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FORRAGEIRAS DO GÊNERO Cynodon PARA A PRODUÇAO INTENSIVA DE LEITE A PASTO

III SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE GADO DE LEITE: PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO

FORRAGEIRAS DO GÊNERO Cynodon PARA A PRODUÇAO INTENSIVA DE LEITE A PASTO

Adilson de Paula Almeida Aguiar1

Athila Martins da Silva2

1.INTRODUÇÃO

A família Gramíneae possui acima de 600 gêneros, os de clima temperado (de campos e estepes) são da sub- família Pooideae, enquanto que as tropicais são das subfamílias Panicoideae e Choridoideae (de savanas e regiões semi-áridas).

O gênero Cynodon é da subfamília Choridoideae, tem oito espécies perenes, de acordo com sua distribuição geográfica.

A maioria das espécies estudadas, incluindo Cynodon dactylon, C. nlemfuënsis, C. plectostachyus e C. aethiopicus encontram-se distribuídas por grande parte da porção tropical e, às vezes subtropical da África. A primeira é rizomatosa (Bermudas) e as outras três sem rizomas, são apenas estoloníferas (Estrelas).

O principal centro de origem e distribuição das gramas estrelas parece corresponder à faixa tropical do leste da África (principalmente Quênia, Tanzânia, Uganda) e Angola, na África Ocidental (PEDREIRA, NUSSIO, SILVA, 1998), regiões de baixas latitudes (10ºN a 18ºS) e apresenta ciclo fotossintético C4. Segundo Corsi; Martha Junior (1998) as gramas bermudas começam a apresentar crescimento satisfatório do sistema radicular e parte aérea, apenas quando as temperaturas ultrapassam a marca de 15,5 e 12,7 graus, respectivamente.

O gênero Cynodon vegeta do paralelo 35ºN a 35ºS, evidenciando no seu comportamento cosmopolita, mas que as gramas bermudas (cultivares com presença de rizomas) e estrelas (cultivares com estolões) comerciais são recomendadas, no caso dos EUA para latitudes mais baixas, isto é, até 28º e 25ºN, respectivamente (PEDREI- RA, NUSSIO, SILVA, 1998).

Segundo Vilela; Alvim (1998) o gênero Cynodon é considerado bem adaptado às regiões tropicais (as estre- las, não rizomatosas) e subtropicais (as bermudas, rizomatosas).

As gramíneas Cynodon spp são bem adaptadas a uma variedade de condições climáticas, fruto de sua grande variabilidade genética e diversidade de centros de origem, predominando, porém, nos grupos A (tropical úmido, e suas variações Af, Am, Aw e As) e C (Subtropical, e suas variações Cf, Cw e Cs) segundo o sistema de classifi- cação de Trewartha (1968) (PEDREIRA, NUSSIO, SILVA, 1998).

O gênero Cynodon deve ter sido introduzido na América do Norte no inicio ou meados de Século XVIII, em 1751 para a Geórgia, Estados Unidos da América (EUA).

O desenvolvimento do capim bermuda cv. Coastal por Burton, em 1943 é considerado um marco no de- senvolvimento de pastagens e da pecuária nos Estados Unidos e na história do melhoramento de plantas forra- geiras (RODRIGUES, REIS, SOARES FILHO, 1998).

A hibridação em Cynodon spp. (intra e interespecífica) possibilitou o desenvolvimento de numerosos híbri- dos adaptados às regiões tropicais e subtropicais. Contudo, a produção de sementes é baixa e a maioria dos no- vos cultivares, não produz sementes viáveis de forma que o estabelecimento é obtido mais facilmente através do

1 Zootecnista, Especialista em Didática do Ensino Superior e em Solos e Meio Ambiente; Professor de Pastagens e Plantas Forrageiras I dos cursos de Agronomia e Zootecnia e de Zootecnia I (Bovinocultura de Corte e Leite), do curso de Agronomia das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Professor de Nutrição Animal e Forragicultura do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Uberaba (UNIUBE); Consultor – Sócio da CONSUPEC – Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda e da Alc@nce – Consultoria e Planejamento Rural. Produtor de Leite. 2 Zootecnista e Engenheiro Agrônomo pelas Faculdades Associadas de Uberaba – FAZU Especialista em Manejo da Pastagem pela FAZU Consultor e Sócio da CONSUPEC - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda e da Alc@nce – Consultoria e Planejamento Rural.

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uso de material vegetativo tais como mudas enraizadas, pedaços de colmo (estacas), estolões e rizomas (RO- DRIGUES, REIS, SOARES FILHO, 1998).

No Brasil, não existe registro de onde e como o gênero Cynodon foi introduzido, mas acredita-se que tenha sido por produtores curiosos em avaliar o seu comportamento em condições brasileiras (VILELA; ALVIM, 1998).

Inicialmente a principal forma de uso foi em campos de feno e para pastejo de eqüinos em haras. Posteri- ormente foi implantado em piquetes para bezerros lactentes e animais de seleção, mas na última década tem sido largamente introduzido em sistemas de produção de leite, principalmente sob uso intensivo com ou sem irrigação.

A maior parte das informações geradas em pesquisas com espécies do gênero Cynodon até o momento (con- siderar o ano 2000), encontrada na literatura é oriunda de ensaios realizados na Região Sudeste dos EUA. Os trabalhos predominavam com a exploração da forrageira sob condições de pastejo e para a produção de feno, visando, basicamente, a alimentação de bovinos de corte em sistemas semi-intensivos (PEDREIRA; MELLO, 2000).

Pedreira; Mello (2000) ressaltou a necessidade de mais pesquisas que fornecessem resultados de produção de leite em pastagens de Cynodon submetidas a diferentes manejos, como níveis e tipos de adubação, sistemas de pastejo, consorciação com leguminosas, entre outros. Estudos de viabilidade econômica deveriam, sempre que possível, ser parte integrante dessas pesquisas, visando avaliar o sistema como um todo.

