Técnicas de Estudo - Apostilas - Gestão, Notas de estudo de Gestão Empresarial. Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
Agua_de_coco
Agua_de_coco

Técnicas de Estudo - Apostilas - Gestão, Notas de estudo de Gestão Empresarial. Universidade Anhembi Morumbi (UAM)

PDF (147 KB)
10 páginas
2Números de download
645Número de visitas
Descrição
Apostilas de Administração sobre o estudo das Técnicas para Estudo e Redação, Como Estudar, Tratamento de informações.
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 10
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 10 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 10 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 10 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 10 páginas
Baixar o documento

TÉCNICAS PARA ESTUDO E REDAÇÃO Solange Peixinho

1.1. Como Estudar Uma boa parte do conteúdo de Ciências Biológicas é transmitido sob a forma de aulas

expositivas, no entanto a real aquisição de conhecimento pelos estudantes requer muita

leitura, uma vez que além da média das pessoas só ser capaz de absorver 10% daquilo

que ouve, a experiência pessoal de busca de informação é imperativa. Muitas técnicas já

foram desenvolvidas para uma leitura rápida, sem que haja perda de significado ou

informação, sendo bastante conhecido o método de leitura dinâmica. No entanto, três

elementos são fundamentais em qualquer uma delas: compreensão, memorização e

assimilação.

O elemento compreensão requer, por exemplo, buscar num dicionário o significado de

toda palavra que não se conheça ou cujo sentido não seja possível apreender do próprio

texto. Uma diferença fundamental entre leitura e estudo é a postura de questionamento

diante de cada conjunto completo de idéias, ou de novos conceitos.

No processo de memorização o importante é aprender as idéias que são transmitidas

pelas frases e a terminologia própria a cada tema. Já assimilação implica que o

conhecimento também deve ser criativo. Ou seja, o estudante deve dominá-lo até que

seja capaz de expressá-lo de uma maneira própria.

Embasado nestes elementos, SALOMON (1979) dá os passos para o método de estudo

denominado "Global, Parcial, Global".

Fase 1. Global As principais atitudes requeridas nesta fase são: curiosidade, interesse, propósito

definido e atenção. Deste modo, é necessário fazer uma leitura rápida do texto, apenas

para se informar e esboçar o plano do mesmo.Se encontrar idéias importantes, detalhes

de valor, coloque à margem um sinal, pois será útil na etapa seguinte.

Fase 2. Parcial Nesta etapa , uma nova leitura, mais demorada é necessária na reflexão sobre o

conteúdo do texto. Em cada parágrafo identificar a idéia principal e assinalar à lápis, os

termos essenciais relativos à idéia principal, bem como detalhes importantes, termos

técnicos e definições.Num texto bem escrito, só cabe uma idéia em cada parágrafo.

As anotações devem ser breves e claras, usando suas próprias palavras e anotar

esquemas e dados numéricos. Sintetizar o assunto, escrevendo as conclusões obtidas e

eventualmente análises, relações com outros assunto e críticas pessoais.

As atitedes para esta fase são: concentração, análise, crítica, síntese, sistematização e

ordenação lógica.

Fase 3. Global Rever as anotações comparando-as com o texto e repetir para si mesmo o que aprendeu,

imaginando que o está comunicando a outra pessoa, com clareza e seqüência lógica.

Testar a memória para assegurar-se de que não esqueceu algo importante.

As atitudes essenciais nesta fase são; concentração, persistência e adaptação às situações

reais.

Para finalizar este tópico, é importante considerar as diferenças individuais no processo

de aprendizagem, pois apreendidos os elementos básicos de uma técnica, cabe a cada

interessado fazer os ajustes adequados às suas próprias características. Afinal, a técnica

não traz a compreensão, mas a compreensão traz a técnica.

