TCC Naturista , Teses (TCC) de Artes
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TCC Naturista , Teses (TCC) de Artes

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"Os objetivos desse estudo são: pesquisar, refletir, e discutir a imagem naturista na fotografia. Fazendo uma investigação histórica e imagética sobre o tema, abordando questões correlacionadas, tais como: a nudez na história da arte, o naturismo e a fotografia no contexto naturista."
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TCC Naturista

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES

DEPARTAMENTO DE ARTES

CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

JOSÉ ROBERTO MARTINS DA SILVA

A IMAGEM NUA:

A desconstrução de estereótipos sobre a nudez pela fotografia naturista.

JOÃO PESSOA – PB

2009

ii

JOSÉ ROBERTO MARTINS DA SILVA

A IMAGEM NUA:

A desconstrução de estereótipos sobre a nudez pela fotografia naturista.

Relatório de estágio docente apresentado ao

professor: Emanuel Guedes Soares da Costa.

Como requisito de conclusão da disciplina

Prática de Ensino das Artes Plásticas, do

Departamento de Artes Visuais da

Universidade Federal da Paraíba.

João Pessoa - PB

2009

iii

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus pelo apoio diário concedido e a amplitude de visão sobre

determinadas causas.

A minha mãe e avó, Severina e Antonia, pelo amor, doação e por ter me

proporcionado o máximo, disponível, na formação da pessoa que sou e no apoio educativo

formal.

A minha família pelo incentivo, apoio e compreensão na conclusão dessa etapa tão

importante da minha vida.

Aos amigos (as) das turmas: 2005.1 e 2005.2 de Artes que, durante esses períodos,

formaram uma segunda família para mim, criando uma corrente de ajuda e incentivo mútuo,

para que ocorresse esse momento de alegria e realização.

A José Wagner, Conselheiro Maior da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN) pelo

apoio e participação ativa nesse Projeto.

E a não menos importante ao meu Professor e Orientador Emanuel Guedes, pelo

incentivo, apoio, paciência, direcionamentos e críticas, essenciais no desenvolvimento e

conclusão deste trabalho. Um jovem competente e ousado, que vai além do estabelecido e o

inquestionável, características essenciais aos bons profissionais de hoje.

Agradeço muitíssimo a todos e dedico o produto deste trabalho.

José Roberto Martins da Silva

iv

“Não existe indecência no corpo humano. Cobrindo-o com vestes, nós

é que o tornamos cobiçado e nos excitamos pelo pensamento

desviado”.

Luz Del Fuego

v

RESUMO

Atualmente, observa-se o crescimento e a invasão do nosso cotidiano por um grande número

de imagens, com destaque para a fotografia que, tem sido largamente utilizada nas mídias de

massa, a exemplo da Internet. Os objetivos desse estudo são: pesquisar, refletir, e discutir a

imagem naturistana fotografia. Fazendo uma investigação histórica e imagética sobre o tema,

abordando questões correlacionadas, tais como: a nudez na história da arte, o naturismoe a

fotografia no contexto naturista. Propõem-se assim, questionar o porquê de a nudez ainda, na

contemporaneidade, ser um tema que provoca tantas inquietações em nossa sociedade e

entender seus conceitos e causas. E como essas visualidades interferem em nosso cotidiano,

colaborando para a desconstrução de estereótipos sobre a nudez, arraigados já algum tempo,

em nossa cultura.

Palavras-chave: Educação Artística, Arte, Fotografia, Naturismo.

vi

ABSTRACT

Currently, there is growth and invasion of our daily by a large number of images, especially the photo

that has been widely used in mass media, such as the Internet. The objectives of this study are: to

investigate, reflect, and discuss the image naturist photography. Making a historical research and

imagery on the theme, addressing related issues such as nudity in art history, naturism and naturist

photo in context. It is therefore proposed to question why the nudity even in contemporary times, be a

topic that causes so much concern in our society and understand its concepts and causes. And as these

visually interfere in our daily life, contributing to the deconstruction of stereotypes about nudity, some

time rooted in our culture.

Keywords: Art Education, Art, Photography, Naturism.

vii

LISTA DE FIGURAS

Fig. 01 - Cartaz do Curso........................................................................................................ 09

Fig. 02 – Discóbolo ………………………………………………………………………… 10

Fig. 03 - Vênus....................................................................................................................... 10

Fig. 04 – Vaso grego................................................................................................................ 11

Fig. 05 - Apolo......................................................................................................................... 12

Fig. 06 –As Três Graças ......................................................................................................... 15

Fig. 07 - Atividade prática dos alunos …………………………………….…........................ 13

Fig. 08 - Atividade prática dos alunos ..................................................................................... 13

Fig. 09 - Atividade prática dos alunos..................................................................................... 14

Fig. 10 - Grupo em atividade .................................................................................................. 14

Fig. 11 - A inocência de um povo..............................…………………………….….............. 15

Fig. 12 - Aproximação.............................................................................................................. 16

Fig. 13 - Grupo Pigmeu ………...................………………….…........................................... 17

Fig. 14 - Jovem mãe pigméia.................................................................................................... 17

Fig. 15 - Debatendo imagens nas culturas................................................................................ 17

Fig. 16 – Garoto Propaganda ................................................................................................. 18

Fig. 17 – Canon ………..............................…………………………….…............................. 19

Fig. 18 - David Backham......................................................................................................... 19

Fig. 19 - Perfume ………...........….….................................................................................... 20

Fig. 20 - Campanha publicitária com a temática da nudez ................................................... 21

Fig. 21 - Campanha publicitária com a temática da nudez .................................................... 21

Fig. 22 - Campanha publicitária com a temática da nudez....................................................... 21

Fig. 23 -Resultado da atividade publicitária............................................................................. 22

Fig. 24 - Resultado da atividade publicitária............................................................................ 22

Fig. 25 - Palestra: Cultura Naturista, com José Wagner.......................................................... 23

Fig. 26- Palestra: Cultura Naturista, com José Wagner.........…………………….…............. 24

Fig. 27 - Imagem exibida na Palestra.. .................................................................................... 24

Fig. 28 – Imagem exibida na Palestra ................................................................................................. 25

Fig. 29 – Debate/ palestra ....................................................................................................... 26

Fig. 30 - Casal naturista.............................................................………………….….............. 27

Fig. 31 - Capa do filme e Luz Del Fuego.............................................................................. 28

viii

Fig. 32 - Luz Del Fuego (Pioneira do Naturismo no Brasil)........…..............….….............. 29

Fig. 33 - Foto de Jorge Barreto............................................................................................. 30

Fig. 34 - Trabalhos de Spencer Tunick ................................................................................. 31

Fig. 35 - Trabalhos de Spencer Tunick.................................................................................. 31

Fig. 36 - Trabalhos de Herb Ritts............................................................................................. 31

Fig. 37- Trabalhos de Herb Ritts.............................................................................................. 31

Fig. 38 – Trabalhos de Jörg Riethausen.......................……………………….…................... 32

Fig. 39 - Trabalhos de Jörg Riethausen................................................................................... 32

Fig. 40 - Trabalhos de Robert Mapplethorpe.................................…...........….…................. 32

Fig. 41 - Trabalhos de Robert Mapplethorpe............................................................................ 32

Fig. 42 - Socializando Imagens .............................................................................................. 33

Fig. 43 - Tambaba – área naturista ....................................................................................... 34

Fig. 44 – Tambaba – chegada, período de adaptação ............................................................. 35

Fig. 45 - Trilha em Tambaba – reconhecimento da área naturista.......................................... 35

Fig. 46 - Ensaio Naturista.........................……...................………………….…................... 36

Fig. 47 - Naturistas em Tambaba ............................................................................................. 37

Fig. 48 - Testando os equipamentos para o ensaio................................................................... 37

Fig. 49 - Banho dos fotógrafos............................................................................................... 38

ix

SUMÁRIO

RESUMO...............................................................................................................................V

ABSTRACT...........................................................................................................................Vi

LISTA DE FIGURAS...........................................................................................................Vii

1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................1

2 ARTE E EDUCAÇÃO: IMPORTANTES PROCESSOS.....................................2

3 CULTURA VISUAL.................................................................................................4

4 A IMAGEM NATURISTA NA FOTOGRAFIA.................................................... 6

5 CONVERSA NUA: SOCIALIZANDO CONCEITOS ACERCA DA NUDEZ.9

5.1 NUDEZ E O TEMPO: DIFERENTES CONCEPÇÕES ATRAVÉS DO TEMPO... 10

6 NUDEZ E CULTURA: ACEITAÇÃO E RECHAÇO EM DIFERENTES

CONTEXTOS............................................................................................................ 15

6.1 DESNUDANDANDO A PUBLICIDADE E PROPAGANDA: A NUDEZ COMO

ELEMENTO EXPRESSIVO......................................................................................

18

7 NATURISMO E O NU: PRINCÍPIOS E CONCEITOS......................................23

8 ESTEREOTIPIA, NATURISMO E FOTOGRAFIA: DESNUDANDO

RELAÇÕES...............................................................................................................

27

8.1 O ARTISTA NU: A NUDEZ COMO FOCO NA ARTE CONTEMPORÂNEA..... 30

9 VIENCIANDO A NUDEZ: DESCONSTRUÇÃO DA VISUALIZAÇÃO NU/

NATURISTA.............................................................................................................

34

10 EXPOSIÇÃO............................................................................................................. 39

10.1 PLANEJAMENTO E MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO: “A IMAGEM NUA”...... 39

11 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................40

12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................42

13ANEXOS....................................................................................................................44

ANEXO A – CRONOGRAMA DE AULAS............................................................. 45

ANEXO B – ROTEIRO DO PRIMEIRO MÓDULO................................................ 47

ANEXO C – ROTEIRO DO SEGUNDO MÓDULO................................................ 52

ANEXO D - ROTEIRO DO TERCEIRO MÓDULO................................................ 58

ANEXO E - ROTEIRO DO QUARTO MÓDULO.................................................... 60

ANEXO F - ROTEIRO DO QUINTO MÓDULO.................................................... 62

x

ANEXO G - ROTEIRO DO SEXTO MÓDULO....................................................... 64

ANEXO H – DIVULGAÇÃO I ................................................................................. 65

ANEXO I – DIVULGAÇÃO II ................................................................................ 67

ANEXO J – DIVULGAÇÃO III ................................................................................ 68

ANEXO K- DIVULGAÇÃO III ................................................................................ 69

ANEXO L – TEXTO DA EXPOSIÇÃO ........................................................... 70

ANEXO M – DIVULGAÇÃO IV.............................................................................. 71

ANEXO N – DIVULGAÇÃO V................................................................................ 72

ANEXO O – EXPOSIÇÃO ........................................................................................ 73

ANEXO P – MOSAICO DOS FOTOGRÁFOS ........................................................ 73 ANEXO Q – BETO CÂMARA ................................................................................. 74

ANEXO R – EMANUEL GUEDES .......................................................................... 75

ANEXO S – CARLOS JOSÉ .................................................................................... 76

ANEXO T – ROBERTO MARTINS ......................................................................... 77

ANEXO U – WELÂNIO HENRIQUE ...................................................................... 78

ANEXO V – CÓDIGO DE ÉTICA NATURISTA .................................................... 79

1

1 INTRODUÇÃO

O presente estudo refere-se ao trabalho de conclusão de curso de licenciatura em

Educação Artística realizado no Centro Ciências Humanas, Letras e Artes, na Universidade

Federal da Paraíba – UFPB. Cuja prática ocorreu no CCTA, SL 405, no período de 27 a 30 de

outubro de 2009 e no dia 31 do mesmo, na praia de Tambaba, cidade de Conde - PB.

