tcc senar agronegocio, Notas de estudo de Agronomia. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL - SENAR

Técnico em Agronegócio

Polo João Pessoa - PB

Gideilton José Dantas Júnior

Gleyka Nóbrega Vasconcelos

ANÁLISE DO ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA DOS

PEQUENOS PRODUTORES NA PARAÍBA, ESTUDO DE CASO E

ELABORAÇÃO DE CARTILHA INFORMATIVA

João Pessoa - PB

2017

Gideilton José Dantas Júnior

Gleyka Nóbrega Vasconcelos

ANÁLISE DO ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA DOS

PEQUENOS PRODUTORES NA PARAÍBA, ESTUDO DE CASO E

ELABORAÇÃO DE CARTILHA INFORMATIVA

Projeto Final apresentado como trabalho de conclusão

do Curso Técnico em Agronegócio, do Serviço Nacional

de Aprendizagem Rural – SENAR da Regional de João

Pessoa, orientado pelo tutor Giuseppe Cavalcanti de

Vasconcelos, como requisito para obtenção do diploma

de habilitação técnica.

João Pessoa - PB

2017

Resumo

Com o objetivo de conhecer e interpretar o cenário da comercialização agrícola regional

buscou-se reunir uma série de estratégias para minimizar os gargalos encontrados, assim, este trabalho

foi desenvolvido, realizado na cidade de Campina Grande, PB. O trabalho consistiu em conhecer o

perfil da comercialização, assim como o contato com as estratégias de marketing dos produtores e

comerciantes rurais da região de Campina Grande e cidades circunvizinhas a partir da aplicação de um

questionário de 20 perguntas apresentado nas feiras da cidade e também em uma versão veiculado na

internet. Com os resultados do questionário foram realizadas a análise e interpretação e estes serviram

para nortear e embasar as teses que foram construídas para ajudar o público alvo a incrementar o

processo de escoamento da produção a partir de pontos com informações acerca da comercialização

e estratégias de marketing. Estes pontos foram reunidos e disponibilizados em um material informativo

em forma de cartilha com 6 páginas no total com foco na fácil compreensão do leitor e para ser um

material que dê suporte para que os produtores e comerciantes rurais.

Palavras-chave: Agronegócio. Marketing. Comercialização.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 1

2. DESENVOLVIMENTO ............................................................................................................... 2

2.1 AGRONEGÓCIO PARAIBANO ........................................................................................... 2

2.2 ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO ........................................................................................ 3

2.3 MARKETING RURAL .......................................................................................................... 3

2.4 ESTUDO DE CASO ............................................................................................................. 4

2.5 MATERIAL INFORMATIVO ................................................................................................. 4

2.6 METODOLOGIA .................................................................................................................. 4

2.6.1 CENÁRIO ............................................................................................................. 5

2.6.2 COLETA DE DADOS ........................................................................................... 5

2.6.3 DISCUSSÃO ....................................................................................................... 6

2.6.4 METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DA CARTILHA ................................... 8

2.7 RESULTADOS ..................................................................................................................... 9

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................................... 11

4. REFERÊNCIAS ........................................................................................................................ 12

5. ANEXOS .................................................................................................................................. 14

1

1. INTRODUÇÃO

A agricultura familiar faz parte da história do Brasil e da própria humanidade. Sua influência foi

reduzida ao longo dos séculos devido ao desenvolvimento tecnológico do próprio setor agropecuário

(Guilhoto, 2017). Entretanto, este cenário mudou e agora o sistema de produção familiar encontra-se

em um contexto socioeconômico próprio, justificado pelo fato que agora representa uma porcentagem

significativa no agronegócio brasileiro. Segundo Araújo (2000), a compreensão do que representa o

agronegócio, em todos os seus componentes e interrelações, é de fato uma ferramenta indispensável

a todos os tomadores de decisão para que assim formulem estratégias com maior previsão e máxima

eficiência.

O Estado da Paraíba possui uma forte relação sócio econômico com o setor primário. Para

Diniz (2006), a economia rural paraibana é marcada pelo grande número de pequenas propriedades,

onde se destaca a agricultura de subsistência com baixo índice de mecanização, importante para o

abastecimento interno, bem como também para o seu auto abastecimento. Porém, tais propriedades

possuem problemas para o escoamento de sua produção, envolvendo desde problemas com logística

até com comercialização.

