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Logística Empresarial: Conceitos, Atividades e Modais de Transporte, Apuntes de Logística

Trabalho de logística completo com introdução, desenvolvimento e conclusão

Tipo: Apuntes

2022/2023

Subido el 30/05/2023

anna-aquino
anna-aquino 🇧🇷

2 documentos

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Introdução à Engenharia de Produção/ Engenharia de produção
Logística
Prof. Enzo Barberio Mariano
Bauru
23/07/2022
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¡Descarga Logística Empresarial: Conceitos, Atividades e Modais de Transporte y más Apuntes en PDF de Logística solo en Docsity!

Introdução à Engenharia de Produção/ Engenharia de produção

Logística

Prof. Enzo Barberio Mariano Bauru 23/07/

Sumário

1. História da Logística A palavra logística é de origem francesa, Loger (acolher ou alojar). Tal palavra era usufruída pelas forças militares para a gestão de suprimentos, movimentação e manutenção, uma vez que os confrontos da época possuíam longo período de duração e larga distância entre os combatentes. Segundo Novaes (2004, p.31): Na sua origem, o conceito de logística estava essencialmente ligado às operações militares. Ao decidir avançar suas tropas seguindo uma determinada estratégia militar, os generais precisavam ter, sob suas ordens, uma equipe que providenciasse o deslocamento, na hora certa, de munição, víveres, equipamento e socorro médico para o campo de batalha. Por se tratar de um serviço de apoio, sem o glamour da estratégia bélica e sem o prestígio das batalhas ganhas, os grupos logísticos militares trabalhavam quase sempre em silêncio. (NOVAES, 2004, p.31). Desse modo, existente há mais de 40 anos, a logística se associava ao âmbito militar durante a Segunda Guerra Mundial, pois era necessário planejamento, organização e execução de tarefas logísticas, que envolviam a designação de uma rota para o transporte das tropas, suprimentos, armamentos e carros de guerra aos locais de combate, para satisfazer as necessidades das batalhas. Logo, é possível mencionar a seguir, alguns exemplos destas demandas: ● Transporte e distribuição de munição; ● Produção, aquisição, transporte, distribuição de armamentos e equipamentos militares; ● Alimentação das tropas militares; ● Prestação de serviço de manutenção especializada por equipes de ● moto-mecanização e engenharia; ● Fornecimento de peças de reposição de veículos e carros de ● combate; ● Evacuação de mortos e feridos; ● Entrega de correspondências aos familiares; ● Entrega de correspondência entre os militares.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as empresas perceberam a importância de obter logística nas empresas devido à alta demanda e exigência dos consumidores, fazendo com que as empresas começassem a se preocupar com a satisfação dos clientes. Portanto, ao passar dos anos, os conceitos mencionados migraram para o âmbito empresarial, se sobressaindo com alto crescimento na rotina das empresas. a) Evolução da Logística A logística passou por fases evolutivas, uma vez que com a ascensão do capitalismo e com o comércio mundial, os empresários notaram que a logística utilizada no meio militar poderia ser introduzida no meio corporativo. Logo: ● Primeira Fase (antes de 1950): muitos conceitos e concepções utilizados na Segunda Guerra Mundial, serviram como princípios para os usufruídos atualmente. Essa fase apresentava muita ineficácia, com exceção dos Estados Unidos que em virtude da moderada demanda e prosperidade industrial, demonstrava crescimento econômico. ● Segunda Fase (entre 1950 e 1970): o marketing foi responsável pelo alavancamento das vendas, pois por meio da divulgação da variedade de produtos diferenciados como cores, modelos e acabamentos, por exemplo, estimulou o interesse dos consumidores. Com isso, televisões, aparelhos de som, micro-ondas, entre outros se tornaram hábito nas casas das pessoas. Dessa maneira, o mercado passou a requisitar, a cada dia, maiores quantidades e variedades de produtos para satisfazer a demanda da população, fazendo com que os estoques superlotassem. Logo, foi preciso planejar e organizar todas as atividades que seriam realizadas, para que as empresas combatassem tamanha desproporcionalidade. ● Terceira Fase (entre 1970 e 1990): Nessa época houveram diversos fatores que impulsionaram a logística, pois as empresas que tinham como objetivo apenas as vendas com alta demanda, tiveram que se atentar para questões logísticas. Entre os fatores é possível listar alguns: a inflação, falta de matéria-prima, globalização, competição mundial, desenvolvimento da informática, formação de blocos econômicos, aumento dos custos de transporte e manutenção de estoques e a crise do petróleo. Tais aspectos fizeram com que as empresas mudassem de conduta.