Destacando a imagem naturista na fotografiacomo base da pesquisa e práticas

propostas no percurso e estudo da imagem no ensino de arte e na perspectiva da cultura

visual. Por meio de discussões sobre a nudez, no contexto histórico das artes visuais e na

contemporaneidade, anexa ao uso da fotografia de forma não estereotipada - propondo uma

análise visualmente instigante, reflexiva e crítica sobre a temática. Objetivando demonstrar

como, no cotidiano, a imagem naturista influencia no contexto visual e cultural no dia-a-dia

dos discentes e em nossa sociedade. Nesse estudo, propõem-se ainda, questionar o porquê de

a nudez, na atualidade, ser uma temática que provoca tantas discussões em nossa sociedade e

entender seus conceitos e causas e como a arte lida com o tema. Enfim, seria a arte um dos

caminhos para o entendimento e desmistificação da nudez? Qual a colaboração da imagem

naturista, pela fotografia, para a desconstrução de estereótipos arraigados em nossa cultura?

A Cultura Visual será destacada nesse contexto, por sua importância e marcante

presença no ensino de Arte hoje, assim como, sua inter-relação com o mundo onde o discente e

a nossa sociedade transitam. Acrescenta-se ainda, a temática desse trabalho, relações com a

fotografia, o naturismo, a arte contemporânea, a publicidade, e a nudez na história da arte.

Dando sempre espaço, a prática artística e visual para o entendimento, o desenvolvimento do

pensamento crítico e criação dos participantes. Em seguida, serão postos os produtos gerados

no percurso desse estudo. Finalizando, são apresentados as considerações finais, referências

bibliográficas e os anexos dos documentos usados durante o processo de pesquisa, assim

como, os cronogramas e roteiros das aulas.

2

2 ARTE E EDUCAÇÃO: IMPORTANTES PROCESSOS

A arte sempre esteve presente desde os primórdios da humanidade na maioria das

construções culturais. Os homens que desenharam nas cavernas na pré-história, aprenderam

de alguma maneira as técnicas e agregavam valores místicos as imagens. Acreditando que,

apreendendo o bisão pela imagem, quando fossem a caça, o sucesso seria garantindo, visto

que se havia “matado” a essência vital do animal.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, Arte 2001, o ensino e a aprendizagem

de arte fazem parte, de acordo com normas e valores estabelecidos em cada ambiente cultural,

do conhecimento que envolve a produção artística em todos os tempos. A arte também está

presente nas sociedades e em vários tipos de profissões. Conhecer arte é essencial no mundo

do trabalho e faz parte do desenvolvimento humano dos indivíduos.

Ainda sobre da importância da arte no processo educacional, os Parâmetros

Curriculares Nacionais, colocam que:

O conhecimento da arte abre perspectiva para que o aluno tenha uma compreensão

do mundo na qual a dimensão poética esteja presente: a arte ensina que é possível

transformar continuamente a existência, que é preciso mudar referências a cada

momento, ser flexível. Isso quer dizer que criar e conhecer são indissociáveis e a

flexibilidade é condição fundamental para aprender (PCNs/ Arte, 2001).

O conhecimento sensível, por meio da arte, é uma maneira característica e única de

aprendizado, que não pode ser proporcionado por outros modos de apreensão da realidade. A

forma de ver, sentir, pensar e agir oferecido pela arte faz do nosso relacionamento com o

mundo, um contato mais íntimo, criativo e humanizado.

Acerca do caráter indissociável no processo educacional, Castro André, Pellegrini e

Andrade, (2008, p.1) analisam que:

É tamanha a força criadora da arte na vida das pessoas, que poderíamos falar de uma

natureza ontocriadora (criadora do ser) na relação que estabelecemos com ela. Além

de propiciar ao ser humano um conhecimento singular de si mesmo e do mundo do

qual é parte, arte contribui para, ele, dar um vigoroso sentido do humano.

Considerando o mundo contemporâneo em que se vive, é possível afirmar que estamos

em meio a uma de crise de valores, o que dificulta no cotidiano de atribuir razão a coisas. Isso

3

é intensificado pelas influências das empresas de informação e entretenimento, que

incentivam um modo de vida consumista.

Em contrapartida, temos uma variedade de escolhas que seria inviável a algum tempo

atrás. O acesso a diferentes culturas amplia nossas referências de mundo e influencia nossos

valores. Nesse contexto, a associação entre imagem e cultura é de importância fundamental na

cultura visual e se baseiam na interpretação e percepções políticas, econômicas, artísticas e

educacionais as quais o sujeito tem acesso e interpreta.

Acerca da importância do saber nas imagens, VALENÇA e MARTINS (2007, p.5)

apontam que:

A interpretação de imagens e obras de arte é um processo dialógico que se constrói

socialmente, gerando diversidade e possibilitando deslocamentos perceptivos e

conceituais. O caráter atual, pós-moderno e predominantemente subjetivo da arte

contemporânea aprofunda vínculos e cria cumplicidades conceituais com a cultura

visual.

A área de arte também facilita ao educando relacionar-se de forma criativa com outras

disciplinas do currículo escolar. De maneira que: “o aluno que conhece arte pode estabelecer

relações mais amplas quando estudar um determinado período histórico. Um aluno que

exercita continuamente sua imaginação estará mais habilitado a construir um texto, a

desenvolver estratégias pessoais para resolver um problema matemático” (Parâmetros

Curriculares Nacionais / Arte, 2001).

A arte na educação vem recebendo destaque, principalmente, quando se leva em

consideração a formação essencial para uma proporcional integração cultural, social e

profissional do sujeito na atualidade. Ela coloca em destaque sua eficácia ao proporcionar um

individuo criativo, inovador e reflexivo. Num mundo onde se exige do mesmo, várias

habilidades para se viver e relacionar-se socialmente.

Atualmente, o individuo deve ter uma formação flexível e direcionada para enfrentar

as incertezas e resistir às imposições, fragmentações e rapidez que caracterizam o mundo

contemporâneo. Nesse sentido, a arte pode ajudar bastante ampliando e conectando cada vez

mais as áreas de conhecimentos e o potencial humano de cada pessoa, envolvida nesse

processo de aprendizagem.

4

3 CULTURA VISUAL

Nas sociedades atuais, o aumento de imagens tem sido uma constante e invadido o

cotidiano das pessoas, criando assim a necessidade de uma reflexão crítica sobre as mesmas

em suas diversas possibilidades de comunicação e expressão. É importante perceber e

entender as imagens na perspectiva da cultura visual de distintos períodos históricos e,

trabalhar no ensino oficial e informal utilizando tais visões.

Acerca desta abordagem Nascimento, (2005) 1 coloca que:

A cultura visual, como o termo sugere, entende que as interpretações visuais têm

uma cultura, as quais afetam tanto o processo de produção como o de recepção. As

imagens são construídas a partir de um repertório cultural, forjado no passado, e que,

no presente, fixam e disseminam modos de compreenderem historicamente

construídos.

O termo cultura visual foi cunhado, apartir da publicação do livro: “Cultura Visual,

mudança educativa e projeto de trabalho”. De Fernando Hernández 2 (2000).

Incentivar a pensar as relações com a cultura visual e olhar o mundo com outras

perspectivas, sobre nós mesmos e sobre os outros, e de que forma, na visão escolar, esses

questionamentos podem ser problematizados e selecionados em projetos de trabalho e de

pesquisa.

Em relação à contribuição dessa cultura, a jornalista Thais Helena dos Santos, da

Agência EDUCABRASIL, analisa:

A cultura visual pode contribuir para a compreensão do ser humano e das

transformações do mundo. Pode inclusive emancipar o homem, desde a infância até

a vida universitária. Essas são algumas das idéias defendidas pelo professor

Fernando Hernández, titular da Faculdade de Belas Artes da Universidade de

Barcelona, na Espanha, que mantém uma relação acadêmica com educadores

brasileiros desde 1993. 3

A cultura é uma maneira de viver e dá forma e sentido ao nosso mundo, de fato, é a

nossa perspectiva de ver e nos relacionarmos socialmente. O trabalho com a cultura visual

1 Disponível em: http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=50 Acesso em: 26.10.2009

2 Fernando Hernandez é Doutor em Psicologia e Professor de História da Educação Artística e Psicologia da Arte

na Universidade de Barcelona.

3 Disponível em: (http://www.educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=35) Acesso em 16.12.2009.

5

propõe ser uma relação significativa às interações e características das artes visuais, que

transitam entre as belas artes e às performances contemporâneas.

É visível a importância da Cultura Visual não apenas como campo de estudo, mas

também nas relações com a economia, tecnologia, política e vivências da vida diária, de

maneira que, tanto produtores como interprete possam usufruir do seu estudo. Nesse contexto,

não há receptores nem leitores, porém, construtores e intérpretes, na proporção em que esse

relacionamento não é passivo, mas sim interativo, de acordo com as experiências que cada

indivíduo vive no seu cotidiano e se relacionam com essas imagens.

Sobre essa cultura visual na educação VALENÇA e MARTINS (2007, p.888) colocam que:

Uma educação para a cultura visual não implica na formulação de regras para o

olhar e muito menos uma expectativa de generalizar ou „universalizar‟ modos de ver

e interpretações, até mesmo porque interpretação e compreensão de imagens são

processos que também derivam do repertório de vida e da maturidade cognitiva de

cada indivíduo.

Na cultura visual, as imagens ampliam o fato em questão, direcionando as várias

dimensões da vida humana e produzem um complemento imagético que influência nos

comportamentos sociais, simulando sensações e desejos, direcionando as preferências e as

escolhas na vida prática das pessoas.

Nesse sentido, a força relacionada às imagens, principalmente, quando manipulada pela

indústria de consumo, transforma-se em um eminente perigo, produzindo a necessidade de

uma educação para a cultura visual, que destaque o desenvolvimento do senso crítico e

prepare o individuo para vivenciar e enfrentar os vários obstáculos tais como: poluição visual,

mensagens subliminares e a manipulação do inconsciente do psicológico da sociedade, pelo o

uso abusivo da imagem.

Contudo, essas mesmas imagens, podem ser usadas de forma útil e criativa, no

processo de amadurecimento e aprendizagem sócio-cultural do individuo na sociedade

contemporânea. Cabe ao educador, conhecer, discernir, experimentar e socializar essas

experiências imagéticas e múltiplas com os seus alunos.

6

4 A IMAGEM NATURISTA NA FOTOGRAFIA

É importante trazer para discussão e reflexão “a imagem naturista na fotografia”, para

uma melhor compreensão, pois, a mesma está presente nas mídias de massas, tais como: TVs

abertas e Internet com bastante freqüência.

Ler imagens e saber interpretá-las é fundamental no mundo contemporâneo. Uma

leitura pede entendimento de signos, letras, sinais convencionados por uma cultura, que nos

levam ao universo da linguagem visual. Essa leitura visual do mundo nos é tão familiar, que

várias vezes não nos damos conta do quanto ela é presente em nossa vida.

Nessa perspectiva, observam-se a reflexão à desconstrução de estereótipos sobre a

nudez na fotografia naturista, presente e arraigada na cultura já algum tempo. É preciso ainda

lembrar que na história da humanidade que, o preconceito relacionado à nudez é uma idéia

relativamente recente. A nudez na Grécia clássica era uma coisa comum entre os gregos; as

batalhas e competições esportivas eram praticadas sem roupa; todos os participantes nus e,

isso era um hábito comum a todos e ninguém se envergonhava disso; porquanto era uma

característica de sociabilidade da sociedade grega e posteriormente romana que adotou em a

sua cultura. E o que dizer da nudez no naturismo?

O Naturismo é uma forma de vida em harmonia com a natureza, caracterizada pela

prática da nudez social, no intuito de fortalecer a auto-estima, o respeito por si mesmo, pelos

semelhantes e o eco-sistema.

