Semiologia Médica - Apostilas - Fisioterapia, Notas de estudo de Fisioterapia. Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Kaka88
Kaka886 de Março de 2013

Semiologia Médica - Apostilas - Fisioterapia, Notas de estudo de Fisioterapia. Universidade Estadual do Ceará (UECE)

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Apostilas de Fisioterapia sobre o estudo da semiologia medica, anamnese, doenças, sistemas.
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SEMIOLOGIA MÉDICA ANAMNESE

ana = através mnese = memória

Roteiro da anamnese:

1. Dados de identificação

2. Queixa principal (QP) 3. História da Doença Atual (HDA) 4. Revisão de aparelhos e sistemas 5. Antecedentes: pessoais e familiares 6. Perfil Psicossocial

Coleta dos dados do paciente

1. História (anamnese) 2. Exame físico 3. Exames Complementares

 Semiologia: dedica-se ao estudo da fisiopatologia dos sistemas estudando os sinais e sintomas das doenças.

 Semiotécnica: dedica-se ao exame físico sinal-sintoma e síndrome.  Sinal: manifestações explícitas, objetivas, visíveis. Melhor avaliado pelo exame físico,

geralmente detectado pelo médico ou familiar.

Ex.: febre, icterícia (pele e escleras amareladas), edema e ascite.

 Sintoma: manifestações subjetivas, são avaliadas pela anamnese (difícil de avaliar), o paciente refere sentir, de difícil mensuração.

Ex.: dor, dispnéia

ANAMNESE

 Espontânea: o paciente relata espontaneamente as queixas que ele apresenta  Dirigida: o médico faz mais perguntas.  Nunca fazer perguntas que não sejam neutras.

Ex.: Tem dor de cabeça? Tem falta de ar? Urina muito? Tem dor nas costas? Tem muita sede? Tem muita fome?

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1. QUEIXA PRINCIPAL (QP): o que o paciente apresenta como MOTIVO DA CONSULTA, podendo ser uma ou várias queixas. Deve ser sempre relatada com as palavras do paciente Obs: não significa que a QP seja o principal problema do paciente.

Ex.: dor de barriga, falta de ar, dor de cabeça.

2. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL (HDA): Análise de um sintoma (queixa).

Exemplo: dor

 Tipo e/ou caráter  Localização  Intensidade  Duração e periodicidade – determinar o período de dor e quanto tempo dura. Também

ver evolução!  Fatores que provocam ou pioram  Fatores que aliviam ou curam  Sintomas associados (acompanhantes)  Irradiação  Relação com funções orgânicas (dor no tórax: respiração, dor cervical: movimento do

pescoço)

Ex.: dor de barriga

 Localização: epigátrica ou hipocôndrio direito ou esquerdo ou mesogástrio ou fossa ilíaca.

 Tipo de dor: epigástrio em ardência (sugere gastrite, úlcera).  Fatores que provocam: chimarrão, café preto.  Fatores que aliviam: algum alimento, copo de leite.

Deve-se estimular o paciente a contar espontaneamente a história; após a descrição dele, começa-se o trabalho dirigido para tornar a informação mais clara.

Obs.: deve-se transformar a história do paciente em termos médicos (claros e objetivos)

Obs.: SIC usado em dúvida sobre a queixa do paciente ou termo mal definido.

ATENÇÃO!!

Doença Crônica: a HDA deve apresentar uma boa evolução porque os sintomas vão aparecendo ao longo do tempo, se intensificando ou se modificando.

Exemplo 1: Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC):

1º HAS, cefaléia, zunido nos ouvidos, cansaço que diminui em decúbito.

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2º dispnéia (inicialmente fraca)

3º edema (comprometimento da circulação sistêmica e MI, ascite, turgência jugular)

Exemplo 2: DBPOC- apresenta história evolutiva longa

Exemplo 3: DISPEPSIA – eructação, Empachamento pós-prandial, Distensão abdominal, Flatulência.

Doença aguda: HDA detalhada

Exemplo: APENDICITE: HDA curta com evolução rápida

3. REVISÃO DE APARELHOS E SISTEMAS: descrever dados que não foram ditos na HDA e que ajudam a esclarecê-la, como também encontrar outros problemas (secundários) que o paciente apresente.

Ex.: paciente internado por pneumonia e que também apresente constipação.

