Teoria do Consumidor, Slides de Macroeconomia Avançada. Universidade Católica de Moçambique
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catarina_hora28 de Dezembro de 2016

Teoria do Consumidor, Slides de Macroeconomia Avançada. Universidade Católica de Moçambique

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Microeconomia - Descrição acerca da Teoria do Consumidor e das razões para a sua escolha e sacrificios de consumo
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Relatório de Actividades e Contas 2008-2009

Economia

Teoria do Consumidor

Conceito de Utilidade

• Ao estudar a conduta dos consumidores o que pretendemos entender são os princípios que orientam os indivíduos quando procuram bens ou serviços.

• Para explicar o comportamento dos consumidores podemos aceitar como ponto de partida que os indivíduos tendem a escolher os bens ou serviços que valorizam mais, i.e., aqueles que lhes dão maior utilidade ou satisfação.

Utilidade é o sentimento subjetivo de satisfação que uma pessoa experimenta em consequência de consumir um bem ou serviço.

Conceito de Utilidade

• Utilidade é uma construção científica que os economistas usam para compreender como os consumidores racionais repartem os seus recursos limitados entre os bens que lhes proporcionam satisfação.

Conceito de Utilidade

Utilidade total:

• à medida que aumenta a quantidade consumida de um bem, aumenta a satisfação, ou seja, aumenta a utilidade total.

Função utilidade: U(X1, X2, ..., Xn), onde Xi são as quantidades de cada um dos n bens que podem ser consumidos num período.

Ao realizar as suas escolhas os indivíduos atuarão no sentido de maximizar sua função utilidade.

Utilidade Marginal Decrescente

• Utilidade marginal de um bem é o aumento da utilidade total resultante do consumo de uma unidade adicional desse bem, mantendo constante o consumo dos restantes bens.

Lei da utilidade marginal decrescente:

• À medida que aumenta a quantidade consumida de um bem, o incremento da utilidade total que proporciona a última unidade é cada vez menor (isto é, a utilidade marginal é decrescente

Utilidade Marginal Decrescente

• a curva da utilidade total cresce mas a um ritmo decrescente;

• a curva da utilidade marginal será decrescente (declive negativo).

Qtd do bem consumida | Utilidade total | Utilidade marginal Utilidade total Utilidade marginal

Utilidade Marginal Decrescente

Exceções:

• Apesar das preferências dos indivíduos para a maioria dos bens parecerem ser coerentes com o princípio da utilidade marginal decrescente, podem ocorrer casos em que este facto não se verifique. • Exemplos:

• no caso de um colecionador espera-se que ao aumentar a quantidade de um bem aumente a utilidade marginal.

• no caso de uma fruta tropical desconhecida: a utilidade marginal aumenta inicialmente, mas a partir de certo ponto diminui.

Equilíbrio do Consumidor

• Para analisar o processo de maximização da utilidade do consumidor deve ter-se em conta duas questões: • O rendimento do consumidor é limitado, e deve ser alocado

pelo consumo de vários bens ( restrição orçamental)

• os diferentes bens contribuem de forma diferente para a satisfação do consumidor, uma vez que esse contributo depende das preferências. ( curva de indiferença)

• O consumidor que pretende maximizar a sua utilidade, distribuirá o seu consumo de maneira a que cada bem lhe proporcione uma utilidade marginal proporcional ao seu preço.

Equilíbrio do Consumidor

a) Princípio da igualdade marginal:

• Um consumidor com rendimento fixo e perante os preços de mercado atingirá a satisfação ou utilidade máxima quando a utilidade marginal da última unidade monetária despendida em cada bem é exactamente igual à utilidade marginal da última unidade monetária despendida em qualquer outro bem.

Equilíbrio do Consumidor

Justificação do princípio da igualdade marginal: • se um determinado bem gerasse uma utilidade marginal por

u.m. gasta maior do que o nível comum dos restantes bens, o consumidor transferiria dinheiro que se destinaria a outros bens para o consumo desse.

• O consumidor actuaria deste modo até que a lei da utilidade marginal decrescente conduzisse a que a utilidade marginal por u.m. gasta nesse bem se igualasse à dos restantes.

• Casos em que não ocorra a igualização das utilidades marginais por u.m. gasta entre todos os bens significam que a combinação de bens que está a ser realizada não é uma combinação de equilíbrio e, em consequência, não maximizará a utilidade do consumidor.

