfermagem deve entender o seu papel na sociedade e buscar transformar as pessoas doentes, acamadas, desiludidas, sem esperança para uma realidade possível e de realizações. Isto se faz com dedicação, carinho, capacitação e a busca de melhores salários e condições de trabalho. Antes de sermos profissionais, somos cidadãos que vivenciamos os problemas da sociedade, porque somos parte disso. Assim, necessitamos buscar o respeito, a dignidade e reconhecimento de nossas praticas através das instituições e da sociedade.

“É urgente a categoria unir forças.”

Antonio José Coutinho de Jesus, ou Dr. Coutinho, nasceu em Linhares e cresceu em Vitória, Espírito Santo. Graduou-se em Enfermagem em 1992, pela Universidade Federal do Espírito Santo. Especializou-se em atendimento domiciliar (home care) pela UFF de Niterói – RJ (2001) e em didática para enfermeiros pela FIOCRUZ/MS (2004). Foi presidente do COREN- ES entre 1999 e 2005 e, desde 2006, é conselheiro do COFEN, onde tem mandato até 22 de abril de 2012.

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 33

RE - Quais são, na sua opinião, as maiores carências e necessidades mais urgentes da categoria de enfermagem? Dr. Coutinho - No ano de 2009, por determinação do COFEN, percorri vários municípios do Espírito Santo levando uma mensagem de otimismo e conhecendo as dificuldades por que passam os profissionais de enfermagem e a realidade da saúde pública ofertada à população. Constatei que as políticas públicas de saúde estão deficientes e isto leva a uma baixa remuneração ao trabalhador da saúde, principalmente aos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. A carga excessiva de trabalho é outro fator importante, pois leva ao desgaste físico e mental. Como 85% dos trabalhadores de enfermagem são mulheres, entendemos que, carga horária excessiva, baixo salário, submete este trabalhador a buscar outros empregos. Se levarmos em consideração que a mulher ainda tem a jornada de trabalho junto a sua família e filhos, entendemos ser desumanas as condições de trabalho de nossos profissionais. Portanto, é urgente a categoria de enfermagem unir forças para aprovação no Congresso Nacional da fixação da carga horária em 30 horas semanais e aprovação do piso salarial. Este é o trabalho que estamos desenvolvendo e este é o resultado positivo que desejamos.

RE - A respeito das recentes lutas da enfermagem - 30 horas, piso salarial, “não ao ato médico” - como explicar a razão de as reivindicações e necessidades da categoria levarem tanto tempo para ganhar a atenção dos parlamentares, considerando que estes projetos de lei já foram apresentados há alguns anos? Dr. Coutinho - Os nossos projetos de lei demoram muito a tramitar devido à falta de representação política da categoria no Congresso Nacional. Atualmente não temos nenhum Deputado Federal ou Senador que tenha vindo da base para nos representar. Contamos com nossos parceiros e empenho das entidades (COFEN, ABEn, FNE, CNTS e ANATEN) para lutar pelos projetos nas diversas comissões.

A realidade da representação precisa mudar. Atualmente somos um milhão e quatrocentos mil profissionais em todo o país, mas não temos a representação política. O trabalho de esclarecimento e ações que reflitam o pensamento da categoria levará em breve à mudança de postura e à consciência política para os nossos problemas. Com ações proativas da categoria poderemos em breve ofertar à sociedade mecanismos de melhoria na qualidade de vida de nossa gente. Nós sabemos fazer saúde, nós podemos transformar a sociedade para conquistar uma vida melhor.

RE - A enfermagem não tem tradição de ser uma profissão fortemente posicionada politicamente. É preciso mudar? Por quê? Como promover esta mudança? Dr. Coutinho - Toda mudança gera desconfiança e dúvida. Vários profissionais estão na zona de conforto e não percebem que precisam buscar algo melhor para si próprios e para a categoria. As entidades da categoria precisam desenvolver ações que levem informações, orientações e esclarecimentos aos trabalhadores de enfermagem nos rincões do nosso país. Precisamos ouvir as reivindicações dos trabalhadores e perceber suas demandas.

Precisamos aproximar as entidades do trabalhador. Se não nos fizermos presentes nas unidades de saúde e dentro dos hospitais, com o apoio e com ações que diminuam o sofrimento de nossos profissionais, não teremos o reconhecimento e a unidade que tanto buscamos. A questão política vem como consequência destas ações. Neste ano, teremos eleições para os cargos de Deputado Federal, Estadual, Senador, Governador e Presidente. Precisamos incentivar as lideranças da categoria a submeterem nomes à sociedade e à enfermagem, para votação no pleito eleitoral. Precisamos eleger pessoas que tenham o compromisso com a categoria, que busquem desenvolver o cargo eletivo dentro dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e transparência. São estes princípios que a sociedade espera do profissional de enfermagem.

“ Neste ano teremos eleições para os cargos de Deputado Federal, Estadual, Senador,

Governador e Presidente. Precisamos incentivar

as lideranças da categoria a submeterem

nomes à sociedade e à enfermagem, para votação no pleito

eleitoral. Precisamos eleger pessoas que

tenham o compromisso com a categoria, que

busquem desenvolver o cargo eletivo dentro dos princípios da legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e transparência.

São estes princípios que a sociedade espera

do profissional de enfermagem.”

34 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Id ei

as Empreendedorismo em Enfermagem:

uma reflexão.

O emprego-padrão de hoje, com vínculo salarial, patrão e horário rígido, já é um artefato pertencente ao passado. Neste novo século as vagas de emprego nos hospitais e serviços de saúde estarão cada vez mais enxutas, devido às crises financeiras do setor e à falta de conhecimento atualizado dos profissionais. Com tão poucas oportunidades, o emprego assalariado na área de saúde em curto espaço de tempo estará caminhando para a extinção no Brasil a exemplo de países da América do Norte e Europa.

O novo milênio chegou e com ele a “Era do Conhecimento”, como muitos chamam, proporciona acesso a um número de informações muito maior do que podemos absorver, e, ao mesmo tempo, nunca se teve tanta incerteza sobre o futuro profissional. O que fazer? Quais as alternativas?

Para muitos profissionais que estudam a tendência do mercado de trabalho a resposta é muito simples: Seja “presidente” de sua própria vida. Como? Fugindo do convencional; sonhando alto e agindo com seriedade isto é transformar sonhos em realidade; identificar com clareza desejos, habilidades, temperamentos e atividades; criar um produto; desenvolver um plano de negócios da própria carreira; fazer o que se gosta; investir no desenvolvimento contínuo; conciliar a vida profissional com a vida pessoal e familiar; cuidar da saúde física, mental e emocional e seguir a intuição para sobreviver no mundo de hoje.

Principalmente na área de saúde não estão faltando oportunidades. O que falta é uma melhor condução da carreira entendo-a como um negócio e não como sacerdócio. Aos poucos a postura profissional do enfermeiro tem mudado, mas agora o mundo requer destes profissionais um grande salto.

Urge a necessidade de se redesenhar a carreira, mudar de carreira, mudar de empresa ou até mesmo abrir um negócio próprio, tornando-se um empreendedor. Mas o que vem a ser um “empreendedor”?

O empreendedor é alguém que define metas, busca informações e é obstinado. Embora muitas pessoas adquiram estas características sem precisar frequentar cursos, tem-se a firme convicção de que elas podem ser desenvolvidas, melhoradas e transformadas em competências.

As funções inovadoras e de promoção de mudanças do empreendedor que, ao combinar recursos em uma maneira original, servem para promover o desenvolvimento e crescimentos econômicos. A figura do empreendedor

na área de saúde é nova e ganha nestes novos tempos de tecnologia avançada e altamente mutável um destaque em função da necessidade de gerar novos postos de trabalho. O desemprego, no âmbito mundial, alcança hoje os níveis mais altos desde a crise dos anos 30.

No Brasil, esta situação vem se agravando e as instabilidades do mundo atual, veja, por exemplo, a crise dos bancos e consequente inquietação das bolsas de valores, dos negócios em geral ocorridos nos últimos dois anos, concorrem para que haja um crescente número de pessoas subempregadas e desempregadas.

Para Young, um perito no assunto, redefinir oportu- nidades e responsabilidades para milhões de pessoas numa sociedade, sem o emprego de massa formal, deverá ser a questão social mais premente do pró- ximo século. Estas questões avaliadas servirão para criar um cenário que aponta aos enfermeiros que es- tes precisam urgentemente criar olhos e competências para ser um empreendedor no âmbito pessoal, social e profissional.

Mas como se preparar para criar um negócio próprio, ou seja, como ser um empreendedor? Após a consulta a vários especialistas pode se constatar unanimidade em:

• Seja amigo do computador e de ferramentas como a internet, pois sem elas o empreendedor não terá acesso às informações necessárias para seu desen- volvimento profissional e pessoal.

Por Sarah Munhoz

Dra. Sarah Munhoz

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 35

• Domine os princípios básicos da administração.

• Aprenda a trabalhar em equipe, pois as distâncias entre os pares serão cada vez menores.

• Não se apegue demasiadamente a detalhes, mas tente ser o melhor naquilo que se propôs a fazer.

• Faça do seu trabalho algo que lhe traga prazer, mas pense bastante antes de começar e responda a seguinte pergunta: Será que isso é realmente o que você gostaria de fazer nos próximos anos de sua vida profissional?

• Seja otimista, acreditando em si e na capacidade de vencer.

• Comece a se interessar por assuntos como marketing, avaliação de mercado, finanças e por coisas diferentes.

• Ao verificar os tipos de pessoas empreendedoras, encontrou-se na literatura diferentes tipos de empreendedor, a saber:

• Empreendedor artesão: o indivíduo que escolhe instalar um negócio independente para praticar o seu ofício.

• Empreendedor social: São empreendedores com uma missão social, que é sempre central e explicita. O empreendedor do negócio do social, que tem na sociedade civil o seu principal foco de atuação e na parceria envolvendo comunidade, governo e setor privado a sua estratégia. Empreendedores sociais, indivíduos que desejam colocar suas experiências para ajudar os outros com finalidades humanitárias.

• Empreendedor tecnológico: monta uma empresa para introduzir inovações tecnológicas e obter lucro.

• Empreendedor oportunista: o indivíduo que compra e faz crescer empresas, em resposta a uma oportunidade observada.

• Empreendedor “estilo de vida”: o indivíduo autônomo ou que começa um negócio por causa da liberdade, ou estilo de vida, que seu empreendimento torna possíveis.