3.1Sinais e Sintomas Gerais

 Febre  Astenia  Anorexia  Emagrecimento  Edema

2. Aparelho Cardiocirculatório

 Precordialgia (dor no pulso)

 PA (hiper ou hipo)  Palpitações  Dispnéia  Cianose  Edema  Varizes  Claudicação Intermitente

3. Aparelho Respiratório

 Dispnéia

 Tosse (seca ou produtiva)  Expectoração  Hemoptise

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 Epistaxe  Vômica  Dor ventilatório-dependente  Corisa

4. Aparelho gástrico

 Disfagia

 Odinofagia  Pirose  Azia  Empachamento pós-prandial  Hematêmese  Enterorragia  Vômitos  Hábito intestinal (cor, dor, diarréia, constipação)  Hábito alimentar  Tenesmo (desconforto após a evacuação com sensação de estar sempre com vontade de

evacuar)  Regurgitação  Flatulência ou meteorismo

5. Aparelho gênito-urinário

 Disúria (dor ou ardência)

 Polaciúria (maior número de micções)  Poliúria (mais de 2000 ml)  Oligúria (menos de 400 ml)  Anúria (menos de 100ml)  Hematúria (cor de coca-cola)  Incontinência  Urgência  Jato urinário (força e calibre)  Mulheres: menarca, menopausa, filhos, partos (normal, cesáreas), corrimento, DSTs,

prurido, frigidez  Homens: impotência, DST, prurido.

Obs.: pielonefrite → infecção urinária alta

Pneumatúria → urina com ar

Fecalúria → fezes na urina

Nictúria → urinar mais a noite que de dia.

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6. Sistema Nervoso

 Cefaléia

 Vertigens  Tonturas  Convulsões  Paresias (déficit motor)  Parestesias (distúrbios da sensibilidade)  Formigamento

Obs.: parestesia (sintoma subjetivo), hipoestesia (sintoma objetivo) formigamento no diabetes e alcoolismo devido a neuropatias (nervos periféricos).

7. Sistema Endócrino

 Sintomas relacionados a diabetes: polidipsia, poliúria e polifagia.

 Sintomas relacionados à tireóide:  Hipertireoidismo: emagrecimento, tensão, insônia, diarréia, intolerância ao calor,

polifagia, cãibras, agitação.  Hipotireoidismo: bradicardia, pele seca, intolerância ao frio, constipação.

8. Sistema hematocitopoiético  Anemia (palidez, astenia)  Linfonodomegalias (ínguas)  Transfusões  Hemorragias

9. Aparelho locomotor:

 Dor articular (artralgias)

 Dor na movimentação das articulações  Rigidez  Sinais flogísticos (inflamações → dor, calor, rubor, tumor)

10. Pele e anexos

 Parasitoses

 Manchas (hipo/ hipercrômicas)

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 Prurido  Pêlos  Unhas

11. Órgãos dos sentidos

 Visão

 Audição  Tato  Olfato  Paladar

4. ANTECEDENTES:

4.1 Pessoais mórbidos/história patológica pregressa: problemas de saúde que o paciente já teve e não apresenta mais.

 Cirurgias  Fraturas  Pneumonia  Febre reumática  Tuberculose

o Familiares: doenças que os familiares possuem de origem genética ou congênita.

o Doenças pré-existentes: que ainda convivem com o paciente.

o Perfil psicossocial  Condições sócio-econômicas  Perfil psíquico (emocionais)  Relação com a família e com o trabalho

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EXAME FÍSICO BÁSICO

1. Conceito: conjunto de técnicas básicas que visam buscar sinais que possam designar determinada síndrome.

2. Instrumentos: esfigmomanômetro, estetoscópio, termômetro, fita métrica, oto- oftalmoscópio, martelo neurológico, abaixador de língua, lanterna,

3. Regras gerais: luz natural, avental, inicia-se o exame físico com o paciente sentado e posteriormente deitado, abordando-o inicialmente pelo lado direito, ambiente silencioso, médico em posição confortável.

4. Métodos utilizados: inspeção (visão)

Palpação (tato)

Percussão (audição)

Ausculta

SINAIS VITAIS : São sinais de importância cujos distúrbios podem significar perda da homeostase no organismo do paciente. São colocados no início do exame físico porque dão uma visão geral do estado do paciente:

 Peso/ altura  Freqüência cardíaca/ de pulso  Freqüência respiratória  Temperatura  PA

1. PRESSÃO ARTERIAL ou TENSÃO ARTERIAL (PA/ TA)

É aferida pelo esfigmo e pode sofre variações devido a fatores como, por exemplo, diâmetro do braço que altera o valor real da mesma.

Fatores participantes da PA:

 Débito Cardíaco=Volemia (sangue lançado na corrente circulatória a cada minuto): determina a pressão total (aumento do DC = aumento PA)

 Resistência Arterial Periférica (está sob controle do SNC simpático): determina a pressão diastólica (aumento RAP = aumento PA D).

Obs.: hipertensão arterial está relacionada com a P AD.

 Elasticidade dos vasos: determina a pressão sistólica (enrijecimento da parede dos vasos aumenta a PAS).

 Viscosidade do Sangue: aumento na viscosidade dá aumento na PAS e na PAD.

