Canais Iônicos
A gente tem diferentes tipos de estímulos, né, que vão estar influenciando a abertura e o fechamento dos canais iônicos.
Então, primeiro a gente vai ter uma seletividade iônica e a gente também vai ter um controle.
E aí, eles vão diferir, então por que eles vão diferir, né?
Então esses canais iônicos, eles vão se diferir um dos outros, primeiramente, né, pela seletividade iônica, tá?
Então, eles primeiro vão ser isso, por quê?
Porque cada canal iônico vai permitir a passagem de um íon, o quê?
Específico, tá?
Então essa vai ser uma diferença.
E também, a gente vai ter uma diferença no controle, por quê?
Porque vão ser condições que vão influenciar, então condições que influenciam a abertura ou o fechamento desses canais iônicos.
O primeiro canal, né, que é o controlado por voltagem vai ser, justamente, vai ser controlado pelo potencial de membrana.
Então detectou aqui alterações no potencial de membrana, a gente vai ter a abertura, ou seja, vai ter a probabilidade desse canal iônico abrir.
Então, o que a gente tem de principal nesse tipo de canal?
Então a gente tem os canais de sódio, os canais de potássio e os canais de cálcio.
Então os canais de sódio estão envolvidos, justamente, com o quê?
Com a despolarização, então eles estão envolvidos, lembra, que é o primeiro, a primeira etapa do potencial de ação, então é o primeiro.
Então o canal de sódio que vai ser aberto, ele está envolvido aí com a despolarização.
O segundo tipo de canal vai ser um canal de potássio.
E o canal de potássio, ele está justamente relacionado com o segundo passo, né, do potencial de ação, chamado de repolarização.
E aí a gente também tem os canais de cálcio, que estão envolvidos aí com a liberação dos neurotransmissores.
Vou abreviar, tá?
Então dos neurotransmissores, porque lembram-se, né?
Que no final, quando está acontecendo todo o potencial de ação, quando ele chega lá no terminal nervoso, no neurônio, o que acontece?
A gente vai ter a abertura dos canais de cálcio, que vão fazer com que ocorra uma troca, onde a gente tenha um sinal elétrico, né, em um sinal químico, que vai ser o neurotransmissor, então ele está envolvido com a secreção aí dos neurotransmissores.
E aí agora a gente tem um segundo tipo de canal, então a gente tem um canal controlado por ligante.
O que vai ser esse canal controlado por ligante?
Nada mais é do que a ligação de um ligante, então o ligante, ele vai se ligar a quem?
Ele vai se ligar ao canal iônico, que aí a gente vai entender um pouco mais no nosso exemplo.
Eu trouxe o exemplo para vocês que são os receptores de neurotransmissores.
E a gente vai utilizar o neurotransmissor, que vai ser recebido aí pelo receptor, a acetilcolina, que é um neurotransmissor que é produzido pelo
sistema nervoso central parassimpático.
Então vamos lá.
Então, a gente tem os receptores de neurotransmissores.
O que eu vou utilizar aqui vai ser o receptor nicotínico dois.
Então o receptor nicotínico dois, ou seja, um receptor aí de neurotransmissor, que vai ser a acetilcolina, o que acontece?
Ele vai lá e a acetilcolina vem e se liga a esse receptor.
Então, o que acontece?
Uma vez que ele se liga, esse receptor nicotínico, ele está onde?
Ele está na placa motora.
E aí, eles vão ser justamente ativados pela acetilcolina.
E aí, quando a gente tem a ligação do receptor nicotínico com a acetilcolina, ou seja, a acetilcolina é quem?
É o ligante.
Então quando a gente tem a ligação do ligante com um receptor, que é o nicotínico dois, e o ligante, que é a acetilcolina, o que isso vai gerar?
Isso vai gerar a contração muscular.
Então olha que bacana, esse canal controlado por ligante, né, que vai ser nada mais do que um ligante se ligar a esse canal iônico, vai gerar a abertura dos canais iônicos, como eu trouxe o exemplo para vocês.
Aqui é a acetilcolina, vem, que é o ligante, se liga ao receptor nicotínico dois, que vai gerar, né, a abertura do quê?
Dos canais de cálcio, que vão gerar a contração muscular, tá?
A gente também tem outros sensores químicos, então, por exemplo, um sensor que vai se ativar devido ao pH e também ao oxigênio.
Mas o importante que a gente saiba aqui, no canal controlado por ligante, é justamente essa parte de receptores de neurotransmissores, tá?
E agora, nós temos o canal controlado mecanicamente.
Então nada mais vai ser do que a abertura, ela vai ser controlada por uma força mecânica, ok?
Então a gente tem canais sensíveis à tensão da cóclea.
Meu Deus, o que é a cóclea?
Então eu trouxe aqui para vocês, então aqui a gente tem o ouvido, parte externa do ouvido, e aqui a gente tem a parte interna do ouvido.