Tendo em vista a dinâmica do agronegócio no estado da Paraíba, entende-se que o

escoamento da produção agrícola é um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores rurais.

Entender as dificuldades do escoamento da produção somado a atenção para a etapa final do processo

produtivo, garante o maior ou menor sucesso do sistema dependendo do seu nível de integração e

cooperação entre as partes envolvidas (Duarte & Tavares, 2015).

Os gargalos enfrentados no processo de escoamento da produção são considerados como

problemas circunstanciais ou de maior tenacidade às influências externas diante da impossibilidade do

agricultor de ter condições palpáveis de controle, ao menos no curto prazo (Redin, 2013). Diversos são

as dificuldades enfrentadas pelo produtor rural como a falta de conhecimento de mercado local,

dificuldade na formulação de preços, transporte inadequado para as mercadorias, rodovias sem

manutenção, a figura do atravessador que é, ainda, muito presente na realidade dos produtores, e falta

de investimento no marketing rural.

Faz-se necessário, então, o estudo aprofundado para desenvolver estratégias que venham a

minimizar os impactos ocasionados pela falta de estratégias de comercialização e marketing. Desta

forma é importante que os empreendimentos rurais reavaliem as estratégias do escoamento da sua

produção para que sejam inseridos nesse contexto novas tecnologias e inovações para garantir um

resultado mais satisfatório na comercialização do produto agrícola. O processo de comercialização é

tão importante para o aumento do rendimento da agricultura como o próprio cultivo e deve ser tratado

com igual cuidado (Millikan e Hapgood, 1977).

2

Diante do exposto, foi desenvolvido um trabalho que compreendeu o estudo de caso para

identificar e interpretar as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais da região, a seleção de

estratégias par auxiliar no processo de comercialização e a criação de um material informativo em

forma de cartilha, com linguagem simplificada e conteúdo específico, pensado para reunir as

estratégias e mostrar alguns caminhos para auxiliar na tomada de decisão do produtor rural, visto que,

é mais provável que uma abordagem informal tenha resultados mais expressivos que a versão formal.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 AGRONEGÓCIO PARAIBANO

O Estado da Paraíba detém de uma área agrícola de 3 782 878 ha, sendo desse total, 2 186 605

ha correspondentes a agricultura não familiar e 1 596 273 ha, correspondendo a agricultura familiar,

segundo o censo agropecuário de 2006 do IBGE.

Considera-se agricultor familiar e empreendedor familiar rural:

• Aqueles que detêm áreas menores do que quatro módulos fiscais;

• Utilizem mão de obra proveniente da própria família;

• Tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas

ao próprio estabelecimento;

• Dirija seu empreendimento com sua família;

Ainda segundo os dados do IBGE 2006, a agricultura familiar representa cerca de 42% da área

agricultável do estado, contando com 142 mil estabelecimentos rurais. Uma discrepância em relação

ao número de estabelecimentos de caráter não familiar, com cerca de 19 mil empreendimentos, mais

que detém de 58% das terras ocupadas destinadas a agricultura.

A Paraíba é um estado que tem sua produção fortemente voltada para a produção do milho,

feijão e mandioca, além de atividades pecuaristas como a bovinocultura e avicultura. O Censo

Agropecuário de 2006 mostra que a agricultura familiar foi responsável por 58% do valor total da

produção agropecuária estadual do referido ano, e a agricultura não familiar representou 42% do valor

total de produção.

Com os números de terras e produção, podemos notar que mesmo representando um

percentual menor de terras, tem-se uma produtividade maior na agricultura familiar em termos de

quantidade produzida do que nas terras não familiar. Porém, em números de riquezas geradas, os

empreendimentos de caráter não familiar ainda são os responsáveis por gerar mais lucros para o

estado.

É adotada a hipótese que o estabelecimento não familiar seja dotado de recursos produtivos

que vão além da maior dimensão das propriedades, tais como: acesso a crédito, infraestrutura de

produção, tecnologia e assistência técnica, porém é válido fazer um estudo mais detalhado para

comprovar essa teoria (Aquino et al. 2014)

3

Desta forma, podemos entender que o principal segmento rural do estado é a agricultura

familiar, embora detendo de menor área de produção apresenta um maior índice de produtividade. O

que não diminui a relevância da agricultura não familiar, pois esta apresenta um incremento também

importante para a economia do estado, pois é fonte geradora de riquezas.