O objetivo deste trabalho será o de avaliar o potencial de forrageiras do gênero Cynodon para a produção intensiva de leite a pasto e tentar preencher algumas lacunas deixadas por Pedreira; Mello (2000).

DESENVOLVIMENTO

A seguir faz-se um resumo dos principais híbridos lançados nos EUA que tiveram ou ainda têm importân- cia no Brasil. Este resumo foi escrito com base nas revisões dos trabalhos de Hill et al. (1998); Vilela; Alvim (1998); Pedreira, Nussio, Silva (1998) e Rodrigues, Reis, Soares Filho (1998).

2.Principais híbridos do gênero Cynodon

2.1.Grupo das gramas Bermudas.

Cynodon variedade (var.) dactylon (Grama Seda ou Bermuda Comum): cosmopolita, invasora, forragei- ra ou ornamental. Tem sua origem provável no Paquistão Ocidental e na Turquia. É provável que tenha chega- do na América com os conquistadores espanhóis, nos fenos trazidos para alimentar os animais.

Cynodon cultivar (cv.) “Coastal” (Burton, 1943): cruzamento entre linhagem local encontrada em cam- pos de algodão na Geórgia como planta invasora e uma variedade introduzida da África. Produziu duas vezes mais (kg matéria seca/hectare – (MS/ha)) do que a variedade bermuda comum (grama seda) e resistente ao fungo Helminthosporium spp e a nematóides, respondendo bem a adubação nitrogenada.

Cynodon cv. Coastcross (Burton, 1942): hibrido interespecífico F1 obtido a partir do cruzamento entre “coastal” e uma introdução de C. nlemfuënsis com alta digestibilidade proveniente do Quênia. Foi liberado para o plantio em 1967.

Trata-se de uma gramínea perene, estolonífera, não rizomatosa, com folhas pilosas e inflorescência de colo- ração verde. Apresenta boa produção de matéria seca, boa resistência ao pisoteio e alta tolerância a pragas e do- enças.

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Ocasionalmente poderá desenvolver um rizoma muito curto Menos tolerante aos invernos mais severos do Sul dos EUA (baixa tolerância a baixas temperaturas). Isso posto considerando o cv Coastcross – 1, já que o cv. Coastcross – 2 (atual Coastcross) é mais tolerante ao frio. Foi 12 a 13% mais digestível e 160% mais produtivo que a cv. Coastal. É um hibrido estéril.

O capim Coastcross-1 é recomendado para fenação em decorrência da boa relação folha/colmo que possui, sendo, também indicado para formação de pastagens para eqüinos, bovinos, ovinos e caprinos.

Cynodon cv. Swannee (Burton, 1962). selecionado para solos arenosos e região do Golfo do México.

Cynodon cv. Tifton 44 (Burton, Monson, 1978)

Cynodon cv. cv. Midland: para áreas mais frias do sudeste e meio-oeste dos EUA, nos estados de Kansas, Kentucky e Maryland (Latitudes acima de 40º Norte).

Cynodon cv. Tifton 68: apesar de classificado como C. nlemfuënsis é considerado uma grama bermuda por Burton; Monson (1984). É um híbrido F1 vigoroso, não rizomatoso, altamente digestível, resultado do cruza- mento entre as duas linhagens de maior digestibilidade de todas da coleção da estação experimental de Tifton (proveniente do cruzamento de duas introduções que são as mais digestíveis de um banco de germoplasma com 500 introduções).

Um dos mais produtivos dentre os cultivares lançados pelo Dr. Burton, mas não é plantado nos EUA, pois possui pouquíssimos rizomas (freqüentemente nenhum) por isso é pouco tolerante ao frio.

É um tipo gigante de estolões grossos e compridos e não forma rizoma. Os estolões bem desenvolvidos a- presentam pigmentação roxa, pronunciadas. As folhas são largas e compridas e mais pilosas do que as do Tifton- 85. Embora se propague rapidamente por via vegetativa tem se mostrado sensível a geadas, deficiência hídrica e ataque de cigarrinha.

Cynodon cv. Tifton 78: o melhor hibrido F1 resultante do cruzamento de Tifton 44 (extremamente tole- rante as baixas temperaturas e usado como linhagem paterna) com “Callie” (usado como linhagem materna) foi lançado pelo seu vigor, estabelecimento fácil e rápido, e boa produtividade. Foi lançado em 1978 e registrado em 1988.

Trata-se de capim perene, estolonífero e rizomatoso possuindo folhas e colmos mais finos do que os do Tif- ton 68 e maiores do que os do Coastcross-1. Os estolões apresentam coloração verde e com pigmentação roxa pouco intensa.

É um capim recomendado para fenação e para pastejo em decorrência da boa relação folha/colmo que pos- sui, sendo aceito por eqüinos, bovinos, ovinos e caprinos.

Cynodon cv. Tifton 85: hibrido F1 interespecífico entre Tifton 68 (C. nlemfuënsis) e uma introdução apa- rentemente Cynodon dactylon proveniente da África do Sul, denominada P1 290884.

Produzira 26% mais MS e fora 11% mais digestível e mais suculenta que Coastal. Produziu 20% mais MS que Tifton 68, embora a Digestibilidade “in vitro” da Matéria Seca (DIVMS) fora geralmente inferior (até 5 unidades percentuais).

É muito competitivo com as invasoras mesmo superpastejada. Possui rizomas, o que torna essa forrageira resistente à seca e ao frio, possui melhor relação folha/caule que Tifton 68.

Foi lançado nos EUA em 1993 e tem sido considerado o melhor hibrido de Tifton conseguindo até o mo- mento.

Por ocasião do XV Simpósio sobre Manejo da Pastagem, realizado pela FEALQ, em Piracicaba, em 1998, o Dr. G. M. Hill previu a grande aceitação e expansão do cultivar Tifton 85 no Brasil. Segundo ele “o aspecto positivo da introdução da Tifton 85 no Brasil logo em seguida ao seu lançamento nos EUA é que esse material forrageiro está agora disponível a grande número de produtores nas principais regiões pecuárias do país”.