E aqui é justamente onde a gente tem a cóclea, e aqui eu trouxe um zoom para vocês observarem.
Então aqui é a parte, né, que a gente observa da cóclea, então a gente tem aqui as células epiteliais, que são células que vão estar dando a sustentação, né?
Então a gente vai ter aqui as fibras do nervo auditivo, e eu quero que vocês observem, principalmente, uma célula, tá?
Que é esta aqui, tá?
Que é uma célula ciliada.
Essa célula ciliada, o que ela tem?
Ela tem uma extensão, essa extensão é chamada de estereocílios, ok?
E aí, vamos pensar: a gente está lá no metrô, não tem aquela pessoa que está lá ouvindo aquele funk super alto, e você pensa: meu Deus, o que está acontecendo dentro do ouvido dele?
Então é hoje que vocês vão entender o que está acontecendo, tá?
Então vamos lá.
Aqui eu trouxe para vocês um exemplozinho.
Então, esse é um zoom, tá?
Também do estereocílio, então, o que acontece?
Só para vocês observarem, o que acontece?
Essa pessoa vem, vou colocar aqui para vocês entenderem o passo a passo.
Então aqui a gente tem o som, tá?
Então, o som entrou aqui dentro do ouvido, vai vir aqui na parte interna do ouvido e vai vir aqui na cóclea, tá?
Então, o que vai acontecer na cóclea?
O som, né, as vibrações sonoras, vão fazer o quê?
Vão fazer com que a membrana basilar, lembrando que essa membrana basilar é uma membrana da matriz extracelular, tá?
Que vai ser da matriz extracelular.
Então essa membrana basilar, vai fazer o quê?
Ela vai vibrar.
Então ela vai vibrar, então ela vibra de cima para baixo, de cima para baixo, então o que isso faz?
Você está vendo que ela é a sustentação de toda dessa estrutura da cóclea?
Então, o que acontece?
Como ela vibra de cima para baixo, ela vai fazer o quê?
Ela vai fazer com que os estereocílios aqui, da célula ciliada, justamente se inclina.
Então aqui, quando não tem som, a gente tem essa estrutura, tá?
Dos cílios, eles vão ser cílios mesmo, extensões, para cima.
Quando ocorre uma vibração dessa, vibração da membrana basilar, ocorre a inclinação ó, desses estereocílios.
E quando ocorre a inclinação, eu quero que vocês observem que aqui, esse canal está fechado, ocorreu a vibração e, né, consequentemente, a inclinação desses estereocílios, ocorre o quê?
A abertura desse canal.
Então, ocorrendo, aqui, aí a abertura, o que vai gerar essa abertura?
Mas por que acontece essa abertura?
Porque a partir do momento que a gente tem uma inclinação, o que isso gera?
Isso vai fazer com que estique, vocês observam que ocorre, eles esticam, então esticando esses estereocílios, a gente tem um filamento, né?
Como a gente sabe, que esses estereocílios, eles são formados por filamentos, esses filamentos esticam e aí vão abrir esses canais iônicos, tá?
Que são controlados mecanicamente na membrana plasmática dos estereocílios, tá?
E aí, o que eles vão fazer?
Eles permitem a entrada de íons positivos, ou seja, de íons que têm carga positiva.
Uma vez que esse íons conseguem entrar aqui nessa cavidade, o que vai acontecer?
Isso vai justamente fazer com que esses estereocílios, lembra que eles estão ligados ao quê?
Às fibras auditivas, então isso vai permitir, justamente, que o quê?
Que eles estimulem aqui, essas fibras do nervo auditivo, lembra que essas fibras estão levando uma informação para algum lugar, elas estão levando essa informação para onde?
Para o encéfalo.
Então, resumindo, entrou som, teve uma vibração na membrana basilar, ocorrendo a vibração dela, a gente tem uma inclinação dos estereocílios, isso vai esticar os filamentos que nós temos aqui, isso vai ocorrer a abertura dos canais iônicos, que vão permitir a entrada de íons que são carregados positivamente.
Isso, por sua vez, vai estimular as fibras do nervo auditivo, que vão o quê?
Vão transmitir esse sinal auditivo para o encéfalo, ok?
Então é isso que vai acontecer aqui para que uma pessoa consiga escutar.
Então olha, está altamente envolvidos com quem?
Com canais iônicos, tá?
E aqui eu trouxe um resumo para vocês observarem.
Então, então aqui a gente tem um canal controlado por voltagem, ocorreu uma alteração na membrana, potencial de membrana, ocorre a abertura, também ele é controlado por ligante, esse ligante pode ser tanto extracelular, né?
Como a gente viu na acetilcolina, mas ele também pode ser um ligante intracelular, o que importa é que eles vão permitir a abertura desse canal e também controlado por estresse ou também chamado de mecanicamente, tá?
Controlado através de mecanismos mecânicos, que vão permitir aí a abertura do canal iônico.