Mudanças na estrutura política e na ciência no mundo contemporâneo - Prof. Laura L. Dillma, Exams of Law

Este documento discute as mudanças nos aspectos políticos e estruturais durante o mundo contemporâneo, como a descentralização do poder, a ascensão do populismo, as revoluções e movimentos sociais, e a influência das redes sociais na política. Além disso, o texto aborda a influência de fatores sociais, políticos e culturais na ciência e como as mudanças paradigmáticas refletem disputas de poder e interesses dentro da comunidade científica.

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1. A geopolítica da Nova Ordem Mundial diferenciou-se do cenário configurado no âmbito
da ordem da Guerra Fria por:
A. multiplicação dos centros de disputa global
B. alteração dos núcleos de poder
C. proliferação dos conflitos armados de grande porte
D. eliminação das intervenções imperialistas
E. bipartidarização do sistema eçonômico
2.A implementação da Nova Gestão Pública depende da peculiaridade dos países,
principalmente no que se refere ao legado estatal e à dinâmica politica. Para concretizar os
objectivos da NGP, três mecanismos são essenciais. Assinale a alternativa que apresenta o
aspecto ou mecanismo mais intrincado no caso moçambicano.
Vamos analisar brevemente os outros mecanismos mencionados:
A. A combinação entre a flexibilização da gestão burocrática e o aumento da
responsabilização da administração pública: Este mecanismo envolve a busca por uma
gestão mais flexível e eficiente, ao mesmo tempo em que se aumenta a responsabilização
dos gestores públicos pelos resultados alcançados. Isso pode implicar em reformas na
estrutura burocrática para torná-la mais ágil e adaptável às demandas contemporâneas, ao
mesmo tempo em que se estabelecem mecanismos claros de prestação de contas.
B. A existência de uma pluralidade de provedores de serviços públicos: Esse mecanismo
refere-se à diversificação e ampliação dos provedores de serviços públicos, o que pode
promover a competição, inovação e melhoria na qualidade dos serviços prestados. A
presença de múltiplos provedores também pode oferecer mais opções aos cidadãos e
aumentar a eficiência na entrega de serviços.
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  1. A geopolítica da Nova Ordem Mundial diferenciou-se do cenário configurado no âmbito da ordem da Guerra Fria por: A. multiplicação dos centros de disputa global B. alteração dos núcleos de poder C. proliferação dos conflitos armados de grande porte D. eliminação das intervenções imperialistas E. bipartidarização do sistema eçonômico 2.A implementação da Nova Gestão Pública depende da peculiaridade dos países, principalmente no que se refere ao legado estatal e à dinâmica politica. Para concretizar os objectivos da NGP, três mecanismos são essenciais. Assinale a alternativa que apresenta o aspecto ou mecanismo mais intrincado no caso moçambicano. Vamos analisar brevemente os outros mecanismos mencionados: A. A combinação entre a flexibilização da gestão burocrática e o aumento da responsabilização da administração pública: Este mecanismo envolve a busca por uma gestão mais flexível e eficiente, ao mesmo tempo em que se aumenta a responsabilização dos gestores públicos pelos resultados alcançados. Isso pode implicar em reformas na estrutura burocrática para torná-la mais ágil e adaptável às demandas contemporâneas, ao mesmo tempo em que se estabelecem mecanismos claros de prestação de contas. B. A existência de uma pluralidade de provedores de serviços públicos: Esse mecanismo refere-se à diversificação e ampliação dos provedores de serviços públicos, o que pode promover a competição, inovação e melhoria na qualidade dos serviços prestados. A presença de múltiplos provedores também pode oferecer mais opções aos cidadãos e aumentar a eficiência na entrega de serviços.

