Semiologia Veterinária, Resumos de Medicina Veterinária
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Semiologia Veterinária, Resumos de Medicina Veterinária

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Semiologia Veterinária-Clinica de Pequenos Animais
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Universidade Federal de Minas Gerais

Escola de Veterinária

SEMIOLOGIA

VETERINÁRIA

Belo Horizonte, Minas Gerais

2

Professores:

Luiz Alberto do Lago

Rubens Antonio Carneiro

Adriane Pimenta da Costa Val Bicalho

Thais Coelho Lopes, monitora de Semiologia

Veterinária, 2015.

3

Semiologia Veterinária

Sumário:

Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

Exame de mucosas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10

Exame de linfonodos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

Termorregulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

Semiologia da Pele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

Semiologia do Sistema Respiratório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

Semiologia do Sistema Cardiovascular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

Semiologia do Sistema Digestivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

Semiologia do Sistema Urinário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64

Semiologia do Sistema Genital Feminino . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70

Semiologia do Sistema Genital Masculino . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75

Semiologia do Sistema Locomotor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

Semiologia do Sistema Nervoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

Referências Bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104

4

Semiologia Veterinária

Introdução:

A semiologia é o segmento da patologia que pesquisa sintomas com o objetivo de formar

base clínica para o diagnóstico, prognóstico e tratamento.

Semiologia funcional: explora a parte funcional, busca informações de como está o

desempenho das diversas funções.

Semiologia anatômica: informações a respeito do padrão anatômico dos vários

órgãos.

Semiologia experimental: faz experimentações para saber como uma determinada

função acontece, quando não se consegue obter a informação funcional diretamente.

É importante seguir uma sequência sistemática e estratégica no exame clínico, pois

quando você sistematiza uma sequência para o exame e segue essa sequência sempre,

você diminui o risco de esquecer de examinar alguma parte. Além disso, se inverter a

ordem do exame, pode acabar levando a um raciocínio errado (diferente) sobre o caso

clínico.

Áreas da Semiologia:

Semiotécnica: área da semiologia que ensina a examinar o doente. Ensina como pegar

o animal, como contê-lo e como explorá-lo para obter as informações.

Semiogênese: Área da Semiologia que procura explicar o mecanismo de formação

(origem) dos sintomas.

Clínica Propedêutica: ensina a agrupar e interpretar os sintomas, e, com isso, chegar

a uma conclusão.

Como os animais não se comunicam na linguagem humana, nós veterinários, temos

que aprender a linguagem deles.

Sintoma: é qualquer alteração que revele doença.

Classificação:

Quanto à manifestação:

- Objetivo: “Você bate o olho e vê”. A informação está clara. Ex: numa fratura, você

consegue facilmente ver o osso fraturado, seja através da inspeção, palpação ou

métodos auxiliares como o Raio X.

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- Subjetivo: Requer interpretação. Você precisa fazer uma avaliação. Ex: apatia,

letargia

Quanto ao mecanismo:

- Anatômico: Ex: Esplenomegalia

- Funcional: Ex: sopro cardíaco

- Reflexo: Uma manifestação que para sua produção haja necessidade de um reflexo

retrógrado. Ex: sudorese: mecanismo desencadeado por um processo anterior

(aumento de temperatura, por exemplo).

Quadro sintomático: é a coleção de sintomas que você observa no paciente.

Síndrome: é um estado orgânico revelado por um quadro sintomático específico. Ex:

Síndrome febril: traz em si um quadro sintomático, caracterizado por: animal apático,

com pêlos eriçados, hipertermia, mucosas secas.

Sinal clínico: alteração revelada após a interpretação dos sintomas.

Diagnóstico: é o reconhecimento da doença ou do estado do doente.

Classificação:

Quanto ao tipo:

- Comparativo: comparar o quadro sintomático de diversas doenças.

- Terapêutico: Desconfio desta doença ou daquela. Se eu administrar esta droga, terei

tal resposta esperada.

- Clínico ou nosológico: Reconhecimento direto da doença. Já examinei o paciente,

considerei o quadro sintomático e não foi necessário comparar ou fazer algum exame

complementar para fechar o diagnóstico.

- Etiológico: identificação do agente através de experimentação.

Quanto ao valor:

- Provisório: Em muitas ocasiões não é possível estabelecer de imediato o diagnóstico

exato da enfermidade. Solicitar exames complementares e observar a evolução do caso

para se estabelecer o diagnóstico definitivo.

- Definitivo: realizado através do exame clínico e/ou de exames complementares. É

definitivo, ou seja, não há dúvidas quanto ao diagnóstico.

Prognóstico: previsão da evolução e cura da doença.

Classificação:

6

- Favorável: é aquele em que já se conhecem as ferramentas necessárias para a cura

da doença.