Exemplo: poliglobulia: aumento do número de hemácias cuja etiologia é diversificada podendo ocorrer com o paciente com DBPOC (ocorre devido a destruição do parênquima pulmonar, freqüente em fumantes de 30 a 40 anos, levando a hipóxia do mesmo. Esta hipóxia é um

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estímulo para a produção de glóbulos vermelhos, assim ocorre aumento no número de hemácias para suprir a falta de ar.).

Valores normais da PA : faixa de normalidade

P. Sistólica→ Máxima Normal (< 130) Normal Alta (130-139)

P. Diastólica→ Mínima Normal (<85) Normal Alta (85-89)

Classificação de Hipertensão:

P. Sistólica: até 120 normal; entre 121 e 139 pré-hipertenso; entre 140 e 159 HAS I, acima de 160 HAS II.

P. Diastólica: até 80 normal; entre 81 e 89 pré-hipertenso; entre 90 e 99 HAS I; acima de 100 HAS II.

Obs.: A Pa distólica elevada é a que mais dano causa porque os vasos ficam mais tempo sofrendo a agressão de aumento de pressão.

Semiotécnica : utiliza-se o método combinado para evitar hiato auscultatório, ou seja, infla-se sempre o manguito uns 20mmHg a mais do que o valor do bloqueio do pulso.

Sons de Koroktkoff:

→ Fase I: Sons surdos

→ Fase II: Sons soprosos (fase em que apareceria o Hiato Auscultatório e não se ouviriam os sons, comum em hipertensos).

→ Fase III: Sons Claros e altos

→ Fase IV: Sons abafados

→ Fase V: Silêncio

2. FREQÜÊNCIA CARDÍACA (FC)

 FAIXA NORMAL: 60 – 100 bpm (abaixo de 60 bradicardia; acima de 100 taquicardia)

Extrassístoles: tem batimento, não tem onda ou pulso.

Fibrilação Atrial: déficit de pulso, batimentos de difícil contagem.

 FREQÜÊNCIA DE PULSO: é uma correspondência da FC porque a onda de pulso é transmitida a cada sístole.

3. FREQÚÊNCIA RESPIRATÓRIA (FR)

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 FAIXA NORMAL: 16-20 RPM (menos que 16 = BRADI; mais que 20 = TAQUI).

Quando alterada nem sempre significa alteração na função pulmonar. Pode ser patologia em outro sistema que se manifeste através da FR. Ex.: acidose metabólica: ocorre aumento da Fr e do rítmo respiratório.

 RITMO CANTANI: Taquipnéia + aumento da amplitude respiratória (respiração profunda e rápida).

 RITMO DE KUSSMAUL: parte avançada da acidose metabólica (apnéia em inspiração e expiração).

 RITMO DE CHEYNE-STOKES: problema no SNC (no centro respiratório), ocorre com aumentos sucessivos de amplitude e períodos de apnéia (taquipnéia intercalada com apnéia).

4. TEMPERATURA (Tº)

→ Tº axilar: 35,5º - 37º

→ Tº bucal: 36º - 37,4º

→ Tº retal: 36º - 37,5º

A medição da temperatura retal é mais utilizada em processos abdominais ou pélvicos.

Deve-se medir a temperatura axilar e a temperatura retal, se a diferença entre as duas for maior que 1ºC é indicativo de infecção abdominal ou pélvica.

OBS.: quando a febre for precedida de calafrios pode significar infecção bacteriana.

Calafrios  pielonefrite, pneumonia, abscessos

Febre Séptica  picos de febre alta

Tuberculose  febre vespertina, produz sudorese noturna.

ECTOSCOPIA

Definição: Primeira impressão que dá a idéia geral do paciente.

ECTOS = por fora COPIA = ver

1. PESO E ALTURA

Cálculo do Peso : massa corporal IMC = P

A2

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Até 20 = magro

Entre 20 e 25 = normal

Entre 25 e 35 = sobrepeso

Acima de 35 = obeso

2. ALTURA: depende de vários fatores

 Acima de 2m = gigantismo  Abaixo de 1,50 = nanismo  Comprimento cabeça-púbis = comprimento púbis-pés : normal.

Em relação ao ângulo de Charpy (intersecção do bordo costal com o apêndice xifóide)

Biótipos:

Normolíneo : ângulo = 90º = vísceras bem distribuídas

Longilíneo: ângulo < 90º = distribuição vertical de músculos e vísceras

Brevilíneo: ângulo > 90º = distribuição horizontalizada.

3.ESTADO GERAL : pode estar tanto no início quanto no final.

 Bom = paciente com doenças agudas  Regular = pacientes cr6onicos  Ruim / Mau = paciente em estado terminal/ muito doente.

4. CONSCIÊNCIA : é avaliada através de exame neurológico.

LUCIDEZ = o paciente está bem informado no tempo e no espaço sabendo dar as informações

CONFUSÃO MENTAL = paciente nervoso, agitado, não informa direito, se contradizendo, não se lembra dos fatos.