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Previu que os cultivares Coastcross e Tifton 68 continuariam a representar alternativas para uso no Brasil, mas que era esperado uma expansão na área plantada com Tifton 85 em função de seu alto valor nutritivo, po- tencial produtivo e adaptação à utilização sob pastejo (HILL et al, 1998).

O Dr. Hill estava certo e neste meu trabalho, praticamente todos os resultados serão com este cultivar.

Cynodon cv. Florakirk: hibrido irmão de Tifton 78, com duas gramíneas provenientes de cruzamento re- cíprocos. Ambos são híbridos F1 do cv. Callie. A diferença é que no caso do Tifton 78, o cv Callie é linhagem materna e o Tifton 44 linhagem paterna, enquanto que no Florakirk, esse parentesco é inverso. Possui rizomas e estolões (rústica e resistente ao frio).

O sucesso alcançado com as gramas bermudas mudou a fisionomia do Sudeste dos EUA, transformando a região de essencialmente agrícola em área de agricultura e pecuaria, com mais de cinco milhões de hectares plan- tados com cultivares de C. dactylon.

2.2.Grupo das gramas Estrelas:

Cynodon cv. Florico: C. nlemfuënsis var. nlemfuënsis é perene, estolonífera, não possui rizoma. Foi intro- duzido em Porto Rico, em 1957, trazido do Quênia. Chegou à Flórida em 1972 e foi lançado em 1993.

Cynodon cv. Florona: C. nlemfuënsis var. nlemfuënsis é perene, adaptado a clima frio. Mais persistente que “ona” e “florico”, fora observado pela primeira vez em pastagem de capim “Pensacola” na estação experimental da Universidade da Flórida, em 1974. Registrado e lançado em 1993. Não são rizomatosos e são extremamente sensíveis às baixas temperaturas.

Normalmente as forrageiras do gênero Cynodon são exigentes em fertilidade de solo apresentando alta res- posta às adubações nitrogenadas; a textura parece não limitar a produção. Requerem solos profundos e bem drenados.

Na TAB. 1 podemos observar algumas características de forrageiras Cynodon spp, às quais deverão ser avali- adas para a decisão de qual espécie ou cultivar deverá ser implantado em diferentes condições edafoclimáticas.

TABELA 1 - Características de adaptação de capins do gênero Cynodon recentemente introduzidas no Brasil. Característica Tifton 68 Tifton 85 Florona Florico Florakirk Resistência à geada Fraca Muito boa Fraca Fraca Muito boa Resistência ao fogo Fraca Boa Razoável Razoável Boa Resistência a doenças Boa Muito boa Boa Boa Muito boa Resistência à acidez Fraca Fraca Razoável Razoável Fraca Resistência ao déficit hídrico Razoável Muito boa Boa Razoável Boa Fechamento do solo Razoável Muito bom Muito bom Bom Ótimo Tolerância à cigarrinha 1 S MS MS MS MR 1 S: Susceptível; MS: Moderadamente Susceptível; MR: Moderadamente Resistente. Fonte: Mickenhagen; Soares Filho (1995), citados por Rodrigues et al. (1998). Adaptado.

3.Etapas do processo de produção animal em pastagens

Entre os anos de 1920 e 1983 os objetivos dos estudos sobre manejo do pastejo concentraram-se nos meca- nismos de rebrota da planta forrageira buscando definir as condições de manejo que permitissem explorar re- brotas vigorosas após o pastejo (ou desfolha) e elevada produção de forragem entre os intervalos de pastejo.

Já a partir de 1983 os objetivos dos estudos sobre manejo do pastejo concentraram-se na busca da eficiência do processo de pastejo buscando elevado aproveitamento da forragem produzida aumentando a eficiência de colheita; colher forragem de alta qualidade e transformar a forragem colhida em produto animal Bircham; Hodgson (1983). Também ficou ressaltada a importância do conhecimento dos processos envolvidos nas três etapas de produção – crescimento, utilização e conversão da forragem (HODGSON, 1990). Veja na FIG. 1.

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FIGURA 1. Representação esquemática da produção animal a pasto Fonte: Hodgson (1990)

Silva; Corsi (2003) comentaram que estas etapas possuem eficiências contrastantes e que maiores ganhos são obtidos apenas na fase de utilização cuja eficiência pode variar de 40 a 80%, sendo cerca de 20 vezes maior que nas outras duas fases. Esta maior eficiência, provavelmente se deve ao fato de que a maioria dos processos relacionados com a colheita de forragem pelo animal em pastejo seja passível de manipulação e monitoramento.

O tema proposto para este trabalho será abordado dentro deste enfoque proposto por Hodgson (1990)

Entretanto, não é objetivo do meu trabalho, aprofundar-se neste tema já que o mesmo será abordado neste simpósio com muito mais propriedade no trabalho do Prof. Sila Carneiro da Silva (Aspectos agronômicos para a produção intensiva de leite a pasto).

3.1.Crescimento da pastagem

Ecossistemas de pastagens são basicamente organizados em três processos interativos: (1) assimilação e alo- cação de carbono, (2) assimilação e alocação de nitrogênio (N) e (3) relações hídricas envolvendo absorção e evapotranspiração.

As plantas C4 “gastam” entre 250 a 350 g de H2O por g de MS produzida (em média 300 g), enquanto que plantas C3 gastam 550 a 750, (em média 650 g), (PEDREIRA, NUSSIO, SILVA, 1998). Isto significa que, para cada 1,0 t de MS produzida, as gramíneas tropicais (plantas C4) exigem entre 25 a 35 mm de água, enquanto que as gramíneas de clima temperado e as leguminosas em geral (plantas C3) exigem entre 55 e 75 mm de água/t de MS.

