Tratamento de alginato, Resumos de Medicina
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6.1. Objetivos O objetivo primordial do tratamento da hipertensão arterial é a redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares138,139. Assim, os anti- hipertensivos devem não só reduzir a pressão arterial, mas também os eventos cardiovasculares fatais e não-fatais. As evidências provenientes de estudos de desfechos clinicamente relevantes, com duração relati- vamente curta, de três a quatro anos, demonstram redução de morbidade e mortalidade em maior número de estudos com diuréticos140-142 (A), mas também com140,141,143,144 (A), inibidores da ECA144-149 (A), bloqueadores do receptor AT1150,151 (A) e com bloqueadores dos canais de cálcio145,149,152-154 (A), embora a maioria dos estudos utilize, no fi nal, associação de anti-hipertensivos.

O tratamento medicamentoso associado ao não-medicamentoso objetiva a redução da pressão arterial para valores inferiores a 140 mmHg de pressão sistólica e 90 mmHg de pressão diastólica138,139,155 (A), respeitando-se as características individuais, a presença de doenças ou condições associadas ou características peculiares e a qualidade de vida dos pacientes. Reduções da pressão arterial para níveis inferiores a 130/80 mmHg podem ser úteis em situações específi cas, como em pacientes de alto risco cardiovascular79,156,157 (A), diabéticos – principalmente com microalbuminúria156-160 (A), insufi ciência cardíaca161 (A), com comprometimento renal160 (A) e na prevenção de acidente vascular cerebral148,162 (A).

6.2. Princípios Gerais do Tratamento Medicamentoso

Os aspectos importantes na escolha do anti-hipertensivo estão na tabela 1. Deve-se explicar, detalhadamente, aos pacientes a ocorrência de possíveis efeitos adversos, a possibilidade de eventuais modifi cações na terapêutica instituída e o tempo necessário para que o efeito pleno dos medicamentos seja obtido.

6.3. Escolha do Medicamento Qualquer medicamento dos grupos de anti-hipertensivos (Tabela 2), com exceção dos vasodilatadores de ação direta (D), pode ser utilizado para o controle da pressão arterial em monoterapia inicial, especialmente para pacientes com hipertensão arterial em estágio 1 que não responderam às medidas não-medicamentosas (Tabela 3). Para pacientes em estágios 2 e 3, pode-se considerar o uso de associações fi xas (Tabela 4) de medicamentos anti-hipertensivos como terapia inicial.

6. Tratamento Medicamentoso

•Ser efi caz por via oral.

•Ser bem tolerado.

•Permitir a administração em menor número possível de tomadas, com preferência para dose única diária.

•Ser iniciado com as menores doses efetivas preconizadas para cada situação clínica, podendo ser aumentadas gradativamente, pois quanto maior a dose, maiores serão as probabilidades de efeitos adversos.

•Não ser obtido por meio de manipulação, pela inexistência de informações adequadas de controle de qualidade, bioequivalência e/ou de interação química dos compostos.

•Ser considerado em associação para os pacientes com hipertensão em estágios 2 e 3 que, na maioria das vezes, não respondem à monoterapia.

•Ser utilizado por um período mínimo de 4 semanas, salvo em situações especiais, para aumento de dose, substituição da monoterapia ou mudança das associações em uso.

Tabela 1. Características importantes do anti-hipertensivo

Diuréticos Inibidores adrenérgicos Ação central – agonistas alfa2 centrais Alfabloqueadores – bloqueadores alfa-1-adrenérgicos Betabloqueadores – bloqueadores beta-adrenérgicos Alfabloqueadores e Betabloqueadores Bloqueadores dos canais de cálcio Inibidores da ECA Bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina II Vasodilatadores diretos

Tabela 2. Classes de anti-hipertensivos para uso clínico

Tabela 3. Anti-hipertensivos disponíveis no Brasil

Medicamentos Posologia (mg) Número de Tomadas/diaMínima Máxima

Diuréticos

Tiazídicos

Clortalidona 12,5 25 1

Hidroclorotiazida 12,5 25 1

Indapamida 2,5 – 1

Indapamida SR*** 1,5 – 1

Alça

Bumetamida 0,5 ** 1-2

Furosemida 20 ** 1-2

Piretanida 6 12 1

Poupadores de potássio

Amilorida* 2,5 10 1

Espironolactona 25 100 1-2

Triantereno* 50 100 1

Inibidores adrenérgicos

Ação central

Alfametildopa 250 1.500 2-3

Clonidina 0,2 0,6 2-3

Guanabenzo 4 12 2-3

Moxonidina 0,2 0,6 1

Rilmenidina 1 2 1

Reserpina* 0,1 0,25 1-2

24

6cont.

