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Exercícios de Clínica Médica para Residência: Casos e Explicações, Ejercicios de Clínica Medica

Uma coletânea de casos clínicos relevantes para a área de clínica médica, com foco em situações que são frequentemente abordadas em provas de residência médica. Cada caso é apresentado com detalhes sobre a história do paciente, exame físico, exames complementares e a conduta médica mais adequada. Além disso, o documento inclui explicações detalhadas dos conceitos médicos por trás de cada caso, auxiliando na compreensão da fisiopatologia, diagnóstico e tratamento das doenças.

Tipo: Ejercicios

2024/2025

Subido el 28/01/2025

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Caderno de erro de clinica medica
USP R1 2018
Homem de 42 anos de idade procura atendimento em pronto-socorro por crises
de cefaleia hemicrânia direita há 7 dias, quando mudou turno de trabalho em
sua empresa. A dor é lancinante, de forte intensidade, com até 4 episódios por
dia durando até 1 hora cada um. No momento com dor de intensidade 10
(escala 0 a 10). No exame clínico, hiperemia conjuntival e sudorese em
hemiface, ambos à direita. Pressão arterial = 168 x 100 mmHg; frequência
cardíaca = 110 bpm. Qual é a melhor associação de tratamento para controle
agudo e crônico para o quadro álgico do paciente
Tratamento agudo: sumatriptano nasal; Tratamento crônico: verapamil
Eis um quadro de cefaleia em salvas, ou "cluster headache", que é a mais clássica das
cefaleias trigeminais. É mais comum em homens, e manifesta-se por dor lancinante
unilateral, muitas vezes projetada na região oftálmica (ramo oftálmico do trigêmio); a dor é
tão intensa que alguns pacientes descrevem a vontade em "bater a cabeça na parede".
Associado à dor, há sintomas autonômicos importantes, do mesmo lado da dor, como
lacrimejamento, congestão conjuntival, rinorreia, edema periorbitário...
Pra piorar esse quadro pode durar de 15 minutos até 3 horas, e classicamente se repete
no mesmo dia, ou em dias consecutivos (muitas vezes no mesmo horário); daí a
denominação "em salvas".
O tratamento abortivo clássico é feito com oxigênio a 100%, em fluxos elevados (acima de
12L/min) e pelo menos por 15 minutos; como alternativa temos os triptanos...a profilaxia,
por sua vez, quando indicada pode ser feita com antagonista de canal de cálcio.
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Caderno de erro de clinica medica

USP R1 2018

Homem de 42 anos de idade procura atendimento em pronto-socorro por crises

de cefaleia hemicrânia direita há 7 dias, quando mudou turno de trabalho em

sua empresa. A dor é lancinante, de forte intensidade, com até 4 episódios por

dia durando até 1 hora cada um. No momento com dor de intensidade 10

(escala 0 a 10). No exame clínico, hiperemia conjuntival e sudorese em

hemiface, ambos à direita. Pressão arterial = 168 x 100 mmHg; frequência

cardíaca = 110 bpm. Qual é a melhor associação de tratamento para controle

agudo e crônico para o quadro álgico do paciente

Tratamento agudo: sumatriptano nasal; Tratamento crônico: verapamil Eis um quadro de cefaleia em salvas, ou "cluster headache", que é a mais clássica das cefaleias trigeminais. É mais comum em homens, e manifesta-se por dor lancinante unilateral, muitas vezes projetada na região oftálmica (ramo oftálmico do trigêmio); a dor é tão intensa que alguns pacientes descrevem a vontade em "bater a cabeça na parede". Associado à dor, há sintomas autonômicos importantes, do mesmo lado da dor, como lacrimejamento, congestão conjuntival, rinorreia, edema periorbitário... Pra piorar esse quadro pode durar de 15 minutos até 3 horas, e classicamente se repete no mesmo dia, ou em dias consecutivos (muitas vezes no mesmo horário); daí a denominação "em salvas". O tratamento abortivo clássico é feito com oxigênio a 100%, em fluxos elevados (acima de 12L/min) e pelo menos por 15 minutos; como alternativa temos os triptanos...a profilaxia, por sua vez, quando indicada pode ser feita com antagonista de canal de cálcio.

Menigitis

UNICAMP R1 2023

Homem, 22a, foi diagnosticado com meningite por meningococo. Mora em uma

casa com mais quatro estudantes. EM RELAÇÃO À PROFILAXIA PARA

MENINGITE NESTE CASO, É CORRETO AFIRMAR QUE:

A)Todos os estudantes que moram na casa devem receber azitromicina, iniciada até 14 dias do diagnóstico do caso índice. B)Os estudantes que dormem no mesmo quarto do paciente devem receber ceftriaxona, iniciada até 24h do diagnóstico do caso índice. C)Todos os estudantes que moram na casa devem receber ceftriaxona, iniciada até 14 dias do diagnóstico do caso índice. D)Os estudantes que dormem no mesmo quarto do paciente devem receber rifampicina, independente do tempo de diagnóstico do caso índice. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Questão que se repete bastante sobre o tema profilaxia nas meningites. Vamos lembrar os principais conceitos. A profilaxia nas meningites bacterianas está indicada nos casos de infecção por meningococo ou hemófilo e deve ser realizada para os contatos próximos (que são os moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório, comunicantes de creches e escolas e pessoas diretamente expostas às secreções do paciente de casos suspeitos) e profissionais de saúde que tiveram exposição a gotículas (como intubação, aspiração de vias aéreas) sem uso de máscara. Há uma ressalva importante para o hemófilo: profilaxia só é indicada se houver, dentre os comunicantes, uma criança menor de 4 anos sem vacinação para H. influenzae. O período ideal de realização é até 48h da exposição, mas pode ser feito até 14 dias. A rifampicina é o fármaco de escolha pelo Ministério da Saúde na dose de 600mmg ou 10mg/kg/dose de 12/12h por 2 dias na doença meningocócica e uma vez ao dia por 4 dias na infecção por H. influenzae. Outras alternativas são Ciprofloxacino (500mg VO dose única) ou ceftriaxona (250mg IM em dose única). Olhando para as alternativas, a única que traz todas as informações corretas é a letra C. SES-PE R1 2022 JBC é um escolar de 8 anos, 25 kg que vem evoluindo com cefaleia, vômitos e febre baixa há 3 dias. Ao exame clínico, encontra-se com EGR, mucosas secas e rigidez de nuca. Escala de coma de Glasgow = 15, sem outras alterações. Foi indicada coleta de LCR que revelou: líquido discretamente opalescente. Presença de 450 células, com 78% linfomononucleares e 22% polimorfonucleares, glicose - 56mg/dl, proteína=48mg/dl, reações de Pandy e Nonne negativas. Através da coloração de Gram, não foram visualizadas bactérias. Foi enviado material para cultura.Assinale a alternativa que indica a conduta CORRETA a ser tomada no momento do internamento. A)Sintomáticos, ceftriaxona e corticoide venoso até o resultado da cultura de LCR. B)Sintomáticos, manter internada para coletar novo LCR com 48h, a fim de definir início do antibiótico, independentemente da evolução clínica. C)Sintomáticos, aguardar resultado de hemograma e PCR para definir início da antibioticoterapia. D)Sintomáticos, hidratação, sem necessidade de iniciar antibioticoterapia. E)Sintomáticos, internamento para iniciar aciclovir venoso.

extravasamento para a cavidade peritoneal pode ocasionar importante peritonite, de difícil tratamento e alta mortalidade. Sabemos que o paciente com AA obstrutivo pode apresentar perfuração, e há outro problema: imagine que você fez o exame com bário, e a paciente não melhora e necessita ser operada, a cirurgia de lise de aderências muitas vezes é difícil e pode levar a lesão de alças intestinais, e caso estejam cheias de bário, o cirurgião estará em uma situação mais complicada, pois a contaminação da cavidade com bário é muito mórbida, como falei anteriormente. UFRJ R1 2016 Adolescente, 16 anos, chega à emergência com queixa de dor em fossa ilíaca direita (FID) e relato de 1 episódio de vômito. Relata quadro de febre de 40ºC há 1 semana, quando teve o diagnóstico de virose. Exame físico na admissão: afebril, abdome flácido, mas com dor em FID e defesa voluntária. Exames laboratoriais: discreta leucopenia e linfocitose. Hipótese diagnóstica mais provável é: A)Infecção urinária. B)Apendicite aguda. C)Volvo de ceco. D)Linfadenite mesentérica. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Questão interessante de diagnóstico diferencial de dor abdominal no pronto socorro em jovens. Temos um paciente de 16 anos com dor em fossa ilíaca direita e vômitos. Possui como antecedente febre alta há 1 semana com diagnóstico inespecífico de virose. Nos exames laboratoriais, apresenta uma leucopenia com linfocitose. O diagnóstico aqui é o principal diferencial de apendicite aguda nessa faixa etária: a linfadenite mesentérica! Vamos às alternativas onde discutiremos pontos importantes. A alternativa A é falsa, uma vez que o paciente não apresenta sintomatologia de trato urinário inferior, como disúria e polaciúria. A alternativa B também está incorreta, pois a apendicite aguda classicamente inicia com uma dor periumbilical que irradia para a fossa ilíaca direita, não costuma fazer febre de 1 semana pois o paciente procura atendimento antes e no laboratório encontramos LEUCOCITOSE, às custas de neutrófilos e com desvio à esquerda. A alternativa C está incorreta, pois o volvo de ceco leva um quadro de abdome agudo obstrutivo, com náuseas e vômitos e parada de eliminação de flatos e fezes, o que não ocorre aqui. Por fim, a alternativa D é a correta, já que a linfadenite mesentérica ocorre tipicamente após um quadro de infecção viral, podendo ser uma gastroenterite por exemplo, culminando no crescimento e inflamação de linfonodos mesentéricos reacionais, que causam dor localizada. Além disso, nos laboratoriais temos leucopenia com linfocitose, comum em infecções virais.

Prova de Acesso Direto do Exame Nacional de Residência EBSERH de

2023 (ENARE)

José, 55 anos, retorna à UBS para mostrar exames solicitados pelo seu médico da família após queixar-se de cansaço há alguns meses. Dentre os resultados, tem-se: ferro sérico 45 mcg/dl (VR 60-150 mcg/dl), ferritina 170 ng/ml (VR 10-150 ng/ml) TBIC 200 mcg/dl (VR 250- mcg/dl) e saturação de transferrina 28% (VR 30-40%). Dessa forma, o diagnóstico mais provável é A)talassemia. B)hemocromatose. C)anemia ferropriva. D)anemia de doença crônica. E)anemia megaloblástica. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Então pessoal, podemos perceber que essa paciente não fez teste de tolerância a glicose, temos que indicar nessa consulta de 20 de Julho? Não! Essa paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional pela glicemia de jejum realizada

no primeiro trimestre (> 92 mg/dL), portanto, o diagnóstico já está dado e não precisamos de novos exames. Como terapêutica está indicado adequada orientação dietética e seguir vigilância sobre a glicemia capilar e peso fetal, caso necessário há a possibilidade de introduzir insulinoterapia. Agora, na consulta de 20 de Julho temos que solicitar quais exames então? Nossa paciente terá 28 semanas e 5 dias, estará iniciando o terceiro trimestre e os exames que precisamos solicitar nessa fase são o hemograma para avaliar presença de anemia e novas sorologias de sífilis e HIV apenas, como a paciente é imune para toxoplasmose não é necessário repeti-lá. A pesquisa de estreptococo é o swab vaginal e retal indicado a partir de 35 semanas para avaliar necessidade de profilaxia durante o parto, objetiva reduzir risco de sepse neonatal ou outras complicações, então também está cedo para indicarmos. Única alternativa possível é a Letra B.

SES-RJ R1 2018

O intervalo mínimo entre a administração de imunoglobulina humana

antivaricela-zoster e a aplicação da vacina de varicela é de:

A)quatro meses B)cinco meses C)seis meses D)três meses PLICAÇÃO DO PROFESSOR: Questão do tipo "indo bem direto ao ponto"! O intervalo sugerido pelo Ministério da Saúde entre a administração de imunoglobulina humana antivaricela-zoster e vacinas virais vivas atenuadas injetáveis é de 5 meses. Para o uso da imunoglobulina humana antirrábica é de 4 meses, para a imunoglobulina humana antitetânica e a imunoglobulina humana anti-hepatite B é de 3 meses.

Santa Casa SP R1 2023

O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (2.ª

ed.), publicado pelo Ministério da Saúde, define que a probabilidade de uma

pessoa saudável se infectar ao ser exposta ao bacilo da tuberculose é de 30%.

As pessoas infectadas, em geral, permanecem saudáveis por muitos anos,

com imunidade parcial ao bacilo, em uma condição conhecida como infecção

latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Apesar de grande parte da

população mundial estar infectada com M. tuberculosis, não há indicação de

investigação indiscriminada de ILTB na população em geral. Considerando

esse assunto, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de população

para a qual essa investigação é indicada e que potencialmente se beneficiará

do tratamento preconizado.

A)adultos que tiveram contato, nos últimos dois anos, com paciente com a forma pulmonar e miliar/disseminada da tuberculose B)pessoas portadoras do HIV com contagem de CD4+ abaixo de cinquenta células por metro cúbico C)pessoas em uso de inibidores de TNF alfa ou corticosteroides (equivalente a > 15mg/dia de prednisona por mais de um mês) D)indivíduos no período pós-transplante que farão terapia imunossupressora E)profissionais de saúde e pessoas que vivem ou trabalham no sistema prisional ou em instituições de longa permanência, salvo médicos e enfermeiros EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Vamos relembrar as PRINCIPAIS indicações de tratamento de tuberculose latente (ILTB) conforme consta no Manual de Recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil (2º edição) do Ministério da

EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: A questão nos mostra um paciente obeso com quadro de dor importante em abdome superior após ingestão alimentar e alcoólica excessiva. Nesse casos nossas principais hipóteses diagnósticas são cólica biliar ou pancreatite aguda induzida por álcool, porém a questão já nos mostrou o diagnóstico de pancreatite aguda e direcionou para a parte medicamentosa De acordo com o Sabiston 20º edição até 2% dos casos de pancreatite são provocados por medicamentos. Os agentes mais comuns incluem: sulfonamidas, metronidazol, eritromicina, tetraciclinas, didanosina, tiazidas, furosemida, inibidores de redutase (estatinas) 3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA), azatioprina, 6-mercaptopurina, ácido 5-aminossalicílico, sulfassalazina, ácido valproico e acetaminofeno. Mais recentemente, os agentes antirretrovirais usados para o tratamento de AIDS têm sido implicados. Podemos perceber então que todas as opções possuem medicações que podem levar a pancreatite, então como escolher a alternativa correta? O uptodate traz um sistema de classificação das drogas indutoras de pancreatite em IA, IB, II, III e IV. De forma objetiva, as drogas da classe IA levam de forma isolada a pancreatite aguda de forma direta e as medicações da classe IV podem estar associadas a pancreatite aguda, mas nao se pode excluir outras causas mais comuns. Entre as drogas da classe IA estão as da alternativa 3, as demais pertencem a classe IB em diante. Quesão complexa, que exigiu um conhecimento muito específico, mas ai vai uma dica: grande parte das questões traz os anti-hipertensivos e diureticos como grandes causadores de pancreatite aguda medicamentosa. Um detalhe nessa questão é fundamental, a única medicação que o paciente tomava no caso clínico era anti-hipertensivo. Portanto, além de conhecimento saber encontrar as dicas na propria questão é fundamental USP R1 2018 Mulher de 42 anos de idade procura o ambulatório com dúvidas sobre o resultado de sua sorologia de hepatite B. Qual padrão sorológico indica uma imunidade naturalmente adquirida? A)Anti-HBc total: +; HBsAg: -; Anti-HBs: +. B)Anti-HBc total: -; HBsAg: -; Anti-HBs: +. C)Anti-HBc total: +; HBsAg: +; Anti-HBs: -. D)Anti-HBc total: -; HBsAg: +; Anti-HBs: -. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Para interpretar a sorologia da hepatite B, precisamos saber alguns conceitos importantes. O HBs é o antígeno de superfície do vírus B e está presente também nas vacinas. Assim, o Anti-HBs é encontrado tanto nos imunizados pela doença, quanto por vacinação. Já o HBc é o antígeno "core", presente no núcleo do vírus B, mas não na vacina! Assim, a presença dos anticorpos Anti-HBc são sempre indicativos de contato com vírus não-vacinal. O diagnóstico da hepatite B aguda é feito com a presença do antígeno de superfície (HBsAg) e do anticorpo Anti-HBc IgM. A doença crônica é definida pela persistência do HBsAg após 6 meses. E quanto ao HBe? Esse é o marcador de replicação viral na hepatite B. O antígeno comprova que o paciente, além de ser portador da doença, está com elevados índices de HBV-DNA sérico (carga viral) e maior chance de transmissão.

dengue

Prova de Acesso Direto da Associação Médica do Rio Grande do Sul de 2023 (AMRIGS) Analise as seguintes assertivas em relação à dengue: I. A prova do laço deve ser realizada na ausência de sangramento espontâneo. II. O resultado da prova do laço é positivo se houver a presença de 20 ou mais petéquias em adultos, no local de pressão ou abaixo, em uma área de 2,5 cm². III. As seguintes alterações laboratoriais são encontradas: leucocitose e linfopenia com atopia linfocitária. Quais estão corretas? A)Apenas I e II. B)Apenas I e III. C)Apenas II e III. D)I, II e III. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Sabemos que a dengue é uma doença viral causada por arbovirus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Sabemos também que possui 5 sorotipos, sendo que desses 4 já foram isolados em território nacional. Em relação à doença em si, se manifesta como uma síndrome febril pura sendo que nas formas mais graves nota-se colapso circulatório com aumento importante de permeabilidade vascular e manifestações hemorrágicas. Laboratorialmente, esperamos, como em diversas doenças virais, leucopenia e linfopenia, podendo ser acompanhada por plaquetopenia e, em casos mais graves, aumento de hematócrito (em decorrência de hemoconcentração). Para que realizemos um adequado manejo clínico dos pacientes com dengue, é importante classificarmos os doentes em subgrupos que merecem condutas distintas. O ministério da saúde, distingue os indivíduos com dengue em 4 grupos: A, B, C e D. O grupo A é composto por indivíduos fora da população de risco (hígidos, acima de 2 anos e abaixo de 65a e não gestantes), sem sinais de alarme ou gravidade. Grupo B é composto pela população de risco, pacientes com petéquias ou prova do laço Tuberculosi SES-RJ 2022R Homem de 35 anos, hígido, apresentando tosse produtiva, febrícula e sudorese noturna, tem suspeita diagnóstica principal de tuberculose pulmonar. Pensando nesse diagnóstico, os exames complementares iniciais mais adequados a serem realizados são: A)BAAR do escarro, raio X de tórax e PPD B)GeneXpert do escarro, raio X de tórax e PPD C)TC de tórax, lavado broncoalveolar e biópsia pleural D)TC de tórax, broncoscopia e adenosina deaminase do escarro EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Trata-se de um paciente com alta suspeita clínica de tuberculose pulmonar. Segundo o Ministério da saúde, o diagnóstico de TB pulmonar deve ser feito com:

  1. Baciloscopia (pesquisa de BAAR no escarro): idealmente 2-3 amostras de escarro, a primeira no primeiro contato com a pessoa suspeita e a segunda (independentemente do resultado da primeira) no dia seguinte, preferencialmente ao despertar. Basicamente consiste em contar o número de bacilos por campo! OU
  2. Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB, também conhecido como GeneXpert®): é um teste de amplificação de ácidos nucleicos, capaz de identificar o DNA dos bacilos do complexo M. tuberculosis, além de triar cepas resistentes à rifampicina. Em relação à baciloscopia, temos algumas vantagens, como: o GeneXpert® tem uma sensibilidade de 90% (superior à da baciloscopia) e o resultado sai em aproximadamente 2 horas. O Ministério da Saúde recomenda que esse seja o

perda de peso, concorda?! No paciente com refluxo, são raras as situações em que se indica o tratamento cirúrgico inicialmente; este paciente não tem indicação de cirurgia desde o início do quadro, esofagite e hérnia de hiato não favorecem necessariamente o tratamento cirúrgico sobre o clínico. Sabemos que a hérnia de hiato (HH) favorece o refluxo, mas nem todo paciente com HH tem refluxo, e nem todo paciente com refluxo tem HH. Portanto, a presença de hérnia de hiato não pode diagnosticas DRGE. IAMSPE R1 2020 Mulher de 32 anos de idade é avaliada por um quadro de perda de peso e síndrome de má absorção há 6 meses. Seu irmão tem diabete melito tipo 1, e a mãe doença autoimune da tireoide. Exame físico: normal; IMC: 19kg/m². Exames séricos: hemoglobina: 11,0 g/dL, alanina aminotransferase (TGP): 60 U/L, aspartato aminotransferase (TGO): 42 U/L, bilirrubina total: 0,9 mg/dL, ferritina: 6 ng/dL. Nesse momento, o melhor exame de triagem é o anticorpo A)antitransglutaminase lgA. B)antigliadina lgA. C)anti-Saccharomyces cerevisiae IgA. D)antimitocondrial. E)antimúsculo liso. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Paciente com histórico de doença autoimune na família, apresentando perda de peso, anemia ferropriva grave (ferritina 6ng/dL) e disabsorção? Devemos levantar a antena para doença celíaca. Os anticorpos antitransglutaminase (anti-tTG) são altamente sensíveis e específicos para o diagnóstico e são os exames de escolha para triagem como corretamente afirma a alternativa A. Anticorpos antigliadina lgA apresentam baixa acurácia e não estão indicados para triagem (alternativa B incorreta). Anti-Saccharomyces cerevisiae IgA (mais conhecido como anti- ASCA) é inespecífico, também não utilizado para triagem (alternativa C incorreta). Antimitocondrial é utilizado na investigação de colangite biliar primária (alternativa 4 incorreta) e antimúsculo liso para hepatite autoimune ( alternativa E incorreta). SUS-SP R3 CM 2020 Investigando-se a etiologia de quadros de anemia megaloblástica, deficiência de cobalamina será mais provável nos casos de A)diálise crônica. B)hemólise crônica. C)má-absorção induzida por metformina. D)ressecção jejunal. E)gravidez. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Questão interessante que aborda fatores de risco para diversos tipos de anemias. Vamos analisar as alternativas: A)Pacientes com insuficiência renal crônica dialítica normalmente desenvolvem anemia tanto pela perda de ferro quanto redução da produção de eritropoetina pelos rins. Incorreta. B)Na hemólise crônica há deficiência de folato pelo alto consumo deste a nível medular. Incorreta. C)Correta, a metformina pode levar à redução da absorção de cobalamina no íleo, devendo ser monitorado o nível sérico desta vitamina. D)A ressecção do jejuno não altera a absorção de cobalamina, uma vez que está é feita no íleo terminal. Incorreta. UNESP R1 2020 Homem de 75 anos refere tosse com expectoração amarelada, febre de 39 ºC e dispneia aos esforços há 2 dias. Exame físico: orientado, FR: 24 irpm, oximetria de 87%, ausculta respiratória com crepitações em base pulmonar direita. O tratamento deve ser A)hospitalar com cefalosporina de 3a geração e macrolídeo. B)ambulatorial com macrolídeo. C)ambulatorial com macrolídeo. D)hospitalar com betalactâmico e fluorquinolona.

EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Estamos diante uma questão fácil e corriqueira sobre pneumonia comunitária. O conhecimento necessário nesse caso é sobre onde tratar (ambulatorial ou internado) e qual melhor esquema antimicrobiano. Para definir local de tratamento, classicamente utilizamos o escore CURP-65:

  • Confusão mental
  • Ureia > 50mg/dL
  • Respiração maior que 30irm
  • Pressão sistólica<90mmHg ou diastólica < 60mmHg
  • Idade maior ou igual a 65 anos. Se dois ou mais desses fatores estiverem presentes devemos considerar a internação... Se a dosagem da ureia não estiver disponível, como na questão, podemos usar o escore simplificado CRP-65 - o mesmo anterior sem ureia; a diferença é que a interpretação agora passa a ser que se houver 1 dos fatores a internação deva ser considerada... Esse paciente tem indicação de tratamento hospitalar. A SBPT recomenda os seguintes esquemas para os pacientes internados: enfermaria: cefalosporina de 3ª geração OU ampicilina/sulbactam + macrolídeo; OU quinolona em monoterapia. se for excluída Legionella (antígeno urinário negativo), podemos usar apenas cefalosporina ou amoxicilina/clavulanato. UTI: sempre associação: cefalosporina de 3ª geração ou ampicilina/sulbactam + macrolídeo OU cefalosporina de 3ª geração + quinolona respiratória. Melhor alternativa, nesse caso, é a letra A. UNIFESP R1 2019 Homem, 60 anos de idade, hipertenso, com interrupção do uso de quatro medicamentos para controle pressórico há uma semana, procurou o pronto-socorro com cefaleia intensa. Ao exame clínico: PA= 206 x 122 mmHg; ausculta cardíaca: bulhas rítmicas, normofonéticas, com sopro sistólico em área mitral ++/4; ausculta pulmonar: murmúrio vesicular normal, sem ruídos adventícios; pulsos todos presentes e normais. Fundo de olho: aumento do reflexo dorsal das arteríolas e papila bem delimitada, sem edema. Assinale a alternativa correta. A)É uma urgência hipertensiva, e deve ser tratada com medicamentos orais em 24 horas. B)É uma encefalopatia hipertensiva, e a pressão deve ser mantida abaixo de 130 x 80 mmHg. C)É uma encefalopatia hipertensiva, e a pressão deve ser mantida abaixo de 160 x 100 mmHg. D)É uma emergência hipertensiva, e deve ser tratada com nifedipina sublingual. E)É uma emergência hipertensiva, deve ser tratada com nitroprussiato de sódio e a pressão mantida abaixo de 160 x 100 mmHg. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Indo direto ao ponto: é urgência ou emergência hipertensiva? Como distinguir? O conceito é relativamente simples (a vida real que é mais complexa): na emergência hipertensiva os níveis acentuadamente elevados da pressão arterial promovem lesão de órgão-alvo (como na encefalopatia hipertensiva); na urgência hipertensiva, há potencial de desenvolvimento de lesão em 24 a 48 horas, ou de agravamento de alguma já existente. A lesão de órgão-alvo que caracteriza a emergência hipertensiva denota agressão microvascular por perda da capacidade de autorregulação do fluxo sanguíneo local, o que costuma ocorrer com níveis de pressão diastólica maiores ou iguais a 120mmHg... esses pacientes habitualmente apresentam-se com sintomas. No caso da encefalopatia hipertensiva, por exemplo, classicamente pode haver cefaleia, alteração de consciência, náuseas, vômitos, sinais focais, crises convulsivas e papiledema...opa! esse é um ponto bem importante! Classicamente encontraremos edema de papila, que representa o grau IV de retinopatia hipertensiva de Keith-Wegener; lembra da classificação? Grau I - estreitamento arteriolar; Grau II - estreitamento arteriolar mais pronunciado, cruzamento AV patológico; Grau III - hemorragias e exsudatos; Grau IV - edema de papila. A mudança do reflexo dorsal das arteríolas descrita no caso denota doença de longa data, e às vezes é referida como padrão em "fios de cobre"... Apesar da cefaleia apresentada, portanto, não há indícios claros de lesão aguda de órgãos-alvo; o quadro é frustro! Sendo assim, classificaremos como urgência hipertensiva, afinal não é interessante deixar um

com Rifampicina, em um regime de 600mg a cada 12 horas durante 2 dias, tendo a Ceftriaxona como medicamento alternativo. Afirmativa correta. Sendo assim, a alternativa correta é a Letra B.

Prova de Acesso Direto da Faculdade de Medicina do ABC de 2020

(ABC)

Maria procurou a UBS assim que descobriu a gestação. Passou na

primeira consulta com a enfermeira, que fez o teste rápido para sífilis,

que veio positivo. Foi solicitado VDRL após, que veio com resultado de

1:32. A paciente não tem úlcera genital e nem sinal de sífilis

secundária. De acordo com Ministério da Saúde, qual a classificação

do teste rápido e qual a melhor conduta a ser tomada?

ATeste não treponêmico. Tratar a paciente para sífilis recente, notificar e não tratar as parcerias sexuais, já que a paciente é assintomática BTeste não treponêmico. Tratar a paciente para sífilis recente, notificar e tratar as parcerias sexuais dos últimos 3 meses para sífilis recente. CTeste treponêmico. Não é necessário o tratamento, já que a paciente é assintomática DTeste treponêmico. Tratar a paciente para sífilis tardia, notificar e tratar as parcerias sexuais dos últimos 3 meses para sífilis recente. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Os testes rápidos são sempre testes treponêmicos. A positividade desses testes confirma a infecção, mas é necessário realizar um teste não treponêmico para diferenciar infecção atual ou prévia, uma vez que os testes treponêmicos podem ficar positivos a vida toda. Isso foi exatamente o que foi feito na questão. Paciente positivou no teste rápido e realizaram um VDRL (teste não treponêmico), que também veio positivo. Mas vamos lembrar que, por ser gestante, estamos autorizados a tratar sífilis apenas um teste rápido positivo sem história de tratamento prévio, no intuito de evitar ao máximo a transmissão vertical. Vamos agora analisar cada uma das alternativas:

  • ERRADA. O teste rápido é um teste treponêmico. Além disso, devemos tratar as parcerias sexuais.
  • ERRADA. Pelo mesmo motivo da letra A: o teste rápido é um teste treponêmico.
  • ERRADA. A alternativa acerta em dizer que o teste rápido é um teste treponêmico, mas erra ao não recomendar o tratamento.
  • CORRETA. Devemos, além de notificar, tratar as parcerias sexuais dos últimos 3 meses para sífilis recente.

SES-RJ R3 CM 2018

Pacientes com síncope devem ser examinados cuidadosamente para

afastar a presença de hipotensão postural. Para isso, a pressão

arterial deve ser aferida com o paciente deitado e:

Aapós três minutos em pé Bimediatamente ao ficar em pé Capós dois minutos em posição ortostática Dum e cinco minutos após assumir posição ortostática EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Levando em consideração que a síncope é a perda temporária e repentina da consciência e do tônus postural, seguida de recuperação espontânea e completa. E que ela ocorre devido à redução da perfusão cerebral devido a uma diminuição temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro, causada por uma diminuição da pressão arterial ou devido a uma alteração no controle neural da pressão arterial e do fluxo sanguíneo cerebral. Devemos, dentre outras medidas, investigar realmente a hipotensão postural, ou hipotensão ortostática. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020, nos traz que para pesquisar hipotensão ortostática, deve-se medir "inicialmente a PA (de preferência, em posição supina, após o paciente estar nesta posição em repouso por 5 minutos; na impossibilidade de o indivíduo ficar na posição supina, pode-se de forma alternativa, embora não ideal, realizar a medida com o paciente sentado), e depois medir a PA 1 minuto e 3 minutos após a pessoa ficar em pé. As medições da PA em repouso e em pé devem ser realizadas em todos os pacientes na primeira consulta e também consideradas em visitas subsequentes em idosos, diabéticos, disautonômicos e pessoas em uso de anti- hipertensivo."

SURCE R1 2016

Paciente feminina de 58 anos comparece à consulta de seguimento

por hipertensão, diabetes e hipotiroidismo. Faz uso das seguintes

medicações: captopril 125 mg/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia,

anlodipino 10 mg/dia, metformina 1500 mg/dia, levotiroxina 75

mcg/dia e AAS 100 mg/dia. Iniciou o uso de omeprazol 40 mg pela

manhã, há cerca de 8 anos "para proteger o estômago das

medicações". Nunca apresentou úlceras gástricas, sangramentos ou

sintomas de refluxo. Não faz uso de bebida alcoólica e não utiliza

outras medicações sem prescrição médica. Trouxe raio X com

moderada cifose e colapsamento parcial anterior de algumas

vértebras torácicas que tem aparência osteopênica. Qual conduta

deve ser instituída em relação à terapia antissecretora?

ASuspender omeprazol independentemente do uso de aspirina. BReduzir a dose para 10 a 20 mg de omeprazol por conta do uso de aspirina. CFracionar a dose de omeprazol para 20 mg duas vezes ao dia por conta do uso de aspirina. DSubstituir omeprazol por inibidor de bomba de prótons mais potente como esomeprazol 20 mg/dia. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Há trabalhos que sugerem que o aumento do pH gástrico induzido pelo uso crônico de IBP pode levar a uma diminuição da absorção de cálcio e consequente diminuição da densidade mineral óssea. Portanto, na paciente do enunciado que apresenta alterações ósseas

Para o diagnóstico da hepatite B devemos solicitar os marcadores sorológicos. O HBsAg é o marcador que indica infecção pelo vírus da hepatite B e quando positivo por mais de 6 meses define a hepatite B crônica. Geralmente é o primeiro marcador sorológico a aparecer.

UNICAMP R1 2015

Homem, 38 anos, técnico de enfermagem, hígido e sem antecedentes

mórbidos, acidenta-se com agulha utilizada em punção venosa de

paciente com diagnóstico de hepatite (sorologias positivas para vírus

da hepatite B e negativas para HIV). Sorologias do profissional:

HBsAg: não reagente; anticorpo anti-HBs: reagente; anti-HBc IgG: não

reagente. Essa sorologia indica:

AVacinação prévia para hepatite B. BInfecção prévia pelo vírus da hepatite B. CInfecção aguda pelo vírus da hepatite B. DNecessidade de revacinação para hepatite B. EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Vamos lembrar dos principais marcadores sorológicos da hepatite B. O HBsAg (proteína de superfície do vírus) é o marcador que indica infecção pelo vírus da hepatite B e quando positivo por mais de 6 meses define a hepatite B crônica. Geralmente é o primeiro marcador sorológico a aparecer. O anti-HBC é o anticorpo contra o core do núcleo do vírus da hepatite B. Temos o Anti-HBC total, o Anti-HBC IgM e o Anti-HBC IgG. O Anti-HBC IgM é o marcador da hepatite B aguda. Quando temos HBsAg positivo com Anti-HBC IgM positivo, temos hepatite B aguda. O anti-HBC IgG indica contato antigo com o vírus. Quando temos HBsAg positivo com Anti-HBC IgM negativo e Anti-HBC IgG positivo temos hepatite B crônica. O anti-HBs (anticorpo contra o antígeno de superfície) indica cura ou vacinação. Quando temos Anti-HBs positivo com todos os outros marcadores negativos temos vacinação e quando temos Anti-HBs positivo com Anti-HBC IgG positivo, isso indica que o indivíduo teve contato com o vírus e evoluiu com cura espontânea. O HBeAg indica alta replicação viral e alta infectividade. O Anti-HBe indica baixa infectividade e baixa replicação viral. Como o paciente tem Anti-HBs positivo com todos os outros marcadores sorológicos negativos, ele foi vacinado previamente para hepatite B (alternativa A correta).

Santa Casa SP R3 CM 2023

Uma paciente jovem, de 28 anos de idade, encontra-se internada em

uma enfermaria por pielonefrite aguda, em uso de ceftriaxone

endovenoso há três dias. A urocultura do dia da admissão dessa

paciente revela E. coli ESBL. Entre as alternativas a seguir, assinale

aquela que apresenta a antibioticoterapia mais adequada nesse caso

clínico hipotético.

Avancomicina Bdescalonar para penicilina cristalina Cmanter ceftriaxone Dmeropenem Epolimixina B EXPLICAÇÃO DO PROFESSOR: Questão de nível fácil sobre antibioticoterapia, cuja resposta é a letra (D). Estamos diante de uma paciente com pielonefrite aguda em que temos uma urocultura com crescimento de E. coli. Essa bactéria é responsável por algo em torno de 85% dos casos de ITU (seja alta ou baixa) e, em geral, quando tratamos qualquer ITU de forma empírica, nosso objetivo principal é prover uma cobertura antibiótica adequada para o principal germe responsável... Desta forma, o nosso tratamento, de forma geral, acaba envolvendo antibióticos que tenham ação contra gram negativos... mais especificamente BACILOS GRAM-NEGATIVOS (ENTEROBACTÉRIAS): Escherichia coli; Proteus; Klebisiella. O problema é que cada vez mais estamos encontrando cepas mais resistentes e com mecanismos específicos de resistência... e é justamente isso de que a questão se trata. Com base no antibiograma, podemos verificar que a Cepa encontrada é um germe produtor de beta-lactamase. As betalactamases de espectro estendido (ESBLs) são enzimas que conferem resistência à maioria dos antibióticos beta-lactâmicos, incluindo penicilinas, cefalosporinas e o monobactamicos, como aztreonam. Desta forma, o tratamento de escolha, em geral, acaba envolvendo o uso de CARBAPENÊMICOS

  • por isso a resposta correta é a letra (D). Como mencionamos que existe resistência à antibióticos da classe dos beta- lactâmicos, conseguimos eliminar as letras: (B) e (C). Em relação à letra (A) e (E), ambos antibióticos não apresentam espectro de ação adequado.