O menor gasto de água das plantas C4 se deve aos seguintes fatores: sua evolução está associada às condições de restrição hídrica e, por isso, faz uso mais eficiente da água transpirada e maior resistência estomática à perda de água (PEDREIRA, NUSSIO, SILVA, 1998)

Martha Junior et al. (2004), concluíram a partir de uma extensa revisão bibliográfica que a resposta média ao N (kg de MS/kg de N) em trabalhos de pesquisa com pastagens tropicais estava próxima a 30:1, com ampli- tude de 15 a 45:1, mas que a meta a ser estabelecida deveria ser acima de 45:1.

Em Coronel Pacheco, MG, Alvim et. al (1997) avaliaram os efeitos de quatro níveis de nitrogênio (0, 250, 500 e 750 kg/ha/ano) e seis freqüências de cortes em Coastcross (2, 3, 4, 5, 6, e 7 semanas), na época das chuvas, e 4, 5, 6, 7, 8 e 9 semanas, na época da seca, irrigado estrategicamente durante o ano. As produções de matéria seca, tanto anual como estacional, cresceram até a aplicação de 500 kg/ha/ano de nitrogênio e até o intervalo de corte de sete semanas, nas chuvas, ou nove semanas, na seca. A adubação nitrogenada também melhorou a dis- tribuição da produção de matéria seca produzida ao longo do ano. A dosagem de nitrogênio associada com 90% do crescimento anual do Coastcross correspondeu a 583 kg/ha/ano.

A resposta das plantas forrageiras tropicais ao N é alta e linear até 400-600 kg de N /ha/ano (CORSI et al., 2000).

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Segundo Corsi et al. (2004), na década de 80, o nível econômico de adubação nitrogenada foi estabelecido em 150 kg N/ha.ano, mas comentaram que recentemente Lugão et al. (2001) definiu que os melhores retornos econômicos foram obtidos com 419 kg/ha.ano.

Na TAB. 2 encontram-se dados de campo da pesquisa e de fazendas comerciais sobre o crescimento de pastagens de Cynodon sp manejadas intensivamente em diferentes localidades e condições de exploração.

TABELA 2 - Crescimento de pastagens de Cynodon sp manejadas intensivamente em diferentes localidades do Brasil, dado em taxa de acúmulo média em cada estação (kg MS/ha/dia) e pelo acúmulo total anual (kg MS/ha/ano). Local/data Cultivar Primavera Verão Outono Inverno Anual Fonte 1.Piracicaba- SP/1998

Coastcross 71,4 87,4 43,2 38,1 21.900 CARNEVALLI; SILVA (1998)

2.Uberaba- MG/1998 a 2003

Tifton 85 76,3 128 93,4 42 31.000 AGUIAR et al. (2002; 2003; 2004)

3.Uberaba- MG/2003 a 2004

Tifton 85 107,6 87,1 57,1 72,7 29.610 AGUIAR et al. (2004. Dados não publicados)

4.Uberaba- MG/2004 a 2006

Tifton 85 115,9 132,1 89,5 59,2 36.198 AGUIAR et al. (2006. Dados não publicados)

5.Conquista- MG/2003 a 2004

Tifton 85 239 236,9 104,6 116,2 63.573 AGUIAR et al (2005)

6.Conquista- MG/2004 a 2005

Tifton 85 167,6 149,7 80,4 101,4 45.542 AGUIAR et al. (2006. Dados não publicados)

7.Bahia/2005 a 2006

Tifton 85 85,1 92,1 71,3 84,8 30.413 AGUIAR (2007. Dados não publica- dos)

8.Bahia/2006 a 2007

Tifton 85 83,9 39,7 116,8 158,3 36.381 AGUIAR (2007. Dados não publica- dos)

1. Fazenda de Pesquisa; não irrigado; Latitude = 22º 44’; Altitude = 546 m; Solo = Latossolo Vermelho Distrófico e Eu- trófico; Precipitação = 1.230 mm; Adubação com N = 350 kg/ha 2.Fazenda de Pesquisa; não irrigado; Latitude = 190 e 44’; Altitude = 780 m; Solo = Latossolo Vermelho Distrófico; Precipitação = 1.670 mm (87% de outubro a março); Temperatura média = 23,0 0C (entre 25 e 20); Adubação com N = 367 kg/ha/ano; Alturas do pasto no pré e no pós-pastejo = 29,7 cm e 17,9 cm; Massa de forragem no pré e pós-pastejo = 5.300 kg MS/ha e 2.660 kg MS/ha. 3 e 4. Fazenda de Pesquisa; irrigado; Latitude = 190 e 56’; Altitude = 900 m; Solo = Latossolo Vermelho Distrófico; Precipitação = 1.526 a 1.871 mm; Temperatura média = 22,0 0C (entre 28 e 17); Adubação com N = 566 kg/ha/ano; Alturas do pasto no pré e no pós-pastejo = 25,29 a 27,95 cm e 14,2 a 10,7 cm; Massa de forragem no pré e pós-pastejo = 5.714 a 5.616 kg MS/ha e 3.672 a 2.281 kg MS/ha. 5 e 6. Fazenda Comercial; irrigado; Latitude = 19º 56’; Altitude = 720 m; Solo = Latossolo Vermelho Distrófico; Preci- pitação = 1.657 a 1.821mm; Temperatura média = 22,0 0C (entre 26,5 e 17,4); Adubação = 120 e 50 t/ha de esterco bo- vino nos primeiro e segundo anos; Adubação com N = 557,5 entre 640 kg/ha; Alturas do pasto no pré e no pós-pastejo = 38,1 cm e 19,27 cm; Massa de forragem no pré e pós-pastejo = 7.444 kg MS/ha e 3.560 kg MS/ha. 7 e 8. Fazenda Comercial; irrigado; Latitude = 14º 30’; Altitude = 750 m; Solo = Neossolo Quartzarênico e Latossolo Vermelho Amarelo Distrófico Arenoso; Precipitação (1.319 mm – 1981 a 2003; 2005/2006 = 1.759 mm; 2006/2007 = 1.096 mm); Temperatura média = 2005/2006 = 22,3 0C (entre 31,4 e 13,3) 2006/2007 25,1 0C (entre 34,2 e 16,1) ; A- dubação com N = 806 kg/ha/ano; Alturas do pasto no pré e no pós-pastejo = 23,0 cm e 15,4 cm; Massa de forragem no pré e pós-pastejo = 4.751 kg MS/ha e 3.055 kg MS/ha.