1.2. Busca de informações Além da pesquisa em base de dados bibliográficos disponíveis nas bibliotecas de várias

universidades, inclusive na página principal da UFBA, pesquisas bibliográficas de

artigos científicos são feitas em catálogos, como o Biological Abstracts, Zoological

Recors e Current Contents. Um outro recurso faz-se através de sistemas, por exemplo

Bireme, fornecendo-se palavras chaves, ou pelo Medline (mais voltado para a área

médica). Para utilização deste recurso, já disponível na Internet, é necessário se

cadastrar e pagar uma certa quantia para se tornar usuário do mesmo. Novas ferramentas

estão sendo disponibilizadas a cada dia, e na UFBA, além da base de dados que contém

livros, dissertações, monografias e similares, é possível acessar o portal de periódicos,

onde artigos completos podem ser obtidos. Para mais ferramentas de busca, clique aqui.

Uma vez de posse das referências bibliográficas, resta a obtenção dos artigos. Para tal é

possível solicitar diretamente aos autores, via correio normal ou eletrônico, consultar o

portal de periódicos da CAPES e consultar as bibliotecas integrantes do sistema

COMUT.

Quanto à leitura e seleção de idéias nas fontes bibliográficas obtidas, além de um bom

método de estudo, como o Global-Parcial-Global aqui descrito, um suporte de

fundamental importância é a elaboração de fichas. Em primeiro lugar, a do próprio

levantamento bibliográfico referente a um assunto, onde se inscreve o nome do autor,

título e demais informações bibliográficas (ver orientações logo abaixo), incluindo sua

localização, depois há a ficha de citações de autoridades reconhecidamente

competentes no tema, que além de darem credibilidade às suas argumentações,

constituem também o modo mais rápido de recolher citações, particularmente quando a

consulta sópode ser feita na biblioteca. Finalmente a ficha de leitura, que deve ser um

resumo da obra analisada, mas que precisa das seguintes informações adicionais:

 indicação bibliográfica precisa

 informação sobre o autor

 citações literais do que vai ser utilizado

 Comentários pessoais

 alguma indicação sobre o tema da ficha de leitura.

1.3. Tratamento de informações Na elaboração de uma apresentação escrita ou oral, o autor terá que considerar as

seguintes etapas:

 Definição do objetivo da comunicação

 Busca e seleção das informações sobre o assunto em questão

 Classificação das informações obtidas em tópicos afins

 Ordenação das idéias, em função do objetivo previamente estabelecido.

Estas etapas são fundamentais na elaboração do plano para a redação de qualquer texto,

procedimento freqüentemente ignorado por muitos estudantes. Para ilustrar, apresento

um conjunto de idéias, sobre um tema bastante amplo "Introdução à Zoologia",

previamente selecionadas em diferentes fontes bibliográficas, para que o estudante se

exercite nas duas últimas etapas.

Exercício: reconstrução do texto "Introdução à Zoologia"  Identificar idéia (s) que constituam parte da introdução

 Agrupar idéias afins e dar subtítulos aos grupos encontrados para construir o

corpo do texto

 Ordenar as idéias dentro de cada agrupamento

 Completar o texto referente à introdução

 Escrever uma conclusão.

1. A noção de continuidade, ou seja, todas as formas derivam uma das outras, mostra a

existência de continuidade entre a organização a mais elementar e a mais complexa,

cujas provas são fornecidas principalmente pela citologia, biologia molecular e pela

paleontologia.

2. Certos gêneros de anelídeos constituem índices muito característicos de ambientes

poluídos, sendo encontrados em quase todas as águas que recebem despejos orgânicos,

especialmente esgotos domésticos: Tubifex e Limnodrylus, são gêneros clássicos na

biologia da poluição

3. Do ponto de vista químico, todo animal, independentemente do seu grau evolutivo,

tem dois constituintes fundamentais: os ácidos nucléicos (DNA, RNA) e as proteinas. O

DNA que contém toda a informação genética da célula, é formado por apenas 4

elementos (adenina, timina, citosina e guanina) e a combinação de 3 desses elementos

conduz sempre ao mesmo aminoácido. Existem apenas 20 aminoácidos a partir dos

quais são sintetizadas todas as proteinas.