Nesse contexto histórico e de naturalidade sobre a nudez, surgem várias tentativas de

gravuras sobre a temática. O ato de retratar a nudez acompanha o homem em varias

modalidades artísticas á séculos. Contudo, a descoberta da fotografia, como a conhecemos,

ocorre no inicio do século XIX, e proporcionou, aos poucos, a popularização e a aquisição de

imagens por parte de diversas classes sociais. Sobre o seu surgimento sabe-se que:

A fotografia nasceu das tentativas de aperfeiçoamento dos métodos de impressão

sobre papel, dominados pelos chineses no século VI e difundidos na Europa

seiscentos anos depois. Tanto Joseph Nicéphore Nièpce, o inventor da fotografia na

França em torno de 1826, quanto nosso precursor brasileiro Hercule Florence

trabalhavam no aprimoramento de sistemas de impressão quando tiveram a idéia

literalmente luminosa de unir dois fenômenos previamente conhecidos, um de

ordem física e outro de ordem química: a "câmera obscura", empregada pelos

7

artistas desde o século XVI, e a característica fotossensível dos sais de prata,

comprovada pelo físico alemão Johann Heinrich desde 1727. 4

O retrato fotográfico provocou uma revolução sobre o olhar do corpo, dos gêneros e

seus papéis na sociedade no século XX. E sobre tudo, a questão da nudez que passou a ser

mais vista e discutida pela sociedade de um modo em geral.

As primeiras experiências, desenvolvidas dentro de estúdios, mostram pessoas em

figurinos históricos, em poses inspiradas em temas da antiguidade e da renascença e retratam

o masculino e o feminino. Somente no começo do século XX é que a fotografia de nudez

ganha vida própria, se transformando em obra de arte, acompanhado, por assim dizer,

diversas tendências.

Nesse contexto, surge na década de 1960, o registro das primeiras fotografias

naturistas no Brasil. O fotógrafo Walter Firmo, prêmio Esso de Jornalismo em 1963, mostra

toda a sua sensibilidade revelada nos retratos posados, na cena estudada e direcionada, ou nas

fotos instantâneas, mostrando o flagrante da nudez natural do qual Firmo foi um dos pioneiros

dessa modalidade de fotografia. O qual revelou: “... me enrolei na cobra de Luz del Fuego

sobre uma ilha na baía de Guanabara...”. 5

Recentemente, a fotografia naturista brasileira, tem sido representada pelo fotógrafo

Jorge Barreto, que em 2006, realizou uma exposição com o tema: “Arte Nua” e convidou

vários artistas a exporem juntos seus trabalhos relacionados à temática. Os ensaios foram

realizados na Praia do Abricó, Rio de Janeiro. O ápice da exposição se deu com o passeio dos

visitantes pela mesma, os quais conheceram os diversos cômodos do local de forma naturista

com os modelos que pousaram para o ensaio e o fotógrafo Jorge Barreto, de forma natural,

nus e sem nenhum constrangimento, já que a nudez é um hábito comum entre os naturistas.

E em 2007, Jorge voltou a ser destaque na imprensa com o Projeto Cultural: “Arte

Nua”, no Teatro da Uni-Rio, universidade federal no Rio de Janeiro. Sobre esse evento a

imprensa divulgou:

"É a primeira vez no mundo em que a platéia se despe para visitar uma exposição

fotográfica e assistir a uma peça de teatro, fora de um ambiente naturista", afirmou o

fotógrafo, entusiasmado com o sucesso do evento. A exposição fotográfica de nu

natural de Jorge Barreto foi produzida na Praia do Abricó, no Rio de Janeiro. "O

4 Disponível em: (http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-fotografia/historia-da-fotografia-2.php

Acesso em 20.12.2009.

5 Disponível em:

http://www.portalliteral.com.br/lancamentos/release/7422_brasil__imagens_da_terra_e_do_povo.rtf Acesso em:

29.11.2009

8

evento somente ocorreu graças ao apoio do Recanto Paraíso e da Associação

Naturista de Abricó através de divulgação e apoio financeiro e operacional",

continuou. 6

A imagem naturista tem despertado curiosidade de pessoas e instituições por conta da

temática da nudez social, que é um dos elementos da filosofia naturista que mais chama a

atenção nessa cultura e, a fotografia como linguagem artística e de registro da realidade, traz

ao público questionamentos e reflexões sobre esse tema milenar que acompanha a

humanidade desde sempre, propondo repensar conceitos e idéias, delineando um novo cenário

na história da arte e fotografia na contemporaneidade.

6 Disponível em: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_077/arte.html Acesso em: 19.11.2009

9

5 CONVERSA NUA: SOCIALIZANDO CONCEITOS ACERCA DA NUDEZ

No dia 27/ 10/2009, às 19h, na sala 405, do CCTA foi realizado o primeiro encontro da

prática de ensino, o qual foi apresentado o facilitador do projeto de prática de ensino: “A IMAGEM

NUA” e do e Curso de Fotografia Naturista.

O Curso foi divulgado via cartazes, e-mails, Orkut, e sites diversos. Os principais objetivos foram:

investigar a imagem da nudez, pela fotografia naturista, sob a ótica da cultura visual e seu

desdobramento na sociedade contemporânea. A procura pelo Curso foi imediata, em uma semana as

20 vagas oferecidas foram ocupadas e, ainda foi possível fazer um cadastro de alunos reserva.

Foi feita uma sondagem com os participantes acerca da temática imagem nua e, como cada um lida

com o tema no cotidiano. Observou-se que pleno século XXI, existe tanto preconceito e tabus

acerca de uma prática (a nudez). Assim, constatou-se certa resistência por parte do grupo,

especificamente o feminino, , quando foi lançada a proposta de ao final do Curso, fazer um ensaio

fotográfico, em Tambaba, praia de nudismo na cidade de Conde – PB. Entretanto o ensaio só seria

realizado, após estudo e o amadurecimento da filosofia naturista, inclusa no programa do curso,

para evitar riscos na prática.

Nessa sondagem, houve também a socialização do grupo onde foram feitas as apresentações

pessoais (nomes, o que faziam e quais as expectativas em relação ao curso) para uma melhor

integração dos participantes, a qual ocorreu com sucesso

Fig. 01: Cartaz do Curso

Fonte: http://www.abrico.com.br/p_fotos2.html

Acesso: 26.10.2009

Arte: Roberto Martins, 2009.

10

5.1. A NUDEZ E O TEMPO: DIFERENTES CONCEPÇÕES ATRAVÉS DO TEMPO

No segundo momento do primeiro encontro, foi discutida e analisada, a trajetória da nudez

na História da Arte (Egito, Grécia, Roma e Renascença). Quais as percepções da nudez em cada

período histórico (Grécia e Roma e Renascença) nas várias linguagens artísticas. Capturadas,

posteriormente, pela fotografia e o cinema – que também é fotografia em série.

Assistimos então o documentário: “Grécia sua história e seus mitos”, e percebemos a

naturalidade da nudez no cotidiano grego daquele período. E a atitude do império romano ao

conquistar a Grécia. A qual foi adotar grande parte da arte e cultura da grega, inclusive a prática

coletiva da nudez.

Fig. 02: Discóbolo

Fonte:http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_21/nudezimage

m/discobolo.jpghttp://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_21/nu

dezimagem/discobolo.jpghttp://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/

art_21/nudezimagem/discobolo.jpghttp://www.cdcc.usp.br/cienc

ia/artigos/art_21/nudezimagem/discobolo.jpghttp://www.cdcc.us

p.br/ciencia/artigos/art_21/nudezimagem/discobolo.jpg

Acesso: 26.10.2009

Fig. 03: Vênus

Fonte:http://www.cdcc.usp.br/ciencia/arti

gos/art_21/nudezimagem/venus.jpg

Acesso: 26.10.2009

11

Figuras 05 e 06: Recortes da vida cotidiana na Grécia Antiga

Socializamos e discutimos imagens apresentadas em seu contexto histórico, por exemplo: a

prática de esportes que era uma atividade regular entre os homens gregos.

Tendo o ápice ocorria no período das Olimpíadas. As provas restringiam-se aos homens que as

disputavam nus.

Vimos ainda, trechos do filme Calígula que mostrou um pouco da cultura de Roma antiga.

Também, observamos imagens dos deuses romanos, antes da adoção do cristianismo, como religião

oficial.

Atentamos ainda à nudez na cultura romana, observando que aquela civilização foi muito

influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e

arquitetura grega. Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde

os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus

relacionamentos pessoais. E algumas dessas características, foram levantadas e questionadas aos

alunos, a que as imagens os/as remetiam e, se as mesmas condiziam com as nossas realidades e

vivências. Os quais interagiram, relembrando o estudo da História Clássica e sua relação com a

postura da sociedade atual; como no decorrer do tempo, a cultura da "moralidade” pela ocultação

do corpo e, o mesmo como sinônimo de pecado, censurou um hábito milenar comum aos povos

ocidentais.

Fig. 04: Vaso grego

Fonte:http://www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/histor

ia/grecia_01.jpg

Acesso: 26.10.2009

12

No Renascimento, observamos por meio de imagens que, e a influência da arte greco-

romana que, o padrão de beleza feminina era associado a pessoas portadoras de dimensões

corporais avantajadas. É o que vemos nos nus femininos pintados por Botticelli e Ticiano.

Destaque para a pintura As Três Graças, de Rafael Sacio. A ênfase para as formas avantajadas

perde espaço apenas no Século XX, de onde surgem os padrões atuais “idealizados” sobre o corpo.

Fig. 06: As Três Graças

Fonte: http://ghiraldelli.files.wordpress.com/2009/09/musas-as-tres-gracas-rafael.jpg

Acesso em: 26/10/2009

Fig. 05: Apolo

Fonte:http://www.brasilescola.com/mitologia/apolo-dafne.htm

Acesso: 26.10.2009

13

Como atividade prática da aula, fizemos um ensaio fotográfico com brinquedos nus; como

treinamento para um futuro ensaio com pessoas. Proporcionando assim, um espaço e um momento

criativo para os participantes.

Os exemplos usados e alguns dos produtos dessa atividade estão expostos nas imagens em seguida:

Fig. 08: atividade prática dos alunos Foto: Adriana Cruz, 2009.

Figura 07: atividade prática dos alunos

Foto: Beto Câmara, 2009.

14

Essa atividade objetivou a manipulação e o contato físico, por analogia, e a quebra de

paradigmas relacionados ao corpo nu. Teve duração média de 60 minutos e, os resultados foram

bastante satisfatórios, os participantes se envolveram demasiadamente com a atividade e foram

muito criativos em seus trabalhos. E a orientação dada a cada um era: que retratassem nos seus

trabalhos a nudez com a maior naturalidade possível. Alguns dos presentes sugeriram que, em outro

momento, uma exposição especifica, com o produto dessa atividade que foram vários e

significativos.

Fig. 09: atividade prática dos alunos

Foto: Beto Câmara, 2009.

Fig. 10: grupo em atividade

Foto: Beto Câmara, 2009.

15

6. NUDEZ E CULTURA: ACEITAÇÃO E RECHAÇO EM DIFERENTES CONTEXTOS.

Nesse segundo encontro que ocorreu dia 28/10/2009, das 19h às 22h, na sala 405 do

CCTA na UFPB abrangendo os tópicos: “Nudez e Cultura e Desnudando na Publicidade e

Propaganda.”

Os objetivos principais foram: ampliar o repertório visual dos participantes e

proporcionar-lhes conhecimentos da diversidade cultural do tema abordado. Estimulando

assim, o pensamento crítico e uma atitude mais flexível, diante da amplitude que a temática

aborda. E a discussão de como a aceitação e o rechaço, estão presentes no cotidiano das

pessoas. Foi selecionado então, duas culturas: a cultura indígena (aborígenes brasileiros) e a

africana (povos pigmeus), como bases para essa abordagem e,como oconceito de nudez é

visto nas mesmas.

Foram mostradas diversas imagens em slides aos participantes, mostrando como o

hábito da nudez em grupo, já era praticado pelos índios brasileiros antes da chegada dos

europeus ao Brasil no Século XV, e como os nativos brasileiros andavam nus; como haviam

feito por séculos. A cultura indígena era de respeito à natureza por meio do respeito à flora, a

fauna, aos rios e a terra.