Considerando os dados de Aguiar et al. (2002; 2003 e 2004) para a pastagem de Tifton 85 manejada inten- sivamente sem irrigação, entre os anos pastoris 1998/1999 a 2002/2003 (TAB. 2), a resposta à água das chuvas foi da ordem de 54 mm/t de MS (1.670 mm de precipitação ÷ 31 t de MS/ha)

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Admitindo-se perdas de água médias de 42%, a eficiência de conversão teria sido de 31 mm de água para cada 1.000 kg de MS, valores próximos aos citados por Pedreira, Nussio, Silva (1998) de 25 a 35 mm de H2O/t de MS. As perdas de água das chuvas ou de irrigação podem ocorrer das seguintes formas: uma pequena parte se perde da evaporação direta das folhas; uma pequena parte se perde por escoamento superficial em pastagens manejadas com cobertura de solo adequada. Klapp (1971) citou perdas de apenas 8,40 a 77 mm em sete anos, para índices pluviométricos de 470 a 1.160 mm.

As maiores perdas são por infiltração – solos argilosos 30%; solos argilo-arenosos 38% e solos arenosos 59%.

Em relação à resposta ao N aplicado, considerando um teor de matéria orgânica (MO) do solo de 22 g/dm3, uma taxa de mineralização desta MO da ordem de 5% ao ano; 10 kg/ha/ano de N-atmosférico e 45 kg/ha/ano de N provenientes da excreta dos animais + decomposição da parte aérea não consumida + decom- posição de raízes, teria uma quantidade de N disponível de 165 kg/ha/ano e um potencial de produção de MS sem aplicação deste nutriente, de aproximadamente 9,0 t de MS/ha/ano. Como a produtividade média no pe- ríodo fora de 31 t de MS/ha/ano houve um incremento de 22 t de MS/ha/ano com a aplicação de 367 kg/ha de N, resultando em uma resposta média de 60 kg de MS/kg de N, bem acima da meta estabelecida por Martha Junior et al. (2004), mas mais compatível com os valores citados por Corsi; Nussio (1993) de 40 a 70 kg de MS/kg de N.

3.2. Utilização da forragem disponível

Esta etapa é resultado da utilização da forragem produzida na primeira etapa, etapa de crescimento e se dá através de sua colheita pelos animais em pastejo.

Martha Junior et al. (2004), concluíram a partir de uma extensa revisão bibliográfica que a eficiência média de utilização da forragem disponível em trabalhos de pesquisa com pastagens tropicais estava em 47,5%, com amplitude de 40% a 55%, mas que a meta a ser estabelecida deveria ser acima de 55%.

Entretanto, Martha Junior et al. (2004) considerou a eficiência de utilização apenas com base na forra- gem disponível. Outro parâmetro é considerar a eficiência de utilização com base na forragem acumulada, tal como consideraram Boin (1996) e Silva; Faria; Corsi (1996) em simulações para calcular a reposta ao uso do N para a produção de leite e para calcular a capacidade de suporte de pastagens de capim-elefante, respectivamen- te.

Do ponto de vista produtivo, o acúmulo de forragem constitui a massa de forragem que é adicionada à mas- sa já existente e que determina, em ultima analise, a porção que pode ser removida da pastagem (PEDREIRA; MELLO, 2000). Boin (1986) considerou eficiências de utilização de 70%, 80% e 90%, enquanto Silva; Faria; Corsi (1996) consideraram entre 40% a 70%.

Na TAB. 3. observam-se as eficiências de utilização das forragens disponível e acumulada em pastagens de Cynodon sp em alguns dos sistemas citados na TAB. 2.

TABELA 3 - Eficiência de utilização (%) das forragens disponível e acumulada em pastagens de Cynodon sp manejadas intensivamente em diferentes localidades do Brasil.

Eficiência de utilização (%) Local/data Cultivar Da forragem disponível Da forragem acumulada 2.Uberaba-MG/1998 a 2003 Tifton 85 34,0 72,0 3.Uberaba-MG/2003 a 2004 Tifton 85 32,5 69,5 4.Uberaba-MG/2004 a 2006 Tifton 85 58,4 105,1 5.Conquista-MG/2003 a 2004 Tifton 85 53,6 93,4 6.Conquista-MG/2004 a 2005 Tifton 85 56,8 94,9 7.Bahia/2005 a 2006 Tifton 85 41,5 101 8.Bahia/2006 a 2007 Tifton 85 33,9 79,5

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III SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE GADO DE LEITE: PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO

Observam-se valores médios de eficiência de utilização de 41% da forragem disponível (amplitude de varia- ção de 32,5% a 58,4%) e de 83,1% da forragem acumulada (amplitude de variação de 69,5% a 105,1%), próxi- mos aos valores encontrados na literatura e citados neste trabalho.

3.3.Conversão da forragem consumida em produto animal

Esta etapa é resultado da conversão da forragem consumida na segunda etapa, etapa de utilização, em pro- duto animal, neste caso, em leite ou em sólidos do leite e dependem de fatores como o valor nutritivo da forra- gem consumida (composição química e digestibilidade), a quantidade de MS ingerida e o potencial genético da vaca converter a MS da forragem consumida em leite. Na TAB. 4 encontram-se alguns resultados da composi- ção química da forragem colhida simulando o pastejo em pastagens de Cynodon sp, basicamente do cultivar Tifton 85, em alguns dos sistemas citados nas TAB. 1 e 2.