2.2 ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO

O Brasil é o país que mais tem crescido na produção de alimentos. Além de recursos naturais

abundantes e condições climáticas favoráveis, o desenvolvimento e uso de novas tecnologias

direcionadas ao campo, novos estudos de tratos e manejos do solo e água, vem garantindo esse

aumento na produção. Com esse aumento, o Brasil deixou de ser importador e passou a ser um dos

maiores exportadores mundial de alimentos. Segundo estudos feitos pela Associação de Comercio

Exterior do Brasil (AEB), as projeções para o ano de 2017 para as exportações do agronegócio

brasileiro serão de crescimento expressivo.

As exportações compreendem o último estágio da etapa do escoamento da produção esta fase

é conhecida como pós-porteira, é de grande importância na cadeia produtiva, onde, está ligada

diretamente a todos os processos anteriores. O escoamento da produção compreende desde a

identificação dos produtos para colheita, e todo caminho por ele percorrido até chegar ao seu

consumidor final. Apesar de toda sua significância para o sucesso do agronegócio, esta etapa é

considerada como o principal gargalo a ser enfrentado, e toda a lucratividade pode ser afetada pelos

problemas enfrentados na hora do escoamento.

Na paraíba o cenário do escoamento da produção agrícola é afetado por fatores e dentre eles

a logística é um dos principais gargalos enfrentados, assim como no agronegócio brasileiro (Barros,

2006). A logística do escoamento compreende armazenamento, transporte rodoviário, hidroviário e

ferroviário. Mas, existem outros tipos de problemas enfrentados, como a instabilidade climática, falta

de conhecimento de mercado, formulações de preços dos produtos, a figura do atravessador, falta de

estratégias de marketing para comercialização dos produtos, entre outros fatores.

2.3 MARKETING RURAL

Comercializar produtos de maneira eficiente e competitiva é o grande desafio de qualquer

empresa. Segundo Girard (2002) o marketing rural é um dos mais novos segmentos do marketing,

ligado diretamente aos negócios da agricultura, que engloba produtos, serviços e ações na área rural.

Identificar a origem e as necessidades desse mercado, seu desenvolvimento e sua efetivação em

consonância aos comportamentos e aos objetivos e metas da empresa são tarefas do marketing. A

atuação do marketing rural no processo do agronegócio tende a assumir cada vez mais uma

complexidade e diferenciação em relação às demais modalidades de marketing.

A competitividade mundial que se tem na atualidade, frente à internacionalização da economia,

engloba também a competitividade no setor do agronegócio, desde as suas atividades primárias até os

inter-relacionamentos que ocorrem posteriormente, como: segmentos de insumos, serviços e produtos

4

agropecuários e derivados, produção e comercialização e finalmente, o mercado consumidor

comprador (RIGATTO, 1999).

Levando em consideração que o setor do agronegócio é constituído de empresas que

produzem o mesmo tipo de produto, para a manutenção de uma empresa no mercado competitivo, faz-

se necessário que se faça um planejamento estratégico em cima das estratégias de marketing voltado

para o setor da comercialização.

Entende-se como plano de marketing toda ação que venha a orientar o produtor/empresário a

ter a eficiência no escoamento de seus produtos. Pode ser entendido como exemplo de plano de

marketing desde a divulgação dos processos produtivos para conquistar o cliente a partir da

transparência até os processos de propagandas visuais e novas abordagens de vendas.

O produtor que almeje trabalhar o marketing rural dos seus produtos, tem de estar atento as

exigências do consumidor final, que somado a concorrência e a competitividade do mercado, deve ser

fatores cruciais na hora da elaboração do plano estratégico.

2.4 ESTUDO DE CASO

Um estudo de caso é entendido como uma investigação empírica que investiga um fenômeno

contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno

e o contexto não estão claramente definidos (YIN, 2001). É um instrumento pedagógico utilizado para

analisar um problema sem solução pré-definida. Este instrumento demanda empenho para identificar,

avaliar e desenvolver soluções e argumentos lógicos.