Fig. 11: A inocência de um povo

Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela

Carneiro da Cunha – São Paulo: Companhia das Letras:

Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

16

Investigou-se também a cultura dos povos Pigmeus por textos e imagens. E nessa

investigação, descobrimos que a nomenclatura: “pigmeus” é uma expressão genérica, usada

pela sociedade externa para identificar os pequenos homens que habitam a Floresta Equatorial

Africana. Os pigmeus são considerados seres inferiores a outras populações, e são

continuamente marginalizados da vida social. Tem em comum com os nativos brasileiros, o

hábito de estarem nus ou semi, no cotidiano e isso de uma forma natural, não erotizada; além

do respeito à natureza, de onde retiram o sustento.

A explanação desse tema se deu por meio de textos e imagens, projetados por data

show em slides. E sobre a figura 13 (grupo pigmeu), alguns alunos comentaram a estatura e os

acessórios usados pelo grupo, semelhante aos aborígenes brasileiros.

Fig. 12: Aproximação

Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela

Carneiro da Cunha – São Paulo: Companhia das Letras:

Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

17

Alguns dos alunos perceberam e comentaram as diferenças e semelhanças entre as

culturas abordadas e ainda, analisaram um pouco da complexidade das mesmas. Que elas não

podem ser vistas de fora, mas, de dentro; como se o observador fizesse parte delas. Só assim é

possível perceber os seus valores e entender um pouco de suas características e

Fig. 14: Jovem mãe pigméia

Fonte: http://anomalias.weblog.com.pt/arquivo/humanos-

pigmeu.jpg em: 18/10/2009.

Fig. 13: Grupo Pigmeu

Fonte:http://anomalias.weblog.co

m.pt/arquivo/pigmeus.jpg

Acesso em: 03/10/2009.

Fig. 15: Debatendo imagens nas culturas

Foto: Adriana Cruz, 2009.

18

complexidades. Caso contrário corre-se o risco de valorizar uma cultura mais que outra, como

se uma fosse superior à outra e vice-versa; caracterizando a assim, o etnocentrismo.

6.1 DESNUDANDO A PUBLICIDADE E A PROPAGANDA: A NUDEZ COMO

ELEMENTO EXPRESSIVO.

No dia 29/ 10/2009, às 19h às 22h na sala 405, do CCTA na UFPB, ocorreu o nosso

terceiro encontro, onde se analisou a nudez artística e naturista na publicidade e propaganda,

por meio de imagens e vídeos e como as mesmas têm usado essas temáticas, em seus projetos

midiáticos. E de que forma, a população assimila e é influenciada por essas imagens.

Percebeu-se também que, quando a nudez é trabalhada de forma profissionale bem

direcionada; pode ser um elemento expressivo de comunicação e desconstrução de déias

preconceituosas. O tema interessou a todos, mas, em especial alguns alunos de publicidade e

comunicação que, relataram que essa temática, só iria ampliar seus conhecimentos na área.

Fig. 16: garoto propaganda

Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.lumaxazevedo.co

m.br/meusarquivos/garoto_propaganda%255B1%255D.JPG&imgrefurl=http://w

ww.lumaxazevedo.com.br/publicidade_e_propaganda.html&usg=__DOTOmoNh

1QkPo-GyJMh9-zk6O5s=&h=336&w=383&sz=68&hl=pt-

BR&start=2&um=1&tbnid=KlbuRTZk7wwceM:&tbnh=108&tbnw=123&prev=/i

mages%3Fq%3Dpublicidade%2Be%2Bpropaganda%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-

BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DG%26um%3D1

Acesso em:11/10/2009

19

Fig. 18: David Backham

Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.athosgls.com.br/get_imagem_conteudo.

php%3Fcontcod%3D21691%26size%3D200&imgrefurl=http://www.athosgls.com.br/noticias_visualiz

a.php%3Fcontcod%3D21691&usg=__6ueKyznFGNBDmgkLPq89BtZWtw4=&h=320&w=158&sz=&

hl=ptBR&start=1&um=1&tbnid=Z5tIzNAMSTJ2M:&tbnh=118&tbnw=58&prev=/images%3Fq%3Dd

avid%2Bbeckham%2Bnu%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26cr%3DcountryBR%26um%3D1

Acesso em:11/10/2009

Fig. 17: Canon

Fonte:http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/pr

opaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

20

Fig. 19: Perfume

Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/200

7/09/45_19283%252%2520Yves%2520Saint%2520Laurent%2520M7.jpg&imgrefurl=http://oglobo.glo

bo.com/blogs/lula/posts/2007/09/19/tom-ford-improprio-para-menores-

73863.asp&usg=__JcMm3eMgSjrOAIVs8LYVuKgZG3g=&h=600&w=446&sz=72&hl=pt-

BR&start=2&um=1&tbnid=aaVHyQ_ry7PrNM:&tbnh=135&tbnw=100&prev=/images%3Fq%3Dyves

%2Bsaint%2Blaurent%252Bm7%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26cr%3DcountryBR%26um%3D1

Acesso em:11/10/2009

Foi sugerido como atividade prática para a turma desenvolver uma campanha

publicitária de um produto ou serviço com a temática da nudez, usando a técnica de colagem e

fotografia e por fim, apresentar o produto dessa idéia aos participantes.

O grupo foi orientado sobre o conceito de colagem na arte e foi disponibilizados

materiais como: revistas, imagens impressas, tesoura e cola. Além da câmera fotográfica que

cada um possuía, para desenvolvimento da atividade. Em seguida, as fotos da atividade

proposta, duração da mesma:60 minutos.

21

Fig. 20: Campanha publicitária com a temática da nudez

Foto: Roberto Martins, 2009.

Fig. 21: Campanha publicitária com a temática da nudez III

Foto: Raphael Lins, 2009.

Fig. 22: Campanha publicitária com a temática da nudez III

Foto: Beto Câmara, 2009.

22

No inicio da atividade, os participantes ficaram um pouco apreensivos sobre o que

iriam fazer, contudo, o receio deu espaço à criatividade e todos participaram criativamente do

processo artístico e reflexível sobre a nudez na publicidade e propaganda.

O resultado final dessa atividade incentivou o lado criativo dos participantes além de

promover modos espontâneos de lidar com a nudez no cotidiano. E ainda, a questão ética e

profissional de relacionar-se com o tema, expressado e comunicando idéias por meio,

principalmente, de imagens.

Fig. 23: Produto da atividade publicitária

Foto: Raphael Lins, 2009.

Fig. 24: Produto da atividade publicitária

Foto: Beto Câmara, 2009.

23

7 NATURISMO E O NU: PRINCÍPIOS E CONCEITOS.

No dia 29/10/2009, às 19h às 22h na sala 405, do CCTA na UFPB, ocorreu o nosso

terceiro encontro, onde se analisou a concepção da nudez na filosofia naturista e como a

mesma desconstrói os estereótipos sobre o nu, existentes em nossa cultura. No primeiro

momento. Realizou-se uma palestra sobre: “Cultura Naturista”, ministrada pelo Conselheiro

Maior da FBrN (Federação Brasileira de Naturismo) José Wagner de Oliveira 7 . Os alunos

ficaram ansiosos pela palestra, para conhecer um pouco mais do que já se havia falado sobre a

filosofia naturista.

Havia apenas um estudante que já se dizia ser naturista e os demais se mostravam

interessados na temática. O palestrante chegou 20 minutos antes do horário previsto e com a

chegada dos alunos, já foi havendo uma significativa interação entre todos.

O tema foi desenvolvido por meio de imagens em slides e vídeos temáticos sobre a origem e

prática da filosofia naturista e com foco voltado para o naturismo local, mostrando imagens

do 31º Congresso Internacional de Naturismo em Tambaba/ Conde – PB, e dos benefícios

dessa pratica, que já é conhecida mundialmente.

Fig. 25: Palestra: Cultura Naturista, com José Wagner.

Foto: Adriana Cruz, outubro, 2009.

7 José Wagner de Oliveira, professor aposentado da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), formado em

Educação Física, músico registrado na Ordem dos Músicos do Brasil e também Conselheiro Maior junto a

Federação Brasileira de Naturismo a FBrN.

24

Fig. 26: Palestra: Cultura Naturista, com José Wagner.

Foto: Adriana Cruz, outubro, 2009.

Fig. 27: Imagens exibida na palestra

Fonte: Revista Brasil Naturista, RS.Edição: 06, 2008.

25

Fig. 28: imagens exibida na palestra

Fonte: site: http://brasilnaturista.com/blog/?m=200911. Acesso em: 26.10.2009

A palestra aprofundou o conceito de naturismo e sua relação com a natureza e a nudez

social na contemporaneidade. Ficou visível que, o Naturismo é mais do que praticar o nudismo,

é uma série de conceitos éticos e comportamentais direcionado aos praticantes e que se

relaciona com o semelhante e com a natureza; com o objetivo de estabelecer uma maneira de

vida saudável fisicamente e psicologicamente harmonizada com o eco sistema.

Desta forma, os participantes da palestra entenderam que, a prática do naturismo, faz

com que cada pessoa viva da forma mais natural e espontânea possível, livre dos às padrões

que vivem a maioria da sociedade. Segundo os praticantes, o naturismo não prega modismos,

sua prática desconstrói conceitos, convenções sociais e hábitos; reformulando assim, de forma

crítica, os pensamentos dos seus praticantes.

26

Fig. 29: Debate/ palestra Foto: Adriana Cruz, 2009.

Ao final da palestra, abriu-se espaço para o debate, dúvidas e sugestões. Foram

levantadas questões pelos alunos tais como: a timidez de se despir em público; a insegurança

sobre a forma do corpo; a questão da ereção nos homens, se ocorrer o que fazer?

Esclarecimento de mitos sobre o naturismo. Todas essas e outras questões foram esclarecidas e

respondidas pelo palestrante; e assim, percebeu-se a satisfação dos participantes nas respostas

dadas, com coerência e conhecimento de causa.

E ainda foi reforçado o convite para conhecer a praia naturista de Tambaba, onde

ocorreria o ensaio fotográfico do curso, dentro da prática de ensino. A maioria dos presentes se

comprometeu de ir e participar do ensaio. Contudo, houve alguns que avisaram que não

poderiam ir, por motivos variados. Mas, se propuseram de que, numa próxima oportunidade,

iriam por em pratica o que apreenderam durante o curso.

Dessa forma, o sexto módulo, que trataria da exposição naturista, com o produto do ensaio

fotográfico, daria continuidade com os participantes do mesmo.

27

8 ESTEREOTIPIA, NATURISMO E FOTOGRAFIA:DESNUDANDO RELAÇÕES.

Nesse quarto encontro, no dia 30.10.2009 das 19h às 22h na sala 405, do CCTA na

UFPB, foi discutido a estereotipia que é, de forma simplificada, a maneira preconceituosa e

genérica pela qual se trata pessoas e grupos, destacando alguma/s característica/s de modo

pejorativo. E como a fotografia naturista, colabora para a desconstrução desses estereótipos.

Analisamos ainda, por meio da fotografia, imagens da nudez na concepção naturista, visando

à desconstrução do pensamento preconceituoso sobre a mesma e como a filosofia naturista

surge no cenário Brasileiro.

Sobre a figura 30, foi comentada a questão da integração do ser humano com o eco sistema de

forma natural e respeitosa, percebeu-se por meio dessa fotografia, feita para a Revista Brasil

Naturista, uma releitura de uma passagem literária religiosa de “Adão e Eva no paraíso”,

comentou um dos participantes.

Fig. 30: Casal naturista

Fonte: Revista Brasil Naturista, edição: 08. 2009 Acesso em: 26.09.2009

28

Vimos ainda, trechos do filme: “Luz Del Fuego” 8 que conta um pouco, de forma

romanceada, a trajetória do Dora Vivacqua (Luz Del Fuego), a pioneira do Neonaturismo

brasileiro, Pois, O naturismo já existia (mas, não com essa nomenclatura) antes dos europeus

chegarem ao Brasil, com os já habitantes há séculos, aborígenes brasileiros.

Ao final da aula foram levantadas questões sobre estereotipia nas imagens mostradas e

seu processo de desconstrução pela fotografia. Todos os participantes ficaram muito

interessados no assunto. Até porque os alunos desconheciam, em sua maioria, a história do

Naturismo no Brasil.

