Setor Externo, Notas de estudo de Engenharia Informática
wellington-cassio-faria-8
wellington-cassio-faria-8

Setor Externo, Notas de estudo de Engenharia Informática

6 páginas
47Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
Setor Externo
40 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 6
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas

7. O SETOR EXTERNO

7.1 FUNDAMENTOS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL E TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVA.

Os países comercializam entre sí devido a vários fatores, dentre eles podemos destacar vários fatores:

a) A diversidade dos fatores de produção. b) A possibilidade de redução de custos ( economias de escala ) c) Difernetes estágios de desenvolvimento econômico.

O princípio das vantagens comparativas sugere que cada pais deva se especializar na produção daquela mercadoria em que é relativamente mais eficiente ( ou que tenha um custo relativamente menor ). Esta será portanto, a mercadoria a ser exportada. Por outro lado, esse mesmo país deverá importar aqueles bens cuja produção implicar um custo relativamente maior.

A teoria das vantagens comparativas foi formulada por David Ricardo em 1817. No exemplo construído por esse autor, existem dois países ( Inglaterra e Portugal ), dois produtos ( tecidos e vinhos ) e apenas um fator de produção.

A partir da utilização do fator trabalho, obtém – se a produção dos bens mencionados, conforme o quadro a seguir:

Quantidade de homens / hora para a produção Tecido Vinho de uma unidade de mercadoria

Inglaterra 100 120 Portugal 90 80

7.2 determinação da taxa de câmbio

Conceito: A taxa de câmbio é a medida de conversão da moeda nacional em moedas de outros países. Pode, também, ser definida como o preço da moeda estrangeira (divisa) em termos da moeda nacional. Assim um dólar pode custar 0,97 real, 1 libra pode custar 1,27 real etc.

A determinação da taxa de câmbio pode ocorrer de dois modos:

a) Institucionalmente, através de decisão de autoridades econômicas com fixação periódica das taxas ( taxas fixas de câmbio )

b) Através do funcionamento do mercado, onde as taxas flutuam automaticamente, em decorrência da oferta e demanda.

Uma taxa de câmbio elevada significa que o preço da divisa estrangeira está alto, ou que a moeda nacional está desvalorizada. Assim, a expressão desvalorização cambial indica que houve um aumento da taxa de câmbio – maior número de reais por unidade de unidade estrangeira. Por sua vez, valorização cambial significa moeda nacional mais forte, isto é paga – se menos reais por dólar, por exemplo , e tem-se, em conseqüência, uma queda na taxa de câmbio.

7.3 Atuação do Governo no mercado de divisas

Devido a instabilidade do balanço de pagamentos de alguns países, seus governos se vêem obrigados a intervir no mercado de divisas. O governo pode atuar através da política cambial ou da política comercial.

As políticas cambiais mais frequêntes são as seguintes:

• Regime de taxas fixas de câmbio: o banco central fixa antecipadamente a taxa de câmbio, com o qual o mercado deve operar.

• Regime de taxas flutuantes ou flexíveis: A taxa de câmbio é determinado pelo mercado, através da oferta e da demanda de moeda estrangeira.

• Regime de bandas cambiais: O Banco Central fixa os limites superior e inferior ( uma banda ) dentro dos quais a taxa de câmbio pode flutuar.

• Alterações das tarifas sobre importações: Se a política for substituir importações, protegendo a produção interna, o governo poderá dificultar a importação através de uma elevação do imposto de importação. Caso contrário as tarifas sobre importação será diminuída.

• Regulamentação do comércio exterior: Entraves burocráticos dificultando as transações com o exterior, bem como o estabelecimento de quotas às importações de determinados produtos.

As políticas comerciais estão sujeitas às normas estabelecidas pela Organização mundial de Comércio (OMC).

7. 4 Fatores determinantes do comportamento das exportações e importações.

Para objetivos de política econômica, é interessante conhecer quais os fatores que mais influenciam as exportações e as importações.

7.5 Exportações

• Preços externos em dólares: Se os preços de nossos produtos se elevarem no exterior, as exportações nacionais deverão se elevar. Ex: usineiros deixa de produzir álcool para produzir açúcar em detrimento do preço internacional.