C. A adoção de uma administração pública voltada para resultados: Esse mecanismo destaca a importância de uma gestão focada em alcançar resultados mensuráveis e tangíveis, em vez de apenas cumprir procedimentos burocráticos. Isso envolve a definição clara de objetivos, metas e indicadores de desempenho para avaliar o sucesso das políticas e programas governamentais. D. A adopção de uma administração pública baseada em mecanismos de contratualidade da gestão. A adoção de uma administração pública baseada em mecanismos de contratualidade da gestão pode ser considerada o aspecto mais intrincado no caso moçambicano devido à complexidade e desafios associados à implementação eficaz desses mecanismos.Em Moçambique, a introdução de contratos de gestão na administração pública pode enfrentar obstáculos relacionados à capacidade de monitoramento e avaliação, à transparência na definição e cumprimento de metas, à alocação eficiente de recursos e à cultura organizacional existente. Além disso, a necessidade de estabelecer contratos claros, mensuráveis e realistas entre os gestores públicos e as entidades responsáveis pela supervisão pode ser um desafio em um contexto onde as práticas administrativas podem ser menos estruturadas.Portanto, a implementação de uma administração pública baseada em mecanismos de contratualidade da gestão em Moçambique pode ser mais intrincada devido à necessidade de superar esses desafios específicos e garantir a eficácia e eficiência na gestão pública. E. A adoção de uma administração pública apoiada na transparência das ações governamentais: Esse mecanismo enfatiza a importância da transparência na gestão pública, garantindo que as ações do governo sejam abertas ao escrutínio público. A transparência contribui para a prestação de contas, o combate à corrupção e o fortalecimento da confiança dos cidadãos nas instituições governamentais. 3.A avaliação de que o Conselho de Segurança da ONU tenha se tornado obsoleto deve-se as mudanças que configuraram o actual panorama politico mundial, que, no caso, pode ser evidenciado:

Parte ii: questoes para desenvolvimento

  1. Indique aspectos estruturais politicos modificados durante o mundo contemporâneo. (2,0V) Durante o mundo contemporâneo, alguns aspectos estruturais políticos modificados incluem:
  2. Globalização: O aumento da interconectividade entre países e regiões levou a uma maior interdependência política.
  3. Ascensão do Multilateralismo: A necessidade de cooperação internacional levou ao fortalecimento de organizações multilaterais como a ONU, a UE e o G20.
  4. Mudanças no Poder Global: O declínio de superpotências tradicionais e o surgimento de novos atores globais têm alterado as dinâmicas de poder.
  5. Avanços Tecnológicos: A tecnologia tem impactado a política, desde a comunicação até a segurança cibernética e a privacidade dos cidadãos.
  6. Mudanças Demográficas: O envelhecimento da população e a diversidade cultural têm influenciado políticas relacionadas à saúde, imigração e integração social. Estes são apenas alguns exemplos de aspectos estruturais políticos que têm sido modificados no mundo contemporâneo. Peço desculpas pela confusão. Aqui estão alguns exemplos específicos de mudanças nos aspectos políticos estruturais durante o mundo contemporâneo:
  7. Descentralização do poder: Em muitos países, houve um movimento em direção à descentralização do poder político, com uma maior autonomia concedida a níveis subnacionais de governo.
  8. Ascensão do populismo: O surgimento de líderes populistas em várias partes do mundo tem desafiado as estruturas políticas tradicionais e levado a mudanças nas dinâmicas políticas.
  1. Revoluções e movimentos sociais: Movimentos como a Primavera Árabe e os protestos de 2019 em Hong Kong demonstraram o poder dos cidadãos na mudança de estruturas políticas estabelecidas.
  2. Aumento da influência das redes sociais: Plataformas de mídia social têm desempenhado um papel significativo na política contemporânea, permitindo a mobilização de massas e influenciando a opinião pública. Estes são alguns exemplos concretos de mudanças nos aspectos políticos estruturais que ocorreram durante o mundo contemporâneo. Peço desculpas pela confusão. Aqui estão alguns exemplos específicos de mudanças nos aspectos políticos estruturais durante o mundo contemporâneo:1.Descentralização do poder: Em muitos países, houve um movimento em direção à descentralização do poder político, com uma maior autonomia concedida a níveis subnacionais de governo.2.Ascensão do populismo: O surgimento de líderes populistas em várias partes do mundo tem desafiado as estruturas políticas tradicionais e levado a mudanças nas dinâmicas políticas.3.Revoluções e movimentos sociais: Movimentos como a Primavera Árabe e os protestos de 2019 em Hong Kong demonstraram o poder dos cidadãos na mudança de estruturas políticas estabelecidas.4.Aumento da influência das redes sociais: Plataformas de mídia social têm desempenhado um papel significativo na política contemporânea, permitindo a mobilização de massas e influenciando a opinião pública.Estes são alguns exemplos concretos de mudanças nos aspectos políticos estruturais que ocorreram durante o mundo contemporâneo. 1.Descentralização do poder: Um exemplo seria a Espanha, que concedeu maior autonomia às regiões como a Catalunha e o País Basco.2.Democratização: A transição democrática na América Latina, com países como Brasil, Argentina e Chile abandonando regimes autoritários em favor da democracia.3.Multilateralismo: A criação da União Europeia como um bloco político e econômico que busca a cooperação entre seus membros em diversas áreas.4.Direitos Humanos: A criação do Tribunal Penal Internacional para julgar crimes de guerra e genocídio, demonstrando um compromisso global com a proteção dos direitos humanos.5.Mudanças na comunicação política: A utilização das redes sociais por políticos para se comunicarem diretamente com os eleitores e mobilizarem apoiadores, como visto nas campanhas eleitorais modernas.
  3. Explique associando as mudanças paradigmáticas com a crescente anomalias da ciência. (2,0V) As mudanças paradigmáticas, propostas por Thomas Kuhn em sua obra "A Estrutura das Revoluções Científicas", estão diretamente relacionadas às crescentes anomalias na ciência. Segundo Kuhn, um paradigma é um conjunto de conceitos, teorias, métodos e padrões de pensamento que guiam a prática científica em uma determinada área. Quando