- Reservado: é aquele em que há recursos, mas não são totalmente eficientes. Ainda

há dúvidas sobre a possibilidade de recuperação.

- Desfavorável: é aquele em que você já sabe de antemão que não há chances de

recuperação.

Tratamento:

É o meio do qual lançamos mão para combater a doença. Quanto ao tipo pode ser

cirúrgico, manejo, terapêutico, fisioterápico.

Quanto à finalidade pode ser etiológica, sintomática e vital.

Eutanásia é uma forma de tratamento. É uma prerrogativa absoluta do veterinário e só

pode ser recomendada como tratamento depois de reconhecer a indicação. Deve ser

feita somente se não há possibilidade de cura ou aumento da sobrevida do animal.

Exame clínico:

É o conjunto de procedimentos executados pelo clinico de forma metódica e sistemática

visando o estabelecimento de um diagnóstico presuntivo. É uma busca de informações.

Métodos de exploração clínica ou Métodos de exploração semiológica:

São recursos de que dispomos para a avaliação clínica dos animais.

- Métodos clássicos ou convencionais:

Inspeção: Tem que olhar querendo ver. Assim, ela fará 78% do exame clínico. Por isso

deve-se fotografar mentalmente tudo aquilo que vemos para utilizar comparativamente

nos exames futuros. Fazendo somente a inspeção, é possível dar um diagnóstico com

segurança, enquanto com todos os outros métodos, se utilizados isoladamente, isso

não é possível.

Pode ser direta, quando não há nada entre o olho e a área observada (utilizar uma

lanterna para iluminar a região continua sendo inspeção direta, pois não há nada entre

o olho e o que está sendo inspecionado. E pode ser indireta, quando há algo entre o

olho e o que se está vendo. Ex: lupa.

Palpação: Sentido do tato. É direta quando se utiliza direto as mãos e indireta quando

se utiliza algum instrumento, por exemplo, uma sonda. Para ser feita uma palpação

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adequada é necessário que o animal esteja contido de uma forma adequada e que o

clínico se posicione adequadamente em relação ao animal.

Percussão: Produção de som. É direta quando não utilizamos nenhum instrumento

(digital ou dígito-digital em pequenos animais), e indireta quando utilizamos o martelo e

o plexímetro. São importantes a técnica sistemática e a utilização de instrumentos

adequados. Também é importante que seja feita em ambiente tranquilo e silencioso,

pois a principal dificuldade que encontramos são os ruídos de baixa frequência do

ambiente.

O som que ouvimos durante a percussão não é propriamente o som que produzimos, e

sim o retorno do som produzido.

Tipos de som:

- Maciço: não tem propagação de ondas dentro dele, ou seja, não tem ar ou espaços

vazios. Ex: fígado.

- Maciço não completamente: tem um pouco de propagação, mas não chega a

metade. Igual a cerca de 2/3 de macicez e 1/3 de propagação).

- Sub-maciço: tem metade de propagação e metade de macicez.

- Claro: tem muita propagação de ondas. Ex: pulmões.

- Sub-timpânico: mais ou menos o mesmo tanto de propagação que o claro.

- Timpânico: total propagação de ondas, não há nenhuma macicez.

Auscultação: sons produzidos pelos órgãos. Também pode ser direta (coloca-se o

ouvido diretamente na estrutura) ou indireta (utilização do estetoscópio).

- Métodos Auxiliares: série de métodos específicos que visam auxiliar os métodos

clássicos. As técnicas empregadas têm o objetivo de aumentar e potencializar a

eficiência dos sentidos.

Ex: Procedimentos cirúrgicos, endoscopia, ultrassom, biopsia, punção, exames

laboratoriais.

Importância do posicionamento do examinador e do animal para fazer o exame físico

(inspeção, palpação, percussão e auscultação): O posicionamento influencia na

eficiência da execução da metodologia. Conforme o posicionamento em relação ao

animal você pode ver tudo ou não ver nada. Além disso, é importante também para a

segurança do clínico.

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Etapas do exame clínico:

Identificação e histórico: identificação do proprietário/tutor e do animal (nome,

telefone, endereço, raça, sexo, idade) e história contada pelo proprietário sobre o que

está acontecendo com o animal. Nesse momento o veterinário não pode falar nada, só

ouvir.

Anamnese geral e específica: o veterinário faz perguntas estratégicas ao proprietário.

Deve ser em ordem cronológica e não induzir respostas falsas. Ex: ao invés de

perguntar: “você dá vermífugo ao seu animal? ”, perguntar: “Qual foi a última vez que o

seu animal foi vermifugado? ”

- Geral: formar um painel sobre o ambiente e a rotina diária do animal e do proprietário.