• Taxa de câmbio em reais: Uma elevação dos preços internos de produtos exportáveis pode desestimular as exportações e incentivar as vendas no mercado interno.

• Taxa de câmbio (reais por dólares): Como salientamos, o aumento da taxa de câmbio ( isto é uma desvalorização cambial ) deve estimular as exportações, seja porque nossos exportadores receberão mais reais pelos mesmos dólares anteriores, seja porque os compradores externos, com os mesmos dólares anteriores, poderão comprar mais produtos nacionais.

• Renda mundial: Um aumento da renda mundial certamente estimulará o comércio internacional e, em conseqüência, as exportações nacionais.

• Subsídios e incentivos às exportações: Sejam de ordem fiscal (isenção de impostos ) taxas de juros subsidiadas, disponibilidade de financiamento ), sempre representam um fator de estímulo às exportações.

7.6 Importações

Os principais fatores que determinantes do comportamento das importações agregadas são os seguintes:

• Preços externos em dólares: Se os preços dos produtos importados se elevarem em dólares, haverá uma retração das importações brasileiras.

• Preços internos em reais: Um aumento dos preços dos produtos produzidos internamente incentivará a compra dos similares no mercado externo, elevando as importações.

• Taxa de câmbio: Uma elevação na taxa de câmbio ( desvalorização cambial ) acarretará uma maior despesa aos importadores, pois pagarão mais reais pelos mesmos produtos antes importados.

• Renda e produto nacional: Enquanto as exportações são mais afetadas pelo que ocorre com a renda mundial, as importações estão mais relacionadas com a renda nacional. Um aumento da produção e da renda nacional significa que o país está crescendo e que demandará mais produtos importados, seja na forma de matérias- primas, bens de consumo.

• Tarifas e barreiras às importações: A imposição de barreiras quantitativas ( elevação de tarifas sobre importações ) ou qualitativas ( proibição da importação de certos produtos, estabelecimento de quotas ou entraves burocráticos) ocasionam uma inibição de nas compras de produtos importados.

7.7 Estrutura do Balanço de Pagamentos

A. Balança comercial: Corresponde as operações de mercadoris de um determinado país, assim como as suas importações de mercadorias com o resto do mundo;

B. Balança de serviços: inclui os pagamentos e recebimentos pelos serviços e recebimentos internacionais, como fretes entre países, seguros, assistência técnica, juros de empréstims e financiamentos, aluguéis de filmes e direitos de televisão, direitos autorais, gastos de turismo, tranferência de lucro serviços e rendimentos de fatores percebidos por não redidentes no país.

C. Transferências unilaterais:também conhecida como conta de donativos , registram as doações interpaíses. Os donativos podem ser em divisas ou em donativos. A soma da balança comercial , da balança de serviços e das transferências unilaterais forma a balança de transações corresntes;

D. Balança de capitais: contabiliza os capitais das firmas estrangeirs e nacioansis que entram e saem do país, os financiamentos, as amortizaçãos, os empréstimos recebidos de organismos internacionais e os empréstimos efetuados a agentes residentes no exterior.

E. Erros e omissões: são os valores provenientes de erros de contabilização, não incluidos em nenhuma das contas anteriores. Esses valores geralmente são pouco significativos. A soma da balança de transações correntes, da balança de capitais e dos erros e omissões forma o saldo do balanço de pagamentos. Esse saldo tem uma contrapartida de igual valor, mas de sinal contrário, que representa o financiamento do déficit.

A. Balança Comercial ( Mercadorias ) • Importações • Exportações

B. Balanço de Serviços • Viagens internacionais ( turismo ) • Transportes ( fretes )

• Rendas de capitais ( juros, lucros, dividendos e lucros reinvestidos pelas multinacionais )

• Serviços diversos ( royalties, assistência técnica ) • Serviços governamentais ( embaixadas )

