Âmnio e Líquido Amniótico
Vamos falar sobre o âmnio e o líquido amniótico.
Como eles se formam?
O âmnio é o revestimento da cavidade amniótica.
Como essa cavidade amniótica se forma?
Através de migração de células epiblásticas, ou seja, as provenientes do epiblasto, e essas células epiblásticas tendem a migrar entre o epiblasto e o citotrofoblasto.
Então, essas células, conforme elas vão migrando entre um epiblasto e o citotrofoblasto, elas vão formando uma região de cavidade, que é a conhecida cavidade amniótica.
E aí, por fim, essas células que revestem externamente essa cavidade passam a ser chamadas de células amniogênicas, então, são justamente essas células com a capacidade de migrar, são as chamadas células amniogênicas, que revestem a cavidade amniótica e formam o conhecido âmnio, ou em alguns lugares, vocês também vão ver amnion.
As células amnióticas que são na verdade essas células epiblásticas que migraram entre o epiblasto e o citotrofoblasto, vão revestindo essa cavidade, vão formando essa cavidade, dando origem ao âmnio.
A partir do momento que esse âmnio se forma, o que se observa é que o embrião e a partir da nona semana, o feto se desenvolvem inteiramente dentro dessa cavidade amniótica.
Então, a gente vai observar esse desenvolvimento até o final da gestação, então, até o final da gestação, o feto vai estar dentro da cavidade amniótica, sempre imerso no líquido amniótico.
Mas, então, como esse líquido amniótico vai ser produzido?
Esse líquido amniótico inicia a sua produção aproximadamente no décimo segundo dia após a fertilização e, inicialmente, vai ser produzido por um processo simples, de filtração do sangue materno na direção do âmnio, na direção, então, da cavidade amniótica.
Lembrando que o sangue materno vai estar presente aqui nessa região envolvendo, então, se
a gente observa na imagem anterior, a gente observa que aqui existe o sangue materno, que está aqui nessa região da placenta, da porção da decídua basal e esse sangue vai sendo filtrado e parcialmente transferido para a cavidade amniótica.
Então, num primeiro momento, essa é a origem do líquido amniótico.
Após a formação, principalmente, do sistema excretor, a gente começa a ter produção de urina e essa urina passa a ser a principal fonte do líquido amniótico.
Além disso, a gente ainda tem como fonte também o fluido pulmonar ou secreção pulmonar, que é produzido, como o próprio nome já diz, nos pulmões.
Conforme o feto desenvolve, amadurece o seu sistema digestório, esse líquido amniótico vai sendo deglutido e aí conforme ele vai sendo deglutido, ele vai sendo novamente transferido para a urina, tornando esse processo, essa renovação possível, então, renovação do líquido amniótico ao longo da vida desse feto.
Mas quais são as funções que o líquido amniótico desempenha?
Então, são diversas.
Vamos destacar aqui as principais.
Ele tem como função proteger contra choques mecânicos, porque afinal de contas, o líquido tende a absorver esses impactos mecânicos que o feto pode vir a sofrer.
Além disso, evita a compressão do cordão umbilical e, consequentemente, dos vasos desse cordão.
E aí, se a gente não tem, se tivesse uma compressão dos vasos do cordão umbilical, a gente poderia ter interrupção do fluxo sanguíneo.
Então, evita essa compressão por conta do líquido.
Protege contra microorganismos.
Então, a proteção aí a nível imunológico.
Estabilidade térmica, então, faz o que a gente chama de termorregulação, porque afinal de contas, a temperatura do líquido amniótico é estável, é a mesma temperatura do corpo materno, ou seja, trinta e seis graus, movimentação fetal, então, permite que o feto se movimente dentro da cavidade amniótica, a partir do líquido, então, movimentação fetal, desenvolvimento pulmonar, auxilia no desenvolvimento pulmonar, afinal de contas, a gente tem a produção desse fluido pulmonar, que vai auxiliar na própria composição até do líquido amniótico.
Ele vai sendo aspirado, assim como do desenvolvimento pulmonar e do sistema digestório, porque ele vai sendo deglutido.
E em parte uma pequena proporção aí de nutrição, porque ele vai deglutindo esse líquido amniótico, o feto deglute esse líquido amniótico e faz parte até da nutrição, o que possibilita, inclusive, a formação do mecônio, que são as primeiras fezes do feto e do recém nascido.
Logo que ele nasce, ele libera esse mecônio.
Então, resumindo essa aula, nós vimos que a cavidade amniótica, ela é formada logo na segunda semana de desenvolvimento, na segunda semana após a fertilização, a partir da migração das células amniogênicas que são células provenientes do epiblasto, entre o epiblasto e o citotrofoblasto.
Revestem a cavidade amniótica, formando o âmnio, que é justamente esse revestimento externo.
A partir do momento que a cavidade amniótica se forma, o embrião e o feto se desenvolve inteiramente dentro dessa cavidade ao longo de toda a gestação.
O líquido amniótico inicialmente é formado a partir da filtração do sangue materno para a cavidade amniótica.
Isso se inicia no décimo segundo dia mais ou menos e é formado posteriormente a partir do sistema excretor, ou seja, a partir da urina, que vai ser a principal fonte de líquido amniótico e também uma parte do fluido pulmonar.
A partir do momento que o sistema digestório amadurece, ele passa a ser deglutido, o que possibilita a renovação total desse líquido amniótico entre aproximadamente vinte e quatro e quarenta e oito horas, esse líquido, ele é completamente renovado.
As funções que o líquido amniótico desempenha diversas funções.
A gente pode destacar proteção contra choques mecânicos, evita a compressão do cordão umbilical e, consequentemente, dos vasos do cordão umbilical, dos vasos umbilicais.
Protege contra microorganismos.
Papel de termorregulação.
Possibilita a movimentação fetal, o desenvolvimento do sistema respiratório, principalmente do pulmão e do sistema digestório e uma parcela de nutrição, contribuindo, inclusive, para a primeira formação de fezes, que é chamada de mecônio.