- Específica: obter respostas especificamente ligadas ao motivo da consulta. Ex: se a

queixa principal é a tosse do animal, a anamnese específica será voltada para o sistema

respiratório, dando uma atenção maior a este. Mas perguntas sobre os outros sistemas

também são extremamente importantes.

Importante: nunca censurar ou advertir o proprietário, pois pode inibi-lo de dar as

respostas verdadeiras. Se elogiá-lo, ele pode superestimar alguma informação. Portanto

deve manter-se neutro.

Exame físico: execução da metodologia e manipulação do animal para obter

informações. Obs: essa é a primeira etapa de manipulação do animal. A inspeção à

distância (observação do comportamento) do animal é feita durante as etapas iniciais

de identificação, histórico e anamnese.

Diagnóstico

Prognóstico

Tratamento

Fatores importantes para a realização do exame clínico:

- Ambiente: iluminado, tranquilo, silencioso, seguro.

- Relação médico/paciente e médico/informante: respeitar seu paciente

- Contenção: importante para a segurança do médico e do animal. O animal é bravo

porque quer se defender. Por mais manso que seja, na hora em que ele se sentir

ameaçado, ou se sentir dor durante o exame, ele vai querer se defender.

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- Posicionamento: influencia na eficiência da execução da metodologia. Conforme o

posicionamento em relação ao animal você pode ver tudo ou não ver nada. É

importante, ainda, para a segurança do clínico examinador.

- Manipulação: maneira correta de segurar o animal

- Interação e concentração: conversar com o animal para senti-lo e entendê-lo.

- Sistemática: roteiro, metodologia.

Projeção Anatomotopográfica: desenho feito na pele do animal projetando a

localização interna do órgão. Projeção do órgão na superfície corpórea do animal.

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Exame de Mucosas:

Qual é a importância de se examinar mucosas e linfonodos? Além de ser tecido ou órgão

próprio, e portando sofrer alterações, nos dá informações sobre o estado de saúde geral

do animal, ou seja, pode indicar doenças em outros sistemas.

Enfermidades próprias: inflamações, tumores, edemas.

Enfermidades de outros sistemas: icterícia.

Estrutura examinável é aquela que saudável ou doente temos acesso a ela. É a

estrutura que classicamente se examina na rotina. Ex: mucosa anal: nós temos

facilmente acesso a ela, mas ela não é uma mucosa examinável enquanto exame de

mucosa, e sim durante o exame do trato gastrointestinal.

Mucosas examináveis em uma rotina clínica:

- Conjuntiva ocular ou mucosas conjuntivais

- Mucosa oral ou bucal

- Mucosas nasais

- Mucosa vulvo-vaginal

- Mucosa prepucial ou peniana (apenas nos pequenos animais, nas demais

espécies seu exame é feito junto com o sistema genital).

Em bovinos e equinos, a mucosa prepucial é mais passível de alterações locais do

sistema genital, não sendo muito segura como fonte de alterações em outros sistemas,

por isso não é examinada enquanto exame de mucosas.

Métodos de exploração clínica ou métodos de exploração semiológica:

 Inspeção:

- Coloração: normal é róseo-avermelhado brilhante e não rosa-claro, com variações

entre espécies e raças. Alterações incluem palidez (branco-róseo à pérola), aspecto de

porcelana (comum em pequenos ruminantes com infestação por vermes hematófagos

que causa espoliação sanguínea intensa), ictérica (amarelo devido à presença de

bilirrubina), congesta ou hiperemica (vermelha), cianótica (azul devido à redução da

oxigenação). Obs.: não devemos dizer mucosa ictérica, hiperêmica, cianótica, e sim,

mucosa amarela, vermelha, azul, pois a icterícia, a hiperemia e a cianose não são cores,

e sim, condições que levam às respectivas cores.

- Umidade: são úmidas, mas não têm fluxo. Se estiver seca ou fluindo está doente.

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- Integridade: sem lesão, manchas, nódulos, ulcerações ou corpo estranho

- Vascularização: não pode ser evidente na mucosa (ex: os vasos episclerais não

podem ser excessivamente evidentes, pois é sinal de doença).

- Tempo de perfusão capilar (TPC): comprimir a mucosa afastando a circulação e

vendo o tempo que gasta para voltar após cessar a compressão. O tempo deve ser de

2 segundos, ou seja, deve ser imediato. É feito na mucosa gengival, já que nesta tem

um suporte (osso) contra o qual a mucosa é comprimida. O aumento do TPC pode

indicar desidratação, anemia, hipovolemia.

 Palpação:

Feito quando tem alguma alteração de integridade, como um aumento de volume. Palpa

para identificar a natureza do aumento de volume, qual a consistência, se tem flutuação,

mobilidade.

