Trabalho de vibrações - digitado - cristhian machado de souza-011683, Trabalhos de Engenharia Mecânica
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Trabalho de vibrações - digitado - cristhian machado de souza-011683, Trabalhos de Engenharia Mecânica

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Vibrações mecânicas
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAJUBÁ - FEPI

Curso de Engenharia Mecânica – 7° Período

CRISTHIAN MACHADO DE SOUZA

011683

VIBRAÇÕES MECÂNICAS

ITAJUBÁ 2017

Vibração livre com amortecimento viscoso

Equação de movimento

O movimento de um sistema pode ser descrito por equações diferenciais, baseadas na Lei de Newton, que envolvem parâmetros variáveis no tempo. Os sistemas podem também ser classificados de acordo com o número de graus de liberdade (GDL) do movimento, ou seja, o número de coordenadas independentes para descrever o movimento. No modelo viscoelástico parte-se do pressuposto de que a natureza do amortecimento é viscosa e a força de atrito é proporcional à velocidade, representando uma oposição ao movimento, ou seja, a força de amortecimento viscoso, F, é proporcional à velocidade x ou v e pode ser expressa como

onde c é a constante de amortecimento ou coeficiente de amortecimento viscoso, e o sinal negativo indica que a força de amortecimento é oposta ao sentido da velocidade. Se x for medida em relação à posição de equilíbrio da massa m, a aplicação da lei de Newton dá a equação de movimento:

A solução geral da Equação (2.59) é dada por

onde C1 e C2 são constantes arbitrárias a serem determinadas pelas condições iniciais do sistema.

O amortecimento crítico Cc é definido como o valor da constante de amortecimento c para o qual o radical ne Equação (2.62) torna-se zero:

O fator de amortecimento é definido como a razão entre a constante de amortecimento e a constante de amortecimento crítico:

Assim, a solução, Equação (2.64), pode ser escrita como

A natureza das raízes s1 e s2 e, por consequência, o comportamento da solução, equação (2.69), depende da magnitude do amortecimento. Pode-se perceber que o caso ȶ = 0 resulta nas vibrações não amortecidas discutidas na Seção 2.2. Por consequência, admitimos que ȶ ≠ 0 e consideramos os três casos seguintes.

Caso1. Sistema subamortecido

(ȶ < 1 ou c < cc ou c/2m < ). Para essa condição,

(ȶ² - 1) é negativo e as raízes s1 e s2 podem ser expressas como

e a solução,

Equação (2.69), pode ser escrita da forma:

onde (C’1, C’2), (X, Ø) e (X0, Ø0) são constantes arbitrárias a ser determinadas pelas condições iniciais.

Para as condições iniciais x(t=0) = x0 e ẋ(t=0) = ẋ0, podemos determinar C’1e C’2:

O caso subamortecido é muito importante no estudo de vibrações mecânicas porque é o único que resulta em um movimento oscilatório.

Caso 2. Sistema criticamente amortecido

(ȶ = 1 ou c = Cc ou c/2m = ). Nesse caso as raízes sendo repetidas a solução da Equação (2.59) é dada por

Condições iniciais x(t=0) = x0 e ẋ(t=0) = ẋ0 para esse caso dá

E a solução torna-se

Caso 3. Sistema superamortecido

(ȶ > 1 ou c >cc ou c/2m > ) >0, mostrando que as raízes s1 e s2 são reais e distintas e são dadas por

Com s2 << s1. Nesse caso a solução, Equação (2.69), pode ser expressa como

Condições iniciais x(t=0) = x0 e ẋ(t=0) = ẋ0, podemos obter as constantes C1 e C2:

Podemos observar que, para ȶ =0, obtemos as raízes imaginárias s1 = + iwn e s2 = -iwn. Para 0< ȶ < 1, as raízes s1 e s2 são conjugadas complexas e localizadas simetricamente em relação ao eixo real. À medida que o valor ȶ aproxima-se do ponto –wn no eixo real. Se ȶ > 1, ambas as raízes estão no eixo real, uma crescendo e outra decrescendo. No limite quando ȶ → ∞, s1 → 0 e s2 → -∞. Pode-se ver que o valor ȶ = 1 representa um estágio de transição, abaixo do qual ambas as raízes são complexas e acima do qual ambas as raízes são reais.