Nesse contexto, a Igreja desempenhava um papel central e detinha o monopólio da cultura, exercendo influência sobre o pensamento, a educação e a produção do conhecimento.No entanto, ao longo do tempo, começaram a surgir divergências e alterações profundas no sistema educacional e no modo como o conhecimento era adquirido e transmitido. Essas mudanças foram impulsionadas por uma série de fatores, incluindo avanços no pensamento filosófico, científico e político, bem como transformações sociais e culturais.Um dos principais fatores que contribuíram para essas mudanças foi o surgimento do Humanismo durante o Renascimento, que enfatizava a importância do estudo das humanidades, da razão e da observação direta da natureza como fontes de conhecimento. Isso levou a um aumento da valorização da razão e da investigação empírica, em contraste com a ênfase exclusiva na fé e na autoridade da Igreja.Além disso, a Reforma Protestante também desempenhou um papel significativo na descentralização do poder da Igreja e na promoção da leitura e interpretação individual das Escrituras Sagradas, o que contribuiu para uma maior diversidade de perspectivas e interpretações no campo do conhecimento.Essas mudanças no sistema educacional e nas formas de adquirir conhecimento foram fundamentais para o surgimento da ciência moderna e para o desenvolvimento de uma abordagem mais crítica e investigativa em relação ao mundo natural e ao conhecimento humano. Na época medieval, a teoria do conhecimento estava fortemente associada à ideia de que a verdade era acessada pela fé, especialmente através da crença nas Escrituras Sagradas. Nesse período, a Igreja desempenhava um papel central na sociedade e detinha o monopólio da cultura, exercendo grande influência sobre o pensamento e a educação.No entanto, ao longo do tempo, começaram a surgir divergências e alterações profundas no sistema educacional, que contribuíram para mudanças significativas na forma como o conhecimento era produzido e transmitido. Essas mudanças foram impulsionadas por uma série de fatores, como o Renascimento, a Reforma Protestante, o Iluminismo e o desenvolvimento da ciência moderna.O Renascimento trouxe consigo um ressurgimento do interesse pela cultura clássica greco-romana, estimulando o pensamento crítico e a valorização da razão e da observação empírica. A Reforma Protestante questionou a autoridade da Igreja Católica e promoveu uma maior autonomia individual na interpretação das Escrituras Sagradas, contribuindo para a diversificação das fontes de conhecimento.O Iluminismo enfatizou a importância da razão, da ciência e da educação na busca pelo conhecimento, promovendo ideais como liberdade, igualdade e fraternidade. A ciência moderna, por sua vez, introduziu novos métodos de investigação e explicação dos fenômenos naturais, desafiando as concepções tradicionais e estimulando o progresso científico.Dessa forma, as divergências e alterações profundas no sistema educacional ao longo da história contribuíram para a transformação do paradigma medieval baseado na fé e na autoridade da Igreja, abrindo caminho para uma visão mais pluralista e crítica do conhecimento, fundamentada na razão, na observação empírica e no diálogo entre diferentes perspectivas. Na época medieval, a teoria do conhecimento estava fortemente associada à ideia de que a verdade era acessada pela fé, especialmente através da crença nas Escrituras Sagradas. Nesse contexto, a Igreja Católica desempenhava um papel central e detinha o monopólio da cultura, controlando o acesso ao conhecimento e exercendo influência sobre a educação

e a produção do saber.No entanto, ao longo do tempo, começaram a surgir divergências e alterações profundas no sistema educacional e no modo como o conhecimento era concebido e disseminado. Um dos principais fatores que contribuíram para essas mudanças foi o surgimento do Renascimento, período marcado por um ressurgimento do interesse pelas artes, ciências e humanidades clássicas da Antiguidade. Esse movimento valorizava a razão, a observação empírica e a investigação científica como meios de adquirir conhecimento, em contraste com a ênfase exclusiva na fé e na autoridade religiosa.Além disso, a Reforma Protestante também teve um papel significativo na transformação do cenário educacional, ao questionar a autoridade da Igreja Católica e promover uma maior autonomia individual na interpretação das Escrituras Sagradas. Isso contribuiu para o surgimento de novas correntes de pensamento e para a diversificação das fontes de conhecimento, minando o monopólio cultural da Igreja e abrindo espaço para uma maior pluralidade de ideias e perspectivas.Dessa forma, as divergências e alterações profundas no sistema educacional da época medieval foram impulsionadas por uma série de fatores, incluindo o Renascimento, a Reforma Protestante e o crescente valor atribuído à razão, à observação empírica e à investigação científica como formas legítimas de buscar a verdade e adquirir conhecimento. Essas mudanças marcaram o início de uma nova era na história do pensamento humano, caracterizada pelo questionamento das verdades estabelecidas e pela busca por novas formas de compreender o mundo. 4.Conforme Arruda (1982), na Alta Idade Média, a economia era basicamente agrária, o sistema econômico da época era o Feudalismo, praticamente não existiam trocas entre os feudos, e o poder estava nas mãos da Igreja, que condenava o comércio. Explique, porque a igreja condenava o comércio ao ponto de não permitir as transacções mercantis? (2,0V) A Iigreja na Idade Média condenava o comércio por diversos motivos, principalmente devido à influência da doutrina cristã e à visão teológica da época. A condenação do comércio pela Igreja estava fundamentada em várias crenças e princípios religiosos, que influenciavam a forma como a atividade comercial era percebida e regulamentada na sociedade feudal.Um dos principais motivos para a condenação do comércio pela Igreja era a associação do lucro e da busca por riquezas materiais com a ganância e a avareza, consideradas pecados capitais. A Igreja enfatizava a importância da humildade, da caridade e da renúncia aos bens terrenos como virtudes cristãs, e via no comércio uma atividade que poderia levar à exploração, à injustiça e ao distanciamento dos valores espirituais.Além disso, a Igreja também considerava o comércio como uma atividade incerta e instável, sujeita a flutuações e riscos que poderiam comprometer a estabilidade e a ordem social. A ênfase na segurança e na estabilidade era uma característica marcante da sociedade feudal, e o comércio era visto como uma atividade volátil que poderia ameaçar a coesão e a hierarquia estabelecida.Outro aspecto importante era a preocupação da Igreja com a justiça e a equidade nas relações econômicas. O comércio envolvia a troca de bens e serviços por lucro, e a Igreja temia que essa busca pelo lucro pudesse levar à exploração dos mais vulneráveis e à desigualdade social. Portanto, a condenação do comércio pela Igreja refletia não apenas preocupações morais e teológicas, mas também questões relacionadas à ordem social, à justiça e à equidade.Esses fatores contribuíram para a postura restritiva da Igreja em relação ao comércio durante a Idade Média, impedindo ou limitando as transações mercantis e exercendo controle sobre as atividades econômicas dentro do contexto feudal.

moderação, caridade e desapego aos bens materiais. A acumulação de riquezas através do comércio era vista como um desvio do caminho espiritual e uma tentação que afastava as pessoas de Deus.

  1. Usura e exploração: A prática da usura, ou seja, empréstimos de dinheiro com juros, era comumente associada ao comércio na época. A Igreja condenava a usura como uma forma de exploração dos mais pobres e vulneráveis, considerando-a moralmente repreensível. Essa associação entre comércio e usura contribuiu para a visão negativa da Igreja em relação às atividades comerciais.
  2. Valorização do trabalho agrícola: Na sociedade feudal, a atividade agrícola era considerada fundamental e valorizada, sendo vista como mais nobre e virtuosa do que o comércio. A Igreja, que exercia grande influência sobre a mentalidade da época, reforçava a importância do trabalho no campo e desencorajava práticas comerciais que pudessem desviar as pessoas dessa atividade considerada mais digna.
  3. Controle social e poder político: Ao condenar o comércio e restringir as transações mercantis, a Igreja buscava manter o controle social e político sobre a sociedade feudal. O comércio poderia representar uma ameaça ao poder estabelecido, ao criar novas formas de riqueza e influência que poderiam desafiar a autoridade da Igreja e dos senhores feudais. Portanto, a condenação da Igreja ao comércio na Alta Idade Média estava enraizada em questões éticas, morais e sociais, refletindo as concepções e valores predominantes da época em relação às atividades econômicas e à distribuição de poder na sociedade feudal. 5.Porque é que a fase da vingança divina, durante a corrente romana, proporcionava muito temor à sociedade? (2,0V) Durante a era romana, a fase da vingança divina gerava muito temor na sociedade devido às crenças e práticas religiosas que permeavam a cultura da época. Existiam diversas razões pelas quais a ideia da vingança divina causava medo e apreensão entre as pessoas:
  4. Poder dos deuses: Na religião romana, os deuses eram vistos como seres poderosos e caprichosos, que podiam intervir na vida dos humanos de maneira imprevisível e muitas vezes punitiva. Acreditava-se que os deuses podiam punir os mortais por transgressões, desrespeito ou falta de reverência, trazendo desgraças, doenças ou catástrofes como forma de castigo.
  1. Crença na justiça divina: Os romanos acreditavam em uma ordem divina que regia o universo e que os deuses puniriam aqueles que desrespeitassem essa ordem. A vingança divina era vista como uma forma de restaurar o equilíbrio e a justiça no mundo, garantindo que os transgressores fossem devidamente castigados.
  2. Medo do desconhecido: A falta de compreensão completa sobre as vontades e intenções dos deuses gerava um sentimento de medo e incerteza na sociedade. As pessoas temiam ofender os deuses sem saber, o que poderia resultar em retaliação divina e consequências negativas para suas vidas e comunidades.
  3. Controle social: O temor da vingança divina também servia como um mecanismo de controle social, incentivando as pessoas a obedecerem às normas e valores estabelecidos pela religião e pela sociedade. O medo das punições divinas funcionava como um freio para comportamentos considerados moralmente inaceitáveis ou prejudiciais à ordem social. Portanto, o temor à vingança divina durante a era romana estava profundamente enraizado nas crenças religiosas, na percepção do poder dos deuses e na ideia de que a justiça divina era implacável e inevitável. Esse medo contribuía para a manutenção da ordem social e moral, influenciando o comportamento e as atitudes das pessoas dentro da sociedade romana. Durante a corrente romana, a fase da vingança divina proporcionava muito temor à sociedade devido à crença generalizada em deuses e divindades que exerciam poder sobre as vidas e destinos dos indivíduos. Nessa época, a religião desempenhava um papel central na vida cotidiana e nas práticas sociais dos romanos, e acreditava-se que os deuses podiam intervir diretamente nos assuntos humanos, recompensando os bons e punindo os maus. A ideia de vingança divina gerava temor na sociedade romana porque as punições dos deuses eram vistas como inevitáveis e implacáveis. Acreditava-se que transgredir as leis divinas ou desrespeitar os rituais e cultos religiosos poderia resultar em castigos severos e calamidades para a comunidade como um todo. Dessa forma, o temor à vingança divina servia como um mecanismo de controle social, incentivando as pessoas a agirem de acordo com as normas estabelecidas pela religião e a respeitarem as tradições e práticas religiosas. Além disso, a crença na vingança divina também refletia uma visão de mundo em que as forças sobrenaturais exerciam influência direta sobre os eventos do cotidiano. A sociedade romana atribuía significados profundos aos fenômenos naturais, aos acontecimentos políticos e sociais, e às experiências individuais, interpretando-os como manifestações da vontade divina e como sinais do favor ou desagrado dos deuses.

Em resumo, a superação da visão teocêntrica pela visão antropocêntrica durante o Renascimento foi resultado da redescoberta da cultura clássica, do desenvolvimento da ciência e da arte, do humanismo e da Reforma Religiosa, que juntos contribuíram para uma nova concepção do ser humano como sujeito ativo, racional e criativo no centro do universo. Durante o Renascimento, a transição da visão teocêntrica (centrada em Deus) para a visão antropocêntrica (centrada no ser humano) representou uma mudança significativa no pensamento e na cultura da época. Essa transição foi impulsionada por diversos fatores e refletiu uma nova forma de compreender o mundo e o papel do ser humano dentro dele.A superação da visão teocêntrica em favor da visão antropocêntrica durante o Renascimento pode ser detalhada da seguinte forma:1.Redescoberta do Humanismo: O Humanismo foi um movimento intelectual que valorizava a dignidade e a capacidade do ser humano, defendendo a importância da razão, do conhecimento e das realizações individuais. Os humanistas do Renascimento rejeitavam a visão puramente religiosa que colocava Deus no centro de tudo e passaram a enfatizar a excelência e o potencial humano.2.Ressurgimento do Pensamento Clássico: Durante o Renascimento, houve um intenso ressurgimento do pensamento e das obras da Antiguidade Clássica, em especial dos escritos de filósofos como Platão e Aristóteles. Essa redescoberta levou a uma valorização da razão, da investigação científica e do conhecimento empírico, contribuindo para a transição de uma visão centrada em Deus para uma centrada no ser humano.3.Desenvolvimento das Artes e Ciências: O Renascimento foi marcado por avanços significativos nas artes, na literatura, na ciência e na tecnologia. Artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo produziram obras que celebravam a beleza e a complexidade do corpo humano, enquanto cientistas como Galileu Galilei e Nicolau Copérnico revolucionaram a compreensão do universo. Essas realizações destacaram o potencial criativo e intelectual dos seres humanos, contribuindo para a superação da visão teocêntrica.4.Valorização da Individualidade e Autonomia: A transição para a visão antropocêntrica também refletiu uma maior ênfase na individualidade, na autonomia e na liberdade do ser humano. Os pensadores renascentistas passaram a defender a capacidade do indivíduo de moldar seu próprio destino, questionando as estruturas de poder baseadas na autoridade divina.Em suma, a superação da visão teocêntrica pela visão antropocêntrica durante o Renascimento foi um processo complexo e multifacetado, impulsionado pelo Humanismo, pela redescoberta do pensamento clássico, pelos avanços nas artes e ciências e pela valorização da individualidade e autonomia humana. Essa mudança de paradigma representou uma ruptura com a concepção medieval do mundo e do ser humano, dando origem a uma nova era de valorização da razão, da criatividade e do potencial humano. Visão Teocêntrica:•Centrada em Deus: Na visão teocêntrica, Deus é o centro de toda a existência e a fonte de toda a ordem e significado no universo. Tudo o que acontece é interpretado como parte da vontade divina e da providência de Deus.•O ser humano como criatura: Nessa visão, o ser humano é visto como uma criatura de Deus, subordinada à Sua vontade e sujeita às Suas leis. A vida humana e o universo em geral são vistos como parte de um plano divino.•Autoridade religiosa: A autoridade religiosa, representada pela Igreja e pelas escrituras sagradas, é fundamental na interpretação da realidade e na orientação da conduta humana. A fé e a obediência a Deus são consideradas os princípios orientadores da vida.2.Visão Antropocêntrica:•Centrada no ser humano: Na visão antropocêntrica, o ser humano é colocado no centro do universo e visto como o principal agente de significado e

transformação no mundo. A razão, a experiência sensorial e a capacidade humana de compreender o mundo são valorizadas.•O ser humano como sujeito: Nessa visão, o ser humano é considerado um sujeito autônomo, capaz de pensar, agir e criar de forma independente. A liberdade individual, a criatividade e a capacidade de raciocínio são enfatizadas.•Valorização da ciência e da razão: A observação empírica, a experimentação científica e o pensamento racional são fundamentais para o conhecimento e a compreensão do mundo. A autoridade da religião é questionada em favor da autonomia intelectual e moral do indivíduo.

  1. Comente com Gosto a seguinte afirmação: O modernismo é intrumentalizar as pessoas e a natureza mediante o conhecimento técnico cientifico, pela busca de boa vida economica e social, acumulação de riquezas para quem investe em produção, consumo (consumidores) e emancipação em relação ao mito, à autoridade e aos valores tradicionais , (Alvesson e Deetz, 1999). (3,0V) A afirmação sobre o modernismo apresentada por Alvesson e Deetz em 1999 destaca aspectos importantes sobre a relação entre o modernismo, o conhecimento técnico- científico e a busca por uma vida econômica e social melhor. Vamos comentar essa afirmação com gosto: O modernismo realmente se caracteriza por uma forte ênfase na instrumentalização das pessoas e da natureza através do conhecimento técnico-científico. Nesse contexto, a busca por uma vida econômica e social satisfatória é impulsionada pela aplicação de tecnologias e métodos científicos para aumentar a eficiência, a produtividade e o bem-estar material. A acumulação de riquezas para aqueles que investem na produção e no consumo é uma das bases do sistema econômico moderno, incentivando o crescimento econômico e o desenvolvimento de novas tecnologias e mercados. Os consumidores desempenham um papel fundamental nesse processo, impulsionando a demanda por bens e serviços e influenciando as decisões de produção das empresas. Além disso, o modernismo promove a emancipação em relação ao mito, à autoridade e aos valores tradicionais. Através da racionalidade científica e da crítica aos dogmas e às crenças infundadas, o modernismo busca libertar as pessoas de constrangimentos culturais e ideológicos, incentivando a autonomia individual e a busca pelo conhecimento.

condições de trabalho, o padrão de vida e as oportunidades de desenvolvimento para as pessoas.

  1. Acumulação de riquezas na produção e consumo: No contexto do modernismo, a acumulação de riquezas está associada à produção em larga escala, ao consumo crescente e à busca por lucros no mercado. Isso pode gerar desigualdades econômicas e sociais, além de impactos ambientais decorrentes da exploração excessiva dos recursos naturais.
  2. Emancipação em relação ao mito, à autoridade e aos valores tradicionais: O modernismo costuma desafiar tradições, autoridades estabelecidas e valores tradicionais, buscando uma maior autonomia individual, liberdade de pensamento e inovação. Isso pode resultar em mudanças significativas na forma como a sociedade se organiza e se relaciona com o conhecimento, o poder e as instituições. Em resumo, a visão apresentada destaca aspectos importantes do modernismo relacionados à transformação da sociedade através do conhecimento técnico-científico, da busca por prosperidade econômica e social, da acumulação de riquezas, do consumo e da emancipação em relação a estruturas tradicionais. Esses elementos refletem os desafios e as oportunidades associados ao desenvolvimento…