2. Definição Ballou (2006, p. 27) define: Logística é o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às exigências dos clientes. (BALLOU, 2006, p.27). Com isso, a logística é o ramo da administração que cuida do transporte e do armazenamento das mercadorias. Logo, é um processo que almeja uma execução eficiente desde o ponto de origem até o ponto de entrega, que possui o intuito de satisfazer os clientes atendendo aos requisitos de forma vantajosa e econômica. Ademais, é o conjunto de: planejamento, operação e controle do fluxo de materiais, mercadorias, serviços e informações de uma empresa. Nos dias de hoje, a logística engloba conhecimentos das áreas de engenharia, economia, marketing, tecnologia, estatística e recursos humanos, uma vez que tal ramo é visto como elemento de extrema importância para o alcance de bons resultados, atribuindo funções estratégicas nas empresas. 3. Atividades Primárias Tendo em vista que a Logística Empresarial engloba toda uma cadeia de atividades pautada inicialmente no transporte e armazenamento de mercadorias; é feita uma subdivisão entre esses processos denominada Atividades Primárias. Atividades-chave, que representam as tarefas mais importantes no ambiente da logística, a fim de atingir o melhor nível e qualidade de serviço em contrapartida com o menor custo possível. De acordo com Ballou (2001), estas atividades englobam: transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos, uma vez que influenciam de forma significativa na parcela de custo total da logística, além de serem essenciais para que a tarefa logística ocorra.

Figura 01 - O ciclo crítico da logística Fonte: COMETTI, 2001. a) Transporte Sendo responsável pela movimentação de materiais, produtos, recursos e serviços da empresa, o transporte atribui valor de “lugar” ao produto, uma vez que permite a entrega dos mesmos até a sua demanda de destino. Em contrapartida, é subordinado diretamente às variáveis que influenciam no seu custo de operação, uma vez que para cada lugar que necessário o direcionamento de produtos é viável um tipo diferente de modal (transporte), sendo os principais: rodoviário, hidroviário, ferroviário e aéreo. b) Manutenção de Estoques. Sendo pautado no gerenciamento e controle de produtos estocados, a atividade primária em questão permite o equilíbrio entre a disponibilidade de produtos e serviços de acordo com a necessidade, sem que haja o acúmulo excessivo desses bens, evitando assim gastos desnecessários. Sendo válido ressaltar que a disponibilidade de estoque afeta diretamente na rapidez em que a demanda é atendida, uma vez que se não há a oferta a curto prazo do produto a empresa pode apresentar perdas na sua demanda e consequentemente no retorno financeiro. c) Processamento de pedidos Uma vez responsável pelo processamento e movimentação dos pedidos diretos dos consumidores, a atividade é associada ao transporte e manutenção de estoques, uma vez que

c) Embalagem “O processo de embalagem permite garantir a movimentação de materiais sem quebras, além disso, as dimensões adequadas de empacotamento proporcionam manuseio e armazenagem eficientes (BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2007)”. As embalagens são divididas em quatro categorias, sendo elas: ● Primárias: aplicadas em direto contato com o produto, com o mesmo intuito geral de protegê-lo contra danos em sua integridade, estas embalagens são a primeira camada de proteção, como por exemplo o plástico bolha; ● Secundárias: fazem a proteção da embalagem primária; ● Terciárias: são embalagens para transportes a curta distância, como caixas de papelão e madeira; ● Quaternárias: em conjunto com as embalagens terciárias, e quaternárias fazem a proteção do produto para transportes a longas distâncias, como por exemplo caixotes, contêineres, etc. d) Obtenção A obtenção é a fase em que acontece a coleta dos materiais necessários para o processo. Fazem parte dessa etapa a seleção dos fornecedores, quantidade de matéria, programação da compra e como será comprado. e) Programação do Produto Relacionado à distribuição do produto, a programação projeta a quantidade que deve ser produzida, somado a quando e onde isso deve acontecer. f) Manutenção da Informação Para essa manutenção, o recomendado é criar uma base de dados que possa controlar todo o processo logístico. A partir disso, essa base deve conter dados como informações de clientes, controle de vendas, níveis de estoque, entre outros fatores que podem influenciar na produção.