Alfabloqueadores 50 200 1-2

Doxazosina 40 120 1

Prazosina 40 240 2-3

Prazosina XL *** 80 160 1-2

Terazosina 10 40 2

Betabloqueadores

Atenolol 1 16 1

Bisoprolol 1 20 2-3

Metoprolol/Metoprolol (ZOK)*** 4 8 1

Nadolol 1 20 1-2

Propranolol**/Propranolol (LA)*** 40/25 240/100 2-3/1-2

Pindolol 2,5 10 1-2

Alfabloqueadores e betabloqueadores

Carvedilol 12,5 50 1-2

Bloqueadores dos canais de cálcio

Fenilalquilaminas

Verapamil Retard *** 120 480 1-2

Benzotiazepinas

Diltiazem AP, SR ou CD***

Diidropiridinas

Anlodipino 2,5 10 1

Felodipino 5 20 1-2

Isradipina 2,5 20 2

Lacidipina 2 8 1

Nifedipino Oros*** 30 60 1

Nifedipino Retard*** 20 40 2

Nisoldipino 5 40 1-2

Nitrendipino 10 40 2-3

Lercarnidipino 10 30 1

Manidipino 10 20 1

Inibidores da ECA

Benazepril 5 20 1

Captopril 25 150 2-3

Cilazapril 2,5 5 1

Delapril 15 30 1-2

Enalapril 5 40 1-2

Fosinopril 10 20 1

Lisinopril 5 20 1

Perindopril 4 8 1

Quinapril 10 20 1

Ramipril 2,5 10 1

Trandolapril 2 4 1

* Medicamentos comercializados apenas em associações a outros anti-hipertensivos. ** Dose máxima variável de acordo com a indicação médica. *** Retard, SR, ZOK, Oros, XL, LA, AP, SR e CD: formas farmacêuticas

de liberação prolongada ou controlada.

Bloqueadores do receptor AT1 Candesartana 8 16 1

Irbersartana 150 300 1

Losartana 25 100 1

Olmesartana 20 40 1

Telmisartana 40 80 1-2

Valsartana 80 160 1

Vasodilatadores diretos

Hidralazina 50 150 2-3

Minoxidil 2,5 80 2-3

Associações Posologia (mg)

Diurético + diurético

Clortalidona + amilorida 25 + 5 50 + 5

Espironolactona + hidroclorotiazida 50 + 50

Furosemida + amilorida 40 + 10

Furosemida + espironolactona 20 + 100

Furosemida + triantereno 40 + 50

Hidroclorotiazida + smilorida 25 + 2,5 50 + 5

Hidroclorotiazida + triantereno 50 + 50

Inibidor adrenérgico + diurético

Ação central + diurético

Alfametildopa + hidroclorotiazida 250 + 25 250 + 15

Reserpina + clortalidona 0,25 + 50

Reserpina + diidralazina + hidroclorotiazida 0,1 + 10 + 10

Betabloqueador + diuréticos

Atenolol + clortalidona 25 + 12,5 50 + 12,5 100 + 25

Bisoprolol + hidroclorotiazida 2,5 + 6,25 5 + 6,25 10 + 6,25

Metoprolol + hidroclorotiazida 50 + 25 100 + 25

100 + 12,5

Metoprolol ZOK*** + hidroclortiazida 100 + 12,5

Pindolol + clopamida 10 + 5

Propranolol + hidroclorotiazida 40 + 25 80 + 25

Tabela 4. Associações fi xas de anti-hipertensivos disponíveis no Brasil

Tratamento Medicamentoso

6cont.

25

Diuréticos O mecanismo de ação anti-hipertensiva dos diuréticos relaciona-se inicialmente aos seus efeitos diurético e natriurético, com diminuição do volume extracelular. Posteriormente, após cerca de 4 a 6 semanas, o volume circulante praticamente se normaliza e há redução persistente da resistência vascular periférica. São efi cazes no tratamento da hipertensão arterial, tendo sido comprovada sua efi cácia na redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares140-142 (A). Como anti-hipertensivos, são preferidos os diuréticos tiazídicos e similares, em baixas doses. Os diuréticos de alça são reservados para situações de hipertensão associada

