Sebenta projecto instrumentação, Manual de Medição Eletrônica e Instrumentação. Instituto Politécnico de Lisboa
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plisdi20 de Abril de 2016

Sebenta projecto instrumentação, Manual de Medição Eletrônica e Instrumentação. Instituto Politécnico de Lisboa

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João Catarino

PROJECTO

DE

INSTRUMENTAÇÃO

Setúbal, 2004

PROJECTO DE INSTRUMENTAÇÃO

João Catarino

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE SETÚBAL

Fevereiro de 2004

ÍNDICE RESUMIDO

Pág.

1. Projecto de Engenharia 1 2. Projecto de Instrumentação 5 3. Especificação de Instrumentos 11 4. Process Hook’up ou standard de montagem 23 5. Desenhos eléctricos 43 6. Localização de instrumentos e caixas 61 7. Painéis de controlo 73 8. Execução de uma obra de instrumentação 75

ANEXO I – CADERNO DE ENCARGOS DE PROJECTO 79 ANEXO II – SIMBOLOGIA ISA 89 ANEXO III – 1. ÍNDICE DE PROTECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

2. INSTRUMENTAÇÃO INTRINSECAMENTE SEGURA 101

ANEXO IV – FIGURAS EM DIMENSÃO A4 123 ANEXO V – CABOS ELÉCTRICOS 139 ANEXO VI – CADERNO DE ENCARGOS DA OBRA 165

Bibliografia 181

i

ÍNDICE

1. Projecto de Engenharia 1 1.1. Introdução 1 1.1.1. Estudo de viabilidade 1 1.1.2. Decisão 1 1.1.3. Engenharia Básica 2 1.1.4. Projecto de Detalhe 3 1.1.5. Construção (Montagem) 3 1.1.6. Testes de Funcionamento 3 2. Projecto de Instrumentação 5 2.1. Fases de um Projecto 5 2.2. Documentos e Desenhos que Constituem um Projecto de Instrumentação 6 2.2.1. Planeamento 7 2.2.2. Lista de instrumentos 7 2.2.3. Dados do Processo 8 3. Especificação de Instrumentos 11 3.1. Introdução 11 3.2. Especificação de um Receptor de acordo com a ISA 11 3.3. Especificação de um Transmissor de acordo com a ISA 15 3.4. Especificação de um Orifício 17 3.5. Especificação de termopares, termo-resistências e termistores 20 3.6. Especificação de um transmissor de temperatura 21 3.7. Configuração do sistema DCS 21 4.Process Hook’up ou standard de montagem 23 4.1. Introdução 23 4.2. Materiais das linhas de impulso 24 4.2.1. Tubos 24 4.2.2. Acessórios roscados e para soldar 26 4.2.3. Acessórios por compressão ou aperto (Tipo Ermeto) 27 4.2.4. Tubos de aço Tipo “Ermeto” 30 4.2.5. Casquilho ou Nipple 30 4.3. Bloco de válvulas ou “valve manifold” 31 4.4. Standards de montagem para manómetros e transmissores de pressão 32 4.4.1. Process Hook’up para Manometros 34 4.4.2. Process Hook’up de Transmissor de Pressão 35 4.5. Standards de montagem usados com diversos tipos de fluídos 36 4.5.1. Líquidos limpos com transmissor abaixo da linha 36 4.5.2. Líquidos limpos com transmissor acima da linha 36 4.5.3. Caudal de gás transmissor acima 37 4.5.4. Caudal de gás transmissor abaixo 37 4.5.5. Caudal de vapor ou de gás condensável 37 4.5.6. Montagens especiais 38 4.6. Instalação de sensores de temperatura 40 4.6.1. Introdução 40 4.6.2. Ligação roscada 40 4.6.3. Ligação soldada 41 4.6.4. Ligação flangeada 41 4.6.5. Ligação por aperto 42 4.6.6. Ligação colada 42

