Teoria - Monumentos Urbanos e Reestruturação das Entradas de Cuiabá - MT, Notas de estudo de Urbanismo
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TFG FINAL

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ – UNIC

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO – FAU

MONUMENTOS URBANOS E REVITALIZAÇÃO DAS ENTRADAS DE

CUIABÁ - MT

JOÃO ANTÔNIO SILVA NETO

Cuiabá

2010/2

2

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ – UNIC

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO – FAU

MONUMENTOS URBANOS E REVITALIZAÇÃO DAS ENTRADAS DE CUIABÁ-

MT

JOÃO ANTÔNIO SILVA NETO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da

Universidade de Cuiabá – UNIC, para obtenção do

grau de Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo.

Orientador: Prof. Ivo Giroto

Cuiabá

2010/2

3

JOÃO ANTÔNIO SILVA NETO

MONUMENTOS URBANOS E REVITALIZAÇÃO DAS ENTRADAS DE

CUIABÁ/MT

Trabalho Final de Graduação apresentado na Faculdade de

Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Cuiabá,

como parte dos requisitos para obtenção do título de

Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador: Ivo

Giroto.

BANCA EXAMINADORA _______________________________________________ Professor Ivo Giroto Orientador _______________________________________________ Prof. _______________________________________________ Prof. _______________________________________________ Prof. Cuiabá, _______ de ______________________________

Nota Final______________________________________

4

RESUMO

O patrimônio cultural de um povo não está somente restrito ao acervo confinado em

salas de museus, mas engloba também os elementos que compõem o espaço urbano onde,

através da apropriação citadina cotidiana, atualiza-se dentro dos contextos individuais de

compreensão e uso do espaço da cidade. As intervenções urbanísticas e arquitetônicas devem,

portanto, estabelecer um plano que valorize os elementos da cultura local, ao tempo que

constrói o espaço onde se darão novas atividades culturais espontâneas. Assim, o arquiteto e

urbanista, ao planejar intervenções no espaço urbano, deverá conhecer o patrimônio cultural

local, para, a partir do arcabouço de informações pesquisadas, projetar os lugares da cidade,

visando salvaguardar os aspectos culturais já consolidados no uso dos cidadãos.

Palavras-chave: Identidade. Revitalização. Monumento. Intervenção Urbana

5

ABSTRACT

The cultural patrimony of a population are not only restrict to the encapsulate

collections inside museums rooms, but regards also the compounds elements of the urban

space, where quotidian (daily) appropriation actualizes it thru the individualized contexts of

comprehension and uses of theses urban spaces. The urban and architectural interventions

should, howevwe, establish a plan that valorize the cultural local elements, at the same time

that builds the space where will take place new spontaneous cultural activities. That way, the

architect and the urban planner, as interventionists for the urban space (urban fabric) should

recognize the cultural local patrimony, as usual structural information for planning and

designing the city spaces, seeking to save the cultural aspects already consolidated on citizen

use.

Keywords: Identity, Revitalization, Monument, Urban Interventions.

6

LISTA DE FIGURAS

Figura 01 – Teatro Amazonas – Manaus/AM

Figura 02 – Jardim Botânico – Curitiba/PR

Figura 03 – Edifício Copan – São Paulo/SP

Figura 04 – Portão de Brandenburgo – Berlim Oriental

Figura 05 – Muralha de Ávila e Puerta del Alcazar

Figura 06 – Muro Ocidental ou Muro das Lamentações - Jerusalém

Figura 07 – Arco do Triunfo - Paris

Figura 08 – Torre Eiffel - Paris

Figura 09 – Corcovado – Rio de Janeiro

Figura 10 – Teleférico do Pão de Açúcar ou Bondinho do Pão de Açúcar – Rio de Janeiro

Figura 11 – Igreja do Rosário São Benedito – Cuiabá/MT

Figura 12 – Igreja do Bom Despacho – Cuiabá/MT

Figura 13 – Palácio da Instrução: Biblioteca Estevão de Mendonça – Cuiabá/MT

Figura 14 – Obelisco do Centro Geodésico da América do Sul – Cuiabá/MT

Figura 15 – Apresentação do grupo Flor Ribeirinha - Cuiabá/MT

Figura 16 – Cururueiros tocam viola de cocho - Cuiabá/MT

Figura 17 – Viola de Cocho - Cuiabá/MT

Figura 18 – Rasqueado Cuiabano - Cuiabá/MT

Figura 19 – Biodiversidae do Mato Grosso

Figura 20 – Pórtico de Ponta Negra – Natal/RN

Figura 21 – Pórtico dos Reis Magor – Natal/RN

Figura 22 – Mapa esquemático da cidade de Gramado

Figura 23 – Pórtico de Gramado – Entrada Via Nova Petrópolis

Figura 24 - Pórtico de Gramado – Entrada Via Taquara

Figura 25 – Gateway Arch em Saint Louis nos Estados Unidos

Figura 26 – Obelisco de Buenos Aires

Figura 27 – Grande Arco de La Dédense – França

Figura 28 – Foto Satélite dos trevos em estudo

7

Figura 29 – Foto aérea do Trevo Chapada dos Guimarães

Figura 30 – Foto in loco da rótula Norte de Chapada dos Guimarães

Figura 31 – Foto Satélite do trevo de Santo Antônio de Leverger

Figura 32 - Foto in loco da rótula Sul de Santo Antônio de Leverger

Figura 33 - Foto aérea do Trevo Tijucal

Figura 34 – Foto in loco do Trevo do Tijucal

Figura 35 – Foto aérea do Trevo do Lagarto

Figura 36 – Foto in loco do Trevo do Lagarto

8

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 9

1.1 TEMÁTICA 10

1.2 OBJETIVOS 10

1.2.1 Objetivo Geral 10

1.2.2 Objetivo Específico 10

2.0 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 INTERVENÇÕES URBANAS 11

2.2 A CIDADE E SUAS REFERÊNCIAS URBANAS 15

2.3 REFERÊNCIAS URBANAS E CULTURAIS DE MATO GROSSO 27

3.0 ESTUDO DE CASO 37

4.0 PROCEDIMENTO METODOLÓGICOS APLICADOS

4.1 PESQUISA 43

5.0 ÁREA DE ESTUDO

5.1 TREVO DE CHAPADA DOS GUIMARÃES 44

5.2 TREVO DE SANTO ANTÔNIO DO LEVERGER 46

5.3 TREVO DO TIJUCAL 48

5.4 TREVO DO LAGARTO 50

5.5 ASPECTOS CONCEITUAIS DO PROJETO

5.5.1 Conceito do Tema 53

5.5.2 Características das Atividades e do Público Alvo 53

5.6 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PROJETO 54

6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 55

7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 56

8.0 ANEXO 62

9

1. INTRODUÇÃO

O patrimônio cultural também está inscrito na malha urbana de cada localidade.

Assim, inúmeras intervenções tem buscado valorizar, quando não, resgatar e restaurar, estes

espaços e edificações que o compõem como produtos culturais do lugar. Neste sentido, busca-

se fortalecer a identidade local como produto mercadológico, agregando valor ao produto

turístico local. Assim as intervenções têm transformado as paisagens urbanas de acordo com

as demandas e características locais. Entretanto, dentro deste processo, alguns autores têm

percebido diferentes correntes de planejamento e gestão urbanas que se mostram criativas,

porem, algumas vezes desastrosas. Desse modo, buscamos na fala de alguns pesquisadores,

em variadas áreas do conhecimento, o discurso complementar a analise sobre as intervenções

nos monumentos urbanos.

Na cidade, os monumentos são os marcos do lugar, conduzem caminhos e atuam como

registros das historias do lugar. Para Peixoto (1996, p. 26) os monumentos, como mapas,

“traçam inexoravelmente o perfil da cidade”. Porem, o desenvolvimento urbano tem

implicado na transformação das paisagens urbanas e, consequentemente, das imagens da

cidade, que tem se modificado enquanto informações sobre a realidade apreendida pelos

usuários. Assim, como nos fala Peixoto (1996), as cidades se tornam opacas ao olhar. O autor

supor que a percepção do usuário é cada vez mais superficial, quantitativa e não possibilita a

compreensão sobre a completitude de informações contidas no espaço da cidade. Para Peixoto

(1996) a arte urbana contemporânea nasce desse cenário opaco, onde todos os elementos do

espaço urbano (calçadas, fachadas, muros, mobiliário urbano - bancos, mesas, brinquedos

infantis, etc.) configuram superfícies que “impedem qualquer transparência” (Peixoto, 1996,

p. 149). Conclui o autor, que a cidade deixa de ser pensada como espaço de habitação,

deixando de ser testemunho da cultura local. “A cidade contemporânea deixou de ser um

testemunho cultural, a arquitetura deixou de ser pensada como criação de um espaço de

habitação. Perdeu-se a relação entre construir e morar. Quando se muda sempre de lugar,

criam-se abrigos, não testemunhos culturais. Não existe mais lugar para as catedrais, para a

arte, na cidade. Uma irreversível tendência a desambientar os monumentos tende a

transformas as cidades atuais em desertos. As obras de arte parecem condenadas à diáspora”.

(Peixoto, 1996, p 257)

10

1.1 TEMA/TÍTULO

TEMA: Urbanismo.

TÍTULO: Monumentos Urbanos e Revitalização das Entradas de Cuiabá - MT

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 OBJETIVO GERAL

Receber os turistas e viajantes com uma entrada que marque os costumes, culturas

regionais, com estética sustentável e funcional que conduzirá de forma simples e prática os

viajantes aos seus destinos turísticos ou de serviço.

1.2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

• Modernizar e marcar as entradas rodoviárias de Cuiabá.

• Revitalizar e sinalizar as entradas, informando os pontos turísticos e de

serviços de Cuiabá.

• Criar monumento arquitetônico, que evidencie as características culturais da

capital e do Estado.

• Modificar o traçado geométrico, modernizando e satisfazendo as atuais

necessidades dos transportes rodoviários.

11

2. FUNDAMENTACÃO TEÓRICA

2.1 INTERVENÇÕES URBANAS

Sobre a desambientação dos monumentos, insere-se o discurso da intervenção

urbanística e arquitetônica. É, através da analise sobre as intervenções urbanas que a grande

maioria dos autores pesquisadores tem se referido à descontextualizarão dos monumentos, das

obras de arte e até mesmo dos usuários destes espaços. Salvaguardamos as proporções dadas a

cada cidade, monumento ou obra de arte. Valemo-nos do entendimento que o patrimônio

cultural de cada cidade tem suas características particulares, as quais devem ser preservadas e

apreendidas como elementos que representam o diferencial no planejamento e gestão de cada

localidade.

A principio algumas contextualizações e significados serão definidos, os quais serão

amplamente utilizados no decorrer do texto. Buscamos em Filho (2004) seu entendimento

sobre imaginária urbana, ampliado em dois conjuntos de elementos: o mobiliário urbano e a

arte urbana – ambos comumente compreendidos também como elementos urbanos.

Filho (2004), defende que atribuir a mesma denominação (elementos urbanos) a bancos

de praças e esculturas é, portanto, agregar maior valor ao objeto de função utilitária, enquanto

desagrega qualquer valoração estética à obra de arte. Assim, Filho (2004) determina que a

terminologia “mobiliário urbano” representa o conjunto de objetos de caráter utilitário que são

inseridos no espaço da cidade (bancos, postes, sinalização, mesas, parques infantis, etc.) e

“arte urbana” os elementos de caráter escultórico, que, a priori, não representem outra função

a não ser a estética, de embelezamento.