Fig. 31: Capa do filme e Luz Del Fuego

Fonte: http://memoriaviva.digi.com.br/luzdelfuego/

Acesso em: 29.09.2009

Dora Vivacqua (Luz Del Fuego), a pioneira do Naturismo no Brasil. 8 Disponível em: http://memoriaviva.digi.com.br/luzdelfuego/ Acesso em: 29.09.2009

29

Fig. 32: Luz Del Fuego (Pioneira do Naturismo no Brasil)

Fonte: http://memoriaviva.digi.com.br/luzdelfuego/.Acesso em: 29.09.2009

Sobre a figura 32, que mostra Luz Del Fuego nua, na Ilha Sol no Rio de Janeiro, houve

comentários e admiração da maioria dos alunos, pela beleza e naturalidade da imagem e, por

ser de uma mulher; a iniciativa e renovação de uma prática milenar comum a muitos e ao

mesmo tempo, recriminada por uma expressiva parte da sociedade, a nudez no cotidiano.

Em relação ao filme, perceberam que havia um apelo erótico no mesmo, contrariando a

filosofia naturista que já havia sido abordada em seus princípios básicos. Contudo, notou-se

também uma significativa colaboração do filme para memória histórica da trajetória do

naturismo no Brasil e da vida atriz e dançarina Dora Vivacqua, que tanto contribui para que

hoje, o naturismo fosse de fato uma realidade na sociedade brasileira.

30

8.1O ARTISTA NU: A NUDEZ COMO FOCO NA ARTE CONTEMPORÂNEA

Ainda no quarto encontro, foi abordado a nudez na arte contemporânea e seus

representantes principais e o corpo humano, como fonte de quase todas as inspirações nos

trabalhos desses artistas. A nudez é inquietante, instigante e bela. Por isso o artista, seja na

pintura, escultura, teatro ou na fotografia, encontra no corpo nu a mais profunda essência do

ser humano.

Foi mostrado então, por meios de imagens em slides, os trabalhos e os artistas que

trabalham com a temática da nudez, deslocando-a do imaginário comum e dando outra

conotação, mais natural e liberta de pudores e preconceitos. Foi com esse objetivo que foi

dado continuidade ao quarto módulo, da prática de ensino, permeado por analises e questões

sobre as imagens exibidas.

Foram selecionados para esse segundo momento, do quarto módulo os seguintes fotógrafos:

Jorge Barreto, Spencer Tunick, Herb Ritts, Jörg Riethausen e Robert Mapplethorpe.

Fig. 33: Foto de Jorge Barreto

Fonte: http://img.terra.com.br/i/2007/09/27/604059-0518-cp.jpgAcesso em: 14/11/2009

31

Fig. 34 – Trabalhos de Spencer Tunick

Fonte: http://www.spencertunick.com/

Acesso em: 14/10/2009

Fig. 35 – Trabalhos de Spencer Tunick

Fonte: http://www.spencertunick.com/

Acesso em: 14/10/2009

Fig. 36 – Trabalhos de Herb Ritts

Fonte:http://whisty.files.wordpress.com/2009/

05/stephanie-cindy-christy-tatjana-naomia-by-

herb-ritts.jpeg

Acesso em: 14/10/2009

Fig. 37 – Trabalhos de Herb Ritts

Fonte:http://bp3.blogger.com/_iI1a0CNTtA8/

R3EP-

fdTtZI/AAAAAAAAAMw/Uhorl3kCrSc/s16

00-h/Jump,Paradise-Cove,1987Herb+Ritts.jpg

Acesso em: 14/10/2009

32

Fig. 38 – Trabalhos de Jörg Riethausen

Fonte:http://1.bp.blogspot.com/_7WqrSm_w

hdk/Su0L0Phl1KI/AAAAAAAAAy8/xvflIJfv

jHo/s400/jorg-riethausen-nu.jpg

Acesso em: 25/10/2009

Fig. 39 – Trabalhos de Jörg Riethausen

Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_fzQeY8c7n

Vc/SMKnwnzL-

6I/AAAAAAAAAD8/KaYqgm7arfE/s400/07

0622_blog_uncovering_org_joerg-riethausen-

5.jpg

Acesso em: 25/10/2009

Fig. 40 – Trabalhos de Robert Mapplethorpe

Fonte:http://www.girafamania.com.br/montag

em/robert-mapplethorpe5.jpg Acesso em: 14/10/2009

Fig. 41 – Trabalhos de Robert Mapplethorpe

Fonte:http://www.artcurial.com/Full/594/1015

7594.jpg Acesso em: 14/10/2009

33

Fig. 42 – Socializando Imagens

Foto: Adriana Cruz, 2009.

Foi finalizado esse encontro com comentários atrelados a algumas imagens exibidas e

a socialização das mesmas, já que, alguns dos alunos, tiveram interesse em adquiri-las para

analises e trabalhos futuros.

E falamos, ainda, um pouco mais sobre os fotógrafos apresentados, tendo destaque os

trabalhos de Robert Mappethorpe, pela questão polêmica que o cerca, as quais transitam entre

o erótico, pornô e o artístico e Spencer Tunick, que registra a nudez natural de multidões.

Seus trabalhos são também instalações que, são compostas de dezenas ou mesmo centenas de

pessoas voluntárias que posam nuas em locais públicos. Os alunos perceberam também, que o

Tunick liga a fotografia contemporânea a História da Arte; foi o que eles comentaram sobre a

figura 35, que faz referência a artista plástica Frida Kahlo.

Teríamos, também, uma atividade prática nesse módulo, que seria: um ensaio

fotográfico com casal de artistas nus. Contudo, por motivos superiores, o casal convidado não

pode comparecer e, não houve tempo de consegui substitutos.

Assim, a aula terminou às 21h e 30 minutos, quando estava previsto seu final para as

22h. Porém, não houve prejuízo de conteúdo no final da mesma, pois, seria mais atividade

complementar ao assunto estudado.

34

9 VIVENCIANDO A NUDEZ: DESCONSTRUÇÃO DA VISUALIZAÇÃO NU/

NATURISTA

O quinto encontro, da prática de ensino, ocorreu no dia 31.10.2009 na Praia de

Tambaba cidade de Conde – PB. O qual foi agendado, com antecedência e planejado um

ensaio fotográfico na mesma, com hora prevista de chegada às 9h e volta às 14 h.

O encontro do grupo, no primeiro momento, ocorreu no pátio externo do CCTA na

UFPB por volta das 8h da manhã onde já se havia locado um transporte de passeio (uma Van)

para levar o grupo.

Esse quinto encontro teve como objetivo principal, a prática do foi estudado nos

módulos anteriores, sobre fotografia e o naturismo. Propondo assim, a vivência e analise da

imagem naturista na fotografia, quebrando preconceitos, desconstruindo estereótipos e

ampliando a visão acerca do tema estudado. Fomentando assim, a reflexão crítica dos

participantes, sobre a imagem naturista no contexto da cultura visual.

Fig. 43 – Tambaba – área naturista

Foto: Beto Câmara, 2009.

35

No segundo momento, foi feito o reconhecimento da praia e dado um período de adaptação

aos participantes, antes de começar o ensaio fotográfico.

Como já se havia previsto, os alunos ficaram surpresos consigo mesmos e pela naturalidade

do ambiente e como as pessoas tratam, de forma espontânea, a questão da nudez; o grupo logo

ficou a vontade e ambientado a área naturista.

Fig. 44 – Tambaba – chegada, período de adaptação

Foto: Carlos José, 2009.

Fig. 45 – Trilha em Tambaba – reconhecimento da área naturista

Foto: Welânio Henrique, 2009.

36

A partir de então, começaram as tomadas fotográficas, o ensaio propriamente dito,

experimentações e seleções de imagens naturistas. Levantamos, ainda, as seguintes questões:

que mensagem visual o grupo iria passar aos leitores dessa prática e não conhecedores da

filosofia naturista? As tradicionais ou imagens libertas de conceitos e preconceitos

convencionados pela sociedade atual?

Foram discutidas ainda, questões essenciais tais como: direito de imagem e respeito à

privacidade do semelhante entre outras.

Fig. 46 – Ensaio Naturista

Foto: Welânio Henrique, 2009.

Foi feito, também, entrevistas com alguns freqüentadores do local e como os mesmos

sentiam-se em relação ao naturismo. As respostas foram coerentes e similares, em relação às

perguntas feitas às pessoas entrevistadas. Os praticantes expuseram que se sentiam bem com a

prática naturista e que era uma terapia para mente e o corpo e que também, aumentava a auto-

estima dos mesmos.

O grupo de alunos entendeu na prática que, o naturismo promove ainda, a assimilação

do corpo tal como ele é, aceitando a forma física natural, sem recorrer a modelos

estereotipados ditos “ideais” pela mídia. Compreendendo que, o belo e o saudável é ser

natural.

37

Fig. 47 – Naturistas em Tambaba

Foto: Carlos José, 2009.

Fig. 48 – Testando os equipamentos para o ensaio

Foto (detalhe): Beto Câmara, 2009.

38

Fig. 49 – Banho dos fotógrafos

Foto: Carlos José, 2009.

Após a atividade, houve um momento de lazer e confraternização entre os participantes,

os quais desfrutaram das amizades e belezas locais da Praia naturista de Tambaba. O grupo

retornou assim, às 13h e 30 minutos, para a UFPB, de onde cada aluno retornaria as suas

residências.

Os alunos retornaram satisfeitos com atividade e com passeio, comentado inclusive que,

achavam que seria mais difícil a adaptação na praia de nudismo. Porém, depois de algumas

horas no local, o grupo já estava integrado com o ambiente. Contudo, foi lembrado que, se

não houvesse um amadurecimento prévio sobre o tema, como se havia feito, a adaptação,

seria, com certeza, diferente e difícil.

Com o final dessa atividade prática (o ensaio fotográfico), foi encerrado então o quinto

módulo do curso e o grupo já se programou para o próximo encontro, que seria: o

planejamento, a seleção e montagem da exposição naturista, como o resultado do ensaio.

39

10 EXPOSIÇÃO

10.1 PLANEJAMENTO E MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO: “A IMAGEM NUA”.

O sexto e último módulo, ocorreu numa quarta feira, dia 04.11.2009, no Pólo Arte na

Escola no primeiro andar da Biblioteca Central na UFPB, onde se traçou o planejamento e

diretrizes para o acontecimento da Exposição, com a produção do ensaio realizado em

Tambaba. Discutiu-se como, onde, por qual período, quais os suportes, entre outras questões

sobre como a mesma aconteceria.

A princípio foi escolhido um nome para a Exposição; dentre várias sugestões, o nome

escolhido foi: “A imagem nua”. Em seguida, procuramos locais para realizarmos a

Exposição; o que não foi fácil por ser final de ano e os espaços expositivos estarem com suas

agendas fechadas.

Havia ainda, um agravante: visto que a temática da exposição era sobre a nudez no

naturismo, várias instituições barraram o projeto, por conta da “moralidade” e “respeito” às

senhoras e crianças que transitariam no local. Houve coordenadores que gostaram da temática

do projeto, contudo, temiam a reação do publico daquele recinto, já que havia uma relativa

tradição conservadora da instituição. E como, ainda, desconheciam a nudez no contexto

naturista, ficou praticamente impossível mudar mentalidades, culturalmente, estereotipadas

em tão pouco tempo.

Por fim, por indicação de um artista plástico, conseguimos um espaço para a

exposição no TERMAS PARAHYBA – Sauna & Bar. Ambiente comercial, porém, com um

espaço amplo e bastante visitado por clientes e turistas, no Centro Histórico de João Pessoa no

Estado da Paraíba.

Pela característica do estabelecimento, houve algumas limitações por ser um local

comercial e direcionado ao público masculino. Contudo, conseguimos que a abertura da

exposição, fosse gratuita e aberta ao público em geral (homens e mulheres) e os demais dias

ficaram a critério do estabelecimento.