ii

5. Desenhos eléctricos 43 5.1. Alimentação de um transmissor a dois fios 43 5.2. Elementos constantes dos desenhos eléctricos 44 5.2.1. Configuração do “loop” 44 5.2.2. Caixas de junção 45 5.2.3. Esquema eléctrico (loop diagram) 46 5.3. Lista de cabos eléctricos 48 5.4. Quadros eléctricos de instrumentação 48 5.4.1. Unidades estáticas de alimentação de energia sem interrupção (UPS) 49 5.5. Quadros eléctricos de fm – automação 53 5.6. Contactos Eléctricos (Interruptores) 55 5.6.1. Poder de corte ( Electrical Rating) 56 5.7. Sistemas de alarme 56 5.7.1. Introdução 56 5.7.2. Sistemas de alarme dedicados 57 5.7.3. Método de operação 57 5.7.4. Sistema de alarme com relés 58 5.7.5. Especificação do anunciador de alarmes 59 6. Localização de instrumentos e caixas 61 6.1. Desenho de localização de instrumentos e linhas de ar 61 6.2. Desenho dos caminhos de cabos eléctricos 62 6.3. Ar comprimido para instrumentação 64 6.3.1. Introdução 64 6.3.2. Qualidade do ar de instrumentação 64 6.3.3. Redes de distribuição de ar comprimido 65 6.3.4. Alimentação individual de ar aos instrumentos 67 6.3.5. Desenho “Instrument Air Hook’up” 68 6.3.6. Tubagens de transmissão de sinais 71 7. Painéis de controlo 73 7.1. Introdução 73 7.2. Configuração dos painéis de controlo 73 7.2.1. Projecto dos painéis de controlo 74 8. Execução de uma obra de instrumentação 75 8.1. Introdução 75 8.2. Orçamentação da obra 75 8.2.1. Cálculo da mão de obra 75 8.2.2. Custo dos materiais 77 8.3. Planeamento Tipo de uma Instalação de Instrumentação (Obra) 77 8.3.1. Qualificação do pessoal e tarefas 77 ANEXO I – CADERNO DE ENCARGOS DE PROJECTO 1. Condições do local 79 1.1. Localização da instalação 79 1.2. Elementos do local da instalação 79 1.3. Serviços na instalação 79 2. Instrumentação de campo 80 2.1. Geral 80 2.2. Elementos Primários 80 2.3. Elementos Transmissores 84 2.4. Elementos Finais 85 2.5. Analisadores 86 3. Equipamento do painel de controlo 87 3.1. Indicadores e Registadores 87 3.2. Alarmes de Painel 87 4. Arquitectura do sistema de controlo 87 5. Unidades e escalas 87

iii

5.1. Unidades Recomendadas 87 6. Cabos eléctricos 87 6.1. Cabos de força para baixa tensão 88 6.2. Cabos de comandos 88 6.3. Cabos para instrumentos 88 ANEXO II – SIMBOLOGIA ISA 1.Simbologia ISA 89 1.1. Introdução - Linhas de sinal e de processo 89 1.2. Simbologia de Instrumentação 90 1.3. Outros Símbolos 95 1.4. Algumas Nomenclaturas 97 1.5. Abreviaturas Usadas em Instrumentação 97 1.6. Exemplos de P&I 98 1.7. Nomenclatura de fluídos e matérias primas 1 00 ANEXO III – 1. ÍNDICE DE PROTECÇÃO DOS EQUIPAMENTOS 2.INSTRUMENTAÇÃO INTRINSECAMENTE SEGURA 1. Índice de protecção dos equipamentos 101 1.1. Introdução 101 1.2. Significado dos algarismos que constituem o índice de protecção 102 2. Instrumentação intrinsecamente segura 103 2.1. Introdução 103 2.2. Ignição dos materiais 103 2.3. Classificação das zonas perigosas 105 2.4. Classificação da aparelhagem 105 2.5. Classes de temperatura 105 2.6. Métodos de protecção 106 2.7. Segurança intrínseca 107 2.8. Classificação dos dispositivos de segurança intrínseca 111 2.9. Categoria dos aparelhos eléctricos 113 2.10. Barreiras de segurança 113 2.11. Sistemas de segurança intrínseca 114 2.12. Cabos eléctricos 115 2.13. Análise de casos de segurança intrínseca 117 2.14. Diagramas eléctricos de segurança intrínseca 119 2.15. Especificação de cabos eléctricos 120 2.16. Pormenores da segurança aumentada 121 2.17. Instalação manutenção e reparação de barreiras de protecção 121 ANEXO IV – FIGURAS EM A4 123 a 137 ANEXO V – CABOS ELÉCTRICOS 1. Cabos eléctricos 139 1.1. Definições 139 1.2. Simbologia – Formação da Designação Simbólica 139 1.3. Cabos Mais Utilizados em Energia 141 2. Cabos eléctricos usados em instrumentação 142 2.1. Material dos Condutores 142 2.2. Formação e Resistência Eléctrica dos Condutores 142 2.3. Cabos Eléctricos Usados com Termopares 143 2.4. Isolamento dos Condutores 144 2.5. Identificação dos Condutores dos Cabos 144 2.6. Formação do Núcleo do Cabo 145 2.7. Blindagens Metálicas 145 3. Métodos de Redução das Interferências Eléctricas nos Circuitos de Instrumentação148 3.1. Tipos de Interferências 148 3.2. Revestimentos Metálicos 151 3.3. Armaduras Metálicas 151 3.4. Protecções Internas não Metálicas (Revestimentos) 152