Seguindo a discussão levantada por Filho (2004), somos incitados a perceber mudanças

significativas no desenho do mobiliário urbano. Segundo o autor, o mobiliário urbano tem

apresentado desvio de sua função utilitária, agregando valores estéticos e/ou escultóricos,

compondo conjuntos decorativos em praças e em parques públicos. Nesse caso, evidencia-se

que pobreza estilística dos espaços urbanos, como também a falta de obras de arte

contextualizadas no espaço da cidade. Destarte, nota-se que essa valorização formal do

12

mobiliário urbano – que passa a apresentar formas mais elaboradas pode ser consequência da

ausência de obras de arte no espaço publica. De qualquer modo, ambos os elementos

(mobiliário urbano e arte urbana) buscam validar a identidade do lugar, torna-lo diferenciado

através de características especificas, sejam formas, cores e usos. Inserem-se também, neste

contexto, os monumentos urbanos, sejam conjuntos arquitetônicos ou edificações isoladas.

Para compreender a importância dos monumentos no processo de apropriação do espaço

urbano, defini-lo-emos em Filho (2004), “como todo artefato para se rememorar ou

comemorar eventos ou comportamentos (ritos), fazendo parte da vida de todas as sociedades e

contribuindo para salvaguardar a identidade” (Filho, 2004, p. 4). Mas, geralmente, como

lembra o autor, o termo monumento é mais utilizado para dar destaque a edifícios de

arquitetura singular. Os monumentos são compreendidos como registros de eventos ou

marcos na paisagem e sai parte determinante na conformação das imagens da cidade.

Para Filho (2004) a imagem da cidade é construída sobre a tensão entre o simbólico e o

funcional. Ainda, lembra o autor, que o mobiliário urbano tem sido desenhado para compor

paisagens planejadas, especificas e que muito tem se aproximado da escultura. Esta ultima

tem perdido sua imponência na paisagem transformada, passando a compor o espaço como

mero mobiliário.

Para melhor organizar a arte publica e mobiliário urbano de modo distinto, sugere-se

agrupa-los em categorias segundo a sua monumentalidade, significado, comemoração,

utilidade, qualidade ambiental, capacidade participativa – esta ultima referente às atividades

que incitam a apropriação urbana através da participação popular. A pesquisa desenvolvida

por Filho (2004) procura conduzir a critica sobre as percepções que envolvem os distintos

elementos urbanos, diferenciando a arte publica do mobiliário urbano, no conjunto de

elementos que compõem as paisagens urbanas, distinguindo-os segundo suas características.

Sua pesquisa é importante, pois propõem classificar os elementos urbanos segundo seu uso e

importância.

Dentro da discussão sobre monumentos e renovação do espaço urbano através dos

processos amplamente utilizados pelos gestores públicos – sejam, restauração, revitalização

ou requalificação, teme-se pela perda da identidade das cidades. E interessante lembrar que

identidade é a propriedade que promove a distinção entre os lugares. Contudo, a intervenção

urbanística e arquitetônica tem conduzido à estandardização dos lugares, pois os planos e

13

projetos diretores partem do mesmo conjunto de informações e exemplos de planos já

consolidados e de sucesso atestado.

Hoje, as intervenções buscam transformar as cidades, ampliando a sua capacidade de

produtividade e competitividade. Assim, as renovações acontecem mais no campo econômico

que no espaço urbano em si. Renova-se o capital, enquanto discurso da manutenção dos

espaços centras das cidades. Aqui, referimo-nos à revitalização dos “centros históricos”- ideia

bastante difundida, segundo exemplos de requalificação de espaços na malha urbana.

Arquitetos, urbanistas e planejadores devem estar aptos a identificar novas condutas de

intervenção urbana e arquitetônica, como sugere (Bonfate, 2004), pois são estes profissionais

os responsáveis pela cidade do futuro. Assim, o planejamento urbano deve ter como principio

fundamental, conhecer as paisagens urbana e humana locais, para então, a partir de pesquisas

sobre a percepção do usuário no espaço das cidades, interferir nas dinâmicas sócio espaciais

através do redesenho, redefinindo e definindo as funções urbanas, inserindo e mobilizando,

também, as populações que habitam no entorno das áreas restabelecidas.

Tem sido comum intervenções em centros urbanos que buscam configurar espaços

museógrafos, o exemplo mais difundido é o dos “centros históricos”. Nesse caso, as

transformações na malha urbana buscam validar qualidades especificas a cada elemento eleito

para representar um período, estilo ou técnica construtiva. As intervenções do tipo “centros

históricos” partem do principio da valorização de regiões em deseconomia, ou seja, centros

comerciais que perderam sua influencia com a mudança dos focos de crescimento urbano. O

processo perpassa sobre o desejo de revitalizar o capital, como fundamental para o sucesso de

toda a operação. O patrimônio revitalizado ou restaurado não sobrevivera por muito tempo

senão, também, através do sucesso econômico das atividades e serviços planejados para

operarem nos espaço reformado.

Neste processo de revitalização, a restauração dos centros das cidades é a intervenção

mais comum e amplamente utilizada para resgatar edificações de importância histórica. O

restauro é a “reconstrução da memoria de um uso, enquanto intenção de fazer reviver o

passado como fato, como dado na irreversibilidade do monumento histórico”. (Ferrara, 1988,

p. 59).

Compreendemos a importância de resgatar os monumentos construídos como registros

da evolução urbana de cada cidade. Entretanto, devemos atentar ao fato de que, estes vestígios

14

do passado, hoje se inserem numa malha urbana desenvolvida, de conformações diferentes

daquelas do período no qual a edificação fora construída. Assim, em alguns casos, percebe-se

a descontextualização das edificações restauradas, visto a diferença estilística e a

multiplicidade de uso dos espaços públicos. A obra restaurada passa a coexistir em um nicho

temporal, desconectada das relações espaciais – enquanto a malha urbana mantém sua

contínua transformação. Instigamos, aqui, a análise critica sobre intervenções no espaço da

cidade, entendendo que restaurar um edifício à sua integridade física e estilística não deve

significar obstruir esta edificação a usos e atribuições contemporâneas.

Em Ferrara (1986) buscamos o entendimento sobre o uso do espaço. Para a autora, a

arquitetura e o urbanismo produzem lugares e “o uso é um modificador do espaço urbano”

(Ferrara 1986, p. 186). Continua a autora, afirmando que “o instrumento não é saneamento,

mas o desenho capaz de sintetizar a sensibilidade de usos entre o presente e o passado, aberto

a características contextuais e dos usuários, aspectos sociais, econômicos e históricos,

admitindo usos e percepções individualizadas na imprevisibilidade das suas mutações e

contradições” (Ferrara 1986, p. 186).

Diferentes denominações têm surgido na tentativa de contextualizar as intervenções

urbanas: renovação, reestruturação, revitalização, requalificação, regeneração, entre outras.

Contudo, percebemos que, ao final do processo o principal foco de ação é a revitalização

econômica dos centros históricos urbanos – o restauro das edificações é efetivado como

instrumento desta revitalização do capital. Neste sentido, estabelece-se que: “Arquitetura

seria, toda e qualquer intervenção no meio ambiente criando novos espaços, quase sempre

com determinada intenção plástica, para atender a necessidades imediatas ou a expectativas

programadas, e caracterizadas por aquilo que chamamos de partido. Partido seria uma

consequência formal derivada de uma serie de condicionantes ou de determinantes; seria o

resultado físico da intervenção sugerida” (Lemos 1989, p 40).

Para Vaz (2004, p 5), a utilização de elementos referentes às culturas locais, e a busca

pela identidade de cada local constitui-se numa atitude projetual característica do

planejamento pós-moderno, que vem substituir o planejamento funcionalista ou moderno. A

atribuição dos elementos culturais, importantes para reconhecimento das identidades locais, é,

portanto, o resultado apreendido e não imposto através dos projetos de intervenção. Como

sugere Vaz (2004), devemos incitar a espontaneidade no uso do espaço público, propondo

desenho urbano “aberto” ou incompleto – cuja complementação acontece quando os usos são

15

estabelecidos no período posterior à intervenção. Assim, permite-se a manifestação pura da

cultura local e conhecimento da identidade da cidade.

2.2 A CIDADE E SUAS REFERÊNCIAS URBANAS

A cidade pode ser concebida como uma grande obra de arte em espaço aberto,

crescendo para diferentes direções e assumindo um aspecto multiforme e multifuncional. A

multiplicidade e diversidade da vida urbana espelham-se na organização deste tecido

urbanístico e arquitetônico e determinam a leitura de paisagens e panoramas característicos do

dinamismo de uma grande metrópole, como bem o colocou Lynch (Lynch, 19, p. 10). Argan

já colocava a cidade como obra de arte e fato artístico (Argan, 1993, p. 73).

A cidade é uma construção no espaço e este seu construir no tempo desenvolve-se à

maneira de uma teia ou encadeamento de fatos, indivíduos, objetos e funções. Se a paisagem

urbana é para ser lembrada e observada. Contemplar cidades é, assim, um exercício

particularmente agradável por mais comum que um panorama seja. (Lynch, 1980, p.10).

Cada cidade possui uma identidade, um processo de construção de significado com

base em atributo cultural (Ribeiro, 2007), geralmente expressando através de seus

monumentos urbanos, estátuas, templos, memoriais, marcos e outras formas simbólicas

grandiosas... Tornando assim uma referencia urbano, um marco histórico e cultural para cada

cidade.

Os marcos, pontos de referência considerados externos ao observador, são apenas

elementos físicos cuja escala pode ser bastante variável. (Lynch, 1997, p. 88)

O Marco coloca-se como uma manifestação artística que tem como pano de fundo e

parte essencial para sua existência a cidade, este corpo mutável, contraditório, multifacetado e

complexo. Esses dois elementos, cidade e monumento público estão inter-relacionados de

maneira que a compreensão do papel do monumento público, sua significação e a apropriação

que a população faz de sua imagem, considerando a representação do monumento como

elemento essencial de orientação, um marco para localizar-se em meio à trama urbana e um

símbolo que pode compreender uma função fundamental para os habitantes e moradores do

lugar (Lynch, 1981, p. 90-95).

16

Os monumentos como marcos se tornam mais fáceis de identificar e mais passiveis de

ser escolhidos por sua importância quando possuem uma forma clara, isto é, se contrastam

com seu plano de fundo e se existe alguma proeminência em termos de sua localização

espacial. O contraste entre figura e plano de fundo parece ser o fator principal. (Lynch, 1997,

p. 88) A cidade e os monumentos são como que pontos de conexão para uma percepção mais

ampla da cidade. Aqui devemos nos indagar sobre a arte e seu papel para a vida urbana e qual

o papel do artista que trabalha com a arte publica. Um local que representa uma serie de

lembranças, ideias, imagens que variam de individuo a individuo, mas mantem uma

característica comum de símbolo-imagem-orientação, sendo mesmo um canto de

recolhimento contemplativo em meio à agitação característica das metrópoles. Quando

analisamos o monumento e sua relação com a dinâmica da cidade, o diálogo com as

contradições coloca os monumentos abertos a dinâmica urbana (Canclini, 2006, p. 290-302).

E deixa-nos a indagação do que pode interferir na leitura do monumento ou na sua existência.

Como obras com que o poder público consagra as pessoas e acontecimentos fundadores do

Estado, eles podem em alguns casos, parecer mesmo completamente fora de sentido, dado que

são criados para registrar, marcar ou salientar determinado fato ou aspecto histórico que, ao

longo do tempo, misturam-se a novas imagens e funções, novas construções, novos panorama

do local em que está (Canclini, 2006, P 290-302), alterando totalmente a leitura da

representação. Assim, o monumento pode assumir diferentes significados ao longo do tempo,

o discurso histórico se altera, os simbolismos são ampliados, metamorfoseados e adaptados às

novas condições da cidade. Mas sempre com o objetivo de construir elementos de identidade

coletiva, valorizando o espaço público, considerando a cultura e a história de cada cidade.