OBNUBILAÇÃO = paciente obnubilado é aquele “devagar”, lento, parecendo estar meio abobado. Pode estar em pré-coma

COMA = varia de grau leve até um grau avançado  Grau leve = auto-obnubilação  Grau avançado = paciente não consegue nem respirar, precisa de auxílio de aparelhos,

não recebe ordens, não responde a estímulos, perde a capacidade de deglutição.

5.FÁCIES: é o conjunto dos traços anatômicos com a expressão fisionômica.

 Normal ou Cosmopolita

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 Atípica: própria de cada doença  Hipocrática: doente crônico em mau estado geral, aspecto de sofrimento, olhos fundos,

parados, boca entreaberta, sudorese, palidez, face agonizante, triste, sem brilho.  Renal: edema periorbital com palidez cutânea  Mongólica: prega epicântica, implantação baixa das orelhas.  Acromegalia: aumento da mandíbula, das extremidades.  Cushingóide/em lua cheia: devido ao uso excessivo de corticóides ou tumor que leva a

produção excessiva de hormônio. Características: acne, aumento de pêlos, estrias abdominais, distribuição centrípeta de gordura, giba.

 Basedowiana (hipertireoidismo): exoftalmia, rosto fino e magro.  Mixedematosa (hipotireoidismo): infiltração de tecido palpebral, madarose (sem terço

exterior da sobrancelha), feições grosseiras, lábios e língua grossos.  Paralisia central e periférica  Parkinson: paciente parece que levou um susto sobrancelhas altas, face de máscara, sem

mudança de expressão.  Esclevitérmica

6.HÁLITO: importante dado a ser observado em pacientes em coma ou inconsciente:

 CETÔNICO: cheiro de acetona, maçã ex.: coma ceto-acidótico  URÊMICO: cheiro de urina  FACTOS HEPÁTICO: cheiro de ninho de rato ex.: doença hepática.  ALCOÓLICO

7.ATITUDES

a. NO LEITO: PASSIVA: paciente não se movimenta, permanecendo na posição que for deixado. Ex.: coma, problemas neurológicos, AVC.

ATIVA  Indiferente :normal, paciente fica em qualquer posição que desejar.  Eletiva = para alívio dos sintomas.

Ortopnéica: paciente sentado com as pernas pendentes e agarrado à cama. Ex.: pneumopatas

Antálgicas: para alívio da dor

 Dor em cólica: decúbito ventral ou por compressão abdominal  Comprometimento pleural: paciente deita do lado comprometido (decúbito lateral) para

evitar o atrito entre as pleuras (menor expansibilidade = menor dor).  Apendicite: paciente em decúbito dorsal com a perna direita fletida sobre a coxa.  Pancreatite: paciente inclina-se para frente e fica com as mãos cruzadas sobre o

abdome.  Peritonite generalizada: paciente em decúbito, quieto. O abdome fica em tábua.

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Contralateral ou opistótono: irritação das meninges, o paciente não consegue fletir o pescoço (rigidez de nuca). No extremo do opistótono que ocorre devido à lesão de raiz nervosa ou meningite, o paciente fica apoiado sobre a cabeça e os pés.

Genu peitoral : para facilitar o enchimento cardíaco em casos de derrame pericárdico (prece maometana). Ex:pericardite constritiva.

Cócoras:crianças com cardiopatias isquêmicas, cianóticas (diminui o retorno venoso, aumenta a pressão na artéria ilíaca, impede o shunt, diminui a PA).

b. EM PÉ: observar a postura do paciente verificando o aparelho locomotor (cifose, lordose...).

c. MARCHA:AVC: mão e braço fletidos, caminha arrastando o pé (Hemiplegia/ Hipertonia). Marcha ceifante

Parkinson: apresenta movimentos involuntários. Marcha de esquiador

Labirinto: forma uma estrela, ocorre por falta de equilíbrio.

Cerebelopata: caminhar de bêbado. Marcha atáxica/cerebelar.

Claudicante: caminhada intermitente, dor na panturrilha (ex.: insuficiência arterial, lesão articular)

Sífilis terciária: atinge a sensibilidade profunda (propriocepção) paciente caminha olhando os pés e batendo-os com força. Pode ocorrer no DM, por lesão nos colículos. Marcha tabética.

8.MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS

a. TREMORES: de repouso: desaparece com o sono e com os movimentos. Ex.: Parkinson.

de movimento (de ação): pacientes com problemas cerebelares.

Obs.: Flapping: movimento que aparece quando o paciente faz extensão do braço e dorsiflexão da mão e após a hiperextensão o movimento continua-se como se fosse “asa de borboleta”. Ex.: insuficiência hepática.

b. CONVULSÕES: Clônicas: rítmica

Tônicas: rigidez articular

Tônico: mista

9.PELE:

 COR:

Vermelhidão: (poliglobia) / eritema palmar e plantar : CIRRÓTICO.