 Métodos auxiliares: Biópsia.

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Exame de Linfonodos:

Sistema linfático

A função primordial é a drenagem de líquidos e materiais particulados do espaço

intercelular de todo o corpo do animal; absorção de nutrientes, principalmente lípides.

Linfangite: inflamação do vaso linfático

Linfadenite: inflamação do linfonodo

Linfonodos: são órgãos de defesa, que, além de drenagem da linfa, fazem a defesa

orgânica, estando estrategicamente distribuídos pelo corpo do animal, formando

cadeias, cada uma responsável pela drenagem e defesa daquela região. Todas as

cadeias estão simetricamente dispostas nos dois lados do corpo.

Ex: cadeia da região parotídea: drena a região do ouvido e da parótida;

Cadeia retrofaringeana: drena a região da faringe e da garganta do animal (aspecto

interno da cabeça). Cadeia mandibular, drena a região ventral da cabeça. Cadeia

cervical superficial ou pré-escapular: drena as orelhas, pescoço, peito e escápula;

cadeia sub-ilíaca: drena a região posterior do tronco e craniolateral da coxa; cadeia

mamária: úbere e aspecto interno posterior das coxas; cadeia escrotal: órgãos genitais

masculinos externos; poplíteos: estruturas distais ao linfonodo, perna e coxa; por

palpação retal em bovinos: cadeia da bifurcação da aorta: drena a cavidade abdominal

e ileofemorais.

Quando verifico alteração em apenas um linfonodo de uma cadeia, temos uma alteração

local. Quando a alteração ocorre em linfonodos de uma mesma cadeia, então a

alteração é regional. Alteração sistêmica ocorre quando todas as cadeias de linfonodos

estão comprometidas.

Importância do exame dos linfonodos: além de ser tecido ou órgão próprio e, portando

sofrer alterações próprias, nos dá informações do estado de saúde geral do animal, ou

seja, pode indicar doenças em outros sistemas. Além disso, informa se a doença é local,

regional ou sistêmica.

Linfonodos examináveis: são todos aqueles a que temos acesso, estando saudável

ou doente.

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Cães: linfonodos submandibulares, pré-escapulares, poplíteos, axilares e inguinais.

Linfonodos palpáveis: submandibulares, pré-escapulares e poplíteos.

Bovinos: parotídeos, submandibulares e retrofaríngeos, cervicais superficiais, sub-

ilíacos, retromamários ou escrotais (também chamados de inguinais), íleofemurais,

bifurcação da aorta. Linfonodos palpáveis: cervicais superficiais, sub-ilíacos,

retromamários ou escrotais, ileofemurais, bifuração da aorta, sendo os dois últimos por

palpação interna.

Equinos: submandibulares, parotídeos, retrofaríngeos, cervicais superficiais ou pré-

escapulares, sub-ilíacos. Linfonodos palpáveis: submandibulares, cervicais superficiais

ou pré-escapulares, subilíacos e mamários ou escrotais.

Métodos de exploração clínica ou métodos de exploração semiológica:

- Técnica de exame: primeiro examina-se uma cadeia de um lado e depois vai para a

cadeia contralateral comparando-as. Somente depois de fazer a comparação é que se

passa apara a cadeia seguinte. Começar pelas cadeias da cabeça e seguir em direção

a região posterior do animal. Nunca saltar cadeias ou inverter a sequência.

- Inspeção: volume, forma, presença de fistulas.

- Palpação: volume, forma, consistência, sensibilidade, mobilidade, temperatura,

superfície.

- Métodos auxiliares: punção, biópsia, ultrassonografia.

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Termorregulação:

Regulação da temperatura corporal:

- Termostato hipotalâmico

- Termogênese: produção de calor através de mecanismos oxidativos.

- Termólise: eliminação de calor → vasodilatação, aumento da frequência cardíaca,

sudorese, arfagem.

Alterações da temperatura corporal:

- Fatores fisiológicos. Ex: corrida

- Fatores patológicos. Ex: doenças

Causas principais de elevação da temperatura corporal de forma patológica:

endotoxinas, bactérias, vírus, hipersensibilidades, tumores, pirógenos exógenos,

neutrófios, monócitos, eosinófilos, pirógenos endógenos (mediadores proteicos, debris

celulares, produtos do catabolismo).

Hipertermia é diferente de febre. A febre é caracterizada por aumento da temperatura

+ sintomas típicos da síndrome febril).

A hipertermia pode ser: por retenção (climas e ambientes quentes), esforço (trabalhos

musculares) ou mista.

Pirexia ou febre:

- Hiperpirexia: crise febril onde a temperatura está muito elevada.