Em Manaus foi construído o Teatro do Amazonas, feliz da cidade que tem como

marco um monumento/templo de cultura. Erguido com o dinheiro da exportação da seringa,

no seu período áureo, o teatro de Manaus é reconhecido como um edifício expressivo eclético

em terras brasileiras, um exemplo que marca o heroísmo cultural, toda a região, a vitória do

homem amazônico na luta em defesa da floresta na vontade do caboclo de fazer valer a sua

raça.

E por sua imponência é ponto turístico da cidade de Manaus. É o principal patrimônio

cultural arquitetônico do Amazonas. O Pano de Boca foi pintado por Crispim do Amaral e a

decoração do Salão Nobre executada pelo italiano Domenico de Angelis. Tombado como

patrimônio histórico em 28 de novembro de 1966, este prédio tem capacidade para 701

pessoas na plateia e nos andares de camarote. (Estado do Amazonas)

17

Após restauração realizada em 1990 pelo Governo do Estado, retomou seu apogeu

com a realização do Festival Amazonas de Ópera e com a apresentação em seu palco de

espetáculos clássicos e populares de dança, música e teatro de artistas locais, nacionais e

internacionais. Promove visitas guiadas e teatralizadas para turistas e comunidades, com

personagens de época revendo fatos importantes de sua história.

Figura 1: Teatro Amazonas – Manaus / AM Obtido em: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=583353 às 11:06 de 21/09/2010

Quando uma história, um sinal ou um significado vêm ligar-se a um objeto, aumenta

o seu valor enquanto marco. (Lynch, 1997, p. 90). Criado intencionalmente para valorizar e se

tornar um marco/símbolo, o Jardim Botânico em Curitiba no Estado do Paraná fica um dos

monumentos mais visitados de Curitiba pelos turistas, inaugurado em 1991. Criado à imagem

dos jardins franceses, estende seu tapete de flores aos visitantes logo na entrada.

A vegetação existente no local, um bosque formado por árvores antigas de grande

porte, foi um dos fatores responsáveis pela implantação do Jardim Botânico Municipal

Francisca Maria Garfunkel Rischibieter, fruto de acordo entre os órgãos municipais e a

iniciativa privada. (Macedo, Sakata, 2003, p. 102).

A estufa, em estrutura metálica branca e vidro, se tornou o ponto focal do conjunto.

Fontes, cascata e canteiros de flores conduzem à estufa, que de fato, é pequena. A cenarização

faz referencia aos monumentais jardins de palácios franceses, estende seu tapete de flores aos

visitantes logo na entrada, e apesar de ser discutível a excessiva preocupação com a imagem,

o Jardim Botânico foi bem aceito pela população, (Macedo, Sakata, 2003, p. 102), se tornando

parte da identidade de Curitiba. Atrás da estufa está localizado o espaço cultural Frans

Krajcberg com exposição permanente de 114 esculturas desse artista/ambientalista. (Instituto

Municipal de Turismo)

18

Figura 2: Jardim Botânico em Curitiba – PR Obtido em:Instituto Municipal de Turismo de Curitiba / PR

Projetado na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer com a colaboração de

Carlos Alberto Cerqueira Lemos, o edifício COPAN surgiu num período em que a cidade de

São Paulo apresentava uma dinâmica de transformação e crescimento espantosos (Mendonça,

1999). Com o avanço da industrialização para fora dos limites da cidade juntamente a grande

especulação imobiliária em torno do centro, verificam-se dois aspectos marcantes desta

época: Uma intensa expansão na malha urbana e o adensamento populacional com

verticalização da área central (Piccini, 1999). O Edifício é um símbolo, um marco para cidade

de São Paulo.

Convém salientar que desde a década de 30 a cidade de São Paulo ampliava seus

limites, principalmente após a implantação do plano de avenidas do prefeito Prestes Maia. A

verticalização, porem é um processo que tomou impulso nos anos 50, quando se adota o

paradigma de “verticalização americano” com a liberação do gabarito máximo nos edifícios

(Somekh in Mendonça, 1999 p. 46). Nesta época a economia paulistana se fortalecia e São

Paulo preparava-se para a condição de grande metrópole, precisando de ícones representativos

de sua grandeza. O COPAN por sua grandiosidade estrutural, programa variado e forma

arrojada, pode ser considerado um destes símbolos.

O projeto original encomendado pela Companhia Pan-americana de Hotéis

compreendida em edifício residencial de 30 andares e outro que abrigaria um hotel com 600

apartamentos. Os dois prédios deveriam ser ligados por uma marquise no térreo que teria

garagens, cinema, teatro e comercio porem apenas o edifício residencial foi construído

(Botey, 1996). Curiosamente o empreendimento, que seria uma homenagem ao IV Centenário

de São Paulo, visava explorar o setor turístico da cidade (Mendonça, 1999). Com a não

19

construção da torre do hotel, esta ideia original ficou comprometida e o interesse imobiliário

prevaleceu.

A forma sinuosa em forma de “S” do COPAN quebrando ângulos retos do centro da

capital paulista está sempre evidente no horizonte de quem passa pelas principais vias da

cidade, tem a marca de seu criador. O gosto pela linha curva é uma das principais

características da obra de Oscar Niemeyer que escreveu: “não é o ângulo reto que me atrai,

nem a linha reta, dura, inflexível... o que me atrai é uma curva livre e sensual...” (Niemeyer,

1998). O brise soleil utilizado serve, além de proteção solar, para enfatizar a fachada

ondulada. Este recurso já tinha sido usado por Niemeyer antes no edifício Montreal, também

na cidade de São Paulo (Valle, 2000).

Ribeiro (2009), o prédio tem a maior estrutura de concreto armado do país, com 115

metros de altura, repartidos em 32 andares e 120 mil m² de área construída. É dividido em seis

blocos, com um total de 1.160 apartamentos de dimensões variadas, numa estimativa de 5 mil

residentes e mais 70 estabelecimentos comerciais.

Figura 3: Edifício Copan São Paulo / SP http://picses.eu/keyword/edificio%20copan/ às 12:09 de 21/09/2010

Segundo Lynch, tanto os limites quanto as vias exigem certa continuidade formal ao

longo de toda a sua extensão. O limite de um bairro comercial, por exemplo, pode ser um

conceito importante, mas ao mesmo tempo difícil de descobrir in loco, por não ter qualquer

continuidade formal identificável. O limite também adquire força se for lateralmente visível a

alguma distância, se assinalar um claro gradiente das características de uma área e se ligar

claramente duas regiões limítrofes. Assim, a abrupta interrupção de uma cidade medieval em

sua muralha, as fachadas dos arranha-céus do Central Park e a clara transição água-terra numa

região costeira constituem poderosas impressões visuais quando duas regiões fortemente

contrastantes ficam em estreita justaposição e seu ponto de confluência é visível por inteiro, a

20

atenção visual se concentra com grande facilidade. O Portão de Brandenburgo em Berlim na

Alemanha é um exemplo de limite para a sua cidade, após a 2a Guerra Mundial, o Portão de

Brandenburgo, situado em Berlim Oriental, ao longo da linha divisória entre os setores

soviético e inglês, tornou-se símbolo de uma nação dividida. Em 1956, o governo de Berlim

Oriental decidiu restaurar o pórtico e a estátua, a Quadriga. No entanto, o molde da estátua

pertencia ao governo de Berlim Ocidental, que doou uma nova versão da estátua, sem a Cruz

de Ferro. Quando a fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental foi fechada em 1961, o Portão

de Brandenburgo foi o primeiro ponto a ser trancado; daí por diante tornou-se parte do Muro

de Berlim. Quando o Muro de Berlim caiu e a Alemanha foi reunificada, a praça em frente ao

portão foi o cenário de comemorações, o que, infelizmente, resultou em danos à Quadriga.

Foram feitos reparos à estátua, e em 1992 ela foi colocada novamente em seu lugar, com a

Cruz de Ferro de volta no bastão da Vitória.

O monumento possui 13 metros de altura, foi desenhado por Carl Gotthard

Langhans, baseado no Propileu da Ácropole de Atenas, e foi inaugurado em 1791, pelo rei

Frederico Guilherme II da Prússia. Gottfried Schadow criou uma escultura de cobre, a

Quadriga, representando Irene, a deusa da Paz, em sua briga da vitória, puxada por quatro

cavalos, que se encontra no topo deste majestoso portão. A estátua e o portão tornaram-se

símbolo de orgulho nacional.

Figura 4: Portão de Brandenburgo em Berlim na Alemanha Obtido em:

http://www.flickr.com/photos/felipepaiva/2813615129/ em 27/09/2010 às 17:13

Em 1100 a muralha de Ávila estava construída com mais de 2.000 metros de

perímetro, de forma retangular e com 88 torres de planta semicircular. É o monumento

completamente iluminado maior do mundo. A muralha, atualmente, tem 2516 metros de

perímetro, 2500 ameias, 87 torreões e nove portas, chamadas coloquialmente de arcos.

21

O temor a futuros ataques fez com que a muralha se construísse em um tempo

recorde para a época. Durante nove, anos mais de 1900 pessoas trabalharam nela. Em sua

maioria eram muçulmanos cativos. Por isso as muralhas são de estilo românico, mas com

claros traços árabes. (Universia, 2003)

A cidade de Ávila está situada sobre uma colina, aos pés da serra de Guadarrama, a

1.127m sobre o nível do mar, sendo a de maior altitude da Espanha. Atualmente Ávila possui

cerca de 50.000 habitantes, tendo sido declarada Patrimônio da Humanidade em 1985.

(Unesco)

Figura 5: Muralha de Ávila e Puerta del Alcazar, situada ao sul a Plaza Mayor Obtido em: http://br.olhares.com/ruas_de_avila_foto720747.html às 9:59 de 21/09/2010

O muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações localizado em

Jerusalém, é o lugar mais sagrado e venerado pelo povo judeu por tratar-se da única relíquia

do último templo. O Muro Ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes construiu

no ano 20 a.C., em redor do segundo Grande Templo. No ano 70, quando da destruição da

cidade por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra,

a fim de mostrar, às gerações futuras, a grandeza dos soldados romanos que foram capazes

de destruir o resto da edificação. (Unesco)

Durante o período romano não era permitida, aos judeus, a entrada em Jerusalém.

Entretanto, durante o período bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no

aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de seu povo e choravam sobre as

ruínas do Templo. Daí o nome: Muro das Lamentações. O costume de orar junto ao Muro

continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e 1967 o acesso ao Muro foi

novamente proibido aos judeus, já que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade

22

dividida. Depois da Guerra dos Seis Dias, o Muro das Lamentações converteu-se em um

lugar de jubilo nacional e de culto religioso. (http://israel.chai.tripod.com/id6.html)

Figura 6: Muro Ocidental ou Muro das Lamentações - Jerusalém Obtido em: http://www.jerusalemshots.com/cat_en57.html às 10:38 de 21/09/2010

Os diferentes ambientes transformados pelo homem são expressões de diferentes

povos que usam seus sentidos conforme sua própria triagem e filtragem de dados sensoriais,

pois cada povo habita um mundo sensorial diferente e capta a realidade de acordo com sua

cultura (Hall, 2005, p. 03). Os filtros sensoriais determinados por uma cultura são totalmente

diferentes da experiência percebida através de outro conjunto, o que nos coloca frente a

diversas possibilidades de interpretação da cidade e seus panoramas ou diferentes modelos

perceptivos segundo o padrão cultural ou historia pessoal de cada um (Hall, 2005, P. 03). A

cidade em sua especificidade real ou ideal é um espaço fundamental que deve ser colocado

para uma interpretação totalizante do esquema urbano que compreenda um monumento

captado como símbolo e reinterpretado em sua dimensão simbólica e ideal, mas também em

sua concretude e fundamental e relação espacial com o espaço que o envolve e estabelecendo

interconexões com o local, a cidade, o observador e a população que vive e recebe este lugar

como um “ninho” (Bachelard, 1993, p. 103-116), como um local de acolhimento, de

introspecção. Um monumento pode ser uma importante parte do conjunto caótico de uma

cidade, colocando-se como uma referencia imagética e concreta para os seus habitantes. Nos

monumentos estão inscritos as representações que os homens fazem da história e da geografia

e, portanto é parte da complexa e variável temporalidade e espacialidade que caracterizam a

ação humana.