• Assim se você prometeu que neste ano de 2010 quer dar uma virada na sua vida procure ajuda profissional de empresas especializadas como o SEBRAE e abra seu olhar para algumas das possibilidades abaixo e lembre-se se você é empreendedor deve já iniciar um de grupo de interesse para a formação do corpo de conhecimento para estas novas habilidades:

• Terapias alternativas complementares.

• Consultas de enfermagem para orientação de cuidados específicos.

• Suporte ao cliente e familiares aos pacientes

portadores de doenças crônicas ou fora de possibilidades terapêuticas.

• Assistência domiciliar.

• Auditoria independente de serviços de enfermagem.

• Consultoria em arquitetura e construção de prédios e edifícios para a prestação de assistência a saúde/doença.

• Cuidado de pacientes idosos com grupos de atividades físicas, ocupacionais, orientações de saúde, montagem de vilas tipo resorts sob orientação, coordenação e supervisão de enfermeiros.

• Especialização em enfermagem forense.

• Especialização em enfermagem veterinária.

• Especialização em orientação genética.

• Especialização para trabalho em plataformas de petróleo – pré-sal.

• Unidades de aconselhamento e acompanhamento para droga dependentes.

• Pesquisador para novas tecnologias que facilitem o cuidar em enfermagem (alguém já pensou em algo que pudesse fazer o controle de diurese, sem precisar ficar coletando a urina por horas a fio? Será que existe alguma jeito de fazer a higiene do couro cabeludo sem tanta parafernália?)

• Especialista em sustentabilidade em ambientes de saúde.

• Perícia em documentações de enfermagem.

• Alguém tem mais alguma sugestão?

Está lançado o desafio, pois o mercado de trabalho já apresenta todos os sinais de um novo tempo onde cada vez mais os trabalhadores serão empreendedores. Neste começo de ano tire a sua armadura profissional e pense um pouco mais em você e nas suas necessidades pessoais, familiares e profissionais. Pare um pouquinho, medite, abra sua mente e busque dentro de você e do mundo que te rodeia ter uma mais visão flexível do que se apresenta. Ao sair desta meditação avalie se o que você escolheu para mais um ano de vida deixa você tranquilo com a consciência que escolheu o caminho mais acertado por iniciativa e decisão própria.

Uma última palavrinha refere-se às grandes e rápidas transformações por que o mundo e a sociedade estão passando. E no Brasil, meus caros amigos trabalhadores de saúde, o emprego perene e aposentadoria depois de 30 anos de serviço estão destinados a desaparecer para sempre. Sucesso profissional já mudou de rumo e tem novas palavras de ordem: iniciativa, inovação, empreendedorismo e satisfação pessoal. Feliz ano novo!

*Sarah Munhoz é presidente da ABEn-SP, Associação Brasileira de Enfermagem, seção São Paulo.

36 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Se r É

tic o COREN-SP realiza simulação de

julgamento de processo ético

No último dia 14 de dezembro, o COREN-SP participou de um evento que, em parceria com a Escola Paulista de Medicina – UNIFESP -, promoveu um Julgamento de Processo Ético Simulado com os alunos do terceiro ano do curso superior de enfermagem.

Durante uma reunião da Superintendência Técnica do COREN-SP (SUPTE/COREN-SP) com a professora Dra. Regina Issuzu Hirooka de Borba, coordenadora da disciplina de Legislação em Enfermagem da UNIFESP, onde se discutia o ensino da ética, surgiu a ideia de enriquecer o conteúdo programático com a discussão de casos sobre a prática da enfermagem que pudessem levar os professores à construção de um pensar crítico e ético. Com isto, surgiu uma parceria do COREN-SP com a UNIFESP.

Com a colaboração das enfermeiras do setor do processo ético, Dra. Fernanda Maria Silva Azevedo e Dra. Cristina Biff, a SUPTE/COREN-SP iniciou um trabalho junto aos alunos do terceiro ano do curso de graduação da UNIFESP. “Foram ministradas palestras sobre o Código

de Ética, Comissões de Ética de Enfermagem e Código de Processo Ético, além de orientações sobre ritos inerentes ao julgamento de processos éticos para que a reprodução da realidade fosse bem caracterizada no julgamento simulado”, conta a superintendente técnica do COREN- SP, Dra. Maria Angélica de Azevedo Rosin.

Todas as atividades preparatórias do julgamento simulado foram orientadas pela Dra. Regina e pela Dra. Maria Angélica. As duas enfermeiras também presidiram a reunião plenária no ato do julgamento simulado, e os membros da plenária foram os próprios alunos, previamente preparados e com livre direito de expressão sobre os casos expostos.

Foram expostos dois casos, elaborados pelos próprios alunos, e cada um dos passos do julgamento – leitura do caso pelo relator, pronunciamento de denunciante e denunciados, votação da culpabilidade e da pena por parte da plenária e anúncio da pena – foi fielmente reproduzido por e para os alunos que lotaram o auditório do Anfiteatro Rosa da faculdade.

Alunos acompanham leitura do primeiro processo ético julgado pela reunião plenária simulada

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 37

Experiência gerou resultados

Após o julgamento, a faculdade realizou uma avaliação junto aos alunos para validar o método de aprendizagem da legislação e ética e verbalizar o que haviam agregado de conhecimentos essenciais para a futura vida profissional. “Eu não conhecia como era realizado este tipo de julgamento. Alguns colegas já tinham ido ao COREN- SP acompanhar o julgamento real e puderam explicar um pouco do funcionamento para o restante da classe. Porém, ainda ficaram algumas dúvidas que eles não souberam esclarecer, e todas elas foram sanadas com esta atividade, pois pudemos vivenciar a situação”, conta o aluno Igor Cintra Sampietri. “A aproximação que nós tivemos com os profissionais do COREN-SP também foi muito valiosa, não só no dia do julgamento, mas em todos os dias da disciplina”, reforça.

Pamela Vicente Querido da Silva, também aluna da graduação, considera essencial a união da teoria com a prática: “Durante a disciplina de legislação, apesar

de entendermos o conteúdo teórico, a simulação nos mostrou a prática, e isto foi muito enri- quecedor. Seria in- teressante se alunos de outras univer- sidades tivessem a oportunidade de ter este mesmo conte- údo para poder cor-

relacionar a teoria e a prática da legislação em enfermagem”, defende a aluna. “Conhecendo a parte mais burocrática e legal da profis- são, você automaticamente passa a elaborar melhor o que vai fazer daqui para a frente, e também toma mais consciência do tamanho da sua responsabilidade, assim como seus direitos e deveres”, conta.

Com o sucesso obtido junto aos alunos da UNIFESP, o COREN-SP pretende repetir esta experiência em todo o estado de São Paulo, envolvendo universidades, escolas técnicas e hospitais-escola. “Estamos preparando uma agenda para o segundo semestre de 2010, com instituições de ensino da capital, interior e litoral”, declara a superintendente técnica Dra. Maria Angélica Rosin.

Como surgiu a ideia Com a finalidade de divulgar a Lei do Exercício

Profissional e Código de Ética dos Profissionais de

Enfermagem, a Superintendência Técnica do COREN-

SP tem buscado parcerias com as universidades e

escolas técnicas de enfermagem.

Este relacionamento tem proporcionado a

professores e alunos conhecimentos essenciais para

o desenvolvimento da prática profissional, dentro

dos preceitos legais e éticos, por meio de palestras,

discussões com docentes, visitas de alunos e docentes

ao COREN-SP para acompanhar o julgamento de

processos éticos, entre outras atividades sugeridas

pelas próprias escolas.

Dra. Maria Angélica de Azevedo Rosin conta que tais

ações têm gerado resultados positivos. “O que tem

se observado é um crescente interesse pela disciplina

de legislação e ética, com resultados positivos na

formação de profissionais responsáveis, conscientes e

críticos, o que leva a uma aproximação de docentes e

estudantes com o COREN-SP”, explicou.

Segundo ela, como parte destas ações, a SUPTE/

COREN-SP iniciou uma pesquisa junto às universidades

sobre a realização de julgamentos simulados – ideia

que foi muito bem recebida pelas coordenadoras dos

cursos de graduação, culminando na simulação do dia

14 de dezembro.

Os alunos Igor Sampietri e Pamela da Silva aprovaram a atividade

38 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Se r É

tic o

O CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições que lhe confere o disposto no artigo 15, V, da lei 5.905, de 12 de Julho de 1973, vem aplicar aos seguintes profissionais:

Pena de censura, conforme art. 118 §3º da Resolução COFEN 311/2007: Auxiliar de Enfermagem Olga Camargo, COREN/SP 30763. Processo Ético nº 22/2006, julgado na 158ª Reunião Plenária Extraordinária do COREN/SP de 08/07/2008, e mantida decisão pelo COFEN em 23/07/2009.

Técnico de Enfermagem Rogério Rodrigues dos Santos, Protocolo nº 1932945. Processo Ético nº 26/2006, julgado na 156ª Reunião Plenária Extraordinária do COREN/SP de 18/03/2008, e mantida decisão pelo COFEN em 29/01/2009.

Enfermeira Andréa Oliveira de Araújo, COREN/SP 134113. Processo Ético nº 09/2007, julgado na 158ª Reunião

Plenária Extraordinária do COREN/SP de 08/07/2008.

Auxiliar de Enfermagem Sandro Araújo Alves, COREN/ SP 552002. Processo Ético nº 49/2007, julgado na 704ª Reunião Ordinária do Plenário COREN/SP de 14/04/2009.

Técnica de Enfermagem Maria da Conceição Servolo Santana, COREN/SP 117933. Processo Ético nº 35/2008, julgado na 707ª Reunião Ordinária do Plenário COREN/SP de 26/05/2009. Decisão reformada pelo COFEN em 26/11/2009.

Pena de suspensão do exercício profissional, conforme art. 118 §4º da Resolução COFEN 311/2007

Auxiliar de Enfermagem Cristiane dos Reis Sanches Alonso, COREN/SP 516928. Processo Ético nº 12/2007, julgado na 697ª Reunião Ordinária do Plenário COREN/SP de 03/02/2009 (suspensão de 29 dias).

Auxiliar de Enfermagem Helton José da Silva, COREN/ SP 550046. Processo Ético nº 14/2008, julgado na 711ª Reunião Ordinária do Plenário COREN/SP de 21/07/2009 (suspensão de 29 dias).