4. Na organização tecidual, um grupo de células similares desempenham uma função

comum. Cnidários e ctenóforos são exemplos deste nível e um excelente exemplo de

tecido é a rede nervosa, cuja função é de coordenação.

5.Na atualidade não há consenso quanto à classificação dos microorganismos

eucariotos. As classificações tradicionais baseadas nas dicotomias entre uni e

pluricelularidade e entre autotrofia e heterotrofia começam a perder seu valor frente às

novas hipóteses de relações filogenéticas entre os diversos grupos de protitas, algas e

certos fungos.

6. O conceito evolutivo de espécie afirma que são populações com uma única linhagem

ancestral-descendente que mantém sua identidade distinta de outras linhagens e que tem

suas próprias tendências evolutivas e o mesmo destino histórico.

7. Em biologia, o termo espécie refere-se a grupo de organismos individuais que ocorre

naturalmente e representa a unidade básica da evolução, mas também à categoria

hierárquica criada por Lineu.

8. Diferentemente do conceito biológico de espécie, o conceito evolutivo aplica-se tanto

às formas que se reproduzem sexuadamente como àquelas que o fazem por via

assexuada.

9.Certamente o estudo da zoologia aplicada nos ajuda a entender os assuntos

relacionados à destruição ambiental e poluição, extinção de espécies, engenharia

genética, fertilização in vitro, os riscos da radiação, sendo a Zoologia também

importante na formação não apenas de biólogos, mas também de médicos, veterinários e

sanitaristas, entre outras profissões.

10. As manipulações genéticas mostram que todas as células vivas têm a mesma leitura

de uma informação genética e executam a mesma ordem.

11. Na atualidade ignoramos o número exato de espécies animais vivendo na superfície

do globo terrestre, mas o número já recenseado é da ordem de 2.500.000. Esta extrema

diversidade impõe uma classificação, que corresponde a uma necessidade prática

12. A classificação deve traduzir uma realidade evolutiva, a qual está baseada em dois

princípios fundamentais da evolução: a continuidade e o phylum.

13. Existem cerca de 34 filos atuais de metazoários, incluindo CICLYOPHORA,

parasito da boca de lagosta e MYXOZOA, atualmente entre os cnidários. Nos filos

podemos reconhecer 4 principais grupos de organização : celular, célula-tecido, tecido-

órgão e órgão-sistema.

14. Diversos gêneros de anelídeos poliquetos, assim como de esponjas, cnidários,

ascídias, entre outros têm sido citados na literatura científica como indicadores e/ou

biomonitores de ambientes marinhos.

15. Os humanos e outros animais compartilham um plano morfológico e funcional

apesar das diferenças na complexidade estrutural. Esta uniformidade essencial de

organização biológica deriva do ancestral comum e de seu plano básico de construção

celular.

16. Muitas larvas de insetos que se desenvolvem na água são transmissores dos

parasitos causadores da malária, febre amarela, dengue, etc.

17. Quando os órgãos trabalham juntos para desempenhar uma função, temos o mais

elevado nível de organização - órgão-sistema. Os sistemas são associados com as

funções corporais básicas: circulação, respiração, digestão, entre outras. Este tipo de

organização existe desde os nemertinos até o homem.

18. A Paleontologia traz argumentos à continuidade da organização revelando formas de

transição entre diferentes tipos de organização.

19. Como o conceito biológico de espécie pode ser de difícil aplicação no tempo e no

espaço e porque exclui todas as formas que se reproduzem assexuadamente, foram

propostos conceitos alternativos, como o evolutivo e o filogenético.

20. Numa situação atual de fluidez filogenética, taxinômica e nomenclatural os

protozologistas reivindicam, como sendo material de sua exclusiva competência os

eucariotos inferiores tipicamente móveis, microscópicos, unicelulares, plasmodiais ou

coloniais, fagotróficos, incolores, sem parede celular na fase trófica, de vida livre ou

simbionte, ou seja. protozoários sensu stricto.

