Roteiro de estudo para Farmacologia, Resumos de Farmácia. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)
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maryane_pess_a7 de junho de 2016

Roteiro de estudo para Farmacologia, Resumos de Farmácia. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)

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ROTEIRO DE FARMACOLOGIA – SEGUNDO SEMESTRE

BIOTRANSFORMAÇÃO (METABOLIZAÇÃO) E EXCREÇÃO

BIOTRANSFORMAÇÃO: Capacidade do corpo transformar um fármaco em determinada formulação numa forma mais hidrossolúvel, capaz de ser excretada.

PRINCIPAIS OBJETIVOS: o processo de biotransformação tem como principal objetivo transformar o metabólito formado mais polar que o original, dessa forma quanto mais polar mais fácil a sua eliminação.

INATIVAÇÃO DE FARMACOS: Maioria das drogas e seus metabólitos são inativados ou transformados em produtos menos ativos: morfina, cloranfenicol, propranolol, etc

ATIVAÇÃO DE FARMACOS INATIVOS: Algumas drogas, chamadas pró-drogas ou pró-fármacos são inativas e necessitam ser metabolizadas para se tornarem ativas. Elas apresentam maior estabilidade, melhor biodisponibilidade, menos efeitos colaterais e menor toxicidade. Ex: Levodopa (dopamina); Alfa-metildopa (metilnoradrenalina); Prednisona (prednisolona); Sulfassalazina (ácido 5-aminossalicílico).

ENZIMAS: MICROSSOMAIS: Ficam na parte lisa do retículo endoplasmático das células.

- NÃO MICROSSOMAIS: Ficam na mitocôndria, lisossomos, citoplasma e no plasma sanguíneo.

- FLORA INTESTINAL: Enzimas presentes na flora intestinal.

CITOCROMO P-450: Grande parte do metabolismo oxidativo das drogas é catalisada pelos citocromos P-450, que constituem uma superfamília de isoformasenzimáticas das proteínas. (CYP1A1 – metaboliza a teofilina; CYP2CP – metaboliza o ibuprofeno, fenitoína, varfarina, etc; CYP2C17 – metaboliza o omeprazol; CYP2E1 – metaboliza o etanol, halotano). As enzimas do citocromo são susceptíveis à indução enzimática. Citocromo P-450 são encontradas principalmente no retículo endoplasmático hepático, porém podem ocorrer também no córtex adrenal, nos rins, na mucosa intestinal, os quais são locais de metabolização de droga.

LOCAIS DE BIOTRANSFORMAÇÃO:Fígado, Rins, Pulmão, Sangue, Intestino, Placenta, Pele e Cérebro. A biotransformação é feita por enzimas que estão dentro do tecido. Quando a droga passa com o sangue por dentro do fígado é o momento que ela sofre a biotransformação.

TIPOS DE REAÇÕES:- Reações de fase 1 ou não sintéticas: Convertem o fármaco original em um metabólito mais polar através de oxidação, redução ou hidrólise ◦ Reações de oxidação, hidrólise, redução

- Reações de fase 2 ou sintéticas: Resultam normalmente em compostos inativos ◦ São representadas por conjugação com ácido glicurônico, acetilação, metilação, conjugação com sulfato, conjugação com glicina, etc.

FATORES QUE INTERFEREM NA BIOTRANSFORMAÇÃO: - Fatores Intrínsecos: Constitucionais: Sexo, idade, peso, raça, espécies, fatores genéticos, ritmo cardíaco. Condicionais: Patologias, estanho nutricional, psicológicos, hipertermia. - Fatores extrínsecos: Temperatura, luminosidade, tensão de oxigênio, habitat, sazonalidade, umidade. - Interferência de fármacos: Indução e Inibição enzimática

INDUÇÃO ENZIMÁTICA: Aumenta a velocidade de biotransformação hepática da droga; - Aumenta a velocidade de produção dos metabólitos;

- Diminui a meia-vida sérica da droga; - Diminui as concentrações séricas da droga livre e total; - Diminui os efeitos farmacológicos; - Drogas indutoras: analgésicos, anticonvulsivantes, hipoglicemiantes orais, sedativos, álcool (uso crônico) e tranquilizantes.