- Hipopirexia

Síndrome febril: indicativa de doença

Sinais: congestão de mucosas (vasodilatação), secas e sem brilho

Taquicardia, taquipnéia, pêlos eriçados, desidratação, apatia.

Tipos de febre:

Febre contínua: levada e com pequenas variações diárias.

Febre Intermitente: períodos de febre alternados com períodos apiréticos ao longo

do dia. Ex: Hemoparasitose

Febre Recurrente: períodos de febre alternados com períodos de dias apiréticos. Ex:

anemia infecciosa equina, tuberculose.

15

Febre remitente: oscilações ultrapassam 1°C, sem alcançar limite fisiológico no dia.

Febre Inversa: se eleva pela manhã e cai à tarde

Febre Efêmera: aparece e desaparece rapidamente ao longo do dia

Atípica: quando não se enquadrar nos tipos acima.

Técnicas de mensuração: termômetro.

Temperaturas normais:

Animal Jovem Adulto

Equinos 37,5 – 38,5 37,5 – 38.0

Bovinos 38,5 – 40,0 38,5 – 39,0

Ovinos 38,5 – 39,0 38,5 – 40,0

Caprinos 38,5 – 41,0 38,5 – 40,5

Caninos 38,0 – 39,5 38,0 – 39,0

Felinos 38,0 – 39,5 38,0 – 39,5

Aves - 39,5 – 44,0

Classificação da febre (quanto a elevação térmica):

Ligeira: 0 – 1 °C

Regular: 1 – 2 °C

Alta: 2 – 3 ° C

Muito alta: > 3 °C

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Semiologia da pele

Funções da pele:

Proteção contra perdas: água, eletrólitos, macromoléculas.

Proteção contra injúrias externas: químicas, físicas e microbiológicas.

Produção de estruturas queratinizadas: pêlos, unhas e camada córnea – proteção e

movimentação.

Flexibilidade: mamíferos realizam diferentes movimentos.

Termorregulação: mano piloso, regulação dos vasos sanguíneos, função glandular.

Reservatório: água, eletrólitos, vitaminas, ácidos graxos, carboidratos, proteínas

Imunorregulação: imunidade celular e humoral

Pigmentação: melanina, cor dos pelos e da pele, proteção contra os raios solares.

Produção de vitaminas D: necessita de ativação cutânea.

Identificação: superfície das narinas são como as impressões digitais dos humanos

Percepção: rede nervosa cutânea – a pele é o órgão receptor sensitivo do calor, frio,

dor, tato.

Secreção (glândulas sudoríparas e sebáceas): manutenção e lubrificação do

recobrimento piloso, termorregulação, determinação de odores.

Morfologia da pele:

17

Epiderme: camada basal, espinhosa, granulosa, lúcida (coxins palmo-plantares e

narinas) e córnea.

Células de Merckel (2%): funções táteis e sensitivas.

Derme superficial: contato com a epiderme. Abrange os folículos pilosos e glândulas

Derme profunda: feixes de fibras colágenas paralelos à superfície.

Pêlos e folículos:

- Pêlo primário: Glândula Sebácea, 1 músculo eretor do pêlo e 1 poro para cada pêlo.

Felinos, caninos, caprinos, ovinos e suínos

- Pêlo secundário: vários pêlos por poro. Bovinos e equinos

Proporção: 1 primário/5-20 secundários

Ciclo do pêlo:

- Fase anágena: crescimento, intensa atividade da matriz.

- Fase catágena: interrupção do crescimento, redução do tamanho.

- Fase telógena: folículos quiescentes, pêlos prestes a desprender.

Por que um pitbull suja mais a casa de pêlos do que um poodle? Porque, por se tratar

de um animal de pêlo curto, o ciclo do pêlo nele é mais rápido.

Glândulas sudoríparas:

- Epitriquiais: função antimicrobiana e ferormônios. Todos os mamíferos domésticos

possuem.

- Atriquiais: presentes nos coxins dos carnívoros.

Sudorese:

- Equinos: termorregulação – grande quantidade de suor.

- Ruminantes: termorregulação – pequena quantidade de suor.

- Cães e gatos: coxins palmo-plantares.

Vascularização:

- Plexo profundo, subdérmico ou subcutâneo

- Plexo intermediário ou cutâneo

- Plexo Superficial ou subpapilar

Hipoderme:

Tecido subcutâneo ou panículo adiposo.

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Depósito nutritivo de reserva

Isolamento térmico.

Proteção mecânica

Deslizamento da pele.

Exame da pele:

Erros x ansiedade do proprietário: o exame da pele deve ser feito por completo,

analisando o animal como um todo.

Passos para o exame:

1. Identificação:

- Etária: doenças da infância: demodicose em cães, dermatofitose em gatos,

papilomatose em bezerros.

