Sistemas de Tubulação, Pesquisas de Desenho Industrial. Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)
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Sistemas de Tubulação, Pesquisas de Desenho Industrial. Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)

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Sistemas de transmissão e distribuição de gás
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Publicada: 29/03/2017

ASME B31.8: sistemas de tubulação de transmissão e distribuição de gás

29/03/2017 - Equipe Target

As tubulações de transmissão e distribuição de gás

A ASME B31.8:2016 - Gas Transmission and Distribution Piping Systems abrange o projeto, a

fabricação, a instalação, a inspeção, os ensaios e outros aspectos de segurança da operação e

manutenção de sistemas de transmissão e distribuição de gás, incluindo gasodutos, estações

de compressão de gás, a rede elétrica e linhas de serviço até a saída da montagem do medidor

do cliente. O escopo de aplicação deste código inclui o transporte e o armazenamento do gás,

incluindo os acessórios, que são instalados para efeitos de transporte do gás das instalações de

produção para os locais terrestres; o equipamento de armazenamento de gás do tipo tubo

fechado fabricado ou forjado a partir de tubos ou fabricado a partir de tubos e acessórios e

linhas de armazenamento de gás.

As principais mudanças nesta versão incluem novas seções para cobrir o uso e uma análise

mais rigorosa e marcação múltipla de materiais e componentes. A ASTM F2945 foi adicionada

como referência à seção de tubo de plástico. O código destina-se a fabricantes, usuários,

construtores, projetistas e outros envolvidos no projeto, fabricação, montagem, inspeção e

teste de tubulação, além das potenciais entidades governamentais.

Pode-se dizer que os sistemas de tubos e conexões para instalações de gás disponíveis no

mercado se relacionam com os de aço, os de cobre rígido, os de cobre flexível, os de

polietileno, os de aço revestido com polietileno e os de multicamadas (polietileno - alumínio -

polietileno ou polietileno reticulado - alumínio - polietileno reticulado). Do ponto de vista

técnico, a diferença entre os tubos e conexões para gás e para água quente ou fria são as

características do material e as classes dos produtos. O cobre rígido pode ser usado nas

mesmas tubulações para ambos os usos, desde que respeitados alguns cuidados, como a

exclusão da presença de chumbo nas soldas quando se tratar de tubulação de água, evitando

contaminação. Já no caso de tubos multicamadas e de polietileno, as características dos

materiais podem ser totalmente diferentes, variando de acordo com o tipo de fluido a ser

transportado.

A escolha do sistema para gás deve levar em conta fatores como as condições de temperatura,

pressão e altura do edifício, além do traçado da rede e das características arquitetônicas da

edificação (como a presença de espaços técnicos disponíveis e acessos às manutenções).

As tubulações de cobre rígido ainda figuram como um dos sistemas mais tradicionais para

instalações de rede de gás, pois, além de atenderem a todas as pressões, esses produtos estão

disponíveis em diversos diâmetros e são muito resistentes. As únicas restrições são a exigência

de mão de obra especializada para a execução das conexões e o custo alto do cobre.

Quando se trata de redes externas, praticamente 100% das novas redes de distribuição de gás

no mundo estão sendo executadas com tubos de polietileno de alta densidade (PAD). As

tubulações de cobre rígido são as mais difundidas e utilizadas nas edificações prediais nas

redes de ramais e distribuição, essas tubulações "sem costuras" possuem, no mínimo, 99,9%

de cobre e são fornecidas em barras de 3 m ou 5 m. O produto é disponibilizado ao mercado

em três classes (A, E e I), que apresentam diferentes espessuras e, consequentemente,

diferentes padrões de resistência.

O polietileno de alta densidade (PAD) é indicado para as redes enterradas e externas e essas

tubulações permitem rapidez e qualidade de execução quando comparadas a tubos metálicos

(ferro galvanizado ou cobre). As conexões são soldadas por eletrofusão ou por solda de topo

(conexão entre tubos por meio da fusão entre suas pontas), permitindo a confecção de

junções quase imperceptíveis, além de minimizar o risco de erros humanos e,

consequentemente, vazamentos. Disponíveis em diâmetros maiores, apresentam alta

resistência química e à abrasão, e são imunes à corrosão. A baixa resistência à ação dos raios

solares (UV) e a permeabilidade à passagem de gás pela estrutura do polímero, porém,

impedem sua aplicação em áreas internas e aparentes.

As tubulações de aço revestido com polietileno tem o aço (camada interna) com a função de

resistência mecânica, enquanto o polietileno (camada externa) oferece estanqueidade. Sua

principal vantagem é evitar a utilização de roscas nos tubos de aço (as conexões são feitas por

termofusão), além de apresentar alta resistência à corrosão quando enterrado. Os pontos

negativos são o preço e a necessidade de ferramentas especiais, como máquinas de

termofusão.

Já as tubulações de composto multicamadas (polietileno-alumínio-polietileno ou polietileno

reticulado com alumínio), e conexões com dupla vedação de latão, são indicadas para redes de

instalação e distribuição de gás em residências e prédios de apartamentos. A função do

alumínio é garantir estanqueidade e agregar resistência mecânica, tornando o seu uso

competitivo em instalações internas de gás, desde que devidamente protegido da exposição a

raios ultravioleta (UV) e às intempéries.

Enfim, o código ASME B31.8 abrange a concepção, a fabricação, a instalação, a inspeção e o

ensaio das instalações de tubulações utilizadas para o transporte de gás. A abrange igualmente

os aspectos da operação e manutenção dessas instalações. (Consulte o Apêndice obrigatório Q

para diagramas de escopo - Mandatory Appendix Q Scope Diagrams). Ele diz respeito apenas a

certos gases de petróleo liquefeito quando vaporizados e utilizados como combustíveis

gasosos. Todos os requisitos NFPA 58 e NFPA 59 e do presente código relativo ao projeto,

construção e operação e manutenção das instalações de tubulações devem aplicar-se aos

sistemas de manuseio de butano, propano ou misturas destes gases.

Este código não se aplica à concepção e fabricação de recipientes sob pressão pelo código

BPV1; às tubulações com temperaturas de metal acima de 450 °F (232 °C) e para

considerações de baixa temperatura, ver parte 812 - Materials for Use in Low-Temperature

Applications; tubulação além da saída do cliente (consulte a norma ANSI Z223.1/NFPA 54); e

tubulações em refinarias de petróleo ou gasolina natural.

FONTE: Equipe Target

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