2.5 MATERIAL INFORMATIVO

Uma forma de disseminar a informação é através da utilização de material informativo impresso

ou não, dentre estes, destacamos as cartilhas como material informativo impresso, que é basicamente

uma compilação de informações elementares e juntamente com ilustrações, facilitam a compreensão

do leitor. Vale ressaltar que em um material informativo impresso, como uma cartilha, a utilização de

ilustrações é uma importante ferramenta para buscar a reprodução da realidade e facilitar a percepção

dos detalhes. Para que seja bem-sucedido o uso de uma cartilha, é preciso que seja focada numa

realidade específica (Bacelar et al. 2014).

2.6 METODOLOGIA

O trabalho foi pensado e desenvolvido com a finalidade de se conhecer a situação de

escoamento da produção agrícola em termos de comercialização e marketing no que compreende o

município de Campina Grande que se localiza nas coordenadas geográficas: 7º 13’ 50” de latitude sul,

35º 52’ 52” de longitude oeste e altitude média de 532 m e área de 644,1 km² e as cidades

circunvizinhas.

Foi determinado que para este trabalho seria interessante uma primeira abordagem à cidade

de Campina Grande para se conhecer a dinâmica de comercialização agrícola, não só por ser a cidade

5

onde os autores vivem, mas, por se tratar de um potencial ponto de comercialização agrícola que

engloba não só os produtores do próprio município, mas também dos seus distritos e cidades vizinhas.

Dessa forma, Campina Grande é um cenário em potencial para ser aplicado as tecnologias e

práticas almejadas com este estudo.

2.6.1 CENÁRIO

Sabendo do potencial agrícola da cidade de campina grande e suas cidades circunvizinhas,

optamos por estudar o cenário do escoamento da produção agrícola em termos de comercialização e

marketing desta região. Foi importante voltar a atenção para esta região pois se trata de uma região

bastante relevante em termos de produção e consumo agrícola.

Para conhecermos o perfil dos produtores, qual o grau de contato com estratégias de

comercialização e planos de marketing, elaboramos um questionário com 20 questões, onde buscamos

entender a realidade dos produtores que comercializam seus produtos nas feiras de Campina Grande.

Desenvolvemos as questões com base no cenário que já é conhecido do agronegócio, e com isso

priorizamos perguntas diretas e voltadas exclusivamente para a fase final da produção, a

comercialização.

Foi aplicado entre os dias 22 de maio de 2017 a 02 de junho de 2017 um questionário específico

sobre comercialização do produto agrícola na Feira central de Campina Grande, Feira da Prata de

Campina grande e Feira Agroecológica Regional de Campina Grande (Na Universidade Federal de

Campina Grande UFCG), onde foi aplicado em forma de entrevista. Foi também disponibilizado um

mesmo questionário em versão on-line para ser acessado pela internet, foi compartilhado através de

e-mail e redes sociais e ficou disponível do dia 05 de julho de 2017 até o dia 17 de julho de 2017. Os

resultados obtidos com o questionário foram interpretados e analisados e serão apresentados a seguir.

2.6.2 COLETA DE DADOS

A partir da aplicação do questionário, e análise das respostas, obtivemos um número de

informações específicas que foram analisadas com o intuito de entender e interpretar o contato que os

entrevistados têm com o marketing rural e as práticas de comercialização. As perguntas foram

pensadas e elaboradas para que pudéssemos avaliar a partir das respostas, quais os problemas

enfrentados e onde poderíamos sugerir melhorias para o incremento na comercialização dos produtos

agrícolas.

O questionário foi pensado e elaborado para ser aplicado de duas formas, uma delas em forma

de entrevista nas feiras livres de Campina Grande para facilitar o acesso dos produtores e a outra

maneira foi em versão on-line para atender uma outra parcela de produtores. Foram 127 respostas no

total, sendo 79 do questionário presencial e 48 na versão on-line.

6

Perguntas sobre embalagem do produto agrícola, comercialização, venda e marca do produto

agrícola foram escolhidas para conhecer a dinâmica da comercialização dos produtores. O questionário

encontrasse anexado ao final do artigo.

2.6.3 DISCUSSÃO

Com a aplicação do questionário nas duas formas citadas obtivemos resultados que serviram

para entender o comportamento com a comercialização dos produtos agrícolas da cidade de Campina

Grande e região.