Tratamento Medicamentoso

Bloqueadores do receptor AT1 + diurético

Candesartana + hidroclorotiazida 8 + 12,5 16 + 12,5

Ibersartana + hidroclorotiazida 150 + 12,5 300 + 12,5

Losartana + hidroclorotiazida 50 + 12,5 100 + 25

Olmersartana + hidroclorotiazida 20 + 12,5 40 + 12,5 40 + 25

Telmisartana + hidroclortiazida 40 + 12,5 80 + 12,5

Valsartana + hidroclorotiazida 80 + 12,5 160 + 12,5 160 + 25

Inibidores da ECA + hiuréticos

Benazepril + hidroclorotiazida 5 + 6,25 10 + 12,5

Captopril + hidroclorotiazida 50 + 25

Cilazapril + hidroclorotiazida 5 + 12,5

Enalapril + hidroclorotiazida 10 + 25 20 + 12,5

Fosinopril + hidroclorotiazida 10 + 12,5

Lisinopril + hidroclorotiazida 10 + 12,5 20 + 12,5

Perindopril +indapamida 4 + 1,5

Ramipril + hidroclorotiazida 5 + 12,5

Bloqueadores dos canais de cálcio + betabloqueador

Nifedipino + atenolol 10 + 25 20 + 50

Anlodipino + atenolol 5 + 25 5 + 50

Bloqueadores dos canais de cálcio + inibidores da ECA

Anlodipino + enalapril 2,5 + 10 5 + 10 5 + 20

Anlodipino + ramipril 2,5 + 5 5 + 5

Manidipino + delapril 10 + 30

Bloqueadores dos canais de cálcio + bloqueadores do receptor AT1 Anlodipino + losartana 2,5 + 50

5 + 100

a insufi ciência renal com taxa de fi ltração glomerular abaixo de 30 ml/ min/1,73 m2 (D) e na insufi ciência cardíaca com retenção de volume. Os diuréticos poupadores de potássio apresentam pequena efi cácia diurética, mas, quando associados aos tiazídicos e aos diuréticos de alça, são úteis na prevenção e no tratamento de hipopotassemia. Seu uso em pacientes com redução da função renal poderá acarretar hiperpotassemia.

Reações adversas principais Hipopotassemia, por vezes acompanhada de hipomagnesemia, que pode induzir arritmias ventriculares, e hiperuricemia. O emprego de baixas doses diminui o risco de efeitos adversos, sem prejuízo da efi cácia anti-hipertensiva. Os diuréticos também podem provocar intolerância à glicose, além de promoverem aumento de triglicérides, em geral dependente da dose. É um evento transitório e de importância clínica ainda não comprovada, e o seu uso tem-se mostrado seguro e efi caz em pacientes portadores de diabetes melito163 (A).

Ação central Atuam estimulando os receptores alfa-2-adrenérgicos pré-sinápticos no sistema nervoso central, reduzindo o tônus simpático, como fazem a alfametildopa, a clonidina e o guanabenzo, e/ou os receptores imida- zolidínicos, como a moxonidina e a rilmenidina.

Seu efeito hipotensor como monoterapia é, em geral, discreto (B). Entretanto, eles podem ser úteis quando utilizados em associação com medicamentos de outros grupos, particularmente no caso de evidência de hiperativi dade simpática.

A experiência favorável em relação ao binômio mãe–feto recomenda a alfametildopa como agente de escolha para tratamento da hipertensa grávida (vide capítulo 7, item 7.5), única situação clínica em que esse medicamento pode ser utilizado como monoterapia.

Não interferem na resistência periférica à insulina ou no perfi l lipídico.

Reações adversas principais Decorrentes da ação central, como sonolência, sedação, boca seca, fadiga, hipotensão postural e disfunção sexual. A freqüência é um pouco menor com os inibidores de receptores imidazolidínicos.

A alfametildopa pode provocar, ainda, embora com pequena freqüên- cia, galactorréia, anemia hemolítica e lesão hepática. Ela é contra-indicada na presença de disfunção hepática.

No caso da clonidina, destaca-se a hipertensão rebote, quando da sus- pensão brusca da medicação, e a ocorrência mais acentuada de boca seca.

Alfabloqueadores Apresentam efeito hipotensor discreto em longo prazo como mono- terapia, devendo, portanto, ser associados com outros anti-hi pertensivos. Podem induzir o aparecimento de tolerância medicamentosa, o que exige o uso de doses gradativamente crescentes. Têm a vantagem de propiciar melhora discreta no metabolismo lipídico e dos sintomas de pacientes com hipertrofi a prostática benigna.

Reações adversas principais Hipotensão postural, mais evidente com a primeira dose, sobretudo se a dose inicial for alta, palpitações e, eventualmente, astenia. No estudo ALLHAT, a comparação entre o alfabloqueador doxazosina, freqüentemente usado em hipertrofi a prostática benigna, com a clortalidona resultou em maior ocorrência de eventos cardiovasculares no grupo doxazosina, especialmente de insufi ciência cardíaca congestiva, reforçando a idéia de que alfabloqueadores não são fármacos de primeira escolha para o tratamento da hipertensão167 (A).

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Betabloqueadores Seu mecanismo anti-hipertensivo envolve diminuição inicial do débito cardíaco, redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas.