Um sistema criticamente amortecido terá menor amortecimento requerido para o movimento aperiódico; por consequência a massa retorna à posição de repouso no menor tempo possível, sem ultrapassar o limite. Um exemplo disso são as armas de fogo de grande porte que possuem amortecedores de mola com valor crítico, pois se o valor crítico for menor que o amortecimento fornecido haveria uma demora antes do próximo tiro.

Decremento logarítmico O decremento logarítmico, que é consequência de um simples impulso provocado no sistema (em vibração livre) é obtido através da razão entre duas amplitudes sucessivas do sinal. O termo decremento logarítmico refere-se à taxa de redução logarítmica, relacionada com a redução do movimento após o impulso, pois a energia é transferida para outras partes do sistema ou é absorvida pelo próprio elemento.

É definido como o logaritmo natural da razão entre duas amplitudes sucessivas de uma vibração livremente amortecida. Vamos representar por t1 e t2 os tempos correspondentes e duas amplitudes (deslocamentos) consecutivas medidas com um ciclo de diferença entre uma e outra para um sistema não amortecido, como na Figura 2.22. Pela Equação (2.70), podemos expressar a razão.

(2.83)

Porém, t2=t1+Ƭd onde Ƭd=2/ῳd é o período de vibração amortecida. Por consequência, cos (ῳdt2-ϕ) = cos (2+ῳdt1-ϕ) = cos (ῳdt1-ϕ) e a Equação (2.83) pode ser escrita como.

O decremento logaritmo pode ser obtido pela Equação (2.84):

(2.85)

FIGURA 2.25 - Lugar geométrico de s1 e s2.

Para pequeno amortecimento, a Equação (2.85) pode ser aproximada:

e (2.86)

A Figura 2.27 mostra a variação do decremento logarítmico com , como dado pelas equações (2.85) e (2.86). Pode-se observar que, para valores até =0,3, é difícil distinguir uma curva da outra.

O decremento logarítmico é adimensional e, na realidade, é outra forma do fator do fator de amortecimento adimensional .Uma vez conhecido , pode ser determinado resolvendo-se a Equação (2.85):

(2.87)

Se usarmos a Equação (2.86) em vez da Equação (2.85), temos

(2.88)

Se o amortecimento no sistema dado não for conhecido, podemos determiná-lo por experimentais medindo quaisquer dois deslocamentos consecutivos x1 e x2.Tomando o logaritmo natural da razão entre x1 e x2, obtemos . Pela Equação (2.87), podemos calcular o fator de amortecimento .

FIGURA 2.26 - Plano de fase de um sistema amortecido.

FIGURA 2.27 - Variação do decremento logarítmico com amortecimento.

Na verdade, o fator de amortecimento também pode ser determinado medindo-se dois deslocamentos separados por qualquer número completo de ciclos. Se denotarem as amplitudes correspondentes aos tempos onde é um número inteiro, obtemos

Visto que quaisquer dois deslocamentos sucessivos separados por um ciclo satisfazem a equação

(2.90)

A Equação (2.89) torna-se

(2.91)

As Equações (2.91) e (2.85) dão

(2.92)

que pode ser substituído na Equação (2.87) ou Equação (2.88) para obter o fator de amortecimento viscoso .

Energia dissipada em amortecimento viscoso A capacidade do sistema em dissipar energia é representada pelo amortecimento, então é importante se estabelecer uma relação entre a energia dissipada e a constante de amortecimento do sistema. Se tratando de vibração livre, toda a variação de energia resulta da dissipação, o movimento possui inicialmente uma quantidade de energia que vai diminuindo progressivamente. A taxa de variação da energia com o tempo é dada por

pela Equação (2.58).O sinal negativo na Equação (2.93) denota que a energia dissipa-se com o tempo. Suponha um movimento harmônico simples como x(t)=X sem ῳdt, onde X é a amplitude do movimento e a energia dissipada em um ciclo completo é dada por².

(2.94)

Isso mostra que a energia dissipada é proporcional ao quadrado da amplitude do movimento. Observe que ela não é uma constante para valores de amortecimento e amplitude determinados, visto que ΔW também é função da frequência ῳd.