TABELA 4 – Composição química da forragem (%) colhida simulando o pastejo em pastagens de Cynodon sp manejadas intensivamente em diferentes localidades do Brasil. Local/data Cultivar PB NDT FDN FDA P 2.Uberaba-MG/1998 a 2003 Tifton 85 10,22 61,56 74,2 34,7 0,18 5 e 6.Conquista-MG/2003 a 2005 Tifton 85 18,26 66,0 69,0 7.Bahia/2005 a 2006 Tifton 85 18,7 65,5 72,8 34,7 0,34 8.Bahia/2006 a 2007 Tifton 85 18,2 66,4 73,1 33,0 0,29

Segundo Hill et al. (1998) há evidência de ocorrência de um fenômeno até certo ponto contraditório que indica que, apesar da forragem de Tifton 85 ser alta em FDN, a digestibilidade dessa forragem é alta. Existe uma maior ocorrência de ligações tipo éter envolvendo ácido ferúlico em forragem de “Coastal” do que em Tifton 85, conseqüentemente, a digestibilidade da fibra em pastagem de Tifton 85 parece ser favorecida devido a me- nores impedimentos físicos à ação no rúmen.

Em pastagens tropicais a amplitude de variação de conversão da forragem consumida em leite está entre 1,2 a 2,4 kg de MS/kg de leite produzido, mas a meta a ser estabelecida deveria ser abaixo de 1,2 kg de MS/kg de leite produzido (SANTOS et al. 2003).

Santos (informação pessoal, 2007) concluiu a partir de uma extensa revisão bibliográfica que o potencial de produção de vacas leiteiras consumindo forragem em pastagens tropicais manejadas intensivamente estava por volta de 9,10 kg de leite/dia sem suplementação concentrada. Nesta revisão, o consumo de MS médio foi de 10,95 kg/dia, o que resulta em uma eficiência alimentar media de 0,83 kg de leite/kg de MS ingerida.

3.4.Resultado final do processo de produção de leite a pasto

Na TAB. 5 observa-se o impacto das eficiências parciais nas diferentes etapas do processo de produção de leite a pasto em pastagens adubadas com N e as metas que devem ser estabelecidas para o sistema ser mais com- petitivo.

TABELA 5 - Intervalos de variação mais comuns das eficiências par- ciais dos componentes determinantes da produção animal em pasta- gens adubadas com nitrogênio e metas a serem buscadas no sistema de produção. Componente Intervalo mais comum de variação Metas kg MS/kg N aplicado Eficiência do pastejo (%) kg MS/kg de leite1 kg leite/kg N aplicado

15 a 45 40 a 55 0,4 a 0,8 2,4 a 19,8

> 45 > 55 > 0,8 > 19,8

Fonte: Martha Junior et al. (2004). Adaptado.

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III SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE GADO DE LEITE: PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO

4.Resposta animal à suplementação concentrada em pastagens de Cynodon

Não é objetivo do meu trabalho, aprofundar-se neste tema já que o mesmo será abordado com muito mais propriedade no trabalho do Prof. Flávio A. Portela Santos também apresentado neste simpósio (Nutrição das vacas em lactação no período chuvoso para produção intensiva de leite a pasto).

Vilela; Alvim (1998) citou um trabalho realizado em Cuba, em pastagem de capim “Coastcross”, no qual os pesquisadores obtiveram apenas com o pasto produção por vaca de 13,8 kg de leite/vaca/dia e quando forne- ceram 2 kg de concentrado, a produção aumentou para somente 14,2 kg, ou seja, uma resposta de 0,40 kg de leite ou 0,20 kg de leite para cada 1 kg de concentrado, e quando forneceram 4 kg a produção não alterou, indi- cando que a pastagem era de alta qualidade e que os animais não tinham potencial para responder ao uso de concentrados além da produção obtida apenas com o pasto (TAB. 6).

TABELA 6 - Produção de leite de vacas holandesas em pastagens de “Coastcross” Produção Concentrado

Dieta (Kg/vaca) (320 dias)

(Kg/vaca) (dia)

(Kg/vaca) (dia)

0,50 kg de concentrado/litro de leite a partir de 10 kg/dia 4.558 14,20 2,00 0,50 kg de concentrado/litro de leite a partir de 5 kg/dia 4.558 14,20 4,00 0,50 kg de concentrado/litro de leite a partir de 5 kg/dia durante 10 semanas 4.374 13,60 6,60 Pasto de “coastcross” 4.444 13,80 Fonte: Martinez et al., citados por Vilela e Alvim (1998)

Rodriguez (1996), em Cuba, alcançou produção no inverno de 10 litros de leite/vaca/dia apenas com pasto adubado (350 kg de N/há/ano) e irrigado, com 3,50 vacas/ha em capim “Coast-Cross”, com oferta de forragem de 35 kg de MS/vaca.

Vilela; Alvim (1996) conseguiu aumentar 1,3 kg de leite por quilo de concentrado fornecido a mais (TAB. 7).

TABELA 7 - Produção média de leite corrigido a 4% de gordura, taxa de lotação média e peso vivo de vacas em pastagem de "coastcross” em razão do nível de concentrado. Concentrado 3 kg 6 kg Produção de leite (kg/vaca/dia) 15,1 19,1 Taxa de lotação (UA/ha) - na seca 4,1 4,3 - nas águas 6,6 6,9 Peso Vivo (kg/ Vaca) - Inicial 539 567 - Final 561 585 Fonte: Vilela; Alvim (1996).

Segundo Santos, (2001) a relação kg de leite/kg de MS de concentrado total, sem considerar os nutrientes fornecidos pela ingestão do pasto, é em média 3,75 kg de leite/kg de MS de concentrado, sendo igual tanto em pastos temperados (30,46 kg leite > 8,1 kg MS concentrado) como em pastos tropicais (21,60 kg leite > 5,6 kg MS concentrado).