23

O Arco do Triunfo, a Torre Eiffel e o Obelisco de Buenos Aires, são monumentos de

referencia mundial urbana humana, são símbolos projetados e construídos pela ação humana.

O Arco do Triunfo éo marco das conquistas do exército de Napoleão Bonaparte, o

Arco do Triunfo é uma das preciosidades arquitetônicas e históricas mais visitadas do mundo.

No coração de Paris, ele é ponto de partida das cerimônias mais importantes que ocorrem na

França.

Empolgado após uma esmagadora vitória, o imperador francês

Napoleão Bonaparte (1769-1821) prometeu: “vocês voltarão sob arcos

triunfais”. Essa frase, dita por Napoleão aos seus soldados em 1805, foi a chave

para a construção de um dos cartões-postais de Paris.

Napoleão proferiu essas palavras logo depois da vitória do exército da

França sobre as tropas aliadas de Rússia e Áustria. Ainda que motivada por

razões não muito nobres, e com um ligeiro atraso, a promessa foi cumprida: a

primeira pedra do Arco do Triunfo foi colocada em 15 de agosto de 1806, mas

problemas com o projeto do arquiteto encarregado, Jean Chalgrin, fizeram

com que a obra terminasse apenas em 1836, depois de 15 anos da morte do

imperador.

Com 50m de altura o Arco do Triunfo, cujo projeto foi inspirado em

arcos da Roma Antiga, localiza-se no topo da Champs-Elysées, uma das

avenidas mais bonitas e glamorosas do mundo.

Em seu interior, maquetes, documentos e desenhos de sua construção

estão guardados em um museu. No topo do arco há um terraço, de onde se

obtém uma vista mais do que privilegiada de Paris. Abaixo do Arco encontra-se

o Túmulo do Soldado Desconhecido, um símbolo para homenagear as pessoas

que são mortas em uma guerra. Os relevos espalhados pelo Arco são de incrível

habilidade artística e captam fatos das vitórias francesas em guerras. (Obtido

em: http://www.portaldointercambio.com.br).

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Figura 7: Arco do Triunfo – Paris Obtido em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/franca/arco-do-

triunfo.php

Outra referencia urbana humana é a torre Eiffel. “Se você não subiu na Torre Eiffel,

você não foi à Paris...” (Yoko Nakamura, 2002). O marco mais famoso de Paris, com 300m de

altura, foi construído por Gustave Eiffel para a Exposição Mundial de 1889, centenário da

Revolução Francesa. A Torre Eiffel de Paris é hoje o monumento mais visitado do mundo, é a

identidade dos parisienses. A "Dama de Ferro", como a chamam os parisienses, recebe

anualmente a visita de mais de seis milhões de turistas, que fazem longas filas durante todo o

ano para subir aos seus três pisos, que abrigam o elegante restaurante Jules Verne, um cinema

que relata a história de sua construção e um pequeno museu de cera, onde figura seu criador, o

engenheiro francês Gustave Eiffel, instalado em seu escritório estudando seus planos. (Obtido

em: http://www.revistaturismo.com.br/passeios/eiffel.htm).

Figura 8: Torre Eiffel – Paris Obtido em: http://josedahistoria.blogspot.com/2009/11/torre-eiffel-uma- maravilha-nao.html às 13:07 de 20/09/2010.

25

A análise geográfica dos monumentos pode estar centrada em dois focos principais,

identidade e poder. Ambos manifestam-se de diferentes maneiras, entre elas nos monumentos.

Por meio da necessária espacialidade que os monumentos têm, implicando em localizações

fixas e dotadas de longa permanência, os monumentos são poderosos meios de comunicar

valores, crenças e utopias e afirmar o poder daqueles que os construíram Dotados de alcance

espacial limitado face aos modernos meios eletrônicos de comunicação que instantânea e

simultaneamente produzem imagens impregnadas de intenções, no entanto, os monumentos

tem um papel fundamental na criação e permanência de determinadas paisagens urbanas,

impregnando lugares de valor estético e simbólico. As paisagens e os lugares são parte da

espacialidade dos monumentos. Assim, o Corcovado (Estatua do Cristo Redentor) e o

Bondinho do Pão do Açúcar, ambas no Rio de Janeiro são um exemplos claro de um cenário

natural proporciona uma vista exuberante, tornando-as um monumento urbano natural e para

aproveitar e preservar essa beleza da natureza o Homem acrescentou a sua identidade,

agregando sua cultura aos monumentos esculpidos pela própria natureza, impregnando-os de

valor estético e simbólico. Sendo um Monumento Natural que é “uma ocorrência natural

contendo um ou mais aspecto que, pela sua singularidade, raridade ou representatividade em

termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção

da sua integridade. (ICNB)

No século XVII o monte é rebatizado de Corcovado, devido a sua

forma que lembraria uma corcunda (corcova). Em 1824, dois anos após a

independência do Brasil, Dom Pedro I lidera uma expedição ao topo do

Corcovado, abrindo um caminho para o cume.

Em 1859, 35 anos mais tarde, o padre Pedro Maria Boss sugere à

Princesa Isabel que seja construído um monumento religioso no alto do

Corcovado. Em 1882 Dom Pedro II autoriza a construção da Estrada de Ferro

do Corcovado, que começa a funcionar em 1884 no trecho Cosme Velho

Paineiras.

Um ano mais tarde é inaugurado o trecho final da estrada de ferro,

ligando as Paineiras ao topo do morro. A extensão total da ferrovia é de 3800

metros. Somente em 1921 é retomada a ideia do Padre Maria Boss de construir

um monumento religioso, na ocasião para comemorar-se o centenário da

independência do Brasil.

A pedra fundamental da construção é lançada em 4 de Abril de 1922.

Em 1923 é realizado um concurso para a escolha do monumento a ser

construído e o projeto vencedor é do engenheiro Heitor da Silva Costa.

Finalmente, em 1931 é inaugurada oficialmente a Estátua do Cristo Redentor.

O desenho da estátua é de Carlos Oswald e a execução do escultor francês Paul

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Maximilian Landowski. As escadas rolantes e os elevadores são de 2003. Em

2007 o Cristo Redentor foi declarado uma das sete Maravilhas do Mundo.

(Obtido em: http://www.corcovado-rio.com/historia.htm)

A inauguração em 1912 de um caminho aéreo no Rio de Janeiro, o Teleférico do Pão

do Açúcar, incluía no mapa turístico do Brasil empreendimento que se tornaria mundialmente

famoso - O Bondinho do Pão de Açúcar. Sendo o primeiro teleférico instalado no Brasil e o

terceiro no mundo, alavancando o desenvolvimento do turismo nacional. Hoje, a visão dos

bondinhos, no seu constante vaivém, está incorporada à paisagem carioca. Foi criado com o

objetivo de proporcionar divertimento para milhares de pessoas, aproveitando o local

privilegiado pela beleza panorâmica. Circundado por uma vegetação característica do clima

tropical, especificamente um resquício de Mata Atlântica com espécies nativas.

Marca registrada da cidade do Rio de Janeiro, o morro do Pão de Açúcar é uma

montanha despida de vegetação em sua quase totalidade. É um bloco único de uma rocha

proveniente do granito, que sofreu alteração por pressão e temperatura e possui idade superior

a 600 milhões de anos.

Figura 9: Corcovado no Rio de Janeiro - Estátua do Cristo Redentor. Obtido em: http://wallpaperstock.net/view-from-corcovado_wallpapers_9372_1600x1200_1.html 18/09/2010 às 18:31.

27

Figura 10: Teleférico do Pão do Açúcar ou Bondinho do Pão de Açúcar localizado no Rio de Janeiro / RJ Obtido em: http://www.bondinho.com.br em 27/09/2010 às 12:37

2.3 REFERÊNCIAS URBANAS DE MATO GROSSO

Entende-se por patrimônio cultural toda a produção humana, de ordem emocional,

intelectual, material e imaterial, independente de sua origem, época natureza ou aspecto

formal, que propicie o conhecimento e a consciência do homem sobre si mesmo e sobre o

mundo que o rodeia. (Rocha, 2006). Esse conceito se conjuga com o próprio conceito de

cultura, entendida como um sistema interdependente e ordenado de atividades humanas na sua

dinâmica, em que não se separam as condições do meio ambiente daquelas do fazer do

homem; em que não se deve privilegiar o produto – habitação, templo, artefato, dança, canto,

palavra – em detrimento das condições históricas, socioeconômicas, étnicas e ecológicas em

que tal produto se encontra inserido.

As leis e decretos sobre o patrimônio cultural de um país, de um estado ou de um

município tem por objetivos desenvolver mecanismos e instrumentos de gestão voltados para

a preservação destes bens culturais. Entende-se por bem cultural todo bem material ou

imaterial, significativo como produto e testemunho de tradição artística e/ou histórica, ou

como manifestação da dinâmica cultural de um povo ou de uma região. (Rocha, 2006)

A formação do estado de Mato Grosso foi marcada pela integração dos povos

indígenas aqui existentes com os europeus colonizadores e mais tarde, já no final do século

XX, pelos migrantes oriundos de diversos pontos do Brasil. Isso possibilitou uma identidade

28

cultural bastante rica e que pode ser verificada em Cuiabá e outras cidade centenárias como

Cáceres, Diamantino, Poconé, Vila Bela da Santíssima Trindade.

A politica patrimonial mato-grossense segue a linha de atuação determinada

nacionalmente. Assim, o IPHAN-MT (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional),

seccional de Mato Grosso, procura preservar, em âmbito federal, os monumentos

arquitetônicos como igrejas, residências, fazendas, usinas, estátuas, sítios arqueológicos e

marcos que possuem uma significação no universo cultural das populações regionais. Alguns

bens mato-grossenses tombados estão citados logo a seguir.

A Igreja São Benedito representou originalmente o universo cultural dos homens

pobres e escravos de Cuiabá, pois foi construída por negros, ainda nos primórdios das Minas

de Cuiabá, aproximadamente no de 1730, servindo, desde aquele período, para a expressão

religiosa das camadas excluídas. A Igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá,

tendo sido construída em arquitetura de terra, próximo às águas do córrego da Prainha, em

cujas águas Miguel Sutil descobriram as minas de ouro que impulsionaram a colonização da

região. (Ferreira, 2005) Nessa Igreja foi constituída, desde o século XVIII, uma irmandade

religiosa, a Irmandade de São Benedito, santo negro que é cultuado, até hoje, em intensa festa,

com a duração de semanas. A participação dos homens pobres nessa festividade revela a

preservação de um espaço cultural importante frente à pluridade de culturas e valores que

compõem a sociedade mato-grossense. (Siqueira, 2002, p. 265)

Figura 11: Igreja do Rosário São Benedito Obtido em: Studio Lisboa de Santa Catarina – Fotografo Jurandir Lisboa

A Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho é uma igreja com características

neogóticas, localizada no município brasileiro de Cuiabá, estado de Mato Grosso. A igreja,

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dedicada a Nossa Senhora do Bom Despacho, está localizada no alto do Morro do Seminário,

ao lado do Seminário da Conceição. (Siqueira, 2002, p. 266)

Uma igreja dedicada a Nossa Senhora foi uma das primeiras a serem

levantadas em Cuiabá, neste mesmo local, ainda no século XVIII. A construção

atual, entretanto, data de 1918, iniciada durante a presidência estadual de Dom

Francisco de Aquino Correia, que também era arcebispo de Cuiabá na época.