São efi cazes no tratamento da hipertensão arterial. Entretanto, a redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares é bem documentada em grupos de pacientes com idade inferior a 60 anos140,141,143,144 (A). Estudos e metanálises recentes não têm apontado redução de desfechos relevantes, principalmente acidente vascular cerebral, em pacientes com idade superior a 60 anos, situação em que o uso dessa classe de medicamentos seria reservado para situações especiais, como coronariopatia, pacientes com disfunção diastólica, arritmias cardíacas ou infarto do miocárdio prévio164-166 (A). Mostram-se igualmente úteis em pacientes com tremor essencial, síndromes hiperci- néticas, cefaléia de origem vascular e naqueles com hipertensão portal.

Reações adversas principais Broncoespasmo, bradicardia excessiva (inferior a 50 bpm), distúrbios da condução atrioventricular, vasoconstrição periférica, insônia, pesadelos, depressão psíquica, astenia e disfunção sexual.

Podem acarretar também intolerância à glicose, hipertrigliceridemia com elevação do LDL-c e redução da fração HDL-c. Esse efeito está relacionado à dose e à seletividade, sendo quase inexistente com o uso de baixas doses de betabloqueadores cardiosseletivos. A importância clínica das alterações lipídicas induzidas por betabloqueadores ainda não está comprovada.

A suspensão brusca dos betabloqueadores pode provocar hipera- tividade simpática, com hipertensão rebote e/ou manifestações de isquemia miocárdica, sobretudo em hipertensos com pressão arterial prévia muito elevada. Os betabloqueadores são formalmente contra-indicados a pacientes com asma brônquica, DPOC e bloqueio atrioventricular de 2º e 3º graus. Devem ser utilizados com cautela em pacientes com doença vascular de extremidade.

Bloqueadores dos canais de cálcio A ação anti-hipertensiva decorre da redução da resistência vascular periférica por diminuição da concentração de cálcio nas células musculares lisas vasculares. Apesar do mecanismo fi nal comum, esse grupo é dividido em três subgrupos, com características químicas e farmacológicas diferentes: fenilalquilaminas, benzotiazepinas e diidropiridinas.

São anti-hipertensivos efi cazes e reduzem a morbidade e a mortalidade cardiovasculares145,149,152-154,166 (A). Em comparação com outros anti- hipertensivos, levam a menor redução nas taxas de hospitalização por insufi ciência cardíaca e infarto do miocárdio168. Deve-se dar preferência aos bloqueadores dos canais de cálcio de ação de longa duração intrínseca ou por formulação galênica que permita uma liberação controlada. Não são recomendados agentes de curta duração.

Estudos recentes reafi rmaram a efi cácia, a tolerabilidade e a segurança do uso dessa classe de medicamentos no tratamento da hipertensão arterial166,169,170. No estudo ASCOTT LLA, verifi cou-se interação favorável entre o bloqueador de canal de cálcio e a vastatina171, provavelmente pelo sinergismo desses medicamentos na liberação de óxido nítrico pela célula endotelial172.

Reações adversas principais Cefaléia, tontura, rubor facial – mais freqüentes com diidropiridínicos de ação curta – e edema de extremidades. Esses efeitos adversos são, em geral, dose-dependentes. Mais raramente, podem induzir hipertrofi a

gengival. Os diidropiridínicos de ação curta provocam importante estimulação simpática refl exa, sabidamente deletéria para o sistema cardiovascular. Verapamil e diltiazem podem provocar depressão miocárdica e bloqueio atrioventricular. A obstipação intestinal é observada, sobretudo, com verapamil.

Inibidores da ECA Agem fundamentalmente pela inibição da ECA, bloqueando a transformação da angiotensina I em II no sangue e nos tecidos, embora outros fatores possam estar envolvidos neste mecanismo de ação.

São efi cazes no tratamento da hipertensão arterial reduzindo a morbidade e a mortalidade cardiovasculares nos hipertensos145,146,148 (A), pacientes com insufi ciência cardíaca173,174 (A), pacientes com infarto agudo do miocárdio, em especial quando apresentam baixa fração de ejeção147 (A), pacientes de alto risco para doença aterosclerótica147 (A), sendo também úteis na prevenção secundária do acidente vascular cerebral148 (A). Quando administrados em longo prazo, os inibidores da ECA retardam o declínio da função renal em pacientes com nefropatia diabética ou de outras etiologias175-178 (A).

Reações adversas principais Tosse seca, alteração do paladar e, mais raramente, reações de hipersen- sibilidade com erupção cutânea e edema angioneurótico.

Em indivíduos com insufi ciência renal crônica, podem eventualmente agravar a hiperpotassemia. Em pacientes com hipertensão renovascular bilateral ou unilateral associada a rim único, podem promover redução da fi ltração glomerular com aumento dos níveis séricos de uréia e creatinina.