A Equação (2.94) é válida mesmo quando há uma mola de rigidez em paralelo ao amortecedor viscoso. Para ver isso, considere o sistema mostrado na Figura 2.28.A força total resistente ao movimento pode ser expressa como

(2.95)

Se admitirmos movimento harmônico simples

(2.96)

como antes, a Equação (2.95) torna-se

(2.97)

A energia dissipada em um ciclo completo será

podemos ver que é idêntica à Equação (2.94). Esse resultado é esperado, visto que a força da mola não realizará nenhum trabalho durante um ciclo completo ou qualquer número inteiro de ciclos. Também podemos calcular a fração da energia total do sistema vibratório que é dissipada em cada ciclo de movimento ΔW/W, como segue. A energia

total do sistema W pode ser expressa como a máxima energia potencial ou como

a máxima energia cinética . As duas serão aproximadamente iguais para valores pequenos de amortecimento.

:

O coeficiente de perda é útil para comparar a capacidade de amortecimento de materiais de engenharia. Ele é definido como a razão entre a energia dissipada por radiano e a energia total de deformação:

coeficiente de perda (2.100)

FIGURA 2.28 - Mola e amortecedor em paralelo.

Sistemas torcionais com amortecimento viscoso Os métodos apresentados nas seções 2.61 a 2.6.4 para vibrações lineares com amortecimento viscoso podem ser estendidos diretamente para vibrações por torção (angulares) viscosamente amortecidas. Para isso, considere um sistema torcional com um grau de liberdade com um amortecedor viscoso, como mostrado na Figura 2.29(a). O torque de amortecimento viscoso é dado por (Figura 2.29b):

(2.101)

Onde ct é a constante de amortecimento viscoso por torção, é a velocidade angular do disco, e o sinal negativo denota que o torque de amortecimento está no sentido oposto ao da velocidade angular. A equação de movimento pode ser derivada como

(2.102)

Onde J0= momento de inércia de massa do disco, Kt= constante elástica do sistema (torque restaurador por unidade de deslocamento angular), e deslocamento angular do disco. A solução da Equação (2.102) pode ser determinada exatamente como no caso de vibrações lineares. Por exemplo, no caso de um sistema subamortecido, a frequência de vibração amortecida é dada por

(2.103)

FIGURA 2.29 - Amortecedor viscoso por torção.

Onde

(2.104)

e

(2.105)

Onde ctc é a constante crítica de amortecimento por torção.

EXEMPLO 2.10

Resposta da bigorna de um martelo de forjar

A bigorna de um martelo de forjar pesa 5.000 N e está montada sobre urna base que tem urna rigidez de 5 x 106 N/m e um amortecimento viscoso constante de 10.000

N.s/m. Durante determinada operação de forjamento, o martelo-pilão (isto é, o martelo de queda, martelo ou pilão) com peso de 1.000 N é acionado e cai de uma altura de 2 m sobre a bigorna (Figura 2.30(a)). Se a bigorna estiver em repouso antes do impacto do pilão, determine a resposta da bigorna após o impacto. Considere que o coeficiente de restituição entre a bigorna e o pilão seja 0,4.

Solução: Em primeiro lugar, usamos o princípio de conservação de momento e a definição do coeficiente de restituição para determinar a velocidade inicial da bigorna. Vamos denotar as velocidades do pilão um pouco antes e um pouco depois do impacto contra a bigorna por Vt1 e Vt2, respectivamente. De maneira semelhante, Va1 e Va2 representam, respectivamente, as velocidades da bigorna um pouco antes e um pouco depois do impacto (Figura 2.30(b)). Observe que o deslocamento da bigorna é medido em relação a sua posição de equilíbrio estático e admitimos que todas as velocidades sejam positivas quando agem de cima para baixo. O princípio de conservação de momento dá

(E.1)

onde Va1 = 0 (a bigorna está em repouso antes do impacto) e Vt1 pode ser determinada igualando sua energia cinética um pouco antes do impacto com sua energia potencial antes de cair de uma altura de h = 2 m:

(E.2)

ou

Assim, a Equação (E.1) torna-se

isto é,

(E.3)

A definição do coeficiente de restituição (r) dá:

(E.4)

isto é,

isto é,

(E.5)