Foi possível observar que dentre as 127 respostas em sua grande maioria os entrevistados

estão trabalhando no meio rural ou com comercialização de produtos agrícolas numa faixa de tempo

entre 5 e 10 anos (1A), Ainda observou-se que dentre os entrevistados alguns produtores trabalhavam

tanto com agricultura quanto pecuária, assim como em alguns casos, atuavam em exclusivo em cada

área distinta como podemos observar em (1B), onde 93 entrevistados comercializam ou produzem

produtos de origem vegetal e 42 entrevistados comercializam ou produzem produtos de origem animal.

Desse total 8 produtores atuam apenas na produção animal como a avicultura, bovinocultura de leite e

apicultura.

Figura 1. Tempo (em anos) de atuação no meio agrícola (A1) e perfil dos entrevistados em relação a atuação na

produção vegetal e produção animal (A2), Campina Grande - PB

Entende-se que a diferenciação é uma das mais importantes estratégias das empresas na

agregação de valor, ao lado de outras, tais como: diversificação de produtos; diversificação de

mercados, entre outras, principalmente com o aumento da competição provocado pela globalização.

Portanto, a diferenciação concentra-se na fixação de marcas, em embalagens e inovações (SEPULCRI

e TRENTO, 2010). Deste modo buscamos conhecer o perfil de diferenciação dos nossos entrevistados

e obtivemos que, dentre as 127 respostas, apenas 3 produtores possuem embalagem específica para

comercializar seus produtos (2A), e apenas 2 possuem marcas (2B) para seu produto como foi o caso

de um apicultor.

0

20

40

60

80

< 5 anos 5 a 10 anos > 10 anos

1A

0

20

40

60

80

100

Vegetal Animal

1B

7

Figura 2. Produtores que comercializam seus produtos em embalagens específicas (2A) e produtores que

possuem marca específica para seus produtos (2B), Campina Grande – PB

O processo de comercialização pode ser interpretado como um mecanismo de troca de bens e

serviços entre agentes econômicos. Essas trocas originam transações, as quais fundamentam o

funcionamento do sistema econômico (ZYLBERSZTAJN, 2000). Com base nos conhecimentos em

economia e comercialização adquiridos ao longo do curso técnico em agronegócio objetivamos

entender onde a produção agrícola dos entrevistados estavam sendo distribuídas (3A) onde

entendemos que a grande maioria comercializa seus produtos em feiras livres na cidade, seguido por

produtores que vendem sua produção para terceiros (atravessadores) e estes comercializam de outras

maneiras. Buscamos entender o nível de distribuição da produção (3B) e esta, se caracterizou como

sendo a maioria dos produtores comercializam seus produtos a nível intramunicipal, seguidos pelos

produtos que comercializam a nível intermunicipal e por fim uma menor parcela comercializa a nível

interestadual.

Figura 3. Locais de distribuição da produção agrícola (3A) nível de comercialização da produção agrícola (3B),

Campina Grande - PB

A área de finanças é um grande desafio para o gerenciamento de uma propriedade rural

(SENAR, 2017). E é esta que vai culminar no diferencial do sucesso na comercialização do produto

final. Deste modo, questionamos os entrevistados quanto ao controle financeiro (4A). Foi possível

observar que a grande maioria não tem controle financeiro total de seus processos produtivos, e é

0

50

100

150

Sim Não

2A

0

50

100

150

Sim Não

2B

0 20 40 60 80

100

3A

0

20

40

60

80

100

Intramunicipal Intermunicipal Interestadual

3B

8

entendido que este é um fator decisivo para se ter um bom retorno com a comercialização do produto

agrícola.

Figura 4. Controle financeiro dos processos agrícolas (4A) Campina Grande - PB

2.6.4 METODOLOGIA PARAA ELABORAÇÃO DA CARTILHA

Quando projetamos um material informativo como uma cartilha, deve-se levar em consideração

que esta seja fruto de um projeto coletivo com características multidisciplinares para que a cartilha seja

uma ferramenta holística (FOLADORI, G. 2001).

A metodologia como sugerida por Bacelar et al. 2014, foi empregada para elaboração da

cartilha e consiste em seis etapas:

I. Definir o objetivo: É importante que o objetivo fique claro logo de início, pois, do contrário,

corre-se o risco de que a cartilha se transforme num artefato meramente ilustrativo

(CONDEIXA e BODRA 1973). Embora este tipo de material informativo seja de certo modo

informal a elaboração deste não exige menos atenção ou comprometimento. É importante

ressaltar que a participação do produtor rural nesta fase é imprescindível.