Seu uso em pacientes com função renal reduzida pode causar aumento de até 30% dos níveis séricos de creatinina179, mas, em longo prazo, prepondera seu efeito nefroprotetor. Em associação a diurético, a ação anti-hipertensiva dos inibidores da ECA é magnifi cada, podendo ocorrer hipotensão postural. Seu uso é contra-indicado na gravidez pelo risco de complicações fetais. Desta forma, seu emprego deve ser cauteloso e freqüentemente monitorado em adolescentes e mulheres em idade fértil.

Bloqueadores do receptor AT1 Antagonizam a ação da angiotensina II por meio do bloqueio específi co de seus receptores AT1. São efi cazes no tratamento da hipertensão. Estudos recentes comprovam seu efeito benéfi co em insufi ciência cardíaca congestiva180,181 (B). No tratamento da hipertensão arterial, foram testados, basicamente, em populações de alto risco cardiovascular ou com comorbidades. São nefroprotetores no paciente diabético tipo 2 com nefropatia estabelecida158,159,165 (A). Entretanto, contrariamente aos inibidores da ECA, não reduziram a mortalidade total nessa população182. Em hipertensos idosos com hipertrofi a ventricular esquerda150,151 (A), foi demonstrado que a losartana diminui a mortalidade e a morbidade cardiovasculares de forma superior à observada com o atenolol, espe cial- mente acidente vascular cerebral. Em outro ensaio clínico169 comparando valsartana com anlodipino em hipertensos de alto risco, o desfecho primário foi semelhante nos dois grupos, havendo excesso de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral no grupo valsartana, com menor incidência de diabetes melito nesse mesmo grupo. Mais recentemente, metanálise envolvendo 21 estudos clínicos randomizados (16 com inibidores da ECA e 5 com bloqueadores do receptor AT1) constatou redução de eventos coronarianos apenas com os inibidores da ECA183,184. O tratamento com bloqueadores do receptor AT1, assim como o uso de

Tratamento Medicamentoso

27

Posologia A dose deve ser ajustada até que se consiga redução da pressão arterial a um nível considerado satisfatório para cada paciente, mas inferior a 140/90 mmHg138,139,155 (A). Pressão arterial mais baixa (inferior a 130/80 mmHg) deve ser considerada como meta para pacientes: a) de alto risco cardiovascular79,156,157 (A); b) diabéticos (A); c) com nefropatia, mesmo que em fase incipiente (taxa de fi ltração glomerular > 90 ml/ min/1,73m2 (156-160) (A); d) em prevenção primária162 (B) e secundária148 (A) de acidente vascular cerebral.

Se o objetivo terapêutico não for conseguido com a monoterapia inicial, três condutas são possíveis: a) se o resultado for parcial ou nulo, mas sem reação adversa, recomenda-se aumentar a dose do medicamento em uso ou associar anti-hipertensivo de outro grupo terapêutico; b) quando não se obtiver efeito terapêutico na dose máxima preconizada, ou se surgirem eventos adversos, recomenda-se a substituição do anti- hipertensivo utilizado como monoterapia; c) se ainda assim a resposta for inadequada, devem-se associar dois ou mais medicamentos (Figura 1).

Terapêutica anti-hipertensiva combinada Com base em evidências de estudos recentes mostrando que, em cerca de 2/3 dos casos, a monoterapia não foi suficiente para atingir as reduções de pressão previstas, e diante da necessidade de controle mais rigoroso da pressão arterial, há clara tendência atual para a introdução mais precoce de terapêutica combinada de anti-hipertensivos como primeira medida medicamentosa, principalmente para pacientes com hipertensão em estágios 2 e 379,157 (D).

O esquema anti-hipertensivo instituído deve manter a qualidade de vida do paciente, de modo a estimular a adesão às recomendações prescritas. Após longo período de controle da pressão, pode ser tentada, criteriosamente, a redução progressiva das doses dos medica- mentos em uso.

Existem evidências de que, para hipertensos com pressão arterial controlada, a associação de ácido acetilsalicílico em baixas doses

inibidores da ECA, vem sendo associado a menor incidência de novos casos de diabetes melito do tipo 2150,166,185,186 (A). Os bloqueadores do receptor AT1 apresentam bom perfi l de tolerabilidade.

Reações adversas principais Tontura e, raramente, reação de hipersensibilidade cutânea (rash). As precauções para seu uso são semelhantes às descritas para os inibidores da ECA.