INIBIÇÃO ENZIMÁTICA: Diminui a velocidade de produção de metabólitos; - Diminui a depuração total; - Aumenta a meia-vida da droga no soro - Aumenta os efeitos farmacológicos

- Inibidores da biotransformação de drogas: exposição aguda ao etanol, cloranfenicol, cimetidina, dissulfiram, propoxifeno, metronidazol, etc. - Dentre as numerosas enzimas que sofrem interferência de inibidores, assumem especial importância as: Colinesterases, Monoaminoxidase (MAO), Aldeído desidrogenase, Álcool desidrogenase, Citocromo P450 (CYP OU P450).

MONOAMINOXIDASE (MAO): A função da MAO é degradar monoaminas evitando assim que se acumulem (no caso de monoaminas endógenas) ou que gerem efeitos indesejáveis (no caso de monoaminas exógenas). O processo pelo qual a MAO degrada monoaminas é conhecido por deaminação oxidativa que gera como produtos aldeídos e íon amônio.

EFEITOS DE PRIMEIRA PASSAGEM: A biotransformação de alguns fármacos pode ser influenciada pela via de administração. Fármacos administrados por via oral ganham acesso à circulação sistêmica quase sempre pelo sistema porta hepático - primeiro apresentador do fármaco ao fígado. Se este fármaco está sujeito a uma elevada depuração hepática (é rapidamente metabolizado pelo fígado). Os efeitos de primeira passagem também podem ocasionar uma perda significativa na biodisponibilidade do fármaco. O próprio trato gastrintestinal pode também proporcionar a biotransformação de fármacos ao colocá-lo em contato com enzimas.

EXCREÇÃO : A excreção de drogas pode ser através do Leite materno, renal, por sudorese, fecal, pulmonar e lacrimal. EXCREÇÃO RENAL: As drogas são, na sua maior parte, removidas do corpo através da urina, na forma inalterada ou como metabólitos polares (ionizados). As substâncias lipofílicas (apolares) não são eliminadas suficientemente pelo rim. Filtração: Para uma droga ser filtrada tem que ter: - Baixo peso molecular - Não pode estar ligada a proteína plasmáticaA eficácia de uma droga é afetada pelo grau em que ela se liga a proteínas no plasma sanguíneo. Quanto menos ligante a droga for, mais eficientemente ela pode transpor as membranas celular ou se difundir. As proteínas em que as drogas mais se ligam são a albumina, lipoproteína, glicoproteína e globulinas α, ß‚ e γ. É a fração não-ligada (ou livre) que exibe efeitos farmacológicos. É também a fração que pode ser metabolizada e/ou excretada. Reabsorção: Saída da droga do túbulo e a volta para a corrente sanguínea. Quando ela é reabsorvida não é excretada. Fatores que interferem: pH do túbulo renal; Caráter da droga; Grau de ionização; Polaridade; Lipossolubilidade.

EXCREÇÃO ATRAVÉS DO LEITE: A maioria das drogas passa para o leite materno, mas em pequenas quantidades; e mesmo quando presentes no leite, as drogas poderão ou não ser absorvidas no trato gastrointestinal do lactente.

FARMACOLOGIA DA DOR E INFLAMAÇÃO

INFLAMAÇÃO: Reação complexa a vários agentes nocivos, que consiste de respostas vasculares, migração e ativação de leucócitos e reações sistêmicas. É um mecanismo de defesa, cujo objetivo final é a eliminação da causa inicial da lesão celular e de suas consequências.

Porém, pode interferir seriamente na função do órgão acometido, levando a uma condição mais ameaçadora que a agressão inicial.

CAUSAS DA INFLAMAÇÃO: Endógenas: derivadas de degenerações ou necroses tissulares - derivadas de alterações na resposta imunológica. Exógenas:- Agentes Físicos: Calor e frio; eletricidade; radiações; sons; traumas mecânicos e atritos

- Agentes Químicos - Inorgânicos: Ácidos, bases, metais pesados, etc... - Orgânicos: Exo e endotoxinas bacterianas, micotoxinas, venenos vegetais e animais.-Biológicos - Infecciosos: Vírus, bactérias, fungos e protozoários - Parasitários: Helmintos e artrópodes (aranhas e escorpiões).

SINAIS CARDINAIS DA INFLAMAÇÃO: Rubor (eritema), Calor (temperatura elevada), Tumor (edema), Dor (algia), Perda de função da área inflamada.