Alergias: adultos jovens e maduros

Alterações hormonais: adultos maduros

Idosos: neoplasias, outras doenças não específicas ligadas à idade.

- Sexual: dermatopatias relacionadas a hormônios sexuais. Tendências: fístulas

perianais em cães, abcessos em gatos.

Estro: acometimento marcante.

Metaestro: a progesterona causa queda do pêlo.

- Racial: Akita – adenite sebácea

Felino Persa: complexo granuloma eosinofílico

Equino Apaloosa: Pênfigo foliáceo

Bovino Simental: astenia cutânea.

Suíno Landrace: dermatose vegetante.

- Cor do pelame: doença do mutante de cor em cães de pêlos azulados; carcinoma

espinocelular em gatos brancos; melanoma em equinos tordilhos; fotossensibilização

em gado claro ou branco.

2. Anamnese

- Primordial e completa!

- Queixa principal

- Antecedentes: recentes e distantes

- Início do quadro e evolução: agudo x crônico

- Periodicidade

- Contactantes: animais e humanos, rebanhos

- Terapia: já utilizada, em utilização no momento, resultados

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- Ambiente e manejo

- Ectoparasitas

- Sintomas relacionados a outros órgãos

- Sintomas: lesões dermatológicas

- PRURIDO: avaliação da presença do prurido, intensidade do prurido, manifestações

do prurido: lamber, roçar, mordiscar, esfregar-se, localização do prurido.

3. Exame físico:

- Palpação

- Sensibilidade das lesões, volume, espessura, elasticidade, temperatura, consistência,

umidade, untuosidade. Edemas, digitopressão: diferenciar eritema de púrpura.

Reflexo Otopedal: você coça a orelha do animal e ele tem um reflexo de movimentação

característico dos pés.

- Olfação

- Inspeção direta: ambiente claro, distância de 1,5-2,0m, depois aproximar-se do

animal. Analisar recobrimento piloso:

Suínos: recobrimento piloso pouco denso

Equinos: alopécia abdome ventral, região axilar e face interna da orelha.

Bovinos e caprinos: alopécia abdome ventral, região axilar e face interna da orelha.

Ovinos: Farto recobrimento piloso em toda a superfície corporal.

Caninos: alopécia abdome ventral, região axilar e face interna da orelha. Raças de

recobrimento piloso em toda a superfície corporal. Raças com alopécia na face externa

da orelha, cervical, torácica e abdominal ventral. Raças com recobrimento piloso

somente nas extremidades.

Felinos: alopécia na face interna da orelha e rarefação pilosa entre a órbita e a base da

orelha. Raças com recobrimento piloso em toda a superfície, recobrimento ausente ou

só nas extremidades.

- Quedas fisiológicas: o pêlo cai, mas não há alopécia e nem outras alterações como

descamações.

- Quedas patológicas

- Cor da pele: rósea, rósea-clara (pálida), cianótica (azul), ictérica (amarela), hiperêmica

(vermelha).

- Sudorese: Anidrose (ausência de suor), hipoidrose (pouco suor), Hiperidrose (muito

suor).

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Classificação das lesões cutâneas:

- Quanto à distribuição:

Localizada: de 1-5 lesões individualizadas

Disseminada: mais de 5 lesões individualizadas

Generalizada: acometimento difuso de mais de 60% da superfície corpórea.

Universal: toda a superfície corpórea.

- Quanto à origem:

Lesões primárias: desenvolvem-se espontaneamente como reflexo direto da doença

subjacente. Ex: mancha, pápula ou placa, pústula, vesícula, nódulo, tumor, cisto.

Lesões secundárias: evoluem das lesões primárias ou ocorrem por envolvimento do

paciente ou de outros fatores. Ex: colarete epidérmico, cicatriz, exulceração e úlcera,

fissura, liquenificação.

Lesões que podem ser tanto primárias quanto secundárias. Ex: alopécia, escamas,

crostas, comedo, alterações pigmentares.

- Quanto à topografia:

Simétricas ou assimétricas

Uma lesão em relação à outra

Endocrinopatias: a maioria se caracteriza por apresentar lesões simétricas.

Doenças não endócrinas.

Quanto à profundidade:

Superficial: quadros mais brandos

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Profunda: quadros mais graves

Classificação morfológica:

Alterações de cor:

- Manchas vásculo-sanguíneas:

Eritema: coloração avermelhada da pele decorrente de vasodilatação. Volta à coloração

normal quando submetido a digitopressão ou vitropressão.

Exantema: eritema disseminado, agudo, efêmero.

Eritrodermia: eritema crônico.

Púrpura: coloração avermelhada da pele decorrente de extravasamento de hemáceas

na derme e interstício. Não volta à coloração normal quando submetido a digitopressão

ou vitropressão.