21. A organização celular é um agregado de células que são funcionalmente

diferenciadas. A divisão de trabalho é evidente, pois há células que se ocupam da

reprodução enquanto outras se ocupam da nutrição, mas com pouca tendência para

formar tecidos. As esponjas (filo Porifera) são colocadas neste nível.

22. Uma espécie biológica é definida como uma comunidade ou populações

reprodutivamente isoladas umas das outras que ocupam um nicho específico da

natureza.

23. A reunião de tecidos em órgãos propiciam funções mais especializadas e o

aparecimento deste nível ocorre pela primeira vez no grupo que inclui as planárias (filo

Platyhelminthes), onde já há tracto digestivo e sistema reprodutivo.

24. Uma revolução na classificação dos Protista está em curso, principalmente após a

extensão do conceito de homologia ao nível molecular e o surgimento de suporte teórico

às hipóteses de filogenia, mas é necessário o desenvolvimento de métodos filogenéticos

mais objetivos , acompanhados de um correspondente desenvolvimento das ferramentas

computacionais adequadas.

1.4. Formato da Redação

Todo texto deverá ser organizado em três secções distintas: introdução, corpo e

conclusão. O relato de levantamentos bibliográficos e leituras, que não exigem o apoio

de observações pessoais, será redigido como um ensaio, e como artigo científico aquele

referentes a observações e/ou experimentações pessoais. Ambos contêm as mesmas três

partes, mas há certas particularidades quanto à seqüência dos elementos que constituem

o corpo de um relato técnico-científico, as quais serão a seguir apresentadas.

De um modo geral, a introdução tem três finalidades básicas: atrair a atenção do leitor

ou ouvinte, situar o assunto e anunciar o plano da apresentação, enquanto na conclusão

de ensaios, o assunto deve ser brevemente recapitulado e colocado à luz de

possibilidades futuras. O item conclusão em artigos científicos tem um outro conteúdo,

o qual será exposto mais adiante. Já a organização do corpo do texto deve ser feita em

função do objetivo fixado ou seguindo a ordem indicada por regras específicas de

relatórios, artigos e similares, a exemplo daquelas ditadas pela Associação Brasileira de

Normas Técnicas (ABNT), geralmente disponíveis nas bibliotecas universitárias.

1.4.1. Redação técnico-científica Um trabalho prático realizado em classe geralmente está dividido nos seguintes tópicos:

 Título

 Introdução

 Materiais e métodos

 Resultados

 Discussão

 Conclusões

Num projeto, que é um trabalho prático mais longo, o relatório contém mais partes:

 Título

 Prefácio

 Sumário

 Introdução

 Materiais e métodos

 Resultados

 Discussão

 Conclusões

 Resumo

 Referências, literatura citada ou bibliografia.

 Lista de tabelas e figuras

 Apêndice

Título O título é colocado na primeira página ou capa e também na folha de rosto. Na primeira,

além do título deve constar o nome do autor, local e data de conclusão, enquanto na

segunda repete-se o título, eventualmente subtítulo, nome completo do autor, com seus

títulos acadêmicos logo abaixo, além do nome da Instituição, Unidade e Departamento,

quando couber, local e data de conclusão.

Prefácio Neste item informa-se sobre os objetivos do trabalho, seu conteúdo e limitações do

mesmo, menciona-se a assistência recebida durante a execução do trabalho, bem como

faz-se os agradecimentos, que além de habitual, é de bom tom. Agradecimentos

normalmente são incluídos em tarefas longas, como projetos extra-classe realizados ao

longo de disciplinas, monografias, dissertações e teses.

Sumário Devem figurar todas as secções e eventualmente as subsecções, na ordem em que

aparecem no relatório, juntamente com o número Arábico das páginas .