A exposição a “A IMAGEM NUA”, ocorreu no período de 07 a 14 de dezembro de

2009, a qual foi bastante prestigiada pelo público em geral, especialmente por artistas e

naturistas que estavam na cidade.

40

Em relação à divulgação, a imprensa local e nacional noticiou o evento em sites do

gênero naturista e ditos tradicionais como: Sites Culturais, Universitários e Blogs, conforme

anexos, no presente relatório de prática.

11 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As criações sensíveis estão presentes em toda a existência humana e a arte mostra-se

como um campo específico de importância cultural dessas práticas. As artes visuais

proporcionam (por meio de linguagens e materiais específicos, vivências sensoriais,

emocionais e intelectuais) de maneira que, a sociedade se torne consciente e pronta para ler e

interpretar seu meio cultural, como um todo. Nesse contexto, a preferência pela expressão

visual, em relação à linguagem escrita, tem prevalecido na sociedade contemporânea.

A educação pela a cultura visual, não se resume na formulação de normas para o olhar

e nem também por generalizar a maneira de ver e interpretar, até porque, o entendimento de

imagens são processos que inclui ainda, o repertório de vida e maturidade das pessoas

envolvidas.

A curiosidade sobre a temática, aliada ao interesse pela fotografia foi alguns dos

elementos que garantiram o sucesso dessa prática de ensino; incluindo ainda, minha própria

curiosidade e desejo de conhecer melhor a temática. Abordada num contexto educacional na

perspectiva da cultura visual. Dessa forma, resolvendo duas questões importantes: a primeira,

trazer para o contexto escolar, temas da comunidade (fatos reais do cotidiano da nossa

sociedade). E a segunda, relacionar teoria e prática em um assunto que é do interesse coletivo

social, dos alunos participantes – foi o que se percebeu pela procura do curso de fotografia

naturista, oferecido incluso no projeto dessa prática de ensino – ainda que, nem todos foram

até o final, por conta de tabus e convenções impostas pela própria sociedade, que ainda não

foram vencidas por alguns, nessa trajetória.

Debates, filmes, vídeos, fotografias e reflexões sobre a imagem nua e naturista na

fotografia. Esse foi o repertório usado nessa prática de ensino, aliado ainda ao ensino de Arte

baseado na cultura visual durante os nossos encontros.

O nu natural e espontâneo por várias vezes entendido como vulgar, foi uma das

características que mais chamaram a atenção no naturismo, pelos alunos. Contudo, não é a

única característica dessa filosofia de vida. A nudez é sempre inquietante, instigadora e bela;

cabe a cada individuo unir dados, estudá-los e fazer o seu próprio julgamento acerca do tema.

41

O importante é está de bem com a vida e consigo mesmo. Pois, as convenções sociais

são dinâmica, vão e vem de acordo com os interesses e conveniências de determinados grupos

sociais que podem ou não, influenciar uma cultura.

Lembrando ainda que, os alunos que participaram dessa prática, todos são maiores de

idade e universitários, de variados cursos superiores, entre os quais estão: Arte, Comunicação e

Publicidade.

Todavia, em relação à prática do naturismo em áreas oficializadas pela Federação

Brasileira de Naturismo (como a Praia de Tambaba, por exemplo); menores transitam

livremente, geralmente acompanhados pelos pais ou responsáveis pelos mesmos. Pois,

segundo os praticantes da filosofia, o naturismo é uma maneira saudável de se viver e pode ser

praticado por todos, sem restrição de idade ou qualquer outra questão.

42

12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LIVROS:

CUNHA, Manoela Carneiro da. Organização/ História dos Índios no Brasil – São Paulo:

Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

ARGAN, Giulio Carlos. Arte moderna – do Iluminismo aos Movimentos

Contemporâneos. 5ª. Ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

BARBOSA, Ana Mae (Org). Arte/Educação Contemporânea: consonâncias

internacionais. São Paulo: Cortez, 2008.

BAUMGART, Fritz. Breve História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

MILLET, Catherine. A Arte Contemporânea. Trad. Joana Chaves. Lisboa: Instituto Piaget,

1997.

PERIÓDICOS:

REVISTA BRASIL NATURISTA, Rio Grande do Sul. Edição: 08 e 09 de 2009.

DOCUMENTOS ELETRÔNICOS:

NASCIMENTO, Erinaldo Alves do. A Cultura Visual no Ensino de Arte Contemporânea:

singularidades no trabalho com as imagens.

Disponível em: <http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=50.

Acesso em: 15 out. 2009

CÓDIGO DE ÉTICA NATURISTA.

Disponível em: http://www.fbrn.org.br/downloads/codigo_de_etica.pdf.

Acesso em: 10 nov. 2009.

A NUDEZ NA HISTÓRIA. Disponível em: http://www.fbrn.org.br/downloads/adauto.pdf.

Acesso em: 10 nov. 2009.

EDUCABRASIL.com.br. disponível em:

http://www.educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=35. Acesso em: 21 de nov. 2009.

ENCICLOPÉDIA ITAÙ CULTURAL, ARTES VISUAIS.

Disponívelem:http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseact

ion=termos. Acesso em: 23 de nov. 2009.

43

LEITURA DE IMAGENS E CULTURA VISUAL. Disponível em:

http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/educar/article/viewFile/6485/4668 28 de nov. 2009.

Acesso em: 20 de Out. 2009.

CASTRO, Lívia de; ANDRÉ, Simone; PELLEGRINI, Mônica; ANDRADE, Paulo Emílio de

Castro. Educação para o Desenvolvimento Humano pela Arte.

Disponível em: http://www.rede-educacao-

artistica.org/docs/gt_docs/Maria%20Livia%20de%20Castro%20Andrade,%20Simone%20An

dre.pdf

Acesso em: 23 Nov. 2009.

MARTINS, Raimundo, Educar com Imagens: múltiplos tempos e interpretação.

Disponível em: <http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=70.

Acesso em: 26 de Nov. de 2009.

VALENÇA, Kelly Bianca Clifford; MARTINS, Raimundo. Arte contemporânea, cultura

visual e a formação do professor de arte. Artigo apresentado no 16° Encontro Nacional da

Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas. 2007, Florianópolis.

Disponível em: <http://www.anpap.org.br/2007/artigos/090.pdf>. Acesso em: 09 nov. 2009.

FONTES VISUAIS, CULTURA VISUAL, HISTÓRIA VISUAL. Disponível em:

http://www.scielo.br/pdf/rbh/v23n45/16519.pdf. Acesso em: 09 nov. 2009.

SITES:

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE NATURISMO - FBrN. Disponível em:

http://www.fbrn.org.br/. Acesso em: 20 de nov. 2009.

WIKIPÉDIA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org>. Acesso em: 03 out. 2009.

JORNAL OLHO NU. Disponível em: http://www.jornalolhonu.com/. Acesso em: 18 nov.

2009.

ENCICLOPÉDIA ITAÙ CULTURAL, ARTES VISUAIS. Disponível em:

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos.

Acesso em: 23 de nov. 2009.

MEC/ PCN DE ARTE. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf.

Acesso em: 09 nov. 2009.

LUZ DEL FUEGO.

Disponível em: http://www.memoriaviva.com.br/luzdelfuego/maisluz.htm.

Acesso em: 09 nov. 2009.

44

ANEXOS

45

ANEXO A - CRONOGRAMA DE AULAS

DATA 1º MÓDULO C. H TEMA

27/10/2009

(terça-feira)

Noite

(19h às 22h)

3

horas

Conversa Nua:

Socializando conceitos

acerca da Nudez.

Nudez e o tempo: Diferentes concepções

através da história.

DATA 2º MÓDULO C. H TEMA

28/10/2009

(quarta-feira)

Noite

(19h às 22h)

3

horas

Nudez e Cultura: Aceitação e rechaço em

diferentes contextos.

Desnudando a Publicidade e a

Propaganda: A

nudez como

elemento

expressivo.

DATA 3º MÓDULO C. H TEMA

29/10/2009

(quinta-feira)

Noite

(19h às 22h)

3

horas

Naturismo e o Nu:

Princípios e conceitos

(Palestra sobre Cultura

Naturista).

DATA 4º MÓDULO C. H TEMA

Noite

(19h às 22h)

3

horas

Estereotipia, Naturismo e Fotografia:

Desnudando relações.

O artista Nu: A nudez como o foco na Arte

Contemporânea.

46

DATA 5º MÓDULO C. H TEMA

31/10/2009

Manhã

(8h às 14h)

6

horas

Vivenciando a Nudez:

Desconstrução e Construção da

visualização Nu/ naturista.

Visita a Praia de

Tambaba na cidade do

Conde - PB.

Planejamento da

Exposição.

DATA 6º MÓDULO C. H TEMA

30/11/2009

Manhã/ Tarde

6

horas

Montagem da exposição: “A

imagem nua”.

47

ANEXO B - ROTEIRO DO PRIMEIRO MÓDULO

27/10/2009

Temas

- Apresentação do facilitador

- Sondagem da turma

- Apresentação do projeto de trabalho

- Qual o conceito de nudez na visão dos cursistas?

- A trajetória da nudez na História: Egito, Grécia, Roma e Renascença.

OBJETIVOS

Conhecer as concepções dos cursistas a cerca da temática abordada; ampliar a visão

dos mesmos sobre o tema proposto; aguçar suas percepções visuais e críticas; propor a

investigação e análises das imagens vistas no decurso da aula.

1º MOMENTO

1ª Apresentação – Proporcionar a socialização dos/as participantes no grupo e, saber quais as

expectativas dos mesmos/as, em relação ao curso.

A

presentação pessoal (nome, o que faz e qual a expectativa em relação ao

curso) e, orientações aos participantes a procederem de forma semelhante.

Tempo estimado: 30 minutos.

2ª Apresentação – Apresentação do projeto, como foi concebida; explanação do mesmo e,

quais os seus objetivos principais.

48

A

origem do projeto: necessidades, visualidades e questionamentos. E objetivos

principais.

Tempo estimado: 15 minutos

2º MOMENTO

Desenvolvimento dos temas por meio de data-show e DVD Play: apresentação de slides,

vídeos e filmes.

Quais as percepções da nudez em cada período histórico (Grécia e Roma e

Renascença) nas várias linguagens artísticas. Capturadas, posteriormente, pela

fotografia e o cinema?

No documentário: “Grécia sua história e seus mitos”, como percebemos a nudez no

cotidiano grego daquele período? E qual foi à atitude do império romano ao

conquistar a Grécia?

O filme Calígula mostra uma Roma pagã, a.C. E algumas características herdadas dos

gregos, quais são?

Indagar aos cursistas o que as imagens os/as remetem e se as mesmas condizem com

as nossas realidades e vivências?

Filmes, vídeos e imagens:

Titulo: GRÉCIA sua história e seus mitos Fonte: Logon editora multimidia - DVD (www.logon.com.br )

Ano de produção: 2008

Titulo: CALÍGOLA Fonte: http://kgfilmes.net/2009/04/baixar-filme-caligula-legendado.html

Ano de produção: 1979

Titulo: Exemplos de representações clássicas do corpo, relacionadas ao esporte e à arte.