PROSTAGLANDINAS: Ácidos graxos, que agem como hormônios locais, responsáveis por uma série de funções patológicas e fisiológicas, entre elas a transmissão da dor. Causam maior permeabilidade capilar e realizam a quimiotaxia (atração de células como macrófagos especializadas na fagocitose de bactérias e de restos celulares resultantes durante o processo inflamatório).

INFLAMAÇÃO AGUDA: É resposta imediata e precoce a um agente nocivo, encarregada de levar mediadores da defesa do hospedeiro ao local da lesão. Possui evolução rápida e duração curta. Sinais cardinais mais evidentes: (edema); Leucócitos (neutrófilos).

INFLAMAÇÃO CRÔNICA: A inflamação crônica é considerada uma inflamação prolongada na qual há inflamação ativa, destruição tecidual e tentativa de reparar os danos que ocorrem

A inflamação crônica pode ser: uma continuação de uma inflamação aguda ou ma reação pouco intensa, geralmente assintomática. Sua evolução é lenta e sua duração é prolongada; Sintomatologia imprecisa (alteração de função); Linfócitos e de macrófagos; Causa destruição tecidual e fibrose.

ANTI-INFLAMATÓRIOS: Drogas capazes de diminuir o processo de defesa do organismo de modo a minimizar o dano (agressão por parte dos próprios tecidos frente ao agente injuriante) e dando maior conforto ao paciente. Podem ser de natureza hormonal (AIES), ou não- hormonal (AINES).

AINES: Os AINES possuem atividades Anti-inflamatórias (modificação da reação inflamatória), Analgésicas (redução de certos tipos de dor, especialmente a inflamatória); Antipiréticas (redução da temperatura corporal patológica) e Antitrombótica.

Mecanismo de ação dos AINES: Inibição periférica e central da atividade da enzima cicloxigenase (COX-1 e COX-2) e subsequente diminuição da biosíntese e liberação dos mediadores da inflamação, dor e febre (prostaglandinas).

COX-1: manutenção de tecidos lesados, agregação plaquetária e proteção da parede do estômago contra acidez excessiva.

COX-2: responde a agressão através de dor, edema e febre.

- O bloqueio total da atividade das duas enzimas pode trazer sérias consequências ao organismo (efeitos nefrotóxicos, problemas intestinais e úlceras), tanto que muitos anti-inflamatórios devem ser ingeridos após as refeições.

MECANISMO DA AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA: Bloqueio da formação de Prostaglandinas por inibição da COX.

- Inibição da liberação de histamina

- Diminuição da migração de PMN( neutrófilos polimorfonucleares) e monócitos.

INIBIDORES NÃO-SELETIVOS DA COX: Inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2, os fármacos a seguir: - Ácido acetilsalicílico (AAS) - Aspirina® - Bayer (analgésico/antipirético): Deve ser usado com cautela pois pode causar broncoespasmo, dificultando a respiração. (pacientes asmáticos) e contribuir para o acúmulo de ácido úrico nas articulações, pois inibe sua excreção (pacientes com artrite gotosa); Síndrome de Reye em crianças - Ácido mefenâmico - Pontin® - Sandoz; - Diclofenaco de Potássio - Cataflam® - Novartis; - Diclofenaco de Sódio - Voltaren® - Novartis: Em estudos, o diclofenaco foi o segundo fármaco mais associado com risco de acidente vascular cerebral e de morte cardiovascular, apresentando baixa segurança. - Ibuprofeno - Advil® – Wyeth consumer (Pfizer). Entre os anti-inflamatórios não-esteroides, ibuprofeno apresenta o menor risco gastrintestinal e é recomendado como representante de primeira escolha.

INIBIDORES SELETIVOS DA COX-2: Derivado da sulfonanilida-Nimesulida – Cimelide: Estudo na Índia advertiu que a nimesulida não deve ser utilizada como fármaco de escolha principalmente em crianças, devido aos seus efeitos adversos e principalmente os hepatotóxicos. É um analgésico, antipirético e anti-inflamatório não-esteroide não aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) e suspenso na Espanha e Finlândia

- Derivado do ácido indolacético: - Flancox® -Apsen

-Coxibes:Celecoxib: Celebra® - Pfizer; Rofecoxib: Vioxx® - Merck Sharp (retirado do mercado). O fabricante do Rofecoxib (Vioxx) retirou do mercado este medicamento devido à incidência de efeitos adversos tromboembólicos graves: Infarto agudo do miocárdio e AVC isquêmico.