II. Brainstorming (Tempestade de ideias): O Brainstorming é uma ferramenta utilizada para

geração coletiva de novas ideias através da participação de diversos indivíduos em um

grupo. Seu pressuposto básico compreende que um grupo de pessoas gera um número

de ideias superior do que comparado a indivíduos isolados. É basicamente através deste

compartilhamento de ideias e pensamentos que surgem as propostas sobre o enredo da

cartilha e as personagens que a comporão.

III. Qual a mensagem principal e as mensagens específicas: É nesta etapa que a proposta

começa efetivamente a tomar corpo quando por meio da definição do enredo e falas que

irão compor a cartilha. Deve-se optar por aquelas ideias que melhor se adéquem à

realidade do público alvo em questão. O enredo deve ser simples e acessível (de fácil

entendimento) refletindo o cotidiano dos produtores (pois é nele que são desenvolvidas as

0

20

40

60

80

100

120

140

Sim Não

4A

9

suas atividades). Trata-se de fazer com que o produtor se reconheça nas ações retratadas

na cartilha, pois, entende-se que quanto mais se identificar com o que vê, maiores são as

chances de que a cartilha obtenha êxito em seus propósitos. A equipe que concebe a

cartilha não precisa, necessariamente, ter a capacidade de transformar a ideia em arte.

Para este fim, pode-se contar com especialistas em artes visuais e design. Contudo os

desenhos devem estar de acordo à realidade.

IV. Definição das cenas: Faz-se necessário a observação do meio que desejamos atingir

para que a partir deste ponto possamos desenvolver situações-chave onde transmitiremos

as mensagens que desejamos. É recomendado que as cenas estejam próximas dos reais

problemas enfrentados com a comercialização dos produtos agrícolas e que apresentem

os aspectos e impactos mais significativos da área de uma forma clara e direta.

V. Falas das personagens: Uma ação educativa engloba os processos de ensino e

aprendizagem que são mediados pelo processo de comunicação (SANTOS, S. 2005).

Comunicação, por sua vez, envolve basicamente três ações: codificação, transmissão e

decodificação de uma mensagem. A aprendizagem só ocorre quando esta mensagem é

devidamente recepcionada e incorporada pelo indivíduo. Por isso deve-se buscar uma

maneira adequada de codificação e transmissão da mensagem. Portanto, as falas

presentes nas cartilhas devem: ser sucintas; possuir linguagem simples; ser adequadas ao

nível técnico dos leitores e introduzir termos técnicos.

VI. Validação do que foi elaborado: Nesta última etapa pretendemos realizar testes com a

distribuição do material para os produtores a fim de aferir a percepção dos mesmos sobre

o que foi produzido. A partir da reação dos mesmos, é possível realizar adequações ou

modificações, permitindo obter um produto final que seja o mais eficaz possível.

2.7 RESULTADOS

A metodologia apresentada foi aplicada na elaboração de uma cartilha sobre práticas de

comercialização e marketing para o produtor rural da cidade de Campina Grande na paraíba.

Na primeira etapa, a partir de uma discussão entre os autores deste artigo e de posse

de informações acerca do agronegócio paraibano e a situação da comercialização dos produtos

agrícolas da região estabeleceu-se que o objetivo da cartilha seria apresentar estratégias para

minimizar os gargalos do escoamento da produção agrícola regional, buscando otimizar a

comercialização dos produtos a partir de estratégias de marketing e das tecnologias e programas

disponíveis.

A partir das ideias resultantes do brainstorming em conjunto com o tutor orientador, colegas de

curso e demais professores, definiu-se que os temas específicos a serem trabalhados nesta cartilha

seriam baseados em disciplinas estudadas ao longo do curso técnico em agronegócio do SENAR, são

elas: Políticas públicas para o Agronegócio, Legislação Agrária e Ambiental, Gestão de Custos, Gestão

10

da Produção e Logística para o Agronegócio, Marketing aplicado ao Agronegócio e Tecnologia e

Inovação na Agropecuária.