iv

3.5. Cobertura exterior não metálica 153 3.6. Comportamento dos cabos eléctricos perante o fogo 153 3.7. Instalações de Cabos Eléctricos de Instrumentação 153 4. Alguns cabos eléctricos usados em instrumentação 155 5. Especificação de cabos eléctricos 163 6. Calibres de fios ingleses e americanos 164 ANEXO VI – CADERNO DE ENCARGOS DA OBRA PARTE I: INTRODUÇÃO 1. Obectivo 165 1.1 Disposições Gerais 165 PARTE II: CONDIÇÕES TÉCNICAS 1.Âmbito dos Trabalhos 166 2.Disposições Gerais 166 3.Responsabilidades do Adjudicatário 166 3.1. Requisitos Gerais 166 3.2. Descrição Detalhada dos Trabalhos 167 3.2.1. Recepção 167 3.2.2. Identificação 167 3.2.3. Armazenamento 167 3.2.4. Configuração e Calibração 168 3.2.5. Instalação 168 3.2.6. Teste de Linhas 170 3.2.7. Inspecção 170 3.2.8. Testes e Comissionamento 171 3.2.9. Assistência ao Arranque 171 3.2.10. Garantia 171 4. Extensão dos Fornecimentos 172 4.1. Responsabilidades do Adjudicatário 172 4.2. Responsabilidade do Adjudicante 173 5.Documentos e Protocolo 173 5.1. Documentos 173 5.2. Protocolo 174 5.3. Recepção da Obra 174 PARTE III: CONDIÇÕES COMERCIAIS 1.Preços 175 2.Prazos 175 3. Facturação 175 PARTE IV: CONDIÇÕES JURÍDICO- ADMINISTRATIVAS 1.Disposições Gerais 177 2.Prémios e Penalizações 180 3. Incumprimento 180 BIBLIOGRAFIA 181

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SIGLAS ANSI – American National Standards Institute API – American Petroleum Institute ASME – American Society of Mechanical Engineers ASTM - American Society for Testing and Materials ISA – The Instrumentation Systems, and Automation Society (ex Instrument Society of America) ISO – International Standards Organization NEMA – National Electrical Manufactures Association

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1. PROJECTO DE ENGENHARIA

1 – Projecto de Engenharia

1

1. PROJECTO DE ENGENHARIA

1.1. INTRODUÇÃO A construção de uma fábrica envolve um conjunto de actividades pluridisciplinares necessitando de especialistas de engenharia tais como:

- Química e processos - Mecânica

Estruturas Piping

- Civil - Electricidade - Instrumentação - Produção

etc. Estes especialistas terão que desenvolver um conjunto de estudos, que permitam decidir da viabilidade de construção dessa unidade fabril. Um plano de construção de uma fábrica com todas as actividades, mostra-se em diagrama de blocos na figura 1.1.

1.1.1. Estudo de viabilidade No estudo de viabilidade serão analisados e avaliados os factores seguintes: Custos No estudo dos custos, efectuados por economistas, estão incluídos todos os factores que contribuem para o custo final do produto acabado, tais como: Matérias primas, transportes, construção, custos de produção, salários, custo do capital etc. Estudo da tecnologia envolvida

- A tecnologia é conhecida ou não (riscos) - Desenvolvimento de novas tecnologias - Vantagens e desvantagens deste processo particular - Licenças etc.

Estudo do impacto ambiental Fundamentalmente a poluição, efluentes, ruídos, cheiros, radiações e influência negativa na sociedade durante o funcionamento normal e anormal.

1.1.2. Decisão Baseado nos estudos anteriores e outros, é tomada a decisão (por vezes também política) de construir ou não.