C. Transferências Unilaterais ( Donativos em Divisas ou Mercadorias )

D. Balanço de transações correntes ou Saldo em conta Corrente ( resultado Líquido de A + B + C )

E. Movimento de Capitais autônomos ou balanço de Capitais Autônomos ( transações Monetárias )

• Investimentos diretos líquidos ( novas firmas estrangeiras ) • Empréstimos e financiamentos ( Banco Mundial, bancos privados e oficiais

estrangeiros ) • Amortização

F. Erros e Omissões

G. Saldo do Balanço de Pagamentos ( Resultado Líquido de D + E + F )

H. Finaciamento do Resultado ou finaciamento Compensátorio

• Haveres e obrigações no exterior ou contas de caixa ( reservas ) • Empréstimos de regularização ( FMI )

8. BARREIRA AO COMÉRCIO INTERNACIONAL

1. Generalidades

Vimos que o comércio internacional é necessário, porque nenhum país dispõe de todos os recursos naturais pra seu sustento. Apesar disso, essa atividade defronta com um série de barreiras.

Alem da moeda, o idioma e sistemas de pesos e medidas, temos também a legislação, que complica a relação entre vendedor e o comprador.

2. Barreiras inaceitáveis

Há barreiras necessárias e também bareiras inaceitáveis,. As necessárias são implantadas quando a produção nacional está sendo agredida por empresas do exterior com finalidade de destruir a produção nacional e os empregos. As barreiras inaceitáveis são classificadas como desvios de modelos de comércio e esquemas protecionistas.

3. Desvios de modelos de comércio livre.

A seguir alguns fatos que são entraves ao comércio exterior:

• monopólios ; • dumpings; • oligopólios; • trusts • carteis.

4. Esquemas protecionistas

Também constituem barreiras ao comércio internacional os esquemas protecionistas amparados em:

• Subsídios: é comum os governos subsidiarem a produção de algumas mercadorias com a finalidade de elas se tornarem competitivas, em preços, com as produzidas no exterior;

• Barreiras alfandegárias: o crescimento demográfico exige a criação de novos empregos. Para sanar esse problema, os governos estimulam a implantação de novas industrias, muitas vezes sem condições de competitividade;

• Taxas multiplas de câmbio: é comum, em determinados momentos, o governo intervir no mercado de câmbio, fixando uma paridade para a moeda nacional fora da realidade.

• Licenças de importações e exportações: quando o governo enfrenta escassez de divisas, pode controlar as importações e as exportações, mediante a emissão de licenças. O governo designa um orgão, que estuda as necessidades do país e autoriza a importação dos artigos essenciais, de acordo com as disponibilidades cambiais.

• Quotas de importações: as quotas de importação são barreiras não alfandegárias que afetam bastante as exportações de países desenvolvidos. O sistema de quotas obriga o pais importador a criar um controle. Geralemnte, ele é feito por meio de emissão de licença de importação.

5. Novas bareiras ao comércio internacional

• Barreiras técnicas: Ex: o abacaxi brasileiro deve ter o mesmo grau de acidez do havai para atender o mercado americano;

• Barreiras ecológicas: padrões rigidos sobre o produto, podem camuflar barreiras que podem ser até mesmo políticas;

• Barreiras burocráticas: O grupo pão de açúcar teve que provar que tinha instalações adequadas para para vender sabão em pó. O Canadá proibiu a importação de carne brasileira sob a alegação de que nosso rebanho estava infestado com a doença da vaca louca.

• Barreiras contra droga: O café colombiano tem aliquota zero, enquanto o café brasileiro na União Européia é taxado com 10%. O motivo dessa diferença é ajudar a Colombia na luta contra as drogas.

• Dumping social: Os paises desenvolvidos acusam os menos desenvolvidos de vender produtos mais bataos devido aos baixos salários, o que para as nações ricas constitui um dumping social;

• Etiqueta social: na 85a Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho ( OIT ) foi proposta a criação da etiqueta social. Ela consiste em um selo que seria afixado nos produtos originários dos países que respeitassem um conjunto de normas trabalhistas, tais como:

a. liberdade de orgazização sindical; b. direito do trabalhador negociar coletivamente seu contrato de trabalo;

c. proibição do trabalho forçado; d. proibição do trabalho infantil; c. inexistência de discriminação relativa a sexo, religião, cor e convicção política.

Até o momento nenhum comentário
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 6 páginas