Gênero Dramático
A gente vai falar sobre gênero literário dramático.
Cai bastante em provas e vestibulares.
Vamos dar uma olhada?
Então, nas principais características desse gênero literário, a gente pode pensar, para começar a definir as coisas, que o gênero literário dramático nada mais é do que todo o texto feito para ser encenado.
Essa é a palavra-chave.
Por isso, eu tenho até destaquei aí.
O que significa ser encenado?
Por ser encenado, ou seja, visa se tornar uma peça teatral.
É um texto que é feito pensando já nessa intenção.
O texto, lá na frente, vai se tornar uma peça teatral.
E nisso a gente tem que lembrar de um detalhezinho.
Toda peça de teatro é escrita antes de ser encenada em um palco.
Então, antes de a peça ir para o palco, quando você vai ao teatro assistir a uma peça, tem que pensar que, antes de aquela peça ser uma peça no palco, ela é um texto e uma preparação.
É esse texto que a gente chama de texto literário dramático.
É a intenção de se tornar uma peça.
O histórico do texto dramático é mais ou menos o seguinte.
O texto dramático teve origem na Grécia Antiga, por volta do século nove antes de Cristo.
Ou seja, é um ensino de texto já bastante antigo, mas com muita tradição.
E, além disso, a gente pode pensar também que, no teatro grego, a coisa aconteceu como?
Primeiramente, ele se tornou popular e, a partir dessa popularidade, as pessoas queriam assistir às peças e também ler os textos que davam origem a essas peças.
Então, eu vou assistir à peça, mas também eu quero conhecer o texto.
As pessoas queriam e se interessavam para conhecerem o texto que dava origem àquela peça a que as pessoas estavam indo assistir.
A partir daí, a coisa foi ganhando cada vez mais
popularidade.
A gente pode pensar, também, que o teatro grego antigo era baseado em dois tipos de texto dramático.
Até destaquei aqui que eram dois tipos: a comédia grega e, também, a tragédia grega.
A gente pode definir a comédia grega como sendo um texto dramático e um estilo de texto dramático.
Esses textos usavam o humor.
Olha aí a ideia de humor!
Por isso, a ideia da comédia usava o humor para fazer críticas sociais do cotidiano simples das pessoas.
Isso era a comédia grega.
Já a tragédia grega era formada por textos que abordavam conflitos morais.
Olha aí uma coisa que já era um pouco mais intensa e mais pesada.
Inclusive, eram conflitos morais que resultavam sempre na morte.
Por isso, quando você pensa em uma tragédia grega, tem sempre morte no desfecho, no final da peça.
Por conta desses dois tipos de texto, a comédia e a tragédia grega são os dois tipos de texto básicos do teatro grego antigo.
É por conta disso que, até hoje, esse é o grande símbolo do teatro.
Até hoje, esse é o símbolo do teatro.
São essas duas máscaras que representam um rosto muito feliz, na comédia grega; e um outro rosto meio triste, preocupado, melancólico e preocupado, que é o símbolo da tragédia grega.
E esses dois rostos formam o símbolo do teatro até os dias de hoje.
É bem interessante.
A gente pode pensar também que, por outro lado, ao longo do tempo, outros tipos de texto de gênero dramático foram surgindo.
Eles surgiram e ganharam, inclusive, muita popularidade.
Então, não ficou só na tragédia e na comédia não.
A gente tem, por exemplo, aqui, a chamada de “tragicomédia”, que é simplesmente a junção das características da tragédia.
A gente tem também a farsa.
O que são as farsas?.
A farsa é um texto dramático, porém é um texto mais curto e com personagens mais caricatos.
Então, existem aí as caricaturas da sociedade.
E, também, a gente tem o auto, ou seja, o surgimento e a popularidade do auto.
A gente pode pensar que o auto é um texto dramático, porém é um texto de caráter cômico, mas ele se diferencia da simples comédia, porque ele também aborda temas religiosos.
Então, no auto, tem que ter esse caráter econômico e também a presença da discussão da religião, qualquer que seja a religião.
Geralmente, historicamente falando, é a religião cristã de base católica.
Então, isso ocorre geralmente, mas não é uma regra.
Você tem que ter a discussão religiosa.
Para finalizar, a gente pode pensar nas principais características do gênero dramático.
Quais são essas as principais características para a gente conseguir identificar?
Bom!
Primeiro, a gente tem que pensar que o texto dramático sempre vai fazer o uso das falas dos personagens.
Você tem a presença sempre de falas de personagens.
Sempre vai ter que ter.
E você, também, tem o uso das rubricas, que são que uma espécie de instruções de leitura.
Eu trouxe aqui um exemplo para finalizar o nosso papo.
A gente tem aqui como exemplo um trechinho da peça “O Auto da Compadecida”, do autor brasileiro Ariano Suassuna.
Ou seja, um trecho de um texto dramático.
Olha só como a estrutura funciona!
Olha aqui os nomes dos personagens sempre seguidos, como a gente viu ali, como a gente está vendo aí acima.
A gente tem as falas dos personagens.
Você pode perceber também que isso entre parênteses é o que a gente chama, justamente, de rubrica.
Isso aqui é uma rubrica, que são aquelas instruções.
Essas falas de personagens significam também um ponto bem importante que você tem que anotar.
Se a gente tem a história sendo conduzida e sendo desenvolvida pelas falas dos personagens, isso significa que, no texto dramático, a gente vai ter sempre uma ausência de narrador.
Então, não tem narrador.
Isso é importante demais.
Tem que anotar!
Não tem narrador em um texto dramático.
A gente tem as falas dos personagens conduzindo a história.
Então, há a ausência de narrador.
Assim, a gente viu todas as características mais importantes para conseguir pensar no gênero literário dramático.