49

Fonte: http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_21/nudez.html

Acesso em: 03/10/2009

Titulo: Recortes da vida cotidiana na Grécia Antiga Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=265

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Filhas do sol Fonte: http://gatosequintais.blogspot.com/2007/01/versos-coloridos-nu-feminino.html

Acesso em 25.10.2009

Titulo: Afrodite Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.brasilescola.com/uploa

d/e/afrodite.jpg&imgrefurl=http://www.brasilescola.com/mitologia/afrodite.htm&usg=

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BR&start=26&um=1&tbnid=TBp6R-

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dsp%3D20%26hl%3Dpt-

BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN%26start%3D20%26um%3D1

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Laocoonte e seus filhos Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.ggmagazine.com.br/w20/ima

ges/laocoonte_e_seus_filhos_arte_greco_romana.jpg&imgrefurl=http://www.ggmagaz

ine.com.br/w20/ler_coluna.php%3Fic%3D23%26iu%3D7&usg=__FKLoEugquLh0x

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BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN%26start%3D80%26um%3D1

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Banho romano Fonte: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://static.blogstorage.hi-

pi.com/spaceblog.com.br/t/tu/turma/images/mn/1229625185.jpg&imgrefurl=http://pre

-vestibular.arteblog.com.br/49189/ROMA-Monarquia-753-509-a-C-Resumao-para-o-

Vestibular/&usg=__sQxFOlOdrKY5oVCxDP2u5E-

d8v8=&h=300&w=400&sz=20&hl=pt-

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BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN%26start%3D20%26um%3D1

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Diana Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.brasilescola.com/upload/e/dia

na.jpg&imgrefurl=http://www.brasilescola.com/mitologia/diana.htm&usg=__zF6pUG

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BR&start=71&um=1&tbnid=m3LI0oOAkgdDJM:&tbnh=106&tbnw=56&prev=/imag

50

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BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN%26start%3D60%26um%3D1

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Apolo Fonte: http://www.brasilescola.com/mitologia/apolo-dafne.htm

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Baco Fonte: http://www.brasilescola.com/mitologia/baco.htm

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: As Três Graças Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.ggmagazine.com.br/w20/ima

ges/laocoonte_e_seus_filhos_arte_greco_romana.jpg&imgrefurl=http://www.ggmagaz

ine.com.br/w20/ler_coluna.php%3Fic%3D23%26iu%3D7&usg=__FKLoEugquLh0x

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BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DN%26start%3D80%26um%3D1

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Primavera Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Cristo morto Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Escravo Atlante Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Jardim das delícias Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: O nascimento de venus Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Piedade

51

Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: Piedade - Michaelangelo Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: São Jerônimo Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Titulo: A Virgem e o Menino Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/renascimento.html

Acesso em: 26.10.2009

Tempo estimado: 60 minutos.

3º MOMENTO

Intervalo

Tempo estimado: 15 minutos.

4º MOMENTO:

Atividade

Ensaio I

Orientar aos cursistas num ensaio fotográfico com brinquedos (bonecos/as) nus/as,

cujo tema será: “a nudez na concepção social”. Como cada um/a lida com essa

questão, no cotidiano e em seus ciclos sociais.

Tem por finalidade treinar e nivelar as habilidades fotográficas dos/as cursistas; para

um ensaio posterior, com modelos vivos. Além de fazer refletir sobre nossa realidade,

acerca da temática abordada.

Estipular um tempo para o desenvolvimento da atividade.

Socialização e análise dos trabalhos.

Finalização da aula e, relembrar os temas do módulo seguinte.

Tempo estimado: 60 minutos.

Total: 3 horas de aulas.

52

ANEXO C

ROTEIRO DO SEGUNDO MÓDULO

28/10/2009

Temas

Nudez e Cultura: Aceitação e rechaço em diferentes contextos.

Desnudando a Publicidade e a Propaganda: A nudez como elemento expressivo.

OBJETIVO S

Ampliar o repertório visual dos participantes e proporcionar-lhes conhecimentos da

diversidade do tema abordado. Estimulando assim, o pensamento crítico, a atitude e a

tolerância, tão necessárias ao nosso contexto de vida.

1º MOMENTO:

Desenvolvimento dos temas por meio de slides e vídeos.

Demonstrar como o conceito de nudez é visto na cultura indígena

(aborígenes brasileiros) e africana (povos pigmeus).

Vídeos e imagens:

Titulo: Homem e mulher Tupi e Homem e mulher Tapuia. Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: A inocência de um povo Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

53

Titulo: Aproximação Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: Integração Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: Trocas de culturas Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: Trocas Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: O processo de “civilização”. Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia das letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: Índio Guajajara (á direita) e índio Urubu-Kaapor (á esquerda) Maranhão, 1942.

Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia da letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: Neo-indígina Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia da letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: O imaginário da “proteção”. Fonte: História dos Índios no Brasil/organização: Manoela Carneiro da Cunha – São

Paulo: Companhia da letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAFESP, 1992.

Titulo: Povos Pigmeus: os pequenos homens da terra Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.missoesvanilda.com/2008/img/pigme

u.gif&imgrefurl=http://www.missoesvanilda.com/&usg=__YjRMYWq4cGa9xtSGN1GR1sro

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BR&start=69&tbnid=XMPfGchOhfHPZM:&tbnh=101&tbnw=74&prev=/images%3Fq%3Dp

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BR%26rlz%3D1T4GZEF_pt-BRBR345BR345%26sa%3DN%26start%3D60

Acesso em: 18/10/2009

54

Titulo: Pigmeus

Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://anomalias.weblog.com.pt/arquivo/pi

gmeus.jpg&imgrefurl=http://anomalias.weblog.com.pt/arquivo/047736.html&usg=__OElSpD

_fBcfFQIMB2vtLWu3qLqs=&h=821&w=600&sz=64&hl=pt-

BR&start=6&tbnid=nHGwzqf6flT0EM:&tbnh=144&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3Dpig

meu%252Bafrica%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1T4GZEF_pt-

BRBR345BR34

Acesso em: 18/10/2009

Titulo: Fronteira Rwanda Fonte: Roberto Martins, 2009.

Titulo: Jovem mãe pigmeu Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.missoesvanilda.com/2008/img/pigme

u.gif&imgrefurl=http://www.missoesvanilda.com/&usg=__YjRMYWq4cGa9xtSGN1GR1sro

gH4=&h=180&w=132&sz=15&hl=pt-

BR&start=69&tbnid=XMPfGchOhfHPZM:&tbnh=101&tbnw=74&prev=/images%3Fq%3Dp

igmeu%252Bafrica%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-

BR%26rlz%3D1T4GZEF_pt-BRBR345BR345%26sa%3DN%26start%3D60

Acesso em: 18/10/2009

Titulo: A ordem de Jesus Fonte:http://www.missoesvanilda.com/2008/index.php?redir=exibe_artigo.php&id=23&li

ngua=bra

Acesso em: 18/10/2009

Como a publicidade e a propaganda têm usado a temática:

nudez/naturismo, em seus projetos midiáticos.

Titulo: Garoto propaganda Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.lumaxazevedo.com.br/meusar

quivos/garoto_propaganda%255B1%255D.JPG&imgrefurl=http://www.lumaxazeved

o.com.br/publicidade_e_propaganda.html&usg=__DOTOmoNh1QkPo-GyJMh9-

zk6O5s=&h=336&w=383&sz=68&hl=pt-

BR&start=2&um=1&tbnid=KlbuRTZk7wwceM:&tbnh=108&tbnw=123&prev=/imag

es%3Fq%3Dpublicidade%2Be%2Bpropaganda%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-

BR%26cr%3DcountryBR%26sa%3DG%26um%3D1

55

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Perfume Fonte:

http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Perfume 2 Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_u

pload/2007/09/45_1928-3%2520-

%2520Yves%2520Saint%2520Laurent%2520M7.jpg&imgrefurl=http://oglobo.globo.

com/blogs/lula/posts/2007/09/19/tom-ford-improprio-para-menores-

73863.asp&usg=__JcMm3eMgSjrOAIVs8LYVuKgZG3g=&h=600&w=446&sz=72&

hl=pt-

BR&start=2&um=1&tbnid=aaVHyQ_ry7PrNM:&tbnh=135&tbnw=100&prev=/imag

es%3Fq%3Dyves%2Bsaint%2Blaurent%252Bm7%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-

BR%26cr%3DcountryBR%26um%3D1

Acesso em:11/10/2009

Titulo: canon Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Moda Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

Titulo: David Backham Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.athosgls.com.br/get_i

magem_conteudo.php%3Fcontcod%3D21691%26size%3D200&imgrefurl=http://ww

w.athosgls.com.br/noticias_visualiza.php%3Fcontcod%3D21691&usg=__6ueKyznFG

NBDmgkLPq89BtZWtw4=&h=320&w=158&sz=13&hl=pt-

BR&start=1&um=1&tbnid=Z5-

tIzNAMSTJ2M:&tbnh=118&tbnw=58&prev=/images%3Fq%3Ddavid%2Bbeckham

%2Bnu%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26cr%3DcountryBR%26um%3D1

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Vídeo:Papel Personal Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Vídeo:O cantor Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

56

Titulo: Vídeo:O jardineiro Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Vídeo:Câmara aquatica Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Monica veloso Fonte: http://essemundoeumhospicio.zip.net/images/monica23.jpg

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Africa Fonte: https://ssl-

relativa.locaweb.com.br/livrosdeprogramaca/images/0821221213.jpg

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Aka pigmy music Fonte:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://africaeafricanidades.files.wordpress

.com/2007/09/central-africa-aka-pygmy-

music1.jpg&imgrefurl=http://africaeafricanidades.wordpress.com/category/historia/&

usg=__eBHOkX8vv_jO97BqG885csXFDC8=&h=300&w=299&sz=100&hl=pt-

BR&start=103&tbnid=mRZKeXT8z7VpJM:&tbnh=116&tbnw=116&prev=/images%

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BR%26rlz%3D1T4GZEF_pt-BRBR345BR345%26sa%3DN%26start%3D100

Acesso em:18/10/2009

Titulo: Atletas pelados Fonte: http://www.jornalolhonu.com

Acesso em:18/10/2009

Tempo estimado: 105 minutos

2º MOMENTO:

57

Intervalo

Tempo estimado: 15 minutos

3º MOMENTO

Atividade

Promover uma campanha publicitária de um produto ou serviço com a temática da

nudez, usando a técnica de colagem, em seguida fotografar e apresentar a idéia aos

participantes.

O grupo será orientado sobre o conceito de colagem na arte e disporá de revistas,

imagens impressas, tesoura e cola. Além da câmera que cada um possui, para

desenvolvimento da atividade.

Tempo estimado: 60 minutos

Total: 3 horas de aulas.

58

ANEXO D

ROTEIRO DO TERCEIRO MÓDULO

29/10/2009

Temas

Naturismo e o Nu: Princípios e conceitos.

OBJETIVO

Mostrar à concepção da nudez na filosofia naturista e como a mesma desconstrói os

estereótipos existentes em nossa cultura.

1º MOMENTO:

Palestra sobre: “Cultura Naturista” ministrada pelo Conselheiro Maior da FBrN (Federação Brasileira de Naturismo) José Wagner. Tema desenvolvido por meio de

imagens em slides e vídeos.

Demonstração de vídeos temáticos, sobre a prática da filosofia naturista nos

diversos espaços oficiais onde a FBrN atua.

Imagens do 31º Congresso Internacional de Naturismo (Tambaba/ Conde – PB)

Os benefícios da pratica naturista.

Lugares oficiais e não, para prática naturista.

Vídeos e imagens

Titulo: Vídeo1 naturismo na década de 1990

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=BoDCAXiCqZY

Acesso em:11/10/2009

Titulo: Vídeo3 naturismo na década de 1990

Fonte: Roberto Martins, 2009.

Titulo: Vídeo4 naturismo na década de 1990

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=q0kOkeXeGpo&NR=1

59

Acesso em:11/10/2009

Titulo: DVD do 31º CONGRESSO INTERNACIONAL DE NATURISMO.

Fonte: José Wagner, 2009.

Titulo: Slides demonstrativos sobre a “Cultura Naturista”. Fonte: José Wagner, 2009.

Tempo estimado: 1h 45 minutos

2º MOMENTO:

Intervalo

Tempo estimado: 15 minutos

3º MOMENTO

Atividade

Promoção de um debate sobre a Cultura Naturista, levantamento de questões, dúvidas,

sugestões e críticas sobre a temática abordada.

Qual a sensação dos participantes ao verem as imagens exibidas e, que opinião cada

um tem sobre o assunto?

Espaço para perguntas ao palestrante.

Finalização da aula.

Tempo estimado: 60 minutos

Total: 3 horas de aulas.

60

ANEXO E

ROTEIRO DO QUARTO MÓDULO

30/10/2009

Temas

Estereotipia, Naturismo e Fotografia: Desnudando relações.