A cartilha foi elaborada em formato de folder charuto com duas dobras, totalizando seis

páginas. Foi dividida em capa, onde apresenta o título e informações iniciais; contracapa, onde

encontramos o local para possíveis apoiadores e patrocinadores; no interior temos 10 pontos que

resumem as disciplinas que utilizamos como temas. Estes pontos são divididos em pontos que são

suporte a comercialização e pontos voltados para o marketing. Ainda no interior podemos encontrar

mais informações de órgãos e serviços de suporte aos 10 pontos indicados na cartilha. Na última página

apresentamos alguns textos de apoio as nossas teses, como por exemplo, casos de sucesso com a

utilização de alguns de nossos pontos.

Os elementos gráficos e textuais, foram estudados para que sejam de fácil compreensão pelo

leitor e que assim estejam de acordo com o grau técnico dos mesmos.

11

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estudar sobre determinado cenário e suas características propiciam maior conhecimento e

embasamento para que seja possível o desenvolvimento de novas tecnologias e inovações para dar

suporte e assim driblar os percalços enfrentados. Foi com este pensamento que conseguimos

identificar e interpretar algumas das dificuldades no escoamento da produção agropecuária dos

produtores de Campina Grande e região.

O embasamento teórico adquirido ao longo da formação técnica oferecida pelo SENAR foi um

aspecto ímpar para a identificação dos problemas com a comercialização e marketing rural, assim

como, nos possibilitou desenvolver nosso senso crítico e visão holística para selecionar as melhores

estratégias para auxiliar no escoamento eficiente da produção e assim melhorar a situação do produtor

rural do estado da paraíba.

A cartilha é um primeiro passo em direção ao incremento da comercialização e marketing rural

dos produtores do estado da paraíba, visto que foi escolhido abordar primeiramente a cidade de

Campina Grande e posteriormente pretendemos atender outros municípios com materiais ainda mais

específicos e ricos em informação e até mesmo que auxiliem no emprego das informações dispostas

nele.

Embora a cartilha ainda se encontre na fase inicial de desenvolvimento e aprimoramento das

informações, espera-se que o resultado seja positivo, uma vez que em sua concepção foram

recepcionados vários dos princípios advogados por Condeixa & Bodra para a produção de materiais

educacionais impressos, a saber: teste prévio, conteúdo adequado à audiência, forma, legibilidade,

inteligibilidade e avaliação. E além disso buscou-se reunir um apanhado de informações que foram

percebidas ao longo da formação técnica que foram elegidas como mais adequadas para o público alvo

visto que estas serão de grande importância para instigar e dar suporte ao produtor rural.

12

4. REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Massilon J. Fundamentos de agronegócios. Editora Atlas SA, 2000.

BACELAR, Betânia Maria Filha et al. Metodologia para elaboração de cartilhas em projetos

de educação ambiental em micro e pequenas empresas. IX JORNADA DE ENSINO,

PESQUISA E EXTENSÃO. Anais. Recife, 2009.

BARROS, Geraldo Sant’Ana de Camargo. Agronegócio Brasileiro: Perspectivas, desafios

e uma agenda para seu desenvolvimento. ESALQ/USP, Piracicaba, 2006.

CONDEIXA, G; BODRA, J. 1973. Utilização de folhetos: Um projeto em tecnologia da

educação. São Paulo, Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo.

DINIZ, José Carlos Valdivino. Analise da Ocupação da Mão de Obra Rural Paraibana na

Década de Noventa (Monografia). Trabalho de Concluso de Curso. Faculdades Integradas

de Patos – FIP. Patos – PB, 2006.

DUARTE, Simone Viana; TAVARES, Mauro Calixta. Sistema de distribuição de produtos

agrícolas: facilidades e dificuldades do escoamento da produção-um estudo de caso do

projeto Jaíba. Unimontes Científica, v. 2, n. 2, p. 83-99, 2015.

FOLADORI, G. 2001. Limites do desenvolvimento sustentável. São Paulo, IMESP.

GUILHOTO, Joaquim José Martins; AZZONI, Carlos Roberto; ICHIHARA, Silvio Massaru. Contribuição

da agricultura e do agronegócio familiar para o PIB do Nordeste. Revista Econômica do Nordeste, v.

45, n. 5, p. 157-174, 2017.

LOURENZANI, A. E. B. S.; LOURENZANI, Wagner Luiz; BATALHA, Mario Otávio. Barreiras

e oportunidades na comercialização de plantas medicinais provenientes da agricultura

familiar. Informações Econômicas, v. 34, n. 3, p. 15-25, 2004.