Vasodilatadores diretos Atuam sobre a musculatura da parede vascular, promovendo relaxamento muscular com conseqüente vasodilatação e redução da resistência vascular periférica. Pela vasodilatação arterial direta, promovem retenção hídrica e taquicardia refl exa, o que contra-indica seu uso como monoterapia. São utilizados em associação a diuréticos e/ou betabloqueadores. Hidralazina e minoxidil são dois dos principais representantes desse grupo.

6.4. Esquemas Terapêuticos

Monoterapia Os anti-hipertensivos preferenciais para a realização do controle da pressão arterial em monoterapia inicial são: diuréticos140-142 (A); betabloquea- dores140,141,143,144 (A); bloqueadores dos canais de cálcio145,149,152-154 (A); inibidores da ECA144-149 (A); bloqueadores do receptor AT1

150,151 (A). O tratamento deve ser individualizado e a escolha inicial do medica-

mento como monoterapia deve basear-se em: a) capacidade do agente a ser escolhido de reduzir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares; b) perfi l de segurança do medicamento (potencial de reações adversas, interação medicamentosa e comodidade ao paciente); c) mecanismo fi siopatogênico predominante; d) características individuais; e) doenças associadas; f ) condições socioeconômicas do paciente.

Figura 1. Fluxograma para o tratamento da hipertensão arterial

Tratamento Medicamentoso

Aumentar a dose Substituir a monoterapia Adicionar o segundo

anti-hipertensivo Aumentar a dose da

associação

Resposta inadequada ou efeitos adversos

Monoterapia

Estágio I

Diurético Betabloqueador Inibidor da ECA

Bloqueadores dos canais de cálcio Bloqueadores do receptor AT1

Classes distintas em baixas doses, principalmente para estágios 2 e 3

Trocar a associação Adicionar o terceiro anti-hipertensivo

Resposta inadequada

Adicionar outros anti-hipertensivos

Associação de anti-hipertensivos

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diminui a ocorrência de complicações cardiovasculares, desde que não haja contra-indicação157 (A).

Devemos estimular o SUS, dada a necessidade de tratamento crônico da hipertensão arterial, a garantir o fornecimento contínuo de medicamentos de pelo menos quatro dos grupos de anti-hipertensivos recomendados79 (A). As associações de anti-hipertensivos (Tabela 4) devem seguir a lógica de não combinar medicamentos com mecanismos de ação similares, com exceção da combinação de diuréticos tiazídicos e de alça com poupadores de potássio. Tais associações de anti-hipertensivos podem ser feitas por meio de medicamentos em separado ou por associações em doses fi xas.

Associações reconhecidas como efi cazes: diuréticos e diuréticos de diferentes mecanismos de ação; medicamentos de ação central e diuréticos; betabloqueadores e diuréticos; bloqueadores do receptor AT1 e diuréticos; inibidores da ECA e diuréticos; bloqueadores dos canais de cálcio e betabloqueadores; bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores da ECA; bloqueadores dos canais de cálcio e bloqueadores do receptor A T1

79 (A). As associações assinaladas também estão disponíveis no mercado (Tabela

4) em doses fi xas. Seu emprego, desde que seja criterioso, pode ser útil por simplifi car o esquema posológico, reduzindo o número de comprimidos administrados e, assim, estimulando a adesão ao tratamento.

Na hipertensão resistente à dupla terapia, podem ser prescritos três ou mais medicamentos. Nessa situação, o uso de diuréticos é fundamental. Em casos ainda mais resistentes, a adição de minoxidil ao esquema terapêutico tem-se mostrado útil.

6.5. Interações Medicamentosas É importante conhecer as principais interações de anti-hipertensivos e medicamentos de uso contínuo que podem ser prescritos para o paciente hipertenso (Tabela 5). Para os anti-hipertensivos lançados mais recentemente, essa possibilidade tem sido avaliada de forma sistemática, o que nem sempre ocorre com os medicamentos mais antigos.

6.6. Complicações Hipertensivas Agudas Pressão arterial muito elevada, acompanhada de sintomas, caracteriza uma complicação hipertensiva aguda e requer avaliação clínica adequada, incluindo exame físico detalhado e exame de fundo de olho.

Urgências hipertensivas Há elevação importante da pressão arterial, em geral pressão arterial diastólica > 120 mmHg, com condição clínica estável, sem comprometimento de órgãos-alvo. A pressão arterial deverá ser reduzida em pelo menos 24 horas, em geral com medicamentos por via oral (D) (Tabela 6).

Caso permaneçam os mesmos níveis, preconiza-se a administração, por via oral, de bloqueadores dos canais de cálcio, inibidor da ECA ou clonidina.