Introdução Esta secção deve conter informações gerais sobre o assunto, os motivos e a relevância

do trabalho, os objetivos propostos e uma exposição resumida do seu conteúdo.

Ocasionalmente pode haver um item de objetivos, mas geralmente eles são incorporados

à introdução. Geralmente é incluída uma breve revisão da literatura específica.

Recomendo escrever a introdução quando estiverem prontas as secções metodologia,

resultados e conclusões.

Materiais e Métodos A palavra materiais refere-se ao objeto de estudo , enquanto métodos englobam a

descrição das técnicas utilizadas, as quais naturalmente implicam o uso de aparelhos e

outros instrumentos. Esta secção deve ser breve, mas com detalhes suficientes para a

repetição do experimento por outras pessoas. No caso de trabalho feitos no campo é

importante incluir uma descrição do local de estudo que pode ser colocada em uma

subsecção ou uma nova secção.

Resultados Esta secção inclui uma descrição clara do que foi observado, sem comentários nem

interpretações pessoais. Os resultados podem ser quantitativos e/ou qualitativos e

portanto freqüentemente precisam ser apresentados sob forma de tabelas e figuras. A

palavra figura inclui gráficos, mapas, desenhos, fotos, que são numerados em números

arábicos, na ordem em que são citados no texto. As legendas devem ser explicativas e

colocadas no topo de tabelas e na parte inferior de figuras.

Devem também ser relatados nesta secção, eventos que foram relevantes, tais como,

dados inesperados, erro na utilização de técnicas, mudanças no emprego dos métodos,

incidentes que chegaram a desviar o rumo da pesquisa, particularmente em relatórios,

teses e afins.

Nunca selecione ou elimine dados para dar a aparência desejada, pois este é um

procedimento inaceitável, por ser desonesto.

Discussão Aqui os resultados são expostos num contexto mais amplo, pois compara-se os próprios

resultados com os de outros similares. Artigos publicados em periódicos científicos

freqüentemente agrupam resultados e discussão em uma única secção.

Conclusões Diferentemente de um ensaio, no caso de um relato de experimento pessoal, as

conclusões não repetem os resultados, mas descrevem o que eles mostram e o que pode

ser derivado deles. Contudo é importante referir-se a um resultado específico quando se

quer dar suporte a uma idéia. Dicas para a redação deste tópico são dadas em White

(1991), as quais são resumidas a seguir:

 Refira-se apenas aos seus próprios resultados, pois você já os comparou com de

outros cientistas na secção "Discussão".

 Mostre a relação de seus resultados com os objetivos do estudo.

 Exponha seus resultados em termos de fidedignidade e fontes de erro.

 Nunca ignore resultados negativos.

Resumo (= Abstract) Só deve ser elaborado após a redação das conclusões , pode ser colocado depois do

sumário e deve conter o enunciado do problema, métodos empregados na manipulação

dos experimentos, principais descobertas e as conclusões, na ordem em que aparecem

no corpo do texto. Ele deve conter um número limitado de palavras, geralmente não

mais que 200 ou 300.

Referências, Literatura Citada ou Bibliografia. Há sempre no final do trabalho uma lista das fontes de informação utilizadas no mesmo.

Chama-se referências bibliográficas ou literatura citada a lista de todos os autores

citados no texto e o termo bibliografia refere-se à existência de informações sobre a

obra, além dos detalhes da publicação em si. Em trabalhos de classe recomendo nomear

"fontes de consulta" ou "referências selecionadas" como título para este tópico, caso os

autores não tenham sido citados nas diferentes secções.

As referências podem ser citadas no texto por autor e ano, forma usada em teses e

similares e na maioria das revistas biológicas, ou por número, muito usado em artigos

sobre química. Neste último caso a listagem de referências segue a ordem numérica e

não a alfabética, como no primeiro.