O artista Nu: A nudez como o foco na Arte Contemporânea.

OBJETIVO

Desconstruir e repensar a idéia da nudez ligada ao sexo, ao pornográfico e a

imoralidade.

1º MOMENTO:

Demonstrar por meio de imagens, outras perspectivas da nudez na concepção

naturista, visando desconstruir o pensamento equivocado sobre a nudez em

nossa cultura ocidental.

Conhecer os artistas que trabalham com a temática da nudez, deslocando-a do

imaginário comum e dando outra conotação, mais natural e liberta de pudores

e preconceitos.

Filmes, vídeos e imagens:

Titulo: Repousando na Ilha do Sol. Fonte: http://memoriaviva.digi.com.br/luzdelfuego/

Acesso em: 29.09.2009

Titulo: Luz durante o carnaval de 1949, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Fonte: http://memoriaviva.digi.com.br/luzdelfuego/

Acesso em: 29.09.2009

Titulo: Luz Del FuegoO filme Fonte: DVD, 1982 - Dirigido por David Neves

61

Titulo: Despidos de preconceitos Fonte: www.fbrn.org.br

Acesso em: 29.09.2009

Titulo: M7 (perfume) – Ives Saint Laurent Fonte: Roberto Martins, 2009.

Titulo: Jorge Barreto Fonte: http://www.abrico.com.br/p_principal.html

Titulo: Rapazes conversando (Jorge Barreto) Fonte: http://www.abrico.com.br/p_principal.html

Titulo: Imagem 21 (Jorge Barreto) Fonte: http://www.abrico.com.br/p_principal.html

Titulo: TV_Record_Paraiba_-_Correio_Espetacular__29.09.2009_ Fonte: http://www.jornalolhonu.com/jornais/olhonu_n_021/propaganda/index.html

Acesso em:29/10/2009

Titulo: herb Ritts Fonte: http://www.herbritts.com/images/

Acesso em:14/10/2009

Titulo: Spencer Tunick Fonte: http://www.spencertunick.com/

Acesso em:14/10/2009

Titulo: Robert Mapplethorpe Fonte: http://www.mapplethorpe.org/portfolios/

Acesso em:14/10/2009

Tempo estimado: 180 minutos

Total: 3 horas de aulas.

62

ANEXO F

ROTEIRO DO QUINTO MÓDULO

31/10/2009

Temas

- ENSAIO FOTOGRÁFICO:

Ensaio fotográfico na Praia de Tambaba na cidade de Conde - PB.

Planejamento da Exposição: Como e onde se dará e por qual período; suportes entre

outros.

OBJETIVOS

Vivenciar teoria e prática naturista, quebrar preconceitos, ampliar a visão acerca do

tema estudado. Fomentando assim, a reflexão e criticidade dos participantes sobre a imagem

naturista no contexto da cultura visual.

1º MOMENTO:

Discussão do Ensaio Fotográfico Naturista em Tambaba:

Que mensagem visual iremos passar para as pessoas não conhecedoras da

filosofia naturista?

Precauções necessárias durante o Ensaio tais como: direito de imagem e

respeito à privacidade do semelhante.

Tempo estimado: 60 minutos

63

2º MOMENTO:

Reconhecimento da área e período de adaptação.

Tomadas fotográficas, experimentações e seleções de imagens naturistas.

Tempo estimado: 180 minutos

3º MOMENTO

Planejamento

Planejamento da Exposição: traçar diretrizes para que a mesma ocorra de

forma organizada e com sucesso.

Confraternização.

Tempo estimado: 120 minutos

Total: 6 horas de aulas.

64

ANEXO G

ROTEIRO DO SEXTO MÓDULO

04/11/2009

Tema

MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO

OBJETIVO

Planejar espaços estruturar os trabalhos de forma que, os tornem harmônicos e

dialoguem com o ambiente expositivo.

1º MOMENTO:

Recebimento de matérias e seleção.

Montagem dos trabalhos.

Tempo estimado:

360 mim.

Total: 6 horas de aulas.

65

ANEXO H

DIVULGAÇÃO I

Fique ligado: Curso de Fotografia Naturista em João Pessoa em 15.10.2009 - 11h57

publicidade

A imagem da nudez na desconstrução de preconceitos”. Esse é o objetivo do curso de

fotografia naturista oferecido pelo fotógrafo Roberto Martins, o curso tratará de estudos e

práticas da imagem naturista na fotografia.

As aulas serão de terça a sexta das 19h às 22h e no sábado das 08h as 14, no Complexo de

Comunicação, Turismo e Artes – CCTA da UFPB, em João Pessoa - o inicio do curso está

previsto para o dia 27 de outubro.

Inscrições- pelo email yosephmartins@hotmail.com ou pelo telefone 9946-6994. O curso é

gratuito, sendo necessário que o participante leve câmera fotográfica analógica ou digital.

Fonte: http://www.universiti.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2981&Itemid=50

Acesso em: 15.10.2009

66

ANEXO I

DIVULGAÇÃO II

C U R S O

FOTOGRAFIA NATURISTA:

A imagem da nudez na desconstrução de preconceitos.

FACILITADOR: ROBERTO MARTINS

Fonte: http://www.abrico.com.br/p_fotos2.html - Acesso: 21.10.2009.

SINTESE:

ESTUDO E PRÁTICA DA IMAGEM NATURISTA

NA FOTOGRAFIA.

LOCAL: CCTA - SALA 405 – UFPB (NO ABACATÃO)

INICIO: 27/10/2009 (De 3ª a 6ª das 19h às 22h e no Sábado das 08h às 14h)

C.H: 24 h/AULAS

VAGAS: 20

INSCRIÇÕES: Pelo e-mail: yosephmartins@hotmail.com (solicitar pedido de inscrição

com: nome completo, e-mail e telefone) ou pelo

Fone: (83)9946-6994 (falar c/ Roberto). OBS: CURSO GRATUITO

(trazer câmara fotográfica digital ou analógica).

67

ANEXO J

DIVULGAÇÃO III

68

ANEXO K

DIVULGAÇÃO III

69

ANEXO L

TEXTO DA EXPOSIÇÃO

70

ANEXO M

DIVULGAÇÃO IV

71

ANEXO N - DIVULGAÇÃO V

09.12.2009 - Nu & Arte

Exposição A Imagem Nua retrata a nudez social no Naturismo

João Pessoa(PB) - A arte fomenta ao ser humano a expressão e o diálogo de temas

muitas vezes considerados tabus: “A nudez social no Naturismo”. A reflexão e

desconstrução de estereótipos sobre a nudez são investigadas, vivenciadas e

apresentadas numa exposição coletiva fotográfica, realizada por Arte educadores. A

Mostra que tem o apoio da UFPB e do Thermas Parahyba é fruto da pesquisa e poética

dos alunos do curso de Fotografia Naturista: Beto Câmara, Emanuel Guedes, José Carlos,

Roberto Martins e Welânio Henrique. O ensaio foi realizado na praia de Tambaba, onde a

nudez é apenas um dos elementos que compõe a filosofia naturista.

Naturismo é um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática

da nudez social, que tem por intenção encorajar o auto-respeito, o respeito pelo próximo

e o cuidado com o meio ambiente.

Segundo a Federação Brasileira de Naturismo, a filosofia existe desde o século XX na

Alemanha em Hamburgo, onde surgiu o primeiro clube naturista do mundo. Popularizou-

se após os anos 50, com a criação da Federação Internacional de Naturismo que

disseminou o movimento nos países escandinavos, França, Holanda, Bélgica, EUA e

Canadá.

No Brasil, o Naturismo foi introduzido pela atriz e dançarina Luz Del Fuego(Dora Viváqua),

que o praticava na Ilha do Sol, na Baía de Guanabara – RJ onde permaneceu até a sua

morte em 1967. Ela em seu livro, A verdade nua, declarou certa vez: “Não existe

indecência no corpo humano. Cobrindo-o com vestes, nós é que o tornamos cobiçado e

nos excitamos pelo pensamento desviado”.

A abertura da Exposição: “A imagem nua”, ocorrerá no dia 07 de dezembro às 19h00m e

irá até dia 14 do corrente, no Thermas Parahyba(Sauna), no Centro Histórico. Rua Duque

de Caxias, 8 – Centro João Pessoa. É importante ressaltar que, a abertura da Mostra é

para o público em geral e gratuita. Os demais dias estarão sujeitos às normas e

características do estabelecimento, que é direcionado ao público masculino.

© 2002-2008 - O bê-á-bá do Sertão - Todos os direitos reservados Contatos: (0xx83) 9967.1500 - Paraíba - Brasil E-mail´s: helder@obeabadosertao.com.br |

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Disponível em:

http://www.obeabadosertao.com.br/v3/exposicao_a_imagem_nua_retrata_a_nudez_social_

naturismo__2802 . no_naturismo__280html

Acesso em: 09.12.2009.

72

ANEXO O

EXPOSIÇÃO

Local da Exposição “A imagem nua” Fonte: Thermas Parahyba, dezembro, 2009.

Cartaz da Exposição

Foto: Welânio Henrique, 2009.

Arte: Roberto Martins

73

ANEXO P

MOSAICO DOS FOTOGRÁFOS:

74

ANEXO Q

BETO CÂMARA

75

ANEXO R

EMANUEL GUEDES

76

ANEXO S

CARLOS JOSÉ

77

ANEXO T

ROBERTO MARTINS

78

ANEXO U

WELÂNIO HENRIQUE

79

ANEXO V

CÓDIGO DE ÉTICA NATURISTA

Código de Ética Naturista da INF-FNI

Estas normas foram aprovadas pela FBrN (Federação Brasileira de Naturismo) na Assembléia Geral Extraordinária número 3 (três) realizada em 7 de dezembro de 1996, no Sítio Ibatiporã, em Porto Feliz/SP.

I - FALTA GRAVE: As condutas abaixo relacionadas, com grau de intensidade examinado pelos Conselhos Deliberativos dos Clubes, em primeira instância, e pelo Conselho Maior da FBrN, em segunda e última instância, são motivos para expulsão de seus agentes dos quadros sociais e das áreas naturistas regidas pelas entidades filiadas à FBrN.

I.1. - Ter comportamento sexualmente ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexuais ou obscenos nas áreas públicas.

I.2. - Praticar violência física como meio de agressão a outrem. I.3. - Utilizar meios fraudulentos para obter vantagem para si

ou para terceiros. I.4. - Portar ou utilizar drogas tóxicas ilegais. I.5. - Causar dano à imagem pública do Naturismo ou das

áreas naturistas. II - COMPORTAMENTO INADEQUADO: As condutas abaixo

relacionadas, com grau de intensidade e reincidência examinadas pelos Conselhos na forma referida no Item I, constituem motivos para advertência, suspensão e expulsão dos seus agentes dos quadros sociais e das áreas regidas pelas entidades filiadas à FBN.

II. 1 - Concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual.

II. 2 - Fotografar, gravar ou filmar outros naturistas, sem a permissão dos mesmos.

II. 3 - Utilizar aparelhos sonoros em volume que possa interferir na tranqüilidade alheia, e ou desrespeitar os horários de

silêncio regulamentados.

80

II. 4 - Causar constrangimento pela prática de atitudes inadequadas.

II. 5 - Portar-se de forma desrespeitosa ou discriminatória perante outros naturistas ou visitantes.

II. 6 - Deixar lixo em locais inadequados. II. 7 - Provocar danos à Flora e à Fauna, ou à imagem do

Naturismo. II. 8 - Satisfazer necessidades fisiológicas em áreas

impróprias, ou exceder-se na ingestão de bebidas alcoólicas, causando constrangimentoxayegoci a outros naturistas.

II. 9 - Utilizar assentos de uso comum sem a devida proteção higiênica.

II. 10 - Apresentar-se vestido em locais e horários exclusivos de nudismo, sendo tolerado às mulheres o topless, durante o período menstrual.

Disponível em: http://www.macamp.com.br/_Diversos/naturismo/codigo.htm

Acesso em 25.11.2009

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