Petéquias: até 1cm

Equimose: mais de 1 cm

Víbice: linear

Cianose: coloração arroxeada, por congestão passiva ou venosa, com dinimuição de

temperatura

Enatema: eritema de mucosas

Mancha lívida: cor plúmbea, de pálido ao azulado, por isquemia

Mancha anêmica: branca, permanente, por agenesia vascular

Teleangectasia: evidenciação dos vasos cutâneos através da pele, decorrente do

adelgaçamento desta. Os vasos revelam-se sinuosos

- Manchas pigmentares ou discrômicas:

Hipopigmentação ou hipocromia: diminuição do pigmento melânico, lesão do

melanócito.

Acromia: ausência do pigmento melânico, também denominada leucodermia ou

leudermia, leucotriquia, leuconiquia, leucoplasia.

Hiperpigmentação ou hipercromia: aumento de pigmento de qualquer natureza.

Pigmento biliar, hemossiderina; melanodermia (alopécia, área escurece e fica mais

espessa) x cronicidade; mancha senil em abdome ventral.

- Alterações de espessura:

Hiperqueratose ou queratose: espessamento da pele decorrente do aumento da

camada córnea. Áspera, inelástica, dura e de coloração acinzentada.

Liquenificação ou lignificação: espessamento da pele decorrente do aumento a

camada malpighiana-espinhosa. Acentuação dos sulcos cutâneos normais.

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Edema: difícil estar ligado somente a problemas da pele, normalmente está ligado a

outras alterações. Aumento de espessura da pele, depressível (Sinal de Godet

pressão digital no local do edema, se a impressão do dedo permanecer no local trata-

se de um edema – Godet positivo) O edema ocorre devido ao extravasamento de

plasma na derme e/ou hipoderme, inflamação aguda, irrigação linfática deficiente,

hipoproteinemia ou cardiopatias.

Cicatriz: lesão de aspecto variável, saliente ou deprimida, móvel, retrátil ou aderente.

Não apresenta estruturas foliculares, nem sulcos cutâneos, decorrente de reparação de

lesão da pele.

- Formações sólidas:

Resultam de processo inflamatório, infeccioso ou neoplásico, atingindo, isolada ou

conjuntamente a epiderme, derme e hipoderme.

Pápula: lesão sólida circunscrita, elevada, que pode medir até 1cm de diâmetro.

Placa: área elevada da pele com mais de 2cm de diâmetro, geralmente pelo

coalescimento de pápulas.

Nódulo: lesão sólida circunscrita, saliente ou não, de 1 a 3 cm de diâmetro

Tumor ou nodosidade: lesão sólida circunscrita, saliente ou não de mais de 3 cm de

diâmetro. O termo tumor deve ser utilizado preferencialmente para neoplasia.

Goma: nódulo ou nodosidade que sofre depressão ou ulceração na região central e

elimina material necrótico.

Vegetação: lesão sólida, que cresce se distanciando da pele (exofítica) avermelhada e

brilhante (semelhante a couve-flor). Se deve ao aumento da camada espinhosa.

Verrucosidade: lesão sólida, exofítica, acinzentada, áspera, dura e inelástica. Se deve

ao aumento da camada córnea.

- Coleções líquidas:

Vesícula: elevação circunscrita de até 1 cm de diâmetro, contendo líquido claro. Este

conteúdo inicialmente claro (seroso), pode se tornar turvo (purulento) ou avermelhado

(hemorrágico)

Bolha: elevação circunscrita de mais de 1 cm de diâmetro, contendo líquido claro.

Pústula: elevação circunscrita de até 1 cm de diâmetro, contendo pus.

Cisto: formação elevada ou não, constituída por cavidade fechada, envolta por epitélio

e contendo líquido ou substância semissólida.

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Abcesso: formação circunscrita de tamanho variável, encapsulado, proeminente ou

não, contendo líquido purulento na pele ou tecidos subjacentes. Há calor, dor e

flutuação.

Flegmão: aumento de volume de consistência flutuante, não encapsulado, de tamanho

variável, proeminente ou não, contendo líquido purulento na pele ou tecidos

subjacentes. Há calor e dor.

Hematoma: formação circunscrita de tamanho variável, proeminente ou não, decorrente

de derramamento sanguíneo na pele ou tecidos subjacentes.

- Perdas e reparações teciduais:

Escamas: placas de células da camada córnea que se desprendem da superfície

cutânea, por alteração da queratinização. Podem ser classificadas em farinácea,

furfurácea ou micácea (se desprende em forma de lâminas).

Erosão ou exulceração: perda superficial da epiderme ou de camadas da epiderme.

