Traqueostomia - Apostilas - cirurgia, Notas de estudo de Cirurgia Geral
Vinicius20
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Traqueostomia - Apostilas - cirurgia, Notas de estudo de Cirurgia Geral

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Apostilas de Cirurgia sobre o estudo da Traqueostomia, definição, Indicações, Complicações, Cuidados de enfermagem no pós-operatório imediato.
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TRAQUEOSTOMIA

A traqueostomia é uma abertura artificial na traqueia na qual o tubo é inserido. É utilizada para:

1- Estabelecer e manter uma via respiratória. 2- Impedir a aspiração de vómito de alimentos, vedando a traqueia e separando-a do tubo digestivo na pessoa inconsciente ou paralisada. 3- Tratar o doente que necessita de ventilação com pressão positiva e não pode ser dada eficazmente por meio de máscara. A opção de se efectuar inicialmente entubação endotraqueal ou traqueostomia depende das instalações disponiveis e da opção do médico. Actualmente a maior parte dos médicos consideram mais seguro fazer entubação endotraqual de emergência e depois fazer a traqueostomia como procedimento sem carácter de emergência, no bloco operàtorio, se for necessário apoio ventilatório prolongado. O tubo endotraqueal não permanece colocado mais de 10 a 14 dias.

Indicações

A traqueostomia é efetuada no caso de:

- Paralisia da laringe bilateral, em que a passagem do ar è inadequada o que leva a dispneia incapacitante e estridor com esforço. - Edema agudo da laringe que faz com que a via aérea se estreite ou feche, e exige a restauração da passagem do ar. O edema agudo da laringe pode resultar de choque anafilatico, urticária, laringite aguda, grave doença inflamatória da garganta ou edema após entubação. Se este for crónico devida a tratamento da laringe por radiações ou tumores do pescoço, exige uma traqueostomia. - Se for necessário manter uma via respiratória durante um periodo prolongado ou se houver traumatismo das vias aéreas que impeçam o emprego de um tubo endotraqueal como por exemplo, queimaduras graves, obstrução da laringe causada por tumores, infecções ou paralisia das cordas vocais. A traqueostomia pode ser temporária ou definitiva. É definitiva no caso de tumores da laringe (laringectomia). Estes doentes necessitam sempre da traqueostomia para evitar a aspiração de alimentos e de liquido para dentro do tracto respiratório inferior, porque a laringe que fornece o esfíncter protetor não está presente. É temporária no caso de laringectomia parcial, no caso de doentes que precisam de apoio ventilatório prolongado, sendo removida a canula de traqueostomia logo que o doente deixe de precisar de apoio ventilatório.

Complicações da traqueostomia

As complicações podem ocorrer no inicio ou tardiamente na evolução do controle do tubo de traqueostomia. Podem até ocorrer anos após Ter sido removido o tubo. Imediatamente após a realização da traqueostomia pode surgir: - Hemorragia. - Pneumotoráx.

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- Embolia gasosa. - Aspiração (resultante da escolha inadequada da sonda ou insuficiente insuflação do cuff). - Enfisema subcutâneo e/ou do mediastino (ocorre quando o ar se escapa da incisão da traqueostomia para os tecidos, atravessa os planos da fascia subcutânea e vai acumular-se na face, pescoço e faringe). - Lesão do nervo laríngeo. - Penetração da parede traqueal posterior.

As complicações a longo prazo incluem: - Obturação das vias aéreas em virtude do acumular de secreções ou protusão do balão sobre a abertura do tubo. - Infecção. A traqueostomia requer uma incisão da traqueia que está associada a risco de infecção da sutura e sepsis. Os cuidados assépticos ao local da inserção e a utilização de uma técnica de aspiração correcta contribuem para reduzir o risco de infecção. - Ruptura da arteria inonimada (ver desvantagens). - Disfagia - Fistula traqueoesofágica é secundaria a uma necrose da mucosa da parede posterior da traqueia devido ao cuff durante 3 a5 dias. A fistula permite a fuga de ar para o estomago e também a aspiração do conteúdo gástrico para a traqueia. Pode suspeitar-se desta situação peranta a necessidade crescente de introducção de ar no cuff.

Os problemas que podem surgir depois de removida a canula são: - Estenose traqueal que ocorre uma semana a 2 anos após a traqueostomia. Resulta da cicatrização da zona lesada devido à permanência do cuff.

– Paralisia das cordas vocais (secúndaria à lesão do nervo laríngeo).

Cuidados de enfermagem no pós-operatório imediato

No pós-operatório imediato será necessária grande vigilância do doente , para despiste de complicações que possam surgir, das quais já falamos anteriormente.

- Monitorização continua. - O estoma recentemente feito deve ser mantido, através da aspiração de secreções adequada . Esta deve ser efectuada de 5 em 5 minutos durante as 1º horas do pós-operatório. A necessidade de aspiração poderá ser determinada pelo som do ar que vem da cânula especialmente se o doente respirar fundo. Quando a respiração é ruidosa , o pulso e a frequência respiratória aumentam, o doente necessita de aspiração. Os doentes que estão conscientes podem geralmente indicar quando necessitam de aspiração. Um doente que consiga expulsar as secreções pela tosse não necessita de ser aspirado tão frequentemente. - Se os sinais vitais se encontram estáveis, o doente deve ser colocado em semi-fowler para facilitar a ventilação, promover a drenagem, minimizar o edema e evitar a tensão sobre as linhas de sutura.

– Os analgésicos e sedativos deverão ser administrados cuidadosamente de modo a não deprimir o centro respiratório assim como o reflexo da tosse.

- O doente traqueostomizado è um doente extremamente dependente dos cuidados que se lhe possam prestar, por isso a nossa acção deverá primar pela vigilância/monitorização de complicações e problemas com os quais o doente se depara. - Por outro lado, a nossa acção deverá quando possível, proporcionar um maior nível de independência ao doente seja a través de um maior controle da parte respiratória ( exercícios respiratórios, tosse assistida), assim como da comunicação (utilização de linguagem não verbal).

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- Quando isso não seja possível dado o estado de dependência do doente, a nossa capacidade de execução dos procedimentos deve ser de grande qualidade pelo alto impacto que têm sobre o doente.

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