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Palidez:

Generalizada: ANÊMICO (hipocorada). Paciente muito anêmico pode perder as linhas da palma da mão.

Localizada: problemas de irrigação. Ex.: isquemia provocada (pé mais claro que o outro devido à má perfusão por obstrução arterial).

Isquemia reativa:

OBS.: Tem problemas arteriais em que se deve verificar a temperatura do local (frio) a sensibilidade, formigamento, falta de pulso

Icterícia: varia do amarelo-claro até o verde. Deve-se observar em luz natural. Vê-se no palato mole, esclera e frênulo.

Síndrome de Raynaud: função vascular fugaz, passa do branco, roxo, vermelho; é chamada “síndrome” quando é idiopática ou pode ser chamada de “sinal de Raynaud” quando acompanhar determinadas patologias (ex.: neoplasias, lupus eritematoso sistêmico).

Inflamação: dor, calor, rubor, tumor

Cianose: baixa saturação de O2, cor azul frio

Cianose local: Melhor percebida nas extremidades (nariz, dedos, mãos, leito ungueal).

Cianose Central: oxigenação comprometida por problema respiratório ou cardíaco que permita SHUNT.

Cianose Periférica: lentidão na circulação periférica; oxigenação normal.

 INTEGRIDADE:

 UMIDADE: Seca: desidratação, ictiose, mixedema, velhice, insuficiência renal, avitaminose, esclerodermia (espessamento do tecido conjuntivo).

Sudorenta:choque, hiperidrose, hipertireoidismo (suor quente).

 TEXTURA: Lisa ou fina: hipertireoidismo, velhice, edema.

Áspera ou enrugada: mixedema, exposição ao sol e outras intempéries.

 ESPESSURA: Atrófica: em nenês (podemos visualizar os vasos).

Espessa:

 TEMPERATURA: observa-se com o dorso da mão e simetricamente.  ELASTICIDADE: examinar por uma prega fininha da pele e do TCSC

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Hipoelástica = idosos, desidratados.

Hiperelástica = Síndrome de Ehlers = contorcionista

 MOBILIDADE: pesquisa através da pele e do TCSC

Normal

Aderida = neoplasias infiltradas, esclerodermia.

 TURGOR: avalia o grau de hidratação (beliscão grosso)

 SENSIBILIDADE

 LESÕES Ex.: Aranha Vascular (gestante e cirróticos) Lesão Distrófica de pele, unhas, pêlos.

10.MUCOSAS:

 COR: NORMO/ HIPO/ HIPERCORADA: podem-se verificar anemias pela cor e enchimento ungueal.

 UMIDADE

 LESÕES Conjuntiva Ocular e palpebral: pterígio, hematoma, conjuntivite, halo senil (borda esbranquiçada ao redor da íris), glaucoma, entrópio (cílios para dentro) ectrópio (cílios para fora).

Mucosa Oral: amigdalites → seca, opaca, desidratação.

11.FÂNEROS : anexos da pele (pêlos, unhas, cabelos)

 UNHAS: costumam ser lisas, brilhantes, rosadas, mas podem ser distróficas, apresentar baqueteamento digital = hipocratismo digital = vidro de relógio (ângulo tem que ser menor que 160º e aqui se apresenta maior e com hipertrofia óssea da região digital. Pode ser normal, ou sintomas de DBPOC de cardiopatias congênitas).

 PÊLOS E CABELOS:

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 quantidade  distribuição  implantação

* alterações especialmente endócrinas

OBS.: cirrose → há acúmulo de estrogênio devido a sua deficiente metabolização no fígado, assim ocorre ginecomastia e implantação triangular dos pêlos pubianos no homem.

Hirsutismo → pêlos masculinos em mulheres com distúrbios androgênicos (tumor virilizante, ovários policísticos, tumores de adrenal).

12.TECIDO CELULAR SUBCUTÂNEO

 Quantidade  Distribuição: Ginecóide (quadril) Andróide (abdome)

13.GÂNGLIOS:

 tamanho  sensibilidade  quantidade  consistência  aderência

14.VEIAS

 Visíveis e normais: trajetos anatômicos, simétricos, retilíneos  Circulação colateral (obstrução das veias profundas, que se tornam túrgidas e tortuosas,

fora de trajeto).

15.MÚSCULOS

 Trofismo = volume e massa muscular  Tonicidade: Normo, Hipo (lesões da medula, Ex.: poliomelite) e Hiper (lesões centrais,

Ex.: A.V.C.)  Resistência ao movimento e palpação

16.ESTADO NUTRICIONAL

Bom / Regular / Ruim

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Obeso / Emagrecido / Caquético

17.ESTADO DE HIDRATAÇÃO: através da pele, mucosa, cabelos, olhos e fontanelas (em crianças pela diminuição da tensão), verificar perda de peso abrupta, enchimento jugular e das raninas.