Ulceração: perda circunscrita da epiderme e derme, podendo atingir a hipoderme e

tecidos subjacentes. Podem ser: ulceração crônica, úlcera tenebrante (muito

profundas), afta (pequena ulceração em mucosas)

Colarete epidérmico: fragmento de epiderme circular que resta na pele após a ruptura

de vesículas, bolhas ou pústulas.

Crosta: concreção amarelo claro (crosta raelicérica), esverdeada ou vermelha escura

(crosta hemorrágica), que se forma em área de perda tecidual, decorrente do

dessecamento de serosidade, pus ou sangue, além de restos epiteliais.

Escara: área de cor lívida ou preta, limitada por necrose tecidual. O termo também é

empregado para designar a eliminação do esfacelo (porção central e necrosada da

escara).

Fístula: canal com percurso na pele que drena foco de supuração ou necrose e elimina

material purulento ou sanguinolento.

- Lesões associadas: papulocrostosas, eritêmato-papulosas, vesicobolhosas,

ulcerocrostosas.

- Lesões particulares: celulite: inflamação de todas as camadas da pele (epiderme,

derme e hipoderme); comedo; corno; milium ou mílio: semelhante a um grão de arroz

embaixo da pele; cilindro folicular.

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Exames complementares:

- Exame direto do pelame: TRICOGRAMA

Para identificar os microrganismos: Microsporum e Trichophyton

E alterações do pêlo.

- Cultura: fungos e bactérias.

Para a coleta do fungo, limpar o local com álcool 70% e não utilizar óleo mineral para

acondicionar a amostra.

- Citologia: células inflamatórias, neoplásicas e agentes infecciosos.

Esfregaço por aposição ou técnica de Tzanch.

Coleta com swab e imprint na lâmina.

Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) com squash ou esfregaço do material coletado

em lâmina.

- Biópsia e exame histopatológico: “Punch”

- Diascopia ou vitropressão para diferenciar eritema de púrpura.

- Lâmpada de Wood: utilizada para fluorescer cepas de Microsporum canis

- Parasitológico: raspado cutâneo para a identificação ácaros

Raspado profundo: Demodex (sarna demodécica)

Raspado superficial: Sarcoptes (sarna sarcóptica)

Colocar o material em óleo mineral em uma lâmina, e cercar com uma fita adesiva os

bordos da lâmina.

*Reflexo Otopedal: ao coçar a orelha do animal, ele responde com movimentos das

patas traseiras como se estivesse querendo coçar. SUGESTIVO DE ESCABIOSE OU

SARNA SARCOPTICA (Sarcoptes). Esta sarna também tem predileção por espaços

interdigitais, face anterior do antebraço, cotovelos, axilas, etc.

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Semiologia do Sistema Respiratório:

Função principal: garantir a hematose com segurança; estabelecer um contato direto

com segurança entre o meio interno e externo.

Especializações que mantêm a natureza e funcionalidade:

- Estruturas que mantêm abertos os canais. Ex: anéis cartilaginosos na traqueia.

- Aquecimento e umedecimento do ar

- Transporte: lençol mucociliar jogam substâncias nocivas para fora

- Surfactante: se adere às partículas para serem transportadas para o exterior.

- Defesa celular: imunoglobulinas, macrófagos alveolares.

Cabeça:

Nariz e anexos;

Tecidos perinasais: muflo, cartilagens perinasais, fossas nasais.

Seios.

Muflo: parte glabra, sensível.

Exame físico:

1. Inspeção: observar a integridade, a umidade e se há pigmentação. O animal troca calor

através do muflo. A sua umidade reflete a hidratação do animal: quando úmido indica

que o animal está adequadamente hidratado, quando seco pode indicar desidratação

(tem que observar o contexto, por exemplo, se o animal acabou de se alimentar é normal

que o muflo esteja seco). Doenças neuronais podem comprometer o formato.

2. Palpação: presença de fluxo uni ou bilateral, quantidade, coloração, odor em cada

narina (inodoro, pútrido ou repugnante). Bovinos têm fluxo nasal fisiológico; cães, gatos

e equinos às vezes podem tem gotículas nas mucosas nasais.

Parâmetros para a avaliação do fluxo nasal:

- Ocorrência: tem fluxo? Unilateral ou bilateral? Bilateral indica que a origem do fluxo

pode ser nas vias aéreas superiores ou inferiores, enquanto que o unilateral deve ser

de origem na narina em que ocorre (mas isso não é regra).

- Quantidade: é discreta nas espécies que possuem fluxo nasal fisiológico. Quando

patológico pode ser de moderada a intensa.

- Odor: o fluxo fisiológico é inodoro. O fluxo patológico pode ser inodoro, repugnante ou

pútrido (o odor pútrido é repugnante, mas ele é classificado antes como pútrido).

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