1 – Projecto de Engenharia

2

1.1.3. Engenharia Básica Nesta fase é desenvolvida uma configuração básica do processo, baseada nos seguintes pontos:

- Verificação das condições do projecto - Entrada e saída de matérias primas, e de energia - Métodos de operação, segurança e controlo - Plantas de implantação e estrutura básica das especificações - Diagrama do processo - P & I - Layout fabril - Utilidades, electricidade, água, vapor - Especificação básica dos equipamentos principais ( bombas, compressores,

ventiladores, aquecedores, permutadores de calor, colunas etc. ) - Especificação básica da tubagem (materiais, trajectos etc. ) - Especificação básica dos sistemas de electricidade e instrumentação

Estudo de Viabilidade Decisão de Construção Engenharia Básica

Depósitos, colunas, tanques Equipamentos Tubagem Bombas, compressores etc. Electricidade Instrumentação Civil

Projecto de

Detalhe

Diversos

Aquisições e Fabricação

Terraplanagens e Fundações Instalação Mecânica Tubagem Instrumentação

Construção (montagem)

Inspecção e Testes

Testes de Funcionamento (Commissioning)

Arranque e Funcionamento

Fig. 1.1 Plano de construção de uma fábrica

1 – Projecto de Engenharia

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1.1.4. Projecto de Detalhe O projecto de detalhe ou “manufacturing design”, é um projecto de pormenor “executado sobre” o projecto de engenharia básica e inclui fundamentalmente, especificações, desenhos e outros documentos ou peças escritas. Esta fase inclui o projecto do equipamento (ex. colunas, tanques, bombas, ventiladores etc.), projecto de tubagem, projecto de electricidade, projecto de instrumentação, projecto de civil, etc. Nesta fase cada componente é adquirido (comprado) ou fabricado (manufacturado) devendo cada um obedecer ao especificado, tendo em vistas atingir uma determinado desempenho “performance”.

1.1.5. Construção (Montagem) A construção ou montagem da fábrica é normalmente dividida em fases por especialidade, das quais se destacam:

- Terraplanagens e fundações - Montagem do equipamento principal - Estruturas - Tubagens - Electricidade - Instrumentação - Isolamentos (tubagem e equipamento) - Pinturas

Estas actividades não são independentes pois dependem umas das outras, daí a necessidade de uma coordenação e de um planeamento, normalmente baseada num PERT (Program Evaluation and Review Technique).

1.1.6. Testes de Funcionamento Depois de concluída a montagem cada componente é verificado individualmente, fazem-se ajustes e correcções, são verificadas as estanquecidades com água e/ou ar, que depois são substituídos pelos fluídos do processo e feitos os testes de funcionamento (commissioning). Todos estes testes são normalmente executados em conjunto por todos os intervenientes na montagem, nomeadamente electricidade e instrumentação e pelos utilizadores finais (produção). Apresenta-se na figura 1.2 um exemplo de um cronograma de construção de uma fábrica.

1 – Projecto de Engenharia

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Fig. 1.2 Cronograma de construção de uma fábrica

2. PROJECTO DE INSTRUMENTAÇÃO

2 – Projecto de Instrumentação - Introdução

5

2. PROJECTO DE INSTRUMENTAÇÃO

2.1. FASES DE UM PROJECTO

A preparação de um projecto de instrumentação é uma fase fundamental, que se inicia com a discussão e esclarecimento de dúvidas, com o engenheiro representante do dono da obra para a instrumentação. Durante esta fase é importante ter sempre em mente os vectores:

- Qualidade - Custos - Prazos (de entrega)

O desenvolvimento de um projecto depende de vários factores, sendo muito importante a sua dimensão. Apresentam-se nas figuras 2.1 e 2.2 alguns conceitos para análise. Sequência de Tarefas Descrição

Fig. 2.1 Sequência de um projecto de instrumentação

1. Preparação Estudo da documentação e constituição da equipa projectista 2. Especificações Gerais Tarefa a discutir com o representante do cliente Organização do Projecto Documentação a produzir. Planeamento (discussão c/ cliente) Especif. Gerais de Instrum. Sist. de Instrumentação e dados do processo Especif. Instrum. e Funções Função de cada Instrumento- Tipo, gama etc. Desenhos de Instalação Process Hook up’s, escolha de materiais, caminhos de cabos e tubos 3.Aprovação de Desenhos Aprovações por parte do cliente 4.Execução de Alterações Alterações e correcções 5. Montagem Acompanhamento e fiscalização (se contratada) 6. Execução de Manuais Se contratado 7. Start up e testes de func. (Commissioning)