As citações no texto devem ser pelo sobrenome do autor, escrito em letras maiúsculas

ou caixa alta, seguido do ano entre parênteses.Caso um mesmo autor tenha várias

publicações em um mesmo ano, acrescentar letras minúsculas (a-z).Até três autores,

todos os sobrenomes são citados, sendo que a separação do último é feita pelo símbolo

& e os demais por vírgula ou ponto e vírgula. Quando um trabalho tem mais de três

autores, ao nome do primeiro autor adiciona-se et al., em itálico.No entanto, deve-se

fazer a citação completa na lista bibliográfica.

Além dos trabalhos publicados, também podem ser citados no corpo do texto, artigos

aceitos para publicação, artigos submetidos, mas sem terem atingido a fase de

publicação, artigos em elaboração e até mesmo fontes não bibliográficas, como palestra,

conversa, carta e E-mail. No primeiro caso, seguir as orientações para livros ou

periódicos fornecidas abaixo, substituindo o ano da publicação pela expressão "no

prelo", para a segunda condição,esta expressão deverá ser substituída por "Inédito" e

"em fase de elaboração" para a situação seguinte. Os autores citados nstas três situações

podem integrar a lista final, no entanto o mesmo não se aplica às fontes não

bibliográficas, que além disto seu uso requer prévia permissão do autor. Finalmente é

bom lembrar: deve ser citada a fonte de qualquer informação utilizada.

A construção da lista bibliográfica, em ordem alfabética e cronológica, quando há mais

de um trabalho de um mesmo autor, deve seguir as normas fixadas pela ABNT -

Associação Brasileira de Normas Técnicas (freqüentemente modificadas), disponíveis

nas bibliotecas. Ressalto, no entanto, que tais normas raramente são seguidas

corretamente por autores de livros e artigos científicos, nacionais ou estrangeiros.

Comprove esta afirmativa comparando as listas de artigos publicados na Revista

Brasileira de Biologia, Revista Brasileira de Zoologia, Iheringia ou Marine Biology,

com os exemplos que seguem abaixo. No caso de artigo para publicação a regra é

escrever segundo as normas da revista escolhida.

Na lista de autores a palavra que inicia a segunda linha é sob a terceira letra do nome do

autor, em toda a lista, seja livro, tese e similares ou artigo em periódico.

Geralmente trabalhos publicados sob a forma de resumos em eventos não são citados

em artigos, contudo nada impede de que o sejam em teses, dissertações, monografias e

relatórios. Deste modo, incluímos um exemplo nas orientações que seguem:

Comunicações em Congressos: sobrenome em letra maiúscula, iniciais dos prenomes.

Título da comunicação. In: Título do Encontro em letras maiúsculas, local. Título da

publicação em negrito. Local: editor, volume, ano, página inicial e página final.

CERQUEIRA, W.R.P. Distribuição das comunidades de Echinodermata ao leste da

Baía de Todos os Santos, Bahia, Brasil In: XII ENCONTRO DE ZOOLOGIA DO

NORDESTE, Feira de Santana. Resumos, Feira de Santana: Sociedade Nordestina de

Zoologia e Universidade Estadual de Feira de Santana, 1999, p.355.

Livros : último sobrenome do (s) autor(es) seguido da (s) inicial (ais), título grifado

(ponto), subtítulo, se houver, número da edição (exceto a primeira), local de publicação

(dois pontos), editora (vírgula), ano (ponto), número total de páginas seguido da

apreviatura p.ou de volumes seguido da abreviatura v., indicando a existência de

ilustrações pela abreviatura il. Na citação de capítulos de livros, o modelo é o que segue

logo abaixo do primeiro exemplo.

QUICKE, D.L.J. Principles and techniques of contemporary taxonomy. Glasgow:

Chapman & Hall, 1993. 311p

MARGALEFF, R. Ecologia. Barcelona: Omega, 1989. 1977 p. il. Cap. 3: Ecologia

descritiva, p. 324-343.