Por outro lado considerando os nutrientes fornecidos pela ingestão do pasto em pastagens tropicais na Austrália, a resposta variou na seguinte amplitude: pesquisa de curto prazo, entre 0,3 – 0,8 (0,55 kg leite/kg MS concentrado); pesquisa de longo prazo, entre 0,6 – 1,0 (0,80 kg leite/kg MS concentrado) e em fazendas co- merciais, entre 1,1 – 1,6 (1,35 kg leite/kg MS concentrado)

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III SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE GADO DE LEITE: PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO

Enquanto que no Brasil dados citados por Santos (2001) sugerem que aquela resposta é em média de 1,45 kg leite/kg MS concentrado.

A utilização da forragem no estádio certo pode elevar a produção de leite/vaca. O incremento de 1% na di- gestibilidade da forragem resulta no aumento de cerca de 100 kg de leite por lactação, ou então, para compensar esta redução seria necessário 0,6 kg de concentrado/dia. A queda na digestibilidade de forrageiras tropicais é estimada em 0,40 ponto percentual ao dia (LANÇANOVA,1991).

5.Produtividade de leite em sistemas de produção baseados em pastagens de Cynodon

Vilela; Alvim (1996) citou alguns trabalhos sobre irrigação de pastagens em outros países. Na Austrália, se obteve com vacas holandesas produzindo 7 kg de leite/dia, lotações de 3,70 e 7,50 vacas/ha, na seca e nas chu- vas, respectivamente, em pastagens de grama-estrela e de capim-rhodes irrigadas, dando uma relação inver- no/verão de 49,30% na taxa de lotação.

Ainda na Austrália produções de leite acima de 19.000 kg/ha/ano, com uma taxa de lotação de 7,9 va- cas/ha, em pastagens de C. dactylon. A produção individual, entretanto, não ultrapassou os 9 litros/vaca/dia. Os autores indicaram que a alta produção de matéria seca dos pastos tropicais permite altas taxas de lotação; entretanto, o alto conteúdo de parede celular e, consequentemente, a baixa digestibilidade limitam em 7 a 12 litros/vaca/dia a produção de leite individual (PEDREIRA; MELLO, 2000).

Martinez (1981), em Cuba, com 3,60 vacas/ha, produção de 4.125 kg leite/vaca em 305 dias alcançou pro- dutividade de 14.800 kg leite/ha.ano, em pastos de “Coastcross” adubados e irrigados. Jerez (1980) com 5,0 vacas/ha e alcançou produtividade de 17.000 kg leite/ha/ano em Estrela Roxa (VILELA; ALVIM, 1996).

Dovrat (1993) apresentou dados até mais promissores vindos da Austrália. No estado de Queensland, par- te tropical da Austrália, trabalhos com vacas leiteiras sem receberem suplementação concentrada, em pastagens irrigadas por irrigação de superfície, em pastejo rotacionado com capim-pangola, produziram em torno de 8 kg de leite/vaca/dia e produtividade de 19.851 kg de leite/ha/ano. Fornecendo 3,6 litros de melaço/vaca/dia, a produtividade/ha/ano foi de 25.164 kg de leite. Com o fornecimento de 1,8 kg de sorgo/vaca/dia e em pasta- gem de azevém anual manejada em faixas, a produção/vaca foi a mesma e a produção/ha/ano foi de 20.890 Kg.

Dentre os cultivares de Cynodon, o “Coastcross” tem recebido maior atenção das pesquisas relacionadas à produção de leite em pastagens no Brasil. Essa gramínea, quando bem manejada, produz forragem com nutrien- tes que podem proporcionar produções individuais de 13 kg de leite/vaca/dia ou 15.000 kg de leite/ha/ano (VILELA, 1998).

Vilela; Alvim (1996) estabeleceu em capim “Coastcross” o potencial de produtividade de 36.865 kg lei- te/ha/ano com vacas produzindo 16,6 kg de leite/dia consumindo 3,0 kg/dia de concentrado. A área experi- mental foi irrigada somente durante a seca com 25 a 30 mm, a cada 15 dias, e conseguiram lotações de 5,9 e 3,0 vacas/ha, nos períodos de verão e inverno, respectivamente, dando uma relação inverno/verão de 51%. As vacas recebiam 3,00 kg de concentrado/dia. Com o fornecimento de 6,00 kg de concentrado/vaca/dia, as lotações foram de 6,40 e 3,7 vacas/ha, nos períodos de verão e inverno, respectivamente, dando uma relação de 57% inverno/verão. A área por vaca variou entre 50 m2/vaca no período chuvoso e 100 m2/vaca na seca. As vacas eram de produção de 4.500 kg a 7.000 kg de leite/lactação. O período de ocupação era de um dia; o período de descanso de 32 dias, entre maio e agosto, e, 25 dias, de setembro a abril. As adubações foram com 360 kg de N; 80 kg de P2O5 e 280 kg de K2O/ha.ano, parcelados em 10 vezes ao longo do ano.

Entretanto, em praticamente todos estes trabalhos citados, a produtividade da terra foi calculada conside- rando apenas as vacas em lactação e a área da pastagem ocupada por elas, sem levar em conta as outras categorias do rebanho leiteiro e as áreas de produção de volumosos suplementares, ou seja, aqueles dados não são da pro- dutividade do sistema de produção de leite.

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Na TAB. 8 encontram-se alguns resultados da produtividade da terra em sistemas de produção de leite com predominância de pastagens de Cynodon sp, basicamente do cultivar Tifton 85, em alguns dos sistemas citados nas TAB. 1 e 2.