Acompanhamento e formação de operadores

8. Conclusão Execução dos desenhos “as built”

2 – Projecto de Instrumentação - Introdução

6

Fig. 2.2 Fases de um projecto de instrumentação

2.2. DOCUMENTOS E DESENHOS QUE CONSTITUEM UM PROJECTO DE INSTRUMENTAÇÃO

Efectuados os estudos preliminares de um projecto, tal como foi apresentado, supondo que estão definidos os P & I e que existe um Caderno de Encargos de Projecto, tal como se apresenta no Anexo I, e que a instrumentação ainda não está definida, são normalmente exigidos de um projecto de instrumentação, os seguintes documentos: • Planeamento do projecto • Lista de Instrumentos • Dados do processo • Especificação de instrumentos e acessórios • Configuração do sistema • Desenhos process hook’up • Desenhos eléctricos e lista de cabos • Desenho de localização de instrumentos e caixas • Desenho de caminhos de cabos e tubos e linha de ar de instrumentos • Desenho de arranjo da sala de controlo • Caderno de encargos da obra

Todos os documentos e desenhos de um projecto, além da sua correcta identificação e numeração, são obrigatoriamente assinados por quem projectou e por quem verificou e devem conter o número ou letra de revisão e respectiva data. Todos estes elementos podem constar numa legenda.

2 – Projecto de Instrumentação - Introdução

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2.2.1. Planeamento Apresenta-se na figura 2.3 um planeamento de barras de GANTT de um projecto de instrumentação. Como é evidente na elaboração de um planeamento deste tipo, devemos ter em conta: Dimensão e complexidade do projecto, o prazo para a sua execução, a composição e a disponibilidade da equipa projectista e ainda os prazos para respostas a questões e dúvidas, a serem prestadas pelo representante do dono da obra.

Fig. 2.3 Planeamento do projecto de instrumentação

2.2.2. Lista de instrumentos A lista de instrumentos é um documento iniciado a partir de um levantamento efectuado nos P & I, com informação detalhada, sobre todos os instrumentos a usar na instalação, este documento vai sendo actualizado com o desenvolvimento do projecto. O conhecimento da simbologia ISA é fundamental, ver anexo II. A organização da lista de instrumentos depende do projectista e das necessidades específicas, mas contém de cada instrumento normalmente as seguintes informações:

- Tag number ou item ( o mesmo do P&I ) - Função, serviço ou nome - Marca, fabricante ou fornecedor - Modelo, tipo ou referência - Requisição, ordem de encomenda ou ainda P.O. “purchase order” - Desenhos relacionados

2 – Projecto de Instrumentação - Introdução

8

A lista de instrumentos é um documento que se inicia com o princípio do projecto, e normalmente só está completo no final do projecto. A lista de instrumentos pode considerar-se um índice da instrumentação da fábrica. A lista de instrumentos, assim como qualquer outro documento não tem uma forma fixa e rígida, mais sim flexível e deve ser aquela que mais se ajusta a cada caso concreto. Assim apresentam-se nas figuras 2.4 e 2.5, duas listas de instrumentos tipo com origens diferentes.

Projectou:------------------- Projecto:------------------ Verificou:------------------- LISTA DE INSTRUMENTOSRev. / Data:----------------- Área:--------------------

Fig. 2.4 Lista de instrumentos (tipo1)*

2.2.3. Dados do Processo O dimensionamento e escolha de materiais dos elementos da instalação montados “na linha” como, orifícios, válvulas de controlo, tubos e ainda as “partes molhadas” dos instrumentos etc. devem ter em conta as características dos fluídos do processo, quanto à sua agressividade, temperatura, pressão etc. Estes elementos constam no documento denominado: Dados do Processo, figura 2.6.

* Todas as figuras com a marca * na legenda, dada a sua importância, serão apresentadas em formato A4 no Anexo IV.

2 – Projecto de Instrumentação - Introdução

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Fig. 2.5 Lista de instrumentos (tipo2)*

Fig. 2.6 Dados do processo*

2 – Projecto de Instrumentação - Introdução

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Em alguns projectos, e para alguns instrumentos, nomeadamente os instalados “em linha” os dados do processo são particularmente importantes daí por vezes a necessidade de uma folha de dados mais pormenorizada como a da figura 2.7.

Fig. 2.7 Folha de dados do processo pormenorizada

3. ESPECIFICAÇÃO DE INSTRUMENTOS

3 – Especificação de Instrumentação

11

3. ESPECIFICAÇÃO DE INSTRUMENTOS

3.1. INTRODUÇÃO Quando se pretende adquirir sistemas de instrumentação ou qualquer outro equipamento, e quando à partida não está definida a marca ou o fornecedor, torna-se necessário consultar o mercado, efectuar o chamado “procurement”.

