Pilhas
Vamos lá, então, vamos entender um processo chamado pilhas.
E esse processo está dentro da eletroquímica.
Só que primeiro, aqui, vale lembrar um detalhe.
Eu vou trabalhar a pilha de Daniell.
Não que você não possa trabalhar outras pilhas, mas a pilha aqui vai ser a de Daniell, que é a mais comum de cair e tudo mais.
E ela é entre cobre e zinco.
Então olha só para você entender o esquema.
Então já está desenhado uma pilha para você, bonitinho aqui, e lembra de uma coisa, coisas práticas.
O exercício, ele já te deu o potencial de redução, e aí, única coisa que você vai ter que saber aqui eu já vou colocar.
Ó, o potencial de redução, ele está aqui.
Ele é fornecido para você, caso precise, você não precisa estressar com isso.
Agora, lembra de um detalhe muito importante: o cátodo reduz e o ânodo oxida, você vai lembrar disso aqui.
Cátodo, na pilha, é o polo positivo, enquanto o ânodo, que vai oxidar, é o polo negativo.
Só que eu não sei quem que é quem aqui.
O que você tem que saber num primeiro momento?
O fio externo, ele tem a condução de elétrons, e lembra que o sentido dos elétrons, ele sempre vai do negativo para o positivo, sempre do ânodo para o cátodo.
Então beleza.
E a ponte salina, ela vai migrar íons.
Então ela tem essa transição de íons.
Bom, vamos entender o que vai acontecer aqui.
Eu vou pedir para você ficar prestando atenção bem nesse momento aqui, no potencial padrão de redução.
Por que é que eu vou pedir para você ficar prestando atenção
aqui?
Porque é o seguinte: aqui, bem nesse momento aqui, eu vou me basear para montar minha pilha, então olha só.
Entre esses dois, o maior potencial é o do cobre.
Esse é o maior potencial.
Se o potencial é maior, ele se reduz com mais facilidade.
Enquanto o do zinco, ele é o menor.
Então ele vai se oxidar, aqui oxida, enquanto aqui o do cobre, ele reduz.
Ou, se você já sacou quem vai oxidar e quem vai reduzir, vai ficar um pouco mais fácil.
Este lado aqui do zinco vai ser o lado negativo, este aqui do cobre vai ser o lado positivo.
Ou seja, esse aqui é o meu ânodo e esse aqui é o meu cátodo.
E olha só.
O fio externo, esse fio, vai migração de elétrons, lembra que esses elétrons vão migrar neste sentido aqui ó.
Então aqui os elétrons vão migrar pelo fio, pelo fio, não pela ponte salina.
Essa solução aqui é uma solução, pode ser de sulfato, de zinco, não importa, sulfato, nitrato, não vai fazer diferença.
Concentração, um molar, um mol por litro cada.
Mas olha só que interessante.
Como o zinco, ele vai reduzir, então ele vai ficar Cu dois mais, então vamos colocar aqui no cantinho, que é o que interessa para a gente, ele continua sendo Cu dois mais, mais dois elétrons, formando Cu zero.
Não estou preocupado com potencial, mas, não sei se você sabe, essa solução, ela está abarrotada de Cu dois mais.
Então, o que vai acontecer?
Esse Cu dois mais, ele vai aqui ó, ele vai começar a grudar na placa.
Então essa placa, ela vai ter um pequeno aumento da massa, ou seja, a massa aqui dela vai aumentar, a massa da barra.
A concentração da solução irá diminuir.
Como a massa vai aumentar, eu posso chamar essa brincadeira aqui de deposição, porque o metal, ele está sendo corroído, deposição.
Agora, vamos olhar para o outro sentido.
O zinco, ele vai ser oxidado, então esse potencial, eu vou invertê-lo.
Então vai ficar zinco, formando zinco dois mais, mais dois elétrons.
Beleza, olha só.
Essa solução, ela tem zinco também, tem zinco dois mais.
Mas como o potencial que está aqui, ele está oxidando, essa barra de zinco, ela vai mandar zinco dois mais para a solução.
Então, ela já tinha uma certa quantidade, ela vai ficar com mais zinco então.
Ou seja, ela vai ficar mais concentrada.
Se ela fica mais concentrada, vamos ver o princípio aqui ó.
Mais concentrada, e a massa da barra.
Ela vai diminuir.
Portanto, aqui eu sei que ocorreu uma corrosão, vai ocorrer uma corrosão da massa.
Ah, e os íons?
Eles vão migrar para que lado?
Os íons migram para o lado inverso.
Então, para quê?
Para ter um equilíbrio aqui.
Ah, mas e aqui, o que vai acontecer com o meu potencial?
Presta atenção nisso aqui.
Se eu passar um traço, cortar os elétrons que estão em lados iguais, eu tenho a minha chamada reação global, que é o Zn mais Cu dois mais, formando Zn dois mais mais Cu zero.
Como eu inverti este potencial aqui, eu inverto o sinal, ele passa a ser positivo.
E aí, o que vai acontecer?
Se ele perguntar a ddp, a minha delta E, é só eu somar os dois.
O oxidação, que é o mais zero setenta e seis, com o redução, que é mais zero trinta e quatro, totalizando, então, um vírgula dez Volts.
E aí eu queria chamar a sua atenção só para um detalhezinho muito importante.
Como a gente está falando de pilha.
Pilha, sempre e sem exceção, o seu potencial, ele será positivo.
Se eu fiz alguma conta e deu negativo, reveja seus conceitos que está errado.
Lembra desse macete aqui do CRAO: o cátodo reduz e o ânodo oxida, ele vai facilitar e muito a sua vida.