Embora a administração sublingual de nifedipina de ação rápida tenha sido amplamente utilizada para esse fi m, foram descritos efeitos adversos graves com esse uso. A difi culdade de controlar o ritmo e o grau de redução da pressão arterial, quando intensa, pode ocasionar acidentes vasculares; o risco de importante estimulação simpática secundária e a existência de alternativas efi cazes e mais bem toleradas tornam o uso da nifedipina de curta duração não recomendável nessa situação. O uso desse

medicamento, sobretudo de forma abusiva, foi recentemente analisado em parecer técnico do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (http://www.sbn.org.br).

Emergências hipertensivas Condição em que há elevação crítica da pressão arterial com quadro clínico grave, progressiva lesão de órgãos-alvo e risco de morte, exigindo imediata redução da pressão arterial com agentes por via parenteral (D) (Tabela 7).

Resultam de elevação abrupta da pressão arterial, com perda da auto- regulação do fl uxo cerebral e evidências de lesão vascular, com quadro clínico de encefalopatia hipertensiva, lesões hemorrágicas dos vasos da retina e papiledema. Habitualmente, apresentam-se com pressão arterial muito elevada em pacientes com hipertensão crônica ou menos elevada em pacientes com doença aguda, como em eclâmpsia, glomerulonefrite aguda, e em uso de drogas ilícitas, como cocaína. Emergências hipertensivas podem também cursar com pressão arterial muito elevada, acompanhada de sinais que indicam lesões em órgãos-alvo em progressão, tais como acidente vascular cerebral (vide capítulo 7, item 7.9), edema pulmonar agudo, síndromes isquêmicas miocárdicas agudas (infarto agudo do miocárdio, crises repetidas de angina) e dissecção aguda da aorta. Nesses casos, há risco iminente à vida ou de lesão orgânica grave.

Depois de obtida a redução imediata da pressão arterial, deve-se iniciar a terapia anti-hipertensiva de manutenção e interromper a medicação parenteral. A hidralazina é contra-indicada nos casos de síndromes isquêmicas miocárdicas agudas e de dissecção aguda de aorta por induzir ativação simpática, com taquicardia e aumento da pressão de pulso. Em tais situações, indica-se o uso de betabloqueadores e de nitroglicerina (C).

Na fase aguda de acidente vascular cerebral, a redução da pressão arterial deve ser gradativa e cuidadosa, evitando-se reduções bruscas e excessivas. Embora saiba-se que a redução da pressão arterial, nessas condições, deva ser feita de forma gradual e não abrupta, não há consenso para se estabelecer a pressão arterial ideal.

É comum, ainda, a ocorrência de situações de estresse psicológico agudo e de síndrome do pânico associadas à pressão arterial elevada, não caracterizando complicações hipertensivas agudas. Recomenda- se terapêutica do estresse psicológico e tratamento ambulatorial da hipertensão arterial.

6.7. Adesão ao Tratamento A adesão ao tratamento pode ser defi nida como o grau de coincidência entre a prescrição e o comportamento do paciente. Vários são os determinantes da não-adesão ao tratamento187-189 (Tabela 8). Os percentuais de controle de pressão arterial são muito baixos, apesar das evidências de que o tratamento anti-hipertensivo é efi caz em diminuir a morbidade e a mor talidade cardiovasculares, em razão da baixa adesão ao tratamento. Estudos isolados apontam controle de 20% a 40%,190,191. A taxa de abandono, grau mais elevado de falta de adesão, é crescente conforme o tempo decorrido após o início da terapêutica. A tabela 9 indica sugestões para melhorar a adesão às prescrições para os hipertensos.

A relação médico–paciente deve ser a base de sustentação para o sucesso do tratamento anti-hipertensivo. A participação de vários profi ssionais da área da saúde, com uma abordagem multidisciplinar ao hipertenso pode facilitar a adesão ao tratamento e, conseqüentemente, aumentar o controle192.

Tratamento Medicamentoso

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Anti-hipertensivo Medicamentos Efeitos

Diuréticos

Tiazídicos e de alça Digitálicos Intoxicação digitálica por hipopotassemia

Antiinfl amatórios esteróides e não-esteróides Antagonizam o efeito diurético

Hipoglicemiantes orais Efeito diminuído pelos tiazídicos

Lítio Aumento dos níveis séricos do lítio

Poupadores de potássio Suplementos de potássio e inibidores da ECA Hiperpotassemia

Inibidores adrenérgicos

Ação central Antidepressivos tricíclicos Redução do efeito anti-hipertensivo

Betabloqueadores Insulina e hipoglicemiantes orais Redução dos sinais de hipoglicemia e bloqueio da mobilização de glicose

Amiodarona quinidina Bradicardia

Cimetidina Reduz a depuração hepática de propranolol e metoprolol

Cocaína Potencializam o efeito da cocaína

Vasoconstritores nasais Facilitam o aumento da pressão pelos vasoconstritores nasais