EFEITOS DA INIBIÇÃO SELETIVA DA COX-2: A inibição da síntese da prostaciclina (provocada por estes inibidores da COX-2) pode levar ao aumento da pressão arterial e a aceleração da aterogênese (devido a ação do tromboxano que tem a produção estimulada enzima COX-1 e que não é inibida pelo coxibe).

Recomenda-se cautela com o uso dos demais fármacos deste grupo, pois estes problemas surgem provavelmente após vários meses de uso continuado. Há fortes evidências de que os coxibes apresentam eventos adversos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, hipertensão e insuficiência cardíaca, com indícios de serem cardiotóxicos dose-dependente.

VANTAGENS DO USO DOS AINES SELETIVOS: A maior vantagem do uso dos AINES seletivos é a baixa possibilidade de irritação de mucosa gástrica:

- Eles não inibem substancialmente a COX-1 que originará a PGE2 (faz a proteção gástrica), como ocorre nos não seletivos.

PARACETAMOL – ACETAMINOFEN – TYLENOL: É um antiperético e analgésico, além de agente de primeira escolha, por sua eficácia e maior segurança nas doses recomendadas. É preferível para pacientes com possibilidade de efeitos adversos de salicilatos e em crianças com infecções virais. Pode ser prescrito a crianças, grávidas e idosos. Em grávidas, é o analgésico não-opioide mais indicado, por não acarretar efeitos indesejáveis ao lactente.

AINES E ANTISSECRETORES: É comum prescrições de AINES associados a inibidores da bomba de prótons (omeprazol, esomepra- zol, lansoprazol) ou anti-H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina) a fim de reduzir a secreção gástrica ácida.

PRINCIPAIS ESTÍMULOS QUE ATUAM SOBRE AS CÉLULAS PARIETAIS:

- Gastrina: Estimula a secreção de ácido pelas células parietais; Tumores raros de células secretoras de gastrina, GASTRINOMAS (Síndrome de Zollinger-Ellison).

- Acetilcolina: Liberada por neurônios e estimula receptores muscarínicos específicos presentes nas células parietais e nas células que contêm histamina.

- Histamina: As células parietais são estimuladas pela histamina, que provém dos mastócitos, que atua sobre receptores H2. Estes receptores respondem a quantidades inferiores à concentração limiar que atua sobre os receptores H2 nos vasos.

- Prostaglandinas E2 e I2

TERAPÊUTICA UTILIZADA PARA INIBIR OU NEUTRALIZAR A SECREÇÃO DE ÁCIDO GÁSTRICO:

- Antagonistas dos receptores H2

- Inibidores da Bomba de Prótons

- Antiácidos

ANTISSECRETORES: Reduzem a secreção de acido gástrico bloqueando os receptores de histamina H2 (ranitidina); Inibem a bomba de prótons (omeprazol);Tem ação direta nas células parietais – análogo da prostaglandina E1 (misoprostol). Antissecretores podem mascarar sintomas de câncer gástrico (usar com cautela).

ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES H2: Inibem competitivamente as ações de histamina em todos os receptores H2 Inibem a secreção ácida estimulada pela histamina e pela gastrina e reduzem a secreção ácida estimulada pela ACh Podem ocorrer recidivas quando suspende o tratamento. Ex: cimetidina, ranitidina e famotidina.

INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTONS:São medicamentos antissecretores de ácido clorídrico indicados em: Úlcera péptica associada a Helicobacter pylori ; Uso continuado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e ácido acetilsalicílico, Dispepsia não associada à úlcera, Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), Esofagite de refluxo, além de participarem dos esquemas de erradicação de H. pylori.. Acumula-se preferencialmente em áreas de pH muito baixo, nos canalículos secretórios das células parietais gástricas – efeito específico sobre essas células Omeprazol, lansoprazol, esomeprazol, rabeprazol e pantoprazol.

Profenid Protect: Contém dois ingredientes ativos chamados cetoprofeno e omeprazol. Cetoprofeno é um anti- inflamatório não esteroidal (AINE) e o omeprazol é um medicamento que reduz a quantidade de ácido produzido no estômago.

Omeprazol: É especialmente indicado em casos refratários a tratamento com anti-H2 e para pacientes com sintomas mais graves. Apresenta eficácia definida para diminuir os sintomas e

acelerar a cicatrização de úlcera, gástrica ou duodenal, sendo considerado mais eficaz que cimetidina ou ranitidina

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