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, no uso de suas atribuições legais de disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, solicitou um parecer ao MEC, com vistas aos inúmeros questionamentos dos profissionais de enfermagem sobre a legalidade de os graduandos de enfermagem frequentarem disciplinas de cursos de pós- graduação ou cursos de extensão universitária, com vistas ao posterior aproveitamento em cursos de pós-graduação.

Diante do solicitado, o Conselho Nacional de Educação exarou o Parecer CNE/CES n° 356/2009, em 02 de setembro de 2009, bastante elucidativo, que, conclusivamente, configura:

“Como ilegalidade, não só a matrícula em curso de pós- graduação lato sensu de estudante não portador de diploma de nível superior, mas também se constitui uma ilegalidade a matrícula de estudante, nessa condição, em componentes curriculares isolados de curso dessa modalidade, mesmo sob outras denominações, para fins de aproveitamento posterior em cursos de pós-graduação”.

Conselheiro Aldo Vannucchi – Relator

Alertamos ainda que, conforme informações contidas no referido parecer, os cursos e atividades de extensão podem ser aproveitados, conforme previsão nos projetos pedagógicos, para o componente curricular denominado Atividades Complementares, nos cursos de graduação, bacharelado e tecnológico, e para o componente curricular obrigatório, como outras formas de Atividades Acadêmico-Científico- Culturais, e nos cursos, também, de graduação, licenciatura.

Pela importância da manifestação do egrégio Colegiado, pondo fim à polêmica sobre aproveitamento posterior em cursos de pós-graduação, o COREN-SP encaminha a TODOS OS ENFERMEIROS QUE COORDENAM OU LECIONAM EM CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO, para conhecimento, este explícito parecer, solicitando que adotem todas as providências necessárias em relação às determinações emitidas pelo Conselho Nacional de Educação, EXCLUINDO acadêmicos em cursos que representem esta absurda situação, evitando consequências ético-profissionais para si e para todos os envolvidos.

COREN-SP; FORMAÇÃO PROFISSIONAL COM ÉTICA E RESPONSABILIDADE!

COREN-SP divulga processos éticos julgados e penalidades

Acadêmicos em pós-graduação é ilegal e imoral, segundo parecer do CNE/CES

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 39

Tema Central:

Universo da Segurança do Paciente, Profissional e Ambiente – Uma Prática Baseada em Evidências

V Simpósio Internacional de Enfermagem Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

22 a 24 de setembro de 2010

Envio de trabalhos: de 8 de fevereiro a 1º de junho de 2010

Cursospré-simpósiocom recursos desimulação realísticaPalestrantesinternacionais já confirmados!

• Evidências científicas para segurança em Saúde • Fatores que ameaçam a segurança na Saúde: ambientais, humanos, tecnológicos e materiais

• Arquitetura e design para segurança • Simulação realística para capacitação de profissionais

• Ferramentas e metodologias para qualidade e segurança • Gerenciamento e vigilância de riscos

• Relacionamento interpessoal e comunicação: impactos à segurança • Eventos adversos graves

• Uso de medicamentos, sondas, drenos e cateteres, acessos vasculares, integridade da pele, controle de infecção • Acreditações e certificações em Saúde

• Sustentabilidade ambiental e segurança • Disciplina de segurança na graduação e pós-graduação em enfermagem

Palestrantes Internacionais Confirmados:

Bernadette Mazurek Melnyk, PhD, RN, CPNP/PMHNP, FNAP, FAAN

Paul Barach, MD, MPH Professor, Center for Patient Safety,

University of Utrecht, Netherlands, and Associate Professor, University of South

Florida, Sydney, Australia

Comissão Organizadora:

Anna Margherita Toldi Bork Claudia Garcia de Barros

Cristina Satoko Mizoi Elisa Aparecida Alves Reis

Moacir Oliveira Vanda de Fátima Minatel

Público-alvo:

Enfermeiros, profissionais da área da saúde, administradores de serviços de

saúde, líderes de departamentos e equipes, educadoras(es)

Número de participantes esperado: 700

Âmbito do evento: Internacional

Para mais informações, envie seu e-mail para: sien@einstein.br

ou acesse: www.einstein.br/sien

Local: Hotel Unique

Av. Brigadeiro Luís Antonio, 4.700 - Jd. Paulista - São Paulo - SP

Principais Temas:

anuncio_sien_2010_01.indd 1 03.02.10 11:46:58

40 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

O movimento global em busca de segurança e qualidade nos serviços de saúde não é um fato novo. Proporcionar a população assistência equitativa, com custos reduzidos, é tema prioritário e um grande desafio para a sociedade.

Em 1859, Florence Nightingale, enfermeira visionária, dizia “pode parecer talvez um estranho princípio enunciar como primeiro dever de um hospital não causar mal ao paciente”. Muitos anos depois, em 1999, a publicação do relatório “To err is Human: Building a safer health care system, do Institute of Medicine, dos Estados Unidos da América, confirma, que o postulado de Florence, ainda se faz presente em nossos dias, ao demonstrar dados sobre mortalidade relacionada a erros, advindos do cuidado à saúde, que poderiam ser evitados, provendo maior interesse sobre a questão da segurança do paciente em todo o mundo. Certamente, em nenhuma época da história se publicou tanto sobre segurança do paciente como no século XXI, considerando o imenso universo de pesquisa na área de saúde, que se tem oportunidade de identificar.

Estamos na “Era da Segurança”, desde 2002 este tema é prioridade para a Organização Mundial de Saúde, sendo fortalecido em 2004, com a criação da Aliança Mundial para Segurança do Paciente, que tem como objetivo facilitar o desenvolvimento de práticas e políticas de segurança do paciente, de forma a se alcançar abrangência mundial.

Atualmente, existem cerca de 40 organizações em todo o mundo que fomentam iniciativas para a segurança do paciente e disponibilizam resultados de seus estudos, propostas e estratégias de melhorias na internet.

No que concerne a enfermagem, apesar do cuidado centrado no paciente e família trazer em seu cerne a proteção do paciente, e portanto a promoção de sua segurança, ainda teremos de romper barreiras e criar novos paradigmas, pois muitas vezes dedicamos mais tempo de nosso trabalho suprindo demandas oriundas de deficiências do sistema de saúde, como corrigindo falhas na estrutura ou nos processos de trabalho, do que as emanadas do próprio paciente e sua família.

Para adequar o cuidado de enfermagem aos paradigmas da “Era da Segurança” é necessário que profissionais de saúde busquem a excelência científica e técnica, realizando

cuidados baseados em evidências. Não podemos esquecer, neste contexto, da importância da motivação, eficiência, dedicação, criatividade, competência, responsabilidade e

atitude positiva frente ao trabalho em equipe e assertividade na comunicação. Para tanto, é necessário que o trabalho se desenvolva em ambientes com filosofia e recursos que promovam e sustentem melhorias contínuas.

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem possuem enorme influência na promoção da segurança do paciente, por comporem a maior categoria de profissionais da área da saúde no Brasil e no mundo. Todavia, poucos são os profissionais de enfermagem que prestam assistência aos pacientes com o tempo, os recursos e os mecanismos de que necessitam. Evidências científicas indicam que uma instituição que não provê número e condições de trabalho adequadas à enfermagem tem maiores taxas de quedas, úlceras de compressão, erros de medicação, infecção hospitalar e readmissão, aumentando o tempo de permanência nas instituições de saúde e a mortalidade dos pacientes.

Os investimentos em saúde devem priorizar as pessoas que são cuidadas e as que cuidam. Profissionais de enfermagem necessitam trabalhar em ambientes que promovam o melhor desempenho de suas funções, oportunizando a verdadeira consecução de cuidados centrados nas necessidades individuais e integrais do paciente e família, de modo que a população possa receber assistência alicerçada pela melhor informação científica, de modo eficaz, efetivo, equânime, respeitoso, qualificado, oportuno e seguro.

O COREN-SP, preocupado com a questão da segurança do paciente, dedica o ano de 2010 ao tema, com a realização de campanhas publicitárias e de um grande evento – o 1º Fórum de Enfermagem. Fruto de uma parceria com a tradicional Feira Hospitalar, o Fórum acontece de 25 a 28 de maio, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.

Conheça, na página seguinte, uma prévia da programação do evento. Em breve todas as informações estarão disponíveis no site www.coren-sp.gov.br.

Fonte: Pedreira MLG, Harada MJCS. In: Enfermagem Dia a Dia. Segurança do paciente. Prefácio. Ed. Yendis, 2010

C om

pr om

is so Trabalhando pela segurança do paciente

(colaboração da Profª Drª Maria de Jesus Harada)

“ Estamos na “Era da Segurança”, desde 2002 este tema é prioridade

para a Organização Mundial de Saúde, sendo

fortalecido em 2004, com a criação da Aliança Mundial para Segurança

do Paciente, que tem como objetivo facilitar o desenvolvimento de práticas e políticas de segurança do paciente, de forma a se alcançar abrangência mundial.”

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 41

Destaques do 1˚ Fórum de Enfermagem De 25 a 28 de maio de 2010 - Expo Center Norte - Pavilhão Amarelo

Telefones úteis do COREN-SP

Sede

Atendimento ao profissional (11) 3225-6300 Fax: (11) 3225-6380

Fiscalização (11) 3225-6325

CAPE (11) 3223-7261

Subseções

Araçatuba (18) 3624-8783/3622-1636 Fax: (18) 3441-1011

Campinas (19) 3237-0208/3234-1861 Fax: (19) 3236-1609

Marília (14) 3433-5902/3413-1073 Fax: (14) 3433-1242

Presidente Prudente (18) 3221-6927/3222-7756 Fax: (18) 3222-3108

Ribeirão Preto (16) 3911-2818/3911-2808 Fax: (16) 3911-9445

Santos (13) 3289-3700/3289-4351 Fax: (13) 3288-1946

São José do Rio Preto (17) 3222-3171/3222-5232 Fax: (17) 3212-9447

São José dos Campos (12) 3922-8419/3921-8871 Fax: (12) 3923-8417

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Atendimento ao profissional (11) 3225-6300 Fax: (11) 3225-6380

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Marília (14) 3433-5902/3413-1073 Fax: (14) 3433-1242