Tombada estadualmente em 1977, passou por processo de reforma

recentemente, tendo sido reaberta em 2004. Todo o trabalho de restauro durou

um ano. O interior da igreja impressiona, com luminárias novas, todo o telhado

de madeira trocado, revestimentos das paredes revitalizados e com a cor palha.

(Obtido em: Secretaria de Estado de Comunicação Social - SECOM/MT)

Figura 12: Igreja do Bom Despacho Obtido em: Studio Lisboa de Santa Catarina – Fotografo Jurandir Lisboa

O Palácio da Instrução: Biblioteca Estevão de Mendonça foi inaugurada em 15 de

agosto de 1914. A construção do prédio obedece a arquitetura da época, com alicerces em

pedra canga e cristal, paredes de adobes, com larguras que se aproximam aos 80 centímetros.

(Cultura) O Palácio da Instrução cumpriu sua função de educandário por 57 anos, abrigando

as escolas Liceu Cuiabano, Normal, Modelo Barão de Melgaço e o Museu de História

Nacional e Antropologia. Funcionou também no local o Arquivo Público e a extinta

Secretaria de Interior e Justiça e Fundação Cultural de Mato Grosso, entre outros órgãos.

A Biblioteca Pública Estadual Estevão Mendonça foi criada para apoiar o ensino e

conservar as tradições históricas do Estado e ao longo do tempo foi progredindo e se

adaptando ao crescimento da cidade e do seu acervo. Instalada nas dependências do Palácio,

o acervo da Biblioteca é dividido nas salas de acordo com os temas. Atualmente a Biblioteca

30

Pública conta com um acervo de cerca de 40 mil livros. São obras técnicas, clássicas,

didáticas, escolares e profissionalizantes. Além dos acervos, a biblioteca possui salas com

oficinas, que são abertas para o público em geral. (Siqueira, 2002, p. 263)

Sala Literatura Mato-grossense: é para quem está visitando Mato Grosso e busca

muito mais do que belas paisagens, esse é o lugar ideal para conhecer mais sobre a história,

geografia e literatura do Estado. Também há ilustrações da Cuiabá antiga, livros ricos em

fotos da fauna e flora local, revistas, recortes, folhetos e documentos da história mato-

grossense. (Siqueira, 2002, p. 264)

Figura 13: Palácio da Instrução: Biblioteca Estevão de MendonçaObtido em: http://cafehistoria.ning.com/photo/cuiaba-1913-palacio-da?xg_source=activity às 17:24 de 20/09/2010.

O Obelisco do Centro Geodésico da América do Sul - Em 1909 a Comissão Rondon,

pelos cálculos matemáticos de Mal. Rondon, coordenadas geográficas, e pela astronomia dos

estudos do tenente astrônomo Renato Barboza Rodrigues Pereira, que integrava a referida

Comissão, foi encontrado o Centro Geodésico da América do Sul. O Centro Geodésico da

América do Sul foi localizado no coração de Cuiabá, no antigo Campo D'Ourique, hoje Praça

Moreira Cabral, endereço da sede atual da Câmara Municipal de Cuiabá, antigo endereço da

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.(Memória, 2008)

Surgiram vários questionamentos sobre a possibilidade de erros de cálculos

realizados por Mal. Rondon, para por fim a discussão os cálculos foram refeitos pelo Exército

Brasileiro e em 1975 foram reconhecia pela Diretoria do Serviço Geográfico do Ministério do

Exército que os cálculos de Mal. Marechal Rondon o Desbravador, mais uma vez teve seu

trabalho reconhecido como exato e sério.

31

No projeto do edifício sede da Assembleia já constava a construção do

obelisco para valorizar o pequeno marco construído em 1909, que marcava o

centro Geodésico da América do Sul deduzido pelos cálculos da Comissão

Rondon. Dessa feita, a Praça Moreira Cabral ostenta hoje dois Marcos:

O 1° Marco foi construído no ano de 1909, pelo Artesão Júlio Caetano,

por ordem da Comissão Rondon. O 2° Marco, um obelisco com o formato de

uma estrela de 4 pontas, revestido em mármore branco, com altura total de

aproximadamente de 20 metros, já inclusos 4 pilastras de sustentação com 2,52

metros de altura, que têm ao seu centro o 1° Marco, preservado e protegido em

sua integralidade por uma proteção de vidro, fixada entre essas pilastras. Os

autores do projeto são os Senhores: engenheiro Cássio Veiga de Sá e arquiteto

Dirceu da Costa Soares.

O Obelisco, símbolo do Centro Geodésico, foi recentemente eleito o

símbolo turístico de Cuiabá, no evento foi afirmado que o "Ícone do Centro

Geodésico da América do Sul foi muito bem escolhido pela população para ser

o símbolo Turístico de nossa Capital, pois ele é único, casarões, igrejas, rios, se

têm em todo mundo, mas o Centro Geodésico da América do Sul é aqui em

Cuiabá".

O Marco é o resultado de um trabalho árduo, do desbravador que foi

Rondon, é o símbolo que perpetuou suas conquistas. Tendo sido eleito como

símbolo turístico de Cuiabá, se faz também um reconhecimento a esse trabalho

ao mesmo tempo em que se homenageiam todos os desbravadores de todos os

tempos que fizeram de Mato Grosso este grande e próspero Estado. (Rocha,

Carvalho, 2007)

Figura 14: Obelisco de 20m de altura do Centro Geodésico da América do Sul Obtido em: http://www.turismocuiaba.com.br/novosite/ às 17:46 de 20/09/2010

32

Das manifestações da região mato-grossense são mais conhecidas as danças do Siriri,

do Cururú e Rasqueado. Depois de um longo tempo guardado apenas em suas comunidades,

nos campos e nos quintais das cidades, o Cururu e o Siriri ganharam o respeito de legitima

Cultura Popular Mato-grossense. Com o advento de eventos de caráter turístico e a criação e

consolidação do Festival de Cururu e Siriri, cantadores e dançantes passaram a se apresentar

para plateias em espetáculos, agregando famílias, fazendo os jovens terem orgulhos das coisas

de suas origens. (Rocha, Carvalho, 2007)

O siriri é uma das danças mais populares do folclore mato-grossense. Praticada na

cidade e na zona rural, tem presença indispensável em festas, batizados, casamentos e festejos

religiosos. É uma dança que lembra celebrações indígenas. Dançado por homens, mulheres e

até crianças, numa coreografia bastante variada e sem uma interpretação definida, acontece

em sala de casas, varandas ou mesmo terreiros. (Bouissou, 1978)

Segundo Siqueira, a música é simples, falando de coisas da vida, desde o nascimento,

família e a presença de amigos. Os tocadores são também os cantadores e quem dança

também faz o coro. As vozes são estridentes, entoam tristeza e nostalgia nas melodias tristes,

e alegria e descontração nas canções de festejo. Torna-se irresistível para quem vê; logo quer

entrar na dança, que transmite respeito à vida e o culto à amizade.

Ainda é desconhecida a origem do nome; há duas versões: uma de ser originado de

uma palavra portuguesa e outra do nome de um cupim de asas que tem o mesmo nome e o

voo parecido com os passos da dança. (Ferreira, 2005)

Figura 15: Apresentação do grupo Flor Ribeirinha, um dos mais tradicionais de Cuiabá, na 7ª edição do Festival Cururu Siriri Obtido em: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2008/09/04/ult4466u393.jhtm às 19:34 de 20/09/2010.

33

O Cururu é um canto primordial do folclore mato-grossense. A cantoria do cururu

se classifica em sacra e profana. A sacra, também chamada de função ou porfia, tem função

religiosa e foi criada por fiéis. Geralmente acontece após as orações aos santos de devoção

popular, na casa de amigos ou comunidade da igreja, e tem o objetivo de louvar ou

homenagear aquele determinado santo. A profana é aquela acompanhada pelos desafios e

versos dos trovadores, por trovas de amor, declarações e desabafos ou desafio a alguém que

roubou uma mulher amada e uma variada coreografia totalmente masculina. (Siqueira, 2002)

Segundo Ferreira, os cururueiros fazem roda caminhando no sentido horário, inicia a

dança com passo simples de pé esquerdo, pé direito, e vice-versa. “Fazem frô”, floreiam à

vontade, que é o movimento de ajoelhar-se até dar rodopios completos, ou seja, embelezar a

dança. (Ferreira, 2005)

Os instrumentos da cantoria são viola-de-cocho e um ganzá ou cracachá. A festança,

onde estão presentes cururu e siriri, duram toda noite, até os primeiros raios de sol. Os foliões

se divertem, expressando essa pura riqueza cultural. (Rocha, Carvalho, 2007)

Figura 16: Cururueiros tocam viola de cocho vestidos de forma elegante; na roda de cururu não entram mulheres Obtido em: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2008/09/04/ult4466u393.jhtm às 19:34 de 20/09/2010.

A Viola-de–cocho recebe esse nome do ribeirinho, legítimo habitante da região

pantaneira, por ter a sua caixa de ressonância escavada a semelhança do cocho, objeto que

serve para se colocar sal para o gado, o qual como a Viola-de-Cocho, também é feito de

madeira escavada. A Viola-de-Cocho é um instrumento musical esculpido de uma peça de

madeira inteiriça e como as outras violas, possui tampo, cavalete, espelho, rastilho e

cravelhas, podendo ter ou não um pequeno furo circular no tampo, que é a parte que recobre a

caixa de ressonância escavada na madeira. (Ferreira, 2005). O cientista alemão Karl Von Den

34

Steinen foi o primeiro estudioso a registrar a existência da Viola-de-Cocho, ainda no século

XIX. No ano de 2004, a Viola-de-Cocho foi tombada como patrimônio histórico do Brasil.

Figura 17: Viola de Cocho Obtido em: http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=paisagem1`às 18:13 de 20/09/2010

A definição de rasqueado, segundo o dicionário, é: “arrastar as unhas ou um só

polegar sobre as cordas sem as pontear.” Em Mato Grosso, o Rasqueado Cuiabano traz em

sua história o final da Guerra do Paraguai quando prisioneiros e refugiados não retornaram ao

seu país, integrando-se com as populações ribeirinhas, especialmente da margem direita do rio

Cuiabá, onde hoje está a cidade de Várzea Grande. (Rocha, Carvalho, 2007)

Para Siqueira esta integração influenciou costumes, linguajar e principalmente

danças folclóricas, como por exemplo, a polca paraguaia e o siriri mato-grossense. Da fusão

das duas nasceu o pré-rasqueado, que se limitou aos acordes do siriri e cururu, devido ao seu

desenvolvimento na viola-de-cocho, recebendo outros nomes como liso, crespo, rebuça-e-

tchuça, para mais tarde participar de festas juninas, carnaval ou qualquer manifestação dos

ribeirinhos.

Com a proclamação da república os senhores de classe, precisando se aproximar do

povo ribeirinho, tornou o rasqueado um ritmo popular e de gosto geral, levando-o para praças

e mais tarde para os salões de festa. Ainda foi discriminado nos saraus e rodas de poesia dos

intelectuais, até que a juventude dos anos 20 e 30 trouxeram para esses ambientes. (Ferreira,

2005)

35

Figura 18: Rasqueado Cuiabano Obtido em: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2008/09/04/ult4466u393.jhtm às 19:44 de 20/09/2010.

A agropecuária, apesar de corresponder a 28,1% das riquezas do estado, é a principal

atividade econômica, pois o setor de serviços, que contribui com 55,5%, está diretamente

ligado a ela. A comercialização de produtos e a instalação de hotéis e restaurantes, entre

outros segmentos do setor de serviços, são alavancadas pelo desenvolvimento agropecuário,

que também deu origem a novos municípios no estado. (Cerqueira, 2002)

Segundo dado informado pela FAMATO (Federação da Agricultura e Pecuária do

Estado de Mato Grosso), entre os principais cultivos estão o da soja, algodão, cereais,

leguminosas e oleaginosas. O estado é o maior produtor nacional de algodão, abrigando 20

municípios dos 35 maiores produtores do Brasil. Também é responsável por produzir cerca de

20% de soja nacional. Mato Grosso é um dos maiores rebanhos bovino do país, com destaque

para o gado de corte.