- Elaboram-se especificações, por itens, sem particularizar qualquer marca. As especificações deverão descrever em pormenor todas as características e requisitos do instrumento, e serão enviadas cópias a 3, 4 ou 5 possíveis fornecedores (consulta).

- Os fornecedores consultados elaboram a sua oferta (proposta). - O representante do “dono da obra” normalmente em conjunto com o Engenheiro

projectista, faz a apreciação das diversas propostas, elaborando mapas comparativos e decidem qual ou quais fornecedores seleccionados, tendo em conta:

Características técnicas, preços e prazos de entrega. É nesta fase que se deve ter em conta as necessidades de serviços adicionais tais como: Garantias, manuais de funcionamento, montagem e manutenção, peças de reserva, cursos de formação etc. Dada a importância da “linguagem” utilizada, para melhor entendimento apresenta-se um esquema na figura 3.1.

Fig. 3.1 Circuito de aquisição de equipamentos e materiais

3.2. ESPECIFICAÇÃO DE UM RECEPTOR DE ACORDO COM A ISA Cada instrumento ou acessório deverá ser especificado pormenorizadamente tendo em vista a sua aquisição. A ISA apresenta especificações tipo “Specification Forms in ISA Standard S 20”, para uma vasta variedade de instrumentos. Vamos analisar a especificação ISA de receptores, apresentada na figura 3.2, posição por posição, para melhor se entender a difícil tarefa de fazer especificações, a qual se torna bastante mais fácil depois de alguma experiência. 1- Tag No FIQC-107-2 (Pos. do P&I) Service Caudal de fluído para o reactor 2-FUNÇÃO

Registador Indicador

3 – Especificação de Instrumentação

12

Controlador Cego (Instrumento sem escala normalmente instalado no interior do painel de controlo, Ex: PS) Integrador ou totalizador Desvio Outro 3-CAIXA MFR STD Fabricação standard Dimensões: Ex 122 x 98 mm

Cor: Fabricação standard Outra:

Fig. 3.2 Especificação ISA S20 Receptor *

4-INSTALAÇÃO Flush Painel à face Surface Painel mas exterior Rack Bastidor ou prateleira

3 – Especificação de Instrumentação

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Multi- Case Caixa para vários instrumentos (Especificar em separado) Other Outra 5-PROTECÇÃO (Assunto tratado no Anexo III) General Purpose Uso geral Weather Proof Estanque Explosion-Proof Prova de explosão

Para uso num sistema de segurança intrínseca Outra 6-Alimentação 220V; 50 Hz Outra........V ac (corrente alternada).......Vdc (corrente contínua) 7-Tipo de Cartas (Registadores) Strip Tiras de papel para cortar (definir o comprimento/hora) Roll Rolos de papel Fold Dobras de papel Circular Carta circular ( 1 rotação em 24 horas) Gama de medida e unidades ( Ex: 0-100% ; ºC ; t/h ; bar, etc.) Number Quantidade de cartas 8-Motor de arrasto da carta – Velocidade do papel em mm/h. 9-Escalas Tipo Segmentos Vertical Horizontal Circular Outra Registo 1 --------Gama “ 2 -------- “ “ 3 -------- “ “ 4 -------- “ 10-Modos de Controlo P PI PD PID 11-Acção Directa Inversa 12-Interruptor Manual- Automático

Sem interruptor Fabricação standard Outro

3 – Especificação de Instrumentação

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13-Actuação do Set Point Manual Externo À distância Outra 14-Regulação Manual Sem regulação manual Fabricação standard Outra 15-Sinal de saída 4 - 20 mA 10 – 50 mA 0,2 – 1,02 bar (3 – 15 psig) Outro 16-Sinal de entrada 4 - 20 mA 10 – 50 mA 0,2 – 1,02 bar (3 – 15 psig) Outro 17-Número de entradas 1-2-3-4 18-Fonte de alimentação Exterior Neste instrumento Alimentações independentes 19-Interruptores de alarme

Quantidade Form SPST; SPDT; DPST

Rating Corrente---------A(dc ou ac)--------Volt 20-Actuação do alarme

Valor da variável Desvio em relação ao setpoint

21-Opções

Filtro regulador de pressão Manómetro no ar de alimentação Cartas de registo (para 1 ano) Escala com iluminação Outras 22-Marca e modelo (depois do instrumento adjudicado)

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