A solução das equações (E.3) e (E.5) dá

Assim as condições iniciais da bigorna são dadas por

O fator de amortecimento é igual a

As frequências naturais não amortecidas e amortecidas da bigorna são dadas por

A resposta ao deslocamento da bigorna é dada pela Equação (2.72):

EXEMPLO 2.11

Amortecedor de choque para uma motocicleta

O projeto de um absorvedor de choque subamortecido para uma motocicleta de 200 kg de massa (Figura 2.31(a)) deve atender às seguintes especificações: quando o amortecedor estiver sujeito a uma velocidade vertical inicial devido a uma saliência na estrada, a curva deslocamento-tempo resultante deve ser como a indicada na Figura 2.31(b). Determine as Constantes de rigidez e amortecimento necessárias para o amortecedor se o período de vibração amortecida for de 2 s e a amplitude X1 tiver de ser reduzida a um quarto em um meio-ciclo (isto é, X1,5 = X1/4). Determine também a velocidade inicial mínima que resulta em um deslocamento máximo de 250 mm.

Abordagem: usamos a equação para o decremento logarítmico em termos do fator de amortecimento, equação para o período de vibração amortecida, tempo correspondente ao deslocamento máximo para um sistema subamortecido e envelope que passa pelos pontos máximos de um sistema subamortecido.

Solução: Visto que X1,5 = X1/4, X2 = X1,5/4 = X1/16. Por consequência, o decremento logarítmico torna-se

(E.1)

pela qual o valor de pode ser determinado como =0,4037. O período de vibração amortecida é dado como 2 s. Por consequência,

A constante de amortecimento crítico pode ser obtida por:

Assim a constante de amortecimento é dada por

e a rigidez por

O deslocamento da massa atingirá seu valor máximo no tempo t1, dado por

(Ver Problema 2.86.) Isso dá

FIGURA 2.31 - Amortecedor para uma motocicleta.

ou

O envelope que passa pelos pontos máximos (ver Problema 2.86) é dado por

(E.2)

Já que X = 250 mm, a equação (E.2) dá, em t1, a Equação (E.2) dá, em t1,

ou

A velocidade da massa pode ser obtida diferenciando o deslocamento

como

(E.3)

Quando t = 0, a Equação (E.3) dá

EXEMPLO 2. 12

Análise de um canhão

O diagrama esquemático de um canhão de grande porte é mostrado na Figura 2.32 [2.8]. Quando a arma é disparada, gases sob alta pressão aceleram o projétil no interior do cano até uma velocidade muito alta. A força de reação empurra o cano do canhão no sentido contrário ao do projétil. Visto que é desejável que o canhão volte à posição de repouso no menor tempo possível sem oscilação, ele é forçado a fazer uma translação para trás contra um sistema mola-amortecedor criticamente amortecido denominado mecanismo de recuo. Em um caso particular, o cano do canhão e o mecanismo de recuo têm uma massa de 500 kg com uma mola de recuo de rigidez 10.000 N/m. O recuo do canhão após um disparo é 0,4 m. Determine (1) o coeficiente de amortecimento crítico do amortecedor, (2) a velocidade inicial de recuo do canhão e (3) o tempo que leva para o canhão retornar até uma posição a 0,1 m de sua posição inicial.

Solução:

1. A frequência natural não amortecida do sistema é

e o coeficiente de amortecimento crítico (Equação 2.65) do amortecedor é

2. A resposta de um sistema criticamente amortecido é dada pela Equação (2.78):

(E.1)

onde

. O tempo t1 no qual X(t) alcança um valor máximo pode ser obtido fazendo X(t) = 0. A diferenciação da Equação (E.1) dá

Por consequência, X(t) = 0 dá

(E.2)

FIGURA 2.32 - Recuo de canhão

Nesse caso, X0 = C1 = 0; por consequência, a Equação (E.2) resulta em t1 = 1/ῳn. Visto que o valor máximo de X(t) ou a distância de recuo é dada como Xmáx = 0,4 m, temos

ou

3. Se t2 denotar o tempo que leva para o canhão voltar a uma posição a 0,1 m em relação à sua posição inicial, temos

(E.3)

A solução da Equação (E.3) dá t2 = 0,8258 s.

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