O setor industrial, por sua vez, se concentra na capital, Cuiabá, e contribui com

apenas 16,4% para o PIB estadual. Entretanto, ele está em expansão, sobretudo os segmentos

alimentícios, frigoríficos, construção civil, cerâmica, couro-calçadista, celulose e papel,

eletrônica, farmacêutica, madeireira, mecânica e metalúrgica.

O turismo é promovido, principalmente, no Parque Nacional da Chapada dos

Guimaraes e no Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense. Esses dois locais possuem

belas paisagens naturais, fato que atrai milhares de visitantes e impulsiona o ecoturismo no

Estado. (Cerqueira, 2002)

Segundo Cunha, poucos países do mundo têm a condição extraordinária de Mato

Grosso, que abriga em seu território três dos mais ricos ecossistemas do globo, que são o

Pantanal, o Cerrado e a Amazônia. Graças às belezas naturais o turismo ecológico, tem se

desenvolvido muito no estado, principalmente no Pantanal, Chapada dos Guimarães e

Araguaia. Maior planície alagável do mundo, o Pantanal é um santuário ecológico que abriga

a maior variedade de animais selvagens tropicais. Pode-se chegar ao Parque Nacional do

Pantanal de barco ou avião. A Chapada do Guimarães apresenta imensas formações rochosas,

36

inúmeras cachoeiras, mirantes, recantos. O estado é um do principal destinos dos amantes da

pesca esportiva, devido ao grande número de rios das Bacias do Prata e Amazônica. O

Festival Internacional de Pesca de Cáceres é o maior festival de pesca de água doce do

mundo, registrado no Guiness Book, e tornou-se referência nacional para a modalidade.

Outras cidades bastante procuradas para a pesca esportiva são Alta Floresta, Barão de

Melgaço, Barra do Garças e Poconé.

Devido às características geográficas do estado, o esporte radical começa a se

desenvolver rapidamente. Esportes com rafting e rapel podem ser praticados em diversos

locais do estado. Os destinos mais frequentes para esportes radicais são Jaciara,

Rondonópolis, Tangará da Serra, Nova Olímpia e Araguaia. (CUNHA, 2002)

Figura 19: Biodiversidade do Mato Grosso Obtido em: http://www.coisasdematogrosso.com.br em

29/09/10 às 10:16

37

3.0 ESTUDO DE CASO

O Arco do Sol é um monumento da cidade de Natal, capital do estado do Rio Grande

do Norte. Está situado próximo à interseção da Avenida Engenheiro Roberto Freire, a Estrada

de Ponta Negra, com a Via Costeira e foi baseado em um projeto arquitetônico feito por

Felipe Bezerra e Flávio Góis, sendo basicamente um monumento iluminado e ondulado feito

em aço no qual é apoiado também por outro monumento ondulado menor.(Souza, Itamar)

O monumento simboliza o "Encontro dos Raios Solares com as Ondas do Mar - o Sol

e o Mar" — características pelas quais a cidade é conhecida pelos visitantes e turistas.

O monumento possui um vão livre de 20m sobre a Estrada de Ponta Negra e foi

construído em estrutura metálica com materiais futuristas muito resistentes e de fácil

manutenção. Sua parte principal é revestida com chapas de alumínio na cor prata e o pilar

principal de sustentação é de aço pintado na cor dourado e tem cabos de aço segurando toda a

estrutura. Sua altura máxima é de 7,60 m e a mínima é de 3,65 m. (Souza, Itamar)

Figura 20: Pórtico de Ponta Negra – Natal / RN Endereço: Av. Eng. Roberto Freire, na entrada de Ponta Negra Obtido em: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=823568&page=3 em 01/09/2010 às 11h15min

O pórtico do Reis Magos é o responsavel pelas boas-vindas a quem chega à cidade

de Natal, foi construido às margens da BR 101. É basicamente uma estrela cadente feita em

aço de cor cinza que à noite fica iluminada cortando de um lado a outra a BR e, abaixo dela,

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uma estátua dos Três Reis Magos também iluminada. É comum ver vários turistas tirarem

fotos próximos ao pórtico. É a maior obra desse tipo no Brasil.

Figura 21: Pórtico dos Reis Magos – Natal / RN Endereço: BR 101, Km. 8, na entrada da Cidade de Natal/RN Obtido em: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=823568&page=3 em 01/09/2010 às 11h33min.

A seguir o mapa esquemático da cidade de Gramado com a localização dos

Pórticos de entrada, 1) Pórtico de Gramado (Entrada Via Nova Petrópolis) 2) Pórtico de

Gramado (Entrada Via Taquara).

Figura 22: Mapa esquemático da cidade de Gramado. 1) Pórtico de Gramado (Entrada Via Nova Petrópolis) 2) Pórtico de Gramado (Entrada Via Taquara) http://www.gramadotur.com.br às 8:51 de 21/09/2010.

Localizado na entrada de Gramado, sua construção é em estilo bávaro, visando dar

boas vindas aos visitantes. Utilizado como Posto de Informações e também conhecido

popularmente como Pórtico velho, situa-se na entrada da cidade pela Vila Nova Petrópolis.

Foi inaugurado em 6 de janeiro de 1973, além de ser uma bela construção, possui jardins bem

cuidados e floridos, encantando os visitantes que sempre procuram, através da fotografia,

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obter uma lembrança de Gramado. (Fonte: http://www.a-brasil.com/gramado/index.htm).

Figura 23: Pórtico de Gramado (Entrada Nova Petrópolis) Endereço: RS, 235 Fone: (54) 3286.2803. Horário de funcionamento: Terça a Domingo - 9h às 16h Obtida em: http://www.flickr.com/photos/ joaofarias/553956672/in/photostream/ às 12h28min 01/09/2010

Localizado na entrada da cidade pela via Taquara, também conhecido como Pórtico

Novo, em estilo normando e inaugurado em oito de Junho de 1991. É uma homenagem à

colonização alemã. (Obtido em: http://www.a-brasil.com/gramado/index.htm).

Figura 24: Pórtico de Gramados (Entrada Via Taquara) Endereço: RS, 115 Fone: (54) 3286.8171 Horário de funcionamento: Terça a Domingo - 9h às 16h Obtida em: http://www.flickr.com/photos/ joaofarias/553956672/in/photostream/ às 12h28min 01/09/2010

A construção do Gateway Arch, localizado em Saint Louis nos Estados Unidos, é um

imenso arco de concreto e aço, com altura equivalente a um prédio de 65 andares. Ele dá as

boas vindas a todos que chegam a Saint Louis e homenageia todos que dela partiram rumo ao

desconhecido. Serviu também para revitalizar a área central de Saint Louis. Em volta agora

existe um belo parque, e um ancoradouro de onde partem embarcações turísticas para

cruzeiros rápidos pelo rio.

40

Na base do grande arco uma grande escadaria conduz ao subsolo do monumento. Lá

está um conjunto de atrações relacionadas a este projeto revolucionário, bem como da

conquista do este. No lugar há dois cinemas, sendo um no formato IMAX, onde são

apresentados filmes contando a história da construção do arco e da conquista do oeste

americano. Há também o Museum of Westward Expansion e bonecos animados estilo Disney,

representando índios e outras personagens da época, que se movimentam e contam histórias.

Mas a principal atração do lugar é o bondinho que vai até a parte superior do Gateway

Arch. Sua cabine parece uma nave espacial de tão apertada, mas em compensação a vista do

topo é fantástica e dá para enxergar dois estados: Missouri e Illinois. Caminhando no sentido

contrário do arco e descendo a escadaria junto ao rio você encontra barcos que fazem passeios

turísticos pelo rio Mississipi.

Figura 25: Gateway Arch em Saint Louis nos Estados Unidos Obtido em: http://www.moo.pt/maravilhas/gateway_arch/ em 29/09/2010 às 11:22

Símbolo de Buenos Aires, o obelisco também é uma referencia urbana. Construído em

maio de 1936 para comemorar o quarto centenário da primeira fundação da Cidade. Av.

Corrientes e Avenida nove de Julho. Com 67,5m de altura, o obelisco é frequentemente

utilizado como um ponto de reunião para diversas manifestações, que incluem também as

avenidas nove de julho e Avenida Corrientes em torno dele, semelhante ao que acontece na

Praça de Maio. O monumento foi inaugurado em 23 de maio 1936. Ele foi projetado pelo

arquiteto Alberto Prebisch, que definiu o projeto da seguinte forma: "Foi adotado esta simples

e honesta forma geométrica, porque é a forma de um obelisco tradicional… Ele foi chamado

de "Obelisco", porque havia de chamar-lhe de alguma coisa. Eu reivindico para mim o direito

de chama-lo de uma forma mais abrangente e genérica "Monumento".

41

Figura 26: Obelisco de Buenos Aires Obtido em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Buenos_Aires_- _Obelisco.jpg em 27/09/10 às 15:22

Em Paris encontramos o Grande Arco de la Défense (francês: Arche de la Défense),

um monumento situado no bairro de La Défense, na periferia oeste da aglomeração parisiense,

no território da comuna de Puteaux (Hauts-de-Seine). O arco recebeu este nome por estar

situado no moderno bairro da periferia oeste de Paris, o bairro de La Défense (assim chamado

em memória a resistência oposta pelos franceses às tropas prussianas na guerra de 1870-

1871). Os elevadores panoramicos são os únicos no mundo, todos em vidro transparente,

permitem de subir ao Teto do monumento, descobrindo assim, uma das maiores realizações

da arquitectura contemporânea.

O Grande Arco é um cubo branco quase perfeito de 110 metros de altura, 108 metros

lado e de 112 metros de profundidade. O seu vazio central poderia facilmente conter a

catedral da Notre Dame. Três hectares de mármore branco serviram para cubrir as duas

paredes deste monumento de 300.000 toneladas colocadas em cima de 12 pilares. As duas

paredes contéem 87.000 metros quadrados de escritórios sobre os quais é colocado Tecto de

30.000 toneladas

O monumento abriga o o Museu da informática, a galeria 3D Dimitri, a galeria das

maquetas e o filme que reconstitui a construção do Grande Arco. O Grande Arco foi

imaginado em 1983 pelo arquitecto Dinamarquês Johan Otto Von Spreckelsen cujo projecto

foi retido num concurso internacional lançado pela iniciativa de François Mitterrand. O

monumento foi inaugurado no dia 14 de Julho de 1989 ( bicentenaire da Revolução Francesa),

segundo um projeto do arquiteto dinamarquês Otto von Spreckelsen, o monumento simboliza

uma janela aberta ao mundo.

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Figura 27: Grande Arco de la Défense (francês: Arche de la Défense), um monumento situado no bairro de La

Défense . Obtido em: http://www.grandearche.com/international/portugues.html de 2/10/2010 às 16:15

43

4.0 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS APLICADOS

Para a elaboração deste trabalho, cujo tema Pórtico de Entrada dos Acessos

Rodoviários Urbanos da Cidade de Cuiabá/MT, foi estabelecido um cronograma básico para

realização de cada uma das etapas, para que o mesmo se adequasse ao prazo estabelecido para

o seu desenvolvimento.

Posteriormente a realização pesquisa, iniciou-se a fundamentação teórica, através de

pesquisas bibliográficas sobre o assunto, em diversos meios de comunicação.

Embasado em informações obtidas através da leitura de vários artigos, livros, revistas

especializadas, ficou definido o programa de necessidades e decorrente do mesmo foi possível

iniciar o projeto arquitetônico.