Livro com capítulos escritos por autores diferentes: além dos autores, o livro tem um

editor; nesta situação a ordem é a seguinte: último sobrenome do (s) autor (es) do

capítulo e iniciais, título do capítulo; escrever In: seguido do(s) nome(s) do(s)

editor(es), título do livro grifado, local de publicação, editora, ano, número de páginas,

número do capítulo (se houver) e páginas do capítulo.

 HOTCHKISS, F.H.C. Ophiuroidea (Echinodermata) from Carrie Bow Cay,

Belize. In: RÜTZLER, K., MACINTYRE, Z.G.(Eds.) The Atlantic barrier reef

ecossystem at Carrie Bow Cay, Belize, I. Structure and communities.

Washington: Smithonian University Press., 1982: 937 p., p.420-423.

Teses, dissertações e similares: nome do autor e inicial (ais), título sem grifo, local,

ano (ponto), número de páginas, il. (ilustrações se houver) grau obtido, área do

conhecimento, instituição acadêmica (ponto) ano.

 GOUVÊA, E.F. Estágios de desenvolvimento pós-embrionário de

Thermocyclops minutus (Lowndes) e de Notodiaptomus conifer (Crustacea,

Decapoda) da lagoa do Abaeté (Salvador, Ba.). São Paulo, 1978. 138 p. il.

Doutorado em Ciências, Área Zoologia - Universidade de São Paulo. 1978.

Artigo em periódico: sobrenome do(s) autor (es) e inicial(ais), separados por ponto e

vírgula no caso de mais de um autor, título do artigo, nome da revista em negrito,

volume e número, paginação e ano.

KERR, W.E. A ciência vai à roça. Ciência Hoje. v. 6, n. 31, p. 30-35. 1987.

Textos obtidos na internet: sobrenome do (s) autor (es) e inicial (ais),separados por

ponto e vírgula no caso de mais de um autor, título do texto ou artigo, editores (se

houver), título do hipertexto (se houver) grifado, e em negrito o endereço seguido da

data da consulta, como no exemplo abaixo:

 BRAVO, F. Filogenia dos seres vivos. In: PEIXINHO, S.; ROCHA, P. (Eds.)

Vida: Diversidade e Unidade. http://www.ufba.br/~qualibio/003.html

(capturado em 21 maio de 1999)

Certas abreviaturas são usadas em artigos e livros científicos, a exemplo de et al., ( do

latim et alia, significando "e outros"), op. cit., ( do latim opere citato, "no trabalho

citado") e Ibid. (ibidem, significado em latim, "no mesmo lugar"), todas sublinhadas ou

em itálico.

Op. cit. é usado quando se faz referência a um autor, já mencionado anteriormente no

mesmo texto. Já a palavra Ibid., pode ser usada na lista de referência se as citações

consecutivas têm a mesma fonte, ou seja, foram publicadas na mesma revista mas em

páginas diferentes.

1.5. Estilo da Redação Para a redação como um todo sugiro a consulta ao livro de REY (1972) e em particular

o trecho relativo às recomendações quanto ao estilo:

 Recomenda-se expor os resultados no passado, usando-se o presente para as

generalidades.

 O uso excessivo da voz passiva diminui a clareza e deixa indeterminado o autor

da observação, portanto, sempre que possível use a voz ativa.

 Evite frases e abreviaturas que nada informam, como por exemplo "etc.", "entre

outras coisas".

 Não esconda resultados sob frases tímidas.

1.1.6. Apresentação oral A participação de discussões em grupo, como por exemplo, seminários, é uma prática já

bastante comum entre os estudantes de Ciências Biológicas, por isto incluo algumas

"dicas" para uma boa exposição oral.

Naturalmente que a etapa de preparação inclui busca e tratamento de informações, bem

como redação de texto e suporte visual para apoiar a comunicação verbal. Uma palestra

geralmente é dividida em introdução, corpo, conclusão, período para questões, e o

tempo de apresentação, que em trabalhos de classe, situa-se entre 15 e 30 minutos;

portanto é necessário ajustar o conteúdo da palestra ao tempo.