MILLIKAN, Max F.; Hapgood David. O Problema da Agricultura nos Países

Subdesenvolvido. RJ – SP. FORENSE, 1977.

NUNES, Eduardo Pereira et al. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE. Censo

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REDIN, Ezequiel. MUITO ALÉM DA PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO: dificuldades e

limitações da agricultura familiar. Revista Perspectivas em Políticas Públicas, v. 6, n. 12,

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13

SANTOS, S. 2005. Princípios e técnicas de comunicação. In: PHILIPPI JR., A.; PELICIONI,

M.C. (eds.). Educação ambiental e sustentabilidade. Barueri: Manole, p.437-466.

SEPULCRI, Odílio; TRENTO, Edison José. O mercado e a comercialização de produtos

agrícolas. Curitiba, EMATER, 2010.

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(Orgs.) Economia e gestão dos negócios agroalimentares. São Paulo: Pioneira, 2000, p. 23-

38.

14

5. ANEXOS

Anexo I

Questionário aplicado em via impressa e on-line para conhecimento do cenário da

comercialização da produção agrícola da cidade de Campina Grande e região no estado da Paraíba.

Questionário

*Obrigatório

1. Nome completo *

2. Município *

3. Você é? *

Marque todas que se

aplicam.

O produtor

Atravessador (Você compra produtos agrícolas de alguém e os revende?)

Vendedor (Você trabalha como vendedor de produtos agropecuários

independentemente de fazer parte dos processos produtivos?)

4. Quanto tempo atua no meio agrícola? * Marcar apenas uma.

Menos de 5 anos

De 5 à 10 anos

Mais de 10 anos

5. Perfil da produção * Marque todas que se aplicam.

Produção Vegetal (Horticultura, fruticultura, etc.)

Produção Animal (Avicultura, Caprinocultura, etc.)

6. Qual principal prática agrícola? *

O que você tem como produto principal da sua propriedade?

15

Marque todas que se

aplicam.

Cooperativa

Associação

Sindicato

Nenhuma das alternativas

8. Seu (s) produto (s) é/são comercializados em embalagem (s)? *

Marcar apenas.

Sim

Não

9. Você possui marca para comercializar seus produtos? * Marcar

apenas uma.

Sim

Não

10. Onde/para quem você distribui (vende) seus produtos agrícolas? *

Marcar apenas uma.

Feiras livres

Supermercados

Outros empreendimentos

Empasa

Atravessadores

Outro:

11. Sobre a logística do escoamento da produção, como você transporta

sua produção? * Marcar apenas uma.

7 . Você faz parte de *

16

Veículo próprio

Veículo de associações/cooperativas/sindicato

Veículo do atravessador

Veículo alugado

Outro:

12. Qual tipo de veículo utilizado no transporte da sua produção? *

13. Sobre o escoamento da produção, até onde sua produção alcança?

* Marcar apenas uma.

Nível intramunicipal (Dentro do município onde é produzido)

Nível intermunicipal (Abrange outros municípios dentro do mesmo estado)

Nível interestadual (Abrange outros estados)

Outro:

14. Qual o destino da produção que não é vendida? * Marcar apenas

uma.

Volta a comercializar nas feiras

Consumo próprio

Utilizado para alimentação dos animais

Outro:

15. Como você estipula seu preço? * Marcar apenas uma.

De acordo com o mercado (Usa o preço praticado no mercado atual)

De acordo com a demanda (Quanto mais procuram, mais aumenta o preço)

Preço tabelado (O mesmo preço de todos os concorrentes)

Negociável (O cliente tem influência na hora da compra)

De acordo com associações/cooperativas/sindicato (Decidem o preço nas

reuniões e encontros)

Vendo ao atravessador

Outro:

16. Recebe algum tipo de auxílio do governo? * Marcar apenas uma.

17

Sim

Não

17. Faz controle das finanças? * Marcar apenas uma.

Sim

Não

18. Pretende aumentar a sua produção (do que já existe) ou

implementar outros processos agrícolas (que não existem na

propriedade)? *

19. Gostaria de ter acesso a cursos, incentivos e materiais informativos

para melhorar o escoamento da produção? * Marcar apenas uma.

Sim

Não

Talvez

20. Agora conte com suas palavras. Quais as dificuldades enfrentadas

na hora de escoar a produção? *

Grato por compartilhar ....
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