18. FALA

 Disfonia / afonia (estrutural): aparelho fonador  Disartria: SNC comprometido, dificuldade de articular a fala.  Afasia/disfasia: de compreensão ou de expressão.

SINAIS E SINTOMAS GERAIS

1. EDEMA

Conceito: aumento do volume intersticial (porção extravascular ou comprometimento extracelular)

Causas:

 Perfusão aumentada do capilar  Reabsorção diminuída pela porção venular ou capilar

a. Aumento da pressão capilar / Aumento da pressão Hidrostática:

Edemas moles, quentes:

Ex.: ICC, tromboflebite (inicial), varizes (inicial), trombose (inicial), pressão externa sobre as veias.

b. Diminuição da pressão oncótica / Menor concentração de albumina (déficit de produção hepática):

Edemas moles, pálidos:

Ex.: proteinúria, síndrome da má nutrição.

Normal Edema

Albumina sérica 3,5 – 4,5 2,5

Proteínas totais 7,0 _

c. Aumento da Permeabilidade / Passagem de proteínas celulares (mediadores inflamatórios):

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Edemas quentes, vermelhos, endurecidos:

Ex.: inflamação (erisipela)

d. Diminuição da drenagem linfática / Obstrução:

Edemas volumosos, duros e frios:

Ex.: linfedema (represamento de linfa), elefantíase. Varizes, trombose e flebites em estágios avançados.

e. Retenção de sódio e água / Aumento da concentração de hormônios: mineralocorticóides; cortisol.

Edemas moles, temperaturas normais generalizados ou locais:

Ex.: Síndrome de Cushing, Síndromes renais (ex.: palpebral).

f. Aumento da pressão oncótica do tecido intersticial

Edemas pouco duros, temperatura normal:

Ex.: Hipotireoidismo (deposição de mucopolissacarídeos no interstício e posterior acúmulo de água).

Diagnóstico:

 Ganho de peso inexplicado  Pés e edema franco das pernas (sapatos tornam-se apertados)  Edema de pálpebra (face)  Aumento da circunferência abdominal  Cacifo persistente  Pele muito brilhante e fina  Talvez ulcerações  Cacifo: pressão do polegar sobre a pele formando uma depressão (atrás do maléolo

medial e/ou região sacra). 

Edema localizado:

→ Obstrução regional do fluxo venoso e linfático

→ Linfedema unilateral neoplasia pélvica.

→ Edema de extremidades inferiores TVP (trombose venosa profunda) assimétrico

→ Ascite (cirrose hepática) ou hidrotórax (líquido pleural aumentado).

Edema Generalizado (Anasarca):

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ICC

→ Doenças pericárdicas: pericardite constritiva crônica, derrame.

→ Doença hepática (hepatopatia crônica – cirrose).

→ Hipoalbuminemia - síndrome nefrótica

- enteropatia perdedora de proteínas

- desnutrição

Causas Diversas:

Edema idiopático é comum em mulheres de 30 a 40 anos pode estar associado a fatores hormonais. Diagnóstico de exclusão.

Mixedema: edema elástico de rosto e membros (hipotireoidismo).

Hemiplegia: sequelados de AVC podem fazer edemas de braços, pernas pela limitação ou falta de movimento.

Avaliação Diagnóstica

Exames: hemograma, EQU (exame comum de urina), T4 e TSH, Albumina Sérica, Teste de função hepática, Raios-X de tórax, ECG, Creatinina,

OBS.: Cilindrúria: depósitos secos em forma de cilindros são eliminados na urina, podem ser cilindros leucocitários.

- Proteinúria + Hematúria + Cilindrúria = Doença do Parênquima Renal.

- Proteinúria moderada ou maciça + hipoalbuminemia = síndrome nefrótica (urina com espuma).

- Hipoalbuminemia sem proteinúria renal: má nutrição, enteropatia, doença hepática.

2. EMAGRECIMENTO: é uma manifestação frequente de muitas doenças agudas e crônicas.

 Doenças endócrinas – hipertireoidismo

 Doenças metabólicas – DM  Intoxicação por drogas como cocaína e anfetamina  Processos neoplásicos  Desordens psiquiátricas (ansioso, psicótico, deprimido).  AIDS

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História:

 Se a perda de peso ocorreu agudamente  Apetite aumentado ou diminuído  Tipo da dieta e hábitos alimentares  História psico-social (ansiedade, depressão, anorexia nervosa).

a. AUMENTO DE APETITE

 DM

 Hipertireoidismo  Fase de crescimento

b. METABOLISMO ACELERADO

 Neoplasia: aumento do processo metabólico

 Febre: 7% do metabolismo basal eleva 1ºC na temperatura. (infecção, neoplasia, AVC).  ICC  Infecção crônica  Excesso de atividade  Período de crescimento rápido  Causas psicológicas

c. ANOREXIA OU DIMINUIÇÃO DA INGESTA ALIMENTAR:

 Ansiedade, depressão

 Anorexia nervosa: 11-35 anos mais comum em mulheres  Drogas: digoxina, anfetaminas, laxativos.

d. DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS

 Idosos

 Drogas (+ anfetaminas)  álcool  Sócio-econômico baixo

e. AFECÇÃO DA BOCA OU FARINGE

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 Prótese dentária

 Lesão neurológica  Lesões orais dolorosas (hipovitaminose, candidíase, gengivite)

 Doenças em que o emagrecimento é sintoma proeminente  Tuberculose, hipertireoidismo, DM, AIDS  Neoplasias, doenças de má absorção

Avaliação do Diagnóstico:

Exames: história e exame físico, hemograma, VHS, QUE, T4, TSH., AIDS, glicemia de jejum e pós-prandial, EPF, Rx de tórax, TC de abdome e tórax, US abdominal, Broncoscopia.

3. FEBRE : O organismo humano é homeotérmico com as variações de temperatura bem estreitas 35,5º a 37ºC e média de 36,5ºC.

 Temperatura constante decorre de um mecanismo fisiológico complexo:

 Produção de calor  Eliminação de calor  Centro de termorregulação  Neurorregulação motora da microcirculação (vasoconstrição e vasodilatação)

Caracterizar :

a. Início: brusco ou insidioso (lentamente) b. Calafrios: sensação subjetiva de frio acompanhada por arrepios de pele, tremores, bater

de dentes. À medida que a febre cede ocorre calor e sudorese intensa. BACTEREMIA: palidez, tremores intensos (na ausência de febre) a medida que sobe a temperatura os tremores cedem. Ex.: Pneumococcus pneumoniae provoca um calafrio apenas.

c. Intensidade: Febrícula: 37º a 38ºC

Moderada: 38º a 39ºC

Alta: acima de 39ºC

d. Duração: (febre prolongada = mais de uma semana) e. Término: Crise (sudorese, taquicardia) cai subitamente.

Lise: cai lentamente

f. Horário:

 Contínua: variação menor que 1ºC

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 Remitente: variação maior que 1º C  Intermitente: queda de temperatura até o normal

Locais para medir a temperatura:

a. Axilar: 35,5º - 37ºC b. Retal: 36º - 37,4ºC c. Sublingual: 36º - 37ºC

OBS.: Diferença entre a temperatura retal e axilar indicam processo infeccioso pélvico.

Sintomatologia

Síndrome:

 Pele quente e seca  Taquipnéico, taquicárdico, boca seca.  Sede, oligúria, sudorese.  Fc > 100bpm por grau cardíaco aumentado  Cefaléia, inapetência

Causas importantes da febre

a. Infecções b. Colagenose (artrite) c. Tumores malignos d. Fenômenos alérgicos e. Tumores cerebrais f. Viroses g. Factícia: provocada, prolongada, sem calafrios, sem sudorese, geralmente em adultos

jovens e profissionais da saúde. h. Febre de origem desconhecida: febre com mais de três semanas de duração não sendo

diagnosticada após uma semana de investigação. Pico entre 18 e 22 horas.

4. FADIGA (ASTENIA OU CANSAÇO): Sensação subjetiva de perda de energia, forte desejo de repouso ou sono. É um dos sintomas mais comuns para que o paciente procure atendimento médico.

São explicadas como:

 Estafa  Obesidade excessiva  Nutrição inadequada  Condicionamento físico pouco adequado

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 Problemas emocionais

Possibilidades de ser decorrente de processos físicos:

a. Endócrino: Addison (falta cortisol), DM (desconfiar principalmente em jovens com muita fadiga), hipertireoidismo.

b. Infeccioso: hepatite, tuberculose, estados gripais. c. Respiratório: enfisema d. Hematológico: anemia e. Drogas: álcool f. ICC g. HIV, doenças granulomatosas.

História:

a. Fadiga Matinal que melhora com o dia: emocional b. Fadiga aliviada com o repouso: desordem física c. Família identifica o problema, muito ligado a problemas fisiológicos.

Avaliação Clínica: investigar:

a. distúrbios do sono b. sedentarismo ou stress. c. Atividade física exagerada d. Sintomas psiquiátricos e. Medicamentos (β-bloqueadores, antipsicóticos, antiistamínicos)

Fraqueza X Fadiga

Estafa muscular Sensação de perda de energia

SEMIOLOGIA DERMATOLÓGICA:

Alterações com a idade:

 Menor turgor

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 Asteatose: pele descamativa, pruriginosa.  Púrpura senil: pequenas equimoses ou petéquias a pequenos traumas, fragilidade

capilar.  Maior número de lesões actínicas  Angiomas tipo cereja: manchas vermelhas bem delimitadas.