4.1 PESQUISA

A pesquisa que fundamentou este trabalho foi dividida nas seguintes etapas:

• Levantamento fotográfico realizado com a maquina digital Sony Cyber

Shot 12.0 mega pixel;

• Levantamento das edificações existentes;

• Entrevista realizada com turistas recém chegados na cidades;

• Levantamento histórico dos hospitais psiquiátricos;

• Levantamento da legislação;

• Análise da foto aérea de intervenção e seu entorno;

Os programas de informática utilizados foram: Adobe Photoshop, Autocad 2010,

Word, Corel Draw x5, existente no notebook modelo Aspire 5810TZ-4035 de configuração

Intel SU2700 (1.3 GHz, 800 MHz FSB), LCD LED 15.6”, Memoria de 4GB DDR3, HDD

32plify 802.11b/g/n.

44

5.0 ÁREA DE ESTUDO

A área de estudo engloba as quatro entradas principais da cidade de Cuiabá. Os trevos

estão localizados ao norte (chapada), Leste (tijucal), Oeste (Lagarto) e ao Sul (Santo Antônio

do Leverger), conforme o mapa em anexo abaixo. Os quatros trevos foram escolhidos por

serem a porta de entrada para o transporte terrestre rodoviário, as quais fazem ligação para

outros Estados.

Figura 28: Foto de Satélite dos trevos em estudo Obtido: no programa Google Earth em 30/08/2010 às 13h24min.

5.1 TREVO DE CHAPADA DOS GUIMARÃES

Ao Norte fica o trevo Saída para Chapada, rótula localizada em Cuiabá, com acessos

para Chapada dos Guimarães (Rod. Emanuel Pinheiro MT - 251) e acesso também para a

estrada da Guia (Rod. Arquiteto Helder Candia Km – 2,5), tornou-se um local estratégico

após a conclusão do asfalto que liga Chapada dos Guimarães a cidade de Campo Verde e no

trecho Cuiabá a Jangada diminuindo o trânsito de carros de passeio na BR 163 que causavam

vários acidentes.

45

Figura 29: Foto aérea do trevo ao Norte, que faz acesso a Chapada dos Guimarães, Distrito da Guia. Obtido em: In Loco em 30/08/2010 às 9h33min.

Figura 30: Foto in loco da rótula Norte, que faz acesso a Chapada dos Guimarães, Distrito da Guia, Acorizal e Jangada. Obtido: In loco em 30/10/2009 às 15h45min.

PROBLEMA/LOCALIZAÇÃO

DETALHAMENTO DO PROBLEMA

SOLUÇÕES

1. Falta de manutenção no paisagismo

1.1 Crescimento de ervas daninhas tampando o meio-fio

1.2 Folhas secas das palmeiras caídas na rotula

1.1.1 Fazer regularmente as devidas podas

1.1.2 Fazer manutenção periodicamente nas palmeiras

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1.1.3 Elaborar projeto de paisagismo adequado para valorizar a entrada da cidade

2. Descuido com o meio fio da rotula

2.1 Meio fio da rotula encontra-se quebrado

2.1.1 Executar novamente o meio fio

3. Sinalização horizontal ineficiente.

3.1 Em todos os encontros com a rotula a palavra “pare” escrita no asfalto esta apagada

3.1.1 Elaborar projeto de sinalização horizontal

4. Placa de sinalização vertical quebrada

4.1 Placa de sinalização de “de preferência” esta caída no chão, sentido saindo de Cuiabá

4.1.1 Elaborar projeto de sinalização vertical com material durável e mais resistente

5. Asfalto necessita de manutenção

5.1 Asfalto encontra-se com rachadura por excesso de peso

5.1.1 Fazer manutenção do asfalto

6. Iluminação 6.1 Sentido a chapada não há iluminação na estada

6.1.1 Elaborar projeto de iluminação adequado para os motoristas

5.2 TREVO DE SANTO ANTÔNIO DO LEVERGER

Ao Sul fica Trevo para Santo Antônio do Leverger, rótula localizada em Cuiabá, com

acesso para o município de Santo Antônio do Leverger pela MT 456 e para Rodovia dos

Imigrantes, grande tráfego de caminhões, carretas e carro de pequeno porte.

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Figura 31: Trevo ao Sul, com acesso para o município de Santo Antônio do Leverger pela MT 456 e para Rodovia dos Imigrantes. Obtido: no programa Google Earth em 30/08/2010 às 15h38min.

Figura 32: Foto in loco, que mostra o trevo ao Sul, com acesso para o município de Santo Antônio do Leverger

pela MT 456 e para Rodovia dos Imigrantes. Obtido: In loco em 28/10/2009 às 08h04min.

PROBLEMA/LOCALIZAÇÃO DETALHAMENTO DO PROBLEMA

SOLUÇÕES

7. Falta de sinalização horizontal e vertical

7.1 Não há nenhuma placa antes do trevo, informando a existência do mesmo

7.2 Ausência de sinalização horizontal

7.3 Não há placa indicando

1.1.4 Elaborar projeto de sinalização vertical e horizontal

48

as rodovias. 8. Falta de reparos na grama 2.1 Grama alta, cobrindo o

meio-fio 2.1.1 Fazer reparos periodicamente no paisagismo 2.1.2 Elaborar projeto de paisagismo para valorizar a entrada na cidade

9. Asfalto em péssimo estado 3.1 Asfalto com buracos, sem faixa de sinalização

3.1.1 Fazer a devida manutenção

10. Sem iluminação 4.1 No trevo não iluminação, somente a do posto, localizada próximo ao trevo

4.1.1 Elaborar projeto luminotécnico adequado

11. Falta de redutor de velocidade

5.1 Veículos que veem da Rod. Dos imigrantes chegam em alta velocidade, dificultando a passagem dos outros que chegam por outra direção

5.1.1 Elaborar projeto adequado para redução de velocidade dos veículos 5.1.2 Elaboração de projeto para locar uma rotatória

5.3 TREVO DO TIJUCAL

Ao Leste fica o trevo do Tijucal (BR 364 Cuiabá – Rondonópolis), rótula localizada

em Cuiabá, introduzida ao perímetro urbano, é o acesso mais utilizado pelos motoristas e

viajantes vindos dos grandes centros do Brasil, é uma rotatória de difícil compreensão devido

a sua falta de sinalização e por dar acesso à região central da cidade, dificultando a chegada até aos

locais de visitação (Chapada dos Guimarães) ou saídas para a região Norte e Rondônia.

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Figura 33: Ao Leste de Cuiabá, está localizado o trevo do Tijucal (BR 364 Cuiabá – Rondonópolis). Obtido: no programa Google Earth em 30/08/2010 às 15h40min.

Figura 34: Ao Leste de Cuiabá, está localizado o trevo do Tijucal (BR 364 Cuiabá – Rondonópolis). Obtido: In loco em 18/05/2009 às 15h59min.

PROBLEMA/LOCALIZAÇÃO DETALHAMENTO DO PROBLEMA

SOLUÇÕES

1. Asfalto da rótula 1.1 Pelo fato do asfalto ser um fluido e o grande trafego de veículos pesados, grandes saliências se formaram no anel das rotulas, tirando a estabilidade de carros e motos, provocando inúmeros acidentes conforme

1.1.1 Reparo de malha asfáltica.

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depoimento comerciantes da região.

2. Sinalização Vertical . 2.1 Para quem está no sentido Centro – Rondonópolis não encontrara dificuldades em chegar ao seu destino, mas quem chega do sul do Estado, encontrará somente uma placa apagada e coberta por mato, indicando o bairro Tijucal, não localizamos sinalização que conduza o motorista até a saída da cidade em direção Norte, ou locais de serviço publico.

2.1.1 Inclusão de placas de sinalização e informativas que direcionem os acessos e saídas da cidade.

3. Sinalização horizontal. 3.1 Sinalização horizontal precária apagadas ou sem sinalização, conflitos de acesso preferencial na rotula.

3.1.1 Reforma e inclusão de placas de sinalização e informativas, para facilitar acesso de turistas e pessoas de passagem pela rótula.

4. Grande fluxo de ciclistas. 4.1 Na direção que nos leva ao setor industrial da capital detectamos o grande fluxo de ciclistas que vão para o trabalho e que se aglomeram com veículos no horário de maior movimento.

4.1.1 Elaboração e execução de projeto urbanístico viário, prevendo caixa viária para ciclistas e pedestres.

5. Água pluvial. 5.1 Sistema de água pluvial não comporta uma grande demanda, a área impermeável é muito extensa e numa tempestade de longa duração provoca alagamentos em próximo ao Atacadão e sentido centro de Cuiabá.

5.1.1 Reforma e readequação de galerias de água pluvial.

5.4 TREVO DO LAGARTO

A Oeste fica o trevo do Lagarto Rotula localizada em Várzea Grande, de grande

importância, pois une cinco acessos sendo um para o Norte de Mato Grosso (BR 163), um

para região de Cáceres e Rondônia, um acesso a Cuiabá e região Sul do Estado passando pelo

51

anel viário (Rod. Dos Imigrantes), um para região central de Cuiabá (Av. Mario Andreazza) e

um para a cidade de Várzea Grande (Av. Júlio Campos).

Figura 35: A Oeste fica o trevo do Lagarto. Obtido: no programa Google Earth em 30/08/2010 às 15h45min.

Figura 36: A Oeste fica o trevo do Lagarto. Obtido: In loco em 30/10/2009 às 15h23min.

PROBLEMA/LOCALIZAÇÃO DETALHAMENTO DO PROBLEMA

SOLUÇÕES

1. Arborização inadequada. 1.1 Árvores de grande porte localizadas na rotula central, dificultando a visibilidade dos motoristas e dos policiais rodoviários.

1.1.1 Elaboração de projeto de paisagismo atendendo aos padrões de estética e funcionalidade.

2. Falta de manutenção das rotulas e vias.

2.1 Crescimento de ervas daninhas (plantas de crescimento espontâneo em local e momento indesejado),

2.1.1 Manutenção adequada e constante de rotulas, eliminação de pragas.

52

em toda a rotula e acessos, dificultando a visibilidade das sinalizações verticais e locais de cruzamentos de veículos.

3. Sinalização vertical e horizontal ineficiente.

3.1 Em todos os cinco acessos da rotula, a sinalização é precária com placas em mal estado, sinalização horizontal apagada e pouca iluminação, destacando em pior estado, o acesso da rotula sentido Rodovia dos imigrantes, que há somente uma placa no trecho final da via.

3.1.1 Reforma e inclusão de placas de sinalização e informativas, para facilitar acesso de turistas e pessoas de passagem pela rótula.

4. Grande fluxo de ciclistas e pedestres.

4.1 Em todos os sentidos viários da rotula, possui um grande número de pedestres e ciclistas que trabalham em empresas próximas ao trevo do Lagarto, circulando sem nenhuma calçada ou ciclovia para os mesmo circularem com segurança. Tanto pedestres quanto ciclistas dividem o espaço da caixa viária com os carros, carretas e bi trens que circulam nas mediações.

4.1.1 Elaboração e execução de projeto urbanístico viário, prevendo faixa exclusiva para ciclistas e pedestres.

5. Localização de dispositivo de comunicação visual na faixa de domínio.

5.1 Empresa localizada as margens da rótula, esta com outdoors e caminhões sem nenhum afastamento mínimo, dificultando a visibilidade de condutores que chegam da região de Cáceres, ocasionando conflitos e possivelmente colisões.

5.1.1 Notificação de empresa, para que as medidas necessárias seja tomadas para a utilização correta do espaço.

6. Desenho da rotula central. 6.1 Rotula central mal dimensionada, com tamanho desproporcional para as necessidades do trevo.