Perante a audiência a comunicação não verbal é tão importante quanto a verbal e as

sugestões listadas a seguir, podem ser de grande utilidade.

 Exponha o assunto para todos, de preferência em pé, não para o professor ou um

único colega, mas de tempos em tempos dirija-se a algumas pessoas, em

diferentes partes da sala.

 Fale de modo claro, lento e razoavelmente alto, sem excesso de gesticulação,

explicando sempre qualquer termo científico pouco conhecido.

 Particular atenção deve ser dispensada a vícios de linguagem, com por exemplo,

repetição da mesma palavra no final de frases : "não é?" , "entendeu"?

 Ao dar uma informação errada, seja honesto e corrija; nunca tente esconder,

esperando que os ouvintes não tenham percebido.

Pode ser complementar ao presente texto, apresentação oral, uma consulta à "Anatomia

de uma apresentação" ( Escola Paulista de Medicina)

Referências ECO,U. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1998. 96p.

REY, I. Como redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgard Blücher-EDUSP, 1972.

128p.

SALOMON, D.V. Como fazer uma monografia. Elementos da metodologia do trabalho

científico. 6a. edição, Belo Horizonte: Interlivro, 1979. 317p.

WHITE, B. Studyng for Science. A guide to information, communication and study

techniques. London: Chapman & Hall, 1991. 202p.

Leituras recomendadas

 BARRASS, R. Os cientistas precisam escrever: Guia de redação para

cientistas, engenheiros e estudantes. Trad. Leila Novaes e Leônidas Hegenberg.

São Paulo: EDUSP, 1978. 218p.

OLIVEIRA, E. Todo mundo tem dúvida, inclusive você. Português. 2a. edição,

Porto Alegre: Sagra, 1983. 180p.

COMO DESENHAR ORGANISMOS OU ESTRUTURAS

Estudantes de Ciências Biológicas freqüentemente registram suas observações por meio

de esquemas de organismos, portanto é importante que tenham ao menos noções básicas

sobre como desenhar, a exemplo das que seguem abaixo, retiradas principalmente de

Boolootian & Heyneman ( 1969).

 Decida precisamente o que vai mostrar. Selecione o animal ou uma parte

representativa do mesmo.

 Selecione a escala ou aumento apropriado e faça seus esquemas suficientemente

grandes e claros, de preferência no centro da página.

 Divida seu papel em quadrantes usando linhas leves e interrompidas. Com o

auxílio dessas divisões, delineie, do mesmo modo, o contorno do objeto a fim de

representar a simetria apropriada.

 Substitua as linhas interrompidas de seu esquema, por outras inteiras e firmes e

represente os detalhes estruturais importantes. Não sombrei, nem, queira dar um

"toque artístico".

 Preencha os detalhes, mas não além do necessário. Se seu espécime tem simetria

bilateral, os detalhes de um lado são suficientes, enquanto na simetria radial, os

detalhes podem ser restritos a um pequeno setor.

 Coloque as legendas nas margens e ligue-as, com linhas sólidas, ao objeto ou

estruturas, de modo que as linhas nunca se cruzem.

 Complete o desenho com um título abaixo do mesmo, indicando o aumento, a

vista ou ângulo ilustrado e outros detalhes pertinentes . Limite os detalhes e as

legendas ao espécime que voce observou. Quando outras informações são

adicionadas, a fonte de consulta precisa ser citada.

 A classificação completa do organismo pode ser colocada no canto superior da

página.

 N.B. Limite os detalhes e as legendas ao espécime que você observou.

Quando outras informações são adicionadas, a fonte de consulta deve ser

citada.

Referência bibliográfica:

Boolootian & Heyneman. An ilustrated laboratory text in zoology. 2 ed. Holt, R.

e W. Inc. 1969.

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 10 páginas
Baixar o documento