TABELA 8 - Indicadores de produtividade de sistemas de produção de leite em pastagens de Tifton 85. Local/data Cultivar (UA/ha) (kg leite/vaca/dia) (kg leite/ha/ano) 3.Uberaba-MG/2003 a 2004 Tifton 85 4,35 8,10 11.395 5.Conquista-MG/2004 a 2005 Tifton 85 13,5 23,29 15.793 6.Conquista-MG/2005 a 2006 Tifton 85 13,0 25,50 17.426 7.Bahia/2005 a 2006 Tifton 85 7,2 9,5 14.842 8.Bahia/2006 a 2007 Tifton 85 7,25 10 23.930 9.São Paulo/2006 Tifton 85 13,1 17,3 37.641

9.Fazenda Comercial, irrigado; Latitude = 20º 46’; Altitude = 400 m; Solo = Latossolo Vermelho Distrófico; Preci- pitação = 1.709mm;

6.Análise econômica de um sistema de produção de leite em pastagem intensiva de Cynodon cv Tifton 85.

Na TAB. 9 encontram-se alguns indicadores de produtividade e econômicos de um sistema comercial de produção de leite baseado em pastagens intensivas irrigadas com predominância de Cynodon cv Tifton 85.

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TABELA 9- Avaliação de alguns indicadores de produtividade e econômicos de um sistema comercial de lei- te baseado em pastagens intensivas irrigadas com predominância de Cynodon cv Tifton 85. Parâmetro Indicador Observação 1. Uso da terra 1.1. Área total (ha) 14,2 1.2. Área útil (ha) 13,0 1.3. Área de pastagem (ha) 8,2 70% Tifton 85 e 30%

Mombaça irrigados 1.4. Área de cana (ha) 4,6 1.5. Área de reserva legal (ha) 1,2 2. Dados do rebanho 2.1. Vacas em lactação 85,5% 2.2. Raça Holandês PC 15/16 e ½ sangue Ho-

landês Jersey

2.3. Idade de desmama das fêmeas (dias)

70 a 90

2.4. Idade ao primeiro parto (meses) 29 2.5. Intervalo entre partos (meses) 14,1 2.6. Produtividade/vaca/lactação (kg)

6.556

2.7. Produtividade/vaca/rebanho (kg)

17,3

3. Produtividade da terra (kg/leite/ha/ano)

37.641 Projetado para 2007: 47.000 kg/ha/ano

4. Qualidade do leite 4.1. CCS (x 1.000) 350 4.2. UFC (x 1.000) 13 4.3. Sólidos totais (%) 11,78 5. Análise Econômica 5.1. Capital imobilizado (R$) 604.364,00 5.2. Custo total do litro de leite (R$) 0,65 5.3. Custo operacional do litro do leite (R$)

0,57

5.4. Valor do litro de leite vendido (R$)

0,74

5.5. Lucro operacional/ha 6.290,00 5.6. Lucro econômico/ha 3.330,00 5.7. Rentabilidade (%) 13,53

Observa-se que a exploração de todos os fatores/recursos de produção permitiu uma rentabilidade no ano de 2006, superior a taxa básica de juros (taxa SELIC) e às melhores taxas de juros do mercado financeiro (CDB, CDI) que ficaram por volta de 12%.

CONSIDERAÇOES FINAIS

Considerando as etapas do processo de produção de leite em pastagens de Cynodon spp manejadas intensi- vamente conclui-se que:

- na primeira etapa ou etapa de crescimento tem sido possível converter em média 30 mm de água em 1.000 kg de MS e 1 kg de N em 30 a 60 kg de MS, produzir entre 20 a 30 toneladas de MS/ha/ano em pastagens não irrigadas, e entre 30 a 63 t de MS/ha/ano em pastagens irrigadas. As metas deveriam se de 25 mm de á- gua/1.000 kg de MS e 1 kg de N em mais de 50 kg de MS.

- na segunda etapa ou etapa da utilização da forragem produzida tem sido possível alcançar eficiência do pastejo de 32,5% a 58,4% (41% em media) e de 69,5% a 105% (83% em media) considerando a forragem dis- ponível e a forragem acumulada respectivamente. As metas deveriam ser acima de 50% e 90% respectivamente.

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- na terceira etapa e última etapa, ou etapa de conversão da forragem consumida em produto animal, tem sido possível alcançar 1,2 kg de MS/kg de leite ou uma eficiência alimentar de 0,83 kg leite/kg MS consumida a partir de vacas consumindo 10,95 kg de MS/dia de forragem do pasto e produzindo 9,1 kg leite/dia. A meta deveria ser de 1:1, possibilitando produtividades/vaca da ordem de 11 kg de leite/dia somente a pasto com su- plementação mineral. Acima destas produtividades há a necessidade de suplementação das vacas com concen- trados, com eficiência media esperada de 1,45 kg de leite/ kg de MS (conversão média de 0,69 kg de MS/kg de leite).

- em fazendas comerciais tem sido possível produzir entre 10.000 a 47.000 kg leite/ha/ano e alcançar lucro operacional e lucro econômico de R$ 6.000,00 e R$ 3.000,00/ha/ano, respectivamente, com rentabilidade aci- ma de 13% ao ano, tornando a produção de leite em pastagens intensivas uma das atividades mais competitivas de uso da terra.

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III SIMPÓSIO DE NUTRIÇÃO E PRODUÇÃO DE GADO DE LEITE: PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTO

VILELA, D. e ALVIM, M. J. Produção de leite em pastagens de Cynodondactylon (L.) Pers. cv "coast-cross". In: WORKSHOP SOBRE O POTENCIAL DE FORRAGEIRO DO GÊNERO Cynodon. Juíz de Fora, 1996. Anais ... Juíz de Fora: EMBRAPA-CNPGL, 1996. 181 p. p. 77-93.

VILELA, D. e ALVIM, M. J. Manejo de pastagens do gênero Cynodon: Introdução, caracterização e evolução do uso no Brasil. In: SIMPOSIO SOBRE MANEJO DA PASTAGEM. 15., Piracicaba, 1998. Anais ... Piraci- caba: FEALQ, 1998. 296 p. p. 23-54.

VILELA, D. Intensificação da produção de leite: 1. Estabelecimento e utilização de forrageiras do gênero Cyno- don. Juiz de Fora: EMBRAPA-CNPGL, 1998, p. 35. (EMBRAPA-CNPGL. Documentos 68).

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