Presidente Prudente (18) 3221-6927/3222-7756 Fax: (18) 3222-3108

Ribeirão Preto (16) 3911-2818/3911-2808 Fax: (16) 3911-9445

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CAPE (11) 3223-7261

Subseções

Araçatuba (18) 3624-8783/3622-1636 Fax: (18) 3441-1011

Campinas (19) 3237-0208/3234-1861 Fax: (19) 3236-1609

Marília (14) 3433-5902/3 13-1073 Fax: (14) 3433-1242

Presidente Prudente (18) 3221-69 7/3222-7756 Fax: (18) 3222-3108

Ribeirão Preto (16) 3911-28 8/3911-2808 Fax: (16) 3911-9445

Santos (13) 3289-3700/3289-4351 Fax: (13) 3288-1946

São José do Rio Preto (17) 3222-3 71/3222-5232 Fax: (17) 3212-9447

São José dos Campos (12) 3922-8419/3921-8871 Fax: (12) 3923-8417

A Enfermagem para a Segurança do Paciente Lançamento do Livro Gestão em Enfermagem: Ferramenta para a Prática Segura Efeitos do Ambiente de Trabalho nos Resultados de Enfermagem e na Mortalidade de Pacientes Gestão em Enfermagem Promovendo Práticas Seguras Aliança Mundial de Segurança do Paciente A Perspectica do Erro Humano na Visão Sistêmica Políticas Públicas para Segurança do Paciente - Visão e Ações dos Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal Perspectiva de Segurança na Saúde do Idoso 1. Políticas Públicas - Ministério da Saúde 2. Aspectos Legais 3. O Idoso Institucionalizado Perspectiva de Segurança na Saúde da Mulher 1. Políticas Públicas - Ministério da Saúde 2. Cuidado durante o Pré-natal 3. Maternidade Segura. Perspectiva de Segurança na Saúde Mental 1. Políticas Públicas 2. O Paciente Hospitalizado 3. Atendimento Ambulatorial Promovendo a Segurança do Paciente durante o Cuidado de Emergência A Segurança em Central de Material

Sistematização da Assistência de Enfermagem Ferramenta para a Prática Segura Projeto de Segurança do Paciente - COREN-SP Controle de Infecção e Segurança do Paciente 1) Infecção Relacionada a Cateteres 2) Pneumonia Associada a VPM 3) Infecção do Trato Urinário 4) Infecção de Ferida Operatória Prevenção de Erros de Medicação 1) Incompatibilidade e Interação Medicamentosa 2) Estratégias de Prevenção 3)Participação do Farmacêutico em Visita Clínica Intervenções para Cirurgia Segura O Paciente como Fonte de sua Própria Segurança 1. Ferramenta para a Prática Segura 2. Reflexões Éticas e Aspectos Éticos 3. A Visão do Paciente Sistema de Qualificação do Paciente Processos de Acreditação e a Segurança do Paciente Segurança do Paciente durante a Transferência/Área de Cuidado Segurança do Paciente no Ambiente Domiciliar Ferramentas para a Segurança do Paciente 1- Ambiente de Cuidado 2 - Gestão do Cuidado 3- Cultura Organizacional Experiências Exitosas na Segurança do Paciente

* Programação sujeita a alterações.

ENFERMAGEM FÓRUM DE

COREN - SÃO PAUL O

42 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

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Curso de Obstetriz USP-Leste: mais um capítulo...

PARECER HOMOLOGADO Despacho do Ministro, publicado no D.O.U. de 11/1/2010, Seção 1, Pág. 19.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Ministério Público Federal/Procuradoria da República no Estado de São Paulo UF: SP ASSUNTO: Solicita, com fulcro no Artigo 8º, inciso II, da Lei Complementar nº 75/93, informações a respeito de cursos em Obstetrícia no Estado de São Paulo. RELATOR: Paulo Speller PROCESSO Nº: 23001.000182/2009-51 PARECER CNE/CES Nº: 339/2009 COLEGIADO: CES APROVADO EM: 12/11/2009

I – RELATÓRIO O Ministério Público Federal/Procuradoria da República no Estado de São Paulo, Divisão de Tutela Coletiva, dirigiu-se à Presidência deste Conselho, por meio do Ofício nº 14.547/2009-MPF-PR/SP, datado de 1º de julho de 2009, para requisitar informações acerca do fato extraído dos autos do Mandado de Segurança nº 2009.61.00.004062-2, impetrado por Patrícia Dias Ferreira, em face do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (COREN-SP), conforme trecho transcrito a seguir:

Noticia a impetrante que é bacharel em Obstetrícia, pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – USP, curso devidamente reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação em São Paulo. No entanto, teve seu requerimento de registro indeferido pelo COREN-SP sob o argumento de que não haveria amparo legal para a respectiva inscrição.

Segundo alegado, o curso de Obstetrícia seria uma especialização da Enfermagem, conforme Parecer COFEN nº 067/2008.

Cópia das peças informativas juntadas ao requerimento inicial pode ser conferida às fls. 4-69 do presente processo.

Conforme a documentação acostada, a impetrante do citado Mandado de Segurança assevera na petição, às fls. 8-14:

Dos Fatos Em dezembro de 2008, após cumpridas todas as exigências curriculares, A impetrante colou grau em Bacharelado em Obstetrícia junto à Escola de Artes, Ciências e Humanidade da Universidade de São Paulo – USP, curso reconhecido conforme Portaria CEE-GP 368/2008, publicada no DO de 26.06.2008 (doc. nos 4/7).

De posse de todos os documentos necessários, a bacharel

e outras alunas da turma ingressaram no Conselho Regional de Enfermagem objetivando efetuar o registro profissional de direito.

Todavia a autoridade inquinada coatora INDEFERIU o pedido destas, sustentando a inexistência de amparo legal para a respectiva Inscrição Profissional. (docs. nos 8 e 9).

PROCESSO Nº: 23001.000182/2009-51 No citado Ofício nº 14.547/2009-MPF-PR/SP, a Exma. Procuradora da República, Dra. Adriana da Silva Fernandes, solicita:

Pelo exposto e a fim de instruir o presente feito, solicitamos a esse Conselho Nacional de Educação, com fulcro no art. 8º, inciso II, da Lei Complementar nº 75/93, que nos envie informações sobre os fatos narrados, esclarecendo ainda quais os cursos em Obstetrícia, no Estado de São Paulo, estão registrados como graduação perante o Ministério da Educação.

Assinalo o prazo de 10 (dez) dias úteis para o envio da resposta, com fulcro no art. 8º, § 5º, da Lei Complementar nº 75/93.

Em atenção aos termos e ao prazo estipulado supra, a Secretaria Executiva deste Conselho expediu o Ofício nº 544/SE/CNE/MEC/2009, datado de 13 de julho de 2009, no qual informa àquela Procuradoria quanto à existência de apenas um curso de graduação em Obstetrícia no Estado de São Paulo, que, segundo registro no sítio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), autarquia do Ministério da Educação, é oferecido pela Universidade de São Paulo (USP).

No mesmo Ofício, consta informado que, no Estado de São Paulo, existem 168 (cento e sessenta e oito) cursos de Enfermagem e 5 (cinco) cursos de Enfermagem e Obstetrícia.

Por fim, o citado Ofício esclarece que, por se tratar de matéria de competência da Câmara de Educação Superior deste Conselho, o expediente do MPF foi autuado e encaminhado à Câmara, cuja reunião estava prevista para o período de 3 a 7 de agosto de 2009, sendo, portanto, necessário a concessão de um prazo maior.

Nesta Câmara, o processo foi distribuído a este Conselheiro, em sessão pública, no dia 7/8/2009.

Posteriormente, foi enviado novo expediente do MPF (Ofício nº 20.282/2009 MPFPR/SP), ao qual foram anexadas outras peças informativas, reiterando o pedido de informações e solicitando, ainda, que fossem indicadas as diretrizes curriculares para o curso de graduação em Obstetrícia, sua duração, tempo de integralização, [e] carga horária mínima (...).

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 43

A Secretaria Executiva deste Conselho, em resposta ao Ofício supracitado, expediu, em 15 de setembro próximo passado, o Ofício nº 43/SE/CNE/MEC/2009, comunicando à Exma. Procuradora da República que a matéria estava com previsão de relato para a próxima reunião de outubro.

Passo às ponderações acerca do exposto.

A questão que ora se coloca remete à oferta do curso de graduação em Obstetrícia, suas diretrizes curriculares e o registro dos egressos pelo competente Conselho Profissional.

Observa-se que já se encontra devidamente citado pela Procuradoria da República o embasamento legal referente à criação e ao reconhecimento do curso de Obstetrícia pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo, considerando que a Universidade (USP), que ministra o curso objeto do presente questionamento, pertence ao sistema de ensino daquele Estado.

Entre as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação instituídas no âmbito deste Conselho (CNE), por meio de Resoluções específicas, estão incluídas as definidas pela Resolução CNE/CES nº 3/2001, que se referem ao curso de graduação em Enfermagem.

Segundo essa Resolução, o egresso do curso de Enfermagem pode apresentar uma das seguintes características: profissional de formação generalista para

o exercício da enfermagem, ou profissional portador do diploma de licenciatura para exercício docente na Educação Básica e na Educação Profissional da carreira em pauta.

Outrossim, cabe informar que, no elenco das Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação estabelecidas pela Câmara de Educação Superior deste Conselho, não constam Diretrizes para o curso de Obstetrícia.

É relevante reiterar que, de acordo com a Lei n˚ 9.394/1996, os diplomas devidamente registrados, expedidos em face da conclusão de curso reconhecido, comprovam a formação recebida. Deve-se reiterar, também, que os cursos oferecidos por Instituições pertencentes ao Sistema Estadual de Educação Superior de São Paulo devem ser reconhecidos no âmbito deste Sistema, o que assegura validade nacional aos diplomas expedidos e registrados.

Finalmente, resta analisar a equivalência entre a formação recebida no curso de Obstetrícia, em questão, e a formação de Enfermagem, em face da diferente denominação.

A comparação deve ser baseada no projeto pedagógico do curso e processada pelo Conselho responsável pelo controle do exercício profissional, decidir pela existência de amparo legal para a inscrição de interessados naquele órgão.

11º Congresso Mundial de Esterilização e 7º Simpósio Internacional e Esterilização e Controle de Infecção Hospitalar De 30 de julho a 1º de agosto de 2010, no Palácio das Convenções do Anhembi, São Paulo (SP)

Organização e Realização Apoio

Início das inscrições a partir de

1º de março via site

www.sobecc.org.br

Mais informações, entrar em contato

nos telefones (11) 3341-4044 e (11) 3205-1402.