6.1.1 Elaboração de um novo projeto da rotula atendendo o fluxo e necessidades do local.

53

5.5 ASPECTOS CONCEITUAIS DO PROJETO

5.5.1 Conceito do Tema

Propor uma melhora nas sinalizações, trabalhando de forma profissional, não

esquecendo as normas do Manual de Sinalização Rodoviária – 1999 do DNERe acessibilidade, não

perdendo o foco dos símbolos alusivos ao pantanal, folclóricos e a copa do mundo em nosso

Estado. Para que os visitantes, turistas e viajantes serem recebidos com uma entrada bonita,

diferente e funcional, algo que evidencia as características principais da cidade e que conduza

deforma simples, prática e objetiva os viajantes aos seus destinos turísticos ou de serviços.

5.5.2 Características das Atividades e do público Alvo

O público alvo são todos os visitantes, turistas e viajantes que façam acesso à,

capital do Estado de Mato Grosso, Cuiabá. Os Pórticos de entrada dos acessos rodoviários

urbanos visam melhorar, não só a estética, mas a vida dos pedestres, ciclistas, motoristas

locais e turistas que terão pórticos que servirão de cartões postais e explicativos de forma

simples a localidade de pontos importantes na cidade e baixada cuiabana.

54

5.5 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PROJETO

55

6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As paisagens são alteradas em consequência do desenvolvimento de novas técnicas

construtivas, meios de comunicação e pela evolução do desenho e uso dos elementos que

compõem o espaço urbano. Como efeito direto também são transformadas as relações entre

usuários e meio ambiente como também descontroem-se continuamente as imagens

apreendidas, cedendo o lugar às novas imagens que se formam infinitamente. Para nós,

planejadores urbanos restam a preocupação com os registros da história da cidade e das

estórias urbanas. Devemos resguardar o patrimônio que nos significa como cidadãos e como

representantes de um grupo cultural.

Aqui, acreditamos defender a garantia à manutenção do patrimônio cultural

construído, enquanto plataforma para novas formas de expressão cultural sejam arte urbana,

sejam performances ou a simples e cotidiana apropriação citadina.

O plano ou projeto urbano deve ser capaz de representar no espaço construído da

cidade os elementos característicos do povo e culturais locais. O planejamento estratégico

para o desenvolvimento urbano deverá atentar ao pleno conhecimento dos grupos culturais e

seus modos de apropriação urbana. A eficiência e sucesso das intervenções urbana e

arquitetônica dar-se á pelo uso do espaço e pelas condições desta apropriação. Assim, o

planejador deve interpretar os usos do passado e propor através do desenho contemporâneo, a

continuidade urbana, aliando os elementos históricos ao equipamentos de tecnologia

avançada, facilitando o uso do espaço, enquanto resguarda o patrimônio cultural construído.

Realmente é importante lembrar que os contrastes entre usos e equipamentos em

diferentes períodos podem se tornar grandes obstáculos em projetos mais complexos, vale,

aqui, lembrar que no ato projetual da intervenção, os arquitetos e urbanistas atuam na

contemporaneidade, e por isso, seu desenho, leitura e interpretação estão enraizados no hoje,

no agora. Assim, qualquer desenho ou intervenção é, naturalmente, projeto contemporâneo e

não devemos fugir a este entendimento, por mais divergentes que sejam as teorias de restauro

e de revitalização. Cabe aos planejadores, estabelecer as melhores relações entre o desenho do

passado com o redesenho do presente, para que no futuro, esta continuidade possa ser mantida

sem maiores danos ao patrimônio cultural erigido.

56

7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Urbanismo III, UFES – 2004.

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movimento e expansão – parte 2, 2001.

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Tecnológico. Divisão de Capacitação Tecnológica. Manual de sinalização rodoviária. -

2 ed. - Rio de Janeiro, 1998. P. irreg. (IPR. Publ., 705). 1. Rodovias - Sinalização -

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62

8.0 ANEXO

Foram retirados do Manual de Sinalização Rodoviária Aprovado pelo Conselho

Administrativo do DNER em 16 de setembro de 1998, Resolução n.o 35/98, Sessão n.o CA

14/98, trechos importantes, os quais influenciaram direta e indiretamente no projeto de

arquitetura dos Pórtico de entrada dos Acessos Rodoviários Urbanos da Cidade de

Cuiabá/MT.

DNER – Manual de Sinalização Rodoviária – 1999

Ministério dos Transportes

Departamento Nacional de Estradas de Rodagem

Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico

A sinalização permanente, composta por placas, painéis, marcas no

pavimento e elementos auxiliares, constitui-se num sistema de dispositivos fixos

de controle de tráfego que, por sua simples presença no ambiente operacional

de uma via, regulam, advertem e orientam os seus. De modo geral, a sinalização

deve conquistar a atenção e a confiança do usuário, permitindo-lhe ainda um

tempo de reação adequado. Esta atenção depende, por sua vez, de um conjunto

de fatores que compõem o seu ambiente operacional, como:

• densidade e tipo do tráfego que se utiliza da via;

• complexidade de percurso e de manobra em função das características

da via;

• tipo e intensidade de ocupação lateral da via (uso do solo).

Portanto, há uma dificuldade crescente em se atrair a atenção

dos usuários para a sinalização permanente da via, o que requer projetos

atualizados, o emprego de novas técnicas e materiais De qualquer forma,

é conveniente destacar que uma sinalização adequada deve, além disso,

ser resultado também de um processo de medidas comuns, que

envolvam:

• projeto - elaboração de projetos específicos de sinalização definindo os

dispositivos a serem utilizados , dentro dos padrões de forma, cor, e

dimensão, e sua localização ao longo da via;

• implantação - a sinalização deve ser implantada levando em

conta os padrões de posicionamento estabelecidos para os dispositivos e

eventuais ajustes decorrentes de condicionantes específicas de cada local,

nem sempre passíveis de serem consideradas no projeto;

63

• operação - a sinalização deve ser permanentemente avaliada

quanto à sua efetividade para a operação da via, promovendo-se os

ajustes necessários de inclusão, remoção e modificação de dispositivos;

• manutenção - para manter a credibilidade do usuário, deve ser

feita uma manutenção cuidadosa da sinalização, repondo dispositivos

danificados e/ou substituindo aqueles que se tornaram inapropriados;

• materiais - o emprego de materiais, tanto na Sinalização

Vertical quanto na Horizontal, deve estar de acordo com Normas da

A.B.N.T. para chapas, estruturas de sustentação, tintas, películas e

dispositivos auxiliares (tachas e elementos refletivos). (Manual de

Sinalização Rodoviária 2005).

Sinalização Vertical

A sinalização viária estabelecida através de comunicação visual por meio

de placas, painéis ou dispositivos auxiliares, situados na posição vertical,

implantados à margem da via ou suspensos sobre ela, tem como finalidade: a

regulamentação do uso da via, a advertência para situações potencialmente

perigosas ou problemáticas do ponto de vista operacional, o fornecimento de

indicações, orientações e informações aos usuários, além do fornecimento de

mensagens educativas.

Para que a sinalização vertical seja efetiva, devem ser considerados os

seguintes fatores para os seus dispositivos:

• posicionamento dentro do campo visual do usuário;

• legibilidade das mensagens e símbolos;

• mensagens simples e claras;

• padronização.

Os Sinais devem estar corretamente posicionados dentro do campo

visual do usuário, ter formas e cores padronizadas, símbolos e mensagens simples

64

e claras, além de letras com tamanho e espaçamento adequados à velocidade de

percurso, de modo a facilitar sua percepção, assegurando uma boa legibilidade

(ver itens 2.1, 2.2 e 2.3.1.2) e, por conseqüência, uma rápida compreensão de suas

mensagens por parte dos usuários. Suas cores devem ser mantidas inalteradas

tanto de dia quanto à noite, mediante iluminação ou refletorização.

O posicionamento das placas e painéis será mais detalhadamente

discutido na abordagem específica dos tipos de sinais adiante definidos. Como

regra geral para todos os sinais posicionados lateralmente à via, deve-se garantir

uma pequena deflexão horizontal (em torno de 3°), em relação à direção

ortogonal ao trajeto dos veículos que se aproximam, de forma a minimizar

problemas de reflexo (ver Figura 2.1).

Adicionalmente, os sinais devem ser inclinados em relação à vertical, em

trechos de rampa, para a frente ou para trás conforme a rampa seja ascendente

ou descendente, de forma a assim melhorar também a refletividade.

De maneira análoga, os sinais suspensos (ver item 2.3.1.1), devem ter os

painéis posicionados de maneira a formar um ângulo com a vertical de

aproximadamente 3°, conforme mostrado na Figura 2.2 a seguir:

65

A diferenciação visual entre as categorias é efetuada a partir de

padronização própria de formas e cores, que favorece um ganho no tempo

necessário para distinguir um dispositivo e absorver a sua mensagem,

implicando portanto num menor tempo de reação por parte do usuário, o que é

tanto mais indispensável quanto maior for a complexidade da operação da via.

No tocante a esta padronização de cores, os diferentes sinais incluídos neste

Manual são identificados de acordo com a sua categoria funcional, por meio de

cinco cores da escala cromática:

• sinais de regulamentação - vermelho;

• sinais de advertência - amarelo;

• sinais de indicação - verde;

• sinais de serviços auxiliares - azul;

• sinais de educação - branco.

66

A

l

é

m

d

e

s

s

a

As configurações básicas que caracterizam os cinco tipos de sinais,

ocorrem ainda os seguintes casos particulares:

67

2.3.1 Posicionamento dos Sinais de Indicação

2.3.1.1 Posicionamento Transversal

No tocante ao seu posicionamento transversal, os sinais de indicação são

colocados normalmente à margem direita da via, dela guardando uma distância

segura, porém dentro do cone visual do motorista, e frontais ao fluxo de

tráfego, conforme ilustra o desenho a seguir:

68

Os sinais de indicação são ainda colocados suspensos em pórticos e

semipórticos (bandeiras), de acordo com as seguintes condições:

• vias com volume de tráfego próximo da capacidade;

• vias com três ou mais faixas em cada sentido;

• vias com tráfego de alta velocidade (velocidade de operação igual ou superior

a 100 km/h);

• vias com duas faixas por sentido, com tráfego intenso e alta porcentagem de

caminhões;

• aproximações de interconexões complexas;

• interconexões pouco espaçadas entre si;

• saídas de vias multifaixas para pistas laterais;

• saídas de ramos à esquerda;

• segmentos com distância de visibilidade restrita;

• segmentos de via sem espaço lateral para colocação de placa.

A altura livre entre a borda inferior dos painéis e a pista deve ser de,

no mínimo 6,5 metros. A Figura 2.35 a seguir ilustra o posicionamento

transversal de sinais suspensos:

69

2.3.1.2 - Posicionamento Longitudinal

Os Sinais de Indicação são posicionados onde necessário para manterem

o usuário bem informado e orientado quanto à sua localização, à sua destinação,

à direção a seguir e quanto à informação de serviços disponíveis ao longo da

rodovia. Esse posicionamento será detalhado, caso a caso, conforme o tipo do

sinal.

Ao se posicionar o sinal de indicação deve-se, ainda, garantir a distância

mínima, necessária, de visibilidade até ela, que corresponde à distância de

legibilidade das mensagens contidas no sinal (extensão percorrida pelo veículo na

velocidade de operação, durante o processo de percepção, leitura e compreensão

das mensagens), acrescida da distância estimada de 35 metros que o veículo

percorre desde o ponto limite do ângulo de visada (ver Figura 2.36) até

ultrapassar o sinal.

70

A tabela, apresentada no item 2.3.2.1 D, fornece os valores da distância

de visibilidade mínima para sinais de indicação, em função da velocidade de

operação e do tempo disponível para leitura que, por sua vez, varia com o tipo e

características operacionais da rodovia, sendo de 5 segundos, no mínimo.

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