Lesões elementares:

A: assimetria

B: bordos

C: cor

D: diâmetro (maior que 6mm)

E: elevação do plano da pele.

 Mácula: mancha pequena, menor que 1cm, no plano da pele.  Mancha: mancha grande, maior que 1cm, no plano da pele.  Pápula: lesão nodular com menos de 1cm, elevação da derme.  Nódulo: lesão nodular com mais de 1cm, grande elevação da derme (tumor maior que

2cm)  Placa: elevação do plano da pele em forma reta, geralmente com descamação já que é

proliferação excessiva, da camada queratinosa (pode ser por defeito na duração e tempo de proliferação das camadas da pele).

 Vergão: lesão eritematosa, elevada, pode acompanhar reação alérgica.  Vesícula: lesão com líquido dentro menor que 1cm.  Bolha: lesão preenchida com líquido maior que 1cm.  Pústulas: vesículas ou bolhas com pus. Ex.: varicela (Herpes vírus).  Atrofia: Ex.: doença doador X receptor (leucócitos do doador em transfusão de sangue

total reagem com enzimas do receptor,), uso prolongado de corticóides ou Síndrome de Cushing (estrias atróficas).

 Erosão: mais superficial, mas atingindo a derme, podendo sangrar.  Ulceração: erosão muito profunda, arredondada.  Liquenificação: resultado de coçadura e espessificação da pele.  Cicatriz: geralmente áreas hipocoradas, embora em pacientes melanodérmicos possam

ser hipercoradas.  Fissura: corte linear.  Crosta: placas se substância eliminada pela lesão.  Cisto: conteúdo líquido como a bolha, mas de localização bem mais profunda.  Telangectasia: dilatação de um vaso à distância de pequenos ramos terminais. Ex.:

aranhas vasculares.  Carcinoma Basocelular: aspecto peroláceo de forma nodular, menos agressivo.  Carcinoma Espinocelular: aspecto totalmente disforme, é muito invasivo, geralmente

originando metástases.

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APARELHO CIRCULATÓRIO: SÍNDROMES VASCULARES PERIFÉRICAS:

1. ARTERIAIS:

Obstrução Arterial Aguda:a intensidade dos sintomas depende da circulação colateral desenvolvida.

Causas:

 Trombose  Traumáticas  Embolias: estenose mitral, Infarto do miocárdio, Fibrilação atrial, Aneurisma de aorta e

ventriculares, Próteses valvares, Insuficiência cardíaca congestiva, Endocardites bacteriana.

Anamnese e Exame Físico:

 Dor intensa, aguda e súbita.  Palidez cérea do membro acometido  Esfriamento da região  Sensação de torpor do membro, impotência funcional.  Parestesias  Pulso diminuído ou ausente  Diminuição do enchimento venoso

Obs: em pacientes idosos, após 6 horas, aparece isquemia muscular com contraturas, manchas hemorrágicas na pele e áreas de necrose, fraqueza muscular e ausência de reflexos tendinosos.

Tratamento: heparinização e embolectomia.

Obstrução Arterial Crônica:

Causas: arteriosclerose (em grande s e médias artérias), mais comum em paciente entre 60 e 70 anos.

Anamnese e Exame Físico:

 Claudicação intermitente (inicial)  Dor em repouso (tardio)  Atrofia de unhas e pele, perda de pêlos  Frialdade de membros inferiores  Atrofia muscular  Osteoporose e fraturas  Diminuição ou perda do pulso  Sopro ao nível da obstrução

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 Isquemia plantar provocada a 60º e hiperemia reativa  Diminuição do enchimento venoso periférico.

Obs: em fase avançada acontecem ulcerações na pele, necrose e gangrena.

Tratamento: programa de exercício em até 75%, cessar o fumo, diminuição de peso, tratamento das dislipidemias.

Cirurgias: ByPass (ponte de desvio da obstrução, canal alternativo)

Simpatectomia (visa diminuir o tônus simpático para dilatar os vasos - em diabéticos já acontece pela degenaração nervosa)

Angioplastia

Medicamentos: Bloqueadores do canal de Cálcio e Inibidores das fosfodiesterases (dilatação vascular).

2. VENOSAS:

Tromboflebites Superficiais:

Sinais e Sintomas:

 Cordão vermelho azulado endurecido, processo local com sinais flogísticos  Dor espontânea ou à palpação  Impotência funcional

Tromboflebite Profunda:

Predisposição: grandes cirurgias, insuficiência cardíaca congestiva, obesidade, anemias, gravidez, período prolongado no leito, fraturas, varizes, anticoncepcionais, trauma, neoplasias.

Sintomas gerais:

 Disúria  febre  taquicardia  indisposição geral  tenesmo retal

Sintomas regionais:

 dor profunda na panturrilha  edema do membro  sensação de peso no membro  impotência funcional  distensão das veias superficiais

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