Diltiazem, verapamil Bradicardia, depressão sinusal e atrioventricular

Dipiridamol Bradicardia

Antiinfl amatórios esteróides e não-esteróides Antagonizam o efeito hipotensor

Diltiazem, verapamil, betabloqueadores e medicamentos de ação central

Hipotensão

Inibidores da ECA

Suplementos e diuréticos poupadores de potássio Hiperpotassemia

Ciclosporina Aumento dos níveis de ciclosporina

Antiinfl amatórios esteróides e não-esteróides Antagonizam o efeito hipotensor

Lítio Diminuição da depuração do lítio

Antiácidos Reduzem a biodisponibilidade do captopril

Bloqueadores dos canais de cálcio

Digoxina Verapamil e diltiazem aumentam os níveis de digoxina

Bloqueadores de H2 Aumentam os níveis dos bloquea- dores dos canais de cálcio

Ciclosporina Aumento do nível de ciclosporina, a exceção de anlodipino e felodipino

Teofi lina, prazosina Níveis aumentados com verapamil

Moxonidina Hipotensão

Bloqueadores do receptor AT1

Moxonidina Hipotensão com losartana

Tabela 5. Anti-hipertensivos: interações medicamentosas

Medicamentos Dose Ação Efeitos adversos e precauções

Início Duração

Nifedipino 10-20 mg VO 5-15 min 3-5 h Redução abrupta da pressão, hipotensão Cuidados especiais em idosos

Captopril 6,25-25 mg VO (repetir em 1 h se necessário)

15-30 min 6-8 h Hipotensão, hiperpotassemia, insufi ciência renal, estenose bilateral de artéria renal ou rim único com estenose de artéria renal

Clonidina 0,1-0,2 mg VO h/h 30-60 min 6-85 h Hipotensão postural, sonolência, boca seca

Tratamento Medicamentoso

Tabela 6. Medicamentos indicados para uso oral nas urgências hipertensivas

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Medicamentos Dose Ação Efeitos adversos e precauções Indicações

Início Duração

Nitroprussiato de sódio 0,25-10 mg/kg/min EV Imediato 1-2 min Náuseas, vômitos, intoxicação por cianeto. Cuidado na insufi ciência renal e hepática

e na pressão intracraniana alta. Hipotensão grave

Maioria das emergências hipertensivas

Nitroglicerina 5-100 mg/min EV 2-5 min 3-5 min Cefaléia, taquicardia, taquifi laxia, fl ushing, meta-hemoglobinemia

Insufi ciêmcia coronariana

Hidralazina 10-20 mg EV ou 10-40 mg IM 6/6 h

10-30 min 3-12 h Taquicardia, cefaléia, vômitos. Piora da angina e do infarto. Cuidado com pressão intracraniana elevada

Eclâmpsia

Metoprolol 5 mg EV (repetir 10/10 min, se necessário)

até 20 mg

5-10 min 3-4 h Bradicardia, bloqueio atrioventricular avançado, insufi ciência cardíaca, broncoespasmo

Insufi ciêmcia coronariana Aneurisma dissecante

de aorta

Furosemida 20-60 mg (repetir após 30 min)

2-5 min 30-60 min Hipopotassemia Insufi ciência ventricular esquerda. Situações de

hipervolemia

Tabela 7. Medicamentos usados por via parenteral para o tratamento das emergências hipertensivas

Tabela 8. Principais determinantes da não-adesão ao tratamento anti-hipertensivo

1. Falta de conhecimento do paciente sobre a doença ou de motivação para tratar uma doença assintomática e crônica.

2. Baixo nível socioeconômico, aspectos culturais e crenças erradas adquiridas em experiências com a doença no contexto familiar e baixa auto-estima.

3. Relacionamento inadequado com a equipe de saúde. 4. Tempo de atendimento prolongado, difi culdade na marcação de consultas, falta de

contato com os faltosos e com aqueles que deixam o serviço. 5. Custo elevado dos medicamentos e ocorrência de efeitos indesejáveis. 6. Interferência na qualidade de vida após o início do tratamento.

Tabela 9. Principais sugestões para melhor adesão ao tratamento anti-hipertensivo

1. Educação em saúde, com especial enfoque nos conceitos de hipertensão e suas características.

2. Orientações sobre os benefícios dos tratamentos, incluindo mudanças de estilo de vida.

3. Informações detalhadas e compreensíveis pelos pacientes sobre os eventuais efeitos adversos dos medicamentos prescritos e necessidades de ajustes posológicos com o passar do tempo.

4. Cuidados e atenções particularizadas de conformidade com as necessidades 5. Atendimento médico facilitado, sobretudo no que se refere ao agendamento

de consultas.

Tratamento Medicamentoso

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