Equilíbrio do Consumidor

Justificação do princípio da igualdade marginal (cont.):

• designando Utilidade Marginal por Umg, e Preço por P, para os bens 1 e 2:

• Utilidade marginal do bem 1 relativizada pelo custo dessa unidade adicional = Utilidade marginal do bem 2 relativizada pelo custo dessa unidade adicional

1 2

1 2

Umg Umg

P P

Equilíbrio do Consumidor

b) Restrição orçamental

• A restrição orçamental especifica as combinações máximas de bens que o consumidor pode adquirir aos preços de mercado, dado o seu rendimento:

A soma dos montantes gastos em cada bem (preço x quantidade) é igual ao rendimento

Rendimento = p1 . q1 (despesa no bem 1) + p2 . q2 (despesa no bem 2) + … + pn . qn (despesa no bem n)

Equilíbrio do Consumidor

b) Restrição orçamental

Restrição orçamental do consumidor

Restrição orçamental do consumidor

Possibilidades alternativas de consumo

Alimentos Vestuário

Alimentos

V es

tu ár

io V

es tu

ár io

Rendimento: 6 u.m. Palimentos: 1.5 u.m. Pvestuário: 1 u.m.

Equilíbrio do Consumidor

Restrição orçamental (expressão analítica):

Onde:

PX = Preço do Bem X

PY = Preço do Bem Y

M = Rendimento

MyPxP YX 

Equilíbrio do Consumidor

• Recta do Orçamento:

• Custo de Oportunidade:

 Declive da R.O.:

Y

X

P

P

YP

M

2011/12 15

X

Y

XP

M

x P

P

P

M y

xPMyP

MyPxP

y

x

y

xy

yx







Equilíbrio do Consumidor

c) curva de indiferença

• Conjunto de combinações distintas dos bens entre as quais o consumidor é indiferente (no sentido em que lhe proporcionam o mesmo nível de utilidade). Ao longo de uma curva de indiferença o consumidor não altera a sua utilidade.

Equilíbrio do Consumidor

c) curva de indiferença

V es

tu ár

io

Alimentos

Alimentos Vestuário

Combinações indiferentes Curva de indiferença de um

consumidor

V es

tu ár

io

Equilíbrio do Consumidor

c) curva de indiferença

• Curvas de indiferença são convexas face à origem: devido à lei da substituição • quanto mais escasso é um bem, maior é o seu valor relativo de

substituição, e quanto mais abundante é um bem, menor é o seu valor de substituição.

• Ao aumentar a quantidade de alimentos (vão-se tornando mais abundantes) de ABCD: o sacrifício que está disposto a fazer em termos de vestuário é cada vez menor.

Equilíbrio do Consumidor

c) curva de indiferença

V es

tu ár

io

Alimentos

Alimentos Vestuário

Combinações indiferentes Curva de indiferença de um

consumidor

V es

tu ár

io

Ao aumentar a quantidade de alimentos (vão-se tornando mais abundantes) de A -> B -> C -> D: o

sacrifício que está disposto a fazer em termos de vestuário é cada vez menor.

Equilíbrio do Consumidor

Mapa de curvas de indiferença:

• quanto mais afastada da origem estiver uma curva de indiferença, maior é a preferência do consumidor pelas combinações de bens que a formam. Maior será o nível de utilidade.

V e

st u

ár io

Alimentos

Equilíbrio do Consumidor

Propriedade das curvas de indiferência:

• Inclinação negativa

• Curvas mais afastadas da origem represetnam níveis de satifação mais elevados

• Nunca se intersectam

• São densas em todo o espaço de bens

• São convexas em relação à origem (TMS decresente)

Equilíbrio do Consumidor

• Convexidade em relação à origem:

• TMSY,X: Taxa marginal de substituição • Quantidade do bem Y que o consumidor está disposto a

sacrificar para obter uma unidade adicional do bem X, mantendo o grau de satisfação constante.

• TMSY,X =

• Decresce à medida que aumenta o consumo do bem X.

X

Y

Equilíbrio do Consumidor

d) Equilíbrio do consumidor

A combinação de consumo possível e preferido pelo consumidor situa-se em B

Alimentos

V es

tu ár

io V

es tu

ár io

O Equilíbrio do consumidor é atingido no ponto em que a recta orçamental é tangente à curva de indiferença mais elevada (ou seja, )������1

������2 = ��1

��2

Isto é, quociente entre preços tem que ser igual ao quociente entre as utilidades, em equilíbrio: o consumidor obtém a mesma utilidade marginal com o consumo do último cêntimo de alimentos ou com o consumo do último cêntimo de vestuário.

Equilíbrio do Consumidor

y

x xy

P

P TMS ,

2011/12

Declive da Curva de Indiferença

Declive da Recta do Orçamento

=

Algebricamente (no ponto de equilíbrio):

Equilíbrio do Consumidor

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