5. Distribuição Física A distribuição física de produtos ou distribuição física são os processos operacionais e de controle que permitem transferir os produtos desde o ponto de fabricação até o ponto em que a mercadoria é finalmente entregue ao consumidor. (NOVAES, 1994). Uma vez que a Distribuição Física é um ramo da Logística Empresarial, ela espelha a eficiência e qualidade dos processos distributivos, que marcam desde a movimentação inicial das matérias primas até a entrega final do produto aos consumidores. Os dois mercados existentes na distribuição física são: ● Mercado do usuário final: são os que fazem o uso dos produtos para o próprio consumo, geralmente compram em quantidades menores porém com uma alta frequência. ● Mercado composto por intermediários: são os que oferecem os produtos para revenda e não para consumo próprio, uma vez que são compradas grandes quantidades em menor frequência, como por exemplo os supermercados atacadistas. Ademais, além dos distintos tipos de mercado integrantes da distribuição física, a mesma acontece em vários níveis diferentes dentro da empresa, sendo eles: nível estratégico, tático e operacional; uma vez que cada nível é determinado em consequência da hierarquia da instituição. a) Nível estratégico Nesse nível, a mais alta administração da empresa irá decidir as características e o modo de operação do sistema de distribuição em um panorama geral. Nesse momento questões como a localização dos armazéns, seleção dos modais utilizados e os sistemas de processamento de pedidos serão decididos. b) Nível tático No nível em questão a média gerência da empresa estará encarregada de coordenar da forma mais eficaz possível os recursos utilizados.

Nesse sentido, temos que diferentes tipos de modais que se distinguem uns dos outros, pela forma, pelo meio e pelas instalações complementares, estes, são alternativas de transportes disponíveis e sua escolha se alinham aos objetivos logísticos da empresa. Ao que tange às formas de modais, há 4 formas principais: unimodal, sucessivo, segmentado e multimodal. O principal da atualidade é o multimodal, que são uma alternativa de transporte para os gestores logísticos, tal forma integra mais de um modal para fazer o transporte de produtos. Essas combinações podem ser do tipo: ferro-rodoviária, ferro-hidroviária, ferro-aeroviária, ferro-dutoviária, rodo-aérea, rodo-hidroviária, rodo-dutoviária, hidro-dutoviária, hidro-aérea, e aero-dutoviária. O tempo “porta a porta” diz respeito ao tempo desde a saída do fornecedor até a entrega do cliente, o que influencia na escolha do modal, de acordo com essa urgência. Nesse sentido, entram os meios de modais, nos quais há: a. Rodoviário Sendo o maior número disponível no Brasil , visa atender encomendas de pequeno porte em curtas e médias distância, com flexibilidade de rotas, contudo se torna instável pelo número de acidentes, e greves, que atrasam a encomenda. Podem ser citadas como desvantagens deste meio:o alto custo (combustível), a capacidade de carga fracionada, e o desgaste da malha rodoviária. Como vantagem, pode-se citar: a disponibilidade da via de acesso, facilidade de substituição em caso de quebra, e o favorecimento de embarque de pequenos lotes, além de possibilitar a entrega ponto a ponto. b. Ferroviário É um transporte mais lento, sem urgência de entrega, mas com bastante capacidade de carga, o que atrai empresas que transportam um grande fluxo de carga. Como desvantagem, pode ser citado: terminais fixos e limitados, e a impossibilidade de coleta ponto a ponto. As vantagens são: fretes baixos à grande volume e baixo consumo energético. Auto exposição a furtos c. Dutoviário Utilizado apenas para transportes de granéis sólidos, líquidos ou gasosos, e dividido em tipos. O gasoduto que transporta gás, o mineroduto que transporta minério, e o oleoduto