Rua Vergueiro, 875, cj. 64, Liberdade (Metrô Vergueiro) CeP: 01504-001,

São Paulo, SP

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44 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

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Ministério do Trabalho apoia 30 horas para a Enfermagem

Câmara tem serviço gratuito de telefone para eleitor se manifestar

Referência: Projeto de Lei nº 2295, de 2000 (PLS Nº 161/99)

Encontra-se em trâmite no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 2.295, de 2000 (PLS nº 161/99) que dispõe sobre a jornada de trabalho dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras.

1. O projeto insere parágrafo ao art. 2º da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, para dispor:

“§ 2º A duração normal da jornada de trabalho dos Enfermeiros, Técnicos, Auxiliares de Enfermagem e Parteiras não excederá de seis horas diárias e trinta semanais.”

2. A atividade dos profissionais de enfermagem é de extrema importância social, dado que, por meio dela se preserva o bem maior de todo ser humano: a vida. São profissionais que exercem suas atividades com desvelo e dedicação sem paralelo, sacrificando, muitas vezes, suas questões pessoais em favor de outras pessoas.

3. No entanto, a legislação não trata esses profissionais com a deferência merecida. Os profissionais de enfermagem são submetidos, pelos empregadores, a uma jornada de trabalho exaustiva, desumana, que causa cansaço e estresse, com diminuição da produtividade e da qualidade de vida.

4. Vale lembrar que, para ter uma remuneração digna, é comum o profissional submeter-se a mais de um

vínculo empregatício, com jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis de descanso e, em virtude da alternância de empregos, a jornada diária de fato cumprida é de doze horas.

5. Isso decorre da aplicação da jornada de trabalho geral da Consoli- dação das Leis do Trabalho aos enfermeiros, que não levou em consideração as peculiaridades da profissão.

6. Verifica-se que o projeto, ao estabelecer em seis horas diárias e trinta semanais a jornada dos profissionais de saúde, vem a adequar a lei e por fim a

essa injustiça, de modo a permitir que o enfermeiro, o técnico e o auxiliar de enfermagem possuam, pela importância de sua profissão no meio social, maior período de descanso para repor as energias despen- didas em uma tarefa árdua, geralmente cumprida sob intensa tensão.

7. Por essas razões, opina-se favoravelmente ao Projeto de Lei nº 2295, de 2002.

LUIZ ANTONIO DE MEDEIROS Secretário de Relações do Trabalho

Câmara tem serviço gratuito de telefone para eleitor se manifestar

Quando o objetivo é pressionar pela aprovação de projetos no Congresso, inúmeros são os expedientes para garantir a atenção dos parlamentares. Durante o trabalho

legislativo, é comum ver associações e militantes na Câmara e no Senado em busca de apoio à causa desejada.

A pressão, contudo, se dá não apenas nos corredores das

Casas. O Congresso Nacional conta com serviços gratuitos de atendimento em que o cidadão pode se manifestar.

A enfermagem pode – e deve – mostrar-se, marcar presença, pela aprovação da jornada de 30 horas para a categoria. Através do telefone 0800 619 619 (ligação gratuita) é possível falar com a Câmara dos Deputados, solicitando apoio dos deputados federais ao projeto de lei nº 2295, do ano de 2.000. O serviço funciona de 2ª a 6ª feira, das 8h às 20h. Também é possível fazer o contato pelo e-mail cidadao@camara.gov.br

Secretário de Relações do trabalho, Luiz Antonio de Medeiros

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 45

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 11:34:57

46 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

Pesquisa revelará o perfil da Enfermagem brasileira

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A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), está organizando uma ação inédita na América Latina que promete retratar fielmente o perfil da enfermagem no país. Trata-se da pesquisa “Perfil da Enfermagem no Brasil”.

Coordenado pela diretora de Regulamentação e Gestão do Trabalho da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, e pesquisadora da ENSP/Fiocruz, Dra. Maria Helena Machado, o projeto é resultado de uma parceria da Escola com a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), a Federação Nacional de Enfermeiros (FNE) e o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). O estudo visa traçar o perfil sociodemográfico da enfermagem e os aspectos da formação e educação permanente das três categorias profissionais, além de compreender melhor sua dinâmica no mercado de trabalho.

Dra. Maria Helena Machado conversou com a Revista Enfermagem sobre a pesquisa.

Revista Enfermagem: Como surgiu a ideia do desenvolvimento de uma pesquisa sobre o perfil da enfermagem brasileira? Maria Helena: A ideia de desenvolver uma pesquisa sobre a enfermagem tem aproximadamente dez anos e só não foi concretizada à época, pela existência de conflito envolvendo as entidades representativas da categoria. Entretanto, uma vez que, nesse momento, a enfermagem brasileira tem avançado na busca de uma harmonia, as três principais entidades [COFEN, ABEn e FNE] consideraram importante a retomada da pesquisa. Sinto-me extremamente honrada e orgulhosa de poder participar desse processo, envolvendo todas as entidades da enfermagem; afinal, estamos falando da maior corporação da saúde e pilar do Sistema Único de Saúde.

RE: Qual é a importância de uma pesquisa deste tipo? MH: A enfermagem representa não só um grupo de profissionais estratégico para a organização do Sistema de Saúde, como também o maior contingente de profissionais inseridos no setor, com mais de um milhão e trezentos mil profissionais inscritos no Sistema COFEN/ CORENs, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem. Daí a importância da pesquisa para conhecer o perfil desses trabalhadores. Do ponto de vista sociológico, a profissão de enfermagem é uma profissão paradigmática para se estudar qualquer processo de trabalho e compreender a dinâmica do próprio sistema

de saúde. Além disso, considero a enfermagem uma profissão nuclear do sistema de saúde, seja na atividade ambulatorial, seja na atividade hospitalar, na gestão, na saúde pública, enfim, é uma profissão fundamental.

RE: Qual é o objetivo desta pesquisa? MH: O objetivo da pesquisa é o conhecimento do perfil sociodemográfico, os aspectos da formação, da educação permanente das categorias - enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem -, bem como a sua dinâmica no mercado de trabalho, tanto no que se refere a elementos quantitativos como a elementos qualitativos, permitindo, dessa forma, apontar as tendências e perspectivas para a enfermagem no Brasil. Também pesquisaremos aspectos das condições de trabalho e sua participação nas questões políticas que envolvem a categoria.

RE: A pesquisa já está sendo realizada? MH: Ainda não. Estamos concluindo os últimos acertos quanto ao instrumento de pesquisa de campo (questionário) a ser aplicado e esperamos iniciá-la ainda neste ano. A coordenação geral da pesquisa está a cargo da ENSP/Fiocruz, pela experiência que temos nessa área. Dada a complexidade dessa pesquisa, vamos proceder da mesma forma de quando realizamos a Pesquisa Perfil dos Médicos no Brasil, ou seja, teremos uma coordenação nacional institucional composta por nós da Fiocruz e pelas três entidades nacionais da enfermagem: COFEN, ABEn e FNE. Vamos ter também um grande envolvimento de instituições acadêmicas em todas as regiões, nos apoiando em todo o processo, além da inestimável colaboração da Rede Observatório de RH do Ministério da Saúde.

RE: Como acontecerá e quanto tempo deve durar a coleta dos dados? MH: Vamos fazer uma seleção por amostragem desse contingente de mais de um milhão de profissionais por estados e regiões, que receberão os questionários e os devolverão à coordenação da pesquisa. Neste processo, vamos construir estratégias que possam dar conta da complexidade do universo pesquisado. Haverá ampla divulgação quando do lançamento da pesquisa, que já tem presença confirmada do Ministro da Saúde e do Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. A pesquisa terá a duração de dois anos, sendo que já teremos, no primeiro ano de sua realização, resultados preliminares que também serão divulgados.

RE: De que forma COFEN, ABEn e FNE contribuirão para este trabalho? MH: As três entidades, juntamente com a Escola Nacional de Saúde Pública, coordenarão todo o processo relacionado à pesquisa, em todas as suas etapas, e é essa parceria entre as instituições envolvidas que garantirá, com certeza, o sucesso da pesquisa.

Dra. Maria Helena Machado

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 47

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RE: Como será feita a publicação/divulgação da pesquisa? MH: Faremos um Relatório Final contendo o perfil da enfermagem no Brasil, de cada estado, de cada região e, evidentemente, o perfil nacional. Além da publicação de um livro impresso e em forma de CD, contendo os resultados finais da pesquisa, também se produzirá artigos sobre o tema. Da mesa forma, realizaremos um Seminário Nacional para a apresentação dos resultados alcançados. Nosso desejo é que esse grande acontecimento ocorra nas dependências do Congresso Nacional, entendendo a importância e a centralidade do trabalho da enfermagem para o SUS.

RE: Que frutos esta pesquisa pode render para a enfermagem e para a saúde brasileira? MH: Espera-se que o produto deste estudo, que qualifica

a oferta e demanda dos trabalhadores, possa contribuir para a formulação de políticas públicas – tanto no setor da saúde quanto no da educação – no que se refere a aspectos da gestão, regulação e educação da enfermagem, tendo em vista a sua inserção no SUS. Além disso, ela poderá também subsidiar as diversas entidades representativas das categorias de enfermagem no delineamento e reordenamento de políticas para o exercício profissional e para a regulação do trabalho na realidade brasileira, apontando tendências e perspectivas, bem como o estabelecimento de uma política de formação, de trânsito profissional, de regulamentação e controle do exercício profissional no Mercosul, o qual prevê o livre trânsito de trabalhadores nos mercados de trabalho dos estados-parte - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Pesquisa entra em fase de Pré-Teste

Durante o 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem, realizado em Fortaleza em dezembro de 2009, pesquisadores da ENSP/Fiocruz estiveram presentes, realizando o chamado Pré-Teste dos questionários que serão utilizados na pesquisa.

Nos estandes do COREN-SP, COFEN e ABEn Nacional, os pesquisadores pediram para que os profissionais visitantes respondessem ao questionário. O objetivo foi validar o instrumento de pesquisa e, se necessário, modificar questões que não estivessem suficientemente claras para os entrevistados.

“Após estes testes e a adequação dos questionários, o próximo passo será definir como trabalharemos a amostragem, de forma a contemplar as três categorias profissionais da enfermagem e todas as regiões do Brasil, cada uma com suas particularidades”, explicou a pesquisadora titular da ENSP/Fiocruz, Ana Luzia Stiebler Vieira.

Foram seis meses de trabalho entre o início do projeto e a fase de Pré-Teste.

Entidades de enfermagem ressaltam a importância da pesquisa

A presidente da ABEn nacional, Dra. Maria Goretti David Lopes, e o presidente do COFEN, Dr. Manoel Neri da Silva, comentaram a importância da pesquisa da ENSP. “Tanto para a enfermagem como para o governo e toda a sociedade, esta pesquisa representa a oportunidade de identificar e reconhecer a maior força de trabalho em saúde, sua realidade, dificuldades e potencialidades na atenção à saúde da população brasileira, para a criação de políticas públicas indutoras de valorização do cuidado, da vigilância e promoção da saúde”, define a Dra. Maria Goretti.

Para o presidente do COFEN, a pesquisa levantará dados importantes sobre o mercado para a enfermagem. “Como a

pesquisa irá, dentre outros objetivos, analisar a dinâmica atual do mercado de trabalho, certamente apontará as tendências e perspectivas para a enfermagem no Brasil”, explica.

As duas entidades também visualizam bons frutos que os dados da pesquisa podem gerar. “Com esta pesquisa, as organizações da enfermagem terão dados suficientes para definir prioridades em suas ações e investir no cumprimento integral de suas finalidades, tornando, cada vez mais, a enfermagem preparada e comprometida com uma assistência de qualidade nos serviços de saúde do país”, analisa Dra. Goretti. “Pensando sempre no desenvolvimento da profissão, e considerando os dados coletados na pesquisa, metas poderão ser traçadas no sentido do crescimento e aperfeiçoamento da profissão, seja no âmbito do ensino, da pesquisa ou do exercício profissional, seja no âmbito da legislação e da norma. Com isso, além da categoria, a sociedade só tem a ganhar”, finaliza Dr. Manoel Neri.

Profissionais de enfermagem preencheram o questionário no Pré-Teste

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61º CBEn é palco para consolidação de diálogo entre ABEn e COFEN

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Entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2009, o mais tradicional evento da enfermagem brasileira, o Congresso Brasileiro de Enfermagem da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), em sua 61ª edição, trouxe mais uma vez à pauta importantes discussões de interesse da categoria.

O evento também inovou, ao trazer aos participantes a Primeira Mostra de Experiências de Enfermagem em Saúde da Família. A presidente da ABEn Nacional, Drª Maria Goretti David Lopes, explicou que a iniciativa visava mostrar aos profissionais de enfermagem de todo o país que não estão trabalhando isolados, em municípios distantes. “Existe uma política maior, para que se crie uma rede de colegas que estão fazendo a diferença em comunidades de todo o país, para que se mude o modelo assistencial no país, para que sejam privilegiados os cuidados, a atenção às pessoas e às coletividades.”

Goretti também defendeu, durante o evento, a necessidade de apoio institucional e de reconhecimento da sociedade para o trabalho da enfermagem em saúde coletiva e saúde da família. “A população busca o serviço de saúde e sabe que é o profissional de enfermagem que está na porta de entrada do serviço de saúde. Mas quando requer atenção, ele exige consulta médica”, constata. “É preciso identificar o profissional de enfermagem como resolutivo nos problemas de saúde da família. A sociedade precisa enxergar como categoria que está todo o tempo à

disposição nos serviços de saúde”.

Aproximação entre as entidades Durante a cerimônia de abertura do 61º CBEn, a Dra. Maria Goretti enfatizou a histórica reaproximação entre a ABEn- SP e o COFEN. “O processo é recente. Tivemos coragem,

ousadia, respeito, diálogo, sentados na mesma mesa e olhando nos olhos, para discutirmos. Interagir uns com os outros as responsabilidades, para que se execute uma agenda em prol da enfermagem brasileira”. O Presidente do COFEN, Manoel Carlos Neri, também destacou os benefícios desta reaproximação entre as entidades, lembrando que já existem, inclusive, projetos sendo desenvolvidos em parceria. “Hoje tivemos uma reunião onde estavam presentes ABENs e CORENs. Discutiu-se a respeito da construção de uma aliança nacional de enfermagem para atuação no Brasil e em nível internacional, em torno de projetos importantes para a enfermagem brasileira”.

Durante o 61º CBEn foi lançada a “Carta de Fortaleza”, em que a ABEn Nacional o COFEN e a Federação Na- cional dos Enfermeiros manifestam a intenção de construírem alianças, agindo juntos em prol de projetos que fortaleçam a profissão e o sis- tema público de saúde. Conheça, a seguir, o compromisso firmado pelas três grandes entidades da Enferma- gem em favor da profissão:

O processo de reaproximação entre a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), entidade de caráter científico- cultural, e o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), autarquia fiscalizadora do exercício profissional, foi iniciado em março de 2008. Essa reaproximação possibilitou a construção de uma Agenda Política de Entendimentos, baseada em princípios éticos e democráticos, tendo por

objetivo o fortalecimento das ações das duas organizações, em prol da Enfermagem brasileira, que foi acordada entre a Diretoria da ABEn e a Diretoria do COFEN, em 30 de abril de 2008.

A visita dos conselheiros federais do COFEN à sede da ABEn Nacional, em 23 de setembro de 2009, viabilizou

“Carta de Fortaleza” define agenda política de entendimentos ABEn-COFEN Fonte: COFEN

Presidente da ABEn Nacional, Dra. Maria Goretti David Lopes

Presidente do COFEN, Dr. Manoel Neri, discursa durante a abertura do 61˚ CBEn

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 49

a atualização da Agenda Política de Entendimentos, considerada por todos como sendo decisiva para a transição rumo a uma nova realidade da Enfermagem brasileira, em que o poder de suas organizações seja, de fato, exercido e controlado por uma cidadania ativa, fundamentada nos valores que alicerçam a profissão. Nessa ocasião, foi prevista a realização de uma reunião, a ocorrer durante o 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem, em Fortaleza-CE, envolvendo o Conselho Nacional da Associação Brasileira de Enfermagem (CONABEn) e os Presidentes dos Conselhos Regionais e o Plenário do COFEN.

A reunião foi realizada no dia 5 de dezembro de 2009, durante a qual foram destacadas as realizações do COFEN e da ABEn na construção desse entendimento. O COFEN acompanhou o pleito eleitoral no âmbito dos Conselhos Regionais e interveio, sempre que necessário, na licitude do processo; aprovou novo Código Eleitoral dos Conselhos de Enfermagem (Resolução COFEN nº 355/2009), que estabelece as normas gerais para as eleições destinadas à composição dos plenários dos Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem; aprovou nova regulamentação sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem (Resolução COFEN nº 358/2009, que revoga a Resolução COFEN Nº 272/2002), elaborada por meio de trabalho conjunto entre representantes do COFEN e da ABEn, Gestão 2007- 2010; criou condições para a retomada da pesquisa “Perfil da Enfermagem no Brasil”, com a participação efetiva da ABEn; reconheceu a luta pela jornada de trinta horas semanais para os trabalhadores de Enfermagem como sendo da competência conjunta da ABEn, COFEN e Federação Nacional dos Enfermeiros - FNE; prestou esclarecimentos à Enfermagem mundial, na reunião do Conselho de Representantes Nacionais, do Conselho Internacional de Enfermeiras (CIE), em Durban, África do Sul, sobre o processo que resultou na substituição da ABEn pelo COFEN junto a esse Conselho; manteve transparência nas ações realizadas pela autarquia; reformulou as Câmaras Técnicas do COFEN e sua composição; reativou o projeto de criação do Museu Nacional da Enfermagem Anna Nery, convidando a ABEn como parceira dessa ação. Por seu turno, a ABEn tem acompanhado e testemunhado o processo de resgate da credibilidade do sistema COFEN/ CORENs; manteve reuniões periódicas conjuntas (ABEn- COFEN), para avaliação do cumprimento do estabelecido na Agenda Política de Entendimentos; garantiu apoio à atual Direção do COFEN, respeitando o acordado entre as duas organizações; e insistiu no pedido de abertura de Processo Ético contra os enfermeiros envolvidos na Operação Predador, já condenados em primeira instância, Sentença no 2005.51.01.503399-1 21000 – Ações Penais, 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Tendo em vista os avanços já alcançados, a ABEn e o COFEN manifestam disposição para, juntos:

1 - Criar a Aliança Nacional das Organizações da Enfermagem, baseada em princípios éticos e democráticos que promovam o fortalecimento nacional e internacional da Enfermagem brasileira, respeitadas a natureza e as competências das organizações que a irão compor;

2 - Estimular as organizações da Enfermagem nos diferentes estados do país a aderir à Aliança Nacional das

Organizações da Enfermagem;

3 - Continuar apreciando propostas de interesse para o desenvolvimento da profissão, nos campos do trabalho, educação, pesquisa e assistência de enfermagem;

4 - Executar a Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil;

5 - Consolidar a implantação do Museu Nacional da Enfermagem Anna Nery;

6 - Acompanhar e produzir dados sobre a situação e tendências na formação e na inserção, no mercado de trabalho, das diferentes categorias profissionais;

7 - Propor estratégias para o enfrentamento da precarização do trabalho da Enfermagem;

8 - Elaborar um posicionamento consensual sobre o Projeto de Lei 7.703/2006, que regulamenta o exercício da Medicina no país;

9 - Manter grupo de trabalho, constituído por representantes das duas organizações, para estudar e emitir parecer sobre atualização da Lei do Exercício Profissional e de outras normas legais da profissão, à luz dos princípios da Constituição brasileira;

10 - Aproximar as Câmaras Técnicas do COFEN e as Diretorias da ABEn, e promover reuniões periódicas entre elas;

11 - Construir um movimento em defesa da qualidade da formação dos profissionais da Enfermagem, com elaboração de uma agenda propositiva a ser apreciada no 12º SENADEn, em São Paulo-SP;

12 - Reavaliar a competência legal da Resolução do COFEN que regulamenta estágio supervisionado e atualizar as normas que dispõem sobre registro de título de especialista;

13 - Elaborar um posicionamento consensual sobre a composição da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional de Saúde, para apresentação ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação;

14 - Criar um amplo movimento político das organizações da Enfermagem brasileira, com mobilização da sociedade, para agilizar o julgamento dos envolvidos no assassinato dos enfermeiros Edma Rodrigues Valadão e Marcos Otávio Valadão;

15 - Desenvolver eventos científicos convergentes, no âmbito local, regional e nacional;

16 - Estimular profissionais comprometidos com a Saúde e a Enfermagem para participar de pleitos eleitorais representando, no parlamento, o segmento da Saúde / Enfermagem;

17 - Continuar garantindo à comunidade de Enfermagem a transparência dos fatos, encontros, negociações e acordos firmados entre as duas organizações.

Fortaleza, 5 de dezembro de 2009

Maria Goretti David Lopes Presidente da ABEn

Manoel Carlos Neri da Silva Presidente do COFEN

50 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

No último dia 9 de novembro, o Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem (CAPE) recebeu o I Encontro dos Conselhos Profissionais da Área da Saúde do Estado de São Paulo. O encontro fez parte do calendário do Fórum dos Conselhos Atividade Fim da Área da Saúde, o FCAFS.

Durante o encontro, o presidente do COREN-SP, Dr. Cláudio Alves Porto, ministrou palestra sobre a importância, responsabilidade e função dos conselhos profissionais junto à sociedade. Claudio Porto usou o exemplo do COREN e do CAPE para reforçar o seu ponto de que os conselhos podem e devem ter como prioridade a prevenção de erros – através do aprimoramento profissional –, e não apenas a punição. “Quando apenas se pune o profissional, os erros se repetem nas mãos de outro, pois o problema muitas vezes não está no profissional em si, mas na má qualidade da formação que ele recebeu. Por outro lado, se investimos no aprimoramento técnico destes profissionais, atacamos o mal pela raiz, de forma que se diminui a chance destes mesmos erros se repetirem”, defendeu.

O evento também marcou a posse da nova gestão eleita do FCAFS e, pela primeira vez, quem assumiu a coordenação do Fórum foi a enfermagem, através da enfermeira Dra. Andrea Porto da Cruz, conselheira efetiva do COREN-SP. “Sem dúvida, isto significa uma maior representatividade política da enfermagem e das profissões da saúde, tanto em São Paulo quanto em Brasília, pois o Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde também tem a enfermagem na coordenação, através da Dra. Ivone Martini, do COFEN”, explicou a enfermeira.

Criado há 10 anos, o FCAFS é formado por 14 conselhos profissionais da área da saúde que se reúnem para discutir questões que envolvam a sociedade e os profissionais representados por estes conselhos. O objetivo é sempre que os conselhos cheguem num consenso, ou o mais próximo disso, em busca de uma representatividade política mais forte e uniforme.

O FCAFS vem realizando reuniões mensais, onde são discutidas questões importantes da área da saúde, como a qualidade do ensino, as anuidades dos conselhos e o projeto de lei do Ato Médico.

Enfermagem assume a coordenação do Fórum dos Conselhos Regionais

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Dra. Andrea Porto apresenta os projetos de sua gestão para o FCAFS

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 51

Aula inaugural do TecSaúde discute competências profissionais

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Uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), o programa TecSaúde já é uma realidade. A cerimônia que marcou a aula inaugural aconteceu no dia 23 de novembro de 2009, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

O evento contou com a presença de figuras importantes da política e também da enfermagem, como o governador José Serra, o secretário da Gestão Pública, Sidney Beraldo, o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas, o secretário executivo da Fundap, Geraldo Biazoto, e o presidente do COREN-SP, Cláudio Porto.

A aula inaugural foi ministrada pelo conselheiro do CNE – Conselho Nacional de Educação, Prof. Francisco Aparecido Cordão. O professor falou sobre o desafio do desenvolvimento de competências profissionais. Segundo ele, não é a obtenção do diploma ou certificado que garante o pleno exercício profissional. Este vem através da competência profissional, que ele define como “a capacidade de articular, mobilizar e colocar em ação conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções para responder aos desafios do dia a dia da vida profissional de maneira eficiente e eficaz”.

O conselheiro do CNE também destacou a necessidade de se manter atualizado profissionalmente, através da educação permanente. Ele defende que o aprendizado profissional deve ser visto como educação. “Educação profissional não é treinamento operacional. Educação profissional é educação. Educação para o trabalho. Não basta aprender a fazer – tem que saber por que está fazendo desta maneira e não de outra”, afirmou o professor.

Após a aula do Professor Cordão, Dr. Cláudio Porto anunciou a palavra do governador José Serra. O governador reforçou a importância do TecSaúde, e afirmou que, capacitando os profissionais de enfermagem do nível médio, o Programa vai garantir mais qualidade ao atendimento à saúde em São Paulo. “O bom e o mau hospital se diferenciam não pelos médicos que possui, mas exatamente pelo corpo de enfermagem”, definiu José Serra. Ele relembrou seu

projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Saúde (Profae), que formou 188.423 auxiliares e 74.934 técnicos em enfermagem, na época em que esteve à frente do Ministério da Saúde, e definiu o TecSaúde como o próximo passo na busca da qualidade dos serviços de saúde.

O TecSaúde – Programa de Formação de Profissionais de Nível Técnico para Área de Saúde no Estado de São Paulo tem por objetivo ampliar a formação escolar dos profissionais de saúde, facilitar a entrada deles no mercado de trabalho e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população pela rede pública e privada. Leia a matéria completa sobre o programa na página 39 da edição 83 (novembro de 2009) da Revista Enfermagem.

Professor Francisco Cordão ministrou a primeira aula do TecSaúde

Governador José Serra reforçou a importância da enfermagem para a qualidade da saúde

52 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

CAPE recebe I Encontro Paulista de Auxiliares e Técnicos de EnfermagemN

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A ABRATE (Associação de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Brasil) e a ABEn-SP (Associação Brasileira de Enfermagem - Seção São Paulo), com o apoio do COREN-SP, promoveram, no dia 17 de novembro de 2009, o I Encontro Paulista de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem.

Focado nos profissionais de enfermagem do nível médio, o evento teve como tema central a administração de medicamentos, com o objetivo de atualizar os conhecimentos destes profissionais a respeito do assunto.

Durante todo o dia, foram sete palestras, que abordaram o tema sob o prisma dos aspectos ético- legais, segurança do paciente, aspectos gerais da administração de medicamentos, vias de administração e suas peculiaridades, tecnologias e dispositivos para a administração e cálculo de medicamentos.

‘A presidente da ABRATE, Tânia de Oliveira Ortega, considerou o evento um sucesso e fez um convite: Estamos com uma programação mensal de eventos no

CAPE para os profissionais de nível médio e em 25 de

setembro de 2010 realizaremos o I Simpósio Brasileiro

para Auxiliares e Técnicos de enfermagem da ABRATE.”

Para mais informações sobre os eventos da ABRATE

ou sobre como se associar, ligue para (11) 3223-7261,

acesse www.abrate-br.org.br ou escreva e-mail para

abrate@abrate-br.org.br.

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – COREN-SP assinou em 21 de julho, a Portaria COREN-SP/ DIR/37/2009, que prorroga até o dia 12 de julho de 2010 a validade das Certidões de Inscrição Definitiva, emitidas pelo Conselho, que venceriam em 12 de julho de 2009.

A medida se deu em decorrência de um atraso na confecção do documento de identidade profissional pela Casa da Moeda do Brasil, o que fez com que algumas Certidões de Inscrição Definitiva, com prazo de validade até 12 de julho de 2009, ainda não tivessem sido

substituídas pelas respectivas Cédulas de Identidade.

A decisão foi tomada durante a 711ª Reunião Plenária do COREN-SP, realizada em 21 de julho de 2009. “Todo profissional inscrito definitivamente no Conselho tem o direito de portar documento hábil que comprove a regularidade de sua inscrição”, justificou o presidente do COREN-SP, Claudio Alves Porto.

A Portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo do dia 30 de julho de 2009.

Está disponível no site do COREN-SP a Portaria nº 1.119, que regulamenta a vigilância de óbitos maternos , para todos os eventos, confirmados ou não, independente do local da ocorrência, que deve ser notificada por profissional de saúde designados pelas autoridades de vigilância em saúde.

Esta Portaria e outras leis e normas que regulamentam o exercício da enfermagem e atividades dos profissionais de saúde podem ser encontradas no site www.coren-sp.gov.br

COREN-SP prorroga validade de Certidões de Inscrição Definitiva

Portaria sobre vigilância de óbitos maternos está no site do COREN-SP

Público lota o auditório principal do CAPE durante o encontro

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 53

Tr an

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a

CLAUDIO ALVES PORTO PRESIDENTE

COREN-SP Nº 2286 CPF 727.834.788-20

JOÃO SOARES B SOBRINHO CONTADOR

CRC 1SP080267/O-3 CPF 215.984.798-49

MARCOS LUIS COVRE TESOUREIRO

COREN-SP Nº 41320 CPF 082.164.028-30

Comparativo de receita e despesa orçada com a realizada em novembro/2009

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO COREN-SP CNPJ Nº 44.413.680/0001-40 R e a l i z a d a

Conta RECEITA Orçada No mês No exercicio Diferença 1.0.00.00 RECEITAS CORRENTES 73,600,000.00 + 3,294,209.76 - 62,887,431.51 - 10,712,568.49 + 1.2.00.00 RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES 35,300,000.00 + 963,366.48 - 32,244,341.49 - 3,055,658.51 + 1.2.10.00 CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS 35,300,000.00 + 963,366.48 - 32,244,341.49 - 3,055,658.51 + 1.2.10.01 Anuidades Pessoa Física 35,000,000.00 + 959,293.48 - 32,197,502.86 - 2,802,497.14 + 1.2.10.02 Anuidades Pessoa Jurídica 300,000.00 + 4,073.00 - 46,838.63 - 253,161.37 + 1.3.00.00 RECEITA PATRIMONIAL 3,500,000.00 + 78,429.91 - 2,621,889.02 - 878,110.98 + 1.3.20.00 RECEITA VALORES MOBILIÁRIOS 3,500,000.00 + 78,429.91 - 2,621,889.02 - 878,110.98 + 1.6.00.00 RECEITAS DE SERVIÇOS 13,000,000.00 + 766,052.25 - 10,874,061.54 - 2,125,938.46 + 1.6.10.00 RENDAS DE SERVIÇOS 6,200,000.00 + 328,265.89 - 4,754,453.34 - 1,445,546.66 + 1.6.12.00 RENDAS C/EXPEDIÇÃO CARTEIRAS 6,000,000.00 + 389,115.10 - 5,469,468.21 - 530,531.79 + 1.6.13.00 RENDAS DE EMOLUMENTOS 800,000.00 + 48,671.26 - 650,139.99 - 149,860.01 + 1.9.00.00 OUTRAS RECEITAS CORRENTES 21,800,000.00 + 1,486,361.12 - 17,147,139.46 - 4,652,860.54 + 1.9.10.00 INDENIZAÇÕES E RESTITUIÇÕES 1,000,000.00 + 75,893.64 - 553,402.97 - 446,597.03 + 1.9.40.00 RECEITAS DA DÍVIDA ATIVA 19,500,000.00 + 1,409,301.38 - 16,577,785.39 - 2,922,214.61 + 1.9.40.01 DÍVIDA ATIVA FASE ADMINISTRATIVA 19,500,000.00 + 1,409,301.38 - 16,577,785.39 - 2,922,214.61 + 1.9.90.00 RECEITAS DIVERSAS 1,300,000.00 + 1,166.10 - 15,951.10 - 1,284,048.90 +

2.0.00.00 RECEITAS DE CAPITAL 41,500,000.00 + 0.00 48,360.39 - 41,451,639.61 + 2.2.00.00 ALIENAÇÃO DE BENS 4,500,000.00 + 0.00 48,360.39 - 4,451,639.61 + 2.2.10.00 ALIENAÇÃO DE BENS MÓVEIS 500,000.00 + 0.00 48,360.39 - 451,639.61 + 2.2.20.00 ALIENAÇÃO DE BENS IMÓVEIS 4,000,000.00 + 0.00 0.00 4,000,000.00 + 2.5.00.00 OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL 37,000,000.00 + 0.00 0.00 37,000,000.00 + 2.5.10.00 Outras Rec. De Capital 37,000,000.00 + 0.00 0.00 37,000,000.00 +

T O T A I S 115,100,000.00 + 3,294,209.76 - 62,935,791.90 - 52,164,208.10 +

R e a l i z a d a Conta DESPESA Orçada No mês No exercicio Diferença

3.0.00.00 DESPESAS CORRENTES 84,670,000.00 - 5,023,803.69 + 67,319,033.78 + 17,350,966.22 - 3.1.00.00 DESPESAS DE CUSTEIO 67,160,000.00 - 4,230,199.54 + 52,016,447.12 + 15,143,552.88 - 3.1.10.00 DESPESAS DE PESSOAL 28,850,000.00 - 2,343,636.48 + 24,202,517.57 + 4,647,482.43 - 3.1.10.01 VENCIMENTOS E VANTAGENS 19,100,000.00 - 1,444,630.62 + 15,428,920.05 + 3,671,079.95 - 3.1.10.02 DESPESAS VARIÁVEIS 5,450,000.00 - 519,147.94 + 5,126,505.92 + 323,494.08 - 3.1.10.03 OBRIGAÇÕES PATRONAIS 4,300,000.00 - 379,857.92 + 3,647,091.60 + 652,908.40 - 3.1.20.00 MATERIAL DE CONSUMO 3,120,000.00 - 58,811.65 + 953,148.23 + 2,166,851.77 - 3.1.30.00 SERVIÇOS TERCEIROS E ENCARGOS 700,000.00 - 63,699.20 + 680,743.81 + 19,256.19 - 3.1.32.00 OUTROS SERVIÇOS E ENCARGOS 34,340,000.00 - 1,764,052.21 + 26,165,526.81 + 8,174,473.19 - 3.1.90.00 DIVERSAS DESPESAS DE CUSTEIO 150,000.00 - 0.00 14,510.70 + 135,489.30 - 3.2.00.00 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 17,510,000.00 - 793,604.15 + 15,302,586.66 + 2,207,413.34 - 3.2.10.00 TRANSFERÊNCIAS 16,300,000.00 - 781,219.84 + 14,650,480.90 + 1,649,519.10 - 3.2.11.00 TRANSFERÊNCIAS OPERACIONAIS 1,000,000.00 - 0.00 527,392.00 + 472,608.00 - 3.2.80.00 CONTRIBUIÇÃO AO PASEP 210,000.00 - 12,384.31 + 124,713.76 + 85,286.24 -

4.0.00.00 DESPESAS DE CAPITAL 30,430,000.00 - 5,499,829.90 + 18,489,365.01 + 11,940,634.99 - 4.1.00.00 INVESTIMENTOS 24,420,000.00 - 4,398,829.90 + 14,051,853.37 + 10,368,146.63 - 4.1.10.00 OBRAS E INSTALAÇÕES 18,900,000.00 - 2,752,919.53 + 10,693,324.40 + 8,206,675.60 - 4.1.20.00 EQUIPAMENTOS E MATERIAL 5,520,000.00 - 1,645,910.37 + 3,358,528.97 + 2,161,471.03 - 4.2.00.00 INVERSÕES FINANCEIRAS 6,010,000.00 - 1,101,000.00 + 4,437,511.64 + 1,572,488.36 - 4.2.10.00 AQUISIÇÕES DE IMÓVEIS 6,010,000.00 - 1,101,000.00 + 4,437,511.64 + 1,572,488.36 -

T OT A I S 115,100,000.00 - 10,523,633.59 + 85,808,398.79 + 29,291,601.21 -

54 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

01 de março de 2010 V jornada de Enfermagem em Hemoterapia Realização: Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês Local: IEP – Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês + informações e inscrições: www.hospitalsiriolibanes.org. br/iep

11 e 12 de março de 2010 I Seminário sobre Enfermagem Especializada – Avanços no Cuidar de Feridas Local: Anfiteatro da FMU – Av. Liberdade, 899, Liberdade (próximo ao metrô S. Joaquim) + informações e inscrições: (11) 5081-7718 expansao.eventos@uol.com.br www.expansaoeventos.com.br

12 a 14 de março de 2010 VIII Encontro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do InRad Local: Centro de Convenções Rebouças - Av. Rebolcas, 600, São Paulo / SP + informações: (11) 3284-6680 // imagine@hybrida. com.br // www.hybrida.com.br

29 e 30 de abril de 2010 8º Congresso Nursing Local: Hospital Sirio Libanes - Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista, São Paulo / SP + informações: (11) 4195-0363 // www.nursing.com.br

12 de maio de 2010 Jornada de Imunização Local: Mercure Belo Horizonte Lourdes – Av. do Contorno, 7.315, Lourdes, Belo Horizonte / MG + informações: (11) 4195-0363 www.nursing.com.br/jornada

19 de maio de 2010 Jornada de Imunização Local: Hospital Sirio Libanes - Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, Bela Vista, São Paulo / SP + informações: (11) 4195-0363 www.nursing.com/jornada

21 e 22 de maio de 2010 II Simpósio Internacional de Enfermagem Local: Centro de Convenções Rebouças – Av. Rebouças, 600, São Paulo / SP + informações e inscrições: (11) 3966-0962 // www. marketingsolutions.com.br/simpie

25 a 28 de maio de 2010 1º Fórum de Enfermagem do COREN-SP Local: Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo + informações: www.coren-sp.gov.br

02 de junho de 2010 Jornada de Imunização Local: Mercure Apartments Brasilia Líder - SHN quadra 05, Bloco I, Asa Norte, Brasilia / DF + informações: (11) 4195-0363 www.nursing.com.br/jornada

09 de junho de 2010 Jornada de Imunização Local: Pestana Rio Atlântica - Avenida Atlântica, 2964, Copacabana, Rio de Janeiro / RJ + informações: (11) 4195-0363 // www.nursing.com.br

16 a 19 de junho de 2010 Ganepão 2010 / IV Congresso Brasileiro de Nutrição e Câncer (CBNC) / II International Conference of Nutritional Oncology (ICNO) Local: Centro Fecomércio de Eventos – São Paulo / SP + informações: www.ganepao.com.br

28 a 30 de junho de 2010 VIII Conferência da Rede Global de Centros Colaboradores da Organização Mundial da Saúde para o Desenvolvimento da Enfermagem & Obstetrícia Local: Sheraton WTC - São Paulo / SP + informações: info@primarycareconference.com www.primarycareconference.com/homep.html

28 a 30 de junho de 2010 VII Encontro Nacional de Gerenciamento em Enfermagem Local: Hotel Serra Azul – Gramado / SR + informações: (11) 5081-7718 expansao.eventos@uol.com.br www.expansaoeventos.com.br / www.sobragen.org.br

30 de julho a 1º de agosto de 2010 11º Congresso Mundial de Esterilização / 7° Simpósio Internacional de Esterilização e Controle de Infecção Hospitalar Local: Palácio de Convenções do Anhembi – São Paulo / SP + informações: (11) 3205-1401 / 3205-1402 www.sobecc.org.br

22 a 24 de setembro de 2010 V SIEN - Simpósio Internacional de Enfermagem + informações: (11) 2151 1233, ramal 53450 sien@einstein.br // www.einstein.br/sien

Próximos Eventos

Veja mais eventos na página do COREN-SP na internet. Visite www.coren-sp.gov.br

Ev en

to s

Revista Enfermagem • Fevereiro/2010 | 55

O Programa Portas Abertas oferece palestras gratuitas com especialistas de renome. Se você quer ter mais sucesso na carreira de enfermagem, confira a programação e inscreva-se já.

Vagas limitadas. Mais informações pelo site: www.coren-sp.gov.br

25/02 • SAE • Urgência e emergência

• Desinfecção e esterilização: micobactéria • Saúde pública – Programa saúde da família

• Assistência domicilar – Home care • Liderança

03/03

Paulínia

Capão Bonito

8h30 – 11h30 13h30 – 16h30

8h30 – 11h30 13h30 – 16h30

de 22/01 a 23/02

DataTema CidadeHorário Período

de inscrição

de 01/02 a 02/03

10/03 Santo André 8h30 – 11h30

13h30 – 16h30 de 08/02 a 08/03

• Dimensionamento de pessoal com exercícios práticos

18/03 São Paulo8h30 – 16h30 de 02/03 a 17/03

• NR-32 • Diagnóstico de enfermagem

• Desinfecção e esterilização: micobactéria • Hanseníase

25/03

08/04

Assis 8h30 – 11h30

13h30 – 16h30 de 23/02 a 23/03

Ubatuba 8h30 – 11h30

13h30 – 16h30 de 08/03 a 06/04

• Bomba de infusão com demonstração prática

14/04 São Paulo8h30 – 16h30 de 29/03 a 12/04

• Urgência e emergência • Diagnóstico de enfermagem

29/04 Votuporanga 8h30 – 11h30

13h30 – 16h30 de 22/03 a 27/04

• Ética e legislação • Liderança

10/06 Itanhaém 8h30 – 11h30

13h30 – 16h30 de 10/05 a 08/06

• Urgência e emergência com demonstração prática

17/06 São Paulo8h30 – 16h30 de 31/05 a 14/06

• Assistência domicilar – Home care 23/06 São Paulo8h30 – 16h30 de 04/06 a 21/06

56 | Revista Enfermagem • Fevereiro/2010

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