que transporta óleo. As vantagens se encontram em ser um meio pouco poluente com baixos riscos de acidentes e baixo custo de transporte. Já as desvantagens estão em ter um alto custo de infra-estrutura e uma rigidez de linhas. d. Fluvial É um meio de transporte entre rios, canais de navegação e lagos, mas pouco explorado no Brasil. Sendo este, indicado para cargas de grande tonelagem, e sem urgência de entrega, suas vantagens estão no baixo custo de transporte e na alta capacidade de cargas. Porém, suas desvantagens se encontram na elevada exigência de embalagem, na distância do centro de produção e no congestionamento nos portos. e. Marítimo O transporte marítimo é um dos modais de transportes aquáticos ou aquaviários que ocorrem nos oceanos e nos mares através de embarcações como os navios, os barcos e os transatlânticos, por exemplo. Ademais, é o principal meio de transporte internacional para a comercialização dos produtos, uma vez que 90% das mercadorias são transportadas por esta via. Portanto, entre as diversas modalidades utilizadas até hoje, o marítimo é o mais antigo e conquistou pioneirismo dos sistemas modernos, além da importância do deslocamento das pessoas e da evolução do comércio. Por fim, é possível descrever como vantagem o fato de possuir um suporte adequado para grande capacidade de carga, além de conter um preço consideravelmente baixo. Logo, apesar de ser um transporte lento apresenta várias vantagens. Por outro lado, a demora para a entrega das mercadorias, além de possíveis danos nos produtos, pode ser considerada uma desvantagem (TODA MATÉRIA, 2022). No Brasil, é um modal pouco explorado devido ao alto custo, falta de fiscalização, precariedade nos portos e outros fatores. f. Lacustre É um meio de transporte aquático ou hidroviário que é realizado através de vias de água, ou seja, hidrovias. Logo, é um transporte que ocorre em lagos dentro de um país por meio de embarcações como barcos e balsas, tendo como denominação “cabotagem”. Ademais, é um modal bem restrito, uma vez que normalmente transporta pessoas e cargas que tem como característica o transporte entre cidades e países vizinhos. Contudo, trata-se de um modal sem muita importância estatística no comércio internacional. O lacustre tem como vantagem o custo benefício, pois é tido como um transporte barato, além de não causar tantos

Dentro da administração de Materiais, há o protagonismo do gestor de recursos materiais que tem como principal função maximizar a utilização desses recursos dentro da empresa. Dado essa atuação, é possível perceber sua importância, ao traçar um paralelo com o passado, no qual tais gestores eram escolhidos sem terem uma capacitação específica e recebiam baixos salários, o que propiciava o esquemas de corrupção, ou seja, tais gestores obtinham ganhos pessoais dos fornecedores para facilitar fechamentos, contudo, depois da década de 70, devido a crise esse cenário mudou, por qualquer ganho ser significativo, assim, foi dado mais enfoque a área de compra e administração de materiais com a exigência de profissionais com níveis superiores, bons de argumentação e negociação, e com boa remuneração. Nessa perspectiva, percebeu-se que antes os compradores cometiam erros como, o abarrotamento de estoques de matéria-prima, a falta de controle dos históricos de aquisição e de critérios para seleção de fornecedores, além da falta de verificação do padrão de qualidade dos materiais adquiridos. Isso é o que mostra e discute o artigo de Marcos Valle Verlangieri. Nesse viés, os objetivos da Administração de Materiais, se dá pela qualidade esperada, quantidade pedida, tempo certo, preço certo, registros fidedignos e custos baixos de operação (custo de transporte, armazenagem e etc). Há ainda, dentro da Administração de Materiais, o canal de suprimentos, que é responsável por dar início aos pedidos e transmissões de ordem de compra, transportar suprimentos até a empresa, e manter estoques que atendam a necessidade do sistema de operações. Para atender as necessidades do sistema de operações, a Administração de Materiais deve: converter as demandas em ordens de compra, selecionar fornecedores em razão de preços, datas de entrega, e qualidade, transmitir de forma detalhada a ordem de compra ao fornecedor, contendo data, quantidade entre outros, e por fim, decidir se os suprimentos vão para estoque ou diretamente para a produção. Por fim, é importante salientar que há atividades que dão suporte à Administração de materiais, e são elas:

  • O transporte;
  • A Manutenção de Estoques;
  • O Processamento de Pedidos;
  • A Embalagem de Proteção;
  • A Armazenagem;
  • O Manuseio de Materiais;
  • A Manutenção da informação;
  • A Obtenção (termo utilizado para referir-se aos aspectos de compras que têm impacto nas atividades de movimentação e armazenagem (BALLOU, 1993). 9. Armazenagem Dentro desse tópico, são necessários pontuar os seguintes subtópicos: Espaço Físico, Localização de Depósitos, Dimensão de Estoque, Funções e Tipos de Depósito. ● Espaço Físico: Por conta de fatores como a incerteza da demanda, os possíveis problemas no transporte e a tempo para aquisição de matéria-prima, é necessário um espaço físico para armazenagem de produtos prontos, o que garante uma margem de segurança para a organização. Além disso, mesmo com a tendência do conceito just-in-time, a ideia de ter um estoque não foi totalmente descartada, uma vez que a produção apenas sob demanda ainda pode custar mais do que um depósito. Dessa forma, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre os custos de armazenagem, produção e transporte. Por último, alguns produtos necessitam do armazenamento, uma vez que essa etapa faz parte do seu processo de produção. Queijos e bebidas alcoólicas são um exemplo de mercadorias que necessitam desse estoque. ● Localização de Depósitos São muitos critérios importantes para a decisão de onde deve-se ter um depósito, uma vez que podem ser limitações ou oportunidades que influenciam no custo final da armazenagem. Alguns desses critérios são: leis de zoneamento, salário médio da região, localização geográfica, custos para construção, tráfego automobilístico, entre outros. ● Dimensão de Estoque Partindo do mais básico, um estoque deve ter o tamanho suficiente para atender às necessidades da empresa, sempre visando o mínimo custo possível. ● Funções:
  1. Abrigo de produtos: Simplesmente para balancear a oferta e demanda do mercado.

Dessa forma, os equipamentos de manuseio são pontos essenciais para cumprir esse objetivo. Esses equipamentos podem ser divididos em duas categorias: ● De movimentação: equipamentos gerais que tem como o objetivo aumentar a velocidade de movimentação dos produtos. Exemplos: empilhadeiras, esteiras e guinchos. ● Auxiliares: equipamentos que garantem organização, facilidade de manuseio e boa gestão visual. Exemplo: porta-paletes. Além disso, os produtos também são codificados. Seja por tipo de produto ou por ordem de produção, a codificação tem como objetivo facilitar a localização e identificação dos produtos. Outro fator importante é a organização física da armazenagem. Dependendo do tipo e da diversidade do produto, um diferente layout de armazenamento deve ser utilizado. Um exemplo disso é, em casos de muitos produtos diversificados, organizar o estoque em vários setores, nos quais cada um comportaria um tipo de produto. Por fim, a embalagem também faz parte do escopo da logística, uma vez que, além de oferecer uma boa experiência ao consumidor, também é essencial para facilitar a sua distribuição. Dessa forma, o tamanho, configuração e resistência são características que devem ser consideradas ao desenvolver a embalagem.

11. Casos 1º Caso: Sistema Logístico de amplitude nacional da LWART. A Lwart é a maior empresa de refinamento de óleo da América Latina. Possuindo 17 unidades distribuídas ao longo do Brasil, o sistema logístico da empresa é desenvolvido e otimizado para atender todas as regiões do país. Por legislação, todo óleo deve ter destino correto. Dessa forma, a Lwart tem a obrigação de coletar o óleo contaminado quando surge um novo fornecedor. Assim, somando todos os pontos de coleta, a Lwart já atende mais de 3.300 municípios em todo o Brasil. A imagem abaixo representa os 17 centros de coleta, sendo que apenas uma dessas faz o refinamento. Portanto, todo o óleo coletado precisa ser transportado até chegar ao município de Lençóis Paulista, em São Paulo.

A empresa durante todo o seu processo operacional faz o uso do modal rodoviário, ou seja, todo o transporte de produtos é feito por meio de uma frota de caminhões, que percorre todo o território nacional coletando o OLUC (óleo contaminado) e posteriormente devolvendo o óleo base como produto final após o rerrefino. O óleo contaminado ao ser gerado pelos consumidores necessita de um destino ambientalmente correto, nesse contexto a Lwart aciona os caminhões com menor capacidade de armazenamento para circular em regiões próximas aos centros de coleta, reunindo assim o OLUC de todos os produtores, sejam eles de pequeno ou grande porte. Ao ser recolhido pelos caminhões os mesmos transportam o produto até o centro de coleta mais próximo, que armazenará da forma correta todo o óleo contaminado até que o próximo caminhão com capacidade de armazenamento maior faça o transporte até a unidade de rerrefino localizada no interior do estado de São Paulo. Ao chegar na unidade de rerrefino, o OLUC passa por diversos processos físico-químicos até chegar em sua forma “pura”, ou seja, o óleo base que será comercializado com os consumidores, que são por sua maioria grandes indústrias revendedoras que distribuem ao consumidor final. Portanto, em todo o seu processo de funcionamento, a Lwart precisa de um sistema logístico de alta qualidade, não só para garantir o transporte do produto, mas também para otimizar o tempo de viagem e